Magistrado já foi responsável por julgar casos complexos de grande repercussão associados ao terrorismo e à segurança nacional
O juiz federal Alvin K. Hellerstein, 92 anos, será o responsável por conduzir o caso do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), e de sua mulher, Cilia Flores, nos Estados Unidos. O casal passou nesta 2ª feira (5.jan.2026) por audiência no Tribunal Distrital Federal de Nova York, em Lower Manhattan.
Designado para o cargo em 1998 pelo ex-presidente dos EUA Bill Clinton, Hellerstein trabalhou como juiz distrital até 2011, quando assumiu status de juiz sênior da Corte Federal de Nova York.
O magistrado já foi responsável por presidir casos complexos de grande repercussão associados ao terrorismo e à segurança nacional, entre eles ações de indenização relacionadas aos atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas, o processo por assédio sexual contra o produtor de cinema Harvey Weinstein e o julgamento de Michael Cohen, ex-advogado do presidente Donald Trump.
Hellerstein também conduz, no mesmo tribunal federal, o processo contra Hugo Armando “Pollo” Carvajal, ex-chefe da inteligência militar venezuelana. Carvajal é acusado de tráfico de drogas e narcoterrorismo, e seu caso tem ligação direta com as investigações que envolvem o regime de Maduro.
Eis os principais casos em que o juiz esteve à frente:
- Litígios decorrentes dos ataques de 11 de setembro de 2001 – Hellerstein presidiu a consolidação de processos civis relacionados aos ataques de 11 de setembro de 2001, envolvendo companhias aéreas, operadores do World Trade Center e seguradoras. Ele decidiu sobre procedimentos processuais, limites de indenização e cobertura de seguros, garantindo que os direitos de vítimas e socorristas fossem respeitados durante os litígios;
- Caso do pôster “Hope” de Barack Obama – Alvin atuou como juiz responsável pelo processo federal no Distrito Sul de Nova York. Shepard Fairey criou o famoso pôster “Hope” durante a campanha presidencial de 2008. A Associated Press alegou que ele usou sem autorização uma foto de Obama que pertencia à agência, gerando disputa de direitos autorais. O caso acabou sendo resolvido por acordo extrajudicial;
- Julgamento de Harvey Weinstein – Hellerstein atuou em uma parte do processo do produtor acusado de abuso sexual;
- Liberação de Michael Cohen da prisão – Alvin concedeu uma liminar favorecendo o ex‑advogado de Donald Trump para transferência domiciliar;
- Caso de fraude de David Hu – condenou Hu a 12 anos de prisão por esquema Ponzi envolvendo mais de US$ 100 milhões de clientes;
- Aliens Enemies Act e direitos de imigrantes venezuelanos – Alvin rejeitou a aplicação automática dessa lei para deportações, garantindo devido processo legal;
- Caso Charlie Javice – Hellerstein presidiu o julgamento da fundadora de startup acusada de fraude de US$ 175 milhões, resultando em sete anos de prisão;
- Processos contra Hugo Carvajal – Alvin conduz casos criminais envolvendo o ex‑general venezuelano por acusações de narcoterrorismo;
- Caso criminal de Nicolás Maduro e Cilia Flores – atualmente preside o processo federal contra o presidente venezuelano e sua esposa por narcoterrorismo e outros crimes.
Thiago Cavalcanti, presidente de associação do Banco Central, diz que exposição do diretor do BC Ailton de Aquino preocupa corpo funcional; defende proteção jurídica para decisões técnicas
O presidente da ANBCB (Associação Nacional dos Auditores do Banco Central), Thiago Cavalcanti, afirmou neste domingo (28.dez.2025) que a decisão de submeter o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, a uma acareação no STF (Supremo Tribunal Federal) expõe a autarquia a riscos institucionais.
Para Cavalcanti, a medida cria insegurança jurídica para os funcionários que assinam notas técnicas de supervisão e liquidação bancária.
A pedido do Poder360, o presidente da ANBCB analisou os desdobramentos do processo envolvendo o Banco Master, cuja liquidação extrajudicial motivou o embate jurídico.
Para a associação, a convocação de um diretor para confrontar 2 investigados cria uma “dicotomia” perigosa. Aquino participa na condição de testemunha, enquanto as outras partes são alvo de investigação.
