24 de maio de 2026
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A Polícia Científica de Goiás realizou neste sábado (23/5) a “Operação in Loco”, uma força-tarefa voltada à coleta de material genético de detentos no sistema prisional do Estado. A ação ocorreu de forma simultânea em 15 unidades prisionais e deve resultar na inclusão de mais de 1,4 mil novos perfis no Banco de DNA estadual, ampliando a capacidade investigativa das forças de segurança.

A operação é realizada em atuação integrada com a Polícia Penal e mobiliza equipes regionais em municípios como Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Luziânia, Formosa e Águas Lindas de Goiás, entre outros. O objetivo é fortalecer o banco de dados genéticos utilizado na elucidação de crimes, especialmente os de maior gravidade.

O Banco de DNA da Polícia Científica é uma ferramenta estratégica para identificação de autores de homicídios, estupros e outros crimes violentos. A tecnologia permite o cruzamento de perfis genéticos de condenados com vestígios biológicos coletados em cenas de crime, possibilitando a resolução de casos que, muitas vezes, permaneciam sem autoria definida.

Segundo a corporação, todas as coletas seguem rigorosamente a legislação vigente, além de protocolos técnico-científicos e normas da cadeia de custódia, garantindo a validade jurídica e a integridade das informações.

Tecnologia aplicada à investigação

Após a coleta, o material genético é encaminhado ao Laboratório de Biologia e DNA da Polícia Científica, onde passa por processos de extração, amplificação e análise em equipamentos de alta precisão.

A partir dessas etapas, é gerado o perfil genético do indivíduo, que é inserido no banco de dados conforme critérios legais e padrões nacionais de qualidade.

Foto: Polícia Científica

O uso da genética forense tem se consolidado como um dos principais avanços no combate à criminalidade, permitindo não apenas a identificação de autores, mas também a conexão entre crimes distintos e a verificação de reincidência criminal.

Além disso, a tecnologia possibilita a resolução de crimes antigos por meio da comparação de vestígios biológicos armazenados, ampliando o alcance das investigações e fortalecendo a integração entre diferentes estados.

A ampliação do banco estadual de DNA reforça a estratégia de modernização da segurança pública em Goiás, com foco no uso de inteligência e tecnologia para aumentar a eficiência das investigações e a responsabilização de criminosos.

Autor Rogério Luiz Abreu

Lidiane

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