17 de julho de 2026
  • 16:39 “Meu filho estava trabalhando”, desabafa mãe de adolescente agredido por PM em Catalão
  • 12:55 Aparecida amplia recuperação asfáltica com obras em 167 bairros
  • 09:11 Base de usuários da 99 cresce 15% em 1 ano e supera 60 milhões
  • 05:27 Projeto de lei prevê criação de política de conscientização sobre uso de anabolizantes
  • 01:43 Policial ameaça e manda jovem aprendiz pedir demissão


A mãe do adolescente de 16 anos agredido por um policial militar (PM) dentro de uma loja de motopeças, em Catalão, na região Sudeste de Goiás, usou as redes sociais para desabafar sobre o caso e pedir justiça. Em uma publicação, ela afirmou que o filho já cometeu erros no passado por ser menor de idade e pilotar moto, mas destacou que, no momento das agressões, o jovem aprendiz estava trabalhando e não praticava qualquer irregularidade.

No texto, a mãe relatou que nunca imaginou precisar expor uma situação como essa e disse que ficou devastada ao ver as imagens registradas pelas câmeras de segurança da empresa.

“Como mãe, meu coração está destruído com tudo o que aconteceu hoje com meu filho. Ele tem 16 anos, já cometeu erros e nunca escondemos isso. Ele já andou de moto sendo menor de idade e sem habilitação, e já enfrentou as consequências dessas escolhas. Mas uma mãe nunca espera ver o filho ser tratado com violência”, afirmou.

O caso aconteceu na manhã de quinta-feira (16), por volta das 7h30, quando o adolescente chegou para abrir a loja onde atua como jovem aprendiz há cerca de três meses. Imagens mostram o momento em que uma viatura da Polícia Militar estaciona em frente ao estabelecimento. Em seguida, um sargento entra na empresa e passa a agredir o adolescente alegando que ele o teria encarado.

Durante a abordagem, o policial dá tapas, empurra o jovem contra a parede, o derruba no chão, desfere chutes e faz diversas ameaças de morte. Em um dos trechos gravados, ele afirma: “Todo vagabundo trabalha com coisa de moto.” Em outro momento, diz: “Polícia aqui mata mais que o capeta. Ninguém encara polícia aqui no Goiás, não.”

O militar ainda ordena que o adolescente peça demissão do emprego, ofende o patrão e a mãe da vítima. Segundo o adolescente, ele nunca havia visto o policial antes daquele dia.

Mesmo depois de deixar o jovem caído e ferido, o sargento ainda arremessa uma cadeira em sua direção antes de sair da loja. A vítima permaneceu no chão por cerca de meia hora e só recebeu ajuda quando uma colega de trabalho chegou ao local. Ela sofreu ferimentos no rosto, passou por exame de corpo de delito e o caso foi registrado na Polícia Civil.

No desabafo, a mãe reforçou que nenhuma pessoa merece ser submetida à violência registrada pelas câmeras. Ela informou que a família já adotou as medidas judiciais cabíveis, acompanhada por advogados, e disse confiar que a apuração dos fatos será feita com base nas provas.

A Polícia Militar informou que o sargento foi encaminhado ao batalhão para prestar esclarecimentos e que instaurou procedimentos administrativos e disciplinares para apurar a conduta do militar. A corporação também afirmou que não compactua com desvios de conduta praticados por seus integrantes.

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Autor Jeice Oliveira


Ali Khamenei morreu durante um ataque dos EUA no início do atual conflito e seu corpo foi sepultado nesta semana

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado (11.jul.2026), em postagem no X, que a “vingança” pelo seu pai, aiatolá Ali Khamenei, é uma exigência do povo iraniano e acontecerá “com certeza”. Ali Khamenei morreu durante um ataque aéreo dos Estados Unidos em 28 de fevereiro no início do atual conflito. 

“A vingança pelo mártir do Irã é a exigência do nosso povo e, com toda a certeza, deve ser realizada. Esses criminosos, cuja lista existe de cima a baixo, levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila na cama”, escreveu Mojtaba Khamenei.

