22 de abril de 2026
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Catalão, localizada no sul de Goiás, é uma cidade cuja trajetória mistura episódios de violência, desenvolvimento econômico e um papel destacado na educação e cultura local.  A cidade, que já foi chamada de Faroeste Brasileiro, foi fundada em 1833 e emergiu de um passado turbulento para se firmar como um polo de progresso e conhecimento. Esta matéria explora os principais marcos históricos e culturais de Catalão, revelando como a cidade evoluiu ao longo dos anos.

Origens e Conflitos Históricos do Faroeste Brasileiro

Catalão tem suas raízes na exploração e colonização do Brasil colonial. O núcleo inicial, conhecido como Arraial de Nossa Senhora da Mãe de Deus de Catalão, surgiu em 1810, antes da fundação oficial em 1833. A cidade foi um ponto estratégico durante o ciclo do ouro, o que atraiu uma população diversificada e gerou conflitos internos e externos.

Entre os eventos mais marcantes da história de Catalão, destaca-se a chamada “Herança de Sangue”, um período de intensos conflitos que moldaram a cidade:

  • Assassinato de Antônio Paranhos (1897): Antônio Paranhos, uma figura política influente, foi morto em uma emboscada. O crime evidenciou a rivalidade política da época e a falta de estabilidade na região.
  • Chacina dos Turneiros (1902): Um confronto armado entre trabalhadores da estrada de ferro e a polícia resultou em doze mortes. A repressão violenta refletiu o clima de impunidade e tensão na cidade.
  • Assassinato de Salomão de Paiva (1924): Salomão de Paiva, líder local, foi assassinado em um contexto de crescente violência política. O incidente sublinhou a fragilidade da ordem pública na época.
  • Linchamento de Anthero da Costa Carvalho (1930): Carvalho foi linchado por acusações não comprovadas, exemplificando a violência e a falta de justiça formal predominantes na época.

Transformação e Crescimento

O século XX trouxe mudanças significativas para Catalão. A instalação da estrada de ferro e a industrialização foram marcos importantes:

  • Instalação da Estrada de Ferro: A chegada da ferrovia no início do século XX facilitou o transporte de produtos e integrou Catalão a outras regiões, promovendo o crescimento econômico.
  • Industrialização: A cidade se tornou um centro industrial, com a instalação de fábricas de grandes empresas como Mitsubishi Motors e John Deere. A industrialização gerou empregos e fomentou o desenvolvimento local.
  • Mineração: A exploração de recursos naturais, como o nióbio e o fosfato, impulsionou a economia de Catalão. A mineração trouxe investimentos significativos e acelerou o progresso da cidade.

Catalão: Atenas de Goiás

Hoje, Catalão é conhecida como a “Atenas de Goiás” devido ao seu papel na educação e cultura. O título reflete o comprometimento da cidade com o desenvolvimento intelectual e cultural:

  • Universidade Federal de Catalão (UFCAT): Fundada como uma das três universidades federais em Goiás, a UFCAT representa o compromisso da cidade com a educação superior. A universidade contribui significativamente para a formação de profissionais e o desenvolvimento cultural da região.
  • Eventos Culturais: Catalão realiza eventos culturais que celebram as tradições e a diversidade local. A festa de Nossa Senhora do Rosário é um exemplo de celebração que reúne a comunidade e promove a cultura local.

Contribuições Culturais e Intelectuais

A cidade é berço de figuras culturais e intelectuais que influenciaram a identidade de Catalão:

  • Goiandira de Couto: Artista plástica conhecida por suas técnicas inovadoras de pintura. Goiandira iniciou sua carreira na infância e conquistou reconhecimento internacional por suas obras.
  • Bernardo Guimarães: Autor do romance “Escrava Isaura”, Guimarães também teve papel político em Catalão. Sua obra aborda as complexidades sociais e políticas da época.
  • Ricardo Paranhos: Político e literato, Paranhos foi um dos fundadores da Academia Goiana de Letras. Seu trabalho destaca a importância da cultura e literatura em Goiás.
  • Amado Batista: Cantor sertanejo renomado, Batista é natural de Catalão. Com mais de quatro décadas de carreira, ele é uma figura proeminente na música popular brasileira.
  • Maria Rosário Cassimiro: Educadora e escritora, Maria Rosário foi a primeira mulher reitora de uma universidade federal no Brasil, marcando um avanço significativo na educação.
  • Nasr Chaul: Historiador e compositor, Chaul contribui para a cultura goiana e a promoção de eventos culturais importantes.
  • Fernando Safatle: Intelectual proeminente, Safatle é conhecido por seu trabalho em movimentos sociais e publicações sobre a história política e econômica local.
  • Enival Mamede Leão: Autor do livro “Oripão”, Leão é um historiador e professor que explora eventos históricos locais.

