Casa de Leis rende tributo a farmacêuticos e corretores nesta segunda-feira, 4
Lidiane 30 de abril de 2026
Por iniciativa do presidente do Poder Legislativo, deputado Bruno Peixoto (UB), e do deputado Cristiano Galindo (SD), a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) promoverá nesta segunda-feira, 4, duas sessões solenes para entrega do Certificado do Mérito Legislativo a farmacêuticos e personalidades de destaques do setor imobiliário. As solenidades terão lugar no Plenário Iris Rezende.
Pela manhã, às 9 horas, Galindo concederá o Certificado do Mérito Legislativo a profissionais de destaque do setor imobiliário. O tributo tem como objetivo reconhecer a importância dos corretores que atuam no mercado imobiliário e a contribuição deles para o desenvolvimento econômico do Estado.
Galindo afirma que os corretores imobiliários, ao intermediarem a compra, venda, aluguel e permuta de imóveis, atuam como pontes entre proprietários e interessados. A atuação compreende a avaliação de propriedades, captação de clientes, realização de visitas, negociação de valores e gerenciamento da documentação jurídica necessária para garantir a segurança da transação, operando de forma autônoma ou por meio de imobiliárias.
Homenagem aos farmacêuticos
Às 19 horas, Bruno Peixoto concederá honrarias a farmacêuticos goianos, pelos relevantes serviços prestados ao Estado de Goiás. Reconhecidos como profissionais da saúde pelo Ministério da Saúde, os farmacêuticos, argumenta o deputado, possuem atuação multidisciplinar, atuando como a ponte entre a saúde humana e a tecnologia de medicamentos.
De acordo com Peixoto, o trabalho do farmacêutico é fundamental para toda a cadeia produtiva, desde a pesquisa e produção até a dispensação ao paciente, garantindo o uso seguro, racional e eficaz. Eles atuam em farmácias, hospitais, laboratórios, indústrias, além de realizar análises clínicas, vacinação e consultoria farmacêutica.
A Justiça de Goiás condenou a ex-vice prefeita de Luziânia, Ana Lúcia de Sousa e Silva, por difamação em decorrência de publicações feitas nas redes sociais contra o prefeito Diego Sorgatto. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso.
A sentença foi proferida pela magistrada Luciana Oliveira de Almeida Maia da Silva, que fixou pena de nove meses de detenção. No entanto, conforme prevê a legislação, a punição foi convertida em pena restritiva de direitos, com pagamento de prestação pecuniária equivalente a quatro salários mínimos.
O caso teve origem em postagens feitas no Facebook, em março de 2024, período em que a ré ainda ocupava o cargo de vice-prefeita. Nas publicações, ela sugeria irregularidades na gestão municipal, o que motivou a queixa-crime apresentada pelo chefe do Executivo.
Durante o processo, a defesa argumentou que as manifestações configuravam exercício do direito de resposta e de liberdade de expressão, diante de questionamentos públicos relacionados a investigações envolvendo a então gestora. À época, Ana Lúcia afirmou ter sido alvo de diligências em sua residência no contexto de apurações conduzidas pela Polícia Civil.
Na decisão, a magistrada reconheceu que parte das declarações se manteve dentro dos limites da crítica política. No entanto, entendeu que houve excesso ao associar diretamente o prefeito a práticas criminosas, incluindo referência à suposta participação em “quadrilha”, o que caracterizou o crime de difamação.
A sentença também prevê a comunicação à Justiça Eleitoral para eventual suspensão de direitos políticos, medida que depende do trânsito em julgado do processo.
Defesa deve recorrer da sentença
O advogado de defesa, Humberto Kremer Neto, afirmou que a decisão será contestada: “A professora Ana Lúcia foi absolvida da prática de calúnia e a condenação por difamação foi convertida em prestação pecuniária. Recorreremos ao Tribunal de Justiça de Goiás confiantes na reversão da sentença”, declarou.
A representação jurídica do prefeito sustenta que as publicações nas redes sociais ampliaram o alcance das acusações e causaram prejuízos à imagem do gestor.
O caso deve ser analisado em instâncias superiores, onde a sentença poderá ser mantida ou reformada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.
