Mauro Vieira afirma que medidas carecem de justificativa comercial e critica exigências feitas durante negociações
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta 5ª feira (16.jul.2026) que o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil tem motivação política, e não comercial. Disse que o governo brasileiro manteve negociações com autoridades norte-americanas antes da adoção das sobretaxas e classificou como “inaceitáveis” as declarações recentes do secretário de Estado, Marco Rubio.
O chanceler falou por menos de 5 minutos no Palácio Itamaraty. A declaração foi acompanhada por negociadores de alto nível dos 2 países, entre eles o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, Maurício Lyrio, e o embaixador dos EUA para Assuntos Econômicos, Phillip Fox Gough.
Vieira afirmou que as investigações conduzidas pelos Estados Unidos com base na Seção 301 são “procedimentos unilaterais” e disse não haver justificativa para impor tarifas aos produtos brasileiros.
Segundo o ministro, desde março de 2025 o governo realizou mais de 30 reuniões presenciais, virtuais e por telefone em níveis presidencial, ministerial e técnico. Disse que houve 11 contatos com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, incluindo encontros entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.
Ao relembrar o início da disputa comercial, Vieira afirmou que a tarifa de 50% anunciada por Trump em julho de 2025 teve motivação política. Disse que a carta enviada pelo presidente norte-americano a Lula vinculava a sobretaxa ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e determinava a abertura da investigação com base na Seção 301.
O chanceler também criticou declarações publicadas por Rubio nas redes sociais. Segundo ele, o secretário de Estado fez ataques “grosseiros e arrogantes” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, declarou o secretário de Estado. “Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, completou. Depois do anúncio do tarifaço, Rubio responsabilizou diretamente o governo Lula pela aplicação das tarifas.
Vieira afirmou que, durante as negociações, os Estados Unidos fizeram exigências consideradas inaceitáveis pelo governo brasileiro, como a abertura irrestrita de setores da economia sem oferecer contrapartidas aos produtos nacionais. “Exigiam a capitulação”, declarou.
O ministro disse ainda que, apesar da motivação política das medidas, o Brasil participou das negociações desde a abertura da investigação, em julho de 2025, e apresentou defesas formais ao governo norte-americano.
Também rejeitou as justificativas apresentadas por Washington para a investigação. Classificou como “descabidas” as acusações sobre o Pix e afirmou que as alegações relacionadas ao desmatamento “não têm lastro na realidade”. Segundo ele, nenhuma das acusações usadas para embasar as tarifas tem fundamento.
INVESTIGAÇÃO COMERCIAL
A tarifa de 25% foi proposta em 1º de junho de 2026, depois de o USTR concluir a investigação com base na Seção 301 contra o Brasil. O governo norte-americano apresentou a medida como resposta ao que considera práticas comerciais injustas.
O documento do USTR lista como alvos da investigação temas como Pix, comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. Uma das conclusões aponta que o Brasil adota políticas públicas que favorecem o Pix e colocam empresas norte-americanas do setor de pagamentos eletrônicos em “desvantagem injusta”.
Em 6 e 7 de julho, o USTR realizou audiência pública antes da decisão final sobre a proposta de impor tarifa de 25%. O governo Lula decidiu não enviar representantes para discursar. Participaram apenas integrantes da Embaixada do Brasil em Washington, na condição de observadores.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), participou do 2º dia da audiência. O depoimento, no entanto, pouco contribuiu para mudar a decisão de Donald Trump (Partido Republicano).
Equipes técnicas dos 2 governos realizaram diversas reuniões do grupo de trabalho criado para conduzir as negociações. Também houve 5 reuniões de alto nível com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. A mais recente foi realizada na 3ª feira (14.jul), 2 dias antes do anúncio do novo tarifaço.
O Planalto considera as tarifas “injustas” e retirou temas como o Pix da mesa de negociação.
Em 13 de julho, Lula disse que não haveria novo tarifaço. Não explicou o motivo da avaliação.
1º TARIFAÇO
As primeiras tarifas dos EUA foram impostas em 2 de abril de 2025. Trump estabeleceu tarifas recíprocas com base inicial de 10% para 125 países, incluindo o Brasil. Ao todo, 185 nações e territórios foram afetados pela medida, que, segundo o governo norte-americano, buscava reduzir o déficit comercial do país.
