O Itaú Unibanco informou na 4ª feira (15.abr.2026) que uma de suas subsidiárias “celebrou instrumento por meio do qual se comprometeu a adquirir” ativos do BRB (Banco de Brasília).
“Não obstante, os valores envolvidos na referida transação são imateriais para a Companhia, de acordo com os seus critérios, razão pela qual tal transação não se qualifica como ‘fato relevante’ para o Itaú Unibanco para fins da legislação”, diz o comunicado, assinado pelo diretor de Relações com Investidores do banco, Gustavo Lopes Rodrigues.
No comunicado (íntegra – PDF – 212 kB), o Itaú não informou valores ou deu detalhes do acordo.
O banco divulgou a nota em resposta a questionamento feito pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), acerca de notícia publicada pelo jornal Correio Braziliense.
Na reportagem, a publicação diz que o banqueiro André Esteves, do BTG, declarou em evento em São Paulo que estaria avaliando a aquisição de ativos do BRB e que Itaú Unibanco e o Bradesco “já negociaram com o BRB R$1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos concedidos pelos Estados e municípios com aval da União”.
Crise no BRB
O BRB enfrenta uma crise depois da compra de carteiras do Banco Master, operação que resultou em forte deterioração patrimonial. Segundo o banco, será necessário provisionar (reservar) cerca de R$ 8,8 bilhões. No entanto, uma auditoria forense independente falou na necessidade de R$ 13 bilhões.
A própria instituição financeira informou que os ativos adquiridos do Master considerados saudáveis estão avaliados em R$ 21,9 bilhões.
No último dia 10, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), anunciou que um fundo de investimentos apresentou proposta de R$ 15 bilhões para adquirir parte dos ativos do Banco Master que foram incorporados pelo BRB.
Segundo o governo local, a operação ainda depende de aval técnico e regulatório do BC (Banco Central). Em nota, o governo do Distrito Federal declarou que a negociação não envolve uso de recursos públicos nem compromete o caixa do banco, mencionando que o processo “busca preservar os interesses do DF”.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil às 19h57 de 15 de abril de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (UB), comunicou aos servidores efetivos da Casa presentes na sessão ordinária desta quarta-feira, 15, sobre a chegada de consenso com o governador Daniel Vilela (MDB) acerca da progressão vertical de seus vencimentos. A Alego chegou a aprovar um projeto de lei que trata do tema, no entanto, o texto terminou vetado parcialmente pelo chefe do Poder Executivo. Após conversa com Vilela, Peixoto disse que ele entendeu a necessidade de atualização da remuneração, o que deve resultar, nos próximos dias, na derrubada do veto.
No Pequeno Expediente, Clécio Alves (PSDB) voltou a criticar a administração municipal, em específico a ação de fiscais em relação ao trabalho de vendedores ambulantes. Cairo Salim (MDB) usou sua fala para enaltecer o governador emedebista Daniel Vilela e dizer que a migração dele, Salim, para os quadros do partido se deve justamente à vontade de se alinhar com a gestão de Vilela, que assumiu o Executivo estadual no dia 31 de março.
Análise de constitucionalidade
Após os discursos, Peixoto encerrou o encontro para que os deputados pudessem se reunir, em seguida, na Sala das Comissões Júlio da Retífica, quando foi acolhida pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) uma mudança regimental para a realização das sessões ordinárias do Parlamento estadual.
Diz respeito ao projeto de resolução que altera seu Regimento Interno, relatado favoravelmente pelo deputado Virmondes Cruvinel (UB). A propositura n° 6868/26 define que apenas as plenárias deliberativas realizadas às terças-feiras serão em formato presencial. Consequentemente, as demais, ou seja, as realizadas às quartas e quintas-feiras, passam a ter formato híbrido.