Pré-candidato ao governo de São Paulo afirmou que derrota no Senado não foi vitória da oposição
O pré-candidato ao governo de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, afirmou nesta 5ª feira (30.abr.2026) que a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal enfraquece a Presidência da República e o combate à corrupção no país.
“Foi um enfraquecimento da instituição Presidência da República. Isso é preciso notar, e o enfraquecimento do combate ao crime no país e à corrupção”, disse.
Em entrevista ao portal Metrópoles, Haddad declarou que a derrota no Senado não deve ser tratada como vitória da oposição. Segundo ele, o resultado representa perda institucional para o governo e para o Supremo Tribunal Federal.
Haddad também elogiou Messias e afirmou que ele teria condições de ocupar a cadeira na Corte. Segundo o pré-candidato, o atual chefe da Advocacia-Geral da União atuou em apoio a investigações e medidas adotadas pelo governo federal.
“Eu conheço o Messias há muitos anos e é uma das figuras públicas mais impolutas desse país. O sujeito, à prova de qualquer critério que você possa ter, estaria habilitado para uma vaga do Supremo”, disse.
De acordo com Haddad, Messias teve papel importante em ações conduzidas por órgãos como Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras e Polícia Federal no enfrentamento ao crime organizado.
O ministro afirmou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) costuma sair fortalecido de derrotas políticas e minimizou o impacto direto sobre o governo. Ainda assim, classificou como “incompreensível” a decisão de não aprovar Messias para o STF.
Como noticiou o Poder360, Jorge Messias foi o 1º nome a ser barrado pelo Senado Federal em 132 anos. O último presidente que não conseguiu emplacar seu candidato para o STF foi marechal Floriano Peixoto, em 1894.
Criação de dia dedicado à indústria de tecnologia para a saúde está em tramitação
Lidiane 30 de abril de 2026
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) pleiteia instituir, no calendário oficial de Goiás, uuma data comemorativa para a indústria de tecnologia para a saúde. A reivindicação tramita no projeto de lei nº 6928/26.
A data, a ser celebrada anualmente no dia 18 de junho, destaca o papel estratégico do setor na economia, por meio do expressivo crescimento das chamadas healthtechs. “Segundo levantamento da Associação Brasileira de Startups (ABStartups) em parceria com a Distrito Dataminer, o Brasil possui aproximadamente 700 healthtechs ativas. Em Goiás, destacam-se iniciativas ligadas à telemedicina, prontuários eletrônicos, plataformas de gestão hospitalar, inteligência artificial para diagnóstico por imagem e biotecnologia aplicada à saúde”, informa o autor da matéria.
Na justificativa, estão apresentados também dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) que indicam a existência de 6,5 mil estabelecimentos registrados em dezembro de 2024, em Goiás. O número inclui hospitais, clínicas, laboratórios e centros de diagnóstico.
No projeto, Cruvinel destaca o papel das instituições de ensino e pesquisa no desenvolvimento do setor e os ganhos com relação à geração de emprego. “A inovação, quando orientada por critérios éticos, evidências científicas e foco na efetividade, pode melhorar o atendimento aos pacientes, reduzir desigualdades regionais no acesso e apoiar soluções sustentáveis para o Sistema Único de Saúde (SUS). Reconhecer o papel das tecnologias aplicadas à saúde representa um passo relevante para consolidar Goiás como polo de inovação no Centro-Oeste brasileiro.”
A matéria está sob relatoria da deputada Rosângela Rezende (Agir) na Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
Wellington Carrijo anuncia novas unidades em Rio Verde – Portal Notícias Goiás
Lidiane 30 de abril de 2026
Durante a reinauguração do Restaurante do Bem de Rio Verde, nesta quarta-feira (28/4), o prefeito Wellington Carrijo anunciou a criação de duas novas unidades de alimentação popular no município. Os novos restaurantes seguirão o modelo do programa estadual, mas serão construídos e administrados pela própria Prefeitura.
Segundo o gestor, as unidades serão instaladas nos terminais dos Trabalhadores, na Vila Promissão e no bairro Dom Miguel, com o objetivo de ampliar o acesso da população a refeições de qualidade a preços acessíveis.
“Queremos seguir o exemplo do Governo do Estado e ampliar esse acesso, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade. Segurança alimentar também é qualidade de vida”, afirmou o prefeito.
A primeira-dama e secretária de Assistência Social, Lara Carrijo, destacou que a iniciativa busca descentralizar o serviço.
