27 de abril de 2026
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O presidente norte-americano afirma que herdou “uma catástrofe econômica e um pesadelo inflacionário” do governo democrata

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), culpou seu antecessor, Joe Biden (democrata), pelo aumento no preço dos ovos. “Joe Biden, em especial, deixou o preço dos ovos sair do controle e estamos trabalhando duro para reduzi-lo”, afirmou na 3ª feira (4.mar.2025).

O chefe do Executivo norte-americano deu as declarações durante discurso em uma sessão do Congresso dos EUA. Essa é a 1ª vez que Trump se dirige aos congressistas desde que assumiu seu 2º mandato. Embora semelhante, o evento não se trata do tradicional discurso do Estado da União.

Durante sua fala, o líder norte-americano afirmou ter herdado “uma catástrofe econômica e um pesadelo inflacionário” do governo Biden.

Trump também responsabilizou Biden pela alta nos preços de energia e alimentos: “Sofremos a pior inflação em 48 anos, talvez até na história do nosso país. Como presidente, estou lutando todos os dias para reverter esses danos”.

Desde 2022, um surto de gripe aviária (H5N1) tem impactado a indústria avícola dos EUA, resultando na morte de mais de 166 milhões de aves, incluindo galinhas poedeiras. Em fevereiro, o Departamento de Agricultura dos EUA anunciou um plano de investimento de US$ 1 bilhão para combater a doença.

INFLAÇÃO NOS EUA

A inflação anualizada dos Estados Unidos subiu para 3% em janeiro de 2025 –aumento de 0,1 ponto percentual em relação a dezembro de 2024, quando foi de 2,9% no acumulado de 12 meses. Os dados de fevereiro serão divulgados em 12 de março.

Congressistas democratas temem que as tarifas aplicadas por Trump sobre importações elevem ainda mais os preços.

Antes do discurso do republicano na 3ª feira (4.mar), ao menos 25 senadores democratas divulgaram um vídeo afirmando que os preços “estão subindo” desde o início do mandato de Trump.



Autor Poder360 ·


A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou nesta terça-feira (18/2) a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas perante o Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. A imputação inclui também outros militares, dentre eles Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.

As acusações fundamentam-se no inquérito da Polícia Federal, que indiciou, em novembro do ano passado, o ex-presidente no âmbito do chamado inquérito do golpe. As investigações ratificaram a existência de uma trama golpista destinada a obstar o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

A denúncia será apreciada pela Primeira Turma do STF, composta pelo relator Alexandre de Moraes e pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Caso a maioria dos ministros valide a acusação, Bolsonaro e os demais implicados converter-se-ão em réus e começarão a responder a uma ação penal na Corte.

Conforme o regimento interno, compete às duas turmas do Tribunal julgar processos penais. Dado que o relator integra a Primeira Turma, a acusação será analisada por esse colegiado.

A data para o julgamento ainda não foi estipulada. Considerando os trâmites legais, o caso poderá ser apreciado ainda no primeiro semestre de 2025. (Com informações da Agência Brasil)

Saiba mais sobre a trama golpista

A acusação formalizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) representa o primeiro processo instaurado contra um ex-presidente da República por suposta tentativa de desestabilizar o Estado Democrático de Direito. A imputação se alicerçou em um inquérito que averiguou o ex-presidente e seus principais colaboradores, dentre os quais figuram os ex-ministros Braga Netto e Augusto Heleno, ambos generais da reserva do Exército.

Bolsonaro enfrenta acusações de comandar uma organização criminosa com o intuito de preservar seu poder, mesmo após a derrota nas eleições de 2022. A PGR indica que o ex-presidente estava ciente e consentiu com a tática golpista. A denúncia compila elementos, como um vídeo da reunião ministerial em que Bolsonaro incitou seus ministros a agir antes da eleição, além de trocas de mensagens entre Mauro Cid, ajudante de ordens, e outros colaboradores.

Constam também registros de encontros de Bolsonaro com autoridades, durante os quais teriam sido debatidas propostas para a minuta golpista. Os antigos comandantes do Exército, general Freire Gomes, e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Carlos Baptista Júnior, prestaram depoimento à Polícia Federal, alegando que o ex-presidente abordou a minuta com eles. Entretanto, ambos teriam rejeitado a proposta.

