Influenciadores digitais e criadores de conteúdo recebem honrarias do Parlamento goiano, por iniciativa de Rosângela Rezende
Lidiane 18 de abril de 2026
A deputada Rosângela Rezende (Agir) promoveu, na tarde desta sexta-feira, 17, sessão especial em homenagem a influenciadores digitais e criadores de conteúdo goianos. Na oportunidade, receberam o Certificado do Mérito Legislativo e dois deles foram agraciados com a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira, a mais alta honraria concedida pela Casa de Leis.
Fizeram parte da mesa diretiva, no Plenário Iris Rezende, além da parlamentar: a comunicadora e locutora Poliana Assis; a empresária Aurora Rassi; as influenciadoras Izabela de Oliveira e Vitória Mugayar; o atleta paraolímpico tricampeão brasileiro de 400 metros, João Vitor Cardoso; o influenciador e palestrante João Vitor de Paiva Bittencourt e o ator Webiton Fornara.
Ao iniciar a sessão, Rezende falou da sua honra em poder receber os homenageados na sede do Poder Legislativo goiano, reforçando a transformação da comunicação atual e a influência política direta que essa transformação acarreta. “Durante décadas, a mediação do que circulava na esfera pública esteve concentrada em poucos canais e emissoras, que definiam o que era noticia e quem deveria aparecer. Hoje, vivemos outro momento: plural e de infinitas possibilidades, muito por causa de vocês”, reforçou.
A parlamentar citou dados que mostram que o país possui cerca de 150 milhões de usuários ativos das redes sociais. Segundo ela, é nesta esfera que se constrói opiniões, reputações e se organizam debates públicos. “Quem produz conteúdo, participa de forma concreta nesse processo, como agente direto. Isso amplia as oportunidades, mas também as responsabilidades, já que o alcance de cada um significa influência real sobre o comportamento, a linguagem e a percepção social das pessoas. Vocês são muito importantes”, enfatizou.
Inclusão
O influenciador digital e palestrante João Vitor de Paiva Bittencourt e o professor Webiton “Fornara” de Jesus Silva subiram à tribuna para receber a mais alta honraria do Parlamento goiano, a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira.
Bittencourt, que tem Síndrome de Down, afirmou que começou a usar as redes sociais para falar sobre inclusão social e combate ao preconceito. Além disso, destacou que “todas as pessoas merecem ter oportunidades e que esta homenagem é uma prova de que a sociedade, como um todo, está avançando”.
Ao final, o jovem ressaltou a importância desta homenagem para toda a comunidade com a condição genética. “Sou João Vitor de Paiva Bittencourt, portador de Síndrome de Down. Estar aqui hoje significa que a inclusão está acontecendo de verdade. Essa medalha não é só minha, é de todas as pessoas com deficiência que lutam todos os dias por espaço, respeito e dignidade”, declarou.
Webiton Fornara aproveitou seu tempo de fala para enaltecer a atividade do influenciador digital, que ocupa um lugar de destaque para a formação dos jovens e a cultura, como meio fundamental de transformação no mundo. “Nós, influenciadores, temos o compromisso de ensinar valores, independente de classe social ou distinção de cor. Um povo sem cultura é um povo sem história. Diante de Deus, somos todos iguais”, frisou Silva.
Evento marcado para junho foi barrado depois de críticas do governo; artista já teve show cancelado no Reino Unido e no Brasil
O governo da Polônia cancelou o show do rapper Kanye West, conhecido como Ye, previsto para acontecer no dia 19 de junho de 2026. A decisão foi motivada por declarações antissemitas do artista, em 2025. O anúncio foi feito nesta 6ª feira (17.abr.2026).
“Gostaríamos de informar que o concerto de Ye (Kanye West) planejado para 19 de junho de 2026 no estádio Slaski não acontecerá devido a razões formais e legais“, disse o diretor do estádio onde o show aconteceria, Adam Strzyzewski, em um comunicado publicado no Facebook.
