Investigação cita hospedagens, jantares e até compra de roupas de inverno; defesa nega irregularidades
A Polícia Federal afirma ter identificado ao menos 3 viagens internacionais do senador Ciro Nogueira (PP-PI) custeadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo hospedagens em hotéis de luxo, jantares e compras de roupas para férias na neve. Segundo a investigação, o congressista também recebia repasses mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil ligados ao empresário.
As informações foram reveladas pela TV Globo na 6ª feira (8.mai.2026) a partir de documentos da Operação Compliance Zero, investigação que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro e favorecimento político ligado ao Banco Master.
De acordo com a apuração da Globo, investigadores analisaram celulares apreendidos na 1ª fase da operação, realizada em novembro de 2025. A partir do material, a PF reuniu comprovantes bancários, registros de viagens e trocas de mensagens que, segundo a investigação, indicam relação financeira entre Vorcaro e o senador.
A polícia sustenta que a CNFL, empresa administrada por Raimundo Neto Nogueira, irmão de Ciro, era usada para operacionalizar os repasses. A filha do senador, Maria Eduarda Nogueira, também aparece como sócia da companhia.
Segundo os investigadores, empresas ligadas ao banqueiro fizeram depósitos na CNFL, apontada pela PF como estrutura criada para ocultar pagamentos destinados ao congressista. A apuração indica ainda que a empresa recebia recursos em dinheiro vivo.
A investigação identificou 265 depósitos em espécie feitos por Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, funcionário ligado a Ciro Nogueira. As movimentações somaram R$ 3,5 milhões em menos de 4 anos, segundo a PF. Parte da origem do dinheiro ainda é apurada.
A Polícia Federal também detalha viagens atribuídas ao grupo. Em abril de 2024, Ciro esteve em Paris. No mês seguinte, segundo a investigação, viajou com Vorcaro para Nova York, onde teria ficado hospedado em hotel de alto padrão e participado de jantares pagos pelo banqueiro.
Já em janeiro de 2025, os 2 teriam ido juntos a Courchevel, estação de esqui nos Alpes Franceses frequentada pela elite europeia. Segundo a PF, Vorcaro arcou inclusive com roupas de frio usadas pelo senador.
Os investigadores afirmam que os benefícios recebidos tinham relação com a atuação política de Ciro Nogueira. A suspeita é de que o senador tenha usado o mandato no Congresso para defender interesses do banqueiro.
O inquérito também elevou a pressão sobre a proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro na 3ª feira (5.mai). Segundo investigadores citados pela Globo, o banqueiro omitiu na proposta qualquer referência aos pagamentos mensais e às viagens atribuídas pela PF ao senador. Ao ser questionado, teria alegado manter apenas amizade com Ciro.
A PF avalia, preliminarmente, que a colaboração não trouxe elementos novos relevantes para a investigação. Por isso, pediu que Vorcaro deixe a Superintendência da corporação e retorne à Penitenciária Federal de Brasília.
Na 5ª feira (7.mai.2026), o ministro André Mendonça mandou suspender as atividades da CNFL. Raimundo Nogueira foi alvo de buscas e passou a usar tornozeleira eletrônica.
A defesa de Ciro Nogueira negou que Vorcaro tenha financiado viagens do senador ou de familiares. Os advogados confirmaram encontro dos 2 em Nova York, mas disseram que a passagem foi paga pelo próprio congressista.
Em relação ao apartamento de alto padrão citado pela PF, a defesa afirmou, segundo o Jornal da Globo, que Vorcaro emprestou o imóvel “como amigo” para a namorada de Ciro morar temporariamente em São Paulo, onde ela ficou por 3 meses.
Os advogados também declararam que os depósitos em espécie feitos por Bernardo Filho correspondem a vendas de uma loja de motos ligada ao senador e disseram haver documentos que comprovariam as operações.
Raimundo Nogueira negou irregularidades.
Em nota publicada no Instagram, Ciro Nogueira declarou ser alvo de perseguição política. O senador afirmou que já enfrentou situação semelhante em 2018 e escreveu que sua inocência foi comprovada à época.
“Quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, afirmou o senador, que assinou a nota como “um cidadão completamente indignado”.
Eis a íntegra da nota de Ciro Nogueira:
“Sobre a tentativa de manchar a minha honra pessoal que aconteceu nessa semana, vale lembrar algo:
“Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos.
Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição.
“Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?
“Suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo. E eu digo, nada me faz abandonar o povo que confia em mim.
Esses acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons.
“Obrigado pelas manifestações de apoio e carinho comigo e com a minha família. Que Deus continue abençoando o Piauí e o Brasil.
Vamos com tudo!
“Atenciosamente,
um cidadão completamente indignado
Senador Ciro Nogueira.”
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O deputado usou nas eleições de 2022 um jato de empresa então ligada ao banqueiro; ele nega ter contratado o avião
O deputado Rogério Correia (PT-MG) disse na 6ª feira (3.abr.2026) que o nome do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) “é dado como certo” na delação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nas redes sociais, afirmou que, “se tudo vier à tona”, sua inelegibilidade “estará na pauta”.