Ademais, a investigação identificou uma reunião entre Bolsonaro e o general Estevam Theóphilo, ocorrida em 28 de novembro de 2022, na qual o general supostamente acolheu a proposta golpista do então presidente. Na ocasião, Theóphilo dirigia o Coter, o Comando de Operações Terrestres.

A denúncia também inclui trocas de mensagens entre o general Mário Fernandes e Mauro Cid, ocorridas na véspera do primeiro pronunciamento público do ex-presidente após sua derrota em 2022. Considerado o mais radical entre os militares, o general da reserva armazenava em um HD planos minuciosos para eliminar Lula, Alckmin e até o ministro do STF Alexandre de Moraes. Fernandes encontra-se encarcerado desde novembro do ano passado.

No dia 9 de dezembro de 2022, o ex-presidente pronunciou-se perante apoiadores no Alvorada. Em uma mensagem de WhatsApp para Mauro Cid, um dia antes, Fernandes declarou ter se reunido com Bolsonaro e ter escutado do então presidente que a diplomação de Lula, prevista para o dia 12, não representaria uma “restrição” e que “qualquer ação nossa pode ocorrer até o dia 31”. Ele também apontou ser o intermediário com os manifestantes, abrangendo representantes do agronegócio e dos caminhoneiros, grupos que figuravam na linha de frente das manifestações em frente aos quartéis-generais naquele ano.

Em 2023, uma alteração no regimento interno do tribunal determinou que as ações penais sejam apreciadas pelas Turmas. Composto por cinco ministros, esse órgão se apresenta como mais compacto e célere para apreciar esses tipos de processos que podem resultar em prisão.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Iniciativa anunciada por Keir Starmer representa um esforço dos líderes europeus para responder às negociações iniciadas por Donald Trump

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer (Partido Trabalhista), disse no domingo (16.fev.2025) estar disposto a enviar tropas britânicas à Ucrânia em um eventual acordo de paz com a Rússia. A declaração representa um esforço por parte dos líderes europeus para responder às negociações iniciadas entre os presidentes norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), e russo, Vladimir Putin (Rússia Unida).

Estamos prontos para contribuir com as garantias de segurança à Ucrânia, colocando nossas próprias tropas no terreno, se necessário“, afirmou Starmer em artigo publicado no jornal The Daily Telegraph. É a 1ª vez que o premiê britânico cita explicitamente essa possibilidade.

A proposta surge às vésperas de reunião de emergência em Paris, marcada para esta 2ª feira (17.fev). O encontro foi convocado pelo presidente francês Emmanuel Macron (Renascimento, social-liberal) após Trump anunciar conversas diretas com Putin sem consultar aliados europeus.

No sábado (15.fev), o enviado dos EUA para a Ucrânia, Keith Kellogg, disse que a Europa não terá um lugar na mesa de negociações de paz na guerra com a Rússia. Apesar disso, acrescentou que os interesses dos países europeus serão considerados.

Participarão da reunião desta 2ª feira (17.fev) o chanceler alemão, Olaf Scholz; a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni; o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk; o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte; representantes de Espanha, Holanda e Dinamarca, além de autoridades da UE (União Europeia).

Starmer defendeu que “o fim desta guerra não pode ser só uma pausa temporária antes de Putin atacar novamente“. Disse que a decisão de considerar o envio de militares britânicos não foi tomada levianamente, mas é essencial para garantir uma paz duradoura.

Representantes americanos e russos devem se reunir na Arábia Saudita nos próximos dias para iniciar conversas preliminares. A Ucrânia confirmou que não participará desses encontros iniciais.

O premiê britânico diverge da posição de Trump sobre a entrada da Ucrânia na Otan. Enquanto o presidente americano se opõe à adesão, Starmer considera o processo “irreversível“, embora improvável durante o conflito, já que colocaria integrantes da aliança em confronto direto com a Rússia.

A guerra na Ucrânia completa 3 anos em 24 de fevereiro. O conflito começou com a invasão russa em 2022 e já causou centenas de milhares de mortes, além do maior deslocamento forçado de pessoas na Europa desde a 2ª Guerra Mundial (1939-1945).