O sepultamento Ali Khamenei terminou nesta semana e depois de 4 dias. Seu filho não compareceu, nem fez nenhuma aparição pública desde o início da guerra. A principal suspeita é que o novo aiatolá esteja com o rosto desconfigurado por conta de um ataque.

A postagem se deu em um momento de escalada do conflito. Na 6ª feira (10.jul), o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), ameaçou destruir o país se as forças iranianas tentarem assassiná-lo. Também afirmou que mísseis estão preparados contra o Irã.

Apoiadores do governo iraniano pediram a morte de Trump durante o funeral de Ali Khamenei.

Depois do fim do acordo de paz entre os países, os Estados Unidos voltaram a atacar Teerã.



Autor Poder360 ·


O deputado Veter Martins (PSB) é o autor do projeto de lei n°13479/26, que institui o Programa Estadual “Cães pela Vida – Terapia Assistida por Animais e Apoio à Saúde Mental”, cria o Cadastro Estadual de Cães e Condutores Habilitados e institui o Selo Estadual “Cão Terapêutico Goiás”. A matéria foi enviada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e será distribuída a um relator membro do colegiado após o fim do recesso parlamentar.  

A proposta busca incorporar a interação assistida por cães treinados como ferramenta complementar para acolhimento, inclusão social e promoção da saúde mental no Estado de Goiás. De acordo com o parlamentar, a iniciativa tem como objetivo ampliar as estratégias de cuidado emocional por meio de uma política pública voltada à prevenção e redução de situações relacionadas à ansiedade, ao estresse, ao isolamento social e ao sofrimento emocional.

O programa também pretende estimular vínculos afetivos, fortalecer a comunicação, promover a socialização e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população, com atenção especial a crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e cidadãos em situação de vulnerabilidade.

O texto prevê que o programa possa ser desenvolvido em parceria com órgãos públicos das áreas de saúde, educação e assistência social, além de universidades, centros de pesquisa, organizações da sociedade civil, entidades de proteção animal e profissionais especializados em saúde humana e bem-estar animal.

Cadastro estadual

A proposta também cria o Cadastro Estadual de Cães e Condutores Habilitados para Terapia Assistida por Animais (Cecat/GO), destinado ao registro e acompanhamento das equipes aptas a participar das atividades.

O cadastro reunirá informações sobre a identificação dos cães, avaliações sanitárias e comportamentais, capacitação dos condutores e instituições vinculadas, com a finalidade de garantir organização, fiscalização, segurança e qualidade na execução do programa.  

Outro ponto previsto na matéria é a instituição do Selo Estadual “Cão Terapêutico Goiás”, que poderá ser concedido às instituições, projetos e equipes que atendam critérios técnicos relacionados à capacitação, à qualidade dos serviços, à segurança e ao bem-estar animal.

As ações do programa poderão ser realizadas em hospitais, unidades de saúde, instituições de longa permanência, escolas, centros de atendimento social e outros espaços autorizados pelo Poder Executivo.  

“O aumento das demandas relacionadas ao sofrimento emocional demonstra a necessidade de políticas públicas humanizadas, preventivas e integradas. A Terapia Assistida por Animais vem sendo utilizada como recurso complementar em diversos contextos, favorecendo interação social, estímulos emocionais e melhora da qualidade de vida”, argumenta Veter Martins. 

Segundo o deputado, o diferencial da proposta está na criação de mecanismos permanentes de organização, qualificação e controle das atividades, conciliando promoção da saúde mental, inclusão social, ciência e proteção animal.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


PREJUÍZO

Segundo a polícia, o suspeito orientava os clientes a deixar de pagar as parcelas, afirmando que isso fortaleceria as negociações

Advogado é preso em Catalão por suspeita de golpes contra clientes (Foto: Magnific)

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Um advogado foi preso preventivamente em Catalão, no sudeste de Goiás, na tarde de terça-feira (7), suspeito de aplicar golpes contra clientes e causar um prejuízo estimado em R$ 700 mil. Segundo a Polícia Civil, o investigado atraía vítimas com a promessa de reduzir parcelas de financiamentos imobiliários e obter decisões favoráveis em ações revisionais de contratos.

