A Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (9/7), a Operação Cifra Oculta. A ofensiva visa desarticular o braço financeiro de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de drogas e armas.
Ao todo, as equipes cumpriram 15 mandados de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. As ações ocorreram em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Edéia e também em Itapema (SC). A Justiça determinou o bloqueio de R$ 160 milhões em bens e valores dos alvos.
A investigação é a 13ª fase da Operação Destroyer e nasceu como desdobramento da Operação Reincidentes, que no fim do ano passado prendeu dez pessoas. Na época, o grupo organizou um foguetório em cidades goianas para homenagear dois membros mortos em confronto no Rio de Janeiro.
A partir das provas colhidas, a Denarc identificou uma sofisticada estrutura de lavagem de capitais. O esquema utilizava uma fintech e sete empresas de fachada, movimentando cerca de R$ 320 milhões em pouco mais de um ano.
A polícia também identificou três operadores financeiros e um líder da alta cúpula da organização. Esse chefe acumula condenações que somam mais de 106 anos de prisão por homicídio, roubo a banco e tráfico.
O líder cumpria regime semiaberto, mas fugiu e rompeu a tornozeleira eletrônica após ser localizado em Angra dos Reis (RJ). Ele acabou detido na última sexta-feira (3/7), ao sair de uma casa noturna no Setor Marista, em Goiânia.
As investigações revelaram ainda que as ramificações do grupo alcançam a Europa. Um dos integrantes está preso desde fevereiro em Portugal, flagrado no Aeroporto de Lisboa, e outro comparsa segue foragido em território português.
Durante as buscas desta quinta-feira, as equipes apreenderam veículos, aparelhos celulares, computadores, farta documentação e uma quantidade expressiva de drogas que passará por perícia.
Uma força-tarefa integrada pela Polícia Civil de Goiás, Agrodefesa, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) e Vigilância Sanitária desarticulou, na manhã deste sábado (27/6), um esquema de abate clandestino de animais em Caldas Novas. A ação mirou locais que operavam à margem das normas sanitárias, com descarte inadequado de resíduos e total ausência de controle veterinário.
Durante a fiscalização, os agentes constataram que o estabelecimento funcionava em condições precárias, com riscos graves de contaminação. O responsável pelo local foi autuado pelas autoridades e notificado a interromper as atividades irregulares, devendo promover a adequação imediata do imóvel às exigências ambientais e sanitárias vigentes.
O combate a essa prática é considerado prioritário para a segurança pública, visto que o abate clandestino ameaça diretamente o consumidor final. Sem inspeção, a carne processada nesses locais pode transmitir doenças graves, como tuberculose e brucelose. Além disso, o manuseio sem higiene favorece a proliferação de bactérias que causam infecções alimentares severas na população.
O dano ambiental também foi um ponto central da operação. A fiscalização apontou que o descarte irregular de sangue e vísceras direto no solo contamina rios e atrai vetores de doenças, como pragas urbanas. Além do risco sanitário, o abate ilegal fomenta a receptação de animais furtados e cria uma concorrência desleal contra produtores e açougues que operam dentro da legalidade.
A Polícia Civil reforçou que a venda de produtos sem o selo de inspeção oficial configura crime contra a saúde pública. As investigações continuam para identificar outros pontos de abate irregular na região, garantindo que o consumo de alimentos no município ocorra com as devidas garantias de procedência e qualidade.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
Uma operação conjunta da Polícia Civil, Polícia Técnico-Científica, Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) e Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) resgatou 23 animais em situação de maus-tratos em um pet shop no Parque Industrial João Braz, em Goiânia. A ação, realizada na quarta-feira (24/6), terminou com a prisão em flagrante de um homem e uma mulher responsáveis pelo estabelecimento.
Batizada de Operação Filantropia de Fachada, a força-tarefa foi desencadeada após denúncias e investigações que apontavam possíveis irregularidades na comercialização de animais sob o pretexto de adoção. No local, as equipes encontraram 14 cães e nove gatos mantidos em condições precárias de higiene e saúde.
