O Primeiro de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, é uma data que transcende a simples celebração, carregando em si a memória de lutas históricas por direitos e condições dignas de trabalho.
No Brasil, essa data ressoa de maneira particular, refletindo as complexidades de um mercado de trabalho marcado por profundas transformações, pela persistência da informalidade, pelo sonho do empreendedorismo e pelos desafios constantes enfrentados por milhões de brasileiros.
Em 1º de maio de 1886, milhares de trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, para reivindicar melhores condições de trabalho, especialmente a redução da jornada para oito horas diárias. Naquela época, era comum trabalhar de 12 a 16 horas por dia, em condições extremamente precárias e insalubres.
O que começou como uma manifestação pacífica acabou em tragédia quando, no dia 4 de maio, durante um protesto na Praça Haymarket, uma bomba foi lançada contra policiais, resultando em mortes e feridos. O episódio, conhecido como “Revolta de Haymarket”, levou à prisão e condenação à morte de oito líderes anarquistas, mesmo sem provas concretas de seu envolvimento no atentado. A execução desses trabalhadores, que ficaram conhecidos como “Mártires de Chicago”, transformou-se em símbolo da luta operária mundial.
Em 1889, durante o Congresso da Segunda Internacional em Paris, foi aprovada uma resolução que estabelecia o 1º de maio como o Dia Internacional dos Trabalhadores, em memória dos mártires de Chicago e como data de mobilização global pela jornada de oito horas. A data rapidamente se espalhou pelo mundo, chegando ao Brasil ainda no final do século XIX, trazida por imigrantes europeus que já participavam de movimentos operários em seus países de origem.
No Brasil, o Dia do Trabalhador ganhou reconhecimento oficial em 1924, durante o governo de Artur Bernardes, mas foi durante a Era Vargas que a data adquiriu maior importância no calendário nacional. Getúlio Vargas, com sua política trabalhista, transformou o 1º de maio em uma data de grandes comemorações e anúncios de benefícios aos trabalhadores, estratégia que contribuiu para a construção de sua imagem como “pai dos pobres”.
“Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu/ A gente estancou de repente, ou foi o mundo então que cresceu”, cantava Gonzaguinha em “Um Homem Também Chora (Guerreiro Menino)”, capturando a essência da luta diária do trabalhador brasileiro. A música popular brasileira, em sua rica tradição, sempre foi um espelho das condições de trabalho e das aspirações da classe trabalhadora no país.
Adoniran Barbosa, com seu olhar sensível para o cotidiano do operário paulistano, retratou em “Saudosa Maloca” e “Abrigo de Vagabundos” as dificuldades de moradia e trabalho dos migrantes que construíram a metrópole. “Saudosa maloca, maloca querida / Onde nós passemos dias feliz de nossa vida”, cantava ele, dando voz aos desalojados pelo progresso urbano.
Chico Buarque, um dos mais importantes nomes da MPB, dedicou várias de suas obras à temática do trabalho. Em “Construção”, talvez sua obra mais emblemática sobre o tema, ele narra a rotina e a morte de um operário da construção civil: “Amou daquela vez como se fosse a última / Beijou sua mulher como se fosse a última / E cada filho seu como se fosse o único / E atravessou a rua com seu passo tímido / Subiu na construção como se fosse máquina”. A repetição e a alteração das palavras proparoxítonas no final dos versos reforçam a mecanização e a despersonalização do trabalho.
Em “Pedro Pedreiro”, o mesmo Chico Buarque retrata a espera interminável de um trabalhador pelo trem, pelo aumento, pelo filho e por um futuro melhor que nunca chega: “Pedro pedreiro penseiro esperando o trem / Manhã, parece, carece de esperar também / Para o bem de quem tem bem / De quem não tem vintém”.
Wilson Batista e Ataulfo Alves, em “O Bonde de São Januário”, celebravam o trabalhador em contraposição à malandragem: “Quem trabalha não tem razão / Eu digo e não tenho medo de errar / O bonde de São Januário / Leva mais um operário / Sou eu que vou trabalhar”. A canção, que originalmente criticava o trabalho e exaltava a malandragem, foi modificada durante o Estado Novo para promover valores trabalhistas, tornando-se um interessante exemplo da relação entre música, trabalho e política no Brasil.
A escala 6 por 1 tem que acabar?
A escala 6×1, caracterizada por seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de folga, historicamente comum em diversos setores, agora enfrenta questionamentos quanto à sua constitucionalidade, com implicações significativas para empregadores e empregados.
O sociólogo Ricardo Antunes argumenta que a escala 6×1, em muitos casos, intensifica o ritmo laboral, comprometendo a saúde física e mental dos trabalhadores e dificultando a conciliação entre vida pessoal e profissional. Segundo ele, “a lógica da acumulação flexível muitas vezes se sobrepõe às necessidades humanas básicas de descanso e lazer, e a escala 6×1 é um exemplo emblemático dessa lógica”.
