14 de julho de 2020
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Coronavírus é uma realidade, mas a dengue também necessita de vigilância constante. O grande percentual de óbitos causados pela covid-19, tanto em Goiás quanto no Brasil, dispara um alerta que mascara outro: a ameaça constante das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti estão ficando em segundo plano.

O Ministério da Saúde anunciou que a COVID-19 já matou quase 23 mil pessoas no país. Nesse contexto, deixar água parada pode criar mais um problema ao sistema de saúde, em meio ao cenário já complexo de combate ao novo coronavírus.

O isolamento sem os cuidados contra o mosquito pode favorecer a proliferação do vetor, transmissor também da chikungunya e da zika. Além de sobrecarregar o sistema de saúde, que também enfrenta outras doenças respiratórias nesta época do ano.

O secretário de Saúde do município, Velomar Rios, disse que coronavírus é prioridade do momento, mas que não se pode baixar a guarda com as chamadas arboviroses. “A população em isolamento deve aproveitar para rever em suas casas os possíveis locais com foco do mosquito e eliminá-los, para o poder do transmissor não aumentar”, afirma. Em 2020, até o mês de abril, foram notificados em Catalão 346 (trezentos e quarenta e seis) casos de dengue. Sendo 156 casos confirmados através de exames, 136 negativos e mais 54 casos com confirmação clínica epidemiológica, onde o médico reconhece a dengue pelos sintomas, independente de exame.

A Secretaria Municipal de Saúde ainda reforça que o combate ao mosquito da dengue, Zika e chikungunya é uma missão conjunta entre o poder público e a população. E toda comunidade pode colaborar nessa força-tarefa.

O telefone do disque dengue continua disponível em caso de dúvidas ou até para denúncias. O número é 3442-5449.

SECOM – Prefeitura de Catalão

 

 

A Prefeitura Municipal de Catalão , através da Superintendência Municipal de Trânsito de Catalão  (SMTC) e a Polícia Civil, firmaram  ontem ( 27), um acordo de cooperação,onde o  município recolheu cerca de 20 veículos que estavam depositados  na Rua Araguaia (rua da delegacia,) no Centro).A ação objetivou liberar a via para usuários e moradores.

A Superintendência Municipal de Trânsito- SMTC – realizou  na semana passada entre os dias 11 e 15 de maio, sinalização horizontal e vertical  de trânsito na Avenida  Raulina Fonseca Paschoal . Foi realizado  no local (a próximo ao Posto do Manga) faixas de pedestres ,  sinalização de pares , divisor de pistas.                                                                       A sinalização  se fez necessária,  após,  a Secretaria de Transportes realizar  o recapeamento total no local.

 

Foto ilustrativa
Em  decorrência do novo Decreto nº  2119,  de 14 de maio de 2020 , a Superintendência Municipal de Transito – SMTC ,  em parceria com a Secretaria  de Regulação, Vigilância Sanitária e Policia Militar, iniciaram nessa sexta – feira,  15 de maio,  notificação acerca das mudanças que ocorrerão no município:
  • Postos de combustíveis, com horário de funcionamento , entre as 06h00 min e 20h00 min  com exceção  daqueles situados as margens de  rodovia que terão horário de funcionamento entre 06h00 min e 18h00 min;
  • Restaurantes , lanchonetes e lojas de conveniências instalados em postos de combustíveis em horário de funcionamento entre 06h00 min e 18h00 min;
  • Supermercados e congeneres  com horário de funcionamento entre 06h00min e 20h00min;
  •  Distribuidoras de bebidas com horário de funcionamento de segunda – feira  a sexta –  feira entre 06h00min e 20h00min e, finais de semana e feriados  entre 06h00min e 14h00min;
  • Restaurantes, lanchonetes e bares devendo ser respeitada a distância mínima de 2 (dois) metros entre os usuários, e com observância, no que couber, as regras previstas no art. 3º deste Decreto, com horário de funcionamento de segunda – feira à sexta – feira entre 06h00 min e 20h00min e, finais de semana e feriados entre  06h00min e 14h00 min.
  • Feiras livres de hortifrutigranjeiros , desde de que observadas as boas práticas de operação padronizadas  pela Secretaria de Estado de Agricultura  Pecuária e Abastecimento, com observância , no que couber , as regras previstas no art. 3º deste Decreto.
  • Os  salões de beleza , barbearias e academias , apresentarão um protocolo  de atendimento ao cliente,  o qual será avaliado pelo município.

