
A Polícia Civil de Goiás prendeu nesta quarta-feira (1º/4) o padrasto investigado pela morte de uma menina de 9 anos em Alto Horizonte, no norte do estado. Ele é suspeito de envenenar a enteada e também de tentar matar o irmão dela, de 8 anos, que ingeriu a mesma comida.
A prisão preventiva foi cumprida pela Subdelegacia de Polícia de Alto Horizonte, com apoio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Uruaçu, do Núcleo de Inteligência e da Polícia Técnico-Científica. O caso é tratado como feminicídio triplamente qualificado contra a menina e tentativa de homicídio triplamente qualificado contra o menino.
A vítima, identificada como Weslenny Rosa Lima, morreu na última sexta-feira (27/3), depois de passar mal após ingerir alimento supostamente contaminado. Ela chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu. O irmão, que também comeu a mesma refeição, foi socorrido e sobreviveu após atendimento médico de urgência.
O nome do suspeito não foi divulgado. Após ser preso, ele permaneceu em silêncio e informou que só falaria novamente na presença de um advogado.
Segundo o delegado Domênico Rocha, exames periciais confirmaram que a causa da morte foi intoxicação por chumbinho. Durante as buscas na casa da família, os policiais encontraram uma panela com arroz misturado a grânulos escuros, com características compatíveis com substância tóxica.
“Laudos periciais acusaram que os grânulos pretos no arroz realmente se tratavam de chumbinho […]. O laudo cadavérico da menina apontou que a causa da morte foi envenenamento exógeno causado pelo mesmo veneno, ou seja, chumbinho”, afirmou o delegado.
No imóvel, também foram localizados quatro gatos mortos. De acordo com a perícia, os animais também teriam sido vítimas de envenenamento.

No dia dos fatos, o investigado disse que foi o responsável por preparar o alimento consumido pelas crianças. Ele afirmou ainda que descartou as sobras no lixo, onde os animais possivelmente teriam ingerido o material contaminado.
Com os novos elementos reunidos no inquérito, a Polícia Civil voltou a ouvir o suspeito, mas ele novamente optou pelo silêncio, dizendo que só se manifestaria depois de consultar advogado.
As investigações continuam para esclarecer a motivação do crime e verificar se houve participação de outras pessoas. A polícia ainda analisa aparelhos celulares apreendidos, colhe novos depoimentos e aguarda a conclusão de laudos periciais complementares.
Autor Manoel Messias Rodrigues
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