A oferta britânica de tropas para uma força de paz marca uma mudança significativa na postura do Reino Unido, que até agora limitou seu apoio a treinamento militar e fornecimento de equipamentos para as forças ucranianas.


Leia as últimas notícias sobre a guerra na Ucrânia:



Autor Poder360 ·


Políticos afirmam que quando o governador é cobrado pela recomposição salarial dos servidores ele “dá banana ao povo mineiro”

O deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL-MG) criticou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, no qual ele aparece comendo uma banana com casca, ironizando uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente havia dito que as pessoas deixassem de comprar produtos caros para forçar a queda dos preços.

Em discurso na AL-MG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais), na 4ª feira (12.fev.2025), Caporezzo descascou e comeu uma banana para ironizar a fala do governador, que, segundo ele, critica o governo federal pelo crescimento da inflação, mas não cumpriu com a promessa de conceder a recomposição inflacionária aos salários dos trabalhadores da segurança pública do Estado.

Até macaco descasca a banana para comer. E a banana está cara demais para ser usada como exemplo”, declarou.

Em suas redes sociais, Caporezzo também afirmou que o governador “deu uma banana para o povo mineiro”, relembrando o aumento de 2% na alíquota adicional do ICMS sobre produtos supérfluos, sancionado em setembro de 2023.

A fala do deputado se deu logo depois do discurso do correligionário Sargento Rodrigues (PL-MG), que também criticou o vídeo e cobrou o governo pela recomposição salarial dos servidores da segurança pública.

O preço da banana está alto, mas, quando os policiais pedem reajuste, o governo nos dá uma banana”, disse Rodrigues, mencionando o superavit de R$ 5,18 bilhões do Estado, divulgado pelo governador.

O vídeo faz parte de uma série de publicações de Zema sugerindo formas de economizar diante da inflação. Além da banana com casca, o governador também compartilhou um vídeo recomendando a reutilização do pó de café.

As postagens foram publicadas após a declaração do presidente Lula, que sugeriu que os consumidores evitem comprar produtos com preços elevados para pressionar a redução dos valores no mercado. Leia aqui o que Lula disse.



Autor Poder360 ·


A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) aguarda a conclusão do relatório ao projeto de lei nº 14388/24, por parte de seu relator, deputado Cristiano Galindo (Solidariedade). A medida, de autoria do deputado Julio Pina (Solidariedade), altera o artigo 4º da Lei nº 19.064, de 14 de outubro de 2015, que dispõe sobre novas diretrizes para propriedades com cláusula resolúvel. O passo seguinte será a votação do parecer da relatoria, que poderá atestar ou não a constitucionalidade do texto.

Na proposição, o deputado pleiteia que os titulares de propriedades, inclusive empresas já instaladas sob contratos e regulamentos anteriores, possam solicitar a exclusão da cláusula resolutiva do imóvel. Para isso, é necessário seguir um procedimento junto à Codego (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás).

Os requisitos para a exclusão da cláusula resolutiva incluem comprovar o recolhimento efetivo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) ou outro tributo equivalente no Estado de Goiás, a partir da assinatura do contrato particular ou escritura de compra e venda, em valor superior ao da área do terreno; efetivar o pagamento do valor de mercado do imóvel, sem a aplicação de descontos previstos em regulamento; comprovar o funcionamento efetivo da empresa, por no mínimo 10 anos, a partir da data de assinatura do contrato ou escritura de compra e venda com a Codego.

De acordo com o legislador, a medida visa a flexibilizar e facilitar a gestão de imóveis sob cláusula resolúvel, promovendo maior segurança jurídica para os titulares dessas propriedades.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), presidida pelo deputado Gustavo Sebba (PSDB), promoveu, nesta terça-feira, 11, audiência pública para debater questões referentes ao Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo), após a troca da empresa de faturamento para a Facplan. O evento foi realizado no auditório 1 da Alego.

Em seu pronunciamento na abertura da audiência, Gustavo Sebba ressaltou que o tema é de interesse de toda a sociedade goiana e lamentou a ausência do presidente do Ipasgo, Vinícius de Cecílio Luz, que não compareceu apesar de ter sido convidado. “Lamentavelmente ele não está presente para que possamos tentar resolver, de forma conjunta, os problemas da saúde em Goiás e dos servidores públicos”, disse.