À época, Trump afirmou que a taxação seria necessária porque “cidadãos norte-americanos trabalhadores foram forçados a ficar à margem enquanto outras nações enriqueciam e se tornavam poderosas”.
Em 15 de novembro, Washington formalizou a redução de tarifas de importação sobre carne bovina, café, tomate e banana, entre outros produtos. O decreto assinado por Trump cancelou a tarifa recíproca de 10% imposta inicialmente em abril, mas manteve uma taxa adicional de 40%, decretada em agosto.
Em 20 de novembro, os Estados Unidos revogaram a tarifa de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros, como carne, café e frutas. Essa foi a última medida adotada em 2025 em relação ao Brasil.
Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu —por 6 votos a 3— que as tarifas globais impostas por Trump eram ilegais. No mesmo dia, o presidente assinou decreto para impor tarifa global de 10% a todos os países.
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Festa do Produtor de Orizona pode integrar o calendário oficial de Goiás
Lidiane 16 de julho de 2026
O projeto de lei nº 13651/26 tem como objetivo a inclusão da Festa do Produtor de Orizona no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás. A iniciativa prevê que o evento seja realizado, anualmente, no segundo fim de semana do mês de junho, no município de Orizona, em data definida pela organização da festividade.
A proposta tem como objetivo reconhecer a relevância histórica, cultural, econômica e social da Festa do Produtor, considerada uma das principais celebrações do município e um importante instrumento de valorização da atividade agropecuária goiana. O evento reúne produtores rurais, famílias, empresários, estudantes e visitantes de diversas regiões do Estado, fortalecendo a identidade do setor produtivo e das tradições do campo.
O texto do projeto de lei aponta que Orizona possui expressiva vocação agropecuária, sendo reconhecida como uma das principais bacias leiteiras de Goiás e referência nacional na produção rural.
De acordo com a proposta, a festividade contribui para a preservação das tradições culturais do município por meio de exposições, atividades técnicas, apresentações culturais e shows artísticos, promovendo o turismo rural, movimentando o comércio local e estimulando a geração de emprego e renda.
A matéria, de autoria do deputado Cristóvão Tormin (PRD), será analisada na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) após o recesso parlamentar.
O corretor de imóveis Cléber Luiz Thomaz de Aquino, de 52 anos, morreu na noite desta terça-feira (14/7) após sofrer um mal súbito enquanto utilizava a esteira de uma academia no Setor Garavelo, em Aparecida de Goiânia. O caso gerou forte comoção entre frequentadores do estabelecimento, amigos e familiares do profissional.
Segundo o Corpo de Bombeiros, quando a equipe de resgate chegou à academia, Cléber já estava em parada cardiorrespiratória há cerca de 15 minutos. Ele recebia os primeiros socorros e compressões torácicas por parte dos profissionais de educação física do local, que tentaram reanimá-lo imediatamente após o colapso.
“A guarnição assumiu o atendimento, instituindo o protocolo de reanimação cardiopulmonar (RCP), o qual foi mantido até a chegada da Unidade de Suporte Avançado do Samu”, informaram os militares.
A equipe médica do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) deu continuidade às manobras de emergência com equipamentos avançados, mas não houve resposta aos estímulos e o óbito do corretor foi constatado ainda no interior do estabelecimento.
Em nota oficial, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-GO) manifestou profundo pesar pelo falecimento de Cléber e prestou condolências aos parentes e colegas de profissão. A academia Oficial Training também lamentou a fatalidade, prestou solidariedade aos familiares e suspendeu todas as suas atividades nesta quarta-feira (15/7) em sinal de luto.
Nas redes sociais, a partida precoce do corretor — que havia comemorado aniversário de 52 anos há apenas uma semana — foi bastante lamentada.
“Vai fazer muita falta, era uma pessoa muito querida”, desabafou Dallylla Camilo, amiga próxima de Cléber, que ressaltou o quanto ele estava feliz nos últimos dias.
O velório do corretor de imóveis foi realizado na manhã desta quarta-feira (15/7), na funerária Pax Domino, em Goiânia. O sepultamento foi agendado para o cemitério Parque Memorial, também na capital.
