Transferência da capital para a cidade de Goiás mobiliza autoridades e terá programação oficial entre os dias 20 e 22 de julho
Lidiane 18 de julho de 2026
A cidade de Goiás voltará a sediar simbolicamente os Poderes constituídos do Estado entre os dias 20 e 22 de julho de 2026, durante a programação oficial da transferência da capital. A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) participará das solenidades e atividades previstas, mantendo a tradição cívica instituída há mais de quatro décadas para homenagear o município, primeira capital goiana e patrimônio histórico nacional.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Bruno Peixoto (UB), deverá participar das solenidades, acompanhado de diversos parlamentares da Casa, que também devem prestigiar os eventos programados na antiga capital.
Programação
A programação oficial terá início na segunda-feira, 20, às 17h30, com a solenidade de instalação dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, em frente ao Palácio Conde dos Arcos. O evento contará com cerimonial militar e pronunciamentos das autoridades, marcando oficialmente o funcionamento simbólico das instituições estaduais na cidade de Goiás. A agenda prevê, ainda, a presença do governador Daniel Vilela (MDB) para recepção às autoridades.
Na terça-feira, 21, estão previstas visitas institucionais ao longo do dia, ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, às obras de construção da Vara do Trabalho, à subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO) e à instalação da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás.
Na mesma data, às 18h30, ocorre a solenidade de entrega da Comenda da Ordem do Mérito Anhanguera, na Praça do Chafariz. A cerimônia será seguida por pronunciamentos oficiais e, posteriormente, por um coquetel oferecido às autoridades e convidados. O encerramento da programação está previsto para a quarta-feira, 22, com as despedidas e o retorno das autoridades à capital do Estado.
Capital simbólica
A transferência da capital está prevista na Lei Estadual nº 9.314, de 21 de junho de 1983, que instituiu a cidade de Goiás como capital simbólica do Estado. A legislação estabelece que, todos os anos, na semana que compreende o dia 25 de julho, data do aniversário do município, os Poderes estaduais funcionem simbolicamente na antiga capital, preservando uma tradição que reforça a importância histórica e política da cidade para Goiás.
Em 2026, o Decreto nº 10.935, de 23 de junho de 2026, determinou que a sede simbólica do Poder Executivo funcionará na cidade de Goiás em 20 de julho e transferiu para essa mesma data o feriado consagrado à fundação do município, originalmente celebrado em 25 de julho. A mudança tem como objetivo ampliar a participação de autoridades, instituições e da população nas solenidades oficiais.
Fundada em 1727 por Bartolomeu Bueno da Silva Filho, o Anhanguera, a cidade de Goiás foi capital do Estado até 1937, quando a sede administrativa foi transferida para Goiânia. Desde a instituição da capital simbólica, em 1983, o município volta a receber, anualmente, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, em uma iniciativa que preserva a memória institucional do Estado e reafirma o papel histórico da antiga Vila Boa na formação da identidade goiana.
Festa do Produtor de Orizona pode integrar o calendário oficial de Goiás
Lidiane 16 de julho de 2026
O projeto de lei nº 13651/26 tem como objetivo a inclusão da Festa do Produtor de Orizona no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás. A iniciativa prevê que o evento seja realizado, anualmente, no segundo fim de semana do mês de junho, no município de Orizona, em data definida pela organização da festividade.
A proposta tem como objetivo reconhecer a relevância histórica, cultural, econômica e social da Festa do Produtor, considerada uma das principais celebrações do município e um importante instrumento de valorização da atividade agropecuária goiana. O evento reúne produtores rurais, famílias, empresários, estudantes e visitantes de diversas regiões do Estado, fortalecendo a identidade do setor produtivo e das tradições do campo.
O texto do projeto de lei aponta que Orizona possui expressiva vocação agropecuária, sendo reconhecida como uma das principais bacias leiteiras de Goiás e referência nacional na produção rural.
De acordo com a proposta, a festividade contribui para a preservação das tradições culturais do município por meio de exposições, atividades técnicas, apresentações culturais e shows artísticos, promovendo o turismo rural, movimentando o comércio local e estimulando a geração de emprego e renda.
A matéria, de autoria do deputado Cristóvão Tormin (PRD), será analisada na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) após o recesso parlamentar.