“Isso se justifica para que a maioria dos parlamentares possa atender às suas bases, com exceção daqueles que integram as comissões temáticas. Importante salientar que a dita alteração não trará prejuízo ao bom funcionamento da Casa, tendo em vista que as sessões continuarão sendo realizadas. O que se altera é apenas a forma de realização”, elucida a justificativa da matéria acolhida pelo colegiado.
A expectativa é de que o projeto de resolução seja submetido ao crivo dos deputados na reunião regimental de amanhã. Às terças e quartas-feiras, vale lembrar, as sessões ocorrem no período vespertino, às 15 horas. Às quintas, o encontro é pela manhã, às 10 horas. As votações e demais atividades da Casa podem ser acompanhadas ao vivo no canal oficial da Alego no YouTube ou no canal 31.2 da TV aberta.
Sabatina
Na mesma reunião que aprovou a mudança no Regimento Interno, os parlamentares também deram sinal verde à indicação de Paulo Antônio de Azevedo Lima para compor o Conselho Estadual de Educação (CEE). A indicação foi feita pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Educação Superior do Estado de Goiás.
Lima trabalha há mais de 20 anos com educação e atualmente é reitor da UniGoiás. Formado em direito, o indicado também atua como atual presidente do sindicato. “Fui indicado para assumir uma vaga que é destinada ao sindicato e estou aqui à disposição de todos”, frisou. Após responder aos questionamentos dos deputados Amauri Ribeiro (PL), Bia de Lima (PT) e Wagner Camargo Neto (SD), o nome dele terminou confirmado pela unanimidade dos votos.
Posteriormente, o deputado e presidente do colegiado, Amilton Filho (MDB), declarou encerrada a reunião extraordinária da CCJ e convocou um novo encontro para as 19 horas, ocasião em que a Casa vai realizar uma sessão solene dedicada a profissionais da saúde e da assistência social. A solenidade é resultado de uma iniciativa do deputado Lucas Calil (PRD).
Mais de 6,6 mil famílias podem perder moradia por conflito agrário em Goiás
Lidiane 15 de abril de 2026
CRISE FUNDIÁRIA EM GOIÁS
Cerca de 60 acampamentos vivem sob risco iminente de expulsão em Goiás; força-tarefa tenta substituir despejos violentos
Acordo entre órgãos federais e estaduais busca destravar desapropriações paradas e garantir indenizações (Foto: caminandolibertad)
Mais de 6,6 mil famílias podem perder moradia em áreas de conflito agrário em Goiás por conta da demora para ter resoluções nos processos. Atualmente, o cenário fundiário no território goiano é de tensão. São mais de 60 acampamentos espalhados pelo estado, onde milhares de pessoas vivem sob a sombra de ordens de despejo que podem ser executadas a qualquer momento.
Para destravar oito processos fundiários que são considerados prioridade, representantes do Ministério Público de Goiás (MPGO) estiveram em Brasília, na sede do Incra, na terça-feira (14/4), onde participaram de uma reunião decisiva. A intenção é substituir a insegurança e o risco de reintegrações de posse violentas por cronogramas claros de desapropriação e assentamento, garantindo que quem produz no campo tenha, finalmente, a segurança jurídica para trabalhar.
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Foco nos conflitos de Catalão, Formosa e Piranhas
A força-tarefa que reuniu o Incra, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o MP e a Defensoria Pública, colocou na mesa casos emblemáticos onde a produção agrícola já é uma realidade, mas a posse da terra ainda é instável:
- Acampamento Oziel Alves (Catalão): Consolidada desde 2017, a ocupação aguarda que o Incra defina os prazos para a desapropriação. Sem isso, as famílias que já produzem no local enfrentam a ameaça constante de perderem tudo o que construíram em quase uma década.
- Acampamento Dom Tomás Balduíno (Formosa): Com 218 famílias cadastradas, o processo de desapropriação por interesse social avançou em 2025, mas a imissão na posse e o cronograma de assentamento definitivo ainda dependem de fluxo financeiro do governo federal.
