Diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, afirmou que a decisão do governo norte-americano foi recebida com surpresa
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou, na 3ª feira (2.jun.2026), que a decisão por parte dos Estados Unidos de classificarem facções criminosas brasileiras como “terroristas” foi uma surpresa para a instituição. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao canal GloboNews.
“De fato, para nós, é uma surpresa termos essa declaração. Enfim, essa afirmação é dos Estados Unidos, de tentar equiparar o crime organizado com terrorismo, que, na nossa avaliação, é um equívoco técnico”, disse Rodrigues.
A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA em 28 de maio. Com ela, organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) serão vistas como organizações “terroristas” pelo país, mesma categoria que cartéis internacionais do narcotráfico, como o de Sinaloa e o de Jalisco. A classificação entrou em vigor nesta 6ª feira (5.jun). Leia a íntegra do documento (804 – kB).
Apesar da atitude do governo de Donald Trump (Partido Republicano), Rodrigues afirmou que o trabalho da PF brasileira não será influenciado. “Nenhuma medida de um país vai afetar o trabalho interno. Não é nada sobre legislação, não vai alterar os nossos protocolos, os nossos procedimentos de atuação para aquilo que temos feito em relação ao crime organizado”, disse.
Ainda assim, o diretor-geral acredita que a mudança de classificação pode significar possíveis entraves burocráticos. “Precisamos 1º aguardar como os Estados Unidos vão trabalhar essa temática e, de fato, concordando com esses possíveis embaraços que venham a ocorrer, por exemplo, uma mudança das agências que vão interagir com o Brasil para enfrentar o que nós entendemos como crime organizado e que os EUA estão classificando como terrorismo”, afirmou.
Lula diz que vai ao G7 cobrar Trump por taxa de 12,5%; China, Suíça e Índia contestam alegação de trabalho forçado dos EUA
Governos de diversas partes do mundo declararam com críticas nesta 4ª feira (3.jun.2026) contra o novo plano de tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). A medida norte-americana estabelece sobretaxas de até 12,5% sobre 60 parceiros comerciais sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado.
A ofensiva protecionista do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) atinge economias como Brasil, China, Índia e União Europeia. O anúncio foi feito depois de a Suprema Corte dos EUA anular tarifas anteriores em fevereiro, fazendo com que a Casa Branca utilizasse investigações da Seção 301 para restabelecer os impostos de importação. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, subiu o tom e chamou a inação dos parceiros de “inaceitável”.
As novas tarifas ainda não estão em vigor e dependem da conclusão do processo. Antes de uma eventual aplicação das medidas, o governo norte-americano fará uma audiência pública no dia 6 de julho para ouvir representantes de empresas e organizações dos dois países. A decisão final deve ser tomada até 15 de julho, prazo considerado pelo governo brasileiro como a janela para tentar negociar e evitar a adoção das sobretaxas.
NO BRASIL LULA DIZ QUE VAI AO G7 CONFRONTAR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse em tom forte que não aceitará a inclusão do Brasil na lista de sobretaxas de 12,5%. Em reunião com ministros no Palácio do Planalto, Lula falou sobre a postura do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e afirmou que mudou de ideia e usará a cúpula do G7 na França, na segunda quinzena de junho, para cobrar explicações diretamente de Donald Trump.
O chefe do Executivo brasileiro sinalizou ainda que o país buscará novos parceiros comerciais caso os norte-americanos se recusem a dialogar. O Brasil também enfrenta o desgaste de outra proposta recente do USTR, apresentada na 2ª feira (1º.jun.2026), que é de uma tarifa de 25% sobre produtos nacionais ligada a disputas de comércio digital.
PEQUIM ALERTA PARA RISCO EM TRÉGUA
O governo chinês negou as acusações de conivência com o trabalho forçado e criticou a postura de Washington. A reação de Pequim destaca que o novo tarifaço põe em risco a estabilidade da trégua comercial firmada em maio de 2026 entre Trump e o presidente Xi Jinping, quando ambos haviam concordado em criar conselhos bilaterais de investimento.
O país asiático também lida com o impacto de uma segunda investigação dos EUA, que deve ser concluída em breve, focada no acúmulo de excesso de capacidade industrial em 16 mercados estratégicos.
SUÍÇA REJEITA INVESTIGAÇÃO
O Ministério da Economia da Suíça emitiu um duro posicionamento rejeitando as conclusões do relatório norte-americano. Berna argumentou que suas práticas comerciais são legítimas e não causam prejuízos aos fabricantes dos EUA.