Como prevenir episódios de mal súbito durante atividades físicas
Casos de mal súbito em academias acendem o alerta para a necessidade de exames médicos preventivos antes de iniciar ou intensificar os treinos. A avaliação cardiológica detalhada, que inclui exames como o teste ergométrico e o eletrocardiograma, é indispensável para identificar cardiopatias silenciosas e predisposições a arritmias graves, garantindo que o esforço físico seja feito dentro de limites seguros.
Além do check-up médico, especialistas recomendam que os praticantes fiquem atentos a sinais de alerta do corpo, como tonturas, dores no peito, falta de ar desproporcional e palpitações durante o esforço, interrompendo o exercício imediatamente caso surjam. Para os estabelecimentos esportivos, manter equipes treinadas em reanimação cardiopulmonar e dispor de um Desfibrilador Externo Automático (DEA) são medidas cruciais para salvar vidas nos primeiros minutos de uma emergência.
Saiba quais produtos brasileiros serão afetados pelo novo tarifaço dos EUA
Lidiane 16 de julho de 2026
Medida estabelece sobretaxa de 25% a partir de 22 de julho; café, carne bovina e petróleo ficaram fora da lista
Os Estados Unidos divulgaram na 4ª feira (15.jul.2026) os produtos brasileiros que ficarão sujeitos à tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo de Donald Trump (Partido Republicano). A medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, entra em vigor em 22 de julho e faz parte de uma investigação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) sobre possíveis práticas comerciais consideradas prejudiciais aos EUA. Eis a íntegra do comunicado, em inglês (PDF – 1,2 MB).
O tarifaço provocou reação do governo brasileiro. O Planalto classificou a decisão como um “marco lastimável” nas relações entre os 2 países e afirmou que adotará medidas com base na Lei de Reciprocidade, além de recorrer ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC (Organização Mundial do Comércio). Eis a íntegra do comunicado (PDF – 167 KB)
Segundo o governo norte-americano, a investigação levou em consideração temas como o Pix, a regulação de plataformas digitais, políticas ambientais, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e barreiras comerciais. O governo brasileiro contestou as acusações e afirmou que apresentou argumentos ao USTR para rebater as alegações.
Principais produtos brasileiros afetados pelo tarifaço:
- Etanol;
- Calçados;
- Vestuário;
- Açúcar orgânico;
- Papel;
- Máquinas agrícolas;
- Equipamentos de mineração;
- Ferramentas de jardinagem;
- Maquinário elétrico;
- Bens de capital;
- Produtos químicos diversos;
- Itens industriais processados;
- Manufaturados em geral.
A lista divulgada pelos EUA estabelece exceções para alguns produtos brasileiros. Entre os itens que não terão a cobrança adicional estão carne bovina, café, laranjas e sucos de laranja, petróleo bruto, gás natural, produtos farmacêuticos e aeronaves civis. Por outro lado, produtos como etanol, máquinas agrícolas, calçados e itens industriais ficarão sujeitos à tarifa adicional de 25%.
Principais produtos brasileiros isentos da tarifa de 25%:
- Carne bovina;
- Café;
- Petróleo bruto e gás natural;
- Laranjas e sucos de laranja;
- Peixes e crustáceos;
- Castanhas;
- Mel orgânico;
- Celulose de madeira;
- Pastas químicas de madeira;
- Determinados produtos de madeira tropical;
- Alguns minérios;
- Ferro-gusa;
- Produtos metálicos considerados estratégicos para cadeias produtivas norte-americanas;
- Aeronaves civis, motores e componentes aeroespaciais;
- Helicópteros;
- Motores aeronáuticos e componentes do setor aeronáutico;
- Produtos farmacêuticos e ingredientes químicos para uso farmacêutico;
- Semicondutores e máquinas para fabricação.
A tarifa não será aplicada a mercadorias que já tiverem deixado o Brasil em direção aos Estados Unidos antes da entrada em vigor da medida. O governo norte-americano afirmou que poderá revisar a lista de produtos afetados conforme o andamento das negociações com o Brasil.
Atualização da lei goiana sobre agrotóxicos para aprimorar fiscalização e adequar norma às diretrizes federais está em vigor
Lidiane 16 de julho de 2026
A sanção da Lei nº 24.389, de 29 de junho de 2026, estabeleceu novidades na cadeia logística e regulatória de agrotóxicos em Goiás. Autorizada pelo Parlamento goiano no final do mês de junho, a iniciativa é da Governadoria.
