16 de maio de 2026
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O senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recuou e apresentou uma nova versão sobre suas interações com o banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar passou a admitir publicamente a possibilidade de surgirem novos registros e materiais de contato entre os dois.

A mudança de postura ocorre um dia após aliados e integrantes da pré-campanha relatarem surpresa e irritação com o caso. Anteriormente, o senador havia minimizado os desdobramentos após o vazamento de um áudio em que pedia apoio financeiro para um filme sobre Jair Bolsonaro.

Flávio havia assegurado ao seu grupo político que o episódio envolvendo o documentário “Dark Horse” teria sido o único contato relevante com o empresário. Contudo, nesta sexta-feira (15/5), o senador assumiu que outros materiais podem vir a público.

“Pode vazar novas conversas, pode vazar um videozinho mostrando o estúdio que eu posso ter enviado, algum encontro que eu possa ter tido com ele”, declarou o parlamentar. “Foi tudo exclusivamente para tratar somente do filme. Então, não tem nada a esconder. Então, não vai ter surpresinha”, completou.

Apesar de admitir os encontros, Flávio negou qualquer tipo de proximidade ou intimidade pessoal com o dono do Banco Master. “Nunca viajei com ele, não tinha convívio social com ele. Minha conexão foi estritamente para o investimento do filme”, garantiu.

O senador também mudou o discurso sobre a quantidade de vezes em que esteve com o banqueiro. Questionado diretamente sobre o número de reuniões que mantiveram, Flávio Bolsonaro desconversou. “Não sei precisar quantas vezes, mas poucas vezes”, concluiu.

A crise ganhou força após o portal The Intercept Brasil divulgar áudios, mensagens, documentos e comprovantes bancários do projeto. Segundo a reportagem, Vorcaro desembolsou cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025, de um contrato total de R$ 134 milhões.

No início do escândalo, Flávio negou categoricamente qualquer envolvimento do banqueiro na produção. Após a exposição das provas e dos documentos, ele confirmou que buscou recursos privados para financiar a obra nos Estados Unidos.

Pressionado sobre a contradição em suas declarações, o parlamentar pediu desculpas por ter omitido a verdade anteriormente. Ele justificou a estratégia inicial alegando que tinha receio de sofrer retaliações por parte de opositores.

“Se alguém não entende a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu sabia que isso ia acontecer, essa perseguição, sabia que iam jogar sujo”, justificou o senador do PL.



Autor Manoel Messias Rodrigues

Lidiane

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