A ministra da Cultura, Marta Cienkowska, já havia se posicionado contra o evento nesta 5ª feira (16.abr.2026). “Em um país marcado pela história do Holocausto, não podemos fingir que isso é apenas entretenimento“, disse em postagem no X.
O campo de extermínio de Auschwitz, localizado no território polonês ocupado pela Alemanha nazista, é um dos principais símbolos do Holocausto. Mais de 1,1 milhão de pessoas foram mortas no local, a maioria judeus.
A polêmica se estende a outros países. Nesta semana, o artista adiou um show em Marselha, na França, depois de pressão das autoridades locais. Há cerca de 10 dias, o Reino Unido barrou a entrada do rapper no país em meio à controvérsia sobre sua participação no Wireless Festival, em Londres.
Apesar das críticas, Kanye West mantém apresentações programadas na Europa e na Ásia, além de shows recentes nos Estados Unidos e no México. Em janeiro, ele pediu desculpas publicamente e atribuiu parte de seu comportamento ao transtorno bipolar sem tratamento à época.
Em 2025, um show de Kanye West em São Paulo foi cancelado depois de a prefeitura revogar a autorização para o uso do Autódromo de Interlagos. A justificativa também foram as declarações do rapper.
Mais de 6,6 mil famílias podem perder moradia por conflito agrário em Goiás
Lidiane 15 de abril de 2026
CRISE FUNDIÁRIA EM GOIÁS
Cerca de 60 acampamentos vivem sob risco iminente de expulsão em Goiás; força-tarefa tenta substituir despejos violentos
Acordo entre órgãos federais e estaduais busca destravar desapropriações paradas e garantir indenizações (Foto: caminandolibertad)
Mais de 6,6 mil famílias podem perder moradia em áreas de conflito agrário em Goiás por conta da demora para ter resoluções nos processos. Atualmente, o cenário fundiário no território goiano é de tensão. São mais de 60 acampamentos espalhados pelo estado, onde milhares de pessoas vivem sob a sombra de ordens de despejo que podem ser executadas a qualquer momento.
Para destravar oito processos fundiários que são considerados prioridade, representantes do Ministério Público de Goiás (MPGO) estiveram em Brasília, na sede do Incra, na terça-feira (14/4), onde participaram de uma reunião decisiva. A intenção é substituir a insegurança e o risco de reintegrações de posse violentas por cronogramas claros de desapropriação e assentamento, garantindo que quem produz no campo tenha, finalmente, a segurança jurídica para trabalhar.
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Foco nos conflitos de Catalão, Formosa e Piranhas
A força-tarefa que reuniu o Incra, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o MP e a Defensoria Pública, colocou na mesa casos emblemáticos onde a produção agrícola já é uma realidade, mas a posse da terra ainda é instável:
- Acampamento Oziel Alves (Catalão): Consolidada desde 2017, a ocupação aguarda que o Incra defina os prazos para a desapropriação. Sem isso, as famílias que já produzem no local enfrentam a ameaça constante de perderem tudo o que construíram em quase uma década.
- Acampamento Dom Tomás Balduíno (Formosa): Com 218 famílias cadastradas, o processo de desapropriação por interesse social avançou em 2025, mas a imissão na posse e o cronograma de assentamento definitivo ainda dependem de fluxo financeiro do governo federal.
- Fazenda Tucum (Piranhas): Apesar de estar em fase avançada de compra e venda, o local sofre com entraves jurídicos, como penhoras e irregularidades dominiais, que mantêm os trabalhadores rurais em estado de alerta.

A estratégia da autocomposição
De acordo com o promotor de Justiça Márcio Lopes Toledo, o MP-GO tem atuado por meio do Centro de Autocomposição (Compor) para mediar essas crises. O objetivo é garantir que o proprietário da terra receba uma indenização justa e que as famílias de interesse social recebam o título da terra, encerrando ciclos de violência que duram anos.