Catalão, de um passado marcado pela violência e instabilidade, evoluiu para se tornar um centro de educação e cultura em Goiás. A cidade, que uma vez enfrentou conflitos internos e externos, agora é reconhecida por seu desenvolvimento econômico e contribuição ao conhecimento. A trajetória de Catalão reflete a capacidade de transformação e resiliência, consolidando-se como um importante polo cultural e educacional no estado de Goiás.

Origem do Nome e Contexto Histórico

A origem do nome “Catalão” está imersa em debates históricos e lendas. A versão tradicional sugere que o nome se originou das expedições e bandeiras do século XVIII, lideradas por soldados, cavaleiros e padres que buscavam mão de obra indígena e riquezas minerais. Bartolomeu Bueno da Silva Filho, conhecido como “Anhanguera”, liderou uma dessas expedições que atravessou o Rio Paranaíba e estabeleceu o Porto Velho (hoje Porto do Lalau). A presença de Frei Antônio, um capelão espanhol natural da Catalunha apelidado de “O Catalão”, também é significativa. Ele e seus companheiros decidiram estabelecer um ponto de descanso próximo ao Córrego do Almoço devido à qualidade do solo e ao clima ameno. Esse ponto de descanso serviu como um importante local de passagem para expedições posteriores.

Dados históricos indicam que Catalão começou a se desenvolver a partir de 1728, servindo como um ponto de passagem crucial para as expedições que exploravam o interior goiano. A cidade é caracterizada pelo encontro de dois morros, oferecendo uma paisagem natural única.

Economia e Infraestrutura

Catalão é conhecida por sua economia diversificada e robusta. Além de ser um importante centro de mineração, a cidade desenvolveu uma forte base industrial e comercial. O setor de mineração continua sendo vital, especialmente com a exploração de minerais como o níquel e o fosfato. O município abriga várias indústrias, incluindo usinas de açúcar e álcool, fábricas de calçados e um grande frigorífico. Esses setores contribuem significativamente para a economia local, gerando empregos e impulsionando o desenvolvimento.

O setor agrícola também desempenha um papel crucial na economia de Catalão, com a produção de grãos, como soja e milho, além da pecuária. A cidade conta com uma infraestrutura de transporte bem desenvolvida, incluindo rodovias estaduais e uma pista de aeroporto que facilita o acesso a e de Catalão.

Cultura e Turismo

Catalão é um centro cultural rico, com diversas festividades e tradições que refletem sua herança histórica. A cidade é conhecida por suas festas tradicionais, como a Festa de São João e o Festival de Folclore, que atraem visitantes e celebram a cultura local. O Monumento Boi de Ouro, instalado na entrada da cidade, simboliza a importância da pecuária para a região e serve como um ponto de referência cultural.

Para os amantes da natureza e da aventura, Catalão oferece atrações como o Lago Municipal de Catalão, também conhecido como Lago do Sol, e diversas áreas de lazer ao ar livre. A cidade é ideal para quem busca explorar belezas naturais e desfrutar de atividades ao ar livre.

Além de sua rica história e infraestrutura desenvolvida, Catalão é um exemplo notável de como tradição e modernidade podem coexistir harmoniosamente. Com sua combinação única de história, cultura e desenvolvimento econômico, Catalão se destaca como um destino imperdível para turistas e investidores em Goiás

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A Redação

Goiânia –

 A Justiça Eleitoral publicou os dados e o perfil do eleitorado brasileiro, após as atualizações do cadastro eleitoral. De acordo com o levantamento, o estado de Goiás segue sendo o maior colégio eleitoral do Centro-Oeste, com um total de 5.126.435 pessoas aptas a ir às urnas no dia 6 de outubro, registrando um aumento significativo de 4,99% em seu eleitorado, em relação a 2022.


 


Com os dados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é possível se aprofundar nas características que delimitam o perfil das eleitoras e eleitores que serão os responsáveis por escolher os próximos vereadores e prefeitos dos 246 municípios de Goiás.