Segundo a investigação, os animais estavam confinados em espaços inadequados, em gaiolas pequenas, sem vermifugação, com água e alimentação em condições insalubres e apresentando sinais de fome, sede e debilidade física. Durante a fiscalização, um gato foi encontrado morto dentro de uma gaiola junto aos demais animais vivos.
O estado de saúde de parte dos animais exigiu atendimento emergencial. Cinco cães e dois gatos foram encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento Veterinário (Upavet), em Goiânia. Um dos cães, porém, não resistiu e morreu pouco depois de dar entrada na unidade. Os demais animais ficaram sob os cuidados da Amma.
Além dos cães e gatos, os agentes localizaram uma ave silvestre mantida irregularmente no estabelecimento. O animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama para avaliação e cuidados especializados.
A perícia técnica confirmou indícios dos crimes investigados. Os dois responsáveis foram autuados por maus-tratos qualificados contra cães e gatos, com agravante pelo resultado morte, além de manter animal silvestre sem autorização legal. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
A suspeita é de que o estabelecimento comercializasse animais de forma irregular sob a alegação de adoção. A investigação também apura possíveis práticas relacionadas ao tráfico ilegal de animais.

Para a diretora de Bem-Estar Animal da Amma, Raquel Fleury, a participação da população foi fundamental para o desfecho da ocorrência.
“Esse caso demonstra a importância da participação da população na denúncia de situações suspeitas. Cada denúncia pode representar a chance de interromper ciclos de violência e garantir uma nova vida para esses animais”, destacou.
Os animais resgatados seguem recebendo assistência da Amma e necessitam de lares temporários. Após a estabilização clínica, poderão ser acolhidos por voluntários cadastrados, que recebem suporte com ração, medicamentos, quando necessário, e acompanhamento técnico da agência. Interessados podem obter informações pelo telefone 3030-2811.
Uma construtora de alto padrão em Goiânia virou alvo da Polícia Civil de Goiás nesta terça-feira (16/6) suspeita de aplicar golpes milionários em clientes que sonhavam com a casa própria. A Diretriz Construtora, sediada no Jardim Goiás, e os seus sócios, Márcio Ferreira Pires Neto e Lorena Correa Chaves, tiveram R$ 1,5 milhão em bens bloqueados pela Justiça para garantir o ressarcimento das vítimas.
O esquema foi descoberto depois que compradores denunciaram, na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor (Decon), que eram enganados com relatórios falsos. Eles contratavam a empresa para construir em condomínios fechados e recebiam medições mensais afirmando que o cronograma evoluía normalmente. No entanto, às vésperas do prazo de entrega, descobriam que quase nada tinha sido erguido. Até o momento, três clientes foram identificados com prejuízos individuais que chegam a R$ 700 mil.
A delegada Débora Melo, responsável pelo caso, explica que a farsa só vinha à tona quando o contrato estava perto do fim. Segundo as investigações, o engenheiro e sócio da empresa provocava atrasos propositais para estender o período das obras e lucrar ainda mais às custas dos clientes.
“Os consumidores acreditavam que as obras estavam andando bem, que o avanço estava em 30% ou 40%. Mas, nas vésperas da entrega, constatavam que praticamente nada tinha sido feito. Esses prejuízos altíssimos, de até R$ 700 mil por imóvel, foram os que já verificamos até o momento”, revelou a delegada.
Para esconder a real situação dos imóveis e evitar que o golpe fosse descoberto antes da hora, os empresários incluíram uma cláusula contratual abusiva que proibia qualquer contato dos compradores com o canteiro de obras.
“O cliente não podia ir até o local e conversar com o mestre de obras que estava realmente erguendo sua casa. Esse impedimento nos chamou muito a atenção, porque era uma forma de garantir a omissão de informações, impedindo que os consumidores soubessem o real estado da construção”, destaca Débora Melo.
Clientes denunciam falas nas edificações
Além do abandono das obras, laudos particulares apresentados pelas vítimas revelaram graves falhas estruturais nas edificações e o uso de materiais muito inferiores aos contratados no papel.