“Queremos evitar reintegrações de posse violentas e priorizar a negociação”, afirma o promotor. Para as famílias acampadas, o sucesso dessas reuniões em Brasília é a única barreira que os separa da perda total de suas moradias e do sustento que retiram da terra.
A meta agora é pacificar o campo em Goiás por meio de atualizações processuais e recursos orçamentários, transformando ocupações instáveis em assentamentos produtivos e devidamente legalizados.
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Partido afirma também que perfil na plataforma “promove o preconceito religioso e a agressão a mulheres”
A Federação Brasil da Esperança –formada por PT, PV e PC do B– protocolou uma representação no domingo (12.abr.2026), no Tribunal Superior Eleitoral, em que pede a responsabilização da plataforma TikTok por “prática de violência política e violência política de gênero”.
Os partidos dizem que perfis na rede social publicam vídeos produzidos por inteligência artificial, nos quais “mulheres com camisetas com a estampa do PT sofrem agressões em razão de seu posicionamento político, numa espécie de simulação de exorcismos”.
Um dos perfis citados pela federação teria o nome RehVerse IA e contaria com mais de 400 mil seguidores no TikTok. Segundo a nota, o perfil “promove o preconceito religioso e a agressão a mulheres”.
Na representação, os partidos pedem que a plataforma “forneça todos os dados que possua sobre o usuário responsável pelo perfil RehVerse IA, para fins de sua identificação”. Às 4h20 desta 2ª feira (13.abr.2026), a conta aparece como removida.
Os partidos pedem que o TSE conceda liminar reconhecendo a ilicitude do conteúdo e que notifique as redes sociais TikTok, Instagram, Facebook, YouTube e Kwai para impedir a circulação de conteúdo semelhante. A federação pede ainda que a veiculação de conteúdos de mesma natureza, inclusive por terceiros, seja proibida.
O Poder360 procurou na manhã desta 2ª feira (13.abr) a assessoria de imprensa da ByteDance, proprietária do TikTok, para se manifestar a respeito da ação protocolada pela Federação Brasil da Esperança. Não houve resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para a manifestação.
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Contadores de histórias recebem o Certificado do Mérito Legislativo em solenidade, por iniciativa de Mauro Rubem
Lidiane 13 de abril de 2026
Em solenidade conduzida pelo deputado Mauro Rubem (PT), a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) homenageou, na manhã deste sábado, 11, contadores e contadoras de histórias. Durante o encontro, profissionais da área, educadores, agentes culturais e representantes da sociedade civil receberam o Certificado do Mérito do Legislativo.
Além do parlamentar, compuseram a mesa de trabalhos a presidente da Academia Brasileira de Contadores de Histórias (ABCH), Antônia Soares; a presidente da Associação Artístico Cultural Mãos que Tecem Histórias, e confreira da Academia Canedense de Letras, Edvânia Braz Rodrigues; o presidente da Academia Canedense de Letras, Luiz Galvão; o produtor cultural Sam Cyrous; a representante dos Contadores de História de São Paulo, Ivani Magalhães; a representante dos Contadores de História do Maranhão, Lilia Silva Diniz; a representante dos Contadores de História do Rio Grande Do Sul, Vera Maria Hoffmann; a representante dos Contadores de História do Distrito Federal, Florismar Gasparoto; e a produtora cultural de Senador Canedo, Carmelita Gomes. Todos foram à tribuna para discursar.
Ao início da sessão solene, o professor Eliel Barbosa leu o texto “A terra antes do nome”, que aborda e reflete sobre as origens de Goiás. “Não é sobre o passado, é sobre responsabilidades, porque contar histórias não é simplesmente repetir o que aconteceu, é decidir o que continua. Se o território foi construído por escolhas, então, o futuro também será construído por escolhas”, delineou um trecho.