Segue abaixo o Decreto.  Decreto Municipal n 2119

 


Nelson Teich deixa o Ministério da Saúde antes de completar 1 mês no cargo
Nelson Teich deixa o Ministério da Saúde antes de completar 1 mês no cargo

O ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou o cargo nesta sexta-feira (15), antes de completar um mês à frente da pasta. Apesar de uma nota oficial do ministério dizer que ele pediu demissão, assessores da Saúde afirmaram que o ministro foi demitido.

Teich tomou posse em 17 de abril. Essa é a segunda saída de um ministro da Saúde em meio à pandemia do coronavírus. Teich havia substituído Luiz Henrique Mandetta.

Assim como Mandetta, Teich também apresentou discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas para combate ao coronavírus.

Nos últimos dias, o presidente e Teich tiveram desentendimentos sobre:

  • o uso da cloroquina no tratamento da covid-19 (doença causada pelo vírus). Bolsonaro quer alterar o protocolo do SUS e permitir a aplicação do remédio desde o início do tratamento.
  • o decreto de Bolsonaro que ampliou as atividades essenciais no período da pandemia e incluiu salões de beleza, barbearia e academias de ginástica
  • detalhes do plano com diretrizes para a saída do isolamento. O presidente defende uma flexibilização mais imediata e mais ampla.

Teich foi ao Palácio do Planalto nesta manhã para uma reunião com Bolsonaro. Em seguida, ele voltou para o prédio do Ministério da Saúde. A demissão foi anunciada logo depois.

O ministro da Saúde, Nelson Teich, durante entrevista em 11 de maio no Palácio do Planalto — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O ministro da Saúde, Nelson Teich, durante entrevista em 11 de maio no Palácio do Planalto — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúd

Divergências com Bolsonaro

Cloroquina

Nesta semana, Bolsonaro disse em entrevista na saída da residência oficial do Palácio do Alvorada que seus ministros deveriam estar “afinados com ele”. O presidente fazia referência a uma postagem de Teich nas redes sociais em que o então ministro alertava para riscos da cloroquina no tratamento de covid-19.

Bolsonaro é um defensor da cloroquina, apesar de não haver comprovação científica da eficácia do remédio no tratamento da doença.

“Olha só, todos os ministros, eu já sei qual é a pergunta, têm que estar afinados comigo. Todos os ministros são indicações políticas minhas e quando eu converso com os ministros eu quero eficácia na ponta. Nesse caso, não é gostar ou não do ministro Teich, é o que está acontecendo”, afirmou Bolsonaro na ocasião.

“Um alerta importante: a cloroquina é um medicamento com efeitos colaterais. Então, qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica. O paciente deve entender os riscos e assinar o ‘Termo de Consentimento’ antes de iniciar o uso da cloroquina.”

Bolsonaro afirmou ainda que conversaria com o ministro sobre a alteração do protocolo do SUS para uso da cloroquina. Atualmente, o SUS ministra o remédio em casos graves. Bolsonaro quer a aplicação desde o início do tratamento.

O uso da coloroquina segue sendo estudado por vários países, mas pesquisadores ainda não conseguiram encontrar resultados conclusivos. O remédio é comumente usado no tratamento da malária.

A cloroquina foi também um dos motivos de divergência que pesaram na demissão do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, substituído por Teich.

