5 de junho de 2026
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  • 21:46 Comitiva de deputados vai discutir tarifas com congressistas dos EUA
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Lula diz que vai ao G7 cobrar Trump por taxa de 12,5%; China, Suíça e Índia contestam alegação de trabalho forçado dos EUA

Governos de diversas partes do mundo declararam com críticas nesta 4ª feira (3.jun.2026) contra o novo plano de tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). A medida norte-americana estabelece sobretaxas de até 12,5% sobre 60 parceiros comerciais sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado.

A ofensiva protecionista do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) atinge economias como Brasil, China, Índia e União Europeia. O anúncio foi feito depois de a Suprema Corte dos EUA anular tarifas anteriores em fevereiro, fazendo com que a Casa Branca utilizasse investigações da Seção 301 para restabelecer os impostos de importação. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, subiu o tom e chamou a inação dos parceiros de “inaceitável”.

As novas tarifas ainda não estão em vigor e dependem da conclusão do processo. Antes de uma eventual aplicação das medidas, o governo norte-americano fará uma audiência pública no dia 6 de julho para ouvir representantes de empresas e organizações dos dois países. A decisão final deve ser tomada até 15 de julho, prazo considerado pelo governo brasileiro como a janela para tentar negociar e evitar a adoção das sobretaxas.

NO BRASIL LULA DIZ QUE VAI AO G7 CONFRONTAR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse em tom forte que não aceitará a inclusão do Brasil na lista de sobretaxas de 12,5%. Em reunião com ministros no Palácio do Planalto, Lula falou sobre a postura do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e afirmou que mudou de ideia e usará a cúpula do G7 na França, na segunda quinzena de junho, para cobrar explicações diretamente de Donald Trump.

O chefe do Executivo brasileiro sinalizou ainda que o país buscará novos parceiros comerciais caso os norte-americanos se recusem a dialogar. O Brasil também enfrenta o desgaste de outra proposta recente do USTR, apresentada na 2ª feira (1º.jun.2026), que é de uma tarifa de 25% sobre produtos nacionais ligada a disputas de comércio digital.

PEQUIM ALERTA PARA RISCO EM TRÉGUA

O governo chinês negou as acusações de conivência com o trabalho forçado e criticou a postura de Washington. A reação de Pequim destaca que o novo tarifaço põe em risco a estabilidade da trégua comercial firmada em maio de 2026 entre Trump e o presidente Xi Jinping, quando ambos haviam concordado em criar conselhos bilaterais de investimento.

O país asiático também lida com o impacto de uma segunda investigação dos EUA, que deve ser concluída em breve, focada no acúmulo de excesso de capacidade industrial em 16 mercados estratégicos.

SUÍÇA REJEITA INVESTIGAÇÃO

O Ministério da Economia da Suíça emitiu um duro posicionamento rejeitando as conclusões do relatório norte-americano. Berna argumentou que suas práticas comerciais são legítimas e não causam prejuízos aos fabricantes dos EUA.

No entanto, o governo suíço optou por uma estratégia de contenção de danos e confirmou que manterá as negociações bilaterais em andamento. O objetivo do país europeu é tentar selar um acordo comercial amplo de longo prazo, independentemente das oscilações políticas em Washington.

ÍNDIA BUSCA ACORDO COM OS EUA

A Índia adotou um tom moderado diante do anúncio de Washington. O Ministério do Comércio e Indústria Nova Déli informou que mantém os canais de diálogo abertos com a equipe de Trump.

A estratégia do país é contestar os termos da taxação diretamente nos procedimentos técnicos da Seção 301. Nova Déli assegurou que as tratativas para a consolidação de uma estrutura comercial bilateral, iniciadas em fevereiro de 2026, avançam normalmente apesar do ruído diplomático.

JAPÃO TENTA EVITAR ESCALADA 

O governo japonês sinalizou que priorizará a busca por uma saída negociada diretamente com a Casa Branca. A reação de Tóquio foca em evitar prejuízos severos às suas exportações industriais e conter o impacto da instabilidade no comércio global. O país tenta usar a via diplomática para obter flexibilizações antes que a proposta entre em vigor.

ENTENDA AS TARIFAS QUE GERARAM OS PROTESTOS

As declarações internacionais foram motivadas pelo plano do USTR de dividir as punições em duas faixas aduaneiras. Um grupo de 14 economias, que inclui Argentina, Canadá, México, União Europeia, Reino Unido e Taiwan, receberá uma tarifa de 10%. Já o segundo bloco, composto por 45 nações incluindo o Brasil, a China e a Índia, será taxado em 12,5%.