Juristas como Mauricio Godinho Delgado, em seus estudos sobre direito do trabalho, ressaltam que a interpretação restritiva da legislação que permitia a adoção da escala 6×1 em certos contextos pode ter negligenciado o espírito protetivo da norma constitucional. Empresários e alguns economistas argumentam que o fim da 6×1 pode aumentar os custos operacionais das empresas, especialmente em setores que funcionam ininterruptamente, como comércio e serviços.
Segundo um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de 2024, a necessidade de contratar mais funcionários para cobrir as folgas adicionais poderia gerar um aumento significativo na folha de pagamento, com possíveis reflexos nos preços dos produtos e serviços.
Na Europa e nos EUA, a escala 6×1 não existe mais, pelo menos para trabalhadores legalizados (é ainda comum a exploração de imigrantes ilegais). Países europeus possuem legislações trabalhistas robustas que limitam a jornada semanal de trabalho a 40 horas ou menos, com um forte enfoque no descanso semanal de pelo menos dois dias consecutivos. A escala 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de folga) é predominante também nos EUA, especialmente em trabalhos de escritório e na indústria. A cultura de valorização do “fim de semana” como período de descanso é forte, e empresas que adotam escalas mais exaustivas podem enfrentar dificuldades na atração e retenção de talentos.
Estudos da Organização Internacional do Trabalho indicam que países com jornadas de trabalho mais curtas e maior tempo de descanso tendem a apresentar maior produtividade e menor incidência de problemas de saúde relacionados ao trabalho. Até Japão e Coreia do Sul, historicamente conhecidos por longas jornadas de trabalho, têm implementado reformas para reduzir a carga horária e promover o descanso. Campanhas governamentais e mudanças na legislação buscam incentivar a adoção de escalas de trabalho mais equilibradas, reconhecendo os impactos negativos do excesso de trabalho na saúde e na natalidade.
Informalidade: problema ou solução?
“E aprendi que se depende sempre / De tanta, muita, diferente gente / Toda pessoa sempre é as marcas / Das lições diárias de outras tantas pessoas”, cantava Gonzaguinha em “Caminhos do Coração”, lembrando-nos da interdependência que caracteriza o mundo do trabalho. E é nessa teia de relações que se desenha o complexo panorama do mercado de trabalho brasileiro atual.
De acordo com os dados mais recentes do IBGE, divulgados em fevereiro de 2025, a taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro está em 38,3% no trimestre encerrado em janeiro deste ano. Isso significa que 39,5 milhões de trabalhadores, de um total de 103 milhões, estão em situação informal, ou seja, trabalham sem carteira assinada ou sem CNPJ.
Antigamente, havia um certo consenso de que a informalidade era um traço a ser combatido, mas hoje novos estudos mostram que muitos brasileiros preferem exatamente a informalidade, com todos os prós e contras. Não dá para esconder, entretanto, que ela seja caracterizada por ausência de proteção social, instabilidade de renda, distribuição desigual entre grupos sociais e regiões, e concentração em setores onde reina precarização.
Mas há quem defenda que o setor informal atua como um importante amortecedor do desemprego. Ele oferece oportunidades de trabalho para indivíduos que não conseguem ingressar no mercado formal, seja por falta de qualificação, barreiras de entrada, flexibilidade de horário ou insuficiência de vagas.
Economistas como William Arthur Lewis, com seu modelo de “duplo setor” (formal e informal) em economias em desenvolvimento, dizem que a informalidade representa uma forma de organização econômica popular e uma resposta à falta de oportunidades formais. No contexto brasileiro, autores como Carlos Filgueira e Guilherme Cacciamali também abordaram a capacidade do setor informal de absorver trabalhadores em momentos de crise ou de crescimento lento do setor formal.
O mercado informal demonstra grande capacidade de adaptação a mudanças econômicas e regionais. Ele pode se expandir rapidamente em períodos de recessão, oferecendo alternativas de renda, e se contrair com a recuperação do setor formal. Essa flexibilidade é crucial para a resiliência da economia como um todo.
Para muitas famílias de baixa renda, o trabalho informal é a principal ou única fonte de sustento. Atividades como o comércio ambulante, pequenos reparos, serviços domésticos e outras formas de trabalho autônomo geram renda que, mesmo instável e sem proteção, contribui para a redução da pobreza e da desigualdade, ainda que de forma limitada.
Para a deputada Rosângela Rezende (Agir), “em muitas cidades do interior, como a minha cidade, Mineiros, o trabalhador informal é aquele que acorda cedo para cuidar da lavoura, da feira, do pequeno comércio ou da produção artesanal. A informalidade está muito ligada à falta de acesso a políticas públicas. Para mudar isso, precisamos facilitar o acesso ao crédito, capacitar os trabalhadores e fortalecer o cooperativismo. Apoiar as cooperativas é garantir emprego com dignidade e segurança. Tenho defendido essa bandeira no meu mandato, porque o desenvolvimento regional começa com o fortalecimento das economias locais”.
