O corretor de imóveis Cléber Luiz Thomaz de Aquino, de 52 anos, morreu na noite desta terça-feira (14/7) após sofrer um mal súbito enquanto utilizava a esteira de uma academia no Setor Garavelo, em Aparecida de Goiânia. O caso gerou forte comoção entre frequentadores do estabelecimento, amigos e familiares do profissional.
Segundo o Corpo de Bombeiros, quando a equipe de resgate chegou à academia, Cléber já estava em parada cardiorrespiratória há cerca de 15 minutos. Ele recebia os primeiros socorros e compressões torácicas por parte dos profissionais de educação física do local, que tentaram reanimá-lo imediatamente após o colapso.
“A guarnição assumiu o atendimento, instituindo o protocolo de reanimação cardiopulmonar (RCP), o qual foi mantido até a chegada da Unidade de Suporte Avançado do Samu”, informaram os militares.
A equipe médica do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) deu continuidade às manobras de emergência com equipamentos avançados, mas não houve resposta aos estímulos e o óbito do corretor foi constatado ainda no interior do estabelecimento.
Em nota oficial, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-GO) manifestou profundo pesar pelo falecimento de Cléber e prestou condolências aos parentes e colegas de profissão. A academia Oficial Training também lamentou a fatalidade, prestou solidariedade aos familiares e suspendeu todas as suas atividades nesta quarta-feira (15/7) em sinal de luto.
Nas redes sociais, a partida precoce do corretor — que havia comemorado aniversário de 52 anos há apenas uma semana — foi bastante lamentada.
“Vai fazer muita falta, era uma pessoa muito querida”, desabafou Dallylla Camilo, amiga próxima de Cléber, que ressaltou o quanto ele estava feliz nos últimos dias.
O velório do corretor de imóveis foi realizado na manhã desta quarta-feira (15/7), na funerária Pax Domino, em Goiânia. O sepultamento foi agendado para o cemitério Parque Memorial, também na capital.
Como prevenir episódios de mal súbito durante atividades físicas
Casos de mal súbito em academias acendem o alerta para a necessidade de exames médicos preventivos antes de iniciar ou intensificar os treinos. A avaliação cardiológica detalhada, que inclui exames como o teste ergométrico e o eletrocardiograma, é indispensável para identificar cardiopatias silenciosas e predisposições a arritmias graves, garantindo que o esforço físico seja feito dentro de limites seguros.
Além do check-up médico, especialistas recomendam que os praticantes fiquem atentos a sinais de alerta do corpo, como tonturas, dores no peito, falta de ar desproporcional e palpitações durante o esforço, interrompendo o exercício imediatamente caso surjam. Para os estabelecimentos esportivos, manter equipes treinadas em reanimação cardiopulmonar e dispor de um Desfibrilador Externo Automático (DEA) são medidas cruciais para salvar vidas nos primeiros minutos de uma emergência.
A Câmara de Goiânia aprovou em definitivo, nesta terça-feira (14/7), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027. A proposta do Executivo estima receitas e despesas equilibradas em R$ 11,4 bilhões para o próximo ano. Contudo, o grande destaque da votação foi a articulação política que diminuiu o poder de remanejamento do prefeito de 30% para 23% do orçamento, exigindo aprovação prévia do Legislativo caso queira movimentar valores acima desse limite.
Outra mudança de peso, articulada pelo presidente da Casa, Romário Policarpo (Cidadania), alterou as regras das emendas impositivas — recursos voltados para obras e serviços solicitados diretamente pela população. O percentual foi travado em exatos 2% da receita corrente líquida, removendo o termo “até 2%” da redação original enviada pela prefeitura, o que ameaçava encolher a cota dos vereadores.
“Às vezes, algumas palavras mudam, uma pequena palavra muda totalmente o contexto da matéria. E a gente fez essa emenda retirando essa palavra, esse trecho, porque a gente entendia que esse trecho prejudicava frontalmente as atividades legislativas dos parlamentares no que diz respeito às emendas impositivas. Os vereadores apresentam as demandas em locais onde têm maior ligação, sendo a forma mais próxima de a sociedade participar do orçamento público. Por isso, entendemos que esses 2% eram necessários”, declarou Policarpo.