“São relatos de aquisição de porcelanato de R$ 80,00 o metro, enquanto na obra utilizavam um de R$ 40,00. Então, além dos atrasos que geravam lucro para a construtora, há indícios de supervalorização dos materiais. Tudo isso será elucidado nas próximas diligências”, completou a autoridade policial.
Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, notebooks e documentos na sede da empresa e nas residências dos investigados para análise do modus operandi e identificação de outros envolvidos.
Além disso, como a Diretriz Construtora já responde a 36 ações cíveis na Justiça por problemas semelhantes, a Polícia Civil decidiu divulgar o nome da empresa e dos sócios, uma estratégia para incentivar que novos consumidores lesados reconheçam o golpe e procurem a delegacia.
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a décima fase da Operação Destroyer, batizada estrategicamente de “Fim da Linha”. A megaofensiva interestadual mobilizou dezenas de policiais civis com o objetivo principal de desarticular e sufocar uma organização criminosa de alta periculosidade. O grupo é especializado no tráfico de drogas em larga escala e na lavagem de capitais em diferentes regiões do país.
No total, as forças de segurança estão nas ruas para cumprir 52 medidas cautelares rigorosas expedidas pelo Poder Judiciário. O pacote de ordens judiciais engloba 20 mandados de prisão temporária e outros 32 mandados de busca e apreensão.
A operação ocorre de forma simultânea em sete municípios de três estados diferentes, demonstrando a capilaridade da rede criminosa que está sendo investigada.
Em solo goiano, as equipes cumprem os mandados em Goiânia, Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Caldas Novas e Alto Paraíso. Fora do estado, os agentes realizam as buscas e prisões nas cidades de Uberlândia (MG) e Cruzeiro do Sul (PR). Toda a ação integrada visa capturar as lideranças do esquema que operam essas bases logísticas.
De acordo com as investigações, os líderes do esquema interestadual integram o alto escalão de uma facção criminosa com forte atuação em âmbito nacional. O foco central do trabalho de inteligência nesta quarta-feira é quebrar a espinha dorsal da distribuição de entorpecentes e asfixiar o patrimônio do grupo.
“Até o momento, 16 pessoas foram presas temporariamente. Além disso, tivemos as prisões de três indivíduos pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso permitido”, informa o delegado Pablo Batista.
A Operação Destroyer se consolidou como uma estratégia permanente do Estado de Goiás no combate ao crime organizado. Ao longo das nove etapas anteriores, as apurações ultrapassaram as fronteiras goianas e alcançaram ramificações, entre outros estados, em São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso. O histórico da força-tarefa acumula resultados expressivos, incluindo o corte cirúrgico de rotas de fornecimento vindas diretamente das fronteiras do país.
O impacto nas finanças dos criminosos tem sido o maior trunfo da PCGO ao longo da série histórica. Apenas na 6ª fase da operação, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 103 milhões em contas bancárias de investigados.
Além dos valores em dinheiro, a polícia já confiscou armas de grosso calibre, drogas e diversos carros de luxo que estavam registrados em nome de laranjas.
A Polícia Científica de Goiás realizou neste sábado (23/5) a “Operação in Loco”, uma força-tarefa voltada à coleta de material genético de detentos no sistema prisional do Estado. A ação ocorreu de forma simultânea em 15 unidades prisionais e deve resultar na inclusão de mais de 1,4 mil novos perfis no Banco de DNA estadual, ampliando a capacidade investigativa das forças de segurança.
A operação é realizada em atuação integrada com a Polícia Penal e mobiliza equipes regionais em municípios como Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Luziânia, Formosa e Águas Lindas de Goiás, entre outros. O objetivo é fortalecer o banco de dados genéticos utilizado na elucidação de crimes, especialmente os de maior gravidade.
O Banco de DNA da Polícia Científica é uma ferramenta estratégica para identificação de autores de homicídios, estupros e outros crimes violentos. A tecnologia permite o cruzamento de perfis genéticos de condenados com vestígios biológicos coletados em cenas de crime, possibilitando a resolução de casos que, muitas vezes, permaneciam sem autoria definida.
