2 de julho de 2026
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O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União), subiu o tom e voltou a ameaçar o fechamento definitivo do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Municipais (Imas). A declaração foi dada na manhã desta quinta-feira (2/7), durante o anúncio da construção de uma nova UPA na região Oeste da capital.

Segundo o chefe do Executivo, caso o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO) barre o plano de reestruturação proposto pela prefeitura — que prevê a terceirização da gestão técnica —, a continuidade do serviço se tornará inviável.

“Se o tribunal rejeitar essa questão do Imas, não aprovar, nós vamos fechar o Imas imediatamente. Não tem como dar sequência”, afirmou o prefeito.

Mabel defende que a contratação de uma empresa especializada é a última cartada para salvar o instituto, que carrega mais de R$ 250 milhões em dívidas de gestões passadas. Se a alternativa for travada pela corte de contas, a prefeitura estuda migrar para o modelo de subsídio direto.

“É melhor nós darmos uma ajuda para ele [servidor] e ele pagar o plano de saúde dele e tocar para frente”, completou Mabel, argumentando que o município não tem expertise para gerenciar planos de saúde e que o modelo atual entrega um serviço de baixa qualidade.

Para justificar a urgência da medida, o prefeito apresentou planilhas ao TCM-GO apontando graves distorções na arrecadação do instituto, com mensalidades que não cobrem os custos.

“Tem usuário que paga R$ 80 e tem 11 membros da família — dá menos de R$ 8 por membro. Não consegue subsistir desse jeito”, detalhou.

A intenção da prefeitura é se espelhar na reforma realizada no Ipasgo, unindo um novo cálculo atuarial à eficiência de mercado. Apesar do tom duro, o prefeito elogiou a dedicação dos atuais servidores, mas assumiu a responsabilidade pela condução da crise, garantindo que o novo modelo sob concessão terá rédeas curtas contra desvios e o histórico de corrupção do órgão.

Processo de R$ 12,3 milhões está travado no tribunal após sustentação oral

A declaração do prefeito Sandro Mabel ocorre um dia após ele comparecer à sessão do Tribunal Pleno do TCM-GO, na quarta-feira (1º/7), para realizar a sustentação oral em defesa da licitação. O processo (Pregão Eletrônico nº 90016/2025) prevê uma parceria de R$ 12,3 milhões com a iniciativa privada para gerenciar a operação do Imas por um ano.

Após o apelo do prefeito, o relator da matéria, conselheiro Humberto Aidar, decidiu retirar o processo de pauta para aprofundar a análise jurídica. Atualmente, o contrato está suspenso por uma medida cautelar do próprio tribunal.

O plano da prefeitura consiste em repassar a gestão técnica e operacional para a iniciativa privada por um ano, mantendo a administração centralizada no município. O projeto prevê auditoria de procedimentos, renegociação de contratos com hospitais e a implementação de mensalidades reajustadas por faixa etária.

Esta não é a primeira vez que o prefeito adota uma postura drástica sobre o tema. No final de novembro do ano passado, Mabel já havia sinalizado o fechamento do Imas, alegando que o modelo assistencial estava em colapso e que a terceirização temporária seria o teste definitivo para a sobrevivência do plano.



Autor Manoel Messias Rodrigues

Lidiane

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