12 de agosto de 2026
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Um crime motivado por ganância e frieza chocou a Região Metropolitana de Goiânia. A Polícia Civil prendeu o pai e a madrasta de um jovem de 28 anos, suspeitos de encomendar o assassinato do rapaz. O homicídio, ocorrido em janeiro de 2026 na zona rural de Trindade, foi motivado por uma dívida cobrada pela vítima.

Thaliton Henrique Dias Machado trabalhava como chacareiro quando foi surpreendido a tiros ao ir em direção à sua horta, morrendo no local. O rapaz cobrava insistentemente do pai um repasse de R$ 60 mil — quantia de seu direito deixada anos atrás por sua mãe biológica.

Para não entregar o dinheiro, o pai e a madrasta, segundo a investigação, arquitetaram o homicídio e pagaram R$ 15 mil a um cunhado do pai para que executasse o plano. A localização da chácara onde o rapaz vivia e trabalhava era de conhecimento restrito do casal.

Após a execução, o pai tentou despistar a polícia alegando que o filho possuía desavenças com diversas pessoas. A versão, contudo, foi descartada pelo Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Trindade, que passou a focar as suspeitas no círculo familiar.

As prisões do pai e da madrasta ocorreram no dia 30 de julho, em Senador Canedo, para onde haviam se mudado e de onde já articulavam uma fuga. Dias antes, a polícia também havia localizado e detido o executor do crime.

Em depoimento prestado à polícia, o executor confessou ter recebido a quantia de R$ 15 mil do pai e da madrasta para realizar os disparos, mantendo-se em silêncio após a chegada de seu advogado.

A brutalidade do ato e o motivo fútil por trás da perda causaram forte comoção na rotina da família e da viúva da vítima.

“É uma dor que não tem tamanho. Perder alguém que você ama por causa de dinheiro, e ainda por cima ser morto pela própria família, é algo que não dá para entender”, desabafou a viúva de Thaliton.

Suspeita de crime antigo e plano para matar testemunhas

Além da disputa financeira, os investigadores apuraram que Thaliton ameaçava denunciar o pai à polícia por suspeitar de seu envolvimento no desaparecimento de sua mãe biológica, ocorrido há cerca de 20 anos no município de Pires do Rio.

Para piorar o histórico do suspeito, áudios e gravações obtidos pela polícia indicam que o pai já procurava outro pistoleiro para assassinar a atual esposa e o executor do filho. Para os investigadores, a intenção era apagar vestígios e eliminar testemunhas que soubessem de seus crimes.

O Grupo de Investigações de Homicídios de Trindade segue apurando os desdobramentos dos crimes e solicita que qualquer informação sobre o assassinato de Thaliton ou sobre o desaparecimento de sua mãe seja repassada pelo telefone (62) 98407-8403.

Autor Manoel Messias Rodrigues


A mãe do adolescente de 16 anos agredido por um policial militar (PM) dentro de uma loja de motopeças, em Catalão, na região Sudeste de Goiás, usou as redes sociais para desabafar sobre o caso e pedir justiça. Em uma publicação, ela afirmou que o filho já cometeu erros no passado por ser menor de idade e pilotar moto, mas destacou que, no momento das agressões, o jovem aprendiz estava trabalhando e não praticava qualquer irregularidade.

No texto, a mãe relatou que nunca imaginou precisar expor uma situação como essa e disse que ficou devastada ao ver as imagens registradas pelas câmeras de segurança da empresa.

“Como mãe, meu coração está destruído com tudo o que aconteceu hoje com meu filho. Ele tem 16 anos, já cometeu erros e nunca escondemos isso. Ele já andou de moto sendo menor de idade e sem habilitação, e já enfrentou as consequências dessas escolhas. Mas uma mãe nunca espera ver o filho ser tratado com violência”, afirmou.

O caso aconteceu na manhã de quinta-feira (16), por volta das 7h30, quando o adolescente chegou para abrir a loja onde atua como jovem aprendiz há cerca de três meses. Imagens mostram o momento em que uma viatura da Polícia Militar estaciona em frente ao estabelecimento. Em seguida, um sargento entra na empresa e passa a agredir o adolescente alegando que ele o teria encarado.

Durante a abordagem, o policial dá tapas, empurra o jovem contra a parede, o derruba no chão, desfere chutes e faz diversas ameaças de morte. Em um dos trechos gravados, ele afirma: “Todo vagabundo trabalha com coisa de moto.” Em outro momento, diz: “Polícia aqui mata mais que o capeta. Ninguém encara polícia aqui no Goiás, não.”