Política pública de desenvolvimento da ginástica artística em Goiás está em tramitação
Lidiane 11 de julho de 2026
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) é o autor do projeto de lei n°13120/26, que cria a Política Estadual de Desenvolvimento da Ginástica Artística em Goiás e o Programa Goiás Ginástico, voltado à promoção da modalidade nas escolas públicas e à formação de novos atletas no Estado.
A proposta prevê a inserção dos fundamentos da ginástica artística nas aulas de educação física da rede estadual, respeitando as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Além disso, estabelece a capacitação continuada de professores e profissionais de educação física para o ensino da modalidade.
O programa será estruturado em cinco eixos: escola, formação, competição, identificação de talentos e parcerias institucionais. Entre as ações previstas estão a realização de competições regionais e estaduais, a criação de uma rede de identificação e desenvolvimento de talentos esportivos e a possibilidade de implantação de centros regionais de treinamento.
O texto também autoriza o Poder Executivo a firmar parcerias com instituições, como o Sesi, Sesc, universidades, a Federação Goiana de Ginástica e a Confederação Brasileira de Ginástica, para apoiar a execução das ações previstas.
O parlamentar argumenta que a iniciativa busca democratizar o acesso à ginástica artística, ampliar oportunidades para crianças e adolescentes, reduzir desigualdades regionais no acesso ao esporte e fortalecer a formação de atletas de alto rendimento em Goiás.
“O momento histórico é propício: o Brasil vive o auge de sua projeção internacional na ginástica artística, e o Estado de Goiás tem a oportunidade de construir as bases que permitirão às próximas gerações de goianos protagonizar esse esporte, que une disciplina, arte e superação”, defende Virmondes Cruvinel, na justificativa da proposta.
A matéria foi enviada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e será distribuída a um relator membro do colegiado.
A Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (9/7), a Operação Cifra Oculta. A ofensiva visa desarticular o braço financeiro de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de drogas e armas.
Ao todo, as equipes cumpriram 15 mandados de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. As ações ocorreram em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Edéia e também em Itapema (SC). A Justiça determinou o bloqueio de R$ 160 milhões em bens e valores dos alvos.
A investigação é a 13ª fase da Operação Destroyer e nasceu como desdobramento da Operação Reincidentes, que no fim do ano passado prendeu dez pessoas. Na época, o grupo organizou um foguetório em cidades goianas para homenagear dois membros mortos em confronto no Rio de Janeiro.
A partir das provas colhidas, a Denarc identificou uma sofisticada estrutura de lavagem de capitais. O esquema utilizava uma fintech e sete empresas de fachada, movimentando cerca de R$ 320 milhões em pouco mais de um ano.
A polícia também identificou três operadores financeiros e um líder da alta cúpula da organização. Esse chefe acumula condenações que somam mais de 106 anos de prisão por homicídio, roubo a banco e tráfico.
O líder cumpria regime semiaberto, mas fugiu e rompeu a tornozeleira eletrônica após ser localizado em Angra dos Reis (RJ). Ele acabou detido na última sexta-feira (3/7), ao sair de uma casa noturna no Setor Marista, em Goiânia.
As investigações revelaram ainda que as ramificações do grupo alcançam a Europa. Um dos integrantes está preso desde fevereiro em Portugal, flagrado no Aeroporto de Lisboa, e outro comparsa segue foragido em território português.
Durante as buscas desta quinta-feira, as equipes apreenderam veículos, aparelhos celulares, computadores, farta documentação e uma quantidade expressiva de drogas que passará por perícia.
Festa do Zé Pereira poderá ser incluída no Calendário Cívico, Cultural e Turístico de Goiás
Lidiane 9 de julho de 2026
O deputado Charles Bento (MDB) protocolou, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), o projeto de lei nº 13641/26, que inclui, no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás, a Festa do Zé Pereira, realizada anualmente nos três dias que antecedem o Carnaval, no município de Mossâmedes.
Segundo o parlamentar, a Festa do Zé Pereira consolidou-se como uma das mais tradicionais manifestações populares da região, reunindo anualmente moradores, visitantes e foliões em torno da preservação da cultura carnavalesca popular do interior goiano.
Charles Bento aponta, ainda, que a festa é realizada há quase cinquenta anos e que a celebração mantém viva uma tradição marcada pelos cortejos, batucadas, máscaras e forte participação comunitária, fortalecendo a memória cultural e o sentimento de pertencimento da população local.
