5 de junho de 2026
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Diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, afirmou que a decisão do governo norte-americano foi recebida com surpresa

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou, na 3ª feira (2.jun.2026), que a decisão por parte dos Estados Unidos de classificarem facções criminosas brasileiras como “terroristas” foi uma surpresa para a instituição. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao canal GloboNews.

“De fato, para nós, é uma surpresa termos essa declaração. Enfim, essa afirmação é dos Estados Unidos, de tentar equiparar o crime organizado com terrorismo, que, na nossa avaliação, é um equívoco técnico”, disse Rodrigues.

A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA em 28 de maio. Com ela, organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) serão vistas como organizações “terroristas” pelo país, mesma categoria que cartéis internacionais do narcotráfico, como o de Sinaloa e o de Jalisco. A classificação entrou em vigor nesta 6ª feira (5.jun). Leia a íntegra do documento (804 – kB).

Apesar da atitude do governo de Donald Trump (Partido Republicano), Rodrigues afirmou que o trabalho da PF brasileira não será influenciado. “Nenhuma medida de um país vai afetar o trabalho interno. Não é nada sobre legislação, não vai alterar os nossos protocolos, os nossos procedimentos de atuação para aquilo que temos feito em relação ao crime organizado”, disse.

Ainda assim, o diretor-geral acredita que a mudança de classificação pode significar possíveis entraves burocráticos. “Precisamos 1º aguardar como os Estados Unidos vão trabalhar essa temática e, de fato, concordando com esses possíveis embaraços que venham a ocorrer, por exemplo, uma mudança das agências que vão interagir com o Brasil para enfrentar o que nós entendemos como crime organizado e que os EUA estão classificando como terrorismo”, afirmou.



Autor Poder360 ·

Lidiane

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