O governo dos EUA abriu prazo para comentários públicos sobre a proposta até 6 de julho de 2026 e marcou uma audiência pública para o dia seguinte. Para diminuir o impacto na inflação interna dos EUA, a gestão Trump poupou do tarifaço itens considerados essenciais, como energia, terras-raras, carnes, café, produtos farmacêuticos e peças de aeronaves, além de prever cotas flexíveis para o setor têxtil.



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Ministro da Fazenda afirma que governo vai buscar diálogo para evitar sanções ao sistema financeiro brasileiro

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta 6ª feira (29.mai.2026) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), depois de o governo norte-americano classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações “terroristas”.

Segundo o ministro, o governo brasileiro vai buscar diálogo com a administração norte-americana para evitar que a medida resulte em sanções contra instituições financeiras, empresas nacionais ou estruturas consideradas estratégicas, como o Pix. As conversas, disse o ministro à Globonews, também devem envolver ministros dos 2 países.

Durigan afirmou que há preocupação no setor financeiro com possíveis restrições decorrentes da classificação das facções.  Segundo ele, há receio de que contas, operações bancárias ou até infraestruturas financeiras brasileiras sejam alvo de questionamentos ou restrições por parte das autoridades norte-americanas.

O governo também pretende conversar com agências de classificação de risco para evitar que a avaliação sobre a economia brasileira seja afetada por fatores políticos. Para Durigan, eventuais sanções ou notificações unilaterais poderiam elevar custos para empresas e investidores.

O ministro defendeu o fortalecimento da cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado e afirmou que Lula já apresentou essa posição a Trump.  De acordo com Durigan, as autoridades americanas demonstraram concordância com propostas brasileiras para ampliar a cooperação entre os dois países. “O que importa é fazer uma cooperação para que a gente apreenda fuzil, para que a gente apreenda arma, droga sintética que vem dos Estados Unidos para cá”, afirmou.



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Texto provisório liberaria navegação no estreito de Ormuz e abriria negociação de 60 dias sobre programa nuclear iraniano

Estados Unidos e Irã chegaram nesta 5ª feira (28.mai.2026) a um acordo provisório sobre um memorando de entendimento para reduzir a tensão no estreito de Ormuz e abrir negociações sobre o programa nuclear iraniano. O texto, porém, ainda depende da aprovação do presidente Donald Trump (Partido Republicano) e não estava claro se tinha o aval do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.

O memorando incluiria a retirada de restrições à navegação no estreito de Ormuz, com liberação do tráfego de embarcações e suspensão de um bloqueio dos EUA. Também abriria um período de 60 dias de negociação sobre o programa nuclear iraniano, incluindo o destino do estoque de urânio altamente enriquecido mantido por Teerã.

Segundo a CNN, autoridades dos EUA disseram que a finalização do texto indica avanço diplomático, apesar dos ataques registrados nesta semana entre os 2 países. As mesmas fontes afirmaram, porém, que os temas mais difíceis ligados ao programa nuclear iraniano ainda precisariam ser discutidos durante esse período de negociação.

A agência semioficial iraniana Tasnim afirmou, segundo a Al Jazeera, que o texto ainda não havia sido finalizado nem tornado definitivo. A Tasnim citou fontes próximas à equipe negociadora iraniana. Elas disseram que Teerã ainda não informou ao mediador paquistanês que o acordo estaria concluído.

Na 5ª feira (28.mai), o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse à BBC que os 2 países estavam “muito próximos” de um acordo, mas “ainda não chegaram lá”. A declaração foi dada enquanto a Casa Branca tentava avançar com uma saída negociada para o conflito.

Trump disse na 4ª feira (27.mai) que ainda não estava satisfeito com o estado das negociações. A Reuters informou que o presidente rejeitou um relato da TV estatal iraniana sobre um rascunho de entendimento envolvendo o estreito de Ormuz. Depois disso, os 2 países trocaram ataques aéreos, segundo a agência.

A CNN afirmou que Trump tem pedido avaliações sobre o texto para garantir que o acordo seja apresentado como mais forte do que o pacto nuclear de 2015, firmado no governo Barack Obama e abandonado por Trump em seu 1º mandato.