O deputado Mauro Rubem aproveitou o gancho para iniciar a sua fala ecoando a ideia de que a construção de uma narrativa vai além “do que vamos contar, é o que estaremos construindo”. Segundo ele, a desinformação que circula pelo Brasil está criando “fantasmas e monstros que não existem”.
O petista revelou que a sessão solene foi sugerida e articulada por Edvânia Braz, e que se surpreendeu positivamente com a dimensão do momento. “Precisamos mostrar a verdadeira história de mulheres e homens que constroem esse país. Precisamos inundar esta Casa”, disse Mauro Rubem.
Ao mencionar a importância da atividade dessas pessoas para a saúde mental da população, Rubem elogiou: “quanto mais estimularmos contadores e contadoras, quanto mais nos aproximamos da humanidade, mais construímos válvulas de escape e enfrentamos um problema estrutural”.
Condecorados
A presidente da ABCH, Antônia Soares, veio do Rio Grande do Sul para participar da solenidade. “Preciosas criaturas, todas, dou graças a Deus por estar aqui. Deus gosta tanto de histórias que, por isso, criou o mundo e as pessoas”, refletiu. E completou: “Contadores, somos construtores de pontes, e, quem constrói pontes, inspira, prioriza a conexão, alivia, abraça, determina o progresso. O contador de história é tudo isso”.
Articuladora da ocasião, Edvânia Braz compartilhou vivências pessoais que a levaram à área e falou sobre marcos do tema em Goiás, como a criação de um centro de ensino especializado. Em seu próprio caso, narrou, a inspiração veio da mãe e da avó, que possuíam o hábito de lhe contar histórias quando era criança. “Eu gostaria que cada um que está aqui tenha a certeza que tem um papel não apenas na educação, mas na cultura e até nos hospitais”, acrescentou.
Complementarmente, o produtor cultural Sam Cyrous defendeu que a atividade provoca reflexão e análise. “Histórias não mudam o que aconteceu, mudam a nossa relação com o que aconteceu.”
A secretária municipal de Igualdade e Equidade Étnico-Racial de Goiás, Elenízia da Mata, ressaltou o papel das histórias para comunidades marginalizadas. “Por que queremos palavrear? Para reinventar o mundo, um mundo que suprimiu outras possibilidades de existência. Mas, aqui e agora, somos visíveis. Nós temos voz, o que não temos é escuta. Quem tem o direito de ser escutado? Quem tem direito de registrar os seus sentidos de leitura de mundo?”, questionou.
Reconhecimento ao deputado
Pouco antes da entrega dos certificados, a presidente da ABCH, acompanhada de membras que estavam presentes, entregou uma placa de condecoração a Mauro Rubem. “Transforma a Alego em um lugar de escuta ativa. Ele faz desta Casa realmente a Casa do Povo. Contar é preciso, e agregar é fundamental”, aplaudiu Antônia Soares.
Além disso, o grupo entregou ao parlamentar um manifesto solicitando a elaboração de políticas públicas específicas para a área da contação de histórias. “Esse documento é produto da primeira Conferência Nacional de Contadores de Histórias, realizada no ano passado”, explicou Soares.
Segundo a pesquisa, 37% disseram achar que Bolsonaro deve voltar para a prisão, enquanto 5% não souberam responder
Levantamento do Datafolha divulgado no sábado (11.abr.2026) mostra que 59% dos brasileiros dizem acreditar que Jair Bolsonaro (PL) deve cumprir a pena em prisão domiciliar. Segundo a pesquisa, outros 37% afirmaram que acham que o ex-presidente deve voltar para a prisão, enquanto 5% não souberam responder.
Para este último levantamento, o instituto ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios entre os dias 7 e 9 de abril. As variações estão dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
No dia 27 de março, o ex-presidente foi transferido do hospital onde estava internado para tratar uma pneumonia, em Brasília, à sua casa, após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes lhe conceder prisão domiciliar humanitária. Contudo, o benefício teve prazo válido de 90 dias, condicionado à gravidade do estado de saúde de Bolsonaro.