O texto adequa a norma estadual sobre produção, armazenamento, comércio, transporte interno, utilização, destino final de resíduos e embalagens, inspeção e fiscalização de agrotóxicos, de seus componentes e afins a recentes diretrizes estabelecidas por marcos regulatórios nacionais, as leis federais nº 15.070/2024 e nº 14.785/2023.
Excluir os bioinsumos da legislação de Goiás sobre agrotóxicos, atualizar conceitos e ajustar as competências da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) quanto ao cadastro estadual de agrotóxicos são algumas das mudanças promovidas pela matéria.
Destacam-se também o aperfeiçoamento da classificação das infrações previstas na lei goiana vigente, além da atualização e da redistribuição de penalidades relativas ao uso de agrotóxicos, visando a facilitar atividades fiscalizatórias.
Na justificativa da proposição enviada à Assembleia Legislativa de Goiás, o governador Daniel Vilela (MDB) afirmou que a incoerência entre o que se dispõe a nível federal e a nível estadual resulta em insegurança jurídica e conflitos legais.
A Câmara de Goiânia aprovou em definitivo, nesta terça-feira (14/7), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027. A proposta do Executivo estima receitas e despesas equilibradas em R$ 11,4 bilhões para o próximo ano. Contudo, o grande destaque da votação foi a articulação política que diminuiu o poder de remanejamento do prefeito de 30% para 23% do orçamento, exigindo aprovação prévia do Legislativo caso queira movimentar valores acima desse limite.
Outra mudança de peso, articulada pelo presidente da Casa, Romário Policarpo (Cidadania), alterou as regras das emendas impositivas — recursos voltados para obras e serviços solicitados diretamente pela população. O percentual foi travado em exatos 2% da receita corrente líquida, removendo o termo “até 2%” da redação original enviada pela prefeitura, o que ameaçava encolher a cota dos vereadores.
“Às vezes, algumas palavras mudam, uma pequena palavra muda totalmente o contexto da matéria. E a gente fez essa emenda retirando essa palavra, esse trecho, porque a gente entendia que esse trecho prejudicava frontalmente as atividades legislativas dos parlamentares no que diz respeito às emendas impositivas. Os vereadores apresentam as demandas em locais onde têm maior ligação, sendo a forma mais próxima de a sociedade participar do orçamento público. Por isso, entendemos que esses 2% eram necessários”, declarou Policarpo.
Além do limite ao Executivo e do ajuste nas emendas, o projeto incluiu a destinação de R$ 1 milhão para a assistência ao idoso, fruto de emenda da vereadora Daniela da Gilka (PRTB), e a implantação do Fundo Municipal do Turismo, proposto pelo relator Léo José (SD) — que também barrou 62 outras propostas de alteração. O texto final traz ainda a estimativa de R$ 310 milhões em empréstimos para a expansão do Parque Macambira Anicuns.
Toda a matéria segue para o crivo do prefeito Sandro Mabel, que decidirá sobre a sanção ou veto após análises técnicas, de acordo com o líder do governo, Wellington Bessa (Mobiliza).
“A LDO obedece estritamente ao caráter técnico. Então, qualquer decisão sobre sanção ou não vai depender da análise por parte da Secretaria de Finanças. Após a secretaria dar parecer, haverá a sanção ou não”, afirma Bessa.
Educação e Saúde concentram R$ 4,3 bilhões no próximo ano
A área social e a infraestrutura urbana serão o centro das atenções no orçamento de Goiânia para 2027. Das doze áreas planejadas, a Educação lidera a previsão de recursos com R$ 2,3 bilhões, seguida de perto pela Saúde, com R$ 2 bilhões. Juntas, as duas pastas concentram R$ 4,3 bilhões para garantir a melhoria e o funcionamento dos serviços básicos no município.
A mobilidade e a infraestrutura também ganharam espaço prioritário na divisão orçamentária. As ações de Infraestrutura e Saneamento Básico terão R$ 1,1 bilhão para obras de conservação urbana, enquanto o Trânsito e o Transporte Público contarão com R$ 560,7 milhões para investimentos no sistema viário.