 


Gênero e faixa etária


Neste ano, as mulheres continuam sendo maioria, totalizando 52% da população goiana, o mesmo percentual de 2020.


 


Atualmente, Goiás conta com 57.271 eleitoras e eleitores de 16 e 17 anos de idade. A faixa etária dominante do eleitorado goiano em 2024 é de 45 a 59 anos.


 


Nome Social


O número de pessoas que optaram por usar o nome social no título de eleitor também aumentou no estado. No momento, temos 1.196 eleitores no grupo, que, em relação ao ano do último pleito municipal (2020), representa um aumento de 279,68%.


 


Pessoas com deficiência


Entre o eleitorado apto a votar em Goiás, 32.728 pessoas declararam ter algum tipo de deficiência. Comparando com as métricas das Eleições Gerais de 2022, houve um aumento de 33,58%.


 


Essa é uma informação autodeclarada, ou seja, o cadastro eleitoral só indica se uma pessoa tem algum tipo de deficiência quando ela própria informa essa condição ao buscar atendimento da Justiça Eleitoral.


 


Distribuição geográfica


A cidade com maior número de eleitores ativos é a capital do estado, Goiânia, com um total de 1.030.274 eleitores.


 


O segundo é o município de Aparecida de Goiânia, com 345.367 eleitores aptos.


 


Anápolis ocupa o terceiro lugar na lista, com 262.660 habilitados a irem às urnas.


 


Por possuírem mais de 200 mil eleitores, os três municípios são os únicos do estado em que poderão haver segundo turno, caso nenhum candidato a prefeito tenha mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.


 



 


Estatísticas


Todos os dados do eleitorado apto a votar em 2024 estão disponíveis no sistema de estatísticas do TSE.


 


A aba Estatísticas do eleitorado tem o total de eleitores aptos, dados de biometria e evolução do eleitorado.


 


Em Perfil do eleitorado (menu à esquerda da página), é possível ver dados como gênero, faixa etária, uso de nome social, e grau de instrução, entre outros.


 


Há uma aba específica com informações sobre o Eleitorado com deficiência. E a aba Capilaridade apresenta informações sobre zonas eleitorais, locais de votação e seções eleitorais.


 


Em cada página, é possível alterar os filtros na parte superior, para pesquisar as estatísticas pelo total do país, por região, estado, município e zona eleitoral.



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Comer pão de forma pode reprovar motorista no teste do bafômetro

“São alimentos com álcool na composição ou que sofrem fermentação, mas isso não é motivo de pânico para ninguém”, destacou.

Veja quais são os alimentos:

  • Frutas fermentadas;
  • Kefir;
  • Kombucha;
  • Vinagre de maçã;
  • Enxaguantes bucais.

O teste do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) foi feito após a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) publicar uma pesquisa sobre a quantidade de álcool na composição dos pães de forma. Segundo ela, o álcool é usado para manter o alimento sem mofo.

No teste do Detran-GO, a equipe da Balada Responsável comeu os pães de forma das marcas Visconti, que tem álcool na composição, e Pullman, que não tem. No vídeo, a mulher come duas fatias do pão da Visconti e, logo em seguida, assopra o bafômetro, que dá o resultado de 0,12 mg/l.

Um homem faz o mesmo processo com o pão de forma da Pullman e tem o resultado zerado no bafômetro. Em nota ao g1 Saúde, a Visconti disse que adota rigorosos padrões de segurança alimentar. O g1 pediu uma nota, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem

Comer pão de forma pode fazer com que motorista seja pego no teste do bafômetro, alerta Detran Goiás — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Álcool na composição e fermentação

Ao g1, a nutricionista Janaína Macêdo explicou que, além do pão de forma, diversos outros alimentos também têm álcool na composição ou tem teor alcoólico devido à fermentação orgânica. Apesar disso, segundo ela, é necessário realizar o teste com cada alimento, como o Detran-GO fez.

“Não é porque tem um teor alcoólico que vai acusar no bafômetro, isso depende da metabolização do alimento em cada pessoa”, disse.

Macêdo afirmou que algumas frutas, o kefir, a kombucha e o vinagre têm fermentações que geram o teor alcoólico. “A banana muito madura, por exemplo, teve uma fermentação por fungos e bactérias e fica com potencial Hidrogeniônico (pH) mais ácido, o que resulta no teor alcoólico”, explicou.

