PROIBIÇÃO
Na decisão, Moraes afirmou que Flávio utilizou o direito de visita para obter uma carta assinada por Bolsonaro “com a exclusiva finalidade de divulgá-la nas redes sociais”, em descumprimento da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.
O ministro também determinou que a defesa de Bolsonaro esclareça se ele tinha conhecimento da divulgação do documento.
“sentimento de injustiça”
Flávio contestou o entendimento do magistrado e questionou o prazo da restrição. “Qual o critério de 90 dias?”, perguntou. Também afirmou haver um “grande sentimento de injustiça” e disse que Moraes busca uma justificativa para agravar as medidas impostas ao ex-presidente.
O senador argumentou ainda que esta foi a 5ª carta atribuída a Bolsonaro tornada pública desde o início das restrições judiciais. Segundo ele, as 4 anteriores, incluindo mensagens divulgadas por Michelle Bolsonaro e manifestações sobre eleições regionais, não motivaram qualquer reação do STF.
“Qual a diferença de eu publicar na minha rede, de publicar na rede da Michelle ou de publicar em qualquer blog?”, afirmou.
Flávio disse que a única diferença entre os episódios anteriores e a divulgação da carta do último sábado (11.jul) é o conteúdo político da mensagem, na qual Bolsonaro o apresenta como pré-candidato à Presidência e seu “porta-voz”. Para o senador, Moraes “só quer uma desculpinha” para tirar Jair Bolsonaro da prisão domiciliar.
A decisão de Moraes também cita uma live realizada por Flávio depois da divulgação da carta. Segundo o ministro, a transmissão indica que Bolsonaro tinha conhecimento prévio da publicação do documento, circunstância que deverá ser esclarecida pela defesa do ex-presidente.
Segundo investigação, o senador do PL afirmou que o petista seria delatado por Maduro sobre crimes envolvendo tráfico de drogas e terrorismo
A Polícia Federal encaminhou, nesta 6ª feira (26.jun.2026), o relatório final de inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação afirma que o senador atribuiu ao petista crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e suporte ao terrorismo.
De acordo com a PF, a falsa imputação de crime específico deve ser analisada pela PGR (Procuradoria Geral da República) e pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O relator do inquérito é o ministro Alexandre de Moraes.
O caso tem relação com a publicação de Flávio Bolsonaro no X no dia 3 de janeiro, quando Nicolás Maduro foi capturado e preso por forças dos Estados Unidos.
Na postagem, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
A PF considerou que a publicação tinha o objetivo de dizer que Lula “seria delatado por Maduro” e tentava associar Lula ao mandatário, que é acusado por envolvimento com o tráfico de drogas pelo governo de Donald Trump.
“Fica claro, portanto, que o Senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao Presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”, afirmou o delegado federal responsável pelo caso.
Ao longo da investigação, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que só se pode aplicar o crime de calúnia quando o fato é “sabidamente falso”.
Os advogados dizem que não houve intenção por parte do senador de imputar um crime, uma vez que ele tem dúvidas sobre a inocência de Lula. “É forçoso concluir que o tipo penal em tela afirma claramente que o fato imputado deve ser falso. Portanto, deve ser comprovada a vontade do agente de imputar conduta falsa à vítima”, escreveu.
A conclusão do inquérito deverá ser remetida para a PGR que, se concluir haver provas e materialidade suficientes, poderá denunciar Flávio Bolsonaro pelos crimes previstos nos artigos 138 e 141 do código penal –calúnia com o agravante de ser contra o presidente da República. A pena é de 2 anos em regime aberto.
O Poder360 procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Pesquisa foi realizada de 5 a 8 de junho, após divulgação de mensagens entre o senador e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta 4ª feira (10.jun.2026) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é rejeitado por 53% dos entrevistados. Já 56% declararam que não votariam no senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
O levantamento é o 1º da Quaest cujos dados foram coletados depois da divulgação de mensagens que mostram que o senador pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Eis os resultados:
A pesquisa foi realizada de 5 a 8 de junho de 2026. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-07661/2026. O custo do estudo foi de R$ 433.255,92. Foi pago pelo Banco Genial. Leia a íntegra da pesquisa (PDF – 16 MB).
INTENÇÕES DE VOTO
Segundo a pesquisa, Lula está à frente no 1º turno. O presidente pontua 39%.