No entanto, o governo suíço optou por uma estratégia de contenção de danos e confirmou que manterá as negociações bilaterais em andamento. O objetivo do país europeu é tentar selar um acordo comercial amplo de longo prazo, independentemente das oscilações políticas em Washington.
ÍNDIA BUSCA ACORDO COM OS EUA
A Índia adotou um tom moderado diante do anúncio de Washington. O Ministério do Comércio e Indústria Nova Déli informou que mantém os canais de diálogo abertos com a equipe de Trump.
A estratégia do país é contestar os termos da taxação diretamente nos procedimentos técnicos da Seção 301. Nova Déli assegurou que as tratativas para a consolidação de uma estrutura comercial bilateral, iniciadas em fevereiro de 2026, avançam normalmente apesar do ruído diplomático.
JAPÃO TENTA EVITAR ESCALADA
O governo japonês sinalizou que priorizará a busca por uma saída negociada diretamente com a Casa Branca. A reação de Tóquio foca em evitar prejuízos severos às suas exportações industriais e conter o impacto da instabilidade no comércio global. O país tenta usar a via diplomática para obter flexibilizações antes que a proposta entre em vigor.
ENTENDA AS TARIFAS QUE GERARAM OS PROTESTOS
As declarações internacionais foram motivadas pelo plano do USTR de dividir as punições em duas faixas aduaneiras. Um grupo de 14 economias, que inclui Argentina, Canadá, México, União Europeia, Reino Unido e Taiwan, receberá uma tarifa de 10%. Já o segundo bloco, composto por 45 nações incluindo o Brasil, a China e a Índia, será taxado em 12,5%.
O governo dos EUA abriu prazo para comentários públicos sobre a proposta até 6 de julho de 2026 e marcou uma audiência pública para o dia seguinte. Para diminuir o impacto na inflação interna dos EUA, a gestão Trump poupou do tarifaço itens considerados essenciais, como energia, terras-raras, carnes, café, produtos farmacêuticos e peças de aeronaves, além de prever cotas flexíveis para o setor têxtil.
Entenda por que o governo Lula não classifica PCC e CV como “terroristas”
Lidiane 29 de maio de 2026
Há receio de que a classificação por parte dos EUA facilite intervenções unilaterais norte-americanas, causando também prejuízos à economia brasileira
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se opõe à classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas desde quando os Estados Unidos começaram a sinalizar essa possibilidade. Nesta 5ª feira (28.mai.2026), o Departamento de Estado norte-americano anunciou a classificação das duas facções como FTO (Organizações Terroristas Estrangeiras, em português). Leia a íntegra (804 – kB).
Há uma avaliação de que essa medida possa facilitar intervenções unilaterais norte-americanas no Brasil –preocupação ampliada após a invasão da Venezuela, em fevereiro deste ano. Além disso, o risco de que a classificação prejudique a economia nacional é analisado.
Em nota divulgada após o anúncio desta 5ª feira (28.mai), o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, afirmou que a “segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável”.
Nos Estados Unidos, a designação de uma organização estrangeira como terrorista desencadeia:
- congelamento de ativos financeiros;
- restrições de imigração aos integrantes;
- criminaliza o fornecimento voluntário de apoio material ou recursos ao grupo classificado;
- integrantes estrangeiros não são admitidos nos Estados Unidos e podem ser retirados do país.
O Planalto afirma que a medida amplia uma divergência jurídica já existente com Washington e pode causar efeitos colaterais sobre instituições financeiras brasileiras, já que a legislação norte-americana permite sanções a bancos e empresas que operem com organizações enquadradas nessa categoria, mesmo sem conhecimento direto da ligação com os grupos.
As organizações criminosas estrangeiras são designadas pelo secretário de Estado de acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA. A organização deve cumprir os seguintes requisitos:
- ser estrangeira;
- estar envolvida em atividades terroristas ou ter capacidade e intenção de se envolver nesse tipo de atividade;
- atuação do grupo deve ameaçar a segurança de cidadãos norte-americanos ou a segurança nacional dos Estados Unidos.
RELAÇÃO BRASIL E EUA
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em março. O governo dos EUA sinalizou que enquadraria as duas facções como “terroristas”. Disse que as facções criminosas são “ameaças significativas à segurança regional”.
Dois meses depois, o Brasil informou aos Estados Unidos que não concordava com a classificação. A questão foi abordada em uma reunião em Brasília com a presença de autoridades brasileiras e representantes norte-americanos liderados por David Gamble, chefe interino de coordenação do Departamento de Sanções dos Estados Unidos.