Segundo a corporação, todas as coletas seguem rigorosamente a legislação vigente, além de protocolos técnico-científicos e normas da cadeia de custódia, garantindo a validade jurídica e a integridade das informações.
Tecnologia aplicada à investigação
Após a coleta, o material genético é encaminhado ao Laboratório de Biologia e DNA da Polícia Científica, onde passa por processos de extração, amplificação e análise em equipamentos de alta precisão.
A partir dessas etapas, é gerado o perfil genético do indivíduo, que é inserido no banco de dados conforme critérios legais e padrões nacionais de qualidade.
O uso da genética forense tem se consolidado como um dos principais avanços no combate à criminalidade, permitindo não apenas a identificação de autores, mas também a conexão entre crimes distintos e a verificação de reincidência criminal.
Além disso, a tecnologia possibilita a resolução de crimes antigos por meio da comparação de vestígios biológicos armazenados, ampliando o alcance das investigações e fortalecendo a integração entre diferentes estados.
A ampliação do banco estadual de DNA reforça a estratégia de modernização da segurança pública em Goiás, com foco no uso de inteligência e tecnologia para aumentar a eficiência das investigações e a responsabilização de criminosos.
A Polícia Civil de Goiás (Deic/Garra) e a Polícia Civil de São Paulo deflagraram, nesta quarta-feira (15/4), uma operação contra uma associação criminosa especializada em furto qualificado. Até o momento, os prejuízos apurados ultrapassam R$ 150 mil.
Ao todo, as equipes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva. O grupo agia em quase todas as regiões do Brasil, com foco nos estados de Goiás, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia.
Como funcionava o esquema
A quadrilha tinha como alvo principal os idosos. Dentro das agências bancárias, os criminosos se dividiam em funções específicas: alguns se passavam por clientes, outros por funcionários do banco, enquanto um integrante vigiava toda a ação.
Após conseguirem efetivar a troca dos cartões e obter as senhas, os criminosos realizavam transferências, saques e compras de artigos de luxo e eletrônicos. O impacto financeiro atingiu tanto as vítimas quanto as instituições bancárias.
Combate à venda de dados sigilosos
Em outra frente de trabalho nesta quarta-feira, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Dercap) realizou a Operação Mercador de Dados.
A ação cumpriu um mandado de busca e apreensão em Aparecida de Goiânia, no endereço residencial de um empregado público. Ele é investigado pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e violação de sigilo funcional.
A investigação apura o fornecimento de informações sigilosas de usuários — dados de pessoas físicas e jurídicas protegidos pela LGPD — que eram extraídos do banco de dados interno de uma empresa pública e vendidos a terceiros.
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, lançou na manhã desta sexta-feira (10/4) a Operação Tiradentes 2026, iniciativa voltada ao reforço das ações de segurança pública no município. A solenidade ocorreu na Praça da Cidade Administrativa Maguito Vilela e contou com a presença do vice-prefeito João Campos, do comandante do 2º Comando Regional da Polícia Militar (CRPM), coronel Lucas Silva, além de representantes das forças de segurança e autoridades municipais.
A operação ocorre simultaneamente em todo o estado de Goiás e reúne instituições municipais, estaduais e federais em uma atuação integrada. O objetivo é ampliar o policiamento ostensivo, intensificar abordagens e fortalecer medidas preventivas em pontos considerados estratégicos da cidade ao longo de todo o mês de abril.
Durante o lançamento, o prefeito destacou que a cooperação entre a Prefeitura de Aparecida e o Governo de Goiás tem contribuído para avanços nos indicadores de segurança do município.
Segundo ele, a atuação conjunta entre as forças policiais e os investimentos realizados pela gestão municipal têm refletido na redução de ocorrências criminais.
“Aparecida vem avançando de forma consistente porque existe união, planejamento e presença efetiva das forças de segurança nas ruas. Nossa gestão seguirá fortalecendo essa parceria com o Governo de Goiás, ampliando operações, investindo na Guarda Civil Municipal e endurecendo o combate à criminalidade, principalmente contra crimes violentos, violência contra a mulher, exploração sexual de crianças e adolescentes e delitos de colarinho branco”, afirmou o prefeito.