A situação na região ainda era instável nesta 6ª feira (29.mai). Segundo a CNN, qualquer avanço nas conversas pode ser revertido caso Trump decida não aprovar o memorando.


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Imagens criadas por IA mostram o senador em posições de bobo da corte, mordomo e vassalo

O encontro do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), nesta 3ª feira (26.mai.2026), foi alvo de memes e montagens nas redes sociais.

As imagens, em grande maioria feitas por IA (inteligência artificial), mostram o senador em posições de “bobo da corte” e servindo ao presidente norte-americano. O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou nesta 3ª feira uma imagem ao lado de Trump no Salão Oval.

Veja alguns memes:

reunião na Casa Branca

O encontro com o presidente dos EUA foi articulado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo. Não há informação objetiva sobre quanto tempo durou a presença de Flávio no Salão Oval. Nem Flávio, nem seu irmão Eduardo Bolsonaro confirmaram a duração exata do encontro.

De acordo com a jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo e setorista na cobertura da Casa Branca, Flávio e Eduardo entraram no Salão Oval, deixaram documentos com assessores, tiraram foto e saíram. Outros jornais brasileiros informaram que Eduardo relatou uma duração de cerca de 1h a 1h40.



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Pré-candidato do PL à Presidência está desde 2ª feira (25.mai) em Washington esperando ser recebido na Casa Branca

As agendas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e do secretário de Estado, Marco Rubio, não mencionam o nome de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos compromissos desta 3ª feira (26.mai.2026). O senador e pré-candidato à Presidência está em Washington desde 2ª feira (25.mai) esperando ser recebido na Casa Branca.

Nesta 3ª feira (26.mai), Trump deverá ter algumas reuniões no Salão Oval, fechadas a jornalistas. Já a agenda de Rubio inclui compromissos fora dos EUA. Ele fará uma viagem de Nova Délhi (Índia) para a Armênia, onde ele se encontrará com o ministro das Relações Exteriores armênio, Ararat Mirzoyan.

Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Flávio mostrou na semana passada a aliados um e-mail que teria sido enviado pela Casa Branca com o convite para a reunião com Trump. A viagem do senador a Washington também foi interpretada por aliados como um indicativo de que ele acredita na realização do encontro. Não há confirmação oficial da agenda.

A equipe do senador brasileiro demonstra preocupação com a possibilidade de cancelamento ou adiamento da reunião. No fim de semana, Trump cancelou sua presença no casamento do próprio filho, nas Bahamas. O presidente norte-americano permaneceu em Washington, concentrado nas negociações com o Irã.

As negociações entre Estados Unidos e Irã podem ser um entrave para a realização da reunião entre Trump e Flávio. No sábado (23.mai), o presidente norte-americano afirmou que o acordo já foi, em grande parte, negociado. Ele disse que os detalhes devem ser anunciados em breve.

O senador pretende utilizar a reunião com Trump no contexto da repercussão das revelações sobre os áudios do congressista com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

Além do encontro com o presidente norte-americano, Flávio deve participar de reuniões com outros integrantes do governo dos EUA. Segundo aliados, estão previstas conversas com integrantes do alto escalão do Departamento de Estado.

Flávio Bolsonaro embarcou para Washington no domingo (24.mai). O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) planeja permanecer na capital norte-americana até a 4ª feira (27.mai).



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Presidente dos EUA e líder chinês, Xi Jinping, concordam sobre abrir estreito de Ormuz e impedir programa nuclear iraniano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse que sua paciência com o Irã “está se esgotando” ao discutir a guerra no Oriente Médio com o presidente chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China), na 5ª feira (14.mai.2026).

Segundo a Casa Branca, Trump e Xi concordaram, durante conversas em Pequim, sobre a necessidade de manter o estreito de Ormuz aberto.

O Irã fechou a rota marítima em resposta aos ataques conjuntos de Israel e dos EUA, iniciados em 28 de fevereiro. O bloqueio da via provocou uma interrupção sem precedentes no fornecimento global de energia.

A China é aliada do Irã e principal compradora de petróleo do país.

Os EUA suspenderam os ataques ao Irã no início de abril, mas iniciaram um bloqueio aos portos iranianos. As negociações para encerrar o conflito estão paralisadas, com o Irã se recusando a encerrar o programa nuclear ou abrir mão do estoque de urânio enriquecido.

