5 de junho de 2026
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O casal de baianos Juliene Ferreiras Lopes, 19 anos, e Lucas Ferreira Borges, 22 anos, que estava desaparecido desde o último dia 30, no município de Estrela, no Rio Grande do Sul, fez contato com a família no fim da manhã deste sábado (4).

A cidade fica na região do Vale do Taquari, a mais afetada pelos temporais que atingem o estado e já deixaram mais de 50 mortos. O governo gaúcho informou que 42,2 mil pessoas estão fora de casa e 300 municípios sofrem os impactos da cheia histórica do rio Gauíba.

Ainda conforme a gestão, pelo menos 15 pessoas estão soterradas no Vale do Taquari. Além disso, cerca de 180 trechos de rodovias têm bloqueios, o aeroporto e a rodoviária da capital, Porto Alegre, estão fechados, e mais de pelo menos 373 mil estão sem fornecimento de energia elétrica, entre eles os baianos, que estão em um abrigo.

À família, eles disseram que passaram cinco dias sem luz, sem rede de telefonia e sem internet, o que impediu o contato. Os jovens conseguiram falar com os parentes após pegarem emprestado o celular de um homem que chegou neste sábado no mesmo espaço onde eles estão. Embora estejam assustados, eles tranquilizaram os familiares e disseram que estão bem, em segurança.

Juliene e Lucas são de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, e se mudaram para o Rio Grande do Sul há cerca de seis meses, para trabalhar.

A família estava mantendo contato com os dois desde que os temporais começaram. Entretanto, na terça-feira (30), os parentes não conseguiram mais falar com o casal.

A última informação que haviam recebido era de que o abrigo estava sendo alagado, o que gerou aflição entre os parentes. Eles chegaram a entrar em contato com o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, mas não tiveram retorno.

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Uma ação da Força Tática do 7º BPM, na tarde de sábado (4), resultou na prisão de uma mulher por tráfico de drogas e maus-tratos contra seu filho de 3 anos, portador de paralisia cerebral. O caso ocorreu no Setor Serra Dourada, em Aparecida de Goiânia.

A equipe recebeu informações sobre a venda de entorpecentes em uma residência na região. Ao se aproximarem do local, os policiais flagraram cinco pessoas usando drogas. Durante a abordagem, foram apreendidas 34 porções de crack e 26 de cocaína. Um dos usuários também confessou ter furtado frascos de medicamentos.

No interior da casa, os policiais se depararam com uma cena chocante: uma criança de 3 anos, inconsciente, estava sobre o sofá. A investigação revelou que se tratava do filho da mulher presa por tráfico. A criança, que necessitava de alimentação por sonda e oxigênio, teve os suportes vitais negligenciados pela mãe, conforme ela mesma confessou.

Não foi a primeira vez que a mãe negligenciou atendimento ao filho. Há, aproximadamente, sete meses, ela foi autuada pelo mesmo problema, mas o Juizado da Infância decidiu pela continuidade da guarda. De acordo com familiares, a mãe conseguiu uma casa da prefeitura, mas passou a utilizá-la para o tráfico de drogas.

Diante da situação, a equipe acionou o Conselho Tutelar e o Serviço de Acolhimento Familiar (SAF), que assumiram a guarda dos irmãos da criança. O menor em questão, com sinais de desnutrição, foi encaminhada à UPA para receber os cuidados médicos necessários.

A mãe da criança e outro usuário de drogas foram detidos e conduzidos à Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia. A mulher responderá por tráfico de drogas, maus-tratos contra vulnerável e crimes contra o Estatuto da Criança e do Adolescente.

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Homem mata mãe e filho após briga por causa do cachorro dele; diz polícia

Uma mulher e o filho dela foram mortos a tiros em Cocalzinho de Goiás, no noroeste do estado. Segundo uma testemunha, que preferiu não se identificar, Valdete Cardoso de Alexandria, de 52 anos, morreu ao tentar conter o atirador assim que ele matou o seu filho, Kalvitor Antônio Marques Cardoso, de 30 anos. O suspeito do crime, um homem de 71 anos, foi preso.