Cavalcanti classifica o episódio como “estranho”. Disse provocar um sentimento de “angústia” e “revolta” no corpo funcional.
“Estamos personalizando uma decisão. O diretor Ailton não tomou essa decisão sozinho. É uma decisão institucional. A liquidação do Banco Master foi definida pelo presidente Gabriel Galípolo e a fiscalização é exercida de forma colegiada”, disse.
O dirigente defende que as dúvidas do ministro do STF Dias Toffoli poderiam ser sanadas por meio de relatórios complementares ou reuniões técnicas, sem a necessidade de expor um funcionário público qualificado a um nível de “exposição totalmente desnecessário”.
PROTEÇÃO JURÍDICA
O episódio reforça, na visão da ANBCB, a necessidade de aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 65 de 2023, que trata da autonomia financeira e orçamentária do Banco Central. Cavalcanti argumenta ser preciso assegurar uma blindagem legal para que a atuação técnica não se transforme em alvo de pressão política ou processual.
“Você não pode querer responsabilizar a pessoa física do diretor Ailton por um trabalho feito em conjunto por uma equipe de 600 pessoas da fiscalização”, delcarou. O presidente da ANBCB defende que a defesa funcional do cargo hoje é “precária” e que o Estado deveria assegurar proteção para decisões baseadas em riscos e critérios objetivos.
LIQUIDAÇÃO DO MASTER
Diante das críticas sobre os prazos da liquidação do Banco Master, Cavalcanti negou qualquer omissão ou precipitação no processo. O dirigente afirmou que há avaliações contraditórias de órgãos de controle, que em alguns momentos citam lentidão na condução do caso e, em outros, alegam rapidez excessiva na intervenção.
Segundo o presidente da associação, o processo seguiu estritamente os ritos legais, com prazos para defesa e tentativas de solução de mercado. A liquidação foi feita, de acordo com ele, porque a instituição financeira apresentou lacunas e incompatibilidades com os parâmetros exigidos pelo mercado financeiro brasileiro.
“Não houve demora nem precipitação. O processo seguiu os trâmites regulares e o resultado apresentado à sociedade reflete a análise do corpo técnico”, concluiu.
Ação pública protocolada em maio acusava a montadora e duas empreiteiras de trabalho escravo e tráfico de pessoas na Bahia
O MPT-BA (Ministério Público do Trabalho da Bahia) fechou um acordo de R$ 40 milhões com a montadora BYD (Build Your Dreams) e com duas empreiteiras depois de processar as empresas por trabalho escravo e tráfico de pessoas na Bahia. As informações foram divulgadas pelo órgão nesta 6ª feira (26.dez.2025).
A ação pública contra a montadora chinesa e as duas empreiteiras foi protocolada em 27 de maio de 2025. Na ação, o MPT pedia indenização de R$ 257 milhões por danos morais coletivos causados a 224 trabalhadores chineses submetidos a condições análogas à escravidão.
Segundo o Ministério Público do Trabalho da Bahia, o acordo determina o pagamento de R$ 40 milhões, sendo R$ 20 milhões correspondentes ao dano moral individual, destinado diretamente aos trabalhadores resgatados e outros R$ 20 milhões de dano moral coletivo, este valor sendo depositado em conta judicial para destinação posterior a instituições e/ou fundos a serem indicados pelo MPT.
Relembre o caso
Os operários foram resgatados em 23 de dezembro de 2024, durante a construção da fábrica da montadora em Camaçari, na região Metropolitana de Salvador (BA).
Segundo o MPT, os trabalhadores cumpriam jornadas exaustivas e sem folga. Também se encontravam alojados em condições precárias, sem conforto ou higiene. Os passaportes eram mantidos pela BYD, que mantinham vigilância armada visando a impedir a saída dos operários dos alojamentos.
Além das péssimas condições de vida, os trabalhadores tinham até 70% de seus salários retidos. Também enfrentavam um excessivo ônus de rescisão contratual, o que caracterizava trabalho forçado. As investigações apontaram que todos os trabalhadores entraram no Brasil de forma irregular.
O resgate foi realizado depois de uma denúncia anônima e conduzido por uma força-tarefa composta por MPF (Ministério Público Federal), DPU, (Defensoria pública da União), MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), PRF (Polícia Rodoviária Federal) e PF (Polícia Federal).