- Fazenda Tucum (Piranhas): Apesar de estar em fase avançada de compra e venda, o local sofre com entraves jurídicos, como penhoras e irregularidades dominiais, que mantêm os trabalhadores rurais em estado de alerta.

A estratégia da autocomposição
De acordo com o promotor de Justiça Márcio Lopes Toledo, o MP-GO tem atuado por meio do Centro de Autocomposição (Compor) para mediar essas crises. O objetivo é garantir que o proprietário da terra receba uma indenização justa e que as famílias de interesse social recebam o título da terra, encerrando ciclos de violência que duram anos.
“Queremos evitar reintegrações de posse violentas e priorizar a negociação”, afirma o promotor. Para as famílias acampadas, o sucesso dessas reuniões em Brasília é a única barreira que os separa da perda total de suas moradias e do sustento que retiram da terra.
A meta agora é pacificar o campo em Goiás por meio de atualizações processuais e recursos orçamentários, transformando ocupações instáveis em assentamentos produtivos e devidamente legalizados.
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A Polícia Civil de Goiás (Deic/Garra) e a Polícia Civil de São Paulo deflagraram, nesta quarta-feira (15/4), uma operação contra uma associação criminosa especializada em furto qualificado. Até o momento, os prejuízos apurados ultrapassam R$ 150 mil.
Ao todo, as equipes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva. O grupo agia em quase todas as regiões do Brasil, com foco nos estados de Goiás, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia.
Como funcionava o esquema
A quadrilha tinha como alvo principal os idosos. Dentro das agências bancárias, os criminosos se dividiam em funções específicas: alguns se passavam por clientes, outros por funcionários do banco, enquanto um integrante vigiava toda a ação.
Após conseguirem efetivar a troca dos cartões e obter as senhas, os criminosos realizavam transferências, saques e compras de artigos de luxo e eletrônicos. O impacto financeiro atingiu tanto as vítimas quanto as instituições bancárias.
Combate à venda de dados sigilosos
Em outra frente de trabalho nesta quarta-feira, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Dercap) realizou a Operação Mercador de Dados.
A ação cumpriu um mandado de busca e apreensão em Aparecida de Goiânia, no endereço residencial de um empregado público. Ele é investigado pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e violação de sigilo funcional.
A investigação apura o fornecimento de informações sigilosas de usuários — dados de pessoas físicas e jurídicas protegidos pela LGPD — que eram extraídos do banco de dados interno de uma empresa pública e vendidos a terceiros.
Comissão sabatinou 5 indicados ao Conselho Nacional de Justiça e outros 2 para o Conselho Nacional do Ministério Público; os nomes serão analisados no plenário
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta 4ª feira (15.abr.2026) as indicações feitas pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao todo, foram 7 nomes analisados, entre eles 5 destinados ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e 2 ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). As indicações seguem para deliberação do plenário da Casa Alta na tarde desta 4ª.
A sabatina na CCJ do Senado é a etapa em que senadores avaliam publicamente os indicados para cargos de alta relevância institucional. Nesse momento, os senadores podem fazer perguntas, solicitar esclarecimentos e discutir as qualificações dos nomes antes da votação.
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) é o órgão responsável pelo controle administrativo e financeiro do Poder Judiciário, além de fiscalizar o cumprimento dos deveres funcionais dos magistrados, sem interferir no conteúdo das decisões judiciais.
Já o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) atua no controle da atuação administrativa e financeira do Ministério Público. O órgão também tem a função de zelar pela autonomia funcional e administrativa da instituição, além de contribuir para o aprimoramento de sua atuação e fiscalizar o cumprimento de deveres administrativos.
Eis os 7 nomes indicados por Lula que foram aprovados:
- Marcio Barra Lima, para o CNMP;
- Ilan Presser, para o CNJ;
- Andréa Cunha Esmeraldo, para o CNJ;
- Carl Olav Smith, para o CNMP;
- Kátia Magalhães Arruda, para o CNJ;
- Paulo Regis Machado Botelho, para o CNJ;
- Noemia Aparecida Garcia Porto, para o CNJ.