“Era no final da tarde [quando] esse autor chegou no vizinho. Começou uma discussão com uma bombinha, jogou uma bombinha no cachorro no dia anterior. Nesse momento eles começaram uma discussãozinha e o cara pegou e foi tirando a arma e atirando neles”, relatou uma testemunha que estava no local no momento dos disparos.

“Ele pensou que era arma de fogo, alvejou ele, aí a mãe dele foi em cima do cara e ele atirou na mãe também”, completou a testemunha.

O crime aconteceu na noite desta quinta-feira (2) e o suspeito, que não teve o nome divulgado, foi preso após duas horas em uma força-tarefa da Polícia Militar (PM). O g1 não localizou a defesa dele para pedir um posicionamento.

Kalvitor Antônio e a mãe, Valdete Cardoso, e o momento em que eles são baleados em Cocalzinho de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Segundo a PM, as equipes foram chamadas após os vizinhos ouvirem disparos de arma de fogo. Ao chegarem no local, os familiares disseram à Polícia Militar que o idoso atirou durante uma discussão por causa do cachorro dele, após “bombinhas” terem sido estouradas próximo à casa dele, onde estava o cão, no dia anterior.

Após os disparos, o suspeito fugiu no próprio carro. “Com os detalhes das características do carro, comunicamos as demais equipes e conseguimos localizá-lo na rodovia às 21h”, detalhou o tenente Anderson dos Reis. Segundo o tenente, o suspeito não estava mais com a arma e foi preso em flagrante por homicídio.

A Polícia Civil investiga o que teria motivado o crime. Diferente do que foi informado pelas testemunhas, segundo o delegado Christian Zilmon, o suspeito dos disparos tinha uma briga com um vizinho por causa de um pedaço de quintal.

“Ele queria matar outro. Ele foi na casa de quem ele queria matar poucos minutos antes. Quem ele queria ter matado era um desafeto antigo. Brigavam por causa de um pedaço do quintal. São vizinhos de fundo de quintal. O desafeto já foi ouvido”, disse o delegado.

O delegado ainda explicou que, Kalvitor realmente teria soltado bombinhas na rua para espantar cachorros, mas afirmou que o suspeito só atirou nele “após não achar quem ele queria matar”.

“Ele usou o pretexto que haviam atirado no muro da casa dele, mas o autor queria usar esse pretexto para matar outro. Com esse outro [o que o suspeito queria matar], o desentendimento era por causa da divisão do lote. Na cabeça do autor, o vizinho tinha construído um pouco dentro de sua propriedade, mas na verdade era só implicância”, completou Christian.

Uma testemunha afirmou que Kalvitor tinha mudado para a região há pouco tempo e que deixou dois filhos, sendo um recém-nascido e uma criança.

“Eram pessoas muito boas, muito humildes. Todo mundo gostava deles”, contou a aposentada Neuci Andrade sobre as vítimas.

Em nota, a PC informou que o caso é investigado pela Delegacia de Polícia de Cocalzinho (17ª DRP) e disse que o idoso vai responder por duplo homicídio e uma tentativa de homicídio. O nome da vítima baleada não foi divulgado e, por isso, o g1 não pôde verificar o estado de saúde dela.

Íntegra da nota da Polícia Civil

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia de Cocalzinho – 17ª DRP, informa que foi instaurado inquérito policial para investigação do duplo homicídio e uma tentativa de homicídio ocorridos na noite de quinta-feira (2), em Cocalzinho de Goiás. Diligências estão sendo realizadas para a escorreita apuração dos fatos. Em razão da própria natureza investigativa, o caso é mantido sob sigilo.

