21 de julho de 2026
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Presidente dos EUA afirma que empresas que mantiverem valores elevados enfrentarão “grandes problemas”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ameaçou postos de combustíveis que não reduzirem os preços da gasolina “imediatamente”. Em publicação feita na noite de 2ª feira (29.jun.2026) na rede Truth Social, o republicano declarou que empresas que não reagirem podem enfrentar “grandes problemas”.

Trump disse que os preços cobrados nas bombas estão elevados em relação ao valor do petróleo bruto. “Os varejistas precisam reagir rapidamente e fazer o que sabem que é certo –baixar os preços para o povo norte-americano”, escreveu. O presidente citou como referência um valor de cerca de US$ 2,50 por galão (cerca de US$ 0,66 por litro).

Na publicação, o republicano acusou os postos de praticarem cobrança abusiva, prática que classificou como ilegal.

A pressão sobre o setor não é isolada. Na semana anterior, Trump disse ter orientado o Departamento de Justiça dos Estados Unidos a investigar empresas por não reduzirem os preços na mesma proporção da queda do petróleo. O presidente norte-americano acusou companhias de abuso nos valores cobrados.

Os preços do petróleo registraram forte alta neste ano após os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, seguidos por retaliações iranianas contra Israel e países do Golfo que abrigam bases norte-americanas, como o fechamento do estreito de Ormuz. O movimento pressionou os combustíveis e alimentou a insatisfação de consumidores nos Estados Unidos.

Com a proximidade das eleições de meio de mandato, em novembro, o custo da gasolina tornou-se um tema sensível para o governo dos EUA. Trump e aliados republicanos buscam manter a maioria no Congresso, e o preço nas bombas é visto como fator relevante para o humor do eleitorado.

Apesar de um cessar-fogo firmado em abril e posteriormente prorrogado, as tensões entre EUA e Irã persistem, com acusações mútuas de violações. O memorando de entendimento assinado em 17 de junho trouxe algum alívio nos preços, mas o tema segue no radar político da Casa Branca.


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Presidente da Câmara disse que vai “lutar” por novo aumento da proporção; mistura atual é de 30%

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta 2ª feira (20.out.2025) que vai “lutar” para ampliar a mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 35%. A declaração foi feita durante a 25ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, em São Paulo, que celebrou os 50 anos do ProÁlcool, programa criado em 1975 para estimular o uso de biocombustíveis no Brasil.

“Hoje já temos 30% da mistura da gasolina com etanol e vamos lutar e brigar para que avancemos aos 35% na mistura, o que fortalecerá ainda mais a indústria de biocombustíveis do nosso país […] A Câmara seguirá atenta para fortalecer o setor em meio aos desafios que surgem”, disse Motta durante o evento.

Motta citou o papel do Congresso na aprovação de políticas que ampliam o uso de energias limpas, como o programa Combustível do Futuro, que permite o aumento gradual da mistura de etanol até 35%, caso a viabilidade técnica seja comprovada pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética).

Atualmente, o Brasil adota a mistura de 30% de etanol na gasolina, conhecida como E30. A medida, em vigor desde agosto, foi aprovada em junho pelo CNPE e elevou o percentual anterior de 27%.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o aumento permitirá que o país volte a ser exportador de etanol. Na ocasião da aprovação, o ministro Alexandre Silveira afirmou que a mudança reforça a soberania energética do país. Segundo o governo, o Brasil deixará de importar gasolina e passará a produzir excedente.

O governo estima um excedente anual de 700 milhões de litros e economia de até R$ 0,11 por litro na gasolina C.



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