Além do limite ao Executivo e do ajuste nas emendas, o projeto incluiu a destinação de R$ 1 milhão para a assistência ao idoso, fruto de emenda da vereadora Daniela da Gilka (PRTB), e a implantação do Fundo Municipal do Turismo, proposto pelo relator Léo José (SD) — que também barrou 62 outras propostas de alteração. O texto final traz ainda a estimativa de R$ 310 milhões em empréstimos para a expansão do Parque Macambira Anicuns.
Toda a matéria segue para o crivo do prefeito Sandro Mabel, que decidirá sobre a sanção ou veto após análises técnicas, de acordo com o líder do governo, Wellington Bessa (Mobiliza).
“A LDO obedece estritamente ao caráter técnico. Então, qualquer decisão sobre sanção ou não vai depender da análise por parte da Secretaria de Finanças. Após a secretaria dar parecer, haverá a sanção ou não”, afirma Bessa.
Educação e Saúde concentram R$ 4,3 bilhões no próximo ano
A área social e a infraestrutura urbana serão o centro das atenções no orçamento de Goiânia para 2027. Das doze áreas planejadas, a Educação lidera a previsão de recursos com R$ 2,3 bilhões, seguida de perto pela Saúde, com R$ 2 bilhões. Juntas, as duas pastas concentram R$ 4,3 bilhões para garantir a melhoria e o funcionamento dos serviços básicos no município.
A mobilidade e a infraestrutura também ganharam espaço prioritário na divisão orçamentária. As ações de Infraestrutura e Saneamento Básico terão R$ 1,1 bilhão para obras de conservação urbana, enquanto o Trânsito e o Transporte Público contarão com R$ 560,7 milhões para investimentos no sistema viário.
Recesso – Com a votação concluída, a Câmara de Goiânia entra em recesso parlamentar nesta quarta-feira (15/7), retomando as sessões no dia 11 de agosto. A parte administrativa do prédio continuará ativa durante o período, com funcionamento das 7h às 13h.
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União), entregou nesta sexta-feira (10/7) a primeira remessa de recursos do Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus). Em solenidade no Paço Municipal, o prefeito surpreendeu os gestores ao anunciar que decidiu dobrar o valor inicialmente previsto para o orçamento de 2026.
“Vamos liberar R$ 10 milhões agora e outros R$ 10 milhões em setembro”, assinalou.
O montante total saltou para R$ 20 milhões, superando inclusive a previsão inicial da Secretaria Municipal de Saúde, que era de R$ 8 milhões. Com a medida, cada uma das 11 unidades de urgência e emergência (UPAs) receberá R$ 100 mil nesta etapa. Já as 106 unidades básicas de saúde e de saúde mental contarão com R$ 70 mil cada.
“Assim como fizemos com a Educação, vamos fazer a melhor saúde para Goiânia”, afirmou o prefeito.
Além da autonomia financeira, Mabel autorizou a abertura de licitação para comprar 1,2 mil aparelhos de ar-condicionado para a rede municipal. O prefeito ressaltou que a manutenção dos novos equipamentos ficará a cargo de cada posto, utilizando a verba descentralizada.
“Já autorizamos a compra. Agora, a manutenção do aparelho é com a unidade. O Pafus não é só para uma reforminha, ele veio para ficar”, ressaltou o prefeito.
Prefeito descentraliza gestão e exige transparência nos gastos
Inspirado em um modelo de sucesso da Educação municipal, o Pafus repassa a verba do Fundo Municipal de Saúde direto para uma conta bancária própria de cada unidade. O objetivo é cortar a burocracia do dia a dia, permitindo a compra imediata de materiais de escritório, serviços de limpeza, insumos e execução de reparos prediais.
O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, avaliou que a mudança traz dignidade para o atendimento dos moradores. Na ponta do sistema, o impacto prático é celebrado por quem administra os postos, como relata José Ismariano Cardoso, gestor da UPA Cândida de Moraes.
“Esse orçamento chega para a gestão fazer, gerenciar e fazer pequenos reparos bem como para a aquisição de insumos e equipamentos. Isso para o gestor faz diferença porque você não para o serviço”, destacou.
O administrador lembrou de como a falta de independência financeira prejudicava a rotina de trabalho antes da criação do programa.
“Agora, temos essa autonomia financeira para resolver”, comemora. Para garantir a aplicação correta do dinheiro público, cada unidade formará uma comissão executora privada e sem fins lucrativos, com CNPJ próprio, composta por gestores, trabalhadores da saúde e usuários. O grupo criará um plano de aplicação e deverá prestar contas trimestralmente ao Conselho Municipal de Saúde, à Controladoria-Geral do Município e ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO).
