21 de julho de 2026
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Norma cria repositório de ações de combate à violência doméstica que já atenderam pessoas no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei nº 15.466, que cria o “Banco Nacional de Boas Práticas na Prevenção e no Combate à Violência contra a Mulher”. A norma foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta 6ª feira (10.jul.2026). Leia a íntegra (PDF – 459 kB).

A lei cria um repositório público de programas, projetos e ações voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher que já tenham sido implementados no país. O banco será organizado e administrado pelo Poder Executivo federal.

As informações serão públicas e deverão ser atualizadas pelo menos uma vez por ano. Cada registro deverá informar o nome do programa ou projeto, o ano de criação, os órgãos públicos e as entidades envolvidas, além de uma descrição com os locais de execução, o número de pessoas atendidas e o perfil demográfico do público.

Para reunir essas informações, o Executivo federal poderá promover seminários, encontros, reuniões técnicas, pesquisas, levantamentos de dados e outras iniciativas.

A lei também foi assinada pelas ministras Janine Mello dos Santos e Eutália Barbosa Rodrigues Naves. A norma entrou em vigor na data de sua publicação.



Autor Poder360 ·


Houve variações de 0,4% na indústria, 0,3% em serviços e 0,0% na agropecuária

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), avançou 0,5% em abril na comparação com março, na série com ajuste sazonal. O Banco Central divulgou o resultado nesta 4ª feira (17.jun.2026).

A indústria registrou alta de 0,4%, os serviços cresceram 0,3% e a agropecuária ficou estável. O IBC-Br, sem a agropecuária, avançou 0,4% no mês.

No trimestre encerrado em abril, em comparação com o trimestre finalizado em janeiro, o IBC-Br registrou alta de 1,2%. Em 12 meses, o indicador acumulou avanço de 1,6%.

O Banco Central iniciou neste ano um ciclo de flexibilização monetária da taxa básica de juros, a Selic. A taxa começou 2026 em 15% ao ano. Desde então, a autoridade monetária promoveu 2 cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. Atualmente, a Selic está em 14,50%.

Nesta 4ª feira (17.jun.2026), o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgará uma nova decisão sobre a taxa básica de juros.

IBC-BR E PIB

O IBC-Br é um indicador do Banco Central que acompanha mensalmente a atividade econômica brasileira. Reúne dados da indústria, do comércio, dos serviços e da agropecuária.

Segundo o BC, o indicador utiliza um conjunto mais restrito de informações do que o PIB (Produto Interno Bruto), calculado pelo IBGE.

O PIB do Brasil cresceu 1,1% no 1º trimestre de 2026 em relação aos últimos 3 meses de 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE em 29 de maio.



Autor Poder360 ·


Proposta permite que BC retenha receitas próprias, garante autonomia orçamentária e inclui proteção ao Pix na Constituição

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 65/2023), que amplia a autonomia financeira, orçamentária e administrativa do Banco Central (BC). O texto agora segue para análise e votação no plenário da Casa.

A proposta representa um novo avanço no processo de independência da autoridade monetária, iniciado em 2021, quando foi aprovada a autonomia operacional do Banco Central.

Entre as principais mudanças previstas está a possibilidade de o BC utilizar recursos próprios provenientes da chamada senhoriagem — receita gerada pela emissão de moeda — sem a necessidade de transferência integral desses valores para o Tesouro Nacional.

Atualmente, o orçamento da instituição é definido por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA), seguindo as regras aplicadas aos demais órgãos da administração pública federal.

PEC amplia independência administrativa e financeira

O texto aprovado estabelece autonomia administrativa, contábil, orçamentária, financeira, operacional e patrimonial para o Banco Central.

A proposta também prevê que a instituição não ficará vinculada a ministérios ou órgãos da administração pública, além de afastar qualquer relação de subordinação hierárquica.

Na prática, a medida busca garantir maior autonomia para que a autoridade monetária administre seus recursos, investimentos e estrutura operacional.

O relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), rejeitou as emendas apresentadas durante a tramitação na comissão, incluindo uma proposta do líder do governo no Senado, senador Jacques Wagner (PT-BA).

Governo manifesta preocupação com impactos fiscais

A principal emenda defendida pelo governo previa que o orçamento do Banco Central fosse submetido previamente à aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Atualmente, o CMN é composto pelos ministros da Fazenda, do Planejamento e pelo presidente do Banco Central.

Segundo Jacques Wagner, a medida daria maior previsibilidade fiscal e evitaria impactos indiretos sobre as contas públicas.

O senador argumentou que eventuais prejuízos financeiros registrados pelo Banco Central podem exigir aportes do Tesouro Nacional, afetando o resultado fiscal do governo.

Apesar da rejeição da emenda, o texto aprovado manteve a participação do Conselho Monetário Nacional na apreciação prévia do orçamento da instituição.

A proposta prevê ainda que determinadas despesas administrativas e de pessoal sejam posteriormente analisadas por comissão temática do Senado.

Pix passa a ter proteção constitucional

Um dos pontos que mais chamou atenção durante a discussão da PEC foi a inclusão de um dispositivo específico para proteger o Pix.

Após questionamentos sobre a possibilidade de futura privatização do sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, o relator decidiu inserir uma garantia expressa no texto constitucional.

O dispositivo estabelece que ficam proibidas quaisquer formas de concessão, cessão, alienação, transferência ou entrega do Pix para entidades públicas ou privadas.

Com isso, o mecanismo de pagamentos passa a contar com proteção constitucional caso a proposta seja definitivamente aprovada pelo Congresso Nacional.

Economistas criticam proposta

A PEC também gerou debates fora do Congresso.

Na última semana, um grupo de economistas divulgou um manifesto criticando a proposta e alertando para possíveis impactos sobre a governança da autoridade monetária.

Os críticos argumentam que a medida pode reduzir mecanismos de controle e fiscalização sobre o Banco Central, além de ampliar sua independência sem fortalecer instrumentos de prestação de contas à sociedade.

Entre as preocupações apontadas estão o aumento da autonomia financeira da instituição, possíveis reflexos sobre a dívida pública e a criação de um modelo considerado incomum em comparação com outras autoridades monetárias internacionais.

Banco Central e setor financeiro defendem mudanças

Por outro lado, a proposta conta com apoio da diretoria do Banco Central e de entidades representativas do sistema financeiro.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem defendido a aprovação da PEC sob o argumento de que a instituição necessita de maior capacidade financeira para cumprir suas funções de supervisão, fiscalização e regulação do sistema financeiro nacional.

Dados apresentados durante a tramitação mostram que a receita anual obtida por meio da senhoriagem alcançou média de R$ 23,3 bilhões entre 2017 e 2025, enquanto o orçamento médio do Banco Central no mesmo período foi de aproximadamente R$ 4,8 bilhões.

Entidades como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) também manifestaram apoio à proposta, defendendo que o fortalecimento institucional do Banco Central contribui para a estabilidade do sistema financeiro.

Próxima etapa será votação no plenário

Com a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, a PEC 65/2023 segue agora para votação no plenário do Senado.

Caso seja aprovada pelos senadores, a proposta ainda precisará passar pela Câmara dos Deputados antes de ser promulgada e incorporada à Constituição Federal.

O debate promete continuar mobilizando governo, mercado financeiro, especialistas e parlamentares, diante dos impactos que a medida poderá gerar sobre a gestão monetária e fiscal do país.

Autor # Gil Campos


Projeto autoriza Governo do Distrito Federal a contratar operação bilionária e gera debate sobre transparência, impacto fiscal e futuro das contas públicas

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, na noite desta terça-feira (9), o projeto de lei que autoriza o Governo do Distrito Federal (GDF) a contratar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O objetivo da operação é reforçar a situação financeira do Banco de Brasília (BRB) após perdas bilionárias relacionadas a operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025.

