10 de julho de 2026
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A Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (9/7), a Operação Cifra Oculta. A ofensiva visa desarticular o braço financeiro de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de drogas e armas.

Ao todo, as equipes cumpriram 15 mandados de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. As ações ocorreram em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Edéia e também em Itapema (SC). A Justiça determinou o bloqueio de R$ 160 milhões em bens e valores dos alvos.

A investigação é a 13ª fase da Operação Destroyer e nasceu como desdobramento da Operação Reincidentes, que no fim do ano passado prendeu dez pessoas. Na época, o grupo organizou um foguetório em cidades goianas para homenagear dois membros mortos em confronto no Rio de Janeiro.

A partir das provas colhidas, a Denarc identificou uma sofisticada estrutura de lavagem de capitais. O esquema utilizava uma fintech e sete empresas de fachada, movimentando cerca de R$ 320 milhões em pouco mais de um ano.

A polícia também identificou três operadores financeiros e um líder da alta cúpula da organização. Esse chefe acumula condenações que somam mais de 106 anos de prisão por homicídio, roubo a banco e tráfico.

O líder cumpria regime semiaberto, mas fugiu e rompeu a tornozeleira eletrônica após ser localizado em Angra dos Reis (RJ). Ele acabou detido na última sexta-feira (3/7), ao sair de uma casa noturna no Setor Marista, em Goiânia.

As investigações revelaram ainda que as ramificações do grupo alcançam a Europa. Um dos integrantes está preso desde fevereiro em Portugal, flagrado no Aeroporto de Lisboa, e outro comparsa segue foragido em território português.

Durante as buscas desta quinta-feira, as equipes apreenderam veículos, aparelhos celulares, computadores, farta documentação e uma quantidade expressiva de drogas que passará por perícia.

Autor Manoel Messias Rodrigues

Lidiane

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