Jorge Goetten acredita que não há impacto fiscal; limites de faturamento do Simples Nacional estão congelados desde 2018
O relator do PLP (projeto de lei complementar) 108 de 2021, que atualiza os limites de faturamento do MEI (Microempreendedor Individual), deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), disse nesta 4ª feira (15.jul.2026) que a atualização do Simples Nacional só repõe a inflação. O congressista acredita que não há impacto fiscal já que é só uma reposição.
“Nós entendemos que não há impacto nenhum porque consideramos que estamos só repondo a inflação. A nossa sugestão é atualizar o limite do Simples Nacional a partir de 2028. Se lá na frente a equipe econômica vir que tem impacto, pode tratar na LOA [Lei Orçamentária Anual]“, declarou Goetten a jornalistas.
O relator afirmou ter pedido no começo de junho ao Ministério da Fazenda dados sobre o impacto fiscal da atualização, mas o órgão federal pediu prazo até 5 de agosto para levantar as informações.
Goetten defende a necessidade de também atualizar os limites de faturamento do Simples Nacional e não só do MEI.
O congressista se reuniu nesta 4ª feira (15.jul) com o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, para tratar sobre a atualização dos limites de faturamento do MEI e do Simples Nacional.
“Vim trazer ao ministro sugestões para que ele possa levar aos colegas dele Bruno Moretti [Planejamento] e Dario Durigan [Fazenda] que é benéfico para todos atualizar o Simples Nacional e o MEI. Ele gostou das nossas sugestões e vai conversar com os ministros da área econômica para ver se conseguimos avançar em agosto à atualização”, disse Goetten a jornalistas no Ministério do Empreendedorismo.
Projeto do governo e MEI
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou em 29 de junho ao Congresso Nacional outro projeto de lei sobre o tema. O texto amplia o teto do MEI (Microempreendedor Individual) de R$ 81.000 para R$ 110 mil já em 2027 e para R$ 140 mil em 2028. O projeto permite ainda a contratação de mais um funcionário por empresa. Leia a íntegra (PDF – 441 kB).
O Executivo enviou o texto para evitar uma pauta-bomba com impacto de R$ 50 bilhões por ano. Isso porque o PLP 108 de 2021, que está na Câmara, inclui no aumento todo o Simples Nacional.
O Microempreendedor Individual foi criado em 2008 como uma política pública de formalização. O regime permite que trabalhadores autônomos tenham um registro de CNPJ, emitam notas fiscais e assegurem direitos previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença e licença-maternidade.
A contrapartida é o pagamento de uma guia mensal unificada de tributos com valores reduzidos. Trata-se da porta de entrada para o ecossistema de micro e pequenas empresas no Brasil.
Para estar nesse regime, o empreendedor precisa respeitar limites rígidos de faturamento e de estrutura. Caso extrapole as regras, ele é automaticamente desenquadrado e empurrado para o Simples Nacional, outro regime tributário facilitado que unifica 8 impostos federais, estaduais e municipais em uma única arrecadação, mas com alíquotas progressivas e consideravelmente maiores do que as taxas fixas cobradas do MEI.
PROIBIÇÃO
Na decisão, Moraes afirmou que Flávio utilizou o direito de visita para obter uma carta assinada por Bolsonaro “com a exclusiva finalidade de divulgá-la nas redes sociais”, em descumprimento da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.
O ministro também determinou que a defesa de Bolsonaro esclareça se ele tinha conhecimento da divulgação do documento.
“sentimento de injustiça”
Flávio contestou o entendimento do magistrado e questionou o prazo da restrição. “Qual o critério de 90 dias?”, perguntou. Também afirmou haver um “grande sentimento de injustiça” e disse que Moraes busca uma justificativa para agravar as medidas impostas ao ex-presidente.
O senador argumentou ainda que esta foi a 5ª carta atribuída a Bolsonaro tornada pública desde o início das restrições judiciais. Segundo ele, as 4 anteriores, incluindo mensagens divulgadas por Michelle Bolsonaro e manifestações sobre eleições regionais, não motivaram qualquer reação do STF.