“A inclusão da Festa do Zé Pereira no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás representa importante medida de valorização da cultura popular goiana, contribuindo para a preservação das tradições históricas e para o fortalecimento das manifestações culturais do interior do Estado”, afirmou Charles Bento.
A matéria foi encaminhada para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Casa e aguarda distribuição à relatoria.
Deputado Lucas do Vale sugere criar rota turística voltada à piscicultura em Goiás
Lidiane 8 de julho de 2026
Uma política para valorizar a psicultura em Goiás. Esse é o teor do projeto de lei do deputado Lucas do Vale (PSD), de n°12473/26, com o objetivo de integrar, valorizar e promover atividades ligadas à piscicultura, à gastronomia regional, ao turismo rural, à pesca esportiva e ao comércio de pescado em Goiás.
Se a proposta for aprovada na Casa e depois sancionada pelo Executivo, será denominada Rota Estadual do Peixe Goiano, que preconiza estimular o desenvolvimento econômico regional, fortalecer a identidade cultural relacionada ao consumo de pescado e incentivar o turismo associado às regiões produtoras do estado. Também estão no escoppo da proposta a promoção da gastronomia de peixe produzido em Goiás e o fortalecimento da cadeia produtiva do setor.
Poderão integrar a rota propriedades aquícolas, cooperativas, agroindústrias, restaurantes especializados, feiras, festivais gastronômicos, empreendimentos de turismo rural, pesqueiros e instituições de ensino e pesquisa ligadas à aquicultura. A adesão será voluntária.
O texto destaca municípios que se sobressaem na produção de pescado, como Niquelândia, Inaciolândia, Gouvelândia, Caçu e Quirinópolis, sem impedir a participação de outros municípios produtores. Além disso, autoriza o Poder Executivo a promover campanhas de divulgação e firmar parcerias para fortalecer a iniciativa.
Na justificativa, o parlamentar argumenta que a piscicultura está presente em cerca de 180 municípios goianos e representa uma atividade estratégica para a geração de emprego, renda e desenvolvimento regional. Segundo ele, a criação da rota temática pode ampliar o fluxo turístico, estimular o empreendedorismo local e agregar valor à produção goiana.
A propositura tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, sob a relatoria do deputado Gugu Nader (PSDB).
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (6/7), a Operação Véu de Maia para desarticular um esquema milionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas operado por meio de apostas ilegais. Ao todo, os agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Em Goiás, a ofensiva cumpre um mandado em Goiânia e outro em Aparecida de Goiânia, tendo duas pessoas como alvos diretos das investigações. Os outros sete mandados são cumpridos nas cidades de São Paulo, Ribeirão Preto (SP), Porto Alegre e Canoas (RS).
As investigações começaram a partir de dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, que monitorou e identificou os indícios de exploração irregular em maio de 2025. Na ocasião, a pasta solicitou o bloqueio dos sites ilegais e acionou a Polícia Federal.
O monitoramento apontou a existência de 87 empresas suspeitas de atuarem como “laranjas”. Essas firmas eram utilizadas para intermediar a movimentação financeira de operadores clandestinos de bets, ocultando a origem do dinheiro para dar uma aparência legítima às transações.
Além da movimentação em território nacional, a PF apura a remessa irregular de fundos para o exterior utilizando criptoativos. A suspeita é de que o grupo utilizava as moedas digitais em uma estrutura sofisticada de ocultação patrimonial e circulação internacional de valores.
Segundo a PF, o nome da operação — Véu de Maia — faz referência ao conceito hindu de “ilusão”, aludindo à falsa legalidade criada pelas empresas de fachada para encobrir o destino real do dinheiro. Os investigados podem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.
A Prefeitura de Aparecida de Goiânia e o Governo de Goiás realizam, até este sábado (4/7), mais uma edição do Goiás Social no município. O mutirão acontece no estacionamento da Cidade Administrativa Maguito Vilela, no setor Village Garavelo II, reunindo centenas de serviços gratuitos nas áreas de saúde, cidadania, assistência social, qualificação profissional e acesso a benefícios públicos. A expectativa é atender mais de seis mil pessoas durante os dois dias de programação.
A abertura do evento, realizada nesta sexta-feira (3/7), contou com a presença do prefeito Leandro Vilela, do governador Daniel Vilela e da primeira-dama do Estado, Iara Vilela, além de autoridades municipais, estaduais, parlamentares e lideranças comunitárias.