Recesso – Com a votação concluída, a Câmara de Goiânia entra em recesso parlamentar nesta quarta-feira (15/7), retomando as sessões no dia 11 de agosto. A parte administrativa do prédio continuará ativa durante o período, com funcionamento das 7h às 13h.
Jorge Goetten acredita que não há impacto fiscal; limites de faturamento do Simples Nacional estão congelados desde 2018
O relator do PLP (projeto de lei complementar) 108 de 2021, que atualiza os limites de faturamento do MEI (Microempreendedor Individual), deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), disse nesta 4ª feira (15.jul.2026) que a atualização do Simples Nacional só repõe a inflação. O congressista acredita que não há impacto fiscal já que é só uma reposição.
“Nós entendemos que não há impacto nenhum porque consideramos que estamos só repondo a inflação. A nossa sugestão é atualizar o limite do Simples Nacional a partir de 2028. Se lá na frente a equipe econômica vir que tem impacto, pode tratar na LOA [Lei Orçamentária Anual]“, declarou Goetten a jornalistas.
O relator afirmou ter pedido no começo de junho ao Ministério da Fazenda dados sobre o impacto fiscal da atualização, mas o órgão federal pediu prazo até 5 de agosto para levantar as informações.
Goetten defende a necessidade de também atualizar os limites de faturamento do Simples Nacional e não só do MEI.
O congressista se reuniu nesta 4ª feira (15.jul) com o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, para tratar sobre a atualização dos limites de faturamento do MEI e do Simples Nacional.
“Vim trazer ao ministro sugestões para que ele possa levar aos colegas dele Bruno Moretti [Planejamento] e Dario Durigan [Fazenda] que é benéfico para todos atualizar o Simples Nacional e o MEI. Ele gostou das nossas sugestões e vai conversar com os ministros da área econômica para ver se conseguimos avançar em agosto à atualização”, disse Goetten a jornalistas no Ministério do Empreendedorismo.
Projeto do governo e MEI
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou em 29 de junho ao Congresso Nacional outro projeto de lei sobre o tema. O texto amplia o teto do MEI (Microempreendedor Individual) de R$ 81.000 para R$ 110 mil já em 2027 e para R$ 140 mil em 2028. O projeto permite ainda a contratação de mais um funcionário por empresa. Leia a íntegra (PDF – 441 kB).
O Executivo enviou o texto para evitar uma pauta-bomba com impacto de R$ 50 bilhões por ano. Isso porque o PLP 108 de 2021, que está na Câmara, inclui no aumento todo o Simples Nacional.
O Microempreendedor Individual foi criado em 2008 como uma política pública de formalização. O regime permite que trabalhadores autônomos tenham um registro de CNPJ, emitam notas fiscais e assegurem direitos previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença e licença-maternidade.
A contrapartida é o pagamento de uma guia mensal unificada de tributos com valores reduzidos. Trata-se da porta de entrada para o ecossistema de micro e pequenas empresas no Brasil.
Para estar nesse regime, o empreendedor precisa respeitar limites rígidos de faturamento e de estrutura. Caso extrapole as regras, ele é automaticamente desenquadrado e empurrado para o Simples Nacional, outro regime tributário facilitado que unifica 8 impostos federais, estaduais e municipais em uma única arrecadação, mas com alíquotas progressivas e consideravelmente maiores do que as taxas fixas cobradas do MEI.
Parlamentar propõe inclusão produtiva de pessoas com deficiência e autistas no meio rural
Lidiane 15 de julho de 2026
A inclusão de pessoas com deficiência e com transtorno do espectro autista (TEA) nas atividades econômicas do campo é o objetivo do projeto de lei nº 11914/26. A proposta cria o Programa Estadual Agro Inclusivo Goiás (Peagro Inclusivo), voltado à promoção da inclusão produtiva, social e econômica desse público no meio rural goiano.
A iniciativa busca ampliar o acesso às atividades produtivas rurais, incentivando a capacitação profissional, a geração de renda e a participação em empreendimentos ligados à agricultura, pecuária, agroindústria e demais atividades desenvolvidas no campo.
De acordo com o texto, de iniciativa do deputado Dr. George Morais (MDB), o programa pretende fomentar a formação de cooperativas e associações inclusivas, estimular práticas produtivas sustentáveis e fortalecer o desenvolvimento econômico local e regional. A iniciativa também prevê ações voltadas à promoção da autonomia financeira e social dos beneficiários.