Um menino de 10 anos foi resgatado pelo Conselho Tutelar, com o apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, nesta quinta-feira (9/7), no Setor Faiçalville, em Goiânia. O resgate ocorreu no dia do aniversário da criança, que foi encontrada trancada sozinha em um quarto, sem água ou comida, em condições de extrema vulnerabilidade.
Vizinhos e o síndico do prédio relataram que o menino, que tem diabetes tipo 1, passava os dias gritando por socorro e interagindo pela janela com as crianças que brincavam na área comum. Para se comunicar com o garoto antes do resgate, um conselheiro tutelar precisou usar uma escada. Com sede, o menino pediu água, que foi içada pelos agentes em uma garrafa amarrada a lençóis.
A mãe da criança foi presa em flagrante pela Polícia Civil e deve responder pelo crime de abandono de incapaz. Em depoimento, ela alegou que saiu na noite anterior para trabalhar e trancou o filho para impedir que ele tivesse acesso aos alimentos, justificando que, por ser diabético, ele poderia comer em excesso e passar mal.
Ao arrombarem as portas do apartamento e do quarto, os policiais encontraram um cenário de forte degradação, com roupas sujas espalhadas, lixo e comida apodrecida. No cômodo onde a criança era mantida, havia apenas um colchão, brinquedos, um ventilador e uma garrafa plástica que o menor utilizava para urinar.
O menino foi inicialmente encaminhado ao CAIS Jardim América, onde exames apontaram que a sua glicose estava completamente descompensada devido ao longo período de jejum. Por necessitar de cuidados especializados, ele foi transferido para o Hospital da Criança e do Adolescente (Hecad), onde passou a noite na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
Segundo o delegado Eduardo Carrara, além da privação de alimentos e de condições básicas de higiene, o ambiente oferecia grave risco à vida do menor, pois havia canetas de insulina no quarto que poderiam ser administradas pela criança sem qualquer supervisão médica.
Ao ser libertado do quarto pelos socorristas, o menino expressou o impacto do isolamento e revelou suas expectativas para o futuro.
“Agora espero ter uma vida melhor”, disse.
A criança também relatou aos conselheiros tutelares o desejo de não retornar para os cuidados da mãe e manifestou a vontade de passar a viver com o seu progenitor.
O Conselho Tutelar informou que já iniciou os procedimentos necessários e vai verificar a possibilidade de transferir a guarda da criança para o pai junto ao Juizado da Infância e da Juventude.
Como agir em casos semelhantes
O resgate do menino de 10 anos acendeu o debate sobre o papel de vizinhos e síndicos na identificação do abandono de incapaz. Situações de vulnerabilidade em ambientes fechados exigem atenção rápida de quem compartilha áreas comuns.
Sinais como choro intenso, pedidos de socorro, crianças trancadas sozinhos ou idosos desorientados devem ser tratados como emergência. Diante de suspeitas, as autoridades recomendam acionar os canais oficiais:
Polícia Militar (190): Para risco à integridade física ou violência iminente.
Conselho Tutelar ou Disque 100: Casos de negligência contra crianças e adolescentes.
Samu (192): Diante de urgência médica ou desidratação visível.
Para respaldar a denúncia, moradores devem anotar datas, horários e preservar imagens de câmeras de segurança. A orientação é nunca tentar invadir a unidade por conta própria — a entrada forçada cabe apenas à polícia ou aos bombeiros.
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela (MDB), intensificou a fiscalização das obras em andamento na rede municipal de saúde. Em uma série de visitas técnicas realizadas na última sexta-feira (26/6), o gestor vistoriou canteiros de obras estratégicas, verificou o andamento dos serviços e cobrou das empresas responsáveis o cumprimento rigoroso dos prazos de entrega.
As obras, executadas em parceria com o Governo Federal, têm o objetivo de fortalecer a rede municipal ao substituir estruturas alugadas por prédios próprios e modernos. A iniciativa busca ampliar a oferta de atendimentos especializados, fortalecer a Estratégia Saúde da Família (ESF) e qualificar a assistência de urgência e emergência no município.
A primeira parada da comitiva foi no Centro Especializado em Reabilitação (CER), que terá três mil metros quadrados de área construída. Com 30% dos serviços concluídos, a previsão de entrega é para setembro de 2027. O local também abrigará o Ambulatório Multiprofissional de Aparecida (Amag), atualmente instalado em um imóvel alugado.