Também foram apresentados na reunião da CCJ os relatórios das mensagens que indicam a juíza Margareth Rodrigues Costa ao cargo de ministra do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e Tarcijany Linhares Aguiar Machado ao posto de defensora pública-geral da DPU (Defensoria Pública da União). As duas indicadas serão sabatinadas pelo colegiado no dia 28 de abril, no mesmo dia da sabatina de Jorge Messias ao STF.
Virmondes Cruvinel pleiteia política de governança para aprimorar gestão pública
Lidiane 15 de abril de 2026
A criação da Política Estadual de Governança Pública Orientada à Geração de Valor ao Cidadão Goiano (Pegov-GO) é o tema do projeto de lei nº 6399/26, apresentado pelo deputado Virmondes Cruvinel (UB). A matéria também estabelece a Cadeia de Valor Integrada da Administração Pública Estadual, cria o Índice Goiano de Geração de Valor (IGV-GO) e dispõe sobre a municipalização da política.
Entre as diretrizes da política estão: orientar o planejamento e a execução das políticas públicas estaduais para a entrega de resultados mensuráveis ao cidadão, estruturados ao longo da cadeia de valor integrada; promover o mapeamento e o aperfeiçoamento contínuo da cadeia de valor integrada da administração pública estadual, identificando rupturas, gargalos e oportunidades de integração; promover a avaliação sistemática das políticas quanto à sua economicidade, eficácia, eficiência e efetividade, em conformidade com o art. 30-A da Constituição do Estado de Goiás; e estimular a articulação intersetorial entre os órgãos e entidades da administração para a produção de resultados integrados ao longo da cadeia de valor.
Cruvinel argumenta que o conceito de “valor público”, já consolidado internacionalmente e reconhecido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), deve ser incorporado de forma estruturada ao Estado. O objetivo, argumenta o deputado, é transformar Goiás em referência nacional em práticas de gestão pública voltadas para resultados concretos ao cidadão.
O parlamentar destaca que Goiás pode se antecipar ao movimento nacional e consolidar uma política que funcione como ecossistema gerador de valor. A elaboração do projeto contou, segundo Cruvinel, com contribuições do International Institute for Governance (iGOVi), que reforçou a necessidade de uma cadeia de valor integrada e da municipalização da política, garantindo que os benefícios cheguem aos 246 municípios goianos.
O legislador defende que um dos pontos inovadores da proposta é a adoção explícita do conceito de cadeia de valor integrada, desenvolvido por Michael Porter e adaptado à gestão pública por organismos como a OCDE e o Banco Mundial. A ideia é que a efetividade das políticas públicas dependa da qualidade das conexões entre os diferentes elos do processo, e não apenas do desempenho isolado de cada órgão.
Exemplos citados, na justificativa do projeto, incluem hospitais que perdem efetividade sem atenção básica adequada e escolas que não atingem seu potencial sem políticas de apoio como transporte e alimentação. A visão sistêmica, segundo Cruvinel, é essencial para corrigir falhas e assegurar que o cidadão receba o valor real das ações do Estado.
A matéria passará por votação preliminar no plenário e, caso aprovada, será enviada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
Uma ocorrência envolvendo denúncia de violência doméstica resultou na apreensão de uma arma de fogo e na condução de um homem à Central Geral de Flagrantes, na tarde desta segunda-feira (13/4), no setor Mansões Paraíso, em Aparecida de Goiânia. A ação foi realizada pela Guarda Civil Municipal (GCM), por meio da equipe da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), com apoio do serviço de Inteligência e do Conselho Tutelar.
Segundo informações da corporação, a ocorrência teve início após o Conselho Tutelar receber uma carta escrita por uma adolescente de 16 anos, entregue na escola onde ela estuda. No relato, a jovem denunciava supostas agressões físicas e psicológicas praticadas pelo pai, além de informar que havia uma arma de fogo dentro da residência.