O governo avalia que o PCC e o Comando Vermelho não se enquadram na definição de “terrorismo” definida na legislação brasileira, por atuarem com motivação econômica e controle territorial, e não ideológica.
O tema não foi tratado na reunião entre Lula e Trump em 7 de maio. Segundo o próprio presidente, o assunto não entrou na conversa sobre segurança e combate ao crime.
Na ocasião, Lula afirmou: “Não discutimos facção criminosa e terrorismo com o presidente Trump partindo dele falar de alguma facção no Brasil”.
Proposta foi aprovada por 472 votos a favor e 19 contra no 2º turno; segue para análise do Senado
A proposta que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais foi aprovada nesta 4ª feira (27.mai.2026) na Câmara dos Deputados. Agora, segue para análise do Senado.
O texto foi aprovado por 472 votos a favor e 22 contra no 1º turno. No 2º, foram 461 a 19, respectivamente. Por se tratar de uma PEC, eram necessários 308 votos em cada rodada de votação.
Leia como votou cada deputado no 1º turno (ou clique aqui para abrir em outra janela):
Leia como votou cada deputado no 2º turno (ou clique aqui para abrir em outra janela):
ENTENDA A PROPOSTA
A implementação das 40 horas não será feita de forma imediata. O cronograma estabelece que, 60 dias após a publicação da emenda, a jornada máxima permitida cairá de 44 para 42 horas semanais.
Já as 40 horas semanais passarão a valer 14 meses após a publicação da proposta. No entanto, o direito aos 2 dias de folga, sendo uma delas preferencialmente aos domingos, entra em vigor de forma imediata logo após o prazo inicial de 60 dias da promulgação, independentemente do teto de horas.
ACORDOS COLETIVOS
Para atender a setores que funcionam de forma ininterrupta e que alegam impossibilidade técnica de parar 2 dias por semana, como saúde e segurança, o texto dá aval para as horas serem definidas via acordos coletivos.
A proposta permite que sindicatos e empresas poderão pactuar que os 2 dias de repouso semanal sejam calculados na média dentro do mês-calendário. Isso significa que o funcionário poderá trabalhar mais dias seguidos em uma semana e compensar com mais folgas na seguinte, contanto que tenha pelo menos uma folga dentro de cada semana de trabalho e que a média mensal feche em duas folgas por semana.
Além disso, quaisquer cláusulas de acordos e convenções coletivas antigas que prevejam jornadas maiores que 40 horas ou apenas 1 dia de folga perderão a validade automaticamente 60 dias após a publicação da Emenda Constitucional.
QUEM FICA DE FORA?
As novas regras de jornada e controle de ponto não se aplicarão ao funcionário que tiver diploma de nível superior e que receber remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o teto do INSS, hoje de R$ 21.188.
Essa regra, contudo, não se aplica aos funcionários públicos de estatais ou da administração direta, que seguirão a jornada reduzida mesmo se cumprirem os critérios de salário e escolaridade.
MEIs & TERCEIRIZADOS
No que diz respeito aos pequenos negócios, o parecer estabelece que uma lei complementar posterior criará medidas de mitigação e transições mais suaves para os Microempreendedores Individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, vinculando os benefícios fiscais ou prazos extras à manutenção dos postos de trabalho.
Já para as empresas com contratos de mão de obra vigentes com governos federais, estaduais ou municipais, o texto assegura o direito a um aditivo contratual em até 12 meses para reequilibrar as contas das empresas devido ao novo custo da jornada. O trabalhador terceirizado passará a usufruir da nova jornada assim que o aditivo for assinado ou quando acabar o prazo de 1 ano.
Eliel Junior sugere o Encontro de Corais da Cidade de Goiás como patrimônio cultural
Lidiane 1 de maio de 2026
O deputado Eliel Junior (Solidariedade) assina o projeto de lei nº 7581/26, que reconhece o Encontro de Corais da Cidade de Goiás – Darcília Amorim como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Goiás, além de incluir o evento no Calendário Cívico, Cultural e Turístico estadual.
A proposta estabelece que o encontro, realizado anualmente no município de Goiás, passe a ter reconhecimento oficial do Estado, reforçando sua importância cultural. O texto também prevê a inserção do evento no calendário oficial, ampliando sua visibilidade e fortalecendo ações de incentivo à cultura.