Ao comentar os investimentos, o prefeito enfatizou o empenho da administração:
“Onde tem gestão e força de vontade, é possível trazer resultados. Temos um time campeão na Saúde, uma rede de unidades de referência e colaboradores dedicados. Vamos melhorando a cada dia aquilo que recebemos e avançaremos muito com várias unidades em reforma e em construção”.
Na sequência, a comitiva visitou a reforma e ampliação da UPA Brasicon, primeira unidade do gênero no município. No local, Vilela demonstrou insatisfação com o ritmo dos trabalhos e cobrou celeridade imediata da empresa responsável:
“Vejo que o cronograma aqui não está conforme gostaríamos. Já cobrei e vou cobrar novamente. A empresa tem um compromisso conosco e não podemos alongar essa entrega. Vamos corrigir a rota para que tudo seja concluído dentro do prazo.”
Por fim, o prefeito acompanhou a construção da nova UBS Independência, que já alcançou 80% de execução. A unidade, construída no padrão do Ministério da Saúde, contará com consultórios médicos e odontológicos, salas de vacinação, farmácia e espaços para práticas multiprofissionais, substituindo o prédio atual, que opera com menor capacidade.
Gestão reforça compromisso com a qualidade da assistência
Leandro Vilela ressaltou que as visitas in loco são ferramentas fundamentais de gestão para fiscalizar o avanço dos projetos e realizar os ajustes necessários. Sobre o acompanhamento sistemático das obras, o prefeito observou:
“Essas visitas de rotina são fundamentais para fiscalizar, acompanhar e fazer os ajustes necessários. Isso faz parte da gestão em todas as áreas do governo.”

O secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães, que acompanhou as vistorias, reforçou que o foco da administração é garantir qualidade e agilidade na execução. Segundo o titular da pasta, o acompanhamento permanente do prefeito é um diferencial para o sucesso dos projetos:
“Essas unidades vão melhorar significativamente o atendimento à população. Buscamos oferecer um padrão de qualidade semelhante ao do HMAP em toda a nossa rede. Estamos trabalhando intensamente para entregar essas obras o mais rápido possível e com excelência”.
Uma operação conjunta da Polícia Civil, Polícia Técnico-Científica, Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) e Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) resgatou 23 animais em situação de maus-tratos em um pet shop no Parque Industrial João Braz, em Goiânia. A ação, realizada na quarta-feira (24/6), terminou com a prisão em flagrante de um homem e uma mulher responsáveis pelo estabelecimento.
Batizada de Operação Filantropia de Fachada, a força-tarefa foi desencadeada após denúncias e investigações que apontavam possíveis irregularidades na comercialização de animais sob o pretexto de adoção. No local, as equipes encontraram 14 cães e nove gatos mantidos em condições precárias de higiene e saúde.
Segundo a investigação, os animais estavam confinados em espaços inadequados, em gaiolas pequenas, sem vermifugação, com água e alimentação em condições insalubres e apresentando sinais de fome, sede e debilidade física. Durante a fiscalização, um gato foi encontrado morto dentro de uma gaiola junto aos demais animais vivos.
O estado de saúde de parte dos animais exigiu atendimento emergencial. Cinco cães e dois gatos foram encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento Veterinário (Upavet), em Goiânia. Um dos cães, porém, não resistiu e morreu pouco depois de dar entrada na unidade. Os demais animais ficaram sob os cuidados da Amma.
Além dos cães e gatos, os agentes localizaram uma ave silvestre mantida irregularmente no estabelecimento. O animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama para avaliação e cuidados especializados.
A perícia técnica confirmou indícios dos crimes investigados. Os dois responsáveis foram autuados por maus-tratos qualificados contra cães e gatos, com agravante pelo resultado morte, além de manter animal silvestre sem autorização legal. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
A suspeita é de que o estabelecimento comercializasse animais de forma irregular sob a alegação de adoção. A investigação também apura possíveis práticas relacionadas ao tráfico ilegal de animais.

Para a diretora de Bem-Estar Animal da Amma, Raquel Fleury, a participação da população foi fundamental para o desfecho da ocorrência.
“Esse caso demonstra a importância da participação da população na denúncia de situações suspeitas. Cada denúncia pode representar a chance de interromper ciclos de violência e garantir uma nova vida para esses animais”, destacou.