“Não serei muito mais paciente”, declarou Trump ao programa “Hannity”, da Fox News, na noite de 5ª feira (14.mai.2026). “Eles [os iranianos] deveriam chegar a um acordo”, acrescentou.

Sobre o estoque secreto de urânio enriquecido do Irã, o presidente norte-americano disse que seria possível enterrá-lo, mas afirmou preferir “recebê-lo”.

Segundo Trump, isso seria “mais um ato de relações públicas do que qualquer outra coisa”. Trump disse que Xi prometeu não enviar equipamentos militares ao Irã. “Ele disse que não vai dar equipamentos militares. Essa é uma declaração importante”, afirmou à Fox News.

Segundo a Casa Branca, o presidente chinês demonstrou interesse em comprar mais petróleo norte-americano para reduzir a futura dependência da China em relação ao estreito de Ormuz.

Os líderes também concordaram que o Irã não deve obter armas nucleares. Teerã nega buscar esse tipo de armamento.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores da China defendeu que um cessar-fogo duradouro entre EUA e Irã seja alcançado o mais rápido possível. O governo chinês também afirmou que a navegação no estreito de Ormuz precisa ser retomada imediatamente.


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Presidentes se reuniram por 2h30 no Grande Salão do Povo; China anunciou compra de 200 aviões da Boeing no 1º dia de cúpula

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou, nesta 5ª feira (14.mai.2026), que o presidente chinês Xi Jinping (PCCh) se referiu aos EUA como uma nação em declínio em alusão ao período do governo de Joe Biden (Partido Democrata).

Trump explicou que a referência de Xi ao declínio norte-americano dizia respeito especificamente aos danos durante o governo Biden e que o líder chinês estava “100% certo”.

“Nosso país [EUA] sofreu imensamente com fronteiras abertas, impostos altos, direitos de pessoas transgênero, homens em esportes femininos, diversidade, equidade e inclusão, acordos comerciais desastrosos, criminalidade desenfreada e muito mais”, declarou Trump em seu perfil oficial na rede Truth Social.

A declaração vem no contexto de comentários sobre a relação bilateral entre Estados Unidos e China. Trump afirmou que Xi o parabenizou pelos resultados alcançados em sua gestão e caracteriza sua administração como uma fase de ascensão do país.

Sobre sua própria administração, Trump mencionou que completou 16 meses de governo. Ele citou mercados de ações e planos de aposentadoria 401(k) em níveis recordes, vitória militar, relações com a Venezuela, ações militares contra o Irã e investimentos de US$ 18 trilhões nos Estados Unidos.

Trump também mencionou o que descreveu como o melhor mercado de trabalho da história norte-americana, com mais pessoas trabalhando no país do que nunca, e citou o fim de políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão.

O presidente declarou que os Estados Unidos são, atualmente, a nação mais influente do mundo e expressou expectativa de que a relação com a China seja mais forte e melhor do que nunca.

Eis a publicação:

CÚPULA CHINA-EUA

As conversas entre Trump e Xi Jinping tiveram início no Grande Salão do Povo, em Pequim, nesta 5ª feira (14.mai). O encontro entre os presidentes durou cerca de 2h30 e deve se estender por 2 dias.

O 1º dia de conversas foi marcado pelo anúncio da compra de 200 aviões da Boeing pela China, número abaixo das 600 aeronaves esperadas. Os anúncios de parcerias comerciais ficaram para o 2º e último dia da cúpula. Trump e Xi devem se reunir novamente na 6ª feira (15.mai), às 11h30, no horário de Pequim (0h30 no horário de Brasília).

Há expectativa de anúncios nos seguintes setores:

  • terras-raras para empresas de tecnologia dos EUA;
  • compromissos de compras de produtos agrícolas dos EUA;
  • compromisso para retomada de compra de petróleo dos EUA.



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Presidente norte-americano sugere abertura para negociações; afirma que o país está “falido” e que estaria “pedindo ajuda”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), afirmou nesta 3ª feira (12.mai.2026) que o governo norte-americano está preparado para iniciar um diálogo com Cuba. Em publicação no Truth Social, descreveu a ilha como um “país falido” que estaria “pedindo ajuda” enquanto enfrenta uma crise econômica cada vez mais profunda.

Trump observou que nenhum integrante do seu partido o procurou sobre o assunto, mas declarou estar aberto a negociações. “Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar!!! Enquanto isso, estou indo para a China!”, escreveu o presidente.