“Nome de Nikolas Ferreira é dado como certo na delação de Vorcaro e especialmente de seu amigo Zettel. Se tudo vier à tona, inelegibilidade do deputado mineiro estará na pauta, bem como envolvimento do pastor Valadão”, escreveu o deputado em seu perfil no X.
Nikolas utilizou um jato da Prime You, empresa então ligada a Vorcaro, durante o 2º turno das eleições de 2022. Os voos foram realizados de 20 a 28 de outubro, em apoio à reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em 3 de março, o deputado disse em vídeo publicado nas redes sociais que não contratou a aeronave utilizada durante a agenda da caravana “Juventude pelo Brasil”.
Segundo Nikolas, a logística foi organizada por terceiros e não cabe a ele responder por eventuais desdobramentos posteriores envolvendo sócio da empresa proprietária do jato.
No vídeo, o deputado afirma que foi convidado para o evento e que a empresa responsável pelo transporte foi contratada por terceiros. “Como que eu vou prever isso?”, disse ao questionar a possibilidade de responder por “ato futuro” de outra pessoa.
Assista (5min40s):
Eis a íntegra da nota enviada por Nikolas Ferreira ao Poder360:
“Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político ‘Juventude pelo Brasil’ e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento.
“À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vorcaro.
“Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento.”
Tribunal questionou a finalidade da solicitação e não respondeu se o telefone é ou era usado por Alexandre de Moraes
O Supremo Tribunal Federal quer que a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS explique a finalidade do pedido de informações sobre as conversas de um contato ligado ao tribunal nos registros do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Master. Em ofício assinado na 2ª feira (23.mar.2026), a Corte não respondeu se o telefone pertence ao ministro Alexandre de Moraes.
“Não obstante, pede-se licença para consignar que a adequada apreciação da solicitação formulada demanda melhor delimitação de sua finalidade e de seu alcance, porquanto, a depender do objeto visado por essa Comissão, poderá a matéria não se inserir na esfera de atribuições desta Diretoria-Geral, hipótese em que sua apreciação deverá ser submetida à Presidência deste Supremo Tribunal Federal”, escreveu a Diretoria-geral da Corte.
O ofício afirma que o STF reconhece a “relevância constitucional” da CPMI e que está à “disposição” para auxiliar os trabalhos de investigação, mas exige um esclarecimento sobre o pedido da comissão.
ENTENDA
O senador e presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), enviou um ofício (íntegra – PDF – 185 kB) em 19 de março, solicitando que o STF informasse “no prazo de 2 (dois) dias úteis” quais foram “os usuários dos últimos 5 (cinco) anos (janeiro de 2021 até a data do presente ofício)” do número de celular identificado como destinatário das mensagens do ex-banqueiro.
O prazo se encerrou na 2ª feira (23.mar). No mesmo dia, Viana afirmou que iria oficiar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para saber quem usava o número contatado por Daniel Vorcaro no dia em que o fundador do Banco Master foi preso.
Vorcaro mandou mensagens via WhatsApp para uma pessoa no dia de sua 1ª prisão, em 17 de novembro de 2025. A CPMI do INSS pediu que o nº do celular desse destinatário fosse identificado pelo Sittel (Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos). A resposta foi que o telefone era do Supremo Tribunal Federal. O Poder360 sabe qual é o número checado e verificou que esse celular foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes durante vários anos, inclusive em conversas com jornalistas no período em que o fundador do Banco Master foi preso.
Moraes negou que tenha recebido tais mensagens.
Em 16 de março, Viana disse em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, que o colegiado teve acesso aos dados do celular de Vorcaro e confirmou que o número para o qual o agora ex-banqueiro enviou uma mensagem no dia de sua prisão era de um aparelho funcional do STF. O senador chegou a dizer que o dispositivo era de Moraes, mas depois passou a falar que era do Supremo. Questionado sobre como ele sabia da informação, o senador não explicou.
Em 19 de março, o senador fez uma publicação (íntegra – PDF – 5 MB) na qual afirmou que a informação havia sido obtida a partir de um questionamento feito a empresas de telefonia por meio do Sittel.
Segundo a jornalista Malu Gaspar, o ex-banqueiro e o ministro trocaram mensagens no dia em que ele foi preso pela 1ª vez pela Polícia Federal, em 17 de novembro de 2025. A prisão se deu à noite, quando Vorcaro se preparava para sair do Brasil. De acordo com a reportagem, o empresário perguntou em uma mensagem se o interlocutor tinha alguma novidade e se tinha conseguido “bloquear”.
Em nota divulgada (íntegra – PDF – 6 MB) por meio da Secretaria de Comunicação do STF em 6 de março, o ministro reiterou não ter sido o destinatário.
PRÓXIMOS PASSOS
O mais provável é que o STF rejeite o pedido de informação à CPMI do INSS sobre quem usava o telefone que recebeu mensagens de Vorcaro em 17 de novembro de 2025. A Corte deve alegar que a informação violaria a privacidade dos magistrados. Como o Supremo é a última Instância da Justiça no Brasil, a CPMI não terá a quem recorrer.