Caberá ao ministro analisar eventual prorrogação ou o retorno do ex-presidente à unidade prisional da Papudinha.
Na decisão, o ministro disse que, de acordo com a literatura médica, o tempo de recuperação total nos 2 pulmões de um idoso (o ex-presidente tem 71 anos) pode durar de 45 a 90 dias. “Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”, disse o ministro. Leia a íntegra (PDF – 790 kB).
Moraes também determinou que:
- tornozeleira eletrônica – Bolsonaro terá que usar tornozeleira eletrônica;
- moradores da casa – Michelle, Laura Bolsonaro e Letícia Marianna Firmo da Silva (enteada de Bolsonaro) não precisam de autorização, pois moram na mesma casa;
- visitas dos filhos – Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro poderão visitar o pai “nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional”, ou seja, às quartas-feiras e aos sábados, das 8h às 11h, das 11h às 13h e das 14h às 16h;
- demais visitas – todas que não forem de familiares diretos, advogados e médicos estão suspensas por 90 dias;
- atendimento – médicos não precisarão pedir autorização para visita;
- saúde de Bolsonaro – se necessário, o ex-presidente poderá ser internado sem necessidade de prévia decisão judicial, caso haja orientação médica;
- uso de aparelhos – Bolsonaro não poderá usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa “diretamente ou por intermédio de terceiros”;
- revista de visitantes – os celulares de quem for visitar o ex-presidente deverão ficar com os agentes policiais;
- imagens e redes sociais – Bolsonaro não poderá usar redes sociais nem ter fotos e vídeos divulgados.
Os advogados do ex-presidente haviam protocolado diferentes requerimentos solicitando a substituição da custódia por domiciliar. Alegaram risco clínico e necessidade de acompanhamento médico contínuo. Nos pedidos, a defesa citou episódios recentes de internação, agravamento do quadro respiratório e histórico de doenças associadas aos sistemas digestivo e respiratório.
Grupo é acusado de maus-tratos, caça ilegal e corrupção de menores; dano foi estimado em R$ 44.000
Os 6 homens acusados de agredir uma capivara com pedaços de pau e pedras na madrugada de 21 de março, no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio, foram denunciados à Justiça pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).
Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo respondem por maus-tratos com emprego de crueldade, caça ilegal, corrupção de menores e associação criminosa.
Todos tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia realizada no fim de março.
Segundo o Ministério Público, os acusados “agiram de forma consciente e coordenada, com a participação de 2 adolescentes, ao cercar e atacar o animal com pedras e pedaços de madeira com pregos, utilizando método cruel”.
O espancamento causou “graves lesões, incluindo traumatismo craniano e lesão ocular severa”, conforme laudo veterinário anexado aos autos. A ação ocorreu sem autorização, configurando também caça ilegal de animal silvestre.
Os denunciados ainda filmaram as agressões e demonstraram comportamento de deboche durante o ataque. “Os envolvidos filmaram a ação e demonstraram comportamento de deboche enquanto o animal era submetido a intenso sofrimento”, afirmou o MP.
De acordo com a investigação, pedras arremessadas também atingiram veículos estacionados, causando danos ao patrimônio.
Após diligências da Polícia Civil, os suspeitos foram identificados e localizados e admitiram o crime no momento da prisão. Alegaram que pretendiam abater o animal para consumo.
A denúncia aponta ainda indícios de reiteração criminosa. Uma testemunha reconheceu um dos acusados como autor de agressões contra outra capivara poucos dias antes, no mesmo bairro.
Na área cível, o Ministério Público pediu a fixação de valor mínimo para reparação de danos ambientais, morais coletivos e materiais. O prejuízo foi estimado em R$ 44.632,57, segundo laudo técnico. Os recursos devem ser destinados a instituições de atendimento veterinário e recuperação animal, além do Fundo Estadual de Meio Ambiente.
