
Presidente dos EUA afirma que empresas que mantiverem valores elevados enfrentarão “grandes problemas”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ameaçou postos de combustíveis que não reduzirem os preços da gasolina “imediatamente”. Em publicação feita na noite de 2ª feira (29.jun.2026) na rede Truth Social, o republicano declarou que empresas que não reagirem podem enfrentar “grandes problemas”.
Trump disse que os preços cobrados nas bombas estão elevados em relação ao valor do petróleo bruto. “Os varejistas precisam reagir rapidamente e fazer o que sabem que é certo –baixar os preços para o povo norte-americano”, escreveu. O presidente citou como referência um valor de cerca de US$ 2,50 por galão (cerca de US$ 0,66 por litro).
Na publicação, o republicano acusou os postos de praticarem cobrança abusiva, prática que classificou como ilegal.
A pressão sobre o setor não é isolada. Na semana anterior, Trump disse ter orientado o Departamento de Justiça dos Estados Unidos a investigar empresas por não reduzirem os preços na mesma proporção da queda do petróleo. O presidente norte-americano acusou companhias de abuso nos valores cobrados.
Os preços do petróleo registraram forte alta neste ano após os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, seguidos por retaliações iranianas contra Israel e países do Golfo que abrigam bases norte-americanas, como o fechamento do estreito de Ormuz. O movimento pressionou os combustíveis e alimentou a insatisfação de consumidores nos Estados Unidos.
Com a proximidade das eleições de meio de mandato, em novembro, o custo da gasolina tornou-se um tema sensível para o governo dos EUA. Trump e aliados republicanos buscam manter a maioria no Congresso, e o preço nas bombas é visto como fator relevante para o humor do eleitorado.
Apesar de um cessar-fogo firmado em abril e posteriormente prorrogado, as tensões entre EUA e Irã persistem, com acusações mútuas de violações. O memorando de entendimento assinado em 17 de junho trouxe algum alívio nos preços, mas o tema segue no radar político da Casa Branca.
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