Isolamento social

Na quarta-feira (13), o Ministério da Saúde apresentaria em uma coletiva de imprensa, um plano com diretrizes para a saída do isolamento. A coletiva, no entanto, foi cancelada.

Em nota, o ministério informou que desde o último sábado (9) o plano vinha sendo discutido com os conselhos dos secretários de saúde estaduais e municipais, mas não se chegou a um consenso. Bolsonaro também não havia aprovado o plano.

Na quinta-feira (14), o presidente afirmou que, por ele, as atividades econômicas que estão paralisadas seriam retomadas imediatamente, e o isolamento passaria a ser vertical (em que apenas pessoas do grupo de risco ficam em casa).

O isolamento é a forma mais eficaz, segundo cientistas e autoridades sanitárias, de conter a propagação acelerada do vírus. Teich, em seus dias à frente da pasta, defendeu o isolamento.

Decreto de ampliação de atividades

Também nesta semana, Bolsonaro assinou um decreto para ampliar as atividades econômicas consideradas essenciais e que, portanto, poderiam funcionar no período da pandemia. O decreto incluía na lista salões de beleza, barbearias e academias de ginástica.

“Saiu hoje isso? Decisão de? Manicure, academia, barbearia…. Não é atribuição nossa, é uma decisão do presidente. A decisão de atividades essenciais é uma coisa definida pelo Ministério da Economia. E o que eu realmente acredito é que qualquer decisão que envolva a definição como essencial ou não, ela passa pela tua capacidade de fazer isso de uma forma que proteja as pessoas. Só para deixar claro que isso é uma decisão do Ministério da Economia. Não é nossa”, afirmou Teich na ocasião.

A maioria dos estados e o Distrito Federal decidiram não seguir o decreto de Bolsonaro. Em abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe a estados e municípios estabelecerem regras de isolamento e quarentena durante a pandemia.

Por Rafael Oliveira, G1 GO


Testes de coronavírus em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Testes de coronavírus em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Goiás atinge novos recordes nos números de mortes e casos confirmados por coronavírus em um dia. O balanço da Secretaria Estadual de Saúde divulgado nesta quarta-feira (13) traz 61 mortos pelo novo vírus e 1.225 pessoas infectadas. Em relação ao boletim anterior, são 9 registros de mortes e 110 casos confirmados em 24 horas.

Há 36 casos confirmados em que os pacientes estão internados. Destes, 20 estão hospitalizados em leitos clínicos e 16 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Há ainda 90 casos suspeitos e em investigação que encontram-se internados: 60 em leitos clínicos e 30 em UTIs.

No Estado, há 13.144 casos suspeitos em investigação. No Laboratório Estadual de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen-GO) há 188 amostras em análise. O resultado dos exames fica pronto entre 24 e 48 horas.

A Secretaria Estadual de Saúde explica que os “números são dinâmicos e passíveis de mudanças após investigação mais detalhada de cada situação”. Por isto, os dados podem ser alterados para mais ou para menos conforme investigação das prefeituras.

Veja o gráfico de mortes por coronavírus em Goiás nos últimos dias — Foto: Reprodução/G1

Veja o gráfico de mortes por coronavírus em Goiás nos últimos dias — Foto: Reprodução/G1

As mortes foram registradas nas seguintes cidades:

  • Águas Lindas de Goiás (1)
  • Anápolis (2)
  • Aparecida de Goiânia (6)
  • Bela Vista (1)
  • Campos Belos (1)
  • Cristalina (1)
  • Goiandira (1)
  • Goianésia (3)
  • Goiânia (27)
  • Goiatuba (1)
  • Iporá (1)
  • Luziânia (3)
  • Mara Rosa (1)
  • Nerópolis (1)
  • Novo Gama (1)
  • Palminópolis (1)
  • Paraúna (1)
  • Piracanjuba (1)
  • Pires do Rio (1)
  • Planaltina (2)
  • Professor Jamil (2)
  • Rio verde (1)
  • Valparaíso de Goiás (1)