Este texto foi originalmente publicado pela Agência Brasil, em 9 de abril de 2026, às 9h10. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
A vereadora por Goiânia Aava Santiago (PSB) poderá receber o Título de Cidadania Goiana, caso aprovado o projeto de lei nº 4809/26, de autoria do deputado Karlos Cabral (PSB), protocolado na Assembleia Legislativa no mês passado.
Cabral justifica a proposta, dizendo que sua correligionária é reconhecida como uma parlamentar jovem e atuante, que alia ativismo social à produção legislativa, com foco na proteção da infância, igualdade de gênero, transparência, justiça social, defesa dos direitos humanos e no protagonismo do bioma Cerrado nas políticas públicas.
“Em razão de sua atuação, no ano de 2024 tornou-se a mulher mais votada da história do Legislativo de Goiânia, com 10.482 votos”, recorda Cabral.
A matéria será encaminhada a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa, onde será distribuída para relatoria parlamentar.
A homenageada
Aava Santiago Aguiar nasceu em 20 de outubro de 1989, no município de Barra do Garças (MT). Desde a infância, destacou-se pelo interesse em atividades estudantis e comunitárias. Aos 11 anos de idade, já residindo no Rio de Janeiro, foi eleita presidente do grêmio da Escola Municipal Thomé de Souza, demonstrando desde cedo vocação para o cuidado com a coletividade.
Aos 15 anos de idade, Santiago mudou-se com sua família para Goiás e, aos 16 anos, ingressou no curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG), instituição na qual se graduou no ano de 2011.
Atualmente, Aava Santiago exerce o mandato de vereadora pela capital goiana. Aos 36 anos de idade, é casada com Guilherme Liberato Alves e mãe de Davi. Segundo Karlos Cabra, a vereadora pauta sua vida pessoal e pública em valores oriundos da fé cristã de orientação evangélica.
Em 2020, foi eleita vereadora por Goiânia, pelo PSDB, e direcionou seu primeiro mandato à defesa da igualdade de gênero e à redução das desigualdades sociais. Durante esse período, presidiu e integrou diversas comissões permanentes da Câmara Municipal de Goiânia, como os colegiados de educação, direitos humanos e cidadania.
Na condição de mãe e parlamentar, em 2021 apresentou o projeto de lei “Empregue uma Mãe”, com o objetivo de incentivar empresas a contratarem mulheres mães, ampliando oportunidades no mercado de trabalho. Também é autora de proposições que garantem o ingresso de pais e mães acompanhados de seus filhos pequenos em instituições de ensino, além de ter atuado na reestruturação da Ouvidoria da Mulher, implementando programas de acolhimento e apoio psicoterapêutico.
Neste ano de 2026 Aava Santiago filiou-se ao PSB.
Alcides Hahn fez Pix de R$ 500 para empresa de ônibus que levou manifestantes de Blumenau a Brasília em janeiro de 2023
O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou o empresário catarinense Alcides Hahn a 14 anos de prisão em regime fechado por envolvimento nos atos de 8 de Janeiro. A decisão foi tomada no dia 02 de março de 2026.
A Procuradoria Geral da República denunciou Hahn por ter transferido R$ 500 para o pagamento de um ônibus fretado que levou manifestantes de Blumenau (SC) até Brasília depois das eleições de 2022.
O empresário catarinense foi condenado por 5 crimes: abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa. O recurso seria julgado em 20 de março deste ano, mas foi retirado de pauta.
Hahn e 2 outros homens financiaram o fretamento de um ônibus utilizado para transportar manifestantes catarinenses aos atos em Brasília. Rene Afonso Mahnke transferiu R$ 1.000 e Vilamir Valmor Romanoski, R$ 10 mil. Nenhum deles viajou para a capital.