Além da fermentação, a nutricionista também destacou que os enxaguantes bucais também têm álcool na composição para proteção contra bactérias na boca, ficam na mucosa oral e podem apontar no bafômetro. “Eles são de uso oral e o teste é assoprando, então, pode acontecer”, disse.

“Não é para criar pânico, a metabolização dos alimentos é individual e pode ou não acusar do bafômetro”, destacou.

Questionado sobre essas possibilidades de alimentos, o Detran-GO explicou que o teste foi realizado apenas com o pão de forma e que, ao refazer o teste três minutos depois, o álcool já não pôde mais ser constatado. Por isso, afirmou que, se abordado, o motorista pode refazer o teste após alguns minutos.

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Álcool no pão de forma? Estudo encontra teor alcoólico alto em marcas populares

VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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Ronaldo Caiado durante sessão na CPI do MST, na Câmara, nesta quinta-feira (31). — Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, disse em uma rede social que o atentado a Trump o preocupa e que o medo e a violência não podem pautar uma eleição. Ex-presidente dos Estados Unidos discursava em um comício quando foi atingido enquanto falava.

“Toda minha solidariedade ao ex-presidente Donald Trump. Um atentado a um presidenciável na maior democracia do mundo é algo que nos preocupa e que tem de ser condenado com veemência”, escreveu Caiado.

Donald Trump discursava em um comício em Butler, no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, neste sábado (13) quando barulhos altos foram ouvidos na multidão por volta das 18h13, horário local.

Trump pareceu ter sido atingido na área da orelha direita enquanto falava. Ele foi escoltado por seguranças e retirado do palco. O evento foi interrompido.

O porta-voz da campanha do candidato presidencial republicano publicou na rede social X (antigo Twitter) que o “presidente Trump está bem e está sendo examinado em um centro médico local” e que ele “agradece às autoridades e aos socorristas pela sua ação rápida durante este ato hediondo”.

Donal Trump com ferimento após tiros em comício na Pensilvânia — Foto: Rebecca DROKE / AFP

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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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As suspeitas teriam dopado a vítima e a abandonado em um motel de Luziânia

Postado em: 10-07-2024 às 13h59

Por: Rauena Zerra

As mulheres foram detidas por meio de mandados de prisão temporária I Foto: Divulgação/PC-GO

Na última terça-feira (9), a Polícia Civil do Estado de Goiás (PC-GO) prendeu duas garotas de programas suspeitas de aplicarem o golpe conhecido como “Boa noite, Cinderela” contra um homem em Luziânia. As acusadas teriam dopado a vítima e a abandonado em um motel causando um prejuízo estimado em R$ 40 mil.

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Veja imagens da operação

As mulheres foram detidas por meio de mandados de prisão temporária I Imagens: Divulgação/PC-GO

Segundo a investigação, a vítima conheceu uma das mulheres em um site de acompanhantes e marcou um encontro em um motel no dia 3 de junho. Ao chegar ao local, ele se decepcionou ao perceber que a mulher não era a mesma das fotos do site. A garota então sugeriu que ele conhecesse uma amiga, enviando-lhe uma foto e o preço do serviço. A vítima aceitou e a segunda mulher chegou ao motel.

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Após a chegada da segunda mulher, a vítima consumiu um energético e logo percebeu que algo havia sido colocado em sua bebida, possivelmente uma substância conhecida como “Boa noite, Cinderela”.

Em seguida, as duas mulheres e uma terceira saíram do motel e realizaram compras de alto valor em uma drogaria e em uma distribuidora de bebidas. Utilizando a senha do cartão da vítima, as mulheres realizaram diversas transações em maquininhas de cartão de crédito, causando um prejuízo de quase R$ 40 mil.

A investigação da PCGO revelou que as mulheres já respondiam por outros registros de ocorrência em apuração. As mulheres foram detidas por meio de mandados de prisão temporária com prazo de 30 dias e responderão por roubo com restrição da liberdade da vítima, crime considerado hediondo.

Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Luziânia e Novo Gama. A operação de prisão das suspeitas também contou com o apoio da Polícia Militar.

A divulgação da imagem das investigadas foi autorizada pela Justiça, com base na Lei 13.869/2019 e na portaria normativa 547/2021/DGPC, em vista do interesse público em identificar outras possíveis vítimas dos crimes praticados pelas mulheres.