Para Sebba, a saúde pública de Goiás está à beira do colapso, com usuários do Ipasgo enfrentando dificuldades para agendar consultas, exames e procedimentos, além de médicos que atendem pelo plano estarem há meses sem receber seus honorários.

Segundo o deputado, a oferta de serviços do Ipasgo se deteriorou nos últimos meses, com pacientes enfrentando dificuldades para marcar desde exames simples, como radiografias odontológicas, até consultas com especialistas e exames laboratoriais. “Estamos tentando cobrar por parte do Governo, por parte da Secretaria de Saúde, do Ipasgo, alguma providência nesse sentido. Agora a situação se agrava muito, porque, além da má oferta de serviços para os usuários do Ipasgo, os profissionais que atendem estão sem receber”, afirmou Sebba.

Segundo ele, a falta de pagamento aos médicos que atendem pelo plano é outro fator que agrava a crise na saúde do Estado, pois há profissionais que não recebem seus honorários há seis meses. “O Ipasgo já tem uma defasagem com um valor de tabela muito grande. Há mais de oito anos que eles não reajustam. Os valores de honorários médicos, de consultas, são valores que chegam a ser absurdos, mas os profissionais permanecem atendendo. Agora o instituto simplesmente parou de pagar”, denunciou o deputado.

Sebba também criticou a mudança no sistema de gestão do Ipasgo, que teria contratado um sistema “ruim e incompatível” com o sistema da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “Esse sistema não se comunica com a ANS, tem uma diferença de código muito grande. Pelas informações que levantamos, o Ipasgo não sabe quanto deve, nem para quem deve”, explicou o deputado.

Segundo o parlamentar, médicos que atendem pelo Ipasgo ameaçam paralisar o atendimento a partir da Páscoa, caso não haja uma solução para a falta de pagamento e a má gestão do plano. Para tentar encontrar uma solução, Gustavo Sebba propôs a realização de outra audiência pública com a participação do presidente do Ipasgo, representantes do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), e entidades que representam médicos, laboratórios e hospitais.

Controle

O procurador Edmarkson Ferreira destacou a necessidade de um controle parlamentar efetivo sobre a instituição, especialmente em um momento em que muitos usuários enfrentam dificuldades para agendar consultas, exames e procedimentos, e médicos que atendem pelo plano estão há meses sem receber.

Ferreira lembrou que o controle parlamentar é um direito previsto na Constituição e que o Legislativo tem a função de fiscalizar os demais Poderes. “Além de legislar, o Parlamento deve ser a voz direta e plural do povo”, afirmou. Ele elogiou a iniciativa do deputado Gustavo Sebba, que promoveu a audiência, para ouvir a sociedade e cobrar informações do Ipasgo, ressaltando a importância do controle concomitante.

O procurador também criticou a postura da presidência do Ipasgo, que questionou a adequação do Parlamento para realizar a audiência. “Aqui é a Casa do povo, onde temos pessoas capacitadas para discutir e buscar soluções”, rebateu Ferreira.

Durante a audiência, o procurador questionou as justificativas técnicas apresentadas pelo Ipasgo para a crise, especialmente em relação à recente mudança no sistema de gestão do plano. “As justificativas não pareciam razoáveis, considerando a transformação do Ipasgo em um serviço social autônomo, uma mudança radical que levanta questionamentos sobre o planejamento e a codificação do sistema”, ponderou.

Convocação

O ex-presidente da Alego, Jardel Sebba (PSDB), manifestou sua indignação em relação à ausência do presidente do Ipasgo. Sebba classificou a atitude como “inaceitável”, ressaltando a falta de respeito com a classe médica.

“Seria uma oportunidade de vir aqui, explicar, debater e dialogar. Ele diz que se recusa a vir, porque aqui não é o local competente. Aqui é o lugar mais apropriado que existe, porque aqui é a Casa do povo”, afirmou o ex-deputado, que já presidiu o Parlamento por três mandatos.