De acordo com as investigações, o advogado utilizava a profissão para conquistar a confiança dos clientes e solicitava pagamentos referentes a custas processuais e depósitos judiciais. No entanto, os valores não eram repassados ao Poder Judiciário, o que impedia o andamento dos processos.

Além disso, ele orientava os clientes a interromper o pagamento das parcelas dos financiamentos, alegando que isso fortaleceria as negociações com as empresas responsáveis pelos contratos. A orientação colocou diversas vítimas em risco de perder os imóveis.

A prisão preventiva foi cumprida pela Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Catalão. Também foi determinado o bloqueio de R$ 700 mil, valor correspondente ao prejuízo estimado até o momento.

Segundo a Polícia Civil, a medida foi solicitada para impedir que o investigado interferisse nas investigações ou continuasse praticando crimes. O inquérito segue em andamento para identificar outras vítimas, esclarecer todos os fatos e reunir novos elementos sobre o caso.

O nome do homem não foi divulgado, e por isso, a defesa dele não foi localizada.

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Autor Luanna Marques


recuperação ambiental

As investigações tiveram início após denúncias de vazamento de elementos químicos entre o fim de 2020 e o início de 2021

Acordos homologados pela Justiça preveem compensação pela contaminação do solo e do lençol freático (Foto: Freepik)

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Uma mineradora terá que destinar R$ 11 milhões para reparar e compensar danos ambientais causados pela contaminação do solo e do lençol freático em Catalão. Os recursos foram garantidos em dois acordos homologados pela Justiça entre o Ministério Público de Goiás (MPGO) e a CMOC Brasil, que também deverá cumprir medidas para recuperar a área afetada e monitorar a qualidade das águas subterrâneas e superficiais.

O problema começou entre o fim de 2020 e o início de 2021, quando denúncias apontaram o vazamento de elementos químicos em tanques do terminal rodoferroviário da mineradora. Investigações posteriores confirmaram que os níveis de substâncias tóxicas no solo, no lençol freático e nos rios locais superavam os limites permitidos por lei.

Dano ambiental e acordo milionário

A quantia total de R$ 11 milhões é o resultado de duas frentes jurídicas distintas coordenadas pelo Ministério Público. Na esfera criminal, foi firmado um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) no valor de R$ 5 milhões, enquanto outros R$ 6 milhões foram garantidos na esfera cível por meio de uma Ação Civil Pública (ACP).

Os recursos serão divididos em três partes. R$ 5 milhões serão destinados ao Fundo Municipal de Meio Ambiente de Catalão e outros R$ 5 milhões ao Fundo Estadual de Meio Ambiente de Goiás (Fema). O R$ 1 milhão restante será repartido entre o Fundo Municipal da Infância de Catalão, a Santa Casa de Misericórdia, o Asilo São Vicente de Paulo e o Abrigo Antero da Costa Carvalho.

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Obrigações ambientais

Além das compensações financeiras, a CMOC Brasil terá que cumprir uma série de exigências técnicas e práticas para mitigar o impacto na região. A mineradora está obrigada a finalizar o diagnóstico do passivo ambiental e a mapear os riscos potenciais à saúde da população local.

Para garantir a recuperação a longo prazo, a empresa deverá monitorar semestralmente a qualidade da água e executar planos de intervenção imediatos caso as análises apontem necessidade. Por fim, a mineradora fica terminantemente proibida de descartar efluentes fora dos limites e padrões estabelecidos pela legislação vigente.

Posicionamento do MPGO

Segundo o promotor de Justiça Roni Alvacir Vargas, responsável pelo caso, os acordos garantem a reparação integral dos danos causados. O Ministério Público entende que cumpriu seu papel constitucional de defender e proteger o meio ambiente, assegurando uma resposta efetiva e completa para a comunidade mesmo diante da impossibilidade de se evitar o acidente inicial.

O Mais Goiás procurou a CMOC Brasil para comentar os acordos homologados pela Justiça. Até a publicação desta matéria, a empresa não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para posicionamento.

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Autor Inglid Martins


A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) agradeceu à deputada federal Marina Silva (Rede-SP) pela manifestação pública de solidariedade depois de relatar que ela e sua filha vêm sofrendo ameaças nas redes sociais.