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Ações das Forças de Segurança do Estado garantiram também o aumento de atendimentos especializados à mulher

Queda dos índices de feminicídio é resultado do trabalho de integração das forças policiais (Foto: Divulgação/SSP-GO)

Dados do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) apontam que os números de feminicídios tiveram redução de 37,5% no estado. As informações são referentes ao primeiro semestre deste ano, comparado com o primeiro semestre do ano passado. Em 2024, foram registrados 20 casos, enquanto no mesmo período de 2023, foram 32. Os dados foram divulgados durante reunião do governador Ronaldo Caiado com o secretário de segurança, Renato Brum, e chefes das polícias, no auditório Mauro Borges.

A Policia Militar de Goiás (PMGO) realizou no primeiro semestre deste ano, 97.804 acompanhamento de medidas protetivas, isso significa um aumento de mais de 338%, em relação ao mesmo período no anterior, que registrou 28.707. No primeiro semestre de 2024, a Polícia Civil de Goiás enviou ao Poder Judiciário 8.013 inquéritos policiais com autoria definida. Esses dados são de inquéritos que apuraram crimes envolvendo violência doméstica e familiar contra a mulher.

O governador Ronaldo Caiado ressaltou a importância da queda no número de feminicídio no estado. “O resultado positivo é fruto do trabalho integrado entre as forças de segurança e outros Poderes. O feminicídio é uma das nossas maiores preocupações no âmbito da segurança pública, por ser um crime que acontece dentro de casa. Graças ao empenho das nossas polícias estamos conseguindo reduzir os indíces”, disse.

Para o secretário de segurança, Renato Brum, “esse significativo número não quer dizer que precisamos nos acomodar, vamos continuar fazendo um trabalho conjunto das nossas forças. Sempre ressalto a importância da integração, e, juntos com o nosso governador, que nos dá liberdade para seguir fazendo o estado de Goiás mais seguro, um exemplo para todo país. Vamos trabalhar ainda mais para que esse número se mantenha em constante queda”, comentou.

Um importante recurso para combater o feminicídio é o aplicativo Mulher Segura, que permite à população feminina goiana o acesso direto aos serviços do Estado de Goiás para comunicar casos de violência, acionando a Polícia Militar em emergência e ter à mão a localização dos batalhões e das delegacias próximas. O App está disponível nos sistemas IOs e Android.

Outras ações

Visando manter a segurança das mulheres, o Estado de Goiás dedica e investe em ações para a redução destes tipos de crimes. Nesse sentido, a PMGO conta com o Batalhão Maria da Penha. A unidade foi criada em 2015 e iniciou-se como Patrulha Maria da Penha, tornando-se um Batalhão de Polícia Militar em 2020, sendo encarregado do policiamento ostensivo de segurança específica para o atendimento qualificado às ocorrências de violência doméstica contra as mulheres. A realização de atendimentos especializados à vítima e aos familiares, e ações preventivas, como visitas comunitárias e solidárias, são práticas constantes realizadas pelo BMP.

A criação da Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem) ampliou a atuação das 1ª e 2ª Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia e tem como objetivo fortalecer a rede de combate à violência contra a mulher. Existem 26 Deams no estado.



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Na noite de sábado, 6 de julho, um empresário teve seu veículo roubado em Cristalina (GO). A vítima foi abordada ao deixar seu estabelecimento comercial e sofreu violência por parte do assaltante, que portava uma arma de fogo.

No momento do crime, o cachorro do empresário estava dentro do veículo e acabou sendo levado pelo criminoso.

A Polícia Militar de Goiás (PMGO), em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), localizou o veículo roubado e descobriu que estava a caminho de Campo Alegre de Goiás. As corporações montaram um bloqueio na BR-050, mas o assaltante desrespeitou a ordem de parada, resultando em uma perseguição policial.

Segundo a PM, um segundo bloqueio foi montado, mas o criminoso não parou e disparou contra os policiais, que revidaram. O suspeito dirigiu na contramão por cerca de 40 quilômetros, mas perdeu o controle do veículo e foi contido pela polícia.

O assaltante ficou ferido durante a troca de tiros e precisou de socorro, sendo levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Catalão e, posteriormente, para a Santa Casa de Misericórdia.

Cachorro e Veículo Resgatados

Após conter o suspeito, a polícia resgatou o cachorro do empresário que estava dentro do veículo no momento do roubo. O animal foi encontrado sem ferimentos.