O militar ainda ordena que o adolescente peça demissão do emprego, ofende o patrão e a mãe da vítima. Segundo o adolescente, ele nunca havia visto o policial antes daquele dia.

Mesmo depois de deixar o jovem caído e ferido, o sargento ainda arremessa uma cadeira em sua direção antes de sair da loja. A vítima permaneceu no chão por cerca de meia hora e só recebeu ajuda quando uma colega de trabalho chegou ao local. Ela sofreu ferimentos no rosto, passou por exame de corpo de delito e o caso foi registrado na Polícia Civil.

No desabafo, a mãe reforçou que nenhuma pessoa merece ser submetida à violência registrada pelas câmeras. Ela informou que a família já adotou as medidas judiciais cabíveis, acompanhada por advogados, e disse confiar que a apuração dos fatos será feita com base nas provas.

A Polícia Militar informou que o sargento foi encaminhado ao batalhão para prestar esclarecimentos e que instaurou procedimentos administrativos e disciplinares para apurar a conduta do militar. A corporação também afirmou que não compactua com desvios de conduta praticados por seus integrantes.

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Autor Jeice Oliveira


O deputado Amilton Filho (MDB) apresentou projeto de lei para incluir no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado a romaria náutica realizada no Lago Corumbá IV, em homenagem a Nossa Senhora da Abadia. O evento integra as festividades do Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Abadia, localizado no distrito de Abadiânia Velha, no município de Abadiânia.

Na proposta é explicado que a celebração ocorre no mês de agosto e tem como objetivo fortalecer o turismo religioso, valorizar as tradições culturais da região e ampliar a visibilidade de uma das mais antigas manifestações de fé do Estado. A tradicional Romaria de Nossa Senhora da Abadia é realizada há mais de 150 anos e, em 2026, chega à sua 154ª edição.

A romaria náutica foi promovida pela primeira vez em 2025, reunindo cerca de 150 embarcações no lago. Fiéis participaram do percurso movidos por devoção, agradecimentos e pedidos à padroeira. Segundo o parlamentar, a iniciativa marcou a realização da primeira romaria náutica oficial do Estado de Goiás, consolidando-se como importante manifestação religiosa, cultural e turística.

Na justificativa do projeto, Filho destaca que a inclusão do evento no calendário oficial contribuirá para a preservação das tradições, o fortalecimento da identidade cultural e religiosa da região e o incentivo à economia local, por meio do aumento do fluxo de visitantes e da valorização do comércio.

O deputado ressalta ainda que o reconhecimento institucional poderá garantir maior apoio à organização, segurança e divulgação da romaria, reforçando a união entre fé, cultura e natureza às margens do Lago Corumbá IV.

O projeto de lei tramita como processo nº 8755/26 e está sendo encaminhao à Comissão de Constituição, Justiça e Redação, para designação de relatoria parlamentar. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Azzam Al-Hayya morreu enquanto pai, Khalil, participa de conversas sobre cessar-fogo no Cairo

Um ataque aéreo de Israel matou o filho do principal negociador do Hamas nas conversas mediadas pelos Estados Unidos sobre o futuro da Faixa de Gaza. A informação foi divulgada por um alto funcionário do grupo palestino na 5ª feira (7.mai.2026).

A morte ocorre no momento em que líderes do Hamas realizam conversas no Cairo (Egito) com o objetivo de manter o cessar-fogo com os israelenses.

Segundo Basim Naim, integrante do alto escalão do grupo, Azzam Al-Hayya não resistiu aos ferimentos provocados por um bombardeio israelense na noite de 4ª feira (6.mai). Esse é o 4º filho do negociador Khalil Al-Hayya a morrer em ofensivas militares. O Exército de Israel não comentou sobre a operação.

OUTROS FILHOS MORTOS

Khalil Al-Hayya, que tem 7 filhos, sobreviveu a múltiplas tentativas de assassinato. Em 2025, um ataque contra a liderança do Hamas em Doha, no Catar, matou outro filho dele. As forças de segurança de Israel também mataram 2 filhos do líder palestino durante operações contra a Faixa de Gaza realizadas nos anos de 2008 e 2014.

Em entrevista à rede de televisão Al Jazeera, na 4ª feira (6.mai), antes do anúncio da morte de Azzam, Khalil Al-Hayya acusou o governo de Israel de tentar minar os esforços dos mediadores. O negociador avaliou que a ofensiva prejudica o plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para Gaza, projeto supervisionado pelo chamado Conselho de Paz.

