16 de junho de 2026
  • 17:38 Diretriz Construtora é alvo de operação por fraude em Goiânia
  • 13:54 Mercosul-Japão entra na pauta de reunião de Lula e Takaichi no G7
  • 10:10 Assembleia Legislativa homenageia empresários, policiais e bombeiros em sessão solene proposta por Clécio Alves
  • 06:26 Restauração da GO-020 começa com investimento de R$ 62,5 mi
  • 02:42 Fifa não vê gesto racista por parte de árbitro e arquiva caso


Uma construtora de alto padrão em Goiânia virou alvo da Polícia Civil de Goiás nesta terça-feira (16/6) suspeita de aplicar golpes milionários em clientes que sonhavam com a casa própria. A Diretriz Construtora, sediada no Jardim Goiás, e os seus sócios, Márcio Ferreira Pires Neto e Lorena Correa Chaves, tiveram R$ 1,5 milhão em bens bloqueados pela Justiça para garantir o ressarcimento das vítimas.

O esquema foi descoberto depois que compradores denunciaram, na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor (Decon), que eram enganados com relatórios falsos. Eles contratavam a empresa para construir em condomínios fechados e recebiam medições mensais afirmando que o cronograma evoluía normalmente. No entanto, às vésperas do prazo de entrega, descobriam que quase nada tinha sido erguido. Até o momento, três clientes foram identificados com prejuízos individuais que chegam a R$ 700 mil.

A delegada Débora Melo, responsável pelo caso, explica que a farsa só vinha à tona quando o contrato estava perto do fim. Segundo as investigações, o engenheiro e sócio da empresa provocava atrasos propositais para estender o período das obras e lucrar ainda mais às custas dos clientes.

“Os consumidores acreditavam que as obras estavam andando bem, que o avanço estava em 30% ou 40%. Mas, nas vésperas da entrega, constatavam que praticamente nada tinha sido feito. Esses prejuízos altíssimos, de até R$ 700 mil por imóvel, foram os que já verificamos até o momento”, revelou a delegada.

Para esconder a real situação dos imóveis e evitar que o golpe fosse descoberto antes da hora, os empresários incluíram uma cláusula contratual abusiva que proibia qualquer contato dos compradores com o canteiro de obras.

“O cliente não podia ir até o local e conversar com o mestre de obras que estava realmente erguendo sua casa. Esse impedimento nos chamou muito a atenção, porque era uma forma de garantir a omissão de informações, impedindo que os consumidores soubessem o real estado da construção”, destaca Débora Melo.

Clientes denunciam falas nas edificações

Além do abandono das obras, laudos particulares apresentados pelas vítimas revelaram graves falhas estruturais nas edificações e o uso de materiais muito inferiores aos contratados no papel.

“São relatos de aquisição de porcelanato de R$ 80,00 o metro, enquanto na obra utilizavam um de R$ 40,00. Então, além dos atrasos que geravam lucro para a construtora, há indícios de supervalorização dos materiais. Tudo isso será elucidado nas próximas diligências”, completou a autoridade policial.

Um dos veículos sequestrados por ordem judicial para garantir eventual ressarcimento das vítimas

Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, notebooks e documentos na sede da empresa e nas residências dos investigados para análise do modus operandi e identificação de outros envolvidos.

Além disso, como a Diretriz Construtora já responde a 36 ações cíveis na Justiça por problemas semelhantes, a Polícia Civil decidiu divulgar o nome da empresa e dos sócios, uma estratégia para incentivar que novos consumidores lesados reconheçam o golpe e procurem a delegacia.

Autor Manoel Messias Rodrigues

Lidiane

RELATED ARTICLES
LEAVE A COMMENT