“Qual a diferença de eu publicar na minha rede, de publicar na rede da Michelle ou de publicar em qualquer blog?”, afirmou.
Flávio disse que a única diferença entre os episódios anteriores e a divulgação da carta do último sábado (11.jul) é o conteúdo político da mensagem, na qual Bolsonaro o apresenta como pré-candidato à Presidência e seu “porta-voz”. Para o senador, Moraes “só quer uma desculpinha” para tirar Jair Bolsonaro da prisão domiciliar.
A decisão de Moraes também cita uma live realizada por Flávio depois da divulgação da carta. Segundo o ministro, a transmissão indica que Bolsonaro tinha conhecimento prévio da publicação do documento, circunstância que deverá ser esclarecida pela defesa do ex-presidente.
Estimativas para PIB, Selic e dólar permanecem inalteradas em relação ao boletim da semana anterior
O Boletim Focus divulgado nesta 2ª feira (13.jul.2026) pelo Banco Central reduziu para 5,16% a projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país. Na semana anterior, a estimativa do documento para o IPCA estava em 5,30%.
Definida pelo Conselho Monetário Nacional, a meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Leia a íntegra do boletim (PDF – 777 kB).
Para o PIB, soma de todas as riquezas produzidas no país, o mercado projeta 1,99%, mesmo valor da semana anterior.
Já a projeção para a taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano, se manteve em 14% para 2026. A estimativa para o câmbio, por sua vez, foi mantida em R$ 5,20.
Para 2027, o boletim elevou a projeção da inflação de 4,18% para 4,20%. A estimativa de crescimento do PIB caiu de 1,69% para 1,65%.
BOLETIM FOCUS
O Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central com base em projeções de mais de 100 instituições do mercado financeiro. O relatório resume as expectativas para indicadores como inflação, câmbio, juros e crescimento da economia.
Ali Khamenei morreu durante um ataque dos EUA no início do atual conflito e seu corpo foi sepultado nesta semana
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado (11.jul.2026), em postagem no X, que a “vingança” pelo seu pai, aiatolá Ali Khamenei, é uma exigência do povo iraniano e acontecerá “com certeza”. Ali Khamenei morreu durante um ataque aéreo dos Estados Unidos em 28 de fevereiro no início do atual conflito.
“A vingança pelo mártir do Irã é a exigência do nosso povo e, com toda a certeza, deve ser realizada. Esses criminosos, cuja lista existe de cima a baixo, levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila na cama”, escreveu Mojtaba Khamenei.
O sepultamento Ali Khamenei terminou nesta semana e depois de 4 dias. Seu filho não compareceu, nem fez nenhuma aparição pública desde o início da guerra. A principal suspeita é que o novo aiatolá esteja com o rosto desconfigurado por conta de um ataque.
A postagem se deu em um momento de escalada do conflito. Na 6ª feira (10.jul), o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), ameaçou destruir o país se as forças iranianas tentarem assassiná-lo. Também afirmou que mísseis estão preparados contra o Irã.
Apoiadores do governo iraniano pediram a morte de Trump durante o funeral de Ali Khamenei.
Depois do fim do acordo de paz entre os países, os Estados Unidos voltaram a atacar Teerã.
Levantamento identificou diferenças de preço entre farmácias e recomenda que consumidores pesquisem antes da compra
O Procon-SP informou na 3ª feira (7.jul.2026) que um mesmo medicamento genérico comprado em diferentes estabelecimentos comerciais da cidade de São Paulo pode apresentar uma diferença de até 2.433,59% no preço.
Segundo o órgão, uma cartela com 30 comprimidos de 5 miligramas de um medicamento para disfunção erétil, por exemplo, pode custar R$ 98,05 em uma farmácia da Zona Norte de São Paulo e R$ 3,87 em um estabelecimento da Zona Sul.
Já a cartela com 30 comprimidos de 25 microgramas de um medicamento de referência para tratar o hipotireoidismo pode custar R$ 10,73 ou R$ 41,43, a depender da farmácia ou drogaria em que for adquirido.
Segundo o levantamento, em geral os medicamentos genéricos são mais baratos que os de referência, que são aqueles de marca. Em média, um genérico pode custar 63,05% menos que o de referência, o que pode significar uma grande economia para o bolso do consumidor.