“Esses ataques e violações sionistas indicam claramente que a ocupação não quer respeitar o cessar-fogo ou a 1ª fase [do acordo], declarou o representante do Hamas.

PLANO PARA GAZA

As operações violentas ocorrem no momento em que representantes do Hamas mantêm conversas com mediadores regionais e com Nickolay Mladenov, enviado principal do Conselho da Paz, no Cairo. O objetivo dos encontros é impulsionar a 2ª fase do plano de Trump para o território.

O projeto, que Israel e Hamas concordaram em outubro de 2025, prevê a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza e o início da reconstrução da infraestrutura local assim que o grupo extremista depuser as suas armas.

O desarmamento do Hamas, contudo, é um ponto de discordância nas conversas para implementar as medidas e consolidar o cessar-fogo, que interrompeu 2 anos de guerra declarada na região.

Um representante do grupo palestino disse à agência de notícias Reuters, na 4ª feira (6.mai), que a organização avisou a Mladenov que não participará de negociações sobre a 2ª fase do plano antes que Israel cumpra as obrigações da 1ª etapa, o que inclui a suspensão completa dos ataques.

Segundo médicos locais, pelo menos 830 palestinos morreram desde que o acordo de cessar-fogo entrou em vigor. Israel diz que militantes mataram 4 de seus soldados durante o mesmo período.



Autor Poder360 ·


Um homem foi preso em Goiânia suspeito de manter o próprio filho sequestrado por aproximadamente dois anos. A prisão ocorreu nesta quinta-feira (26) e, segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), a criança foi retirada da guarda da mãe e permaneceu em local desconhecido, sem qualquer contato com a genitora. Durante todo o período, o menino de nove anos esteve privado do convívio familiar e não frequentava a escola.

Policiais da Delegacia Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc) e da Divisão Especializada de Investigações Criminais de Araçatuba/SP cumpriram um mandado de prisão preventiva contra o investigado. As investigações apontaram a possível localização do suspeito em Goiás, o que levou as equipes até uma pousada em uma região afastada da capital.

Apesar do longo período de isolamento, a criança foi localizada em boas condições de saúde

De acordo com a polícia, o menino foi encontrado no local e, durante depoimento, revelou que passava a maior parte do tempo trancado em um quarto com o pai. O imóvel fica em uma área erma de Goiânia, e a criança estava afastada de qualquer convívio social ou familiar, incluindo a rotina escolar.

Apesar do longo período de isolamento, a criança foi localizada em boas condições de saúde. Após o resgate, ela foi entregue à mãe, que agora recupera a guarda. A operação conjunta entre as forças policiais garantiu o cumprimento da ordem judicial e o retorno seguro do menino ao ambiente familiar.

O homem preso responderá pelo crime de sequestro e cárcere privado qualificado. A Polícia Civil segue com as investigações para apurar todos os detalhes do caso.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Durante o segundo semestre de 2025, o deputado Amilton Filho (MDB) propôs 21 projetos de lei em benefício da população goiana, com impacto nas organizações prestadoras de serviços sem fins lucrativos relevantes à coletividade, bem como iniciativas em prol da saúde pública, da educação e do meio ambiente.

Ao todo, quatro matérias foram aprovadas em definitivo pela Assembleia Legislativa e obtiveram a sanção do Executivo; 17 projetos de lei continuam em tramitação. Entre as propostas que viraram lei está a de nº 23398/25, que institui o Dia Estadual das Ligas Acadêmicas, com autoria compartilhada com o deputado Charles Bento (MDB). 

Para o parlamentar, as ligas acadêmicas representam uma das mais importantes formas de organização estudantil no ensino superior goiano, constituindo-se em espaços de ensino, pesquisa e extensão que complementam a formação acadêmica tradicional, além de promoverem impacto positivo junto à comunidade.

Outras três leis propostas por Amilton Filho declaram como de utilidade pública associações sediadas no interior do Estado. Por meio do projeto nº 23397/25 foi contemplada a Associação Sem Fronteiras Anjos da Paz (Asfap), com sede no município de Acreúna, devido ao seu relevante papel na promoção da assistência social.

Já a proposta nº 22611/25 resultou no reconhecimento da Associação Desportiva e Social União Esportes, sediada no município de Anápolis, como entidade de utilidade pública. A associação desenvolve atividades sociais do desporto amador em modalidades recreativas, culturais, de saúde e educacionais.

Por fim, o quarto projeto de lei sancionado, o de nº 18835/25, declara de utilidade pública a Associação Desportiva Garra, sediada no município de Itumbiara. Por meio de diversas iniciativas, a associação tem contribuído significativamente para a formação de futuros atletas, desenvolvendo programas culturais, assistenciais e esportivos.