Na justificativa, o parlamentar aponta que o Encontro de Corais é promovido pelo Coral Solo da Cidade de Goiás, instituição com mais de 40 anos de atuação. O evento reúne grupos de diversas regiões do país, promovendo intercâmbio cultural e difundindo a música sacra e erudita, além de preservar a tradição do canto coral como elemento identitário da cidade, que é reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco.
O deputado também ressalta o impacto social e econômico da iniciativa, que fomenta a economia criativa e amplia o acesso à cultura por meio de ações inclusivas. Segundo ele, o encontro contribui para o turismo cultural e para a preservação da memória coletiva e das práticas musicais tradicionais no Estado.
A matéria está com a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde aguarda a designação de relator.
A Prefeitura de Goiânia publicou no Diário Oficial do Município o Decreto nº 52/2026, que regulamenta a adesão ao programa Adote Uma Praça e define um procedimento simplificado para a formalização de termos de cooperação entre o poder público e interessados na manutenção de espaços públicos.
A iniciativa busca estimular parcerias para a conservação e melhoria de praças, jardins e outros logradouros públicos na capital. De acordo com a regulamentação, empresas, organizações ou cidadãos poderão assumir a manutenção desses espaços, promovendo melhorias urbanas, desde que sejam respeitadas as regras estabelecidas pelo município.
Segundo o prefeito Sandro Mabel, o programa tem como objetivo fortalecer a participação da sociedade na preservação dos espaços urbanos: “Essas parcerias têm garantido resultados para a população, melhorando o ambiente urbano e valorizando áreas públicas da cidade”, afirmou.
A regulamentação detalha os procedimentos administrativos necessários para a execução do programa, criado pela Lei nº 10.346, de 17 de maio de 2019, e busca ampliar a segurança jurídica, transparência e eficiência na operacionalização das parcerias.
Funcionamento do programa
A coordenação do programa ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo Estratégico (Seplan), com apoio da Secretaria de Gestão de Negócios e Parcerias de Goiânia (Segenp). As pastas atuarão em articulação com outros órgãos municipais, além de organizações da sociedade civil e representantes da iniciativa privada.
Os interessados em adotar uma praça ou outro logradouro deverão apresentar uma solicitação formal à administração municipal. O pedido será analisado com base em critérios de interesse público e viabilidade técnica. Caso haja mais de um interessado no mesmo espaço, a escolha será feita considerando esses parâmetros.
Em contrapartida pela conservação e manutenção das áreas, o adotante poderá utilizar o espaço para divulgação publicitária, desde que respeitadas as normas urbanísticas e as regras estabelecidas na legislação municipal.
Entre as restrições previstas pelo programa, não serão permitidas mensagens que façam referência a cigarros, bebidas alcoólicas ou substâncias que causem dependência, além de conteúdos que incentivem violência, pornografia, discriminação ou propaganda político-partidária. Também ficam proibidas peças publicitárias que prejudiquem a visibilidade de trânsito ou a sinalização viária.
Prazo das parcerias
Os termos de cooperação terão vigência inicial de até três anos, com possibilidade de renovação. A parceria poderá ser encerrada pelo adotante a qualquer momento ou pelo município em caso de descumprimento das regras estabelecidas.
Após a formalização do acordo, o documento deverá ser publicado integralmente no Diário Oficial do Município em até 30 dias.
A regulamentação também esclarece que o programa não interfere em atividades comerciais já licenciadas nos espaços públicos nem poderá impor restrições ao acesso da população às áreas adotadas.
A proposta é ampliar a conservação desses locais sem alterar sua função pública, mantendo-os acessíveis à comunidade e integrados à dinâmica urbana da capital.
Cristiano Galindo pleiteia reconhecimento de airsoft e paintball como modalidades esportivas
Lidiane 8 de abril de 2026
Proposta apresentada pelo deputado Cristiano Galindo (Mobiliza) no Parlamento goiano prevê o reconhecimento da airsoft e do paintball como modalidades esportivas, além de regulamentar as práticas e o uso de equipamentos em locais próprios.
O projeto de lei, que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) com o número 5119/26, também estabelece que a atividade esportiva de prática de airsoft e paintball, será livre em Goiás, devendo obedecer à legislação federal quanto ao uso, compra, manuseio e transporte de armas de pressão.
Segundo justifica o deputado, a propositura visa, além de reconhecer as atividades, estabelecer diretrizes para sua prática segura, organizada e responsável. Galindo pontua que o reconhecimento normativo desse tipo de atividade contribui para o adequado ordenamento das práticas, “promovendo segurança jurídica para praticantes, organizadores e autoridades públicas”.