Em um eventual 2º turno, Lula tem 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio. No levantamento anterior, divulgado em maio, o petista estava numericamente à frente de Flávio, mas ambos os pré-candidatos apareciam tecnicamente empatados.
Eis os resultados:

Lula também vence nos demais cenários de 2º turno divulgados pela Quaest. O presidente teve seu nome testado contra Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).
Eis os resultados:



APROVAÇÃO DO GOVERNO
O governo Lula é desaprovado por 48% dos entrevistados e aprovado por 47%. Para 38%, a avaliação da gestão do petista é “negativa”. Já 34% responderam ser “positiva” e 26%, “regular”.
Eis os resultados:


Leia também:
AGREGADOR DE PESQUISAS
O Poder360 oferece aos assinantes do Drive o Agregador de Pesquisas, o mais antigo e mais completo da internet no Brasil. Reúne milhares de levantamentos de intenção de voto de todas as empresas desde o ano 2000. Em anos eleitorais, só são publicados os estudos que têm registro na Justiça Eleitoral e metodologia completa conhecida. Tem alguma pesquisa para divulgar? Mande a íntegra por e-mail para o Poder360: [email protected].
Caso seja assinante, clique aqui para acessar o Agregador de Pesquisas e buscar os dados que desejar para as disputas de 2026 ou de todos os anos anteriores. Leia aqui como assinar o Drive para acessar o Agregador de Pesquisas e outros produtos do Poder360.
Imagens criadas por IA mostram o senador em posições de bobo da corte, mordomo e vassalo
O encontro do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), nesta 3ª feira (26.mai.2026), foi alvo de memes e montagens nas redes sociais.
As imagens, em grande maioria feitas por IA (inteligência artificial), mostram o senador em posições de “bobo da corte” e servindo ao presidente norte-americano. O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou nesta 3ª feira uma imagem ao lado de Trump no Salão Oval.
Veja alguns memes:






reunião na Casa Branca
O encontro com o presidente dos EUA foi articulado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo. Não há informação objetiva sobre quanto tempo durou a presença de Flávio no Salão Oval. Nem Flávio, nem seu irmão Eduardo Bolsonaro confirmaram a duração exata do encontro.
De acordo com a jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo e setorista na cobertura da Casa Branca, Flávio e Eduardo entraram no Salão Oval, deixaram documentos com assessores, tiraram foto e saíram. Outros jornais brasileiros informaram que Eduardo relatou uma duração de cerca de 1h a 1h40.
Pré-candidato do PL à Presidência está desde 2ª feira (25.mai) em Washington esperando ser recebido na Casa Branca
As agendas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e do secretário de Estado, Marco Rubio, não mencionam o nome de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos compromissos desta 3ª feira (26.mai.2026). O senador e pré-candidato à Presidência está em Washington desde 2ª feira (25.mai) esperando ser recebido na Casa Branca.
Nesta 3ª feira (26.mai), Trump deverá ter algumas reuniões no Salão Oval, fechadas a jornalistas. Já a agenda de Rubio inclui compromissos fora dos EUA. Ele fará uma viagem de Nova Délhi (Índia) para a Armênia, onde ele se encontrará com o ministro das Relações Exteriores armênio, Ararat Mirzoyan.
Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Flávio mostrou na semana passada a aliados um e-mail que teria sido enviado pela Casa Branca com o convite para a reunião com Trump. A viagem do senador a Washington também foi interpretada por aliados como um indicativo de que ele acredita na realização do encontro. Não há confirmação oficial da agenda.
A equipe do senador brasileiro demonstra preocupação com a possibilidade de cancelamento ou adiamento da reunião. No fim de semana, Trump cancelou sua presença no casamento do próprio filho, nas Bahamas. O presidente norte-americano permaneceu em Washington, concentrado nas negociações com o Irã.
As negociações entre Estados Unidos e Irã podem ser um entrave para a realização da reunião entre Trump e Flávio. No sábado (23.mai), o presidente norte-americano afirmou que o acordo já foi, em grande parte, negociado. Ele disse que os detalhes devem ser anunciados em breve.
O senador pretende utilizar a reunião com Trump no contexto da repercussão das revelações sobre os áudios do congressista com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Além do encontro com o presidente norte-americano, Flávio deve participar de reuniões com outros integrantes do governo dos EUA. Segundo aliados, estão previstas conversas com integrantes do alto escalão do Departamento de Estado.
Flávio Bolsonaro embarcou para Washington no domingo (24.mai). O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) planeja permanecer na capital norte-americana até a 4ª feira (27.mai).
Pré-candidato do PSD afirma que o caso Vorcaro atingiu a credibilidade do senador e contaminou a centro-direita
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, disse nesta 6ª feira (22.mai.2026) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passa por um momento “extremamente delicado” depois da divulgação de conversas com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Em entrevista à TMC 360, Caiado afirmou que o episódio atingiu a credibilidade de Flávio e abriu uma discussão sobre a viabilidade do senador como nome da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026.
“Hoje, candidato à Presidência da República não pode ter a presunção de inocência”, disse Caiado. Segundo ele, o eleitor espera que o próximo presidente tenha “autoridade moral” para assumir o cargo.
O pré-candidato do PSD afirmou que o acordo entre os nomes da direita era apoiar no 2º turno quem avançasse da 1ª etapa da eleição. Disse, porém, que a situação de Flávio exige uma “reflexão profunda”.
“Seria este o melhor candidato a representar a centro-direita no Brasil ou seria o candidato encomendado para realmente fazer aquilo que o PT deseja no 2º turno?”, declarou.
Caiado afirmou reconhecer a força política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse que a militância bolsonarista ainda mantém Flávio em condição competitiva. Para ele, no entanto, o senador “caiu verticalmente nas pesquisas” e “não conseguiu, com seus argumentos, explicar os fatos”.
O ex-governador disse que sua pré-candidatura tem como objetivo “romper a polarização” entre PT e bolsonarismo. Afirmou que a polarização “se retroalimenta” e impede o debate de temas como economia, segurança pública e corrupção.
Segundo Caiado, antes do caso envolvendo Vorcaro, ele dizia que qualquer nome da direita que chegasse ao 2º turno venceria Lula. Agora, afirmou, a candidatura de Flávio poderia ser a preferida do PT.
“Você vê que, se ele for levado ao 2º turno, graças ao prestígio do seu pai nacionalmente, pode ser exatamente aquilo que eu diagnostiquei como sendo o candidato preferido do PT para bater no 2º turno”, disse.
Recém-empossado líder do prefeito na Câmara de Aparecida de Goiânia, o vereador Gleison Flávio (sem partido) assumiu o cargo com a missão de estreitar os laços entre o Legislativo e o secretariado municipal. O parlamentar projeta criar um canal direto com o Executivo para acelerar os serviços comunitários. A meta é garantir respostas rápidas das pastas, eliminando gargalos burocráticos.
Em entrevista ao Portal NG, Gleison disse que recebeu a função com naturalidade e já iniciou conversas com o prefeito Leandro Vilela (MDB) e seus auxiliares. “Fiquei lisonjeado. Nós vamos ter o desafio de estabelecer a harmonia entre o Legislativo e o Executivo. O prefeito já está me apresentando ao secretariado para que as pastas possam nos ouvir e atender os vereadores dentro da legalidade”, afirmou.
O parlamentar reconheceu que há insatisfação na Casa, mas evitou classificar o cenário como oposição. Para ele, o caminho passa por reduzir ruídos e aproximar posições. Ele citou casos de vereadores que não têm pedidos simples atendidos — como limpeza urbana, iluminação pública e serviços de saúde —, o que gera desgaste com as secretarias.
“Existem vereadores insatisfeitos. Não vou nem dizer que é oposição. Vamos buscar trazê-los para falar a mesma língua”, pontuou, destacando que isso não impede divergências políticas, mas exige maturidade para resolver entraves cotidianos.
O novo líder também pretende atuar para blindar o prefeito, centralizando a interlocução com a base e facilitando o encaminhamento dos pleitos.
“Vamos trabalhar para que o gestor continue focado em trazer o melhor para Aparecida”, declarou.
Ele reforçou que seu papel é orientar o bloco governista sem impor posições, buscando sempre decisões conjuntas.