Diante da gravidade da denúncia, as equipes se deslocaram até o endereço indicado pela instituição de ensino. No local, os responsáveis não foram encontrados. Durante a averiguação, um vizinho informou aos agentes que havia apenas uma pessoa com necessidades especiais dentro do imóvel, em situação de vulnerabilidade.
De acordo com os guardas civis, diante do risco iminente, foi realizado o acesso ao interior da residência para verificação da situação. No imóvel, os agentes confirmaram a presença da pessoa vulnerável e localizaram, em um dos quartos, uma espingarda calibre .20 e munições calibre .357.
Após levantamento de informações, o pai da adolescente foi localizado em um estabelecimento comercial nas proximidades da casa.
Segundo os agentes, ele assumiu a posse da arma encontrada no imóvel e foi conduzido à Central Geral de Flagrantes para os procedimentos legais.
Tentativa de feminicídio
Também na noite desta segunda-feira (13/4), outra ocorrência atendida pela Guarda Civil Municipal resultou na prisão de um homem suspeito de tentativa de feminicídio nas proximidades de uma instituição de ensino superior na região da Vila Brasília.
Segundo o registro policial, a corporação foi acionada após denúncia de que o suspeito teria se dirigido ao local portando uma faca e tentado atacar a ex-companheira. Durante a ação, um amigo da vítima tentou intervir para impedir a agressão e acabou ferido nas mãos.
Após colher as informações no local e identificar o suspeito, os agentes se deslocaram até a residência dele, onde o homem foi localizado enquanto preparava malas, possivelmente para deixar o estado. No imóvel, foram encontrados a faca supostamente utilizada no ataque e um dispositivo de choque.

O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado à Central Geral de Flagrantes de Aparecida de Goiânia. As vítimas foram levadas para realização de exames periciais com apoio de outra equipe da corporação. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio e lesão corporal dolosa.
De acordo com o comandante da GCM, a rápida atuação das equipes foi determinante para evitar consequências ainda mais graves nos casos.
Dos 6 votos contrários à decisão, o PT fez 4 votos contra o relatório que indiciava Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e outros 3 integrantes da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado votaram, nesta 3ª feira (14.abr.2026), pelo indiciamento de 3 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do procurador-geral da República. O grupo, formado pelas legendas do PL, PP e Novo, no entanto, foi derrotado por 6 votos a 4.
Os senadores favoráveis ao relatório defendiam a responsabilização de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do titular da PGR (Procuradoria Geral da República), Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade, o que poderia fundamentar pedidos de impeachment.Vieira acusava os ministros de agirem de forma “incompatível” com o decoro por relações com o Banco Master.
A derrota da oposição foi consolidada depois de o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articular trocas de última hora na comissão. Nomes críticos à Corte, como Sergio Moro (União Brasil-PR), foram substituídos por senadores governistas para garantir a rejeição do parecer.
VEJA COMO VOTOU CADA SENADOR:
O placar foi de 6 votos contra o indiciamento e 4 votos a favor. Com o resultado, o relatório de Alessandro Vieira perde a validade e será arquivado.
Favoráveis ao indiciamento (4):
Contrários ao indiciamento (6):
Os deputados realizaram, na tarde desta terça-feira, 14, a primeira reunião parlamentar da semana na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). O encontro, realizado no Plenário Iris Rezende Machado, no Palácio Maguito Vilela, foi marcado pelo início das discussões sobre possíveis alterações no Regimento Interno da Casa, que podem resultar em mudanças nos horários e na modalidade de realização das sessões (presencial ou híbrida) durante o período eleitoral deste ano.
Diversos parlamentares se manifestaram sobre o tema, apresentando diferentes interpretações quanto à viabilidade e aos impactos da proposta. Diante das divergências, o presidente da Alego, deputado Bruno Peixoto (UB), anunciou que convocará uma reunião com líderes de bancada e demais interessados para aprofundar o debate e buscar consenso sobre a melhor alternativa para a realização das sessões até outubro, mês das eleições.
