Petroleiro e porta-contêineres são alvos de disparos; embarcações recuam depois de ordem de fechamento da rota
Navios comerciais que tentaram atravessar o estreito de Ormuz neste sábado (18.abr.2026) foram impedidos de seguir viagem e, em pelo menos 2 casos, atingidos por disparos, segundo a agência Reuters. Relatos de segurança marítima indicam que embarcações iranianas abriram fogo contra navios na região entre as ilhas de Qeshm e Larak, o que levou os comandantes a recuar antes de completar a travessia.
Os episódios coincidem com alertas emitidos pela UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations, a autoridade britânica de monitoramento do tráfego marítimo), que registrou 2 incidentes distintos na costa nordeste de Omã. Em um deles, o comandante de um petroleiro relatou que a embarcação foi abordada por duas lanchas armadas do IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica), que abriram fogo sem aviso prévio por rádio; não houve feridos, e a tripulação está segura, segundo o comunicado.
Em outro alerta, a UKMTO informou que um navio porta-contêineres foi atingido por um projétil não identificado, o que causou danos em parte da carga, sem registro de incêndio ou impacto ambiental. As autoridades investigam os 2 casos, que ocorreram a cerca de 20 a 25 milhas náuticas da costa de Omã.
Além dos ataques, navios que navegavam pelo estreito relataram ter recebido mensagens de rádio atribuídas à Marinha iraniana informando que a passagem estava novamente fechada. “Atenção a todos os navios […] o Irã declara o estreito de Ormuz completamente fechado novamente. Nenhuma embarcação de qualquer tipo ou nacionalidade está autorizada a passar”, dizia a comunicação.
A interdição ocorre depois de um aviso emitido na véspera indicando que a travessia poderia ser retomada de forma limitada, em rotas consideradas seguras por Teerã. Neste sábado (18.abr), o Irã informou que voltará a exercer um controle rigoroso sobre o tráfego de navios comerciais no estreito de Ormuz.
O estreito de Ormuz é uma das principais rotas energéticas do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo e do GNL (gás natural liquefeito) consumidos globalmente. Com a escalada recente, centenas de navios e cerca de 20.000 tripulantes permanecem retidos no Golfo, à espera de autorização para atravessar o corredor marítimo
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Será assinado um decreto para garantir a transparência e o repasse das subvenções à população
O governo anunciou, nesta 3ª feira (14.abr.2026), novas medidas de regulamentação do pacote de ações que visa a diminuir os impactos da guerra no Oriente Médio no preço dos combustíveis e do gás de cozinha. Entre elas, está um decreto que exigirá transparência das importadoras para garantir que a redução de custos chegue ao consumidor.
O anúncio foi feito pelos ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, em coletiva de imprensa na sede do ministério. Também participaram o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, e o secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada.
Eis as medidas anunciadas:
- regulamentação da subvenção –subsídio do governo para baratear o custo– ao produtor de diesel no valor de R$ 0,80 por litro;
- regulamentação da subvenção para o importador de diesel. Será publicado um decreto com as condições e o prazo para a adesão dos Estados;
- regulamentação da subvenção GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) importado;
- decreto de transparência de preços para garantir o repasse dos valores subvencionados ao consumidor e evitar aumento de lucro de forma abusiva;
- reajuste dos preços de referência do programa Gás do Povo para ampliar o acesso à população, com impacto estimado em R$ 300 milhões.
Silveira afirmou que os importadores deverão apresentar a evolução semanal do avanço do lucro bruto. No caso de não serem praticados os preços subvencionados, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, assim como se não houver o envio das informações exigidas pelo decreto. Já nos casos de prática abusiva, a penalidade pode alcançar R$ 500 milhões.
PACOTE DE MEDIDAS
O governo publicou em 7 de abril a medida provisória e decretos com as novas regras para conter os aumentos dos preços do diesel, do gás e da querosene de aviação causados pela guerra no Irã. O pacote inclui subsídios para as empresas que importam diesel e para os produtores nacionais, o QAV (Querosene de Aviação) e o biodiesel.
O ministro disse que as medidas foram um “absoluto sucesso”. Segundo ele, “o Brasil é o país que menos sofreu com a guerra”. Silveira declarou que não haverá desabastecimento de combustíveis e que os preços estão estáveis.
O secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, disse que já foram feitas 5.164 notificações contra postos de combustíveis que elevaram a margem de lucro. “É uma medida que traz transparência e informação, além de permitir identificar aquele que está cometendo uma prática abusiva”, afirmou.