A proposta, encaminhada pelo Poder Executivo e aprovada em regime de urgência, recebeu 11 votos favoráveis, nove contrários, uma abstenção e registrou três ausências.

Segundo o governo distrital, a medida integra um conjunto de ações destinadas a restabelecer e fortalecer as condições econômico-financeiras do banco estatal controlado pelo Distrito Federal.

Operação já havia sido homologada pelo STF

O projeto aprovado pela Câmara ratifica os termos do acordo firmado entre o GDF, o BRB, a União e o Banco Central.

A operação já havia sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) antes mesmo da conclusão da votação no Legislativo distrital, fato que gerou críticas de parlamentares da oposição e especialistas em finanças públicas.

As principais contestações envolvem a ausência de divulgação do balanço financeiro do BRB referente ao exercício de 2025, documento que deveria ter sido publicado até 31 de março deste ano.

Durante audiência pública realizada no Senado Federal, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Renan Calheiros (MDB-AL), questionou a falta de informações detalhadas sobre a situação financeira da instituição.

Segundo o parlamentar, ainda existem dúvidas sobre o tamanho efetivo das perdas registradas pelo banco e sobre os fundamentos utilizados para aprovação do plano de recuperação.

Projeto prevê garantias e medidas de ajuste fiscal

O texto aprovado estabelece as contragarantias que serão oferecidas pelo Distrito Federal para viabilizar a contratação do empréstimo.

Entre elas estão receitas provenientes dos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM), importantes fontes de recursos utilizadas pelo governo para financiar despesas públicas.

Além disso, o acordo prevê a adoção de medidas voltadas ao controle dos gastos públicos, o que poderá limitar a expansão de despesas nos próximos anos.

Na prática, especialistas apontam que o compromisso pode reduzir a margem para realização de novos concursos públicos, reajustes salariais e ampliação de investimentos em diversas áreas da administração distrital.

O acordo também estabelece que eventuais valores recuperados futuramente em ações judiciais ou acordos relacionados às perdas do BRB deverão ser utilizados prioritariamente para amortizar a dívida contraída.

Sindicatos demonstram preocupação com impactos nos serviços públicos

Representantes de categorias do funcionalismo público manifestaram preocupação com os possíveis efeitos do acordo sobre as contas do Distrito Federal.

Entidades sindicais argumentam que a necessidade de cumprir as obrigações financeiras assumidas poderá pressionar o orçamento local, afetando investimentos em áreas como educação, saúde e segurança pública.

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), por exemplo, criticou o modelo adotado para o socorro financeiro ao banco e alertou para possíveis reflexos sobre os serviços públicos e as condições de trabalho dos servidores.

Perdas estimadas chegam a R$ 8,8 bilhões

Segundo informações apresentadas pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, as perdas potenciais relacionadas às operações realizadas com o Banco Master podem alcançar R$ 8,8 bilhões.

O valor foi estimado após auditorias identificarem problemas em parte dos títulos adquiridos pela instituição.

De acordo com o levantamento, dos cerca de R$ 30 bilhões em ativos comprados do Banco Master, aproximadamente R$ 2,6 bilhões não possuem lastro considerado suficiente para garantir o ressarcimento dos valores investidos.

Outros R$ 6,2 bilhões seguem classificados como operações de elevado risco, o que elevou a preocupação em relação à saúde financeira do banco.

GDF também recorrerá à securitização de créditos

Além do empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos, o plano de recuperação financeira prevê a utilização da securitização da dívida ativa do Distrito Federal.

A estratégia consiste na antecipação de receitas futuras por meio da negociação de créditos tributários ainda não recebidos.

Segundo o presidente do BRB, a primeira etapa da operação já foi concluída e resultou no ingresso de aproximadamente R$ 1,17 bilhão nos cofres da instituição financeira.