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Homem mata mãe e filho após briga por causa do cachorro dele; diz polícia

Um homem de 71 anos foi preso suspeito de matar mãe e filho após uma briga por causa do cachorro dele, em Cocalzinho de Goiás, no noroeste do estado. Câmeras de segurança registraram o exato momento em que o suspeito discute com uma das vítimas e, em seguida, efetua os disparos (assista acima).

O crime aconteceu na noite desta quinta-feira (2) e o suspeito, que não teve o nome divulgado, foi preso após duas horas em uma força-tarefa da Polícia Militar (PM). O g1 não localizou a defesa dele para pedir um posicionamento. Segundo a Polícia Civil (PC), o caso é investigado em sigilo.

Segundo a PM, as equipes foram chamadas após os vizinhos ouvirem disparos de arma de fogo. Ao chegarem no local, os familiares disseram à polícia que o idoso atirou durante uma discussão por causa do cachorro dele, após “bombinhas” terem sido estouradas próximo à casa dele, onde estava o cão, no dia anterior.

No vídeo é possível ver e ouvir a discussão entre o suspeito e uma das vítimas. Uma mulher, outros dois homens e duas criança observam a briga. O idoso atira contra a vítima, os homens correm com as crianças e a mulher parte para cima do suspeito, que realiza pelo menos sete disparos.

Ao g1, o tenente Anderson dos Reis afirmou que os disparos atingiram três pessoas adultas, que foram socorridas e levadas para o hospital pelos familiares. “As equipes foram até o hospital e verificaram que duas pessoas morreram, sendo mãe e filho. Um terceiro baleado foi transferido”, disse.

Vídeo mostra quando suspeito discute com uma das vítimas e, em seguida, efetua os disparos – Goiás — Foto: Reprodução/Polícia Militar

Após os disparos, o suspeito fugiu no próprio carro. “Com os detalhes das características do carro, comunicamos as demais equipes e conseguimos localizá-lo na rodovia às 21h”, detalhou Reis. Segundo o tenente, o suspeito não estava mais com a arma e foi preso em flagrante por homicídio.

Em nota, a PC informou que o caso é investigado pela Delegacia de Polícia de Cocalzinho (17ª DRP) e disse que o idoso vai responder por duplo homicídio e uma tentativa de homicídio. O nome da vítima baleada não foi divulgado e, por isso, o g1 não pôde verificar o estado de saúde dela.

Íntegra da nota da Polícia Civil

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia de Cocalzinho – 17ª DRP, informa que foi instaurado inquérito policial para investigação do duplo homicídio e uma tentativa de homicídio ocorridos na noite de quinta-feira (2), em Cocalzinho de Goiás. Diligências estão sendo realizadas para a escorreita apuração dos fatos. Em razão da própria natureza investigativa, o caso é mantido sob sigilo.

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Vídeo mostra últimas imagens do carro do casal que sumiu quando viajava

Após mais de um mês de investigações, o caso da mulher que sumiu junto com o marido em Goiás continua sem resposta. O casal viajava a caminho de Quirinópolis, no sudoeste do estado. Fábia Cristina Santos e Wander José de Jesus foram vistos pela última vez em 9 de março de 2024.

O último registro do casal foi feito por câmeras de monitoramento de um posto de gasolina no bairro Cidade Jardim, em Goiânia. O vídeo mostra quando o casal, que estava num veículo Ford Fiesta preto, chega ao estabelecimento e vai embora.

O casal mora em Goianira, Região Metropolitana de Goiânia, e tinha saído de casa para participar da missa de sétimo dia do pai de Fábia, em Quirinópolis.

Como o caminho passa por Goiânia, Fábia e Wander abasteceram o veículo em um posto de gasolina na região do setor Cidade Jardim. As imagens mostram que o casal chega ao posto às 13h49 e sai de lá às 13h54.