Por causa da grande diferença de preços entre um estabelecimento comercial e outro, o Procon alerta para que o consumidor faça uma pesquisa de preços e sempre verifique, antes de fazer a compra, sobre a disponibilidade do medicamento em algum programa social oferecido pelos governos federal, estadual ou municipal. Segundo o órgão, isso poderia garantir acesso gratuito ou com descontos a esse remédio.
Também é importante analisar se há algum desconto oferecido pelo plano ou seguro de saúde. Além disso, alguns laboratórios ou as próprias drogarias podem oferecer descontos nos preços dos remédios por meio de programas de fidelidade.
Outro alerta do Procon é para que o consumidor sempre observe se o medicamento tem registro no Ministério da Saúde e se o número do lote e o prazo de validade e de fabricação informados na embalagem correspondem ao que consta na cartela. Outra dica dada pelo órgão é para que o consumidor avalie com o seu médico sobre o uso dos medicamentos genéricos, que costumam ter preços mais acessíveis.
METODOLOGIA
O levantamento foi feito pelo Procon em 10 farmácias e drogarias da cidade de São Paulo nos dias 19 e 20 de maio. A pesquisa também foi realizada presencialmente em outros 10 municípios do estado de São Paulo e, de forma online, em 10 sites de grandes redes.
Tanto na pesquisa presencial quanto na online, foram comparados preços de mais de 70 medicamentos genéricos e de referência como antitérmicos, anti-inflamatórios, ansiolíticos, antibióticos, anticoncepcionais, antidepressivos, para disfunção erétil, artrite reumatoide e controle de colesterol, entre outros.
Este texto foi originalmente publicado pela Agência Brasil, em 7 de julho de 2026 as 18h00. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
Virgínia induziu aposta improvável e lucrava com prejuízo de fãs, diz MP
Lidiane 11 de julho de 2026
Ação pede R$ 120 milhões da Blaze e da influencer por publicidade irregular sobre confronto entre Argentina e Cabo Verde, pela Copa do Mundo
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios afirma que a influenciadora Virgínia Fonseca incentivou seguidores a fazer uma aposta improvável em uma eventual vitória da seleção de Cabo Verde sobre a equipe da Argentina, durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo a procuradoria, Virgínia lucrava com o prejuízo dos apostadores e poderia receber comissão equivalente a 30% das perdas registradas por quem fosse captado por suas publicidades na plataforma Blaze.
O MPDFT ajuizou, na 4ª feira (8.jul.2026), ação civil pública contra a Foggo Entertainment Ltda., operadora da Blaze, e contra Virgínia Fonseca. A ação pede condenação solidária de R$ 120 milhões por danos morais coletivos e inclui pedido de suspensão imediata de diversas práticas. Eis a íntegra do documento (PDF – 289 KB).
“Como esperado pelo senso médio, a seleção da Argentina venceu a partida (3 a 2), impondo perda integral aos consumidores que seguiram a recomendação. A gravidade do dano é potencializada pelo modelo de negócios apurado: informações da Revista Piauí, da CPI das Bets e deste inquérito apontam que a influenciadora recebia ou recebe 30% sobre as perdas dos apostadores captados. Esse formato instaura um conflito de interesses estrutural, em que o prejuízo financeiro do consumidor atua como pressuposto econômico direto para o lucro da contratada”, afirmou o Ministério Público.
A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do MPDFT, argumenta que as condutas investigadas extrapolam interesses individuais e configuram potencial lesão aos direitos coletivos dos consumidores e à ordem econômica.
A ação descreve que Virgínia, que reúne mais de 56 milhões de seguidores no Instagram, publicou nos stories da rede social conteúdo em que aparentava fazer uma aposta espontânea na vitória da seleção de Cabo Verde sobre a equipe da Argentina. A postagem não identificava claramente o caráter publicitário do conteúdo e simulava uma manifestação pessoal.
Assista ao vídeo (43s):
O MPDFT afirma que a contratação de influenciadores digitais de grande alcance amplia o potencial de disseminação das mensagens e o risco de prejuízo a um número indeterminado de consumidores, atraídos pela promessa de “renda extra”.