Os recursos foram destinados à capitalização do banco e fazem parte de uma operação estruturada com participação do mercado financeiro.

Debate deve continuar nos próximos meses

A aprovação do projeto não encerra as discussões sobre o caso.

Parlamentares da oposição, entidades sindicais e especialistas em finanças públicas continuam cobrando maior transparência sobre a situação patrimonial do BRB, os detalhes das operações realizadas com o Banco Master e os impactos fiscais do acordo para o Distrito Federal.

Enquanto isso, o governo distrital e a direção do banco defendem que as medidas aprovadas são necessárias para preservar a estabilidade da instituição financeira e garantir a continuidade de suas operações.

Autor # Gil Campos


A Polícia Científica de Goiás realizou neste sábado (23/5) a “Operação in Loco”, uma força-tarefa voltada à coleta de material genético de detentos no sistema prisional do Estado. A ação ocorreu de forma simultânea em 15 unidades prisionais e deve resultar na inclusão de mais de 1,4 mil novos perfis no Banco de DNA estadual, ampliando a capacidade investigativa das forças de segurança.

A operação é realizada em atuação integrada com a Polícia Penal e mobiliza equipes regionais em municípios como Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Luziânia, Formosa e Águas Lindas de Goiás, entre outros. O objetivo é fortalecer o banco de dados genéticos utilizado na elucidação de crimes, especialmente os de maior gravidade.

O Banco de DNA da Polícia Científica é uma ferramenta estratégica para identificação de autores de homicídios, estupros e outros crimes violentos. A tecnologia permite o cruzamento de perfis genéticos de condenados com vestígios biológicos coletados em cenas de crime, possibilitando a resolução de casos que, muitas vezes, permaneciam sem autoria definida.

Segundo a corporação, todas as coletas seguem rigorosamente a legislação vigente, além de protocolos técnico-científicos e normas da cadeia de custódia, garantindo a validade jurídica e a integridade das informações.

Tecnologia aplicada à investigação

Após a coleta, o material genético é encaminhado ao Laboratório de Biologia e DNA da Polícia Científica, onde passa por processos de extração, amplificação e análise em equipamentos de alta precisão.

A partir dessas etapas, é gerado o perfil genético do indivíduo, que é inserido no banco de dados conforme critérios legais e padrões nacionais de qualidade.

Foto: Polícia Científica

O uso da genética forense tem se consolidado como um dos principais avanços no combate à criminalidade, permitindo não apenas a identificação de autores, mas também a conexão entre crimes distintos e a verificação de reincidência criminal.

Além disso, a tecnologia possibilita a resolução de crimes antigos por meio da comparação de vestígios biológicos armazenados, ampliando o alcance das investigações e fortalecendo a integração entre diferentes estados.

A ampliação do banco estadual de DNA reforça a estratégia de modernização da segurança pública em Goiás, com foco no uso de inteligência e tecnologia para aumentar a eficiência das investigações e a responsabilização de criminosos.

Autor Rogério Luiz Abreu


Milhões de brasileiros começaram esta sexta-feira olhando aplicativo, conta bancária e consultando o CPF com a mesma pergunta:

o dinheiro caiu?

A movimentação acontece porque trabalhadores nascidos em maio e junho entram no novo lote do abono salarial PIS/Pasep 2026, liberado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil.

Neste quarto lote, o governo informou a liberação de aproximadamente R$ 5,7 bilhões para 4.555.924 trabalhadores em todo o país.

Para muitas famílias, o valor representa mais do que um benefício.

Pode significar reforço no orçamento, pagamento de contas atrasadas, combustível, supermercado ou até alívio em um período de pressão financeira.

Quem recebe o abono salarial neste lote

Do total liberado:

3.970.985 trabalhadores da iniciativa privada, vinculados ao PIS, recebem pela Caixa Econômica Federal, totalizando aproximadamente R$ 5 bilhões

584.939 servidores públicos, inscritos no Pasep, recebem pelo Banco do Brasil, somando cerca de R$ 700 milhões

O calendário segue modelo escalonado ao longo do ano, utilizando o mês de nascimento como referência.