Sebba destacou a importância do diálogo e sugeriu que a Assembleia tem o poder não apenas de convidar, mas também de convocar o presidente do Ipasgo para comparecer à audiência. “Se ele não vier, que venha sob custódia da polícia. Quando eu fui presidente, as pessoas compareciam quando chegávamos a esse termo”, ressaltou.

O ex-presidente também fez um apelo à classe médica e aos profissionais da saúde, incluindo farmacêuticos e bioquímicos, para que tomem uma posição de repúdio e indignação diante da situação. “Nós não podemos nos calar diante de uma missão tão grande quanto essa”, concluiu Sebba.

Com Gustavo Sebba na condução dos trabalhos, a mesa diretiva foi composta ainda pelos seguintes integrantes: presidente em exercício da Comissão de Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Goiás (OAB-GO), Arthur Silveira Miranda; presidente do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), Franscine Leão; conselheiro do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), Donaldy Sampaio.

Também participaram da mesa diretiva o procurador da Alego, Edmarkson Ferreira de Araújo; o representante do Cremego, Robson Paixão; e o médico e ex-presidente da Alego, Jardel Sebba.

A audiência foi transmitida ao vivo pelo YouTube e está disponibilizada no canal da TV Assembleia Legislativa.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A força do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União), na Câmara Municipal ainda será testada e isso deve ocorrer somente após o carnaval, quando devem chegar ao Legislativo os primeiros projetos enviados pelo Paço Municipal. Parlamentares ouvidos pelo PORTAL NG apontam que, apesar de possuir maioria, o prefeito precisará conversar individualmente com cada vereador, para conseguir aprovar matérias de seu interesse.

Até o momento, o Executivo não encaminhou nenhum projeto ao Legislativo nem informou que encaminhará nas próximas semanas.

“Estamos esperando o prefeito encaminhar os projetos de interesse do Executivo, para ver quais são as prioridades, quais são as urgências da cidade, do ponto de vista do Executivo”, afirma Luan Alves (MDB), estreante na Câmara e presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Luan Alves, presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação: “Na vida real, as coisas podem ser diferentes”

O parlamentar afirma que tem visto na imprensa que o prefeito tem ampla base na Câmara, mas que isso ainda será provado.

“A gente vê muito discurso de base, mas a gente vê que, na vida real, as coisas podem ser diferentes. Então só vamos ter ciência desses números, saber dessa base, em pleno, na hora que tiver um projeto que exija algum tipo de discussão com a cidade e com os parlamentares”, avalia Alves, ao pontuar que percebe disponibilidade de auxiliar o prefeito.

Prefeito vai ter que sentar com cada vereador individualmente’

No mesmo sentido, Thialu Ghiotti (Avante, foto), 1º vice-presidente da Câmara, aponta que Sandro Mabel deve ter uma relação bem diferente daquela que o antecessor teve com o Legislativo, já que ele, ao contrário de Rogério Cruz (que foi eleito vice), foi eleito prefeito. Por se tratar de situação nova, ele aponta que Mabel “talvez não tenha o apreço da maioria dos vereadores nesse momento”, mas possui “a autoridade para poder falar a respeito de Goiânia [por ter sido eleito]”.

“Acho que o prefeito vai ter, sim, que sentar com cada vereador individualmente. Porque ele estava acostumado com a liderança da Câmara dos Deputados, mas é bem diferente das Câmaras Municipais. Costumo dizer que enquanto na Câmara Federal o jogo é no campinho soçaite, na Câmara Municipal o jogo é no terrão. Aqui, infelizmente ou felizmente, a conversa é de forma direta. E eu acho que isso é salutar para o Sandro”, argumenta.

Para Guiotti, o prefeito indiscutivelmente chega com muita vontade, muita determinação de trabalhar pela cidade e demonstra ser bom de gestão, mas estava acostumado conversar com líderes de bancada na Câmara dos Deputados e, lá, as bancadas seguem a orientação do líder].

“Aqui, na verdade, cada vereador representa uma bancada, pela sua individualidade e pela sua forma regional de trabalhar. Mas o prefeito tem qualidade, tem competência e experiência, não vejo que terá dificuldades para construir essa relação harmoniosa para o bem da cidade de Goiânia”, conclui.