“A conduta da Blaze, em coautoria com Virgínia Fonseca, e demais agentes de seu ecossistema empresarial, não se limita a ilícitos pontuais, mas estrutura uma engenharia predatória de exploração de vulnerabilidades cognitivas em escala massiva, gerando externalidades negativas sistêmicas”, afirmou trecho da ACP.
PEDIDOS E MULTAS
O MPDFT requer que a Justiça determine à Foggo a suspensão imediata de qualquer cláusula ou mecanismo contratual que vincule a remuneração de influenciadores ao prejuízo de apostadores, ao volume de apostas geradas após seus anúncios ou ao desempenho econômico da operação. Para esse pedido, a ação propõe multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.
Em relação a Virgínia, o MP requer a remoção imediata de todo conteúdo publicitário ligado a apostas que prometa lucros irreais, induza o consumidor ao erro ou estimule apostas em time, evento ou condição esportiva específica.
A ação também veda a chamada publicidade disfarçada em conteúdos de natureza pessoal, familiar ou de viagens sem identificação clara do caráter promocional, bem como o uso de dark patterns –técnicas de design que manipulam o comportamento do usuário de forma não transparente. A multa proposta para eventual descumprimento por parte da influenciadora é de R$ 500 mil por dia.
OUTRO LADO
Ao Poder360, a Foggo Entertainment, responsável pela Blaze, afirmou que ainda não foi formalmente intimada da ação civil pública, disse atuar em conformidade com a legislação e as diretrizes de jogo responsável e declarou que prestará os esclarecimentos necessários após ser notificada.
Eis a íntegra da nota da Blaze:
“A Foggo Entertainment Ltda, detentora da marca e Operação Blaze no Brasil, esclarece que, até o presente momento, não foi formalmente citada / intimada a respeito da referida ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT). A Foggo se mantém comprometida com a transparência e conformidade com a legislação e as regulamentações em vigor no país. Nossas operações e parcerias são sempre pautadas pelas melhores práticas de mercado, com foco absoluto na segurança de nossos usuários, seguindo princípios legais e normas aplicáveis, assim como com base nas diretrizes de Jogo Responsável. Assim que formalmente notificada, a Foggo prestará todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes e a quem mais se fizer necessário.”
O Poder360 procurou a assessoria de Virgínia por meio de e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da ação do MP. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Entidade liberou Balogun, artilheiro da seleção norte-americana na Copa, para jogar depois de ele ter sido expulso no último jogo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ligou para o chefe da Fifa, Gianni Infantino, e pediu para a entidade reavaliar a suspensão do atacante da seleção norte-americana, Folarin Balogun. A informação foi noticiada inicialmente pelo jornalista Ben Jacobs e confirmada por veículos de mídia como o New York Times.
Balogun foi expulso na partida entre as seleções dos EUA e da Bósnia e Herzegovina, em 1º de julho, e ficaria de fora das oitavas de final por cumprir suspensão automática –conforme o artigo 10.5 do Regulamento da Copa do Mundo da Fifa. Os norte-americanos enfrentam os belgas na 2ª feira (6.jul.2026), às 21h (horário de Brasília). O atacante é o artilheiro da equipe na competição, com 3 gols.
O Comitê Disciplinar da Fifa, no entanto, derrubou a suspensão.
A federação aplicou a punição com base nos artigos 14 e 66 do Código Disciplinar, mas suspendeu a execução por causa do artigo 27 do código. A suspensão tem caráter probatório, com prazo de 1 ano. Caso Balogun cometa outra infração de natureza e gravidade semelhantes nesse intervalo, a punição será reativada.
TRUMP COMEMORA
Depois do anúncio, Trump agradeceu publicamente à Fifa pelo encaminhamento do caso.
“Obrigado à Fifa por fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça!”, escreveu Trump em seu perfil na Truth Social.
O perfil oficial da Casa Branca no X também comemorou a suspensão da punição a Balogun.

ARTIGO 27
A Fifa suspendeu os efeitos do cartão vermelho recebido por Balogun com base no artigo 27 do seu Código Disciplinar.