Quanto cada trabalhador pode receber

O valor varia conforme a quantidade de meses trabalhados durante 2024, ano-base utilizado para o cálculo.

Os pagamentos vão de:

R$ 136 até R$ 1.621

A regra considera 1/12 do salário mínimo vigente por mês trabalhado.

Veja alguns exemplos:

• 1 mês trabalhado: R$ 136
• 3 meses: R$ 406
• 6 meses: R$ 811
• 9 meses: R$ 1.216
• 12 meses: R$ 1.621

Quanto maior o período trabalhado, maior o valor.

Quem tem direito ao abono salarial

Para receber o benefício é necessário cumprir alguns critérios:

✔ estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos 5 anos

✔ ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2024

✔ ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766

✔ ter os dados corretamente informados pelo empregador no eSocial

O benefício é previsto pela Lei nº 7.998/90 e financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Como a Caixa faz o pagamento do PIS

A Caixa Econômica Federal realiza os depósitos prioritariamente por:

• crédito em conta corrente Caixa
• crédito em poupança Caixa
• depósito em Poupança Social Digital

A movimentação pode ocorrer pelo aplicativo Caixa Tem.

Quem não possui conta também pode sacar:

• lotéricas
• caixas eletrônicos
• correspondentes Caixa Aqui
• agências físicas

Quem possui biometria cadastrada consegue sacar mesmo sem cartão.

Como o Banco do Brasil paga o Pasep

Servidores públicos recebem por:

• crédito em conta

• transferência via TED

• Pix

• saque presencial nas agências

Quem não é correntista também poderá retirar os valores conforme regras do banco.

Como consultar se você recebe

A consulta pode ser feita rapidamente por:

📱 Aplicativo Carteira de Trabalho Digital

🌐 Portal Gov.br

📞 Telefone 158

📱 Aplicativo Caixa Tem

📞 Central Caixa: 0800 726 0207

Mais de 22 milhões devem receber em 2026

A expectativa oficial é que aproximadamente 22,2 milhões de trabalhadores brasileiros recebam o abono salarial ao longo do calendário de 2026.

E, como costuma acontecer em liberações nacionais, milhões de pessoas seguem repetindo a mesma pergunta nas redes sociais:

“o seu já caiu?”

Perguntas frequentes

Quem recebe o abono salarial em maio e junho?

Trabalhadores nascidos em maio e junho que atendem aos critérios do programa.

Qual valor posso receber?

O valor varia entre R$ 136 e R$ 1.621, dependendo dos meses trabalhados em 2024.

Preciso ter conta na Caixa?

Não. O saque pode ser feito por outros canais autorizados.

Quem recebe Pasep?

Servidores públicos inscritos no programa.

Como consultar rapidamente?

Pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, Gov.br, Caixa Tem ou telefone 158.

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Autor # Gil Campos


A empresa MV Projetos e Consultoria, do ex-governador e pré-candidato ao Governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recebeu R$ 14,5 milhões do Banco Master, entre 2022 e 2025. As informações, publicadas primeiro pela Folha de S. Paulo, indicam que os valores seriam de pagamento de consultoria.

Os valores constam em registros fiscais declarados pelo próprio banco à Receita Federal e que foram compartilhados com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O PORTAL NG identificou que os repasses a Perillo integram uma lista mais ampla de pagamentos milionários feitos pela instituição a políticos, ex-ministros e escritórios de advocacia com atuação em Brasília.

Segundo os dados do Imposto de Renda da instituição bancária de Daniel Vorcaro, a empresa de Perillo recebeu, do Banco Master, R$ 1.673.511,85 em 2023; R$ 4.538.324,15 em 2024; e 8.335.876,23 em 2025.