No interior do carro, a polícia localizou duas armas de fogo, um aparelho celular e uma pequena quantia em dinheiro.

O veículo também foi recuperado.

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O edital para o concurso público da Polícia Penal de Goiás foi divulgado pelo governo nesta quarta-feira (3/7). Ao todo, são 1,6 mil vagas, sendo 1.280 para homens e 320 para mulheres. O salário inicial é de R$ 5.971,42 com carga horária de 40h semanais (veja abaixo como se inscrever).

Do percentual total, 5% das vagas serão reservadas para pessoas com deficiência. As oportunidades são para as cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Itaberaí, Luziânia, Caldas Novas, São Luís de Montes Belos, Rio Verde, Goianésia e Formosa.

Inscrições

As inscrições começam às 10h do dia 16 de julho e vão até o dia 10 de agosto. Elas devem ser realizadas pelo site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC).

A taxa de inscrição é de R$ 150 e para participar do concurso o candidato deve ter diploma de nível superior em qualquer área. A solicitação de isenção já está disponível no site do IBFC e vai até o dia 5 de julho.

Participante com renda familiar igual ou inferior a dois salários mínimos tem direito a isenção do valor. Mesmo caso dos doadores de medula óssea, sangue e leite materno.

A aplicação das provas está prevista para o dia 15 de setembro deste ano. Entre os conteúdos, estão previstos língua portuguesa, realidade étnica, social, histórica, geográfica, cultural, política e econômica do estado de Goiás, raciocínio lógico, ética no serviço público, noções de informática e conhecimentos específicos.

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O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) encerrou a primeira parte da convocação para os Jogos Paralímpicos de Paris na noite de terça-feira (25) e apenas uma modalidade levou goianos para a França. Trata-se do vôlei sentado, que tem duas atletas no feminino e um no masculino.

Entre as mulheres, como mostrou o EG, as convocadas são Ádria Jesus e Nurya Almeida. O homem já convocado foi Raysson Ferreira. Em outros esportes – em que existiam expectativa – não houve convocações de goianos.

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A modalidade para a qual existia maior expectativa era o tênis de mesa, onde o estado tem Thais Fraga, um dos destaques do país, além de Lethicia Lacerda. Elas, porém, ficaram de fora. As brasileiras em Paris serão Bruna Alexandre (SC), Carla Maia (DF), Catia Oliveira (SP), Evellyn dos Santos (SP), Danielle Rauen (SC), Jennyfer Parinos (SP), Marliane Santos (MG) e Sophia Kelmer (RJ).

Goiás também ficou sem representantes no taekwondo, natação, hipismo, goalball, futebol de cegos, esgrima em cadeira de rodas, canoagem e badminton. A CPB ainda não informou a data para as próximas convocações. Os Jogos Paralímpicos de Paris começam no dia 28 de agosto.

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A probabilidade de uma mulher se candidatar e se eleger é de apenas 5,5%, quase três vezes menor que a de um homem, com taxa de sucesso de 15,2%. Esse foi o resultado da primeira etapa de um estudo conduzido por cerca de 30 pesquisadoras e pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e de instituições parceiras. A publicação dos relatórios finais será no dia 30 de julho. 

Os resultados preliminares apresentaram o perfil de vereadoras candidatas e eleitas. Mulheres brancas constituem a maioria de candidatas com 49,8%, seguidas por pardas com 38,38% e pretas com apenas 10,95%, com os indígenas ocupando a posição menos representativa de 0,4%. A mesma tendência persiste quando se trata da eleição: há maior eleição de mulheres brancas, chegando a ultrapassar 50% das eleitas.

Quanto ao estado civil dos candidatos, observa-se que mulheres e homens casados apresentam uma taxa de sucesso eleitoral superior. Notavelmente, entre as mulheres, a taxa de sucesso para as casadas (7,6%) é aproximadamente o dobro daquelas que são solteiras (3,9%).

O projeto de pesquisa “De Olho nas Urnas”, financiado pelo Congresso Nacional, via Observatório Nacional de Mulheres na Política (ONMP) da Câmara dos Deputados, busca conectar os dados coletados à realidade das candidatas, buscando entender e mitigar as barreiras que dificultam a participação feminina na política. Os resultados preliminares, os quais abrangem todos os estados do Brasil, também alertam para a necessidade de políticas públicas que promovam a equidade e incentivem a presença feminina nos espaços de poder.