A expansão do número de arenas, clubes e grupos organizados dedicados à prática dos jogos e o estímulo à atividade física, ao convívio social, ao trabalho em equipe, ao planejamento estratégico e ao respeito às regras, também são listados pelo legislador como justificativa para a proposta.
“O reconhecimento como modalidade esportiva fortalece o desenvolvimento dessas práticas no âmbito do esporte amador, além de possibilitar maior integração com políticas públicas voltadas ao esporte, ao lazer e ao turismo”, destaca.
O projeto de lei foi encaminhado para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e será distribuído para relatoria parlamentar nas próximas reuniões do colegiado.
Agora governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB) tomou posse do cargo máximo da política goiana na tarde desta terça-feira, 31. Em sessão solene realizada no Plenário Iris Rezende Machado, do Palácio Maguito Vilela, o emedebista substituiu definitivamente o então governador Ronaldo Caiado (PSD), que se afastou da gestão para disputar a Presidência da República nas eleições deste ano.
A cerimônia, conduzida pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), deputado Bruno Peixoto (UB), foi carregada de simbolismo. A começar pelo fato de que Daniel foi empossado no prédio que leva o nome de seu pai, o ex-governador Maguito Vilela. Em paralelo, o plenário que sediou a posse tem o nome de outro líder emedebista que ocupou a mesma cadeira, Iris Rezende Machado. Ambos faleceram em 2021.
Depois da execução dos ritos formais que a solenidade exige, Daniel pôde, então, com o braço direito estendido, prestar o seguinte juramento: “Prometo manter, defender e cumprir a Constituição da República e a do Estado, observar as leis, promover o bem geral e sustentar a integridade de Goiás”.
Goiás no trilho
As primeiras palavras de Daniel como governador foram para reiterar seu compromisso de seguir o caminho trilhado por Caiado. Em um discurso de 25 minutos, Daniel se emocionou com a conquista e disse se sentir “honrado” em assumir essa missão.
Depois de tecer elogios à gestão estadual e elencar os avanços alcançados ao longo dos últimos sete anos, Vilela considerou que Goiás deixou seus problemas para trás e se tornou “exemplo para o Brasil”.
“Meu amigo, meu parceiro, minha dupla, receba os meus cumprimentos. E receba também a minha sincera e eterna gratidão. Obrigado pela confiança, obrigado pela parceria. O senhor fez história”, disse Daniel, direcionado ao ex-governador.
Daniel reiterou que Goiás carregou, por anos, a marca “das dívidas e da corrupção”. Mas isso se transformou, segundo ele, a partir do momento em que Ronaldo Caiado assumiu o poder.
“Se o passado era o descaso, o presente é a saúde regionalizada, a educação em primeiro lugar, o equilíbrio fiscal e as contas em dia. É o exemplo em pesquisa em inteligência artificial, o primeiro lugar em transparência, o avanço em obras estruturantes. É o Estado mais seguro do Brasil”, avaliou o novo chefe do Executivo.
Ao encerrar seu discurso, o novo governador desejou sorte a Caiado em seu projeto nacional. “O Brasil precisa de homens públicos com a sua coragem. O que o Brasil quer é ser o que Goiás já é”, considerou.
Daniel Vilela também aproveitou a oportunidade para estender seus cumprimentos e agradecimentos à sua família. “Não poderia deixar de agradecer ao meu saudoso pai, um exemplo de homem público e que me faz, todos os dias, reafirmar o meu compromisso de honrar a confiança do povo goiano com trabalho e honestidade.” Em outro trecho, ele agradeceu, individualmente, sua esposa, seus filhos e sua mãe, que acompanharam a cerimônia nesta tarde.
O desafio continua
Instantes depois de transferir o cargo, Caiado também fez um discurso carregado de emoção. Na tribuna, que ocupou por 10 minutos a mais que Daniel, ele destacou a trajetória política construída ao longo de décadas e reafirmou seu compromisso com o Estado e com o país.
Em um dos momentos mais enfáticos do pronunciamento, o ex-governador destacou o índice de aprovação ao final de seu mandato. “Eu não desonrei o voto dos goianos, encerro o meu mandato com aprovação de 88% da população”, afirmou, associando o resultado à condução das políticas públicas e à proximidade do Governo com a população.
Ronaldo Caiado também defendeu a moderação no cenário político nacional e criticou a polarização. “O Brasil não é um país de radicalização. Nós temos que voltar a viver em paz”, disse ao defender a importância do diálogo e do respeito democrático.