Os animais resgatados seguem recebendo assistência da Amma e necessitam de lares temporários. Após a estabilização clínica, poderão ser acolhidos por voluntários cadastrados, que recebem suporte com ração, medicamentos, quando necessário, e acompanhamento técnico da agência. Interessados podem obter informações pelo telefone 3030-2811.
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União), abriu as portas do sexto andar do Paço Municipal nesta terça-feira (23/6) para o primeiro de uma série de encontros com a imprensa. O café da manhã reuniu editores e diretores de veículos da capital e de Aparecida de Goiânia — entre eles Daniel Carvalho, do Portal NOTÍCIAS GOIÁS, além de representantes do Diário de Goiás, G5 News e Portal Goiás 365.
Mais do que uma agenda institucional, o encontro serviu para aproximar a gestão municipal dos comunicadores e apresentar os principais projetos da administração para os próximos meses.
No centro da conversa esteve a projeção de R$ 500 milhões em investimentos ainda neste ano. Mabel detalhou planos para obras estruturantes, drenagem urbana, viadutos, túneis e ações voltadas à saúde pública, reforçando a aposta da gestão em um ciclo de entregas de maior impacto.
O prefeito também anunciou que fará, no próximo dia 29, uma prestação de contas na Câmara Municipal. Entre os resultados que pretende apresentar está a evolução da capacidade financeira de Goiânia, que passou da nota C para a nota A no Capag, indicador da Secretaria do Tesouro Nacional que mede a capacidade de pagamento dos entes públicos.
Na saúde, uma das áreas mais sensíveis da administração, Mabel afirmou que a estratégia passa pelo fortalecimento da atenção básica para reduzir a pressão sobre as UPAs. O plano inclui a reforma completa do Cais Campinas e a modernização das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que deverão ampliar a oferta de exames e serviços.
Já na zeladoria urbana, o prefeito relatou cobranças frequentes ao Consórcio Limpagyn e disse ter convocado vereadores a ajudar na fiscalização dos serviços de limpeza. O pacote de melhorias também prevê a revitalização de parques e a implantação de mais de 100 novas praças, ampliando o alcance do programa Adote uma Praça.
Prefeito reforça apoio a Daniel Vilela e aliados de Goiânia
As discussões não ficaram restritas à gestão municipal. O encontro também abriu espaço para temas ligados à sucessão estadual de 2026.
Questionado pelo diretor do Portal NOTÍCIAS GOIÁS, Daniel Carvalho, sobre uma eventual candidatura ao Governo de Goiás, Sandro Mabel afastou a possibilidade e afirmou que seu foco permanece na Prefeitura de Goiânia.
Segundo o prefeito, a prioridade é concluir o mandato, consolidar as entregas da gestão e deixar um legado para a capital antes de se afastar da vida pública.
Para a disputa estadual, Mabel reafirmou apoio à reeleição do vice-governador Daniel Vilela (MDB). Sobre a formação da chapa majoritária, revelou que defendeu, em conversas com Ronaldo Caiado e o próprio Daniel, que a escolha do candidato a vice seja orientada por critérios técnicos e pela aceitação popular medida em pesquisas.
Em relação às eleições proporcionais, o prefeito sinalizou que seu grupo político deverá retribuir, nas urnas, o apoio dos deputados federais, estaduais e senadores que têm destinado recursos e contribuído com projetos para Goiânia.
A Prefeitura de Goiânia entregou, neste domingo (21/6), 311 escrituras a moradores da Região Noroeste, em solenidade realizada no Centro de Ensino Ismael Jesus, no Bairro da Vitória. A ação integra o programa de regularização fundiária conduzido pela gestão do prefeito Sandro Mabel, em parceria com o Governo de Goiás, e marca o fim de uma espera que, em alguns casos, chegou a 43 anos para que famílias recebessem a documentação definitiva de seus imóveis.
A entrega contempla moradores dos bairros Conjunto Primavera, Bairro da Vitória, São Domingos, São Carlos, Boa Vista e Floresta, ampliando o processo de formalização urbana em uma das regiões mais populosas da capital.
Durante o evento, o prefeito Sandro Mabel destacou o caráter social da iniciativa e a importância da segurança jurídica para as famílias beneficiadas.
“Esta entrega dos registros dos imóveis é uma medida de inclusão social, segurança jurídica e reconhecimento da dignidade de famílias que viveram por décadas sem garantia formal sobre onde moram. É a efetivação do direito à moradia”, afirmou.