Eis um resumo das medidas:
- subvenções para produtores nacionais de diesel: R$ 6 bilhões (duração de 2 meses, prorrogáveis por 2 meses);
- subvenção às empresas importadoras de diesel: R$ 2 bilhões (duração de 2 meses, prorrogáveis por 2 meses), há um custo de R$ 2 bilhões ao Estados que não entrou na conta da União;
- subvenção inicial de R$ 0,32 por litro para importação: R$ 2 bilhões;
- subvenção do GLP e retiradas dos impostos do QAV e biodiesel: R$ 500 milhões;
- zerar as alíquotas do PIS/Cofins do diesel: R$ 20 bilhões em valores anualizados. A equipe econômica afirma que a cobrança do tributo deverá voltar após posteriormente, ainda em 2026, o que reduziria a renúncia fiscal.
Texto modifica cadastro de pescadores artesanais e volta à Câmara após senadores alterarem projeto
O Senado aprovou, nesta 4ª feira (8.abr.2026), o PLV (Projeto de Lei de Conversão) 1 de 2026 que modifica as regras de cadastro e identificação para o seguro-defeso de pescadores artesanais.
O texto substitui a MP (Medida Provisória) 1.323 de 2025 e estabelece mecanismos para evitar fraudes no benefício, além de autorizar o pagamento de parcelas pendentes em 2026 aos beneficiários que cumprirem os requisitos legais.
Os senadores introduziram alterações no projeto aprovado na 3ª feira (7.abr) pela Câmara dos Deputados. O texto precisa agora retornar à Casa Baixa para nova análise.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou que conversou com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que afirmou que votará o projeto na 5ª feira (9.abr). Leia a íntegra (112-kB).
O senador Beto Faro (PT-PA) foi o relator e conduziu a elaboração do texto final depois de 3 audiências públicas em Brasília e debates em diferentes estados. “Foi muito debate e muita conversa. Na comissão mista, o texto foi aprovado por unanimidade”, declarou.
Os senadores incluíram a obrigação de comprovação de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) por parte do pescador de pelo menos 6 meses no período de 12 meses. Essa previsão constava do texto original, mas havia sido retirada na Câmara. As regras sobre comprovação de limite de renda para acesso ao benefício também foram modificadas.
Foi suprimida a previsão de pagamento de benefícios retroativos relativos aos períodos de defeso do ano de 2025. Outra mudança foi a retirada da possibilidade de entidade parceira receber requerimento de habilitação e documentos por parte do pescador artesanal.
As alterações foram resultado de um acordo entre as lideranças do governo, o relator da matéria e os senadores da oposição. Segundo Beto Faro, o texto final resultou de amplo debate envolvendo representantes do governo, do Congresso e de entidades representativas da categoria.
O objetivo é criar mecanismos mais eficientes para evitar fraudes no programa. A construção do entendimento buscou evitar que medidas de controle prejudiquem pescadores que exercem a atividade de forma legítima.
O texto aprovado prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o Reap (Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025. Para receber os benefícios relativos a 2026, será necessário apresentar o Reap apenas de 2025.
O Reap precisa ser apresentado anualmente para que o pescador continue habilitado a contar com o seguro-defeso no ano seguinte. Quem estiver em atraso não recebe o valor pago para sustento da família enquanto houver proibição de pesca para preservar as espécies em sua época de reprodução.
O texto também aumenta as sanções para quem fraudar o programa: em vez dos atuais 3 anos de suspensão do registro de pescador, o prazo passa para 5 anos. Prazo igual será aplicado a título de impedimento de requerer o benefício. Nos casos de reincidência, o prazo será em dobro (10 anos).
A partir de 1º de novembro de 2026, o acesso aos sistemas digitais do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Ministério do Trabalho e Emprego dependerá da autenticação de dois fatores (senha e código enviado ao celular cadastrado, por exemplo).
O texto prevê que pescadores artesanais habilitados no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e de suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores. A medida visa ampliar o acesso a financiamentos subsidiados.
O presidente do Senado elogiou o esforço das lideranças partidárias em torno de um entendimento sobre as modificações na MP. “Essa construção só foi possível diante da busca do diálogo de todos os líderes. Todos os senadores têm a clareza da importância da aprovação desta matéria para os pescadores brasileiros”, afirmou Alcolumbre.