A sessão também contou com a apresentação de matérias legislativas. Ao todo, 11 deputados encaminharam novos projetos de lei e requerimentos à Mesa Diretora. O primeiro a se pronunciar foi o líder do Governo na Casa, Talles Barreto (União Brasil). Em seguida, falaram Antônio Gomide (PT), Gustavo Sebba (PSDB), Rosângela Rezende (Agir), Paulo Cezar Martins (MDB), Lucas Calil (PRD), Clécio Alves (PSDB), Karlos Cabral (PSB), Eliel Junior (Solidariedade) e, por fim, Veter Martins (PSB), que também apresentou requerimento assinado em conjunto com Peixoto.
Durante o Pequeno Expediente, três desses parlamentares subiram à tribuna para tratar de temas relacionados aos serviços públicos estaduais e às mudanças decorrentes do período eleitoral. O deputado Ricardo Quirino (Republicanos) também se pronunciou, defendendo a ampliação de políticas públicas voltadas à valorização de atletas que representam o Estado em competições nacionais e internacionais.
Transferência de pauta
Em razão dos debates realizados ao longo da tarde, as votações previstas para o dia foram transferidas para a próxima sessão ordinária, amanhã, 15, a partir das 15 horas. A Ordem do Dia reúne 92 processos legislativos aptos à apreciação, incluindo propostas em primeira e segunda votação, além de matérias com parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
Entre os seis projetos em segunda fase de discussão está o de nº 2684/24, de autoria do deputado Cristóvão Tormin (PRD), que prevê a identificação de veículos que transportam pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), mediante cadastramento dos responsáveis e fixação de adesivo identificador. A proposta busca ampliar a compreensão no trânsito quanto às condições dos passageiros, especialmente em situações que exigem condução mais cautelosa.
Também aguarda votação final a matéria nº 22703/24, do deputado Antônio Gomide (PT), que institui a Política Estadual de Prevenção e Combate a Doenças Associadas aos Distúrbios Alimentares. O texto propõe ações integradas entre as áreas de saúde e educação, com campanhas, capacitação de profissionais, oferta de atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS) e inclusão de conteúdos educativos nas escolas.
Outras quatro proposições em fase final de tramitação tratam do reconhecimento de bens como patrimônio histórico e cultural goiano, da criação de data comemorativa dedicada aos desbravadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia e da instituição da Semana Estadual da Acessibilidade, com foco na promoção da inclusão.
Em primeira fase de votação, constam 56 matérias que abrangem temas como saúde pública, com propostas para criação de cadastro de obesidade infantojuvenil nas escolas e políticas de atenção à saúde mental de profissionais da rede pública. Também estão na pauta iniciativas relacionadas aos direitos das pessoas com deficiência, proteção animal, sustentabilidade ambiental, campanhas educativas e reconhecimento de manifestações culturais e gastronômicas.
Encontro regimental
As sessões ordinárias constituem o calendário anual de trabalho legislativo e possuem a Ordem do Dia previamente designada, ou seja, têm uma pauta de votação. São realizadas normalmente às terças, quartas e quintas-feiras e compõem-se das seguintes fases: Expediente, apresentação de matérias, Pequeno Expediente e Ordem do Dia.
Para garantir a transparência, o Legislativo goiano transmite, ao vivo, todas as sessões, e a população pode acompanhar os trabalhos pela TV Assembleia Legislativa (canais 3.2 da TV aberta, 8 da NET Claro e 7 da Gigabyte Telecom), pelo site oficial do Parlamento e, ainda, pelo canal do YouTube. Dessa forma, a população tem a oportunidade de acompanhar as discussões e votações de todas as matérias em pauta.
A Prefeitura de Goiânia formalizou, nesta terça-feira (14/4), um novo contrato com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) para a execução dos serviços de zeladoria urbana na capital pelos próximos 60 meses. O acordo, firmado por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), estabelece valor estimado de R$ 7,5 bilhões para a prestação das atividades ao longo do período.