Às 14h08, sete minutos após abastecerem, o veículo do casal foi multado no quilômetro 27 da GO-469, em Abadiânia. De acordo com o boleto da multa, o carro passou pela fiscalização excedente a velocidade máxima da pista em mais de 50%. Numa via em que a velocidade máxima é de 80 km/hora, uma multa indica com essa especificação que o veículo passou pelo radar a 120 km/hora, no mínimo.

Carro de casal que desapareceu é multado, em Abadia de Goiás — Foto: Arquivo pessoal

A GO-469 não é caminho convencional para Quirinópolis para quem sai de Goiânia. A rodovia corta a GO-060 (que leva para Quirinópolis e possui pista dupla) e tem pista simples, embora seja duplicada no perímetro urbano de Abadia de Goiás.

“Tudo indica que ali na hora já tinha algo errado acontecendo, porque eles passam a uma velocidade superior à máxima de 50%”, afirmou a advogadaque representa a família, Rosemere Oliveira.

Fábia Cristina Santos e Wander José de Jesus estão desaparecidos em Goianira; mulher mandou mensagem pedindo ajuda ao filho — Foto: Reprodução/Redes Sociais e TV Anhanguera

A mulher chegou a enviar uma outra mensagem, mas o texto foi apagado antes que o filho pudesse visualizar. O homem continuou tentando contato com a mãe, mas ela não respondeu desde então.

O trajeto até o local onde seria realizada a missa de sétimo dia deveria durar cerca de três horas e meia. Mas, o casal não voltou a ser visto. As investigações seguem em andamento de modo sigiloso.

Fábia Cristina Santos é pedagoga e está casada há 27 anos com Wander José de Jesus, que é caminhoneiro. Juntos, eles têm dois filhos, sendo que um ainda moram com os pais e o outro é casado.

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Fábia Cristina Santos e Wander José de Jesus estão desaparecidos em Goianira; mulher mandou mensagem pedindo ajuda ao filho — Foto: Reprodução/Redes Sociais e TV Anhanguera

Câmeras de segurança de um posto de combustíveis próximo, em Goiânia, registraram o momento em que o casal abastecia o carro (Fiesta preto/Ford), às 13h49. Um vídeo mostra que tudo aconteceu normalmente (assista abaixo).

Vídeo mostra últimas imagens do carro do casal que sumiu quando viajava

Às 14h18, um radar registra quando o carro do casal passa acima da velocidade permitida pelo km 27 da GO-469. O veículo foi multado por conta disso. Cerca de 9 minutos depois disso, às 14h27, Fábia envia uma mensagem para o filho dizendo: “Me ajuda”. Ela chegou a também enviar outra mensagem, mas apagou.

Um print mostra a conversa. O filho da mulher responde: “O que? Você me preocupa”. Ele segue tentando falar com a mãe, mas a partir daí, as mensagens já não chegam mais para ela. Segundo a advogada Rosemere Oliveira, a mensagem enviada por Fábia indica que algo não estava correto e que ela corre perigo.

“Tudo indica que ali na hora já tinha algo errado acontecendo, porque eles passam a uma velocidade superior à máxima de 50%”, afirma a advogada.

Carro de casal que desapareceu é multado, em Abadia de Goiás — Foto: Arquivo pessoal

O casal tem dois filhos, um ainda mora com eles e outro já é casado. Segundo familiares, todos estão muito abalados e preocupados com o desaparecimento do casal. Até onde se sabe, eles não tinham desavenças com ninguém.

“Eu estive presencialmente na delegacia, falei com a delegada titular a qual está investigando este caso, as diligências estão em andamento, estamos no aguardo das novas diligências que apuram aí esse desaparecimento desse casal”, cobra a advogada.

A Polícia disponibiliza o Disque 197 e o telefone (62) 32462-4324 para informações do casal.

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A pedagoga Fábia Cristina Santos e o marido Wander José de Jesus estão sumidos desde 9 de março. Residente de Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia, o casal estava a caminho de Quirinópolis, no interior de Goiás, para a missa de 7º dia do pai de Fábia. No dia do desaparecimento, a mulher mandou mensagem para o filho pedindo ajuda.