O senador Jorge Seif (PL-SC), que foi ministro da Pesca durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), criticou as mudanças no cadastro de pescadores. Segundo ele, o cadastro teria sido ampliado durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Seif afirmou que o texto enviado pelo Executivo é superior ao aprovado na Câmara dos Deputados, que facilitaria de forma exagerada o cadastro por meio de entidades pesqueiras. “Muitas dessas entidades estão envolvidas em esquema de fraudes. Isso abre espaço pra quem nunca viveu da pesca ganhar seguro-defeso”, declarou.
Já Teresa Cristina (PP-MS) defendeu que o melhor seria deixar a MP caducar. A senadora argumentou que quem deveria receber o seguro já recebeu. Ela também considerou o texto do Executivo superior ao aprovado na Câmara. Damares Alves (Republicanos-DF) acompanhou a defesa do texto original do governo.
Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo, declarou que “não poderia ser contrário ao texto do governo”. O senador apontou que houve um acordo para a construção do texto na comissão mista.
Eliziane Gama (PT-MA) também elogiou a MP e defendeu a importância de diferenciar o pescador honesto do desonesto. Na visão da senadora, a iniciativa do governo faz justiça com os pescadores.
Com informações da Agência Senado.
Keeta diz que concorrente realiza “práticas anticompetitivas”; 99Food nega e afirma ter “compromisso com uma conduta ética”
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) abriu um inquérito administrativo depois de denúncia da Keeta contra a 99Food por suposta prática anticompetitiva.
Depois que o Cade concluir a investigação, o caso poderá ser arquivado ou levado à condenação, mas só depois do julgamento pelo tribunal do órgão antitruste.
A empresa chinesa de delivery Keeta adiou o início de sua operação na região metropolitana do Rio de Janeiro em fevereiro para focar em disputas judiciais contra suas concorrentes Ifood e 99Food.
Segundo a Keeta, a 99Food realiza práticas de abuso de posição dominante no mercado de “marketplaces” de delivery. Afirmou que a concorrente estaria proibindo restaurantes parceiros de firmar contratos com a Keeta por “incentivos financeiros”.
A chinesa declarou que a prática resultaria em “sério risco” de não conseguir estabelecer uma “rede suficiente” de restaurantes cadastrados para se estabelecer no mercado.
Em nota enviada ao Poder360, o CEO da Keeta, Tony Qiu, afirmou que cláusulas de exclusividade, especialmente as que proíbem estabelecimentos de trabalharem com novos os entrantes específicos, “colocam em risco a competição justa no Brasil” tanto no setor de delivery de comida quanto em toda a economia porque impede a livre concorrência.
“O segmento de delivery de comida necessita urgentemente de decisões que promovam o mercado aberto e tragam benefícios para todo o ecossistema, viabilizando o crescimento sustentável e a inovação. A Keeta acredita que os restaurantes devem ter a liberdade de diversificar seus canais de venda para crescer, os entregadores parceiros devem ter acesso a mais oportunidades de renda, e os consumidores devem se beneficiar de mais opções, preços mais baixos e melhores padrões de serviço”, declarou Qiu.
A 99Food afirmou em nota enviada ao Poder360 que “acolhe com naturalidade o interesse do Cade no acompanhamento do desenvolvimento sustentável” do mercado de delivery.
A companhia declarou que a atuação do Cade é “essencial” para assegurar “condições que permitam a efetiva atuação de novos players, como a 99Food, ampliando a concorrência e a diversidade de ofertas a consumidores, restaurantes e entregadores”.
“A 99Food reitera seu compromisso com uma conduta ética e pró-concorrência, bem como com a continuidade dos investimentos no setor, gerando maior demanda e rentabilidade para restaurantes, expandindo oportunidades de ganhos para entregadores e oferecendo aos consumidores conveniência e preços acessíveis —tudo isso contribuindo para um ambiente mais dinâmico, competitivo e equilibrado”, afirmou a empresa.
A Justiça de Goiás manteve uma decisão liminar que determinou a retirada de publicações consideradas ofensivas contra o prefeito de Guapó, Frank Estevan, divulgadas pelo perfil @teoinforma nas redes sociais. A medida foi analisada no âmbito do Agravo de Instrumento nº 5089413-89.2026.8.09.0069 e confirmou determinação anterior da primeira instância no processo nº 5003618-18.2026.8.09.0069.