Depois, o ex-chefe do Executivo reafirmou seu compromisso com Goiás e indicou novos desafios em âmbito nacional, mencionando a sua decisão de disputar a Presidência da República. “Eu não vou decepcionar meus irmãos goianos”, garantiu antes de destacar sua intenção de levar ao Brasil a experiência administrativa construída em Goiás.
Em tom de tranquilidade, Caiado falou, por fim, da escolha de seu sucessor. “Escolhi o meu vice-governador para continuar o trabalho”. Em um segundo momento, ele enfatizou a experiência política do novo governador e sua participação ativa na gestão estadual. “Tenho certeza que ele assinará esse mesmo documento [termo de posse] em 2027”, frisou, imbuído da certeza de que Daniel sairá vitorioso em seu projeto político de 2026.
Gratidão pela confiança
Após o discurso do ex-governador, Bruno Peixoto aproveitou para externar sua gratidão. O legislador ressaltou que exerceu a função de líder do Governo por quatro anos e que nunca titubeou na missão por acreditar verdadeiramente na gestão.
Peixoto também lembrou que, durante a liderança, visitou o governador em um período em que esteve internado em São Paulo. “Foi ali que ele me disse: ‘Você é meu candidato à presidência [do Legislativo]’. Hoje me perguntam o porquê dessa lealdade, dessa gratidão e desse companheirismo. E eu respondo: ‘Temos que ter gratidão na vida’. E isso eu tenho por ele e por Gracinha”.
Direcionando, em seguida, a palavra ao casal, Bruno disparou: “Digo a vocês que se exerço a função de presidente desta Casa é porque foram corretos comigo. Eu não poderia, jamais, dizer ‘não’ a um pedido de vocês”. O presidente do Legislativo garantiu que seguirá trabalhando intensamente pela trajetória política de Ronaldo Caiado e de Gracinha, ambos pré-candidatos, respectivamente, à Presidência e ao Senado.
O chefe do Legislativo também agradeceu aos presentes e salientou os resultados da gestão estadual, mencionando que sua administração alcançou o primeiro lugar em segurança pública no país, avanços na educação e a liderança no ranking do Índice Nacional de Educação Básica (Ideb), descentralização da saúde, equilíbrio financeiro e recursos em caixa.
Composição da mesa
A mesa dos trabalhos da sessão solene foi composta pelo mais novo governador de Goiás, Daniel Vilela, e sua esposa, agora primeira-dama, Iara Netto Vilela; pelo presidente da Alego, Bruno Peixoto, e sua esposa, Luciene Gontijo; e pelo ex-governador Ronaldo Caiado e sua ex-primeira-dama Gracinha Caiado.
Igualmente, tomaram assento o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), desembargador Leandro Crispim, e sua esposa, Luciene Camargo; o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB); a vice-prefeita de Goiânia, Coronel Claudia (Avante); o senador da República por Goiás Vanderlan Cardoso (PSD) e a deputada federal por Goiás Flávia Morais (PDT).
Ainda ocuparam seus lugares de honra o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, desembargador federal Eugênio José Cesário Rosa; o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga; o procurador-geral de Justiça, Cyro Terra; o defensor público-geral em exercício, Allan Montoni Joos; e o vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO), conselheiro Sebastião Tejota.
Também compuseram a mesa o presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, conselheiro Joaquim Alves de Castro Neto; o presidente da Associação Goiana de Municípios e prefeito de Hidrolândia, José Délio Alves Júnior (União); e o presidente da Federação Goiana dos Municípios e prefeito de Jaraguá, Paulo Vitor Avelar (União).
Estiveram presentes, ainda, os familiares de Ronaldo Caiado — as filhas Ana Vitória Caiado, Marcela Caiado e Maria Caiado, além do genro Alexandre Hsiung — e de Daniel Vilela — a irmã Vanessa, o irmão Miguel Vilela, os filhos Maria Laura Netto da Costa Vilela e Frederico Netto da Costa Vilela, a mãe Sandra Regina Carvalho Vilela e seu esposo Tayrone de Melo —, além de outras autoridades.
Com a renúncia de Ronaldo Caiado (PSD) para disputar a Presidência da República, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) assumiu, na tarde desta terça-feira (31/3), o comando do Governo de Goiás. A posse foi realizada em sessão solene na Assembleia Legislativa, no plenário Iris Rezende, com a presença da esposa, Iara Netto Vilela.