Em nota, a assessoria do ex-governador afirmou que Marconi “prestou serviços a uma empresa considerada idônea à época da contratação, sem qualquer vínculo pessoal com seus dirigentes ou participação em sua gestão”, e que a prestação de serviços ao Master foi encerrada em julho de 2025. A nota ainda afirma que Perillo está afastado de funções públicas há oito anos e desde então atua exclusivamente na iniciativa privada.

Entre os nomes citados no levantamento estão o ex-presidente Michel Temer (MDB), o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). Os valores foram pagos por meio de contratos de consultoria, serviços jurídicos ou intermediações.

Além de Marconi Perillo, há outro goiano na lista de documentos encaminhados à CPI: Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central nos primeiros mandatos de Lula (PT) e ex-ministro da Fazenda do Governo Temer. Segundo os documentos, Meirelles teria recebido R$ 18,5 milhões ao prestar consultoria ao Master. Em nota, o ex-ministro disse que o contrato foi encerrado em julho do ano passado.

Nota do ex-governador na íntegra

O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, está há mais de oito anos afastado de qualquer função pública. Desde então, atuou exclusivamente na iniciativa privada, de forma lícita, transparente e com dignidade, prestando serviços de consultoria a algumas empresas.

Sobre o caso mencionado, esclarecemos que Marconi prestou serviços a uma empresa considerada idônea à época da contratação, sem qualquer vínculo pessoal com seus dirigentes ou participação em sua gestão. A prestação de serviços foi encerrada em julho de 2025.

Entenda o caso

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, após a identificação de irregularidades financeiras. A instituição, controlada por Daniel Vorcaro, passou a ser alvo de apurações por suspeitas de fraudes bilionárias, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e atuação de organização criminosa.

Registros enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado mostram transferências do banco entre 2022 e 2025 para escritórios de advocacia e empresas de consultoria ligadas a políticos e ex-autoridades. Os repasses somam dezenas de milhões de reais e alcançam nomes como Michel Temer, Antonio Rueda, ACM Neto, Marconi Perillo, Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski.

Entre os pagamentos citados, a MV Projetos e Consultoria, de Marconi Perillo, recebeu R$ 14,5 milhões entre 2022 e 2025. A Pollaris Consultoria, de Guido Mantega, teve repasses de R$ 14 milhões no mesmo período, enquanto a empresa de Henrique Meirelles recebeu R$ 18,5 milhões entre 2024 e 2025. Também aparecem o escritório de Michel Temer, com R$ 10 milhões em 2025, e a A&M Consultoria, de ACM Neto, com R$ 5,45 milhões.

As defesas afirmam que os valores correspondem a serviços efetivamente prestados. O Grupo Massa diz que sua atuação não se confunde com a de terceiros, a assessoria de Rueda afirma não confirmar as informações e classifica os dados como vazados ilegalmente, e Wajngarten disse ter sido contratado para a defesa de Vorcaro. A BN Financeira, de Bonnie Bonilha, informou ter prestado serviços ao banco mediante nota fiscal, e os registros também apontam cerca de R$ 80 milhões pagos à empresa de Viviane Barci de Moraes.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Instituição financeira apresentou o summit internacional organizado pelo “Valor Econômico” em maio de 2024

O Banco Master apresentou o 1º Summit Valor Econômico Brazil-USA em 15 de maio de 2024, em Nova York, nos Estados Unidos. Daniel Vorcaro, fundador da instituição financeira, fez a exposição de abertura do seminário voltado para negócios entre Brasil e Estados Unidos. O Valor Econômico, realizador do evento, pertence ao Grupo Globo.

Antes do início do discurso de Daniel Vorcaro, o evento exibiu um vídeo de apresentação do Banco Master, com resultados de lucro de 2023 e outros dados da instituição. Ao iniciar a fala, Vorcaro disse: “Não podia deixar de fazer uma propaganda antes do discurso [risos]”.

Vorcaro abordou a importância do evento, a relevância do Valor Econômico como fonte de informação, a força da democracia brasileira e a segurança jurídica do país e a oportunidade da economia verde.