Atualmente, no segundo mandato como deputado por Goiás, Amilton Filho é presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor e membro titular das comissões de Educação e Organização dos Municípios.

Propostas em tramitação

Entre os projetos de lei apresentados, destaca-se o de nº 19690/25, que dispõe sobre a obrigatoriedade de acompanhamento por profissional de fisioterapia a pacientes com doença renal crônica (DRC) durante a hemodiálise nos estabelecimentos de saúde pública do Estado. A matéria foi encaminhada à Comissão de Saúde para designação de relatoria. 

O objetivo, segundo o parlamentar, é garantir um cuidado integral e humanizado aos pacientes com doença renal crônica, cuja condição progressiva e debilitante compromete gravemente a saúde, a funcionalidade e a qualidade de vida.

No âmbito educacional, o projeto de lei nº 19691/25 institui a Política Estadual de Capacitação Tecnológica e Inclusão Digital para Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), tendo sido encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) para a apreciação dos aspectos jurídicos e legais por um relator.

Para o parlamentar, “a Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um pilar essencial para a promoção da igualdade social, proporcionando aos indivíduos que não tiveram a oportunidade de concluir os estudos em idade apropriada a chance de obter conhecimento e melhorar suas condições de vida”.

A criação da política estadual, defende Filho, visa a beneficiar indivíduos que não tiveram a oportunidade de concluir os estudos em idade apropriada, oferecendo aos estudantes da EJA as ferramentas necessárias para se inserirem no mercado de trabalho e no empreendedorismo digital, de forma a fortalecer a economia criativa.

Para a preservação da paz social, normas e diretrizes governamentais de proteção ao meio ambiente, o projeto de lei nº 32019/25 disciplina o uso de som automotivo, com autoria compartilhada com os deputados Bruno Peixoto (UB) e Coronel Adailton (SD). A matéria foi aprovada em segunda fase de votação no final de dezembro e segue para sanção ou veto do governador.

O objetivo da proposta é disciplinar o uso de som automotivo, a fim de assegurar a proteção ao sossego público, à saúde humana, ao meio ambiente e ao bem-estar coletivo. A matéria, segundo os autores, apresenta crescente relevância social diante do aumento de reclamações relacionadas a ruídos excessivos, especialmente, em áreas residenciais, o que evidencia a necessidade de regulamentação clara e eficaz.

 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Um desentendimento entre pai e filho resultou em tentativa de homicídio na noite de segunda-feira (20/10), em Senador Canedo. O conflito, que aconteceu no Parque Alvorada, teve início porque o filho, de 25 anos, pegou o carro do pai sem sua autorização.

Ao chegar ao local, uma equipe da Guarda Civil Municipal encontrou o rapaz sangrando na via pública, com ferimentos causados por arma branca. Em um breve relato, o jovem informou que havia sido esfaqueado pelo próprio pai, que ainda estava próximo dali.

Abordado pelos agentes, o homem, de 52 anos, admitiu ter agredido o filho. Ele alegou que a atitude foi uma reação, pois teria sido atingido com dois socos no rosto durante a discussão. O pai disse que, em meio à briga, usou um canivete para se defender.

O rapaz foi socorrido por uma unidade do Corpo de Bombeiros e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento do município. Enquanto isso, o pai foi detido pela Guarda Civil e entregue à Delegacia de Polícia para as devidas providências.

Perante a polícia, o homem será responsabilizado por tentativa de homicídio qualificado. A motivação do crime, uma discussão sobre o uso de um veículo, foi considerada fútil pela Polícia Civil, que agora investiga o caso. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Médico acusado de participar dos atos extremistas poderá acompanhar o filho em estado grave, com restrições de deslocamento

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou o médico Frederico Rosario Fusco Pessoa de Oliveira, réu por envolvimento nos atos de 8 de janeiro, a viajar de Brasília para São Paulo a fim de acompanhar o filho, que está internado “entre a vida e morte” depois de um acidente de moto.

A decisão deste domingo (28.set.2025) flexibiliza temporariamente as medidas cautelares impostas ao acusado, que cumpria recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, com uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo a defesa, o filho do réu, Lucas Fusco Pessoa, sofreu uma colisão com um caminhão e está internado no Hospital das Clínicas, sem previsão de alta. Por ser médico, Oliveira pediu autorização para acompanhar o tratamento durante o período considerado crítico.