“É dialogar com o secretário, diretamente com o prefeito, e conduzir a base em um projeto que seja bom para Aparecida e para a Câmara”, observou.
A estratégia de aproximação ocorre em paralelo à ida do vereador André Fortaleza para a Secretaria de Articulação Política. Assim como Gleison, Fortaleza foi eleito pelo PL, está sem partido e possui ótimo trânsito entre os colegas. A avaliação interna do governo é de que a dupla, pelo perfil de diálogo, dará mais estabilidade à relação com os 25 vereadores, evitando conflitos desnecessários.
Gleison concluiu destacando que a receptividade dos pares foi positiva e que há ambiente propício para o entendimento.
O senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recuou e apresentou uma nova versão sobre suas interações com o banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar passou a admitir publicamente a possibilidade de surgirem novos registros e materiais de contato entre os dois.
A mudança de postura ocorre um dia após aliados e integrantes da pré-campanha relatarem surpresa e irritação com o caso. Anteriormente, o senador havia minimizado os desdobramentos após o vazamento de um áudio em que pedia apoio financeiro para um filme sobre Jair Bolsonaro.
Flávio havia assegurado ao seu grupo político que o episódio envolvendo o documentário “Dark Horse” teria sido o único contato relevante com o empresário. Contudo, nesta sexta-feira (15/5), o senador assumiu que outros materiais podem vir a público.
“Pode vazar novas conversas, pode vazar um videozinho mostrando o estúdio que eu posso ter enviado, algum encontro que eu possa ter tido com ele”, declarou o parlamentar. “Foi tudo exclusivamente para tratar somente do filme. Então, não tem nada a esconder. Então, não vai ter surpresinha”, completou.
Apesar de admitir os encontros, Flávio negou qualquer tipo de proximidade ou intimidade pessoal com o dono do Banco Master. “Nunca viajei com ele, não tinha convívio social com ele. Minha conexão foi estritamente para o investimento do filme”, garantiu.
O senador também mudou o discurso sobre a quantidade de vezes em que esteve com o banqueiro. Questionado diretamente sobre o número de reuniões que mantiveram, Flávio Bolsonaro desconversou. “Não sei precisar quantas vezes, mas poucas vezes”, concluiu.
A crise ganhou força após o portal The Intercept Brasil divulgar áudios, mensagens, documentos e comprovantes bancários do projeto. Segundo a reportagem, Vorcaro desembolsou cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025, de um contrato total de R$ 134 milhões.
No início do escândalo, Flávio negou categoricamente qualquer envolvimento do banqueiro na produção. Após a exposição das provas e dos documentos, ele confirmou que buscou recursos privados para financiar a obra nos Estados Unidos.
Pressionado sobre a contradição em suas declarações, o parlamentar pediu desculpas por ter omitido a verdade anteriormente. Ele justificou a estratégia inicial alegando que tinha receio de sofrer retaliações por parte de opositores.
“Se alguém não entende a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu sabia que isso ia acontecer, essa perseguição, sabia que iam jogar sujo”, justificou o senador do PL.
Deputado federal avalia que pré-candidato herdaria base do pai e teria facilidade para se descolar da rejeição
O deputado federal André Janones (Avante-MG) afirmou que o senador e pré-candidato à Prêsidencia Flávio Bolsonaro (PL) será um candidato “dificílimo” na disputa presidencial. A declaração foi dada em entrevista ao SBT News, divulgada neste domingo (3.mai.2026).
“É um candidato dificílimo. É o que eu menos gostaria de enfrentar”, afirmou Janones sobre Flávio Bolsonaro.
O deputado avaliou que Flávio Bolsonaro tem as características que o tornam um adversário complexo no campo eleitoral. Janones identificou que Flávio herdaria a base de apoio do pai. Teria, porém, maior facilidade para se descolar da imagem negativa associada ao ex-presidente.
“Quando você se mostra em uma campanha eleitoral, é mais fácil descolar da rejeição. ‘Olha, o desequilibrado é o meu pai. Eu sou o candidato que me vacinei’”, disse, ao explicar como o candidato poderia se posicionar. Ao mesmo tempo, destacou que “a parte positiva vem naturalmente” pelo sobrenome.
“O Flávio tem uma situação interessante, que é o fato de ninguém rejeitá-lo diretamente. A rejeição é herdada do pai”, afirmou.
O deputado avaliou que, durante a campanha, Flávio poderia explorar a diferença entre sua imagem e a do pai para reduzir o impacto da rejeição. Manteria, ao mesmo tempo, o capital político associado ao sobrenome.
Janones afirmou que, apesar de considerar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como favorito à reeleição, a disputa está “absolutamente aberta”. Ressaltou que o cenário não permite previsões de facilidade.
Segundo Janones, a eleição exigirá forte disputa narrativa, especialmente nas redes sociais. O deputado afirmou que o campo progressista precisa intensificar a comunicação para enfrentar adversários competitivos como Flávio Bolsonaro. Janones também destacou que a direita tem vantagem nas redes sociais, plataformas que serão centrais na disputa eleitoral.
Segundo a Paraná Pesquisas, no 1º turno, Lula fica numericamente à frente: 41,3% X 37,8%; no 2º turno, Flávio tem 45,2% e Lula, 44,1%
Levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas nesta 2ª feira (30.mar.2026) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficam empatados em cenários de 1º turno e 2º turno na disputa pelo Planalto.
Para o 1º turno, o petista obteve 41,3% das intenções de voto e Flávio 37,8%. Considerando a margem de erro (2,2 pontos percentuais), trata-se de um empate técnico. Em seguida, aparece o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 3,6%.
2º TURNO
A pesquisa também testou um eventual embate entre o atual chefe do Executivo e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os dados reforçam a consolidação e o crescimento de Flávio como principal nome da direita. O senador tem 45,2% das intenções de voto contra 44,1% de Lula.
Esta é a 2ª vez que Flávio aparece numericamente à frente do presidente. Em fevereiro, Flávio aparece com 44,4% e Lula com 43,8%. Permanece um empate técnico. Porém, em 1 mês houve uma oscilação desfavorável para o incumbente na diferença de pontos percentuais entre o petista e o filho de Jair Bolsonaro: passou de 0,6 para 1,1.

A Paraná Pesquisas ouviu 2.080 eleitores em 158 municípios do Brasil de 25 e 28 de março de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o intervalo de confiança, de 95%. O estudo está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o nº BR-00873/2026. Segundo a empresa, custou R$ 50.000 e foi pago com recursos próprios.
AGREGADOR DE PESQUISAS






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