Leia a íntegra da nota divulgada pelo Ministério Público do Trabalho
“O Ministério Público do Trabalho (MPT) firmou acordo judicial com a montadora de automóveis BYD Auto do Brasil Ltda., a China Jinjiang Construction Brazil Ltda. e a Tecmonta Equipamentos Inteligentes Brasil Co. Ltda. em ação civil pública (ACP) ajuizada em maio deste ano. O acordo prevê o pagamento de R$ 40 milhões, sendo R$ 20 milhões de dano moral individual, destinados diretamente aos trabalhadores resgatados e outros R$ 20 milhões de dano moral coletivo, que serão depositados em conta judicial para destinação posterior a instituições e/ou fundos a serem indicados pelo MPT. O acordo foi submetido à Justiça do Trabalho para homologação, após a qual produzirá efeitos imediatos.
O caso envolve 224 trabalhadores chineses encontrados em situação análoga à escravidão e vítimas de tráfico internacional de pessoas em dezembro de 2024, durante a construção da planta industrial da BYD no município de Camaçari, na Bahia. Os operários foram contratados pelas empreiteiras Jinjiang e Tecmonta, que prestavam serviços exclusivos para a montadora.
Pelo acordo, as empresas assumem diversas obrigações de fazer e não fazer relacionadas à proteção do trabalho, aplicáveis a todos os estabelecimentos e locais em que exerçam atividade empresarial. Em caso de descumprimento, as empresas estarão sujeitas ao pagamento de multa de R$ 20 mil por trabalhador prejudicado e a cada constatação.
Dos 224 trabalhadores, 61 haviam retornado à China sem pagamento das verbas rescisórias devidas em razão do resgate. O acordo previu o pagamento das rescisões, do valor referente ao FGTS, com acréscimo da multa de 40%, além da indenização por dano moral individual.”
Presidente dos Estados Unidos diz que documentos expõem vínculos do financista com políticos democratas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou na 4ª feira (19.nov.2025), em publicação no Truth Social, ter assinado a ordem que libera os documentos do caso Epstein ao Congresso. No texto, fez uma série de associações entre o financista Jeffrey Epstein, acusado de gerir uma rede de pedofilia e tráfico sexual, e integrantes do Partido Democrata.
“Jeffrey Epstein, que foi acusado pelo Departamento de Justiça do meu governo em 2019 (não pelos democratas!), era democrata por toda a vida, doou milhares de dólares a políticos democratas e tinha vínculos profundos com figuras conhecidas do Partido Democrata”, escreveu Trump. Segundo ele, o Departamento de Justiça já enviou “quase 50.000 páginas” de documentos ao Congresso.
Desde que reassumiu a Casa Branca, em 20 de janeiro de 2025, Trump se manifestava contra a abertura dos arquivos, em contraste com a posição adotada durante a campanha eleitoral, quando defendia a publicização do caso.
A Câmara aprovou a abertura integral dos arquivos na 3ª feira (18.nov), determinando que o governo entregasse os materiais ao Congresso e tornasse a investigação acessível ao público.
Caiado reafirma intenção de anistiar Bolsonaro caso chegue à Presidência
Lidiane 5 de setembro de 2025
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (União Brasil), reafirmou esta semana, em meio ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal, que dará anistia ao ex-presidente caso seja eleito em 2026.
“Meu primeiro ato, depois que eu assinar o diploma de presidente da República, vai ser exatamente promover a anistia do 8 de janeiro”, declarou Caiado em entrevista ao jornal O TEMPO na terça-feira (2/9), durante participação em evento em Belo Horizonte.
Na abertura da Feira Internacional de Comércio Exterior do Brasil Central (Ficomex 2025) nesta quinta-feira (4/9) em Goiânia, o governador afirmou que as bancadas de direita no Congresso Nacional estão alinhadas para votar a anistia.
“Todos nós já colocamos claramente esse assunto, as nossas bancadas no Congresso Nacional, todas elas vão votar, você viu aí a posição da União Brasil, que hoje se vincula ao PP”, reforçou Caiado.
Questionado sobre a possibilidade de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), liderar a proposta de anistia, Caiado descartou: “Ninguém tem a vaidade de querer isso aqui. Todos nós convivemos respeitosamente”.