A cerimônia teve início com a recepção das autoridades na Esplanada do Palácio Maguito Vilela, conduzida pelo presidente da Assembleia, deputado Bruno Peixoto (UB). Em seguida, já no plenário, Daniel Vilela prestou juramento e foi oficialmente empossado no cargo de governador.
Na sequência, foram formadas as comissões de deputados responsáveis por conduzir à mesa dos trabalhos as autoridades. Daniel Vilela foi acompanhado por Amilton Filho (MDB), Bia de Lima (PT) e Anderson Teodoro (Avante).
Com a mesa formada, o Hino Nacional Brasileiro foi executado pelo Corpo Musical do Corpo de Bombeiros Militar, sob regência do maestro Major Rodrigues. Após uma apresentação de dança clássica, Ronaldo Caiado discursou e destacou a escolha de Daniel Vilela como sucessor.
“Escolhi o meu vice-governador para continuar o trabalho em Goiás”, afirmou.
Caiado ressaltou ainda a trajetória política do novo governador, lembrando sua passagem pela Câmara de Vereadores, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional, além da disputa eleitoral de 2018.
“E também me enfrentou em 2018. E por isso que eu o busquei”, disse.
O agora ex-governador enfatizou que Daniel Vilela acompanhou de perto a gestão e tem conhecimento da estrutura administrativa do Estado, o que, segundo ele, o credencia a dar continuidade ao trabalho.
“Conhece toda a parte orçamentária, municipal, estadual e sabe a realidade por ter vindo de uma origem política que, sem dúvida nenhuma, tem um patrimônio a que ele também a responsabilidade de honrar o nome de seu pai, de sua família”, declarou.
“Tem mais do que nunca a responsabilidade de poder dar continuidade a um governo que saberá, como sempre, debater, combater a corrupção e a criminalidade, mas apoiar as pessoas de bem do nosso estado de Goiás”, completou.
Ainda nesta terça-feira, Ronaldo Caiado deve transmitir oficialmente o cargo, com a passagem da faixa governamental no Palácio das Esmeraldas.
A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) e em parceria com o Governo de Goiás, vai executar uma operação especial de mobilidade urbana durante a realização do MotoGP, de sexta-feira (20/3) a domingo (22/3), com bloqueios viários, corredores exclusivos, desvios programados e transporte especial para garantir acesso organizado ao Autódromo Internacional Ayrton Senna.
“A Prefeitura de Goiânia, em parceria com o Governo de Goiás, montou uma operação robusta para dar suporte a um evento desta magnitude. Teremos sistema estacione e siga, linhas especiais de ônibus e bolsões distribuídos em pontos estratégicos, permitindo que o público deixe o carro em áreas seguras e siga até o autódromo por transporte organizado”, explica Tarcísio Abreu, secretário municipal de Engenharia de Trânsito.
A operação, segundo a prefeitura, foi estruturada para absorver o fluxo elevado esperado durante os três dias de evento. O esquema concentra intervenções em ruas e avenidas da capital e em pontos de apoio definidos para estacionamento, embarque e desembarque de passageiros.
O Governo de Goiás, via Goinfra, estabeleceu restrições de tráfego na GO-020 entre 20 e 22 de março, das 5h às 20h, devido ao MotoGP em Goiânia. A norma altera o fluxo nos dois sentidos entre o km 0,5 e km 6,2, com exceções para motocicletas, transporte coletivo, veículos de emergência e credenciados.
A medida visa organizar o trânsito durante o evento mundial de motociclismo, abrangendo áreas específicas entre Goiânia e Bela Vista. Mais detalhes sobre as restrições podem ser conferidos no site da Goinfra.

O plano da prefeitura de Goiânia (que está disponível aqui em PDF) prevê restrições na GO-020, reorganização do tráfego na região da Avenida Jamel Cecílio e funcionamento de bolsões em áreas estratégicas para evitar a entrada de veículos no entorno imediato do autódromo.
Chegada ao autódromo: vá de transporte coletivo
Para chegar ao autódromo, a recomendação é a utilização do transporte coletivo. Um sistema especial foi estruturado com ônibus da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC). Linhas especiais de ônibus farão o traslado até o circuito, com saídas contínuas dos bolsões de estacionamento e de terminais do transporte coletivo, como os terminais Isidória (Setor Pedro Ludovico), Praça da Bíblia (Setor Leste Universitário) e Paulo Garcia (Setor Central).