Segundo o secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Juliano Santana, esta é a terceira etapa de entregas na Região Noroeste nesta gestão, totalizando 1.026 escrituras já concedidas na área. A previsão da Prefeitura é alcançar 2,6 mil imóveis regularizados até o fim do ano.
Ele também destacou os impactos econômicos da regularização: “Com a escritura em mãos, o imóvel passa a ter valor formal de mercado. Os proprietários podem acessar crédito bancário, financiar melhorias na residência e transferir legalmente o patrimônio para os filhos”, explicou.
Além do impacto individual, a regularização fundiária também reorganiza o planejamento urbano da cidade, permitindo a integração oficial dessas áreas ao sistema de infraestrutura municipal, com reflexos diretos em saneamento, iluminação pública, pavimentação e mobilidade.
A solenidade contou com a presença de autoridades estaduais e municipais, entre elas o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Bruno Peixoto, que destacou a relevância social da ação.
“Sabem a importância que tem, de fato, para a pessoa, ter a escritura de seu imóvel”, pontuou.
Na área habitacional, a gestão Mabel informa que já formalizou cerca de 7 mil imóveis e projeta alcançar 40 mil regularizações ao longo do mandato.
A Prefeitura também mantém frentes de habitação popular, com destaque para 240 unidades já entregues no Residencial Iris Rezende III e outras 496 em processo de doação nos residenciais Iris Rezende IV e V, dentro do programa Minha Casa Minha Vida Faixa 1, com subsídios municipais e contrapartidas estaduais e federais.
A expectativa da administração municipal é que o avanço das regularizações e entregas habitacionais consolide um ciclo de expansão urbana com maior formalização, impacto social e valorização imobiliária na capital.
A Prefeitura de Goiânia, avançou nesta sexta-feira (19/6), em um conjunto de ações voltadas à ampliação da rede pública de saúde, com investimentos na atenção básica e no atendimento especializado. O prefeito Sandro Mabel assinou a ordem de serviço para a construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) Grajaú, recebeu duas carretas de oftalmologia do Programa ‘Agora Tem Especialistas’, do Ministério da Saúde, e deu sequência às medidas para ampliar a rede de atendimento odontológico especializado no município.
As unidades móveis de oftalmologia permanecerão em Goiânia por 45 dias, ofertando consultas, exames e cirurgias de catarata para pacientes que aguardam atendimento na rede municipal. As carretas realizarão, diariamente, 100 consultas e 100 procedimentos cirúrgicos, com agendamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde conforme a prioridade de cada caso.
O prefeito Sandro Mabel destacou que a iniciativa contribui para reduzir a fila de espera e ampliar o acesso da população aos serviços especializados.
“Nós já recebemos as carretas de Saúde da Mulher e agora estamos recebendo as unidades móveis de oftalmologia. É um trabalho conjunto que leva atendimento especializado para quem mais precisa e ajuda a reduzir as filas do município”, afirmou.
Segundo a prefeitura, cerca de 85 mil pessoas aguardavam atendimento oftalmológico no início da atual gestão. Atualmente, a fila foi reduzida para uma estimativa entre 10 mil e 15 mil pacientes.
Além da ação oftalmológica, Mabel assinou a ordem de serviço para a construção da UBS Grajaú, obra orçada em aproximadamente R$ 6,4 milhões, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Ministério da Saúde.
A unidade será construída em uma área de aproximadamente mil metros quadrados e será classificada como porte 5, o maior e mais completo modelo de Unidade Básica de Saúde previsto pelo Ministério da Saúde.
O projeto contempla 19 consultórios, incluindo espaços ginecológicos, odontológicos, multiprofissionais e para atendimento médico e de enfermagem, além de Sala Lilás para acolhimento de mulheres em situação de violência, pontos de telessaúde, espaço de amamentação, salas de atividades coletivas e capacidade para atender até 72 pessoas na área de espera.

“É uma UBS muito aguardada, em um bairro importante e que tem uma necessidade muito grande desse equipamento. Nosso objetivo é fortalecer cada vez mais a atenção primária e levar o cuidado em saúde para perto das pessoas”, ressaltou o prefeito.
Saúde bucal
As ações de ampliação da assistência também alcançam a saúde bucal. Nesta semana, a Secretaria Municipal de Saúde recebeu visita técnica do Ministério da Saúde para viabilizar a ampliação da rede de Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) da capital.