A ação foi ajuizada pelo prefeito contra o jornalista Antônio Joaquim Teodoro. Na decisão inicial, o magistrado entendeu que, em análise preliminar, algumas publicações poderiam ter ultrapassado os limites da crítica política, com possíveis ofensas pessoais e imputações sem suporte fático suficiente. Por isso, determinou a retirada dos conteúdos indicados no processo e proibiu novas publicações com teor ofensivo ou que atribuam crimes ou irregularidades sem base comprovada.
A decisão também estabeleceu prazo de 24 horas para a remoção das postagens e fixou multa diária de R$ 500 em caso de descumprimento, limitada a R$ 30 mil. Segundo o entendimento apresentado na decisão, a medida busca preservar direitos da personalidade, como honra e imagem, enquanto o processo segue em tramitação.
Ao recorrer ao Tribunal de Justiça de Goiás, o jornalista argumentou que a medida configuraria censura prévia e restrição à liberdade de imprensa. No entanto, ao analisar o recurso, o desembargador Sebastião Luiz Fleury manteve integralmente a liminar.
Liberdade de expressão não autoriza a divulgação de acusações sem base probatória
Na decisão monocrática, o relator destacou que a medida não impede a atividade jornalística de forma geral, mas se refere especificamente às publicações apontadas no processo. O magistrado ressaltou que agentes públicos estão sujeitos a críticas, mas que a liberdade de expressão não autoriza a divulgação de acusações sem base probatória ou o uso de expressões consideradas ofensivas.
Outro ponto mencionado na decisão foi o alcance do perfil investigado. Conforme consta nos autos, a página possui cerca de 20,8 mil seguidores nas redes sociais, número superior à população do município de Guapó, o que, segundo o relator, pode ampliar o impacto das publicações.
O Tribunal também ressaltou que a decisão possui caráter provisório, típica de medidas liminares. O mérito da ação ainda será analisado ao longo do processo, quando as partes poderão apresentar provas e argumentos antes de eventual decisão definitiva.
Lista inclui o aiatolá Ali Khamenei e o comandante que determinou o fechamento do estreito de Ormuz
Os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã mataram o líder supremo, Ali Khamenei, e pelo menos mais 15 autoridades do país desde 28 de fevereiro.
Os bombardeios alcançaram áreas de alta proteção onde estavam as principais autoridades iranianas da cúpula religiosa e das Forças Armadas. Khamenei comandava o Irã desde 1989, concentrando o poder político, religioso e militar do país. O ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad também morreu na operação.
Na 5ª feira (26.mar.2026), o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, confirmou que o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, foi morto em um ataque na cidade portuária iraniana de Bandar Abbas. Foi ele quem ordenou o fechamento do estreito de Ormuz.
Círculo do poder
Além dos ataques iniciais, as incursões coordenadas pelos Estados Unidos, com o apoio de Israel, mataram autoridades em outras 3 ocasiões.
Em 17 de fevereiro, foram mortos Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança, e Gholam Reza Soleimani, chefe das Forças Basij –contingente paramilitar da Guarda Revolucionária Islâmica.
Em 18 de março, Esmaeil Khatib, ministro da Inteligência iraniano, também foi morto. Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária, morreu em 20 de março. Desde o começo da guerra, ele atuava como propagandista do regime iraniano.
Entre os oficiais mais altos do governo, morreram Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, mulher do líder supremo –por causa de ferimentos sofridos no ataque– e Ali Shamkhani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e assessor próximo de líderes iranianos.
Leia mais sobre a guerra:
Ricardo Quirino quer tornar obrigatória exibição de mensagem de prevenção à violência contra a mulher em eventos
Lidiane 15 de março de 2026
Projeto apresentado pelo deputado Ricardo Quirino (Republicanos), na Assembleia Legislativa, propõe tornar obrigatória a exibição de vídeos ou áudios educativos sobre prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher na abertura de eventos realizados em Goiás, com público igual ou superior a 300 pessoas.
Protocolada sob o nº 3255/26, a proposta estabelece que o conteúdo institucional deverá ser exibido antes do início de shows artísticos e musicais, festivais, eventos culturais e esportivos, rodeios, exposições agropecuárias e festas tradicionais. A medida também se aplica a eventos realizados em casas de shows, arenas, estádios, ginásios, centros de convenções e espaços similares, que sejam promovidos pelo poder público ou pela iniciativa privada. O tempo mínimo de exibição previsto é de um minuto.