“A gente teve alternância de governo, governos com ideologias diferentes estiveram dentro do nosso Executivo. Nós tivemos crises funcionais, passamos por uma Lava Jato e eu acho que a gente saiu disso tudo mais forte”, afirmou Vorcaro, que está preso desde 4 de março de 2026.

Copyright Reprodução/YouTube @valoreconomico – 15.mai.2024

Na imagem, Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, discursa no 1º Summit Valor Econômico Brazil-USA; acima é possível ler que a apresentação era de responsabilidade do Banco Master

O Grupo Globo publicou em sua página institucional informações sobre o summit. O texto classifica o evento como parte da estratégia de internacionalização da marca Valor.

O evento contou com patrocínio master de Gulf e JBS, além de Gerdau, JHSF, Cedae, Copel e Aegea. Também teve apoio da Prefeitura de São Paulo, do governo de São Paulo, dos governos de Mato Grosso, Pará e Goiás e da Invest.Rio, órgão vinculado à Prefeitura do Rio. As companhias aéreas oficiais foram Latam e Delta Air Lines.

Também falaram no evento a então embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Elizabeth Frawley Bagley; o atual presidente do Banco Central, à época diretor de Política Monetária da instituição, Gabriel Galípolo; o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL); o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União); o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB); o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); e o secretário municipal da Fazenda de São Paulo, Luís Felipe Vidal Arellano.



Autor Poder360 ·


O Banco Central do Brasil decidiu nesta quinta-feira (15) decretar a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., empresa que sucedeu a antiga Reag Investimentos. A medida foi adotada após a constatação de falhas consideradas graves no cumprimento das normas que regem o funcionamento das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

A instituição, com sede em São Paulo, entrou no radar das autoridades a partir do avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra o fundador e ex-principal executivo da empresa, João Carlos Mansur. As ações fazem parte da segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura possíveis esquemas de ocultação de recursos no mercado financeiro.

Em comunicado oficial, o Banco Central informou que a intervenção foi motivada por violações relevantes às regras do setor. Com a liquidação, os bens dos controladores e dos antigos administradores tornam-se indisponíveis, impedindo qualquer tipo de alienação enquanto as responsabilidades são apuradas, conforme prevê a legislação vigente.

Segundo o órgão regulador, a CBSF estava classificada no segmento S4, categoria reservada a instituições de pequeno porte, responsáveis por menos de 0,001% do ativo total ajustado do Sistema Financeiro Nacional. Apesar do menor peso sistêmico, o Banco Central destacou que o enquadramento não afasta a aplicação de sanções rigorosas quando há indícios de irregularidades.

Antes da liquidação, a corretora atuava principalmente na administração de cerca de 90 fundos de investimento, cada um concentrando recursos de diversos cotistas. Esses fundos continuam formalmente existentes, mas deverão contratar novas gestoras para dar continuidade à administração dos ativos, seguindo as regras do mercado.

As apurações indicam que parte dessas estruturas pode ter sido utilizada em operações destinadas a dificultar a identificação do destino final do dinheiro, por meio de movimentações sucessivas entre fundos. As suspeitas recaem sobre vínculos com operações ligadas ao Banco Master, cujo controlador e familiares aparecem entre os principais investigados.

Estimativas preliminares apontam que o volume financeiro sob suspeita pode ultrapassar R$ 11 bilhões. Há indícios de que recursos do sistema financeiro tenham sido desviados para a formação de patrimônio pessoal de envolvidos no esquema.

O caso teve início na Justiça Federal, mas foi remetido ao Supremo Tribunal Federal diante da existência de suspeitas relacionadas a pessoas com prerrogativa de foro. A relatoria está sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, que autorizou as diligências mais recentes. Paralelamente, o Tribunal de Contas da União avalia os procedimentos adotados pelos órgãos de controle, com possibilidade de inspeção específica sobre as decisões regulatórias envolvidas.