Copyright Reprodução/TruthSocial – 12.mai.2026

“Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar!!! Enquanto isso, estou indo para a China!”, escreveu o presidente.

A sinalização de abertura se dá em um momento de endurecimento da política externa de Washington contra Havana. O governo Trump intensificou recentemente as sanções econômicas contra indivíduos e associações dos setores de energia, mineração, segurança e defesa de Cuba. As medidas atingem também a Gaesa, empresa controlada pelos militares cubanos.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu as sanções contra a companhia, dizendo que elas não visam o povo cubano, mas sim uma empresa que estaria “roubando” da população para beneficiar poucos.

CUBA

O governo de Cuba rejeitou as declarações de Trump. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país responderá a qualquer tentativa de agressão e criticou o que chamou de ameaças “perigosas” de ação militar.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba classificou as recentes sanções como um “ato de agressão econômica implacável“. O governo cubano também reiterou sua rejeição ao embargo econômico (bloqueio) mantido pelos Estados Unidos desde a década de 1960.



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Presidente dos EUA afirmou que 70% dos alvos já foram atingidos; Teerã enviou resposta a plano de paz mediado pelo Paquistão

O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou, neste domingo (10.mai.2026), que o Irã já está “militarmente derrotado”. Em entrevista à jornalista Sharyl Attkisson, o norte-americano declarou que o Exército dos Estados Unidos poderia encerrar as operações no país em até 14 dias, atingindo o restante dos alvos estratégicos.

De acordo com Trump, cerca de 70% dos objetivos militares já foram alcançados desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. “Poderíamos intervir por mais duas semanas e atacar cada um dos alvos [restantes]. Seriam apenas os retoques finais”, disse o presidente.

Simultaneamente às declarações de Trump, a mídia estatal iraniana informou que o Irã enviou uma resposta à proposta de paz apresentada pelos EUA. O documento foi encaminhado ao Paquistão, que atua como mediador no conflito. 

Os principais pontos da resposta iraniana incluem a interrupção dos combates em todas as frentes, com ênfase no Líbano, além de garantias de segurança para o transporte marítimo na região e o fim dos combates antes do início de discussões sobre o enriquecimento de urânio.

PRESSÃO INTERNACIONAL

O posicionamento de Trump foi divulgado às vésperas de sua visita oficial à China, prevista para esta semana. O governo norte-americano sofre pressão interna e externa para estabilizar a região e conter a volatilidade nos preços dos combustíveis.

Por outro lado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, adotou um tom mais cauteloso. Em entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS News, ele afirmou que a guerra não terminou e que ainda é necessário desmantelar a infraestrutura nuclear e os mísseis balísticos do Irã.

Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou nas redes sociais que o país “defenderá os interesses nacionais com força” e que não se curvará perante as pressões dos EUA e de Israel.



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Presidente norte-americano critica valores cobrados pela Fifa para a partida de abertura contra o Paraguai em Los Angeles

Donald Trump (Partido Republicano), presidente dos Estados Unidos, afirmou que não desembolsaria os US$ 1.000 cobrados pelo ingresso mais barato para assistir à partida de abertura da seleção norte-americana contra o Paraguai na Copa do Mundo 2026. A declaração foi feita em entrevista ao jornal New York Post, divulgada na noite da 4ª feira (6.mai.2026). O jogo está marcado para 12 de junho no SoFi  Stadium, em Los Angeles. 

Trump disse desconhecer os valores praticados pela Fifa. “Eu não sabia desse número”, afirmou o presidente. “Eu certamente gostaria de estar lá, mas também não pagaria isso, para ser honesto com você.” 

A Copa do Mundo de 2026 será a 1ª edição com 48 seleções participantes. O torneio terá um recorde de 104 partidas, distribuídas por 16 cidades-sede no Canadá, México e nos Estados Unidos. O evento começa em 11 de junho e vai até 19 de julho. A final será disputada no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. 

A manifestação do presidente se deu horas depois de Gianni Infantino, presidente da Fifa, defender publicamente a política de preços do torneio. O dirigente participou da 29ª Conferência Global anual do Instituto Milken, realizada no The Beverly Hilton, em Beverly Hills, Califórnia, na 3ª feira (5.mai). 