As declarações de Damares se dão no contexto da crise no campo bolsonarista depois de atritos entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A senadora afirmou que passou a ser alvo de ataques após declarações de Oswaldo Eustáquio, pré-candidato a deputado federal pelo PL no Paraná.

Em publicação nas redes sociais na 6ª feira (3.jul.2026), Damares disse ter se emocionado com a manifestação de Marina, apesar de ambas estarem hoje em campos políticos distintos.

“Deputada, suas palavras me emocionaram e aqueceram meu coração. Estamos hoje em lados opostos na política mas todos sabem que no passado já estivemos do mesmo lado, juntas, lutando por um Brasil melhor e todos também sabem que tenho carinho e admiração pela senhora e que somos irmãs em Cristo. Obrigada pela mensagem e parabéns pela coragem, que sempre foi sua marca, de fazer esta manifestação de solidariedade de forma pública. Que Deus a abençoe grandemente!”, escreveu.

Marina havia defendido Damares na 6ª feira (3.jul). A deputada afirmou que “nada justifica que uma mulher seja atacada, desqualificada ou constrangida por ser mulher” e disse que a misoginia precisa ser enfrentada “venha de onde vier e atinja quem atingir”.

Damares relatou, durante sessão da CDH (Comissão de Direitos Humanos) do Senado na última 4ª feira (1º.jul), que recebeu xingamentos e ameaças depois que Eustáquio afirmou que ela seria “amante de pastor” e “feminista”.

Segundo a senadora, sua filha adotiva, Lulu Kamayurá, que é indígena, também passou a ser alvo de ameaças. Damares disse que internautas enviaram imagens simulando violência contra as duas.

Na sessão, a senadora disse que divergências políticas devem ser discutidas em debates e dentro da lei.


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Autor Poder360 ·


Medidas podem ser feitas para cidadãos norte-americanos, residentes e empresas com relações financeiras com as organizações criminosas

O governo dos Estados Unidos afirmou que cidadãos norte-americanos, residentes permanentes e empresas poderão sofrer sanções caso realizem operações financeiras ou prestem apoio ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao CV (Comando Vermelho).

Segundo informações publicadas pelo portal Metrópoles nesta 6ª feira (3.jul.2026), fontes do Departamento de Estado afirmaram que as restrições não serão limitadas a estrangeiros e poderão atingir qualquer pessoa ou instituição que mantenha vínculos financeiros com integrantes dos grupos.

“Realizar transações com membros do Comando Vermelho ou do Primeiro Comando da Capital acarreta riscos em relação às autoridades responsáveis pelas sanções antiterrorismo”, disseram representantes do órgão ao veículo.

Na prática, a medida permite que autoridades norte-americanas investiguem operações ligadas às facções e adotem punições estabelecidas na legislação antiterrorismo. Estrangeiros envolvidos podem ficar sujeitos a restrições migratórias e até deportação.

SANÇÕES JÁ ANUNCIADAS

A ampliação foi realizada poucos dias depois de o Departamento do Tesouro dos EUA anunciar as primeiras sanções relacionadas à nova política.

As punições atingiram 2 brasileiros, 3 empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal apontados como integrantes de uma estrutura de lavagem de dinheiro vinculada ao PCC. De acordo com o governo norte-americano, o grupo teria movimentado mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas e outras atividades ilícitas.

Entre os nomes incluídos estão Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como intermediário entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais, e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, descrita pelas autoridades como responsável por apoio operacional e movimentação de recursos.

Também foram alvo das medidas as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia, Pixwave Soluções de Pagamentos, Wave Construções Inteligentes e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal.

A decisão bloqueia bens e ativos sob jurisdição norte-americana e impede cidadãos, empresas e instituições financeiras dos EUA de manter relações comerciais com aqueles que receberam a sanção.



Autor Poder360 ·


A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) promoveu, na tarde desta sexta-feira, 26, sessão solene em homenagem aos 70 anos da Diocese de Jataí, uma iniciativa do deputado Karlos Cabral (PSB), que presidiu a homenagem. A cerimônia ocorreu no Plenário Iris Rezende.