Ao destacar a importância da parceria entre Estado e município, o prefeito Leandro Vilela afirmou que o programa amplia o acesso da população aos serviços públicos e fortalece as políticas sociais em Aparecida.
“Mais uma vez o governador Daniel Vilela e a primeira-dama Iara Vilela estão aqui conosco trazendo uma grande prestação de serviços para a nossa população e atendendo demandas importantes dos moradores. Nesta semana, inclusive, a OVG retornou ao município para entregar benefícios solicitados na edição anterior do Goiás Social, contemplando quase mil pessoas. Isso demonstra o compromisso do Governo de Goiás com quem mais precisa”, afirmou.
O prefeito também ressaltou que a atuação conjunta entre os governos tem contribuído para o avanço de diversas áreas no município.
“Ontem estávamos entregando obras importantes de infraestrutura e mobilidade para a cidade e hoje temos mais esse grande mutirão de serviços. O apoio do Governo de Goiás tem sido fundamental para que Aparecida continue avançando e superando os desafios encontrados pela atual gestão”, acrescentou.
O governador Daniel Vilela destacou que o Goiás Social se consolidou como uma das principais ações de aproximação entre o poder público e a população.
“O Goiás Social é um programa que chegou para ficar e representa um governo mais próximo das pessoas, oferecendo serviços, benefícios e oportunidades para quem mais precisa”, afirmou.
Daniel explicou ainda que esta será a última edição itinerante do programa antes do período eleitoral, em razão das restrições previstas na legislação, mas garantiu que os atendimentos continuarão por outros meios.
“A legislação eleitoral impede solenidades de lançamentos ou esse tipo de ação como o Goiás Social itinerante, que vai até as cidades, mas a gestão continua e algumas iniciativas serão implantadas de forma digital, com o objetivo de facilitar a vida do cidadão que precisa acessar os serviços públicos do governo do Estado”, disse.
A primeira-dama do Estado, Iara Vilela, ressaltou que Aparecida ocupa lugar especial na trajetória do programa e destacou que a iniciativa vai além da concessão de benefícios.
“Essa é a sexta edição do Goiás Social em Aparecida, uma cidade que faz parte da história da nossa família e que sempre recebeu um carinho especial. Estamos encerrando esse ciclo do programa antes do período eleitoral justamente aqui, na segunda maior cidade do Estado”, afirmou.
Segundo ela, o programa amplia oportunidades para milhares de famílias.
“O Goiás Social não entrega apenas benefícios, ele cria oportunidades. Estamos oferecendo qualificação profissional, vagas de emprego, exames, emissão de documentos e diversos serviços que ajudam as pessoas a construírem um futuro melhor”, completou.

Durante os dois dias de programação, a população pode acessar consultas médicas, vacinação, exames, emissão de documentos, atualização do Cadastro Único, orientações jurídicas, programas sociais, serviços habitacionais e tributários da Prefeitura de Aparecida, além de cursos profissionalizantes e encaminhamento para vagas de emprego.
A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) também realiza a entrega de benefícios como cadeiras de rodas, fraldas, kits para gestantes, leite especial, colchões e outros auxílios destinados a famílias em situação de vulnerabilidade.

Os atendimentos continuam neste sábado (4/7), das 8h às 12h, no estacionamento da Cidade Administrativa Maguito Vilela, no setor Village Garavelo II. A participação é gratuita, mediante apresentação de documentos pessoais.
Goiás poderá ter política de orientação e conscientização sobre herança digital
Lidiane 1 de julho de 2026
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) protocolou, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o projeto de lei nº 8301/26, com o objetivo de criar uma política pública sobre regramento de informações sobre ativos digitais. Se for aprovado e sancionado posteriomente, o projeto será denominado Política Estadual de Orientação e Conscientização sobre Herança Digital.
Segundo o parlamentar, a finalidade é de promover informação qualificada, educação preventiva e difusão de boas práticas relativas ao planejamento, organização e destinação de ativos digitais após o falecimento de seu titular. Cruvinel explica que a política possui caráter educativo, informativo e preventivo, não alterando normas de direito civil, sucessório, contratual ou de proteção de dados estabelecidas na legislação federal.
Ainda, a matéria define que se considera herança digital, entre outros: contas em redes sociais e plataformas digitais; contas de correio eletrônico; arquivos digitais armazenados em dispositivos físicos ou serviços de computação em nuvem; registros audiovisuais, fotografias e documentos digitais; ativos digitais com valor econômico, inclusive criptoativos e bens digitais tokenizados e outros.