Durante o evento, Infantino rebateu críticas de torcedores em todo o mundo. “Temos que olhar para o mercado”, afirmou o dirigente esportivo. “Estamos em um mercado no qual o entretenimento é o mais desenvolvido do mundo, então temos que aplicar preços de mercado.” 

O presidente da Fifa, que recebe US$ 6 milhões anuais aos 56 anos, argumentou que a legislação norte-americana sobre revenda de ingressos influencia a política de preços. Segundo Infantino, como a revenda de bilhetes é permitida nos EUA, vender ingressos a preços muito baixos resultaria na revenda por valores ainda mais altos. O dirigente mencionou uma estimativa de 500 milhões de solicitações de ingressos para o torneio. 

Para contextualizar os valores, Infantino fez uma comparação com outros eventos esportivos realizados no país. “Você não consegue assistir, nos EUA, nem a um jogo universitário —sem falar em uma partida profissional de alto nível— por menos de US$ 300”, disse. “E esta é a Copa do Mundo.” 

O ingresso mais barato para uma partida no SoFi Stadium, em Inglewood, Califórnia, custa US$ 1.079 no Ticketmaster. Na 3ª feira (5.mai), Infantino brincou sobre ingressos de revenda anunciados on-line por pouco mais de US$ 2 milhões para a final de 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O dirigente prometeu entregar pessoalmente “um cachorro-quente e uma Coca-Cola” a qualquer torcedor que desembolsasse esse valor. 

Torcedores nos Estados Unidos e no exterior reclamaram que muitos dos assentos foram adquiridos por cambistas. Na Europa, um grupo de torcedores apresentou uma reclamação antitruste aos reguladores. A política de preços da Fifa, entidade isenta de impostos com sede na Suíça, foi classificada como “excessiva”. O custo médio de um ingresso para a final é de quase US$ 13.000. Na Copa do Mundo de 2022, o valor médio para a decisão do campeonato foi de cerca de US$ 1.600. 

Preocupação de Trump com eleitores de classe trabalhadora

Trump expressou preocupação com torcedores da classe trabalhadora que fazem parte de sua base eleitoral. “Se pessoas do Queens, do Brooklyn e de outros lugares onde há apoiadores de Donald Trump não puderem ir, eu ficaria desapontado. Mas, ao mesmo tempo, isso é um sucesso incrível”, disse. “Eu gostaria que as pessoas que votaram em mim pudessem ir.”

Apesar das críticas aos preços, o mandatário reconheceu o sucesso comercial do evento. “Eu sei que é extremamente bem-sucedido”, disse o presidente. “Está quebrando todos os recordes. Eles nunca tiveram nada assim.” Trump elogiou o número de ingressos já vendidos, que a Fifa estima em 5 milhões. O mandatário classificou o volume como “recorde”. 

Uma pesquisa divulgada pela Ahla (American Hotel & Lodging Association) mostrou que quase 80% dos hotéis nas 11 cidades-sede norte-americanas operam abaixo das projeções iniciais para a Copa do Mundo. Faltam apenas cerca de seis semanas para o início da competição, em 11 de junho. Em Kansas City, de 85% a 90% dos operadores hoteleiros relataram demanda inferior até mesmo à de um mês típico de junho ou julho sem grandes eventos. 

O relatório da AHLA destacou a discrepância entre as vendas de ingressos e as reservas de hospedagem. Embora mais de 5 milhões de ingressos tenham sido vendidos, “as reservas de hotéis não acompanharam o ritmo”. Os viajantes domésticos superam os visitantes internacionais em número.

Autoridades do setor hoteleiro identificaram 3 fatores principais que estão desacelerando a demanda estrangeira:

  • atrasos na emissão de vistos
  • altos custos de viagem
  • preocupações geopolíticas. 

“As reservas estão ficando abaixo das previsões iniciais”, afirmou o documento da associação hoteleira. Alguns hotéis descreveram o torneio, até o momento, como um “não evento” em relação às projeções anteriores. Um estudo conjunto da Fifa e da OMC (Organização Mundial do Comércio) estimou um impacto econômico de US$ 30 bilhões. As reservas hoteleiras não acompanharam o ritmo das vendas de ingressos. 

Os Estados Unidos iniciarão sua campanha no SoFi Stadium em Los Angeles em 12 de junho contra o Paraguai. O astro do Inter Miami, Lionel Messi, deve disputar sua 6ª Copa do Mundo defendendo a Argentina quando o torneio começar no próximo mês. 



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