O texto permite que o órgão judicial da federação suspenda total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar.
Eis o que diz o artigo:
“Suspensão da execução de medidas disciplinares
“O órgão judicial poderá decidir suspender, total ou parcialmente, a execução de uma medida disciplinar.
“Ao suspender a execução da sanção, o órgão judicial submeterá a pessoa sancionada a um período de prova de 1 a 4 anos.
“Se a pessoa beneficiada pela suspensão cometer outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante o período de prova, a suspensão será revogada pelo órgão judicial, e a sanção será executada, sem prejuízo de eventual sanção adicional aplicada pela nova infração.
“Medidas disciplinares relacionadas à manipulação de partidas não podem ter sua execução suspensa”.
COPA DO MUNDO
A Copa do Mundo é um evento esportivo privado com fins de lucro. É realizado a cada 4 anos pela Fifa. As seleções se classificam por meio de eliminatórias. A comissão técnica e o elenco de cada time que disputa a competição são escolhidos por entidades privadas.
No caso do Brasil, cabe à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) definir quem é o treinador e quais são os jogadores “convocados” (na realidade, todos são convidados e vai quem tem interesse; como o ganho comercial de marketing é grande, os atletas atendem à “convocação”). A CBF é uma organização de direito privado e sem nenhum vínculo com o governo federal.
O governo do Brasil não tem nenhuma influência na escolha do time que participa do torneio. Ou seja, não é o país que está representado na Copa do Mundo, mas uma equipe de futebol escolhida por uma entidade privada.
Medidas podem ser feitas para cidadãos norte-americanos, residentes e empresas com relações financeiras com as organizações criminosas
O governo dos Estados Unidos afirmou que cidadãos norte-americanos, residentes permanentes e empresas poderão sofrer sanções caso realizem operações financeiras ou prestem apoio ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao CV (Comando Vermelho).
Segundo informações publicadas pelo portal Metrópoles nesta 6ª feira (3.jul.2026), fontes do Departamento de Estado afirmaram que as restrições não serão limitadas a estrangeiros e poderão atingir qualquer pessoa ou instituição que mantenha vínculos financeiros com integrantes dos grupos.
“Realizar transações com membros do Comando Vermelho ou do Primeiro Comando da Capital acarreta riscos em relação às autoridades responsáveis pelas sanções antiterrorismo”, disseram representantes do órgão ao veículo.
Na prática, a medida permite que autoridades norte-americanas investiguem operações ligadas às facções e adotem punições estabelecidas na legislação antiterrorismo. Estrangeiros envolvidos podem ficar sujeitos a restrições migratórias e até deportação.
SANÇÕES JÁ ANUNCIADAS
A ampliação foi realizada poucos dias depois de o Departamento do Tesouro dos EUA anunciar as primeiras sanções relacionadas à nova política.
As punições atingiram 2 brasileiros, 3 empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal apontados como integrantes de uma estrutura de lavagem de dinheiro vinculada ao PCC. De acordo com o governo norte-americano, o grupo teria movimentado mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas e outras atividades ilícitas.
Entre os nomes incluídos estão Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como intermediário entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais, e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, descrita pelas autoridades como responsável por apoio operacional e movimentação de recursos.
Também foram alvo das medidas as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia, Pixwave Soluções de Pagamentos, Wave Construções Inteligentes e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal.
A decisão bloqueia bens e ativos sob jurisdição norte-americana e impede cidadãos, empresas e instituições financeiras dos EUA de manter relações comerciais com aqueles que receberam a sanção.
Levantamento da Vox Brasil também mostra empate técnico entre pré-candidatos pela 2ª vaga da Casa
Levantamento da Vox Brasil, divulgado nesta 6ª feira (3.jul.2026), mostra que Alvaro Dias (MDB) lidera numericamente a disputa pelas vagas ao Senado no Paraná nos 2 cenários testados. Gleisi Hoffmann (PT), Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL) e Alexandre Curi (Republicanos) aparecem na sequência, tecnicamente empatados dentro da margem de erro, de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos.