Análise crítica

A liquidação da CBSF expõe um ponto sensível do modelo de supervisão financeira baseado apenas no porte formal das instituições. O episódio demonstra que estruturas classificadas como de baixo risco sistêmico podem, na prática, operar engrenagens complexas e concentrar volumes expressivos de recursos. A resposta articulada entre Banco Central, Polícia Federal, Judiciário e TCU indica uma tentativa de reforçar a credibilidade do sistema e sinalizar intolerância a práticas que comprometam a transparência. O caso tende a pressionar por revisões nos mecanismos de monitoramento, especialmente em operações com múltiplos fundos interconectados, onde o risco real pode ser subestimado.

📸 Imagem/Reprodução: © Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Autor # Jornal Folha de Goiás


O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) assinou, nesta terça-feira (13/1), requerimento de autoria do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que pede a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso do Banco Master. A iniciativa busca consolidar uma investigação ampla sobre as possíveis irregularidades e as relações do grupo controlador com autoridades.

Em publicação nas redes sociais, Vanderlan justificou o apoio à CPMI pela necessidade de transparência total e responsabilização dos envolvidos.

“Acabei de assinar, pouco tempo atrás, mais uma CPMI, do Banco Master, que está essa polêmica toda. Bilhões de reais foram envolvidos em desvios, em falcatruas no Banco Master”, declarou o senador goiano.

O parlamentar disse ainda que já havia assinado outro requerimento a pedido do deputado Marcel van Hattem e garantiu empenho contínuo no caso.

“Quantas vierem, desse caso, eu vou assinar”, assegurou.

Segundo Vanderlan, a comissão, se instalada, precisa aprofundar as apurações para alcançar todas as possíveis conexões políticas e judiciais vinculadas ao banco e ao seu controlador.

“Tem que investigar governo, STF e todos os políticos que estiverem envolvidos, quem tiver problema, quem tiver culpa no cartório que vá pagar. Ninguém faz isso sozinho”, acrescentou Vanderlan.

O senador concluiu reafirmando a intenção de que a investigação exponha os responsáveis e traga respostas à sociedade.

“Vamos saber quem está participando disso, quem participou e continua participando. A gente tem que passar esse Brasilzão a limpo”, finalizou.

A movimentação por assinaturas para instalar a CPMI ganhou força nas últimas semanas no Congresso, com deputados e senadores se posicionando a favor da criação do colegiado para investigar o rombo e eventuais ligações políticas. Parlamentares que apoiam a investigação dizem que a comissão é um instrumento necessário para esclarecer a dimensão dos prejuízos e possíveis responsabilizações.

Rombo bilionário e ligações com políticos e juízes

O escândalo do Banco Master estourou depois que o Banco Central decretou a liquidação da instituição em novembro de 2025. Relatórios do BC e apurações de imprensa apontam um rombo que pode chegar a R$ 20 bilhões e expôs operações suspeitas em carteiras de crédito e levou à paralisação dos serviços do banco.

Desde então, a Polícia Federal e outras autoridades ampliaram as investigações: houve prisões e mandados de busca e apreensão contra o controlador Daniel Vorcaro e outros executivos, apreensão de celulares e bloqueio/sequestro de bens e valores (bloqueios reportados na casa de bilhões), além de medidas judiciais em curso. Vorcaro chegou a ser preso e liberado com monitoramento eletrônico; agora a operação entrou em nova fase com foco em fraudes, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O caso ganhou dimensão política e institucional: investigações e decisões envolveram órgãos como o Banco Central, o TCU e o STF, e levantaram questionamentos sobre relações entre o grupo controlador e políticos e magistrados. Reportagens relatam pedidos de busca que passaram pelo STF e debates sobre eventuais influências políticas no desenrolar do caso, motivo pelo qual a apuração também mira possíveis contatos e favorecimentos.



Autor Manoel Messias Rodrigues