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) diz que “combater a informalidade passa por simplificar processos e reduzir a burocracia, especialmente para pequenos negócios. Como presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Empreendedorismo e um dos fundadores do Fórum Goiano de Desburocratização, temos trabalhado, junto com governo e sociedade, para aprimorar o ambiente de negócios. No fórum, promovemos o diálogo constante entre o setor público e o privado, identificando soluções práticas para facilitar a formalização e fortalecer o empreendedorismo local”. Segundo ele, capacitação e incentivos fiscais também são essenciais para que o trabalhador veja vantagens reais na formalização.
Líder do governo na Assembleia Legislativo do Estado de Goiás (Alego), o deputado Talles Barreto (UB) avalia que combater a informalidade exige um conjunto de ações coordenadas entre governo, setor privado e sociedade civil. “Ainda que Goiás apresente bons números na geração de empregos formais, a informalidade ainda é uma realidade em setores como comércio ambulante, serviços pessoais e entre outros. Infelizmente, esse cenário representa vulnerabilidade para o trabalhador e perda de arrecadação para o estado. Contudo, existem estratégias e políticas públicas que podem ser adotadas a exemplo do acesso ao MEI, que é uma forma eficaz de trazer trabalhadores informais para a formalidade, a qualificação profissional, parcerias e linhas de crédito. Goiás tem mostrado avanços na geração de empregos, o que cria um terreno fértil para intensificar essas ações e tornar o mercado de trabalho mais justo e seguro para todos”, analisa.
Reforma trabalhista
Os deputados petistas Mauro Rubem e Bia de Lima criticam bastante a reforma trabalhista feita na gestão de Michel Temer. “É um desastre o que o Temer fez, basicamente acabou com a CLT, reduziu direitos trabalhistas que há 100 anos a classe trabalhadora tinha conquistado, jogou a classe trabalhadora brasileira dos trabalhadores da informalidade, criando um ambiente altamente corrosivo para a situação do trabalho no Brasil, ao ponto que hoje o salário médio brasileiro está menor do que o salário médio da China”, critica Mauro.
Segundo Bia, há, desde Temer, “uma crescente retirada contínua de direitos. Isso começou na reforma trabalhista do Temer e vem se estendendo de lá para cá, no governo Caiado, no serviço público, no setor privado. Infelizmente, as vagas de trabalho hoje existem, mas não existem as garantias trabalhistas de antes”.
Para Rosângela Rezende, “a reforma trabalhista trouxe promessas de geração de empregos, mas o que vimos, especialmente no interior, foi um aumento da precarização. Muitos trabalhadores do campo e de pequenas cidades passaram a viver com menos garantias. O diálogo com os sindicatos e a proteção ao trabalhador rural não foram respeitados como deveriam. Eu defendo que a legislação trabalhista pode ser modernizada, sim, mas com responsabilidade social e respeito às realidades regionais. O trabalhador não pode ser tratado como custo — ele é a base da nossa economia. A geração de emprego ocorre com necessidade do aumento da produção e do crescimento da economia. O que a lei diversificou foi o modo de contratação, a exemplo de atividades exercidas por pessoas jurídicas. A pejotização do trabalho está em discussão no STJ, justamente por conflitos nessa forma de contratação. Além de impactar na previdência no futuro, que pode sofrer pressão social para garantir benefícios”.
Ricardo Quirino (Republicanos) aponta que a reforma trabalhista da era Temer foi divulgada como solução para a modernização do mercado, mas, “na prática, muitos trabalhadores sentiram foi a perda de direitos e a precarização das relações de trabalho. Claro que o mercado muda e é preciso acompanhar essas transformações, mas não à custa do bem-estar do trabalhador. Precisamos de uma legislação que proteja e incentive, não que fragilize quem mais precisa”.
Para Virmondes, a reforma feita no governo Temer “é uma bola dividida” e explica: “Por entender o empreendedorismo como forma mais eficaz para o desenvolvimento econômico e social, sou muito próximo das entidades que representam os empreendedores. Para eles, a reforma trabalhista trouxe avanços ao flexibilizar relações de trabalho e incentivar acordos diretos entre empregadores e empregados. Mas como jurista, entendo a crítica da OAB à reforma, especialmente no que concerne à restrição de direitos do trabalhador, dificultando o acesso à Justiça. Ou seja, eu defendo que haja equilíbrio entre a modernização necessária da legislação e a proteção racional de quem é mais frágil nas relações de trabalho”.
Trabalhadores de aplicativo: solução ou precarização?
O mercado de trabalhadores de aplicativos no Brasil (Uber, Rappi, 99, iFood etc), também conhecido como gig economy ou economia de plataforma, apresenta alguns benefícios importantes, tanto para os trabalhadores quanto para a economia em geral, embora