Na justificativa, o parlamentar argumenta que a iniciativa busca ampliar a conscientização da população e fortalecer a rede de proteção às mulheres, utilizando ambientes de grande circulação como instrumentos estratégicos de informação. Segundo Quirino, a proposta encontra respaldo na Constituição Federal (CF), especialmente nos princípios da dignidade da pessoa humana, da igualdade entre homens e mulheres e no dever do Estado de coibir a violência nas relações familiares.
Quirino ainda argumenta que dados da Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, apontam que, em 2024, foram registrados 18.232 atendimentos em Goiás, aumento de 34,1% em relação a 2023, quando houve 13.588 registros. O número de denúncias também cresceu, passando de 3.483 para 4.422 no mesmo período. A maioria das ocorrências foi registrada na residência da vítima ou no domicílio compartilhado com o agressor, tendo como principais autores companheiros ou ex-companheiros.
Para o deputado, o cenário evidencia a necessidade de medidas permanentes de prevenção e educação. Ele destaca que a proposta não cria cargos nem gera aumento de despesas obrigatórias ao Estado, tendo caráter exclusivamente educativo e preventivo.
O projeto de lei foi enviado para análise na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
Cleitinho citou evento em Londres financiado pelo Banco Master em 2024 que custou R$ 3,2 milhões e pediu impeachment
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) levou na noite desta 4ª feira (11.mar.2026) uma garrafa do whisky Macallan ao plenário do Senado Federal para protestar contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Em sua fala, o senador mencionou um evento em Londres, financiado pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro, em 2024.
No evento, diversas autoridades brasileiras estiveram presentes para a degustação do whisky, que custou, no total, cerca de R$ 3,2 milhões. Como mostrou o Poder360, participaram da degustação os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Segundo Cleitinho, o dinheiro gasto para comprar a bebida “não foi honesto”. Ele pediu impeachment dos ministros.
O congressista afirmou que um cidadão comum, que paga seus impostos de forma “suada e honesta”, não financiaria eventos dessa magnitude para autoridades. Para ele, o episódio representa uma afronta à população.
“[…] Esse dinheiro não é dele, não foi suado, não foi honesto. Esse dinheiro é do povo! Então, cabe agora aos senadores da República, tanto de esquerda quanto de direita, fazerem justiça neste país e pautarem o impeachment desses ministros o mais rápido possível”, afirmou o senador durante seu discurso.
Assista ao vídeo (1min23s):
WHISKY MACALLAN
Assim como mostrado pelo Poder360, Alexandre de Moraes participou, em 25 de abril de 2024, de uma degustação do festejado whisky Macallan em Londres. Ao seu lado estava o empresário Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O encontro foi realizado no George Club, um clube privado que é alugado para essas ocasiões e está localizado na região de Mayfair, uma das áreas mais caras da capital britânica. O evento durou 2 horas e, além de degustar Macallan, os presentes podiam fumar charutos.
A degustação do whisky Macallan teve custo de US$ 640.831,88 (cerca de R$ 3,2 milhões no câmbio de abril de 2024), segundo documentos da organização do evento que integram o acervo encaminhado pela Polícia Federal à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Ao final do evento, todos os convidados receberam uma garrafa de whisky Macallan como presente. Não dos mais caros, mas uma edição especial. Os preços desse whisky vão de aproximadamente R$ 1 mil para o envelhecido por 12 anos e podem chegar a mais de US$ 100 mil para a versão de 72 anos, conhecida como “Genesis Decanter”.
Cerca de 40 pessoas participaram da degustação paga por Daniel Vorcaro. Entre outras, estas autoridades estiveram no evento:
- Alexandre de Moraes – ministro do STF;
- Andrei Rodrigues – diretor-geral da PF;
- Benedito Gonçalves – ministro do STJ;
- Ciro Soares – advogado de Daniel Vorcaro;
- Daniel Vorcaro – fundador do Master, hoje preso;
- Dias Toffoli – ministro do STF;
- Hugo Motta – presidente da Câmara;
- Paulo Gonet – procurador-geral da República; e
- Ricardo Lewandowski – então ministro da Justiça.
Senador Alessandro Vieira confirma 29 assinaturas; mínimo de 27 foi atingido nesta 2ª feira
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou nas redes sociais que o requerimento para a criação da chamada “CPI da Toga”, focada no caso do Banco Master, atingiu o número necessário de assinaturas para ser protocolado no Senado. Até o início da tarde desta 2ª feira (9.mar.2026), 29 parlamentares haviam subscrito o documento —2 a mais do que o mínimo de 27 exigido pelo regimento interno da Casa.