Cabral convidou para compor a mesa diretiva o assessor especial da Governadoria, Haroldo Naves; a chanceler da Cúria diocesana, Maria Regina Prado Pinto; o bispo diocesano de Jataí, Dom Joaquim Carlos Carvalho; o cura da catedral Metropolitana de Goiânia, padre Carlos Gomes Silva; e a religiosa do Mosteiro Monte Sião de Jataí, irmã Eleusa Maria do Sagrado Coração de Jesus.

Também fizeram parte da mesa o chefe de gabinete da Alego, Rafael Soares; o vereador por Rio Verde, Chico KGL (PL); e o vigário judicial adjunto do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Goiânia, padre Cristiano Faria dos Santos.

Ao abrir a sessão solene, Karlos Cabral (PSB) afirmou que a celebração representa a trajetória de pessoas que confiaram na missão de anunciar o Evangelho ao longo das últimas sete décadas. O deputado aproveitou a oportunidade para anunciar que apresentou, nesta semana, à Casa de Leis, um projeto que concede à Diocese de Jataí o reconhecimento como entidade de utilidade pública estadual.

Sob a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe na tribuna, Cabral afirmou que a confiança é um dos fundamentos da vida cristã e citou a passagem bíblica do leproso que, segundo ele, reconhece em Cristo o poder de transformar sua vida sem impor condições, apenas confiando. Para Cabral, esse mesmo princípio explica a história da Diocese de Jataí.

O deputado afirmou que a comemoração dos 70 anos da instituição também representa a atuação de homens e mulheres que confiaram, ao assumir a missão religiosa, construir igrejas em localidades ainda sem estrutura consolidada e enfrentar desafios relacionados às distâncias, às condições das estradas, às doenças e às limitações encontradas no exercício da evangelização.

O legislador ressaltou que essa confiança sustentou a formação da diocese, contribuiu para o fortalecimento das comunidades e a manutenção da esperança entre os fiéis: “Essa confiança transforma comunidades, faz nascer vocações, inspira missionários, fortalece famílias e mantém viva a esperança de um povo. É essa trajetória que celebramos hoje”, declarou Karlos Cabral. 

Ao encerrar o pronunciamento, Karlos Cabral afirmou que, após quase 16 anos de atuação na Assembleia Legislativa, considera uma honra presidir a sessão solene em homenagem ao aniversário da Diocese de Jataí.

Evangelização

Subiram à tribuna para realizar seus pronunciamentos, como homenageados, o bispo Diocesano de Jataí; padre Breno França Borges; o chefe de gabinete do deputado Bruno Peixoto (UB), Rafael Soares; a irmã Eleusa Maria, do Sagrado Coração de Jesus; e o padre Cristiano Faria dos Santos.

Primeiro a fazer uso da palavra, o padre Breno França Borges discursou na forma de oração, agradecendo a Deus pelos homens e mulheres de fé que se mantêm nos caminhos da evangelização, especialmente os jovens, além de enaltecer a celebração de 70 anos da Diocese de Jataí. “Inspirai os jovens e enviais santas vocações para o serviço da Igreja e fazei-nos perseverantes na continuação da nossa história como uma Casa de Deus comprometida com os mais pobres”, destacou.

Em seguida, o assessor parlamentar Rafael Soares, representando o presidente da Alego, falou sobre o respeito e dedicação às instituições religiosas da Casa de Leis e do merecimento dessa homenagem. “É muito honroso para nós poder reconhecer o papel da Igreja, que tanto contribue à comunidade. É aquilo que sempre falamos, a messe é grande, mas os operários são poucos. Por isso, é importante reconhecer o quanto é valoroso o trabalho da igreja para a população”, frisou o assessor.

O presidente do MDB e assessor especial da governadoria, Haroldo Naves (MDB), representando o chefe do Executivo estadual, Daniel Vilela (MDB), cumprimentou os presentes e saudou a Diocese de Jataí pelo 70° aniversário. “O governador Daniel Vilela falou do orgulho que ele tem da Diocese, da cidade onde ele nasceu e onde seu pai, nosso saudoso Maguito Vilela, começou sua vida política e foi vereador em Jataí”, afirmou.