Vorcaro está preso e em processo de fazer uma delação premiada. Mesmo que ele venha a confirmar que as mensagens que enviou foram para Alexandre de Moraes, ainda será a palavra do ex-banqueiro contra a do ministro do STF. A rigor, só é possível saber se a mensagem saiu de um aparelho e, de fato, chegou ao outro se os 2 celulares forem periciados –e se estiverem íntegros, sem o conteúdo apagado.
A chance de a CPMI conseguir obter o celular de Moraes para fazer uma perícia é nula. Já está claro dentro do STF que os ministros têm tomado atitudes de autopreservação. Na última semana, Moraes foi homenageado pelo decano Gilmar Mendes, que chegou a ficar com voz embargada ao elogiar o colega e dizer que o Brasil tem uma “dívida” com ele.
Polícia Federal afirmou que funcionário de Vorcaro tentou se matar, mas não detalhou o que aconteceu
Dois dias depois da tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, funcionário de Daniel Vorcaro e testemunha-chave do caso do Banco Master, não está claro o que aconteceu na 4ª feira (4.mar.2026) nem qual é o estado de saúde do homem que é conhecido como o Sicário do banqueiro.
A Polícia Federal informou às 16h55 de 4ª feira (4.mar) que o Sicário “atentou contra a própria vida“. Ele havia sido preso horas antes e estava sob custódia da corporação na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, em Belo Horizonte. Afirmou que ele foi levado ao hospital e que o ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), foi comunicado. A PF não explica o que aconteceu nem em quais circunstâncias o aliado de Vorcaro foi encontrado.
Depois de relatos de que havia sido constatada a morte cerebral de Luiz Phillipi Mourão, a PF disse que “não confirma as notícias veiculadas na imprensa que atestam a morte do custodiado. Informações sobre o estado de saúde do preso serão informadas após atualização da equipe médica”.
Em nota, a defesa do Sicário informou que seu estado de saúde é grave e negou que houve morte cerebral. “A condição clínica não é indicativa da abertura do protocolo. Essa abertura do protocolo depende da manifestação clínica, da evolução para pior, não se chegou ainda a esse momento. Espero que não se chegue, mas os médicos ainda não têm, de acordo com a literatura médica, condição de abrir esse protocolo, dar início a esse protocolo de morte encefálica”, declarou o advogado Robson Lucas da Silva.
Ele afirmou também que houve um “desencontro” de informações.
Procurada, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais respondeu que não vai divulgar informações.
“A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), em consonância com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), informa que, em conformidade à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não pode disponibilizar qualquer dado individualizado que diz respeito à privacidade do paciente”, informou o órgão em nota enviada ao Poder360.
QUEM É O SICÁRIO
Luiz Phillipi Mourão integrava o “núcleo de intimidação” de adversários e opositores de Vorcaro, segundo a Polícia Federal. Na decisão que autorizou a operação desta 4ª feira (4.mar), o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, cita duas conversas entre ele e o banqueiro que podem ser interpretadas como intimidação:
- ameaça contra jornalista – Vorcaro fala sobre Lauro Jardim, que trabalha no jornal O Globo, e afirma que “tinha que colocar gente seguindo esse cara pra pegar tudo dele”. O Sicário responde: “Vou fazer isto”. Depois, o banqueiro declara ter vontade de “dar um pau” no profissional;
- ameaça contra empregada – em outra conversa, Vorcaro diz ter sido ameaçado por uma empregada e afirma que “tem que moer essa vagabunda”. O Sicário pergunta o que é para fazer. O banqueiro então diz: “Puxa endereço tudo”.
Eis o que diz o despacho de Mendonça sobre Luiz Phillipi:
- tinha relação direta com Vorcaro;
- recebia R$ 1 milhão por mês por seus “serviços ilícitos” –o valor era pago por intermédio de Fabiano Zettel, também preso na operação desta 4ª feira (4.mar);
- era responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e “neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”;
- há indícios de que ele acessava e colhia dados de sistemas restritos de órgãos públicos;
- era quem coordenava o grupo conhecido como “A Turma”, responsável por intimidar as pessoas.
Leia a íntegra da decisão de Mendonça (PDF – 384 kB).
O apelido sicário vem do latim sicarius –sica é uma pequena adaga ou punhal. De acordo com a Agência Pública, o general romano Lúcio Cornéio Sula (138-78 a.C.) usou o termo ao promulgar uma lei para punir principalmente assassinos de aluguel –a Lex Cornelia de Sicariis et Veneficiis.
Atualmente, o termo é associado a um matador de aluguel. No caso do México, por exemplo, costuma ser usado como uma referência a assassinos contratados por cartéis de drogas do país. Também ganhou popularidade com o filme “Sicario: Terra de Ninguém“, dirigido por Denis Villeneuve e protagonizado por Benicio Del Toro.


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