Os casos confirmados de coronavírus estão em:

  • Águas Lindas de Goiás (27)
  • Alexânia (1)
  • Aloândia (1)
  • Anápolis (51)
  • Anhanguera (1)
  • Aparecida de Goiânia (84)
  • Aragarças (1)
  • Aragoiânia (2)
  • Barro Alto (1)
  • Bela Vista de Goiás (10)
  • Bom Jardim de Goiás (1)
  • Bom Jesus de Goiás (3)
  • Britânia (2)
  • Caçu (6)
  • Caldas Novas (2)
  • Campinorte (2)
  • Campo Alegre de Goiás (1)
  • Campos Belos (8)
  • Carmo do Rio Verde (3)
  • Catalão (1)
  • Caturaí (1)
  • Ceres (3)
  • Cidade Ocidental (5)
  • Corumbaíba (1)
  • Cristalina (3)
  • Doverlândia (1)
  • Faina (1)
  • Formosa (6)
  • Goiandira (3)
  • Goianésia (31)
  • Goiânia (665)
  • Goianira (4)
  • Goiatuba (8)
  • Guapó (1)
  • Inhumas (7)
  • Ipameri (1)
  • Iporá (1)
  • Itaguaru (1)
  • Itapuranga (3)
  • Itumbiara (14)
  • Ivolândia (1)
  • Jaraguá (7)
  • Jataí (29)
  • Jesúpolis (2)
  • Luziânia (11)
  • Mara Rosa (3)
  • Minaçu (1)
  • Mineiros (12)
  • Montividiu (1)
  • Morrinhos (1)
  • Nerópolis (8)
  • Niquelândia (1)
  • Nova Glória (1)
  • Nova Veneza (1)
  • Novo Gama (7)
  • Padre Bernardo (1)
  • Palmeiras de Goiás (4)
  • Palminópolis (1)
  • Paraúna (3)
  • Piracanjuba (4)
  • Pires do Rio (5)
  • Planaltina (13)
  • Porangatu (1)
  • Professor Jamil (6)
  • Quirinópolis (1)
  • Rialma (8)
  • Rio Verde (15)
  • Santa Fé de Goiás (1)
  • Santo Antônio de Goiás (1)
  • Santo Antônio do Descoberto (11)
  • São Luís de Montes Belos (2)
  • Senador Canedo (15)
  • Silvânia (1)
  • Trindade (21)
  • Uruaçu (12)
  • Valparaíso de Goiás (41)
  • Vianópolis (1)
  • Cidade não informada – 3

                                                                                                                                                Na manhã desta quinta-feira (14), o prefeito Adib Elias , realizou reuniões com representantes de academias de ginástica e musculação e também de salões de beleza e barbearias. Os mesmos solicitaram à administração municipal a flexibilização para a reabertura das unidades da cidade.
O grupo de proprietários e profissionais de academias, durante a visita ao prefeito, estavam acompanhados pelo secretário municipal de Esporte e Lazer, Rogério Mesquita.
O prefeito Adib Elias disse que sua maior preocupação é com a integridade física dos catalanos nesse momento difícil, onde o mundo sofre com uma pandemia. Por isso, solicitou aos mesmos que a reabertura das respectivas atividades dependeria da entrega de um protocolo de distanciamento controlado, já previsto que essas atividades podem funcionar respeitando tais regras (distanciamento social), e da vigilância sanitária. Esses serviços não podem funcionar em quaisquer condições. Os protocolos deverão ser apresentados ao prefeito e posteriormente direcionados para as Secretarias de Regulação e Esportes e Lazer, para a devida fiscalização. E também será divulgado para que se torne público.
Após diversas reuniões com representantes do comércio, o decreto será publicado na tarde desta quinta-feira (14), nas páginas oficias da Prefeitura de Catalão.
SECOM – Prefeitura de Catalão

Por Rita Yoshimine e Carolina Cruz, TV Globo e G1 DF

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), em pronunciamento — Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), em pronunciamento — Foto: Renato Alves/Agência Brasília

O governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou à TV Globo, na manhã desta quinta-feira (14), que vai proibir hospitais públicos do Distrito Federal de aceitarem a entrada de pacientes com Covid-19 vindos da região do Entorno. A norma deve ser formalizada em decreto, que ainda não foi publicado.