Moraes deferiu o pedido e estabeleceu condições específicas:

  • período autorizado: de 28 de setembro a 6 de outubro de 2025;
  • locomoção restrita: só entre o endereço de hospedagem, na avenida Rebouças (Pinheiros), e o Hospital das Clínicas; e
  • manutenção das cautelares: continuam válidas as proibições de uso de redes sociais e de contato com outros investigados.

Oliveira responde à Ação Penal 1063 e é acusado de crimes como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, além de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O julgamento do mérito começou em abril de 2024, na sessão virtual do STF. Na ocasião, Moraes votou pela condenação do réu a 14 anos de prisão, sendo acompanhado pelo ministro Flávio Dino.

O processo, no entanto, foi suspenso após pedido de destaque do ministro André Mendonça, o que mantém indefinida a condenação.



Autor Poder360 ·


Uma das mais autênticas manifestações culturais do Nordeste goiano, a festa junina de Buritinópolis poderá ser reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural e Imaterial de Goiás. A proposta foi apresentada pelo deputado Amilton Filho (MDB), por meio do projeto de lei nº 17014/25, o qual também busca incluí-la no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado. A cidade dista cerca de 470 km de Goiânia.

A festa, que ocorre anualmente na segunda quinzena de junho, tem suas raízes nos anos 1980, quando o então distrito de Martinópolis (hoje Buritinópolis) via seus primeiros moradores e comerciantes celebrarem São João de forma espontânea. Com o tempo e a emancipação política do município em 1993, a festa ganhou estrutura e atrações, transformando-se na maior e mais tradicional celebração junina da região, incorporando apresentações musicais, quadrilhas e concursos.

Amilton Filho anota que a festa vai além de uma celebração, cumprindo um papel relevante na manutenção das tradições populares, na valorização da cultura regional e no fortalecimento dos laços comunitários. Segundo ele, a celebração representa um reencontro simbólico para ex-moradores, que retornam de diversas partes do país para reviver suas raízes e visitar familiares, evidenciando o profundo vínculo que une a comunidade à sua história.

Além de seu valor cultural e social, a festa desempenha um papel significativo na economia local. Ao atrair visitantes e movimentar o comércio, o evento impulsiona o turismo e contribui diretamente para a geração de emprego e renda no município. A persistência dessa tradição, que atravessa gerações, reflete o espírito acolhedor e festivo do povo goiano, resultado do empenho de gestores municipais e da comunidade, mesmo diante de desafios.

A oficialização do festejo de Buritinópolis como patrimônio cultural e sua inclusão no calendário estadual são vistas como medidas essenciais para garantir maior visibilidade, valorização e o apoio institucional necessário para a continuidade e a preservação dessa manifestação cultural.

O projeto será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde será distribuído à relatoria parlamentar.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Ministro das Cidades afirma que projeto mostra a desconexão de algumas pessoas da realidade do Brasil; proposta quer adiar implementação de 2033 para 2040

O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou nesta 6ª feira (6.jun.2025) ser contra o PL (projeto de lei) que tramita na Câmara dos Deputados que visa prorrogar o prazo para a universalização do saneamento básico no país de 2033 para 2040.

“Eu acho que quem discute essa possibilidade não tem noção do que é viver sem água, sem esgoto. Eu sou absolutamente contrário. Estamos em 2025, já temos 8 anos pela frente de desafio, e a gente puxar de 2033 para frente, que vai para 2040. É um tema que não consigo nem discutir, acho uma insensibilidade social. Isso mostra a desconexão da realidade do Brasil”, disse o ministro durante evento do Esfera, em São Paulo.

O projeto para ampliar o prazo é de autoria do deputado Amom Mandel (Cidadania-AM). O texto ainda permite que, em 2040, o prazo seja estendido por até mais 5 anos “caso haja comprovação de dificuldades técnicas, financeiras ou logísticas extraordinárias”.

“Essa pauta precisa ser uma pauta não só do governo federal, tem de ser uma pauta de todo mundo. Tem de ser prioritária para o Brasil”, afirmou Jader.

Um levantamento do Instituto Trata Brasil, com base em dados do Snis (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), mostrou que 100 milhões de cidadãos não têm acesso ao serviço de coleta de esgotos e 35 milhões não são abastecidos com água tratada. Ainda segundo o Trata Brasil, cada real investido em saneamento leva a uma economia de R$ 4 na área de saúde.

Já o Portal Saneamento Básico lista uma série de doenças decorrentes do não tratamento de água e esgoto. Entre elas, estão febre amarela, hepatite, leptospirose e febre tifoide, além de infecções na pele e nos olhos.



Autor Poder360 ·