Vilela também mencionou dados recentes que apontam queda nos índices de criminalidade. De acordo com o gestor, alguns tipos de ocorrência apresentaram redução superior a 50% na comparação entre os anos de 2024 e 2025. Já nos primeiros meses de 2026, a diminuição permanece em torno de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Estratégia de atuação
O comandante do 2º CRPM, coronel Lucas Silva, explicou que a Operação Tiradentes integra um esforço concentrado das forças de segurança durante abril, período em que tradicionalmente ocorre aumento no fluxo de pessoas e eventos na região.
“As forças atuarão de maneira integrada, com uso de inteligência e reforço do policiamento ostensivo em áreas sensíveis previamente mapeadas. O objetivo é ampliar a sensação de segurança da população e prevenir crimes em toda a região metropolitana”, destacou.
A operação segue um planejamento baseado em dados e informações produzidas pelo Observatório de Segurança Pública, com execução descentralizada por meio das regiões e áreas integradas de segurança. Entre as principais metas estão a redução da criminalidade violenta e patrimonial, o reforço do policiamento em áreas consideradas críticas, a ampliação das ações de inteligência e o cumprimento de mandados judiciais.
A estratégia também prevê padronização de protocolos operacionais entre as corporações e intensificação das ações integradas entre forças estaduais e municipais, com foco na prevenção qualificada e na resposta rápida a ocorrências.
Reconhecimento nacional
Segundo a Prefeitura de Aparecida, o fortalecimento das ações integradas de segurança tem contribuído para o reconhecimento do município em levantamentos nacionais. Em estudo divulgado em fevereiro de 2026 pelo Instituto Veritás, Aparecida de Goiânia foi apontada como a cidade mais segura do país entre os 23 maiores municípios brasileiros, excluindo as capitais.
Na avaliação, o município obteve nota 6,73 no critério segurança pública, liderando o ranking entre grandes cidades. O resultado, segundo a administração municipal, reflete investimentos realizados nos últimos anos na modernização da Guarda Civil Municipal, com aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos e tecnologias, além da ampliação das operações integradas com as forças estaduais.

Com a Operação Tiradentes 2026, a expectativa é ampliar as ações preventivas e reforçar a presença das forças de segurança nas ruas, contribuindo para manter a redução dos índices de criminalidade e fortalecer a sensação de segurança da população.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou na quinta-feira (2/4) a Operação Semana Santa em todo o país. As ações seguem até este domingo (5/4) com reforço na fiscalização e no policiamento ostensivo nas rodovias federais, com o objetivo de reduzir sinistros de trânsito e aumentar a segurança dos usuários durante o feriado prolongado.
Neste ano, a operação tem como principal foco o combate às ultrapassagens proibidas, consideradas uma das principais causas de acidentes graves nas rodovias federais. Segundo dados da PRF, esse tipo de infração tem apresentado crescimento nos últimos anos e está diretamente associado ao aumento de feridos e mortes no trânsito.
Em 2025, foram registrados 1.770 sinistros em rodovias federais do país provocados por ultrapassagens irregulares, número 4% superior ao registrado em 2024, quando ocorreram 1.703 casos. O número de mortes também apresentou crescimento de 3% no mesmo período.
Em Goiás, os dados reforçam o cenário de risco nas estradas. No ano passado, foram contabilizados 69 sinistros causados por ultrapassagens indevidas nas rodovias federais que cortam o estado. Esses acidentes resultaram em 118 pessoas feridas e 29 mortes. Já em 2026, até o momento, foram registrados 21 sinistros associados a esse tipo de infração, com 28 feridos e 9 mortes.
BR-153 é a quinta no ranking nacional em número de autuações
Outro fator que preocupa as autoridades é o excesso de velocidade. Apenas nos primeiros meses deste ano, mais de 23 mil infrações por velocidade acima do permitido já foram registradas nas rodovias federais em Goiás. A BR-153 aparece entre as rodovias com maior número de autuações do país, ocupando a quinta posição no ranking nacional.