A mensagem foi enviada minutos depois de o carro do casal ter sido multado por trafegar acima da velocidade permitida, na GO-469, em Abadia de Goiás. As informações são do g1 Goiás e foram repassadas pela advogada da família. As investigações da Polícia Civil ocorrem em sigilo.

A viagem de Goianira e Quirinópolis deveria durar cerca de 3h30, mas o casal não chegou ao destino. Câmeras de segurança de um posto de combustíveis chegaram a registrar o momento em que Fábia e Wander abasteciam o caso, às 13h49.

Pouco tempo depois, às 14h18, um radar registrou a passagem do carro do casal pelo km 27 da GO-469 acima da velocidade permitida. A pedagoga enviou a mensagem para o filho às 14h27. “Me ajuda”, escreveu. Outra mensagem foi enviada por Fábia e apagada em seguida.

Segundo as informações divulgadas pelo g1 Goiás, um print da conversa mostra o filho respondendo: “O que? Você me preocupa”. Depois disso, as mensagens enviadas por ele não são mais recebidas pela mãe.

Fábia e Wander estão juntos há 27 anos e têm dois filhos. Familiares relatam que todos estão abalados e preocupados com o desaparecimento. Não são relatadas desavenças do casal com ninguém.

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Eliete Carvalho de Jesus, de 30 anos e seu filho Davi Carvalho da Silva, de 2, vítimas de homicídio — Foto: Reprodução/TV Anhanguera/Polícia Civil

Marcelo Alves da Silva foi condenado a mais de 60 anos de prisão por matar a esposa, Eliete Carvalho de Jesus, de 30 anos, e o filho do casal, de 2, e simular um incêndio acidental para esconder o crime. A informação foi divulgada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) nesta sexta-feira (5). O caso ocorreu no dia 21 de maio de 2022, em São Domingos, região nordeste de Goiás.

O g1 não localizou a defesa de Marcelo até a última atualização da reportagem.

O homem responde por feminicídio e homicídio qualificado, além dos crimes de destruição de cadáver, fraude processual e incêndio. A Justiça ainda considerou o motivo do crime como torpe, com emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Segundo o MP-GO, as mortes teriam sido planejadas porque Marcelo suspeitava que Eliete o estava traindo e que o filho não seria dele, hipótese que foi descartada no decorrer das investigações e através de exames.

Conforme o MP-GO, além de Marcelo, também foi condenado, no julgamento realizado na quinta-feira (4), Isaque de Sousa Rodrigues. Ele teria contratado Marcelo para ajudá-lo nos homicídios. Isaque responde por dois homicídios qualificados, além dos crimes de vilipêndio a cadáver, destruição de cadáver, fraude processual e incêndio. A pena dele foi de mais de 42 anos de prisão.

De acordo com o Ministério Público, o casal tinha um bom relacionamento, mas o envolvimento de Marcelo com jogos de azar, inclusive apostando dinheiro, incomodava Eliete, causando brigas constantes.

Um dia antes do crime, Eliete foi trabalhar em um mercado e deixou o filho com a avó dele, como de rotina. Na ocasião, os patrões e colegas de trabalho destacaram que ela estava com semblante muito triste, mas por ser uma pessoa reservada nada foi dito sobre o motivo. Um cliente também estranhou o comportamento da vítima, que, segundo ele, estava “séria, fechada e não brincou como costumava fazer sempre”.

No final da tarde, o casal buscou o filho e retornaram para casa. Durante a tarde, Marcelo esteve com o filho na casa de uma irmã, mas nada de estranho foi notado.

Pouco antes das 20 horas, a dona de uma pizzaria recebeu uma mensagem de Eliete pedindo uma pizza, “da maior que tivesse na casa”. Logo em seguida, a comerciante recebeu uma mensagem da vítima, questionando se faziam entregas, o que causou estranhamento pois ela é uma antiga cliente do estabelecimento. Foram enviadas novas mensagens cobrando celeridade e por fim uma ligação foi feita do celular da vítima, que durou cerca de 11 segundos, mas sem que nada fosse dito.