A Vox Brasil entrevistou 2.000 pessoas no Paraná de 29 de junho a 1º de julho de 2026. O grau de confiança do levantamento é de 95%. Está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-09668/2026. O estudo custou R$ 50.000 e foi pago com recursos próprios. Eis a íntegra (PDF – 7 MB).
Eis os resultados:

REJEIÇÃO
O levantamento da Vox Brasil também mediu a rejeição dos pré-candidatos ao Senado no Paraná.
Eis os resultados:

AGREGADOR DE PESQUISAS
O Poder360 oferece aos assinantes do Drive o Agregador de Pesquisas, o mais antigo e mais completo da internet no Brasil. Reúne milhares de levantamentos de intenção de voto de todas as empresas desde o ano 2000. Em anos eleitorais, só são publicados os estudos que têm registro na Justiça Eleitoral e metodologia completa conhecida. Tem alguma pesquisa para divulgar? Mande a íntegra por e-mail para o Poder360: [email protected].
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Conversa recuperada do celular do fundador do Banco Master mostra que Viviane enviou documento com honorários advocatícios em janeiro de 2024
A advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, enviou pelo WhatsApp ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, a minuta de um contrato de R$ 131,2 milhões em honorários advocatícios. O documento foi encaminhado em 17 janeiro de 2024 (4ª feira), às 10h09, segundo os jornalistas Felipe de Paula, Aguirre Talento e Fausto Macedo, do Estadão.
A revelação integra uma investigação da Polícia Federal que apura o vazamento de informações sigilosas sobre a família do ministro Alexandre de Moraes. A conversa entre Viviane e Vorcaro foi recuperada do celular do empresário, apreendido em novembro de 2025 durante a 1ª fase da operação Compliance Zero.
Em mensagem enviada ao fundador do Master, na data do envio da minuta, Viviane escreveu: “Bom dia! Segue a minuta do contrato. Abraço”. Vorcaro respondeu 5 dias depois, em 22 de janeiro (2ª feira), às 11h09: “Oi, tudo bem? Como podemos proceder na assinatura? Prefere eletronicamente ou mando as vias físicas assinadas?”.
Eis um dos registros da conversa:
ENTENDA O CASO
Pelo contrato firmado em janeiro de 2024, o escritório Barci de Moraes Associados receberia R$ 3,6 milhões mensais ao longo de 3 anos pela prestação de serviços jurídicos ao Banco Master. Caso o contrato tivesse sido cumprido integralmente, os honorários totalizariam R$ 131.275.071,72 até o início de 2027.

A Receita Federal registrou pagamentos de R$ 80,2 milhões do Master ao escritório de Viviane ao longo de 2024 e 2025. Os pagamentos foram interrompidos com a liquidação do Banco Master. O valor de R$ 80 milhões já havia sido antecipado por este jornal digital em 9 de março, a partir de detalhes do contrato entre Viviane e o Banco Master.

O contrato entre a advogada e o Master nunca foi divulgado na íntegra. Dados parciais foram publicados pela jornalista Malu Gaspar em 9 de dezembro. A assinatura do contrato antecedeu a representação dos interesses da instituição junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso Nacional.


Em nota divulgada, Viviane afirmou ter realizado 94 reuniões de trabalho com o Master, sendo:
- 79 reuniões presenciais na sede do Master –duração de 3 horas cada uma;
- 13 reuniões com a presidência do banco, sendo duas presenciais na sede do escritório de advocacia e 11 por videoconferência –duração aproximada de duas horas cada uma;
- duas reuniões por videoconferência com o jurídico do Master –duração aproximada de 2 horas cada uma.
Em dezembro de 2025, o gabinete de Alexandre de Moraes declarou que o escritório de advocacia de Viviane nunca atuou na operação de venda do Banco Master para o BRB (Banco de Brasília).
O OUTRO LADO
O escritório Barci de Moraes Associados informou aos jornalistas do Estadão que não comenta tratativas envolvendo clientes. O Poder360 entrou em contato com Viviane para perguntar sobre o caso, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.
Em março de 2026, a advogada declarou que a consultoria ao Master se concentrou na implementação de mecanismos de compliance e na revisão do código de ética e conduta da instituição.