A PGR apontou Romanoski como uma “figura de liderança” das mobilizações a favor de Bolsonaro em Blumenau. Segundo a Procuradoria, ele organizava o recrutamento de manifestantes e compras de mantimentos.
Em audiência no STF, Hahn declarou que fez um Pix atendendo ao pedido de um conhecido. Segundo o empresário, a pessoa teria solicitado dinheiro emprestado para viajar sem especificar o destino. O proprietário da empresa de ônibus afirmou que, ao identificar a transferência, presumiu que o valor se referia ao fretamento da viagem.
A defesa de Hahn argumentou ao Supremo que a denúncia da PGR fundamentou-se exclusivamente no Pix de R$ 500 feito à empresa de fretamento de ônibus. Os advogados sustentaram que não houve prova de que o valor se destinasse ao financiamento de uma viagem ou de que o empresário tivesse conhecimento de eventual crime. As informações são do UOL.
Em despacho de outubro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes afirmou não haver ilegalidade se a PGR não oferecesse um Acordo de Não Persecução Penal aos condenados.
Eis as condenações dos 3 réus:
- 14 anos: 12 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção;
- 100 dias-multa: cada multa no valor de ⅓ do salário mínimo (R$ 1.621,00);
- danos morais coletivos: R$ 30 milhões;
- nome dos réus no rol dos culpados;
- expedição de guia de execução definitiva;
- pagamento de custas pela condenação.
Oficial detido pela morte da esposa é transferido para a reserva com critérios proporcionais; investigação aponta indícios de agressão e fraude na cena do crime
A Polícia Militar de São Paulo aposentou com salário integral o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob suspeita de matar a esposa, policial militar Gisele Alves Santana.
A PM oficializou também a transferência do tenente-coronel para a reserva da corporação nesta 5ª feira (2.abr.2026). O oficial de 53 anos está preso preventivamente desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes.
A transferência para a reserva se deu a pedido do próprio tenente-coronel, com base em critérios proporcionais de idade previstos na legislação. Esses critérios permitem que o policial se aposente antes de completar todos os requisitos para o valor integral, recebendo um benefício calculado de forma proporcional ao tempo de serviço e à idade no momento do pedido.
Dados do Portal da Transparência indicam que o último salário bruto do oficial superava R$ 28.000 e o benefício deve ficar próximo de R$ 20.000 depois da aplicação da proporcionalidade.
Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que autorizou a instauração de um conselho de justificação em relação ao tenente-coronel Geraldo Neto. Segundo a corporação, o processo pode resultar em demissão, perda do posto e da patente.
Leia na íntegra a nota da Polícia Militar de São Paulo:
“A Secretaria da Segurança Pública autorizou a instauração de um conselho de justificação em relação ao tenente-coronel Geraldo Neto, que pode resultar em demissão, perda do posto e da patente. A instrução continua a valer mesmo após a transferência do oficial para a reserva
O inquérito policial militar que apura a morte da soldado Gisele Alves Santana está em fase final e será encaminhado ao Judiciário. O oficial permanece preso preventivamente por decisão judicial, após representação da Corregedoria da PM. Além disso, o inquérito da Polícia Civil já foi concluído e encaminhado à Justiça, com pedido de prisão, que também já foi cumprido.”
O inquérito policial militar está em fase final e será encaminhado à Justiça. O tenente-coronel permanece preso preventivamente por decisão judicial.
INVESTIGADO POR FEMINICÍDIO
Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O caso foi inicialmente tratado como suicídio, mas passou a ser investigado por feminicídio qualificado e fraude processual após a análise de laudos periciais, depoimentos e dispositivos eletrônicos.
Segundo a investigação, o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça, em trajetória incompatível com um disparo feito pela própria vítima.
Peritos também identificaram lesões no rosto e no pescoço de Gisele, além de hematomas nos olhos, indicando que ela teria sido agredida e imobilizada antes da morte. Há ainda indícios de manipulação da cena do crime e contradições no relato do oficial.



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