Quando o entregador chegou na casa, encontrou Marcelo sozinho do lado de fora da casa, na porta, com uma nota de R$ 100. Ele não ouviu nenhum barulho nem viu Eliete ou Davi. O suspeito ainda comentou sobre o frio que fazia naquela noite e após pegar a pizza entrou na residência, conforme o MP.

De acordo com o MP-GO, na madrugada em que os crimes foram cometidos, Marcelo chegou primeiro na casa e liberou a entrada de Isaque. Marcelo matou a mulher asfixiada e sufocou o filho com um tecido. Ao confessar sua participação no caso, Isaque admitiu que perfurou o pescoço de Eliete com uma faca, a mando do marido, mas negou ter tocado na criança.

Na tentativa de esconder os crimes, conforme o MP-GO, o Marcelo jogou acetona nos corpos e ordenou a seu comparsa que ateasse fogo na casa.

Além disso, as investigações ainda apontaram, conforme o Ministério Público, que Eliete foi morta uma hora antes do marido deixar a casa para ir trabalhar na fazenda com o sogro a 25 quilômetros de São Domingos.

Na ida para o serviço, ele sentou no banco de trás do carro e não do que fica ao lado do motorista, como sempre fez, e ficou em silêncio o trajeto inteiro.

Na volta da fazenda, após ser informado sobre o incêndio, o suspeito ligou para diversas pessoas, menos para a esposa e, segundo o sogro, já dava como certa a morte dela e do filho.

Quando os corpos foram encontrados pela Polícia Científica, o de Eliete estava com uma lâmina, o que despertou a suspeita de homicídio. Além disso, no velório, testemunhas estranharam o fato de ele não ter chorado nem demonstrado tristeza pelas mortes.

Logo após o fogo ter sido apagado, ainda com os peritos na casa, um vizinho disse que o suspeito pediu a ele que entrasse na casa, pegasse o dinheiro que estava em um dos cômodos e guardasse consigo. De acordo com a polícia, eram cerca de R$ 13 mil em espécie.

Ainda segundo o MP-GO, testemunhas ainda informaram que pouco tempo depois do enterro das vítimas, quando todos ainda tratavam as mortes como acidente, uma irmã de Eliete foi procurada por Marcelo para que o ajudasse a encontrar a senha do cartão de banco da vítima, pois ele queria transferir para a conta dele os recursos.

No dia seguinte, insistiu para que fossem juntos ao banco fazer a transferência. Também pediu que fossem ao mercado em que Eliete trabalhava para providenciar o acerto de contas trabalhistas.

Uma outra testemunha destacou que dois dias após as mortes Marcelo tirou o carro da mulher que ficava na casa da mãe dela e levou para a da sua mãe.

Marcelo foi preso três dias após o crime. Na época, a delegada Lucilene Guimarães dos Santos, titular da delegacia de São Domingos, escreveu ao Judiciário que o marido “demonstrava pressa em levantar todo o dinheiro que conseguisse, (…), tudo isso, desde o dia do enterro dos corpos das vítimas, em nítido desprezo pelas mortes de sua esposa e de seu único filho”. Para ela, era prova de que Marcelo pretendia fugir.

Apesar disso, ao ser ouvido, ele negou ter matado a mulher e o filho. Na última, ao ser confrontado com as provas coletadas, em especial a faca encontrada com o corpo de Eliete, o suspeito insistiu na sua versão, dizendo que se cometeu algum crime, o “fez dormindo”.

Marcelo foi indiciado, denunciado pelo Ministério Público MP-GO) e nesta quinta-feira (4), condenado a 66 anos de prisão pelos dois homicídios qualificados.