A comissão tem como objetivo investigar a conduta dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes em processos relacionados ao Banco Master. “O Brasil só será uma verdadeira república democrática quando todos estiverem submetidos ao mesmo rigor da lei”, afirmou Vieira em postagem no X.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE): articulador da “CPI da Toga”atingiu o quórum necessário para investigar conduta de ministros
ESTRATÉGIA E PROTOCOLO
Apesar de já possuir o quórum, Alessandro Vieira informou que a coleta de assinaturas continuará ao longo do dia para garantir uma margem de segurança contra eventuais retiradas de apoio. O protocolo oficial deve ocorrer nas próximas horas.
A articulação ganhou força após a divulgação de mensagens da CPMI do INSS, que levantou questionamentos sobre a atuação de magistrados do STF em casos envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
OFENSIVA CONJUNTA
A articulação pela CPI ocorre em paralelo a outra frente de pressão contra o Supremo. Também nesta 2ª feira (9.mar), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e a bancada do partido Novo protocolam um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
O grupo alega que mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro sugerem tentativa de interferência em investigações. A ofensiva inclui ainda uma notícia-crime na PGR contra o magistrado e uma representação no conselho de Ética do Senado contra Davi Alcolumbre (União-AP), por suposta omissão na análise de pedidos de afastamento de ministros da Corte.
LEIA A LISTA DE QUEM ASSINOU
Abaixo, os 29 senadores que apoiam a abertura da investigação até o momento:
- Alessandro Vieira (MDB-SE)
- Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
- Eduardo Girão (Novo-CE)
- Magno Malta (PL-ES)
- Luis Carlos Heinze (PP-RS)
- Sergio Moro (União Brasil-PR)
- Esperidião Amin (PP-SC)
- Carlos Portinho (PL-RJ)
- Styvenson Valentim (PSDB-RN)
- Marcio Bittar (PL-AC)
- Plínio Valério (PSDB-AM)
- Jaime Bagattoli (PL-RO)
- Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
- Damares Alves (Republicanos-DF)
- Cleitinho (Republicanos-MG)
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
- Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
- Jorge Kajuru (PSB-GO)
- Margareth Buzetti (PP-MT)
- Alan Rick (Republicanos-AC)
- Wilder Morais (PL-GO)
- Izalci Lucas (PL-DF)
- Mara Gabrilli (PSD-SP)
- Marcos do Val (Podemos-ES)
- Rogerio Marinho (PL-RN)
- Flávio Arns (PSB-PR)
- Laércio Oliveira (PP-SE)
- Hiran (PP-RR)
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
A instalação da CPI depende agora da leitura do requerimento em plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e da indicação de membros pelos líderes partidários.
A vacina tetravalente contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan manteve 80,5% de eficácia contra casos graves e com sinais de alarme depois de 5 anos de acompanhamento, segundo estudo publicado na revista Nature Medicine na última 4ª feira (4.mar.2026).
O ensaio clínico de fase 3, que ocorreu entre 2016 e 2019, reuniu 16.235 participantes de 2 a 59 anos em 16 centros de pesquisa no Brasil. Desse total, 10.259 receberam dose única da vacina e 5.976 receberam placebo. Os recrutados pelo estudo foram monitorados até 2024.
Não houve internações no grupo vacinado, ante 8 registros no grupo placebo.
Na prevenção de dengue sintomática –que é aquela em que se manifesta qualquer sintoma da doença– a eficácia geral foi de 65% ao longo do período analisado.
O imunizante é tetravalente, ou seja, foi desenvolvido para proteger contra os 4 sorotipos existentes do vírus da dengue. Essas são as variações genéticas do vírus da dengue. No Brasil, o sorotipo 3 (DENV-3) é conhecido por ser o principal causador de casos graves da enfermidade.
Vacina no SUS
A vacina, chamada Butantan-DV, foi aprovada pela Anvisa em 26 de novembro de 2025 para pessoas de 12 a 59 anos. Com isso, o Ministério da Saúde (MS) iniciou o processo de inclusão do imunizante do SUS (Sistema Único de Saúde) em janeiro deste ano.
O Instituto Butantan já enviou 1,3 milhão de doses ao Programa Nacional de Imunizações. O MS iniciou a vacinação nos municípios de Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e Botucatu (SP), em projeto piloto. A expectativa, conforme divulgação do Governo Federal, é que a imunização se expanda conforme são publicados novos estudos a respeito da vacina.
Com informações da Agência Fapesp.



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