O governador goiano destacou a convivência harmoniosa entre os pré-candidatos presidenciais de direita, incluindo Tarcísio, Romeu Zema (MG), Ratinho Júnior (PR) e ele próprio. Caiado oficializou sua pré-candidatura presidencial em abril deste ano, mantendo a anistia a Bolsonaro como uma bandeira de seu programa de governo.
Presidente argentino disse que “há espiões disfarçados de jornalistas” por trás das gravações de Karina Milei, secretária-geral da presidência da Argentina
O presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza), voltou a criticar a imprensa nesta 3ª feira (2.set.2025) na repercussão do escândalo dos áudios atribuídos a sua irmã, Karina Milei, secretária-geral da Presidência da Argentina.
Karina é investigada por suposto esquema de propina em contratos de remédios e próteses para pessoas com deficiência.
Em publicação no X (ex-Twitter), Milei afirmou que “há espiões disfarçados de jornalistas” por trás das gravações, cuja divulgação foi proibida pelo juiz federal Alejandro Maraniello. As informações são do jornal Clarín.
Nos áudios, publicados pelo canal uruguaio Dopamina, a irmã de Milei menciona o presidente da Câmara, Martín Menem, e exalta seu papel como articulador do oficialismo no Congresso. Menem disse que a gravação foi feita “de maneira ilegal”.
A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, anunciou que ampliará a denúncia por suposto espionagem ilegal. Segundo ela, as conversas foram registradas na Presidência da Câmara dos Deputados, o que configuraria uma violação institucional.
O porta-voz presidencial, Manuel Adorni, disse que a decisão da Justiça reconhece “grave violação à privacidade institucional” e não um caso de liberdade de expressão. Ele declarou ainda que as gravações foram “guardadas por meses para influenciar a campanha”.
OPOSIÇÃO PRESSIONA NO CONGRESSO
Enquanto o governo tenta minimizar o impacto do escândalo –que envolve menções a supostas propinas na Andis (Agência Nacional para Pessoas com Deficiência) a menos de uma semana das eleições em Buenos Aires– a oposição avançou na Câmara com pedidos de informações e com a instalação da comissão investigadora do caso da criptomoeda $LIBRA.
Os congressistas aprovaram o envio de perguntas por escrito ao presidente Javier Milei e também a convocação de sua irmã, Karina Milei. Além disso, as comissões de Saúde e de Deficiência se reuniram nesta 3ª feira (2.set) para analisar pedidos de informes sobre os contratos da Andis, o impacto orçamentário das operações e possíveis vínculos entre dirigentes do governo e intermediários privados.
Setores opositores ressaltaram que a crise se agrava porque envolve diretamente a cúpula presidencial e se soma às denúncias de espionagem ilegal contra Karina Milei, que obteve na Justiça a suspensão da divulgação de áudios atribuídos a ela. O bloco peronista e parte da União Cívica Radical afirmam que o episódio expõe riscos de desvio de recursos destinados a pessoas com deficiência e pedem responsabilização imediata.
Investigação sobre bilionário preso por tráfico sexual e abuso é usado para criticar o presidente norte-americano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ordenou na 5ª feira (17.jul.2025) ao Departamento de Justiça que divulgue publicamente “todos os depoimentos pertinentes” fornecidos ao grande júri e relacionados ao bilionário Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual e abuso de menores.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump disse que sua decisão foi tomada “com base na quantidade absurda de publicidade” dada a Jeffrey Epstein. “Essa farsa, perpetuada pelos democratas, deve acabar agora mesmo!”, escreveu.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, disse no X que está “pronta” para acionar a Justiça para divulgar as transcrições dos testemunhos.

Na 4ª feira (16.jul), Trump criticou os republicanos que questionam a gestão de seu governo sobre o caso Epstein. O norte-americano disse que seus aliados caíram em uma armadilha política promovida pelos democratas. O republicano havia prometido, durante sua campanha de 2024, que tornaria públicos os registros relacionados a Epstein.
Elon Musk, que deixou o governo no final de maio, havia sugerido que o republicano estaria implicado em arquivos não divulgados sobre o financista. “Essa é a verdadeira razão pela qual eles não foram tornados públicos”, disse Musk em uma publicação posteriormente deletada no X. Trump negou qualquer irregularidade em suas associações com Epstein.