Entre as diretrizes estabelecidas pelo projeto, estão a promoção da igualdade de oportunidades no meio rural; o respeito às especificidades individuais das pessoas com deficiência e pessoas com TEA; a articulação entre políticas públicas de agricultura, assistência social, educação e saúde; além do incentivo à participação das famílias e das comunidades locais.
Para alcançar os objetivos propostos, o programa poderá oferecer cursos de capacitação técnica e profissional adaptados, apoiar a inserção dos beneficiários em atividades produtivas rurais, incentivar a criação de unidades produtivas inclusivas e promover a comercialização de produtos oriundos dessas iniciativas. O texto também prevê o estímulo ao desenvolvimento e à utilização de tecnologias assistivas voltadas ao trabalho no campo.
A proposta autoriza, ainda, a celebração de parcerias com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), cooperativas, associações rurais, entidades do terceiro setor, instituições de ensino e pesquisa, órgãos públicos e entidades representativas do agronegócio e da agricultura familiar.
O projeto está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e aguarda manifestação do relator.
O almoço político realizado nesta terça-feira (14/7), em uma churrascaria de Goiânia, marcou uma demonstração de força da base governista de Daniel Vilela (MDB). Com a presença de mais de 80 prefeitos, além de deputados estaduais e presidentes de associações municipalistas, o encontro foi articulado por Alexandre Baldy, presidente estadual do PP, para dar novo fôlego à pré-campanha eleitoral. A mobilização sinalizou uma clara convergência em torno dos nomes da ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União) e do senador Vanderlan Cardoso (PSD).
O movimento de Baldy, agora consolidado como primeiro suplente na chapa de Gracinha, vai além do apoio formal; ele busca consolidar a chapa governista como a principal via de disputa. O líder do PP tem defendido, em diálogos reservados e públicos, que a base deve reduzir a pulverização de candidaturas. Para ele, a estratégia de ter apenas dois nomes fortes na majoritária é o caminho mais seguro para garantir as duas vagas no Senado, evitando que o campo político governista perca fôlego ou divida votos entre aliados em um cenário de alta competitividade.
“É uma honra, após ter desistido da minha pré-candidatura, poder pedir que os demais possam fazer esta mesma reflexão. Precisamos fazer com que o projeto de grupo e o projeto de Estado estejam acima dos nossos projetos individuais”, afirmou Baldy durante o evento.
Essa articulação visa fortalecer a dobradinha natural entre Gracinha e Vanderlan, trazendo para o projeto a capilaridade dos prefeitos do PP. O evento desta terça-feira serviu como um “start” na mobilização direta das bases municipais, enviando uma mensagem de que a coligação busca, agora, organização tática. Segundo Baldy, o Estado de Goiás exige que projetos pessoais sejam colocados em segundo plano em prol de uma coligação vitoriosa, que reúna as lideranças que já caminham com o ex-governador Ronaldo Caiado e o governador Daniel Vilela, pré-candidato à reeleição.
Vanderlan: eleição será pautada por folha de serviços prestados
O senador Vanderlan Cardoso avaliou o encontro de lideranças de forma altamente positiva e ressaltou que a presença do PP em seu palanque dará um impulso decisivo na consolidação de uma dobradinha com Gracinha Caiado. Para o parlamentar do PSD, que busca a reeleição, a disputa deste ano será definida pelo histórico de trabalho de cada postulante, blindando a chapa contra debates superficiais.
“Essa eleição vai ser de quem tem serviço prestado. Não é eleição de fake news ou de candidato à Copa do Mundo. Gracinha tem serviço, Alexandre tem, eu tenho. Nós temos o que apresentar em cada município”, afirmou Vanderlan.
Questionado sobre o afunilamento das candidaturas, o senador demonstrou tranquilidade e reforçou a parceria com Gracinha.
“Quem tem serviço prestado não tem que ficar escolhendo adversários”, pontuou. Ao final, Vanderlan confirmou que o ex-deputado Pedro Chaves será seu primeiro suplente, enquanto a segunda suplência segue sendo discutida internamente pelo PSD.