Autor Manoel Messias Rodrigues


A Polícia Civil do Amazonas prendeu, nesta quinta-feira (6/2), três militares da Força Aérea Brasileira por suspeita de participação no tráfico de drogas em aeronaves da FAB. Além deles, dois civis também foram detidos pelo mesmo crime.

A Operação Queda no Céu foi iniciada pela Delegacia Especializada de São Gabriel da Cachoeira, município localizado a mais de 850 quilômetros de Manaus, na fronteira com a Colômbia e a Venezuela. A região é historicamente marcada por intensa atividade do narcotráfico.

A delegada responsável pelo caso, Grace Jardim (foto), relata que os militares, de 22, 23 e 26 anos, colaboravam com o transporte das drogas nos voos da Força Aérea. O esquema criminoso foi revelado em 2 de junho de 2024, por meio de deslocamentos militares a partir do aeroporto da cidade. Na ocasião, a investigação teve início após a apreensão de aproximadamente 350 quilos de entorpecentes, que levou à prisão de três militares, incluindo um soldado do Exército.

Além dos integrantes da FAB, dois civis, de 22 e 42 anos, foram presos durante a operação Queda no Céu. A polícia aponta que o suspeito de 42 anos financiava a aquisição dos entorpecentes, que eram enviados de São Gabriel da Cachoeira para Manaus.

Com renda de R$ 1 mil, financiador movimentou R$ 2 milhões

De acordo com a Polícia Civil, um dos presos era o responsável pelo financiamento e transporte da droga, que supostamente era levada regularmente para Manaus em aeronaves da FAB.

O financiador, capturado na segunda-feira (3/2), seria o proprietário de mais de 300 kg de maconha apreendidos no ano anterior. Ele teria movimentado cerca de R$ 2 milhões em 2024, apesar de declarar uma renda de apenas R$ 1 mil mensais. Além disso, usava o aluguel de veículos em São Gabriel da Cachoeira para ocultar os lucros obtidos com o tráfico.

A Agência Brasil solicitou um posicionamento da FAB. A Força Aérea informou que “acompanha o caso e colabora com as investigações policiais em andamento”. O Comando da Aeronáutica ainda reforçou que “não tolera condutas incompatíveis com seus valores, comprometimento e dedicação ao cumprimento da missão institucional”. (Com informações da Agência Brasil)

Autor Manoel Messias Rodrigues


Perillo nega acusações e diz ser alvo de “armação” do governador de Goiás, Ronaldo Caiado

O presidente do PSDB, Marconi Perillo, foi alvo de uma operação da Polícia Federal e CGU (Controladoria Geral da União) nesta 5ª feira (6.fev.2025). Ele é investigado por desvios de recursos públicos da saúde de 2012 a 2018, quando atuou como governador de Goiás.

Segundo a Polícia Federal, o esquema envolvia a subcontratação de empresas vinculadas a políticos e gestores de uma ONG (Organização Não Governamental) que, ao serem pagas, repassavam parte dos valores aos envolvidos. A ação viola as normas de administração pública.

Foram emitidos 11 mandados de busca e apreensão, a maioria em Goiânia e 1 em Brasília. Além do bloqueio de mais de R$ 28 milhões em bens dos suspeitos de envolvimento no esquema criminoso.

OUTRO LADO

Nas redes sociais, Perillo negou o envolvimento no crime e disse que a investigação contra ele se tratava de uma “armação”. O tucano afirmou que sofre “perseguição” por criticar a gestão do atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União).

“Tentaram me frear para que eu pare de falar o que eu falo. Mas eu continuo de cabeça erguida, não devo nada, não tenho nada a temer. As leis são jogadas fora em Goiás. É vergonhosa a forma como eles usam isso para tentar assassinar minha reputação. São capazes de tudo, dominaram o Estado para fazer o que querem com seus adversários”, disse.

Perillo afirmou que procurou as autoridades para que a “justiça seja feita”. “Vou atrás dos que armaram contra mim. O abuso de autoridade precisa ser combatido”, disse Perillo.



Autor Poder360 ·


A primeira sessão ordinária da Legislatura 2025/2028 da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, realizada na manhã desta terça-feira (4/2), foi marcada pela leitura de várias matérias e debates sobre temas como educação e infraestrutura e relação dos vereadores com o secretariado.