Questionado sobre a legalidade da proibição, Ibaneis citou a situação de calamidade pública decretada no DF como uma das justificativas.

“Estamos em pandemia… Com decreto de calamidade e tudo mais”, disse o governador.

Até a noite desta quarta-feira (13), o Distrito Federal contava com 3.192 casos confirmados de coronavírus. Entre eles, 188 são pessoas com residência em Goiás. A capital federal registrou 48 mortes por Covid-19 de residentes da capital e um do estado goiano.

Ibaneis afirmou que tentou manter contato com as autoridades de Saúde em Goiás mas não tem recebido respostas. Já o governador do estado, Ronaldo Caiado (DEM), disse em entrevista à TV Anhanguera, no início desta tarde, que tentou fazer ligações, mas não foi atendido.

“Tentei até falar com o Ibaneis, liguei duas vezes em todos os telefones que tenho e não fui atendido. [Recebo a notícia] em primeiro lugar, com muita preocupação e tristeza”

Ainda de acordo com Caiado, “o vírus foi trazido a Brasília, porque os brasilienses tem um poder aquisitivo mais alto”.

“As pessoas [brasilienses] passaram férias na Europa, nos EUA, passou a ser um foco de contaminação. Os trabalhadores de Goiás que moram em Goiás são domésticos, de limpeza ou de outros órgãos do estado, que trabalham em Brasília e moram em Goiás. Essas pessoas se contaminaram em Brasília”, pontuou Caiado.

Já a Secretaria de Saúde do estado vizinho, afirmou à reportagem que a pasta previa a assinatura de um Termo de Cooperação com o GDF e que “causa estranheza a reação de Ibaneis”

Coronavírus nos hospitais

Leitos de UTI no Hospital Regional de Santa Maria, no DF — Foto: Iges-DF/Divulgação

Leitos de UTI no Hospital Regional de Santa Maria, no DF — Foto: Iges-DF/Divulgação

Entre os 192 internados em hospitais do DF por Covid-19, até a noite de quinta, 18 eram do estado do Goiás. Ao todo, há 90 pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTIs).

De acordo com o governo do Distrito Federal, há 232 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) reservados para pacientes com coronavírus na capital. Pelo menos até a última quarta (13), 83% deles estavam disponíveis.

  • G1 questionou a Secretaria de Saúde sobre quantos pacientes com Covid-19 nas UTIs do DF são do Entorno do DF, e quando ocupam vagas da rede pública, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Em Goiás, um hospital de campanha construído pelo governo federal, em Águas Lindas, que deveria atender pacientes de 33 cidades do Entorno do DF, está de portas fechadas. A construção foi promovida pelo Ministério da Infraestrutura, a um custo de R$ 15 milhões.

Segundo o governo goiano, a estrutura está pronta, com previsão de ser repassada ao Estado no dia 21 de maio, mas deve ser entregue sem os 200 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) previstos. Enquanto isso, pacientes procuram por Brasília. Em GO, hospital de campanha construído pelo governo federal não tem data para abrir

O que diz a Secretaria de Saúde do Goiás?

“O Secretário de Saúde do Estado de Goiás, Ismael Alexandrino, tem mantido diálogo constante com o Secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo, no sentido de assistir à população do entorno do DF, no que tange assistência em UTI e apoio diagnóstico. Inclusive, Ismael Alexandrino já havia minutado um Termo de Cooperação, que seria assinado até sexta-feira. Causa estranheza a reação de Ibaneis Rocha, pois além de falar com o secretário Francisco, falou também com o próprio governador”.