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Tiago Henrique Jacob de Souza e a esposa Daianny Cristina Martins da Silva são suspeitos de estelionato, em Caldas Novas. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

O casal Tiago Henrique Jacob de Souza e Daianny Cristina Martins da Silva estão sendo procurados pela polícia em Caldas Novas, no sul de Goiás. Segundo as investigações, os dois são suspeitos de aplicar golpes em idosas prometendo auxílio em processos de aposentadoria e financiamento de veículos. Além disso, Tiago se passava por policial civil, chefe do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e dizia ser filho do deputado federal João Campos.

O g1 não conseguiu localizar a defesa do casal para posicionamento até a última atualização desta matéria.

De acordo com a Polícia Civil, Tiago adquiria a confiança das vítimas e depois as convencia a financiar veículos, prometendo pagar as parcelas em curto prazo, mas não pagava e revendia os carros. Ele ainda tinha o auxílio da esposa e de um idoso de 72 anos que captava as vítimas e indicava os serviços dizendo que Tiago era confiável.

O delegado responsável pelo caso, Tiago Fraga Ferrão, ressalta que Tiago não é policial civil, não é funcionário do Detran e não exerce nenhum tipo de influência no INSS. Além de não ser filho deputado federal João Campos.

Todas essas alegações são mentiras contadas por ele no intuito de passar uma imagem de credibilidade, angariar a confiança de suas vítimas e a partir daí aplicar os seus golpes”, afirmou o delegado.

O idoso foi preso na última terça-feira (2), em Caldas Novas. Durante as buscas em seu apartamento foi encontrado um revólver calibre 38, além de 55 munições de diversos calibres, até mesmo de uso restrito (9mm). Como a posse de parte do arsenal era irregular, ele foi preso em flagrante e foi levado para o presídio.

A Polícia Civil identificou que Tiago e Daianny têm várias passagens por estelionato, além de terem sido recentemente condenados por tráfico e associação para o tráfico de drogas. Também foi realizado sequestro de R$ 263 mil em contas bancárias do casal.

A divulgação das identidades do casal foragido foi autorizada pela Polícia Civil, tendo em vista o interesse público em se identificar outras possíveis vítimas, além de evitar que outras pessoas venham a ser vitimadas e obter informações sobre o paradeiro dos foragidos, auxiliando em suas prisões.

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Jovem é presa suspeita de torturar filho de 1 ano, em Catalão, — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Uma jovem de 20 anos, que não teve o nome divulgado, foi presa suspeita de torturar o filho de apenas 1 ano para pressionar o ex-companheiro a reatar o relacionamento, em Catalão, no sudeste goiano. Segundo a Polícia Civil, a jovem gravou um vídeo asfixiando o bebê com um travesseiro e enviou ao ex-companheiro.

O g1 não conseguiu contato com a defesa da mãe do bebê até a última atualização desta reportagem.

A suspeita foi presa em flagrante na última quinta-feira (28), no Setor Evelina Nour. A investigação aponta que no vídeo gravado, a jovem repetia por diversas vezes a manobra de asfixia no bebê.

Ainda segundo a Polícia Civil, a denúncia foi feita pelo ex-companheiro, que compareceu à delegacia, afirmando ter sido companheiro da suspeita por dois anos e que, juntos, tiveram um filho. O ex mostrou o vídeo do bebê sendo torturado aos policiais, que foram até a casa da suspeita para efetuar a prisão. Em relato à polícia, o pai do bebê afirmou que os vídeos eram feitos como forma de ameaça para que pudesse reatar o relacionamento com a mãe da criança.

A suspeita foi encontrada em casa, onde recebeu voz de prisão pelo crime de tortura. O bebê recebeu abrigo temporário no Conselho Tutelar do município.

A mãe da criança já tinha passagens pelos crimes de homicídio e tráfico de drogas. Se condenada pelo crime de tortura, a mãe da criança pode receber pena de 2 a 8 anos de prisão.

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