Entre os projetos que foram lidos e agora tramitam na Casa, destaque ao que propõe a mudança de nomenclatura da Guarda Civil Municipal para “Polícia Municipal de Aparecida de Goiânia”. Autor da proposta, Felipe Cortez (PL) disse ao PORTAL NG que o objetivo é trazer igualdade às forças de segurança “para que não haja discrepância entre a Polícia Militar e a Guarda Municipal”.

“É uma proposta que vem regulamentar o que já existe. A GCM hoje não é uma instituição que faz somente a guarda de patrimônio, tanto que temos a Romu, que é uma polícia ostensiva. Então ela deve ser tratada de polícia municipal”, argumentou.

Outro propõe reserva de 25% das vagas em concursos públicos para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas. A matéria é de autoria do vereador Tales de Castro (PSB).

“É uma demanda histórica do movimento de combate ao racismo, do movimento negro no Brasil, a busca de uma reparação histórica a essa população que já sofreu tanto no desenvolvimento do nosso país. Então esse projeto busca contribuir para um acesso maior dessa população historicamente marginalizada ao serviço público”, explicou, ao apontar dificuldade maior de negros, pardos e quilombolas em acessar o mundo do trabalho.

Presidente da Câmara, o vereador Gilsão Meu Povo (MDB), considerou a sessão como “muito proveitosa”, especialmente por permitir à população trazer suas demandas aos 25 vereadores que representam a cidade.

“Foi uma sessão de muitos debates, visando beneficiar a população. E estamos aqui pra isso, para trabalhar para o povo e ajudar nosso prefeito Leandro Vilela a reerguer a cidade”, disse, reafirmando que dará toda sustentação ao prefeito.

Vice-prefeito João Campos com Gilsão Meu Povo: harmonia entre poderes

Representando o Executivo municipal, o vice-prefeito João Campos (Pode) destacou que a gestão de Leandro Vilela deseja trabalhar em parceria com os vereadores.

“A mensagem é de confiança, respeito, de convicção de que o Legislativo, por meio de cada vereador, vai contribuir muito com a cidade, em uma relação harmoniosa com o prefeito Leandro Vilela”, pontuou.

O vice-prefeito afirmou, ainda, que alguns projetos estão sendo gestados pelo Executivo, mas não adiantou o teor. Sobre a indicação do líder do prefeito na casa, ele pontuou que deverá ser definido em breve.

Mais projetos – Também na sessão foi lida uma proposta que busca equiparar pessoas em tratamento de câncer às pessoas com deficiência, para fins de atendimento prioritário em repartições públicas e estabelecimentos privados. Outros projetos criam o Conselho Municipal de Segurança Pública, a proibição do uso de fogos de artifício na cidade e instituição do Canil da Guarda Civil Municipal.

Antes de irem a votação em plenário, os projetos seguem para análise das comissões permanentes da Casa.

Dificuldade para agendar reuniões com secretário

Após a leitura das matérias, iniciou-se um amplo debate sobre infraestrutura e relacionamento entre vereadores e o secretariado municipal. O vereador Edinho Carvalho (MDB) relatou dificuldades para agendar reuniões com o secretário de Infraestrutura, Alfredo Soubihe Neto, e criticou a falta de diálogo entre a pasta e o Legislativo.

Outros parlamentares também manifestaram insatisfação com a falta de agenda por parte do gestor, enquanto os vereadores Mazinho do Madre Germana (DC) e Ataídes Neguinho (MDB) reclamaram do excesso de buracos nas vias da cidade, em especial no bairro Madre Germana, como foi citado por Mazinho.

Já o vereador Dieyme Vasconcelos (PL) elogiou o prefeito Leandro Vilela pela redução de gastos na máquina pública, mas criticou a falta de planejamento e diálogo na recente reestruturação do turno integral em unidades escolares. Para ilustrar o impacto da medida, ele apresentou um vídeo com depoimentos de mães afetadas pelo fim do turno integral para determinadas faixas etárias na rede municipal de ensino. Ele ainda lamentou a ausência de audiências públicas para debater as mudanças.

Autor Manoel Messias Rodrigues