Para quem optar por transporte individual, o planejamento também prevê áreas específicas de estacionamento fora do autódromo, com integração ao sistema de transporte coletivo. Ao todo, serão cerca de 13,5 mil vagas distribuídas entre o Estádio Serra Dourada, Centro Cultural Oscar Niemeyer, Universidade Paulista (Unip) e entorno da Praça Cívica. Após estacionar, o público será direcionado a ônibus que farão o traslado até o circuito, com tempo médio de deslocamento de cerca de 15 minutos.
Bolsões oficiais de estacionamento e áreas de embarque e desembarque
Centro Cultural Oscar Niemeyer
- Seis bolsões de estacionamento
- Área exclusiva de credenciamento
- Embarque e desembarque ao lado do estacionamento principal
Paço Municipal
- Embarque e desembarque exclusivo para transporte coletivo
- Área específica para atuação de táxi e transporte por aplicativo
- Estacionamento proibido
Faculdade Unip (BR-153)
- dois bolsões com acesso pela BR-153
- embarque e desembarque pela Avenida Brasil
Flamboyant Shopping Center
- Bolsão com acesso pela Alameda das Paineiras
- Embarque e desembarque pela Alameda dos Ipês
Estádio Serra Dourada
- Quatro bolsões de estacionamento
- Acesso pela Avenida L e Rua 77
Alterações no corredor da Av. Jamel Cecílio
O diretor de trânsito da SET, Luís Tiago Santos, afirma que uma das principais mudanças operacionais estará concentrada no corredor da Avenida Jamel Cecílio.
“Na prática, a Avenida Jamel Cecílio funcionará com apenas duas pistas no trecho entre a Marginal Botafogo e a BR-153. Uma faixa será destinada ao deslocamento operacional do evento e ao transporte coletivo especial”, informa.
Ele explica que o tráfego será redistribuído em corredores complementares.
“Nos arredores, o fluxo será direcionado para rotas como a Avenida L, Rua Florianópolis, Avenida Recife e conexões com a Marginal Botafogo e BR-153, o que ajuda a manter a fluidez, mesmo com o aumento do volume de veículos”, complementa.
A GO-020 terá área de trânsito restrito a partir das 5 horas da manhã até às 7 horas da noite. Durante os três dias de programação, haverá bloqueio controlado nos dois sentidos: Goiânia sentido Senador Canedo/Bela Vista e Bela Vista/Senador Canedo sentido Goiânia. Para os veículos de carga, a circulação será mantida na avenida Marginal Barreiro (paralela à GO-020).
Principais bloqueios e desvios programados
Região Portal do Sol I e II
- Bloqueio operacional nos acessos principais
- Controle viário com agentes: Avenida Alphaville Flamboyant e Avenida Mambai
Desvio Portal do Sol I e II
- Avenida Santa Bárbara
- Alameda Fazenda Gameleira
- Avenida Vinhedos
- Avenida Progresso
- Rua Joaquim Nicolau
- Rua Gameleira
- Avenida Olinda
Desvio Alpha Mall / Porsche Center
- Avenida Alphaville Flamboyant
- Avenida Vale Verde
- Avenida PL-2
- Avenida Emival Bueno
Sentido Bela Vista/Goiânia (via Senador Canedo)
- GO-020 sentido Goiânia
- etorno na altura da JBS
- Alameda Perimetral Norte
- Avenida Joaquim Nicolau
- Avenida Gameleira
Sentido Bela Vista / Goiânia (via Parque Atheneu)
- GO-020 sentido Goiânia
- retorno após o cemitério
- Clube de Golfe
- Portal do Sol Green
- Rua GGC-22
- Avenida Bela Vista
Desvio sentido Bela Vista
- Avenida Dr. José Hermano
- Avenida Marginal Barreiro
- GO-020
Região do Estádio Serra Dourada
Bloqueios em:
- Avenida L com Rua 28
- Rua 77 com Rua 28
- Avenida L exclusiva para ônibus
Acesso aos estacionamentos por:
- Avenida A
- Rua 32
- Avenida Fued José Sebba
- Rua 28
- Rua 77
Região do autódromo terá circulação controlada
Na Avenida Alphaville Flamboyant, haverá restrição de circulação entre 5h e 19h.
O acesso local será permitido apenas para:
- O acesso local será permitido apenas para:
- veículos credenciados
- transporte operacional
- embarque e desembarque autorizado
- veículos identificados com adesivo (para acesso ao clube)
Agentes da SET vão atuar nos principais pontos de bloqueio, travessias e acessos aos corredores especiais durante toda a operação.


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