Por Sílvio Túlio e Vanessa Martins, G1 GO

Ronaldo Caiado alega falta de apoio em novo decreto  — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Ronaldo Caiado alega falta de apoio em novo decreto — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), recuou, por enquanto, da implantação de medidas mais restritivas contra o coronavírus. Ele havia anunciado que baixaria um decreto com normas mais “rígidas”, mas nesta quinta-feira (14), ele reclamou que não teve apoio para realizar as mudanças, afirmou que segue aberto ao diálogo e que não adianta “fazer um decreto por fazer”.

“Estamos construindo uma alternativa (…) Um decreto tem que ter participação do governo, das entidades de classe, dos prefeitos, das autoridades e o sentimento da população. Não vale a pena fazer um decreto por fazer decreto”, afirmou em entrevista à TV Anhanguera.

Na última terça-feira (12), Caiado já havia informado que o novo decreto seria mais “rígido” e liberaria apenas o funcionamento de áreas consideradas essenciais. Na ocasião, ele adiantou também que haveria um “fechamento significativo das atividades econômicas”, como forma de tentar alcançar um número de isolamento da população próximo de 60%.

Agora, o governador mudou o tom. Não disse que não irá publicar um novo decreto. Mas alegou que o documento não pode ser “letra morta”. Mas afirmou que não editaria novas regras sem consultar todos os envolvidos. Nesse sentido, ele afirmou que o estado não pode arcar com todas as responsabilidades.

“Não é apenas sobre o estado de Goiás a responsabilidade. Se está desempregado, a culpa é do governo. Não tem leito de UTI e o paciente morreu, a culpa é do governo. Aí não dá. Todas as pessoas têm que ter uma responsabilidade de compartilhar isso”, criticou.

“O que tenho feito é conversar. O que adianta um decreto sem apoio dos prefeitos? […] O que vai resolver o governador sem que haja os prefeitos, as autoridades, lideranças políticas, lideranças empresariais envolvidos no processo?”, questionou.

Usando números, Caiado falou sobre a piora da situação de Goiás em relação ao coronavírus. Ele lembrou o primeiro decreto publicado em relação ao tema, em 12 de março, e disse que na época tinha apoio maciço da população, o que, segundo ele, não ocorre atualmente.

“Quando decretamos e publicamos o primeiro decreto, de 12 de março até atingirmos 100 casos, foi um período de 39 dias. Só ontem [terça-feira, 13], nós ultrapassamos 100 casos por dia. Tínhamos menos de um óbito por dia. Ontem nós tivemos nove casos. Hoje estamos colhendo exatamente aquilo que nós plantamos”, destacou.

Retaliação do DF

O governador também lamentou a decisão anunciada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), de que vai proibir os hospitais públicos de seu território de aceitarem entrada de pacientes com Covid-19 vindos da região do Entorno, onde há vários municípios goianos.

Ele afirmou que recebeu a decisão com “preocupação e tristeza” e que chegou a ligar para Ibaneis, mas não foi atendido. Caiado afirmou ainda que os moradores do Entorno se contaminaram na capital federal, pediu “solidariedade” e classificou a atitude como uma “retaliação”.

“Tentei até falar com o Ibaneis, liguei duas vezes em todos os telefones que tenho e não fui atendido. [Recebo a notícia] primeiro lugar, com muita preocupação e tristeza. Porque o vírus foi trazido a Brasília? Porque os brasilienses ali tem um poder aquisitivo mais alto, as pessoas passaram férias na Europa, nos EUA, passou a ser um foco de contaminação. Os trabalhadores de Goiás que moram em Goiás são domésticos, de limpeza ou de outros órgãos do estado, que trabalham em Brasília e moram em Goiás. Essas pessoas se contaminaram em Brasília”, pontuou.