Na sequência, a Irmã Eleusa Maria, do Sagrado Coração de Jesus, subiu à tribuna para celebrar e agradecer todos os membros que passaram e serviram pela Diocese jataiense nestes 70 anos de existência. “Celebrar o jubileu de 70 anos de nossa diocese é reconhecer a ação providente de Deus, que, por meio de tantos homens e mulheres consagrados, fez florescer a fé nesta porção do povo de Deus. Desde os seus primórdios, a Diocese de Jataí foi marcada pela presença fecunda da vida religiosa”, comentou a religiosa.

Em continuidade, a irmã também destacou a importância da oração durante os anos da Diocese, orações essas que sustentam a fé e mantém a comunidade unida. “O mosteiro é um coração orante que pulsa incessantemente pelo povo de Deus. É uma presença silenciosa, mas profundamente fecunda. É um sinal de que a evangelização não se sustenta apenas pelas mãos que trabalham, mas pelos joelhos que se dobram em oração”, salientou Eleusa Maria.

O vigário judicial adjunto do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Goiânia, padre Cristiano Faria dos Santos, lembrou a importância de um dos filhos da Diocese de Jataí, o deputado Karlos Cabral, ocupar espaço importante na Casa de Leis. “É bonito ver que os filhos da Diocese de Jataí galgam tantos lugares para a construção de uma sociedade mais justa e solidária, e com certeza ver um filho da Diocese como deputado é um sinal de que a fé também é levada ao mundo político”, frisou.

Após os discursos foram entregues os certificados do Mérito Legislativo aos homenageados. A sessão pode ser assistida neste link

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Manifestação enviada a tribunal europeu valida condenação da ex-deputada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal

A Advocacia Geral da União protocolou nesta 5ª feira (25.jun.2026) uma manifestação oficial perante a Corte Suprema de Cassação da Itália para dar andamento ao 2º procedimento de extradição da ex-deputada Carla Zambelli. O documento responde a exigências do tribunal europeu sobre as garantias jurídicas do processo e valida a condenação da ex-congressista pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

A ofensiva jurídica internacional é resultado de um esforço coordenado por diferentes braços do Estado brasileiro. A execução do parecer foi conduzida pela PNAI (Procuradoria Nacional da União de Assuntos Internacionais), unidade vinculada à AGU, atuando em parceria direta com o Ministério das Relações Exteriores e com a Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional).

TRATADO INTERNACIONAL E SIGILO

A posição brasileira apresentada à Corte italiana toma como base as regras fixadas no Tratado de Extradição firmado entre os 2 países, além das normas globais que regulam a cooperação jurídica em matéria penal. Por se tratar de uma ação de natureza jurisdicional que corre sob segredo de Justiça na Itália, os órgãos federais não divulgaram o teor completo dos documentos protocolados e nem comentaram as estratégias processuais desenhadas para o caso.

Em nota oficial, a AGU defendeu que a medida reafirma o compromisso do país com os acordos de cooperação internacional, classificando o instrumento como essencial para garantir o cumprimento de decisões judiciais emitidas no Brasil e combater a impunidade, respeitando as regras do devido processo legal.

Leia a íntegra da nota da AGU:

“A Advocacia-Geral da União (AGU) informa que foi protocolada, nesta quinta-feira (25/06), perante a Corte Suprema de Cassação da República Italiana, a manifestação da República Federativa do Brasil no âmbito do segundo procedimento extradicional relacionado à cidadã brasileira Carla Zambelli.

“O processo se refere à condenação de Zambelli pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Na manifestação ao tribunal italiano, foram enviadas as informações prestadas pelo STF sobre as garantias exigidas pela Justiça italiana para a extradição, bem como sobre a validade da condenação pela suprema corte brasileira.

“A manifestação foi elaborada no contexto da atuação coordenada do Estado brasileiro em matéria de cooperação jurídica internacional, contando com a participação institucional da AGU, por intermédio da Procuradoria Nacional da União de Assuntos Internacionais (PNAI), em articulação com a Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) e o Ministério das Relações Exteriores.