Atualmente, Goiânia possui cinco unidades especializadas, responsáveis pela realização de mais de 5,3 mil procedimentos mensais em áreas como endodontia, periodontia, cirurgia oral, diagnóstico de câncer bucal e atendimento a pessoas com necessidades especiais. A rede municipal ainda oferece serviços complementares, como odontopediatria, ortodontia e próteses.
Após uma reestruturação da rede de saúde bucal, o município busca habilitar uma sexta unidade especializada e elevar o porte de três CEOs já existentes, ampliando o número de cadeiras odontológicas e a capacidade de atendimento.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, as mudanças permitem adequar os serviços à atual demanda da população e ampliar o acesso aos procedimentos especializados.
“Com a reorganização dos serviços, conseguimos aumentar nossa oferta e garantir mais acesso da população aos procedimentos odontológicos especializados”, destacou.

O acesso aos Centros de Especialidades Odontológicas ocorre por meio das Unidades Básicas de Saúde, responsáveis pela avaliação inicial e pelo encaminhamento regulado dos pacientes.
Com os novos investimentos na atenção básica, na assistência oftalmológica e na saúde bucal, a Prefeitura de Goiânia amplia a capacidade de atendimento da rede pública e reforça a estratégia de descentralizar serviços especializados, reduzindo filas e fortalecendo o acesso da população aos cuidados de saúde em diferentes regiões da capital.
Uma construtora de alto padrão em Goiânia virou alvo da Polícia Civil de Goiás nesta terça-feira (16/6) suspeita de aplicar golpes milionários em clientes que sonhavam com a casa própria. A Diretriz Construtora, sediada no Jardim Goiás, e os seus sócios, Márcio Ferreira Pires Neto e Lorena Correa Chaves, tiveram R$ 1,5 milhão em bens bloqueados pela Justiça para garantir o ressarcimento das vítimas.
O esquema foi descoberto depois que compradores denunciaram, na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor (Decon), que eram enganados com relatórios falsos. Eles contratavam a empresa para construir em condomínios fechados e recebiam medições mensais afirmando que o cronograma evoluía normalmente. No entanto, às vésperas do prazo de entrega, descobriam que quase nada tinha sido erguido. Até o momento, três clientes foram identificados com prejuízos individuais que chegam a R$ 700 mil.
A delegada Débora Melo, responsável pelo caso, explica que a farsa só vinha à tona quando o contrato estava perto do fim. Segundo as investigações, o engenheiro e sócio da empresa provocava atrasos propositais para estender o período das obras e lucrar ainda mais às custas dos clientes.
“Os consumidores acreditavam que as obras estavam andando bem, que o avanço estava em 30% ou 40%. Mas, nas vésperas da entrega, constatavam que praticamente nada tinha sido feito. Esses prejuízos altíssimos, de até R$ 700 mil por imóvel, foram os que já verificamos até o momento”, revelou a delegada.
Para esconder a real situação dos imóveis e evitar que o golpe fosse descoberto antes da hora, os empresários incluíram uma cláusula contratual abusiva que proibia qualquer contato dos compradores com o canteiro de obras.
“O cliente não podia ir até o local e conversar com o mestre de obras que estava realmente erguendo sua casa. Esse impedimento nos chamou muito a atenção, porque era uma forma de garantir a omissão de informações, impedindo que os consumidores soubessem o real estado da construção”, destaca Débora Melo.
Clientes denunciam falas nas edificações
Além do abandono das obras, laudos particulares apresentados pelas vítimas revelaram graves falhas estruturais nas edificações e o uso de materiais muito inferiores aos contratados no papel.
“São relatos de aquisição de porcelanato de R$ 80,00 o metro, enquanto na obra utilizavam um de R$ 40,00. Então, além dos atrasos que geravam lucro para a construtora, há indícios de supervalorização dos materiais. Tudo isso será elucidado nas próximas diligências”, completou a autoridade policial.
Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, notebooks e documentos na sede da empresa e nas residências dos investigados para análise do modus operandi e identificação de outros envolvidos.
Além disso, como a Diretriz Construtora já responde a 36 ações cíveis na Justiça por problemas semelhantes, a Polícia Civil decidiu divulgar o nome da empresa e dos sócios, uma estratégia para incentivar que novos consumidores lesados reconheçam o golpe e procurem a delegacia.






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