Durante o feriado, a PRF intensificará as ações de fiscalização voltadas ao combate às condutas de risco, com atenção especial às ultrapassagens indevidas, ao excesso de velocidade e à condução sob efeito de álcool.
Respeito às normas de trânsito é fundamental
A corporação também orienta os motoristas a adotarem medidas preventivas antes de pegar a estrada, como realizar revisão no veículo, respeitar os limites de velocidade, utilizar o cinto de segurança, evitar o uso do celular ao volante e realizar ultrapassagens apenas em locais permitidos e com visibilidade adequada.
Segundo a PRF, a segurança nas rodovias depende principalmente do comportamento dos condutores. O respeito às normas de trânsito é considerado fundamental para reduzir sinistros e preservar vidas durante o período de maior fluxo nas estradas.
A Polícia Civil de Goiás realiza, neste mês de março de 2026, a Operação Marias, uma força-tarefa em todo o território goiano de enfrentamento à violência contra a mulher. Até o momento, pelo menos seis investigados foram presos em diferentes regiões do estado. A iniciativa faz parte da Operação Mulheres, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás, que integra as forças de segurança na proteção às vítimas e na responsabilização dos agressores.
A ação tem como foco o cumprimento de medidas cautelares de prisão e mandados de busca e apreensão contra investigados por violência doméstica, familiar e crimes sexuais. As equipes também fiscalizam o cumprimento de medidas protetivas de urgência, garantindo a efetividade das decisões judiciais. No âmbito preventivo, a operação promove palestras e ações educativas para conscientizar a sociedade sobre os canais de denúncia e os mecanismos legais de proteção.
Na cidade de Morrinhos, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) cumpriu um mandado de busca na manhã desta quinta-feira (5/3) contra um investigado por armazenar e compartilhar material de exploração sexual infantil na internet. Dois celulares e um tablet foram apreendidos e passarão por análise pericial.
Ainda em Morrinhos, uma equipe da delegacia local foi acionada por familiares de uma vítima de violência doméstica na quarta-feira (4/3). A mulher relatou que acordou amarrada à cama pelo companheiro, que a agrediu com socos e a ameaçou de morte. Com a ajuda das filhas, ela conseguiu fugir. O autor foi preso em flagrante dentro da residência.
O Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Mineiros prendeu na quarta-feira (4/3) o suspeito de um feminicídio ocorrido na cidade. Após o crime, o autor fugiu para uma área rural e retornou à noite, havendo indícios de que pretendia ocultar o corpo. Preso preventivamente, ele confessou o crime durante interrogatório.
Na mesma data, a Delegacia de Itapuranga prendeu um motorista de van escolar acusado de estupro de vulnerável contra uma criança de quatro anos. A vítima revelou o abuso ao pai, e uma psicóloga confirmou os indícios. Devido ao contato diário do investigado com menores, a Justiça deferiu a prisão preventiva.
Em Padre Bernardo, a Delegacia de Polícia prendeu em flagrante na quarta-feira (4/3) um homem investigado por violência doméstica. Durante a abordagem, ele tentou fugir pelos fundos da residência e forneceu nome falso, mas foi localizado com apoio da Polícia Militar. O suspeito foi autuado por ameaça, violação de domicílio e falsa identidade.
Já em Luziânia, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher prendeu na mesma data um homem suspeito de tentativa de feminicídio, ameaça e cárcere privado. A vítima, que convivia com ele há 16 anos, relatou agressões constantes. Na madrugada do crime, ele a atacou com socos, chutes e uma faca, mas uma das filhas do casal impediu o golpe fatal. O autor foi preso em flagrante.
Todas as prisões foram realizadas no âmbito da Operação Marias e da Operação Mulheres, que reforçam o compromisso da Polícia Civil de Goiás no enfrentamento permanente à violência contra a mulher. As ações têm foco na proteção das vítimas e na responsabilização dos agressores em todo o estado.






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