Foram realizadas 80 entrevistas em profundidade, com candidatas eleitas e não eleitas em 2020, do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil. Os dados coletados a partir dos relatos revelaram cenários comuns em que a violência de gênero aparece. 

Segundo a pesquisadora Najla Frattari, as entrevistadas relataram situações diversas que as afastam da política, ligadas a machismo; imposições sobre o lugar social da mulher; trabalho reprodutivo como impedimento à carreira política; pressão estética agravada pelas redes sociais; falta de apoio da família; dentre outras.

A estratégia das entrevistas em profundidade foi desenhada para compreender as experiências das mulheres na política sem induzir respostas. 

“Não fizemos perguntas diretas mencionando o termo ‘violência de gênero’, mas, sim, buscamos perguntar sobre a trajetória e vivências das mulheres. Situações de violência política de gênero apareceram de modo natural e espontâneo em todas as entrevistas, embora muitas mulheres não mencionaram as situações diretamente como ‘violência’”.

De acordo com os resultados, as entrevistadas relataram vivências de violência política de gênero de forma velada, se referindo a situações em que as formas de discriminação, assédio ou hostilidade são sutis, ou mascaradas, realidade que dificulta a identificação como violência. 

As experiências são marcadas por comentários depreciativos disfarçados de brincadeiras e até mesmo por práticas institucionais que perpetuam desigualdades de gênero sem necessariamente se manifestarem explicitamente como agressões físicas ou verbais diretas.

A coordenadora do projeto “De Olho nas Urnas” e reitora da UFG, Angelita Lima, destacou o caráter multidisciplinar do projeto. “Além das pesquisadoras e pesquisadores, e da pesquisa em si, nós temos site e equipe de comunicação. Pois não adianta fazermos pesquisas se elas não atingirem e não informarem as pessoas”.

Estados desiguais

A pesquisa também analisa dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), referentes ao pleito municipal de 2020, disponíveis em sítio público. 

“Essa coleta tem como objetivo principal nos auxiliar a interpretar o panorama das eleições de 2020 para fazer um comparativo com as eleições que ocorrerão neste ano de 2024”,

explica a pesquisadora Lara Maciel.

Dentre os números, destaca-se que a probabilidade de uma mulher se candidatar e se eleger é de 5,5%, isto é, quase três vezes menor que a de um homem, com taxa de sucesso de 15,2%. Entre as cinco menores taxas de sucesso, três estão na região Sudeste, com destaque para o Rio de Janeiro, com apenas 1,37%. As maiores taxas de sucesso foram observadas no Piauí, com aproximadamente 13%, e Rio Grande do Norte com aproximadamente 11%.

Na mídia

A pesquisa também inclui a análise de 12 sites de diferentes espectros ideológicos, que publicaram matérias sobre a violência política contra a mulher. Como a Lei que define este crime foi sancionada apenas em 2021, muitas das notícias não utilizavam especificamente o termo “violência política de gênero”, embora abordassem o tema. Segundo os dados apresentados pela pesquisadora Roberta Viegas, a violência psicológica e simbólica afetou mais as candidatas de esquerda, enquanto a violência econômica foi mais prevalente entre as candidatas de direita.

“De acordo com as notícias que analisamos, a violência aumentou no período de setembro a dezembro, a partir da autorização da promoção do nome [nas campanhas] até o mês após a eleição. Também percebemos que a violência política é subnotificada e subsilenciada, principalmente em localidades menores”,

completou Viegas.

A deputada federal Gisela Moura frisou o papel do projeto “De Olho nas Urnas” de informar e propor reflexões sobre a trajetória das mulheres na política. 

“Esse trabalho tem sido fundamental para que possamos aprender e melhorar esse caminho tão difícil. Que as mulheres que vierem não passem por tudo que a gente já passou”, disse.

Para Rosária Helena, que foi a única mulher eleita na Câmara Municipal de sua cidade em 2020, a pesquisa é um passo importante para transformar essa realidade. “É muito difícil, mas a palavra que deixo para aquelas que estão buscando seu primeiro mandato é: não desistam. A política é desafiadora para nós, mulheres, mas é possível vencer,” encorajou, ressaltando a importância do enfrentamento à violência política de gênero.

*Com informações da assessoria

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