“A posição do Estado brasileiro observa os parâmetros estabelecidos pelo Tratado de Extradição celebrado entre a República Federativa do Brasil e a República Italiana, bem como pelas normas internacionais aplicáveis à cooperação jurídica em matéria penal.

“A AGU ressalta que o procedimento extradicional possui natureza jurisdicional e tramita sob regime de confidencialidade perante as autoridades competentes da República Italiana. Em razão disso, não é possível divulgar o conteúdo da manifestação apresentada nem comentar aspectos específicos relacionados ao mérito da causa ou às estratégias processuais adotadas, em respeito às normas processuais aplicáveis e à própria condução do processo pelas autoridades italianas.

“Por fim, a AGU reafirma o compromisso permanente do Estado brasileiro com a cooperação jurídica internacional, instrumento essencial para a efetividade da jurisdição penal, o cumprimento das decisões judiciais e o combate à impunidade, sempre em estrita observância ao devido processo legal, aos direitos fundamentais e às obrigações internacionais assumidas pelo Brasil”.



Autor Poder360 ·


Uma construtora de alto padrão em Goiânia virou alvo da Polícia Civil de Goiás nesta terça-feira (16/6) suspeita de aplicar golpes milionários em clientes que sonhavam com a casa própria. A Diretriz Construtora, sediada no Jardim Goiás, e os seus sócios, Márcio Ferreira Pires Neto e Lorena Correa Chaves, tiveram R$ 1,5 milhão em bens bloqueados pela Justiça para garantir o ressarcimento das vítimas.

O esquema foi descoberto depois que compradores denunciaram, na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor (Decon), que eram enganados com relatórios falsos. Eles contratavam a empresa para construir em condomínios fechados e recebiam medições mensais afirmando que o cronograma evoluía normalmente. No entanto, às vésperas do prazo de entrega, descobriam que quase nada tinha sido erguido. Até o momento, três clientes foram identificados com prejuízos individuais que chegam a R$ 700 mil.

A delegada Débora Melo, responsável pelo caso, explica que a farsa só vinha à tona quando o contrato estava perto do fim. Segundo as investigações, o engenheiro e sócio da empresa provocava atrasos propositais para estender o período das obras e lucrar ainda mais às custas dos clientes.

“Os consumidores acreditavam que as obras estavam andando bem, que o avanço estava em 30% ou 40%. Mas, nas vésperas da entrega, constatavam que praticamente nada tinha sido feito. Esses prejuízos altíssimos, de até R$ 700 mil por imóvel, foram os que já verificamos até o momento”, revelou a delegada.

Para esconder a real situação dos imóveis e evitar que o golpe fosse descoberto antes da hora, os empresários incluíram uma cláusula contratual abusiva que proibia qualquer contato dos compradores com o canteiro de obras.

“O cliente não podia ir até o local e conversar com o mestre de obras que estava realmente erguendo sua casa. Esse impedimento nos chamou muito a atenção, porque era uma forma de garantir a omissão de informações, impedindo que os consumidores soubessem o real estado da construção”, destaca Débora Melo.

Clientes denunciam falas nas edificações

Além do abandono das obras, laudos particulares apresentados pelas vítimas revelaram graves falhas estruturais nas edificações e o uso de materiais muito inferiores aos contratados no papel.

“São relatos de aquisição de porcelanato de R$ 80,00 o metro, enquanto na obra utilizavam um de R$ 40,00. Então, além dos atrasos que geravam lucro para a construtora, há indícios de supervalorização dos materiais. Tudo isso será elucidado nas próximas diligências”, completou a autoridade policial.

Um dos veículos sequestrados por ordem judicial para garantir eventual ressarcimento das vítimas

Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, notebooks e documentos na sede da empresa e nas residências dos investigados para análise do modus operandi e identificação de outros envolvidos.

Além disso, como a Diretriz Construtora já responde a 36 ações cíveis na Justiça por problemas semelhantes, a Polícia Civil decidiu divulgar o nome da empresa e dos sócios, uma estratégia para incentivar que novos consumidores lesados reconheçam o golpe e procurem a delegacia.

Autor Manoel Messias Rodrigues