O contrato marca uma nova etapa na organização dos serviços de limpeza e manutenção urbana, com reestruturação administrativa da companhia, reorganização de recursos e ampliação das atribuições da empresa municipal.
A assinatura foi conduzida pelo prefeito Sandro Mabel, que destacou o processo de recuperação financeira da Comurg e a adoção de um modelo de gestão baseado em controle e eficiência dos serviços prestados.
Segundo o prefeito, a reestruturação da companhia foi essencial para restabelecer o equilíbrio financeiro da empresa e garantir condições para ampliar as atividades desenvolvidas pela Comurg na cidade.
“O maior gargalo que encontramos na Comurg quando assumimos a Prefeitura era a corrupção. Hoje a companhia se estabilizou. Conseguimos negociar a dívida e reduzir em quase R$ 3 bilhões o passivo da empresa, o que trouxe equilíbrio financeiro e segurança para avançarmos na prestação de serviços à população”, afirmou.
Pelo novo contrato, a prefeitura passa a remunerar a companhia de acordo com os serviços efetivamente executados, mediante medição, fiscalização e comprovação das atividades realizadas. A administração municipal informou que pagamentos só serão realizados mediante a execução comprovada dos serviços contratados.
Ampliação das atribuições
Entre os serviços previstos no contrato estão atividades já desempenhadas pela companhia, como varrição de vias públicas, capina, roçagem manual e mecanizada, coleta de resíduos de saúde, lavagem de logradouros e operação de ecopontos.
Também permanecem sob responsabilidade da empresa os serviços de paisagismo, que incluem plantio de grama, árvores e palmeiras, manutenção de canteiros, poda e irrigação de áreas públicas.
Uma das principais mudanças do novo contrato é a incorporação da operação do Aterro Sanitário de Goiânia pela Comurg. A companhia passará a ser responsável pelo recebimento e disposição de resíduos sólidos urbanos e resíduos provenientes da construção civil.

De acordo com a gestão municipal, a nova estrutura também prevê a criação de uma reserva técnica para atender demandas futuras relacionadas à manutenção urbana e ao crescimento da cidade.
Reestruturação da companhia
O presidente da Comurg, coronel Cleber Aparecido, afirmou que a assinatura do contrato representa a consolidação de um processo de reorganização institucional da empresa, iniciado pela atual administração.
“Sem a decisão política firme de iniciar essa reestruturação e sem o apoio institucional para implementar medidas necessárias, muitas delas complexas e difíceis, nada do que celebramos hoje seria possível”, destacou.
Durante a solenidade, vereadores da capital também comentaram as mudanças na gestão da companhia e o processo de recuperação administrativa. O vereador Wellington Bessa afirmou que a reestruturação permitiu restabelecer a viabilidade da empresa pública.
“O senhor mostrou que é possível salvar essa empresa. Salvar a companhia também significa preservar o emprego de milhares de trabalhadores que contribuem diariamente para manter a cidade limpa”, disse.
Já o vereador Pedro Azulão Júnior afirmou que a atual reorganização administrativa evidencia que os problemas da companhia não estavam relacionados aos servidores, mas à condução administrativa da empresa.
Outros parlamentares presentes, como Juarez Lopes, Sargento Novandir, Bruno Diniz, Heyler Leão e Rose Cruvinel, também destacaram a importância das mudanças administrativas implementadas na companhia.
A solenidade de assinatura do contrato contou ainda com a presença da vice-prefeita Coronel Cláudia Lira, do secretário municipal de Infraestrutura Urbana, Francisco Lacerda, e do vereador Sebastião Peixoto.
Com o novo modelo de contratação e a reorganização administrativa da companhia, a prefeitura pretende ampliar a eficiência dos serviços de limpeza e manutenção urbana, fortalecendo a atuação da Comurg na zeladoria da capital.



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