“De repente, a pessoa diz: ‘Olha, agora nós não recebemos ninguém’. O que estamos pedindo nesse momento são gestos de solidariedade. Se essa é a reciprocidade que estamos recebendo, nós vamos trabalhar. O que não pode nessa hora é criar um processo de retaliação. Nós estamos trabalhando com vidas”, reclamou.

O administrador questionou ainda as medidas tomadas por prefeitos de cidades do Entorno de flexibilizarem o isolamento, liberando, de acordo com ele, a abertura de estabelecimentos como bares e boates.

“Há quanto tempo eu estou alertando o Entorno? Qual foi a ação dos prefeitos? Boate aberta, shopping aberto, bares abertos, shows abertos. Se cada um não se envolver, não se pode responsabilizar apenas a figura do governador”

 TV Globo — Belo Horizonte


Adelio Bispo de Oliveira agiu sozinho e sem mandantes, concluiu segundo inquérito da PF — Foto: Reprodução/GloboNews

Adelio Bispo de Oliveira agiu sozinho e sem mandantes, concluiu segundo inquérito da PF — Foto: Reprodução/GloboNews

A Polícia Federal (PF) concluiu em um segundo inquérito que não houve mandantes para o ataque a faca contra Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) durante sua campanha presidencial pelo PSL em 2018.

De acordo com a investigação, coordenada pelo delegado Rodrigo Morais e entregue nesta quarta-feira (13) à Justiça Federal em Juiz de Fora, o autor da facada, Adélio Bispo de Oliveira, agiu sozinho, por iniciativa própria e sem ajuda de terceiros, tendo sido responsável tanto pelo planejamento da ação criminosa quanto por sua execução.

“O que a investigação comprovou foi que o perpetrador, de modo inédito, atentou contra a vida de um então candidato à Presidência da República, com o claro propósito de tirar-lhe a vida”, destaca o delegado no inquérito.

Ainda segundo as investigações, não foi comprovada, por exemplo, a participação de agremiações partidárias, facções criminosas, grupos terroristas ou mesmo paramilitares em qualquer das fases do crime (cogitação, preparação e execução).

Trecho da conclusão do segundo inquérito da PF sobre o atentado a Bolsonaro. — Foto: Reprodução

Trecho da conclusão do segundo inquérito da PF sobre o atentado a Bolsonaro. — Foto: Reprodução

O primeiro inquérito sobre o caso tinha sido concluído já em setembro de 2018, mesmo mês e ano que o crime ocorreu. A investigação inicial já havia considerado que Adélio Bispo agiu sozinho no momento do ataque e que a motivação teria sido “indubitavelmente política”. Ele então foi indiciado por prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional. (Veja vídeo abaixo)

A segunda apuração foi iniciada por decisão da própria PF para assegurar que não houve a participação de terceiros, com um eventual mandante – hipótese que acabou sendo descartada.

PF diz que agressor de Bolsonaro agiu sozinho no momento do crime e por motivação política

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PF diz que agressor de Bolsonaro agiu sozinho no momento do crime e por motivação política

Detalhes do segundo inquérito

O segundo inquérito investigou todo o material apreendido com Adélio Bispo, como um computador portátil, aparelhos celulares e documentos. Foram analisados 2 terabytes de arquivos de imagens, 350 horas de vídeo, 600 documentos e 700 gigabytes de volume de dados de mídia, além de 1200 fotos.

Ao todo, 23 laudos periciais foram elaborados, 102 pessoas entrevistadas em campo e 89 testemunhas ouvidas no inquérito. Também foram realizadas diligências de busca e apreensão, quebras de sigilos fiscais, bancários e telefônicos.

Durante a investigação, a Polícia Federal analisou ainda mais de 40 mil e-mails recebidos e enviados em contas registradas por Adélio Bispo. Vídeos e teorias sobre suposta ajuda recebida por Adélio no momento do atentado, veiculadas em redes sociais, também foram periciadas por técnicos da corporação. Nenhuma dessas apurações apontou informações relevantes.