Epstein é suspeito de ter comandado, junto à ex-namorada Ghislaine Maxwell, uma rede de exploração e abuso sexual de mulheres, incluindo menores de idade. Ele foi preso em julho de 2019, mas foi encontrado morto na cadeia em agosto do mesmo ano com indícios de suicídio.
O jornal The Wall Street Journal publicou na 5ª feira (17.jul) uma reportagem dizendo que Trump teria enviado, em 2003, uma carta de aniversário a Epstein com um desenho de uma mulher nua. Segundo a publicação, a correspondência fazia parte de um álbum organizado por Ghislaine Maxwell, parceira de Epstein, para comemorar os 50 anos dele. Trump, no entanto, declarou que a história é falsa e que deve processar o jornal.
O atual governador da Califórnia, Gavin Newsom (Partido Democrata), publicou no X, na 5ª feira (17.jul) um vídeo ironizando o caso. Ele publicou um vídeo com uma paródia da música “Photograph”, da banda Nickelback. As imagens mostram uma foto de Trump com Epstein.
Assista:
Nickelback said it best. pic.twitter.com/GnvsM8nz9X
— Gavin Newsom (@GavinNewsom) July 17, 2025
Leia mais:
Ministro André Mendonça pediu destaque depois que a defesa indicou que intimação de testemunha foi negada; Corte condenou outras 6 pessoas a 1 ano de prisão
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça pediu nesta 5ª feira (24.abr.2025) destaque no julgamento para condenar Diovana Vieira da Costa, ré pelos atos do 8 de Janeiro. Com o pedido, o caso será transferido do plenário virtual para o físico, modalidade na qual os ministros vão discutir os votos presencialmente.
Em entrevista à Revista Veja em março, Diovana afirmou que estava grávida de 8 meses enquanto aguardava o julgamento. Ela é acusada pelos crimes de associação criminosa e incitação ao crime. Segundo a PGR (Procuradoria Geral da República), foi detida no quartel-general do Exército em Brasília em 9 de janeiro de 2023. No entanto, o órgão disse que não conseguiu provar que a ré participou dos acampamentos.
O julgamento teve início em 11 de abril e deveria acabar às 23h59 desta 5ª feira (24.abr). Como Diovana era acusada dos crimes mais leves, o relator, ministro Alexandre de Moraes, votou (íntegra – PDF – 507 kB) pela condenação da ré a 1 ano de prisão, podendo substituí-los por medidas restritivas de liberdade. Entenda mais abaixo.
Nas alegações finais, a DPU (Defensoria Pública da União) pediu a anulação da ação por cerceamento de defesa. Argumentam que Moraes negou a intimação de uma testemunha essencial para provar a inocência de Diovana: o motorista do ônibus que a levou à Brasília na noite de 8 de janeiro de 2023.
Os defensores públicos afirmam que Fabrício Pinto Lopes poderia confirmar o horário de chegada da ré em Brasília e “enfraquecer qualquer vínculo com o acampamento situado em frente ao quartel-general do Exército”. Leia a íntegra da defesa (PDF – 225 kB).
Segundo Moraes, a não intimação de Fabrício não prejudicou a defesa. “Observo que a determinação de apresentação das testemunhas, independentemente de intimação, não representa qualquer prejuízo à Defesa”, declarou em seu voto.
Além de Diovana, outros 6 réus estavam sendo julgados no plenário virtual da Corte. Os julgamentos acontecem em blocos. Os ministros já haviam formado maioria para condená-los a 1 ano de prisão, pelos mesmos crimes de associação criminosa e incitação ao crime. Só os ministros Nunes Marques e André Mendonça votaram pela absolvição.
Condenação
Antes do pedido de destaque, Moraes votou pela condenação da ré. Foi acompanhado pelo ministro Cristiano Zanin. No plenário físico, o placar será reiniciado e os ministros deverão votar novamente, podendo mudar o seu voto.
Moraes determinou que Diovana iniciasse o cumprimento da pena em regime aberto e substituísse a prisão por medidas restritivas de direitos, como prestação de 225 horas de serviço comunitário, participação em um curso de 12 horas sobre democracia, proibição de ausentar-se da sua Comarca e de usar redes sociais. Também determinou a suspensão do seu passaporte e a revogação do registro ou porte de arma de fogo.
Diovana também entraria no pagamento de valor indenizatório de R$ 5 milhões por danos morais coletivos, que deverá ser dividido entre todos os condenados.
O Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso da cepa 1b da mpox no Brasil. A paciente é uma mulher de 29 anos que mora na região metropolitana de São Paulo e teve contato com um familiar que recentemente esteve na República Democrática do Congo, país que enfrenta um surto da doença.
De acordo com a pasta, o diagnóstico foi confirmado por meio de um exame de sequenciamento genético, que identificou a presença da variante. Os resultados indicaram que o vírus encontrado na paciente tem grande similaridade com os casos registrados em outros países.
Até o momento, não foram identificados outros casos relacionados à paciente, mas a equipe de vigilância epidemiológica do município segue monitorando possíveis contatos para evitar a propagação da doença.
O Ministério da Saúde também notificou a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o caso e, em parceria com as secretarias estadual e municipal de Saúde, intensificou a vigilância epidemiológica para monitorar possíveis novos casos e rastrear contatos.
Ao longo de 2024, foram registrados 2.052 casos de mpox no Brasil. Até fevereiro deste ano, 115 infecções por diferentes variantes da doença haviam sido notificadas, mas a cepa 1b ainda não havia sido detectada no país.
Apesar do avanço da doença, o Ministério da Saúde informa que não houve registro de óbitos por mpox no Brasil nos últimos dois anos. A maioria dos pacientes apresenta sintomas leves ou moderados, o que facilita a recuperação sem a necessidade de internação.
Entretanto, desde agosto de 2024, a mpox é considerada uma emergência de saúde pública de importância internacional pela OMS. Para coordenar as ações de resposta à doença, o Ministério da Saúde criou o Centro de Operações de Emergência (COE), que segue ativo para acompanhar a situação e definir estratégias de controle e prevenção.
O que é a mpox?
A mpox é uma doença causada pelo vírus Monkeypox e pode ser transmitida entre pessoas ou pelo contato com superfícies contaminadas. Além disso, em regiões onde o vírus circula entre animais selvagens, a transmissão pode ocorrer por meio do contato com esses animais.
Os sintomas da doença variam. Algumas pessoas apresentam sinais leves, enquanto outras podem desenvolver quadros mais graves, exigindo atendimento médico. A principal manifestação da mpox é uma erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. Outros sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, fadiga e inchaço nos gânglios linfáticos.
As lesões podem aparecer no rosto, mãos, pés, genitais, ânus e outras partes do corpo, incluindo a boca e os olhos. Em alguns casos, a doença pode causar inflamações na região anal ou genital, gerando dor intensa e dificuldade para urinar.
A mpox é considerada endêmica em países da África Central e Ocidental desde a década de 1970. Em dezembro de 2022, a República Democrática do Congo declarou surto da doença devido à circulação da cepa 1 do vírus. Desde julho de 2024, a cepa 1b tem sido identificada em diversos países, incluindo Reino Unido, Alemanha, China, Estados Unidos, Canadá, França, Índia, Emirados Árabes Unidos e África do Sul.
Ex-primeira-dama compartilha post com declaração do ex-ministro dizendo que não vai pedir desculpas às mulheres que dizem ter sido assedias por ele
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relembrou nesta 6ª feira (7.mar.2025) a declaração do ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida de que não irá pedir desculpas às mulheres que dizem ter sido assediadas por ele e perguntou onde estão as feministas.
“Não vou pedir desculpas e não fiz nada de errado”, diz a publicação compartilhada por Michelle nos stories do Instagram. A declaração de Almeida foi dada em entrevista ao Uol, divulgada em 24 de fevereiro, 1 dia antes de ele prestar depoimento à PF (Polícia Federal) sobre o caso.
“Feministas, cadê vocês???”, pergunta a ex-primeira-dama.
RELEMBRE O CASO
Silvio Almeida é investigado por importunação sexual, crime que teria sido praticado contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. As acusações contra o ex-ministro surgiram em setembro de 2024. A organização Me Too, que atua na proteção de mulheres vítimas de violência, disse ter acolhido mulheres que relataram assédio sexual por parte do professor e advogado.
Com o escândalo, Silvio Almeida foi demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo divulgado logo após a divulgação das acusações, Almeida disse repudiá-las “com absoluta veemência”.
Na ocasião, ele já tinha qualificado as falas como “mentiras” e “ilações absurdas” e havia sinalizado que o objetivo da disseminação era prejudicá-lo.










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