“A proposta é levar alimento de qualidade para outras regiões da cidade, atendendo principalmente a população trabalhadora e de baixa renda”, disse.
Unidade modernizada
A unidade do Restaurante do Bem em Rio Verde passou por reforma completa, com investimento de R$ 339 mil. O espaço agora conta com salão climatizado e novos equipamentos, ampliando o conforto e a capacidade de atendimento.
Localizado no bairro Jardim Goiás, o restaurante funciona de segunda a sexta-feira, das 11h às 13h, com oferta de até 1.200 refeições diárias ao preço de R$ 2. A unidade é administrada pela OVG, em parceria com o município.

Desde 2019, o local já serviu mais de 1,9 milhão de refeições, dentro de um investimento total de R$ 12 milhões.
De acordo com a diretora-geral da OVG, Adryanna Melo Caiado, a modernização foi necessária para adequar o espaço aos padrões do programa. “Mais do que alimentação, o Restaurante do Bem representa acolhimento e dignidade para quem precisa”, destacou.
Atualmente, o programa conta com 22 unidades em funcionamento em Goiás, entre capital e interior. Desde a criação, já foram servidas cerca de 24,9 milhões de refeições em todo o estado.
Governistas veem “injustiça” e “grave erro” a rejeição do Senado a Messias
Lidiane 30 de abril de 2026
Aliados de Lula reagem à derrota que senadores impuseram ao indicado do petista ao STF; há menção ao processo eleitoral
Governistas criticaram nesta 4ª feira (29.abr.2026) a rejeição no plenário do Senado da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. O ministro da Advocacia Geral da União recebeu 42 votos contrários e 34 favoráveis –precisava de 41 a favor para ter a indicação aprovada.
Aliados usaram termos como “injustiça”, “grave erro” e “chantagem política” para qualificar a derrota do governo na Casa Alta. Está é a 1ª vez em 132 anos que a indicação presidencial à Suprema Corte é rejeitada no Congresso.
O relator da indicação de Jorge Messias ao STF, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) atribuiu a derrota ao processo eleitoral. O congressista classificou como “grande injustiça” esse resultado.
“Aqui todos, até os que não torciam por ele, sabem da sua capacidade e viram hoje o quanto que ele está preparado”, disse a jornalistas.
O presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), disse que não costuma perguntar aos senadores como votam e sinalizou que não procuraria quem votou contra. Ao ser questionado pelo Poder360 sobre a responsabilidade do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na rejeição de Messias, foi categórico: “Pergunte a ele”.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o governo “respeita a decisão soberana dos senadores”, mas que espera explicação do Senado. O ministro definiu Messias como “um quadro dos mais qualificados do ambiente jurídico do Brasil”.
O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), afirmou, em publicação no seu perfil do X, que a “aliança entre o bolsonarismo e a chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias”. Disse também que “o Senado sai menor desse episódio lamentável”.
Já a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, declarou que a votação foi “mais que uma injustiça”. Segundo ela, o Brasil foi privado de “uma pessoa muito qualificada para ser ministro do STF”.
Na publicação em seu perfil no X, Gleisi mencionou a votação de 5ª feira (30.abr) da derrubada dos vetos presidenciais ao PL da Dosimetria. “Uma aliança vergonhosa que se volta contra o governo, mas é realmente contra a justiça, a democracia e o país”, escreveu.

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) disse ver “com preocupação” o resultado. “Quem perdeu foi a democracia”, declarou ao Poder360.
A senadora Teresa Leitão (PT-PE) estava com Messias depois da derrota. “Lamento muito que tenha sido perdida uma oportunidade ímpar de ter uma pessoa qualificada para o STF”, disse ao Poder360.
Já o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) disse que a derrota é um “episódio, que não pode ser misturado com outros aspectos”. O congressista defendeu que a prerrogativa da nomeação ao STF é do presidente da República.
Assista (3min27s):
Segundo Teixeira, o resultado não foi “em relação a Messias”, mas a “outras coisas”. Não especificou quais. “Ele [Messias] está de alma tranquila diante desses fatos”, acrescentou.
PT
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também se pronunciou sobre a derrota. Ele classificou como “grave erro” o resultado.
O dirigente partidário também disse que a atitude do Senado resulta em “importante instabilidade institucional” e afirmou que a Casa Alta politizou a indicação.
Leia a íntegra da nota de Edinho Silva:
“O Senado Federal, ao rejeitar a indicação de Jorge Messias, comete um grave erro, politizar uma indicação para um cargo onde a formação técnica é o mais relevante. Essa postura do Senado Federal também gera uma importante instabilidade institucional. Há 130 anos que uma indicação para a Suprema Corte não é recusada. Mais uma atribuição do Poder Executivo ‘é esvaziada pelo Legislativo. Em um momento de tamanha instabilidade mundial, onde a racionalidade perde espaço para o ódio e para a intolerância, no Brasil deveríamos dar exemplos de paz política e estabilidade. Não existe na história registro de um país que tenha crescido economicamente na instabilidade política e institucional.
“Messias é um jurista sério, preparado e comprometido com o Brasil. Sua rejeição não diminui sua trajetória, mas revela a disposição de setores do Congresso Nacional de enfraquecer o Judiciário brasileiro e transformar uma indicação qualificada em disputa política para enfraquecer a democracia”.
A sessão ordinária da tarde desta quarta-feira, 29, foi oportuna à autorização de isenção da taxa da carteira de habilitação para integrantes da Polícia Civil e de criação da Frente Parlamentar de Combate ao Feminicídio. Ademais, teve a validação de um projeto de resolução em definitivo, um projeto de lei em primeira votação e requerimentos em bloco. Em seguida, os deputados estaduais reuniram-se nas comissões Mista e de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
Entre os projetos de lei aprovados, em primeiro turno, esteve o do presidente do Poder Legislativo goiano, deputado Bruno Peixoto (UB), que concede isenção da taxa de obtenção ou renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por policiais penais, civis e pela polícia científica, quando sua utilização estiver vinculada ao exercício de suas funções (no2587/26).
Clécio Alves (PSDB) e Delegado Eduardo Prado (PL) elogiaram a matéria, mas manifestaram receios quanto à sua constitucionalidade por vício de iniciativa. Peixoto defendeu a autonomia do Legislativo para apresentar a propositura e disse que ela é uma autorização para que o Executivo implemente o que foi proposto. Karlos Cabral (PSB), relator da proposta, afirmou que a entende como constitucional, com respaldo em mudança provocada pela Emenda Constitucional no 45, de 2009, na Constituição do Estado de Goiás.
Já a criação da frente parlamentar foi proposta pelo deputado Eliel Junior (Solidariedade) no requerimento no7687/26. O objetivo é investigar falhas estruturais do sistema de proteção à mulher, especialmente nos casos que evoluem para o feminicídio. Conforme dispõe o decreto que normatiza a criação das frentes, Eliel Junior, como autor da proposta, será o coordenador do grupo.
“A presente proposta de criação da Frente Parlamentar de Combate ao Feminicídio”, o deputado escreve no requerimento, “justifica-se em razão da persistência e da gravidade dos casos de violência letal contra a mulher, que continuam a desafiar a efetividade das políticas públicas de proteção e prevenção”.
“O feminicídio”, prossegue, “representa a expressão mais extrema de um ciclo contínuo de violência de gênero, frequentemente precedido por agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais”. Trata-se, portanto, “de um fenômeno que, em grande parte dos casos, pode ser evitado mediante a atuação integrada, eficiente e tempestiva das instituições responsáveis pela proteção da mulher”.
Conheça aqui outras matérias da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) de combate ao feminicídio.
Matérias prestigiam Taça das Favelas e capoeira
Outro projeto de lei validado em escrutínio inicial foi o do Delegado Eduardo Prado, que inclui, no Calendário Cívico Cultural goiano, a Taça das Favelas, realizada anualmente em Goiânia (no3454/25).
O parlamentar destaca que a Taça das Favelas “tem um impacto significativo, promovendo inclusão, protagonismo e oportunidades para centenas de atletas que, de outra forma, não teriam acesso à visibilidade e estrutura do futebol profissional”.
O torneio, esclarece, ainda, “proporciona experiências similares às das competições oficiais, contando com transmissão ao vivo, entrevistas, jogos realizados em estádios e centros de treinamento de clubes reconhecidos”.
O projeto de resolução aprovado em definitivo, por fim, é de Bruno Peixoto instituindo o Certificado Mestre Bimba (processo no6762/26). A distinção irá “homenagear pessoas que se destacam na promoção, valorização, preservação e difusão da capoeira, da cultura afro-brasileira e de ações de inclusão social por meio de práticas culturais no Estado de Goiás”. Mestre Bimba, que nasceu em 1900 em Salvador e foi um ícone da capoeira, reformulando-a e tornando-a muito mais prestigiada, morou em Goiânia no final da vida, onde faleceu em 1974.
Lula amplia em R$ 5 bi crédito a exportadores afetados por tarifas dos EUA
Lidiane 29 de abril de 2026
Governo Lula reforça Plano Brasil Soberano, criado para mitigar impactos de medidas comerciais e sustentar empresas no mercado externo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou medida provisória que libera R$ 5 bilhões em crédito extraordinário para reforçar o apoio financeiro a exportadores brasileiros. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta 4ª feira (29.abr.2026) e já está em vigor. Leia a íntegra (PDF – 110 kB).
Os recursos serão destinados aos Encargos Financeiros da União e operacionalizados por meio do FGE (Fundo de Garantia à Exportação), instrumento utilizado para dar suporte a operações de crédito voltadas ao comércio exterior. Na prática, o aporte amplia a capacidade do fundo de oferecer garantias a financiamentos concedidos por bancos, facilitando o acesso das empresas a crédito.
A iniciativa integra o Plano Brasil Soberano, programa do governo federal voltado ao estímulo das exportações e à sustentação de empresas com atuação internacional. Criado em 2025, o plano tem como foco mitigar os efeitos de medidas comerciais adotadas por outros países — especialmente as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
O programa busca preservar empregos, estimular investimentos e garantir a continuidade das operações de empresas exportadoras em um cenário global mais adverso. Para isso, estabelece critérios de acesso e priorização, com foco em setores estratégicos e em companhias mais expostas a mudanças no comércio internacional.
O novo crédito será destinado ao financiamento de pessoas físicas e jurídicas exportadoras de bens e serviços, além de seus fornecedores, desde que enquadrados nas regras do plano. A expectativa é ampliar a liquidez das empresas e sustentar o fluxo de exportações.
A liberação ocorre após outras iniciativas recentes para reforçar o programa. Em etapas anteriores, o governo já havia direcionado R$ 30 bilhões em crédito a empresas afetadas por barreiras comerciais. Posteriormente, o volume foi ampliado em mais R$ 15 bilhões, com definição de critérios mais detalhados para acesso aos recursos.
De acordo com a programação orçamentária, o crédito será aplicado em operações especiais classificadas como “outros encargos especiais”. A estimativa é de que 1.404 operações de financiamento sejam viabilizadas com o novo aporte .
O crédito extraordinário é um mecanismo previsto na Constituição para atender despesas urgentes e imprevisíveis. Apesar de ter efeito imediato, a medida provisória precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 60 dias, prazo que pode ser prorrogado por igual período. Caso não seja votada, perde a validade.
Iniciativa que prevê ampliar proteção a órfãos de feminicídio está em tramitação
Lidiane 29 de abril de 2026
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) apresentou o projeto de lei n° 6250/26 que altera a Lei Estadual nº 22.580, que institui a Política Estadual de Proteção aos Órfãos do Feminicídio, para ampliar seu âmbito de proteção, criar a Rede Estadual de Proteção, instituir o dever de comunicação policial imediata, prever benefício assistencial estadual e incorporar mecanismos de monitoramento e controle social.
A proposta prevê a instituição da Política Estadual Integral de Proteção e Atenção aos Órfãos e Órfãs do Feminicídio – Protefã Goiás, com o objetivo de assegurar proteção integral, atenção multissetorial e suporte continuado às crianças e aos adolescentes que perderam suas mães em decorrência do crime de feminicídio.
De acordo com o texto do projeto, a política estadual observará, com absoluta prioridade, os princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, nos termos da Lei Federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990. A condição de órfão ou órfã do feminicídio será reconhecida desde o momento da comunicação prevista no art. 7º dessa lei, independentemente do trânsito em julgado de sentença condenatória, sem prejuízo da revisão posterior das medidas adotadas.