Virmondes Cruvinel afirma que a sociedade contemporânea experimenta profunda transformação estrutural decorrente da digitalização das relações sociais, econômicas e afetivas. A vida patrimonial e existencial dos indivíduos encontra-se, cada vez mais, projetada em ambientes digitais, nos quais se acumulam ativos econômicos, registros afetivos, contratos, documentos e dados pessoais. “Em Goiás, a expansão do acesso à internet e aos serviços digitais acompanha a tendência nacional de massificação tecnológica.”
O deputado defende que a proposta se insere na competência concorrente do Estado para legislar sobre educação, proteção ao consumidor, responsabilidade por dano e promoção da cidadania, nos termos dos artigos 24 e 25 da Constituição Federal e da Constituição do Estado de Goiás. “A Política Estadual de Orientação e Conscientização sobre Herança Digital assume caráter programático, preventivo e educativo, voltado à promoção da cidadania digital e da segurança jurídica”, escreve.
O projeto encontra-se em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, aguardando o relatório do deputado Veter Martins (PSB).
O governador Daniel Vilela (MDB) sancionou um amplo pacote de leis que promove mudanças na Segurança Pública de Goiás. Publicadas no Diário Oficial do Estado após aprovação na Assembleia Legislativa, as medidas trazem alterações imediatas em aposentadorias, estruturas de carreiras e remunerações, impactando diretamente policiais civis, militares, penais, agentes socioeducativos e peritos.
Uma das principais alterações unifica as regras do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) para o setor, com exceção dos militares, que têm regras próprias. A partir de agora, policiais civis, penais e agentes socioeducativos — independentemente do sexo — podem se aposentar aos 55 anos de idade, desde que cumpram 30 anos de contribuição e 25 anos de efetivo exercício na carreira. A legislação assegura ainda integralidade e paridade para os policiais penais que ingressaram na instituição até 6 de julho de 2017.
No aspecto de amparo familiar, o pacote estabelece uma nova garantia em caso de falecimento do servidor por agressão sofrida no exercício ou em razão da função. Nessas circunstâncias, o cônjuge ou companheiro terá direito à pensão por tempo indeterminado, cujo valor corresponderá integralmente à remuneração do cargo que era ocupado pelo policial ou agente.
A área financeira e de benefícios também foi modificada, com o reajuste da Indenização por Localidade (AC3) para militares e policiais lotados no Entorno do Distrito Federal e no Nordeste Goiano. O benefício foi fixado em R$ 828 para todos os cargos, prevendo um acréscimo de R$ 300 por mérito baseado em avaliação individual. Além disso, foram criadas Funções Comissionadas de Gestão Operacional para policiais penais na direção de presídios, com gratificações de até R$ 6.404,75, e atualizados os valores para instrutores de cursos de capacitação (AC2).
Polícia Científica ganha autonomia e passa a exigir ensino superior
A reestruturação promovida pelo Governo de Goiás implementou uma das maiores mudanças institucionais da área ao criar a Diretoria da Polícia Científica (DPCI), vinculada à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). A nova estrutura substitui a antiga superintendência e ganha autonomia técnica para a realização de pericías criminais, exames em locais de crime e gestão da cadeia de custódia nas áreas de Criminalística, Medicina Legal e Odontologia Legal.
Com o novo desenho institucional, o comando da DPCI passa a ter regras estritas de preenchimento. Os cargos de diretor-geral e diretor-geral adjunto deverão ser ocupados obrigatoriamente por peritos criminais, médicos-legistas ou odontolegistas da ativa que estejam no topo da carreira, especificamente na chamada Classe Especial.
Para os próximos concursos públicos da instituição, a legislação eleva o nível de escolaridade exigido. Passa a ser obrigatório o diploma de ensino superior para o ingresso em quatro carreiras técnicas: auxiliar de autópsia, auxiliar de laboratório criminal, desenhista criminalístico e fotógrafo criminalístico. Antes, a exigência de escolaridade para essas funções era inferior.
Acompanhando a nova exigência técnica, o governo estadual atualizou a tabela de subsídios para essas quatro funções. Os novos vencimentos passam a variar conforme a classe funcional do servidor, estabelecendo o salário inicial de ingresso em R$ 8.594,09 e fixando o teto da carreira em R$ 17.917,84.






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