Conforme a nota, o escritório elaborou 36 pareceres e opiniões legais sobre temas previdenciários, contratuais, regulatórios, trabalhistas, de compliance, proteção de dados e crédito. O contrato foi encerrado, segundo a nota, em novembro de 2025, com a liquidação extrajudicial do banco.
COMPLIANCE ZERO
As apurações sobre as fraudes no Banco Master estão no escopo da Compliance Zero, autorizada inicialmente pela 10ª Vara Federal de Brasília, em novembro de 2025. A 1ª fase prendeu provisoriamente os principais executivos ligados à instituição liquidada pelo BC. Ainda em novembro, o TRF-1 autorizou o uso de tornozeleira eletrônica e o retorno dos investigados para casa.
O caso passou a tramitar no STF a partir de dezembro de 2025, sob o comando do ministro Dias Toffoli. Ele autorizou a 2ª fase em janeiro de 2026, mas deixou a relatoria em 12 de fevereiro. André Mendonça assumiu.
Vorcaro voltou a ser preso no início de março. Está detido em uma cela na Papudinha, ala do Complexo Prisional da Papuda, em Brasília.
Eis as fases da operação:
- 1ª fase (18.nov.2025) – Daniel Vorcaro foi preso pela 1ª vez em 17 de novembro de 2025, um dia antes de a operação ser deflagrada. Ele tentava deixar o Brasil. A ação cumpriu 7 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em 4 Estados e no DF. O ex-banqueiro foi solto em 29 de novembro;
- 2ª fase (14.jan.2026) – a PF realizou buscas em endereços ligados a Vorcaro. Foram apreendidos carros, relógios e dinheiro. Os valores bloqueados ou sequestrados na ação superaram R$ 5,7 bilhões. Tinha o objetivo de apurar o uso de fundos fraudulentos para maquiar os caixas do Master. Leia as íntegras das decisões que autorizaram a operação;
- 3ª fase (4.mar.2026) – Vorcaro voltou a ser preso. De acordo com a PF, o ex-banqueiro tinha um grupo que intimidava adversários e pagava propina para 2 funcionários do BC. No mesmo dia, um homem que trabalhava para o fundador do Master tentou se matar enquanto estava sob a custódia da PF –ele morreu em 6 de março. Leia a íntegra da decisão que deu aval à ação;
- 4ª fase (16.abr.2026) – a operação da PF prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. É investigado por suspeita de permitir operações sem lastro com o Master. Segundo a Polícia Federal, Costa recebeu propina de Vorcaro em imóveis de luxo. Leia a íntegra da decisão que autorizou a ação;
- 5ª fase (7.mai.2026) – o senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo. A PF cita o pagamento de propina de Vorcaro para o congressista –que negou. O relator do Master no STF, ministro André Mendonça, disse que a relação entre o político e o ex-banqueiro “extrapola a amizade”. Houve o bloqueio de R$ 18,85 milhões. Leia a íntegra da decisão que autorizou a operação;
- 6ª fase (14.mai.2026) – foram cumpridos 7 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em SP, MG e RJ. O pai de Vorcaro foi preso. Era ele quem articulava o grupo de intimidação e espionagem do ex-banqueiro, de acordo com a PF. Leia a íntegra da decisão que autorizou a operação;
- 7ª fase (19.mai.2026) – a PF deflagrou uma operação para apurar o vazamento de informações sigilosas ligadas ao Master. Mendonça mandou afastar um perito da corporação;
- 8ª fase (26.mai.2026) – o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ) foi alvo de mandados de busca e apreensão. A ação apura a suspeita de crimes envolvendo o Master e o Rioprevidência. O total movimentado é de R$ 3 bilhões, segundo a PF. Leia a íntegra da decisão que autorizou a operação.
- 9ª fase (18.jun.2026) – o senador Jaques Wagner (PT-BA) foi alvo de medidas cautelares autorizadas por André Mendonça. O ministro proibiu o congressista de atuar com empresas ligadas ao caso Master e de falar com investigados, salvo exceções familiares. Leia a íntegra (PDF — 256 kB).






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