Segundo Cruvinel, o projeto parte do avanço do arcabouço jurídico nacional, especialmente após a tipificação do feminicídio como crime autônomo e a criação de pensão especial federal para órfãos. Sendo assim, a matéria busca alinhar a legislação estadual às normas federais, ampliando o alcance das medidas de proteção.
Entre os principais pontos, destaca-se a criação de um fluxo obrigatório de comunicação entre autoridades policiais, Conselhos Tutelares e Ministério Público, garantindo que os dependentes sejam identificados e assistidos desde o registro da ocorrência. A proposta também institui a Rede Estadual de Proteção aos Órfãos e Órfãs do Feminicídio (Repofe), com atuação integrada de órgãos públicos e capacitação contínua de profissionais.
Outro avanço previsto é a possibilidade de criação do Benefício Assistencial Estadual aos Órfãos e Órfãs do Feminicídio (Baofe), voltado a complementar a pensão federal e alcançar famílias que não atendam aos critérios atuais de renda. O texto ainda detalha ações prioritárias, como atendimento psicossocial, garantia de matrícula escolar e proteção patrimonial, além de prever monitoramento anual das políticas públicas.
A matéria amplia, ainda, o rol de beneficiários, incluindo dependentes de mulheres que, embora sobreviventes da violência doméstica, tenham ficado com incapacidades permanentes para o trabalho.
Em manifestação sobre a proposta, Virmondes Cruvinel defende a importância do aperfeiçoamento contínuo das políticas públicas. “Esta proposta representa um passo necessário para fortalecer uma legislação já sensível e inovadora, garantindo que nenhuma criança ou adolescente em situação de vulnerabilidade fique sem o amparo do Estado diante de uma tragédia tão devastadora quanto o feminicídio.”
A propositura está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, sob relatoria do deputado Veter Martins (PSB).
O governador de Goiás, Daniel Vilela, participou nesta terça-feira (28/4), em Rio Verde, do lançamento do Conselho de Desenvolvimento Regional Vale do Sudoeste (Codevas), iniciativa voltada à integração entre municípios e ao fortalecimento econômico da região.
O conselho nasce da união entre o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Rio Verde (Coderv) e o de Jataí (Codeja), consolidando uma estratégia conjunta para atrair investimentos, estimular a geração de empregos e ampliar a competitividade regional.
Durante o evento, realizado no Senac, Vilela destacou o protagonismo do Sudoeste goiano no cenário econômico estadual e nacional, especialmente pela força do agronegócio.
“É uma iniciativa inteligente, que contribui diretamente para o fortalecimento de uma região que impulsiona o crescimento do nosso Estado”, afirmou.
Articulação e desenvolvimento
Eleita presidente do Codevas, Wanessa Cruvinel afirmou que o conselho representa um avanço na construção de uma agenda integrada entre os municípios. Segundo ela, a proposta é ampliar a cooperação regional respeitando as particularidades de cada cidade.
“Trata-se de uma iniciativa pioneira, que pretende incentivar outros municípios a criarem seus próprios conselhos e se integrarem ao projeto”, destacou.
A presidente também citou resultados práticos da articulação conjunta, como a rápida resposta a demandas relacionadas ao fornecimento de energia na região, após interlocução com o Governo de Goiás.
Propostas e impacto regional
O Codevas terá atuação propositiva junto a órgãos públicos, com foco em projetos estruturantes nas áreas de infraestrutura e energia, considerados essenciais para o desenvolvimento econômico do Vale do Sudoeste.
O prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo, avaliou que a iniciativa contribui para a eficiência da gestão pública: “O conselho apresenta projetos estruturados, muitas vezes já prontos para execução, o que pode gerar economia aos cofres públicos”, afirmou.
Já o presidente do Coderv, Mário Augusto Padula Castro, destacou que a criação do conselho regional busca estimular a formação de novos colegiados municipais e organizar demandas comuns da região.
Na mesma linha, o presidente do Codeja, Antônio José Gazarini, reforçou o papel consultivo da entidade: “Os conselhos têm a função de apresentar propostas e demandas, enquanto a execução cabe ao poder público”, explicou.
A criação do Codevas reforça a estratégia de integração regional e consolida o Sudoeste goiano como um dos principais polos de desenvolvimento econômico do estado.


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