Gracinha defende chapa competitiva, mas prega respeito a decisões da base
Embora defenda a viabilidade de se trabalhar com apenas dois nomes fortes para garantir as vagas no Senado, a pré-candidata Gracinha Caiado adotou um tom agregador ao comentar a composição atual do grupo. O governador Daniel Vilela sinaliza que a base conta com quatro pré-candidaturas fortes: a dela, Vanderlan Cardoso, Gustavo Mendanha (PRD) e o deputado federal Zacharias Calil (MDB).
“Todo mundo sabe que eu defendi a unidade. Mas tenho respeito pela decisão do governador Daniel, que optou por manter os quatro candidatos. São nomes fortes, que saberão trabalhar bastante pelo Estado de Goiás”, declarou Gracinha.
A pré-candidata celebrou a presença massiva de prefeitos e agradeceu o gesto político de Baldy, elogiando sua experiência para agregar valor técnico e político ao projeto. Ela destacou que, se Gustavo Mendanha e Zacarias Calil decidissem se aproximar, seriam recebidos com o mesmo carinho e atenção dedicados aos demais aliados da base.
Presidente dos Estados Unidos diz à Fox News que ataques seguirão até Teerã retomar negociações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ameaçou nesta 3ª feira (14.jul.2026) ampliar os ataques contra o Irã e atingir usinas de energia e pontes caso o governo iraniano não retome as negociações com Washington.
“Vamos atingi-los com muita força esta noite. Vamos atingi-los com força amanhã à noite. Vamos atingi-los com muita força na noite seguinte”, declarou em entrevista ao jornalista Trey Yingst, da Fox News.
Segundo Trump, os bombardeios seguirão até que ele determine que a ofensiva foi suficiente. O presidente declarou que alvos da infraestrutura iraniana passarão a ser atingidos na próxima semana se não houver acordo.
“Na próxima semana, a situação ficará muito ruim para eles, porque chegará a vez das usinas e das pontes. Vamos derrubar todas as usinas e todas as pontes, a menos que eles se sentem à mesa e negociem”, disse o norte-americano.
Trump afirmou que os alvos ligados à energia serão deixados para a etapa final da ofensiva. Disse também ter ordenado que instalações de petróleo na ilha de Kharg fossem poupadas por causa dos possíveis efeitos sobre a economia mundial. O republicano, porém, declarou que essa orientação poderá mudar.
Questionado sobre uma possível operação terrestre, Trump não descartou a medida. “Às vezes, é preciso uma campanha terrestre. Mas temos outras pessoas que farão a campanha terrestre por nós”, afirmou, sem dar detalhes.
Os Estados Unidos iniciaram na 3ª feira (14.jul) uma nova rodada de ataques contra o Irã, no 4º dia consecutivo de operações. Washington também retomou o bloqueio naval contra portos e áreas costeiras iranianas. Mais de 20 navios de guerra norte-americanos e centenas de aeronaves militares estão na região.
Trump declarou que representantes dos EUA haviam conversado com negociadores iranianos cerca de uma hora antes da entrevista. Segundo ele, Teerã demonstra interesse em um acordo, mas volta atrás depois de assumir compromissos.
“É melhor vocês fazerem um acordo. Estamos sendo muito cuidadosos com a população civil, mas vocês não terão mais nada”, afirmou.
Apesar de dizer que os objetivos militares norte-americanos já foram cumpridos, Trump declarou que o Irã ainda conserva alguma capacidade de reação. Comparou o país a um boxeador que volta a golpear quando parece derrotado.
O presidente também afirmou que os EUA monitoram movimentações em outra instalação nuclear iraniana. Disse que o local poderá ser bombardeado “em questão de minutos” caso Washington identifique a retomada de atividades.
A escalada se dá depois de ataques iranianos contra embarcações e instalações militares na região. O Kuwait afirmou que um navio de sua Marinha foi atingido e que 4 militares ficaram feridos. O país declarou ainda ter interceptado mísseis e 33 drones enviados contra áreas civis e estruturas consideradas vitais.
Na mesma entrevista, Trump confirmou que desistiu de cobrar uma taxa de 20% sobre cargas transportadas por navios que atravessem o estreito de Ormuz. O plano será substituído, segundo ele, por acordos comerciais e investimentos de países do Golfo nos Estados Unidos. O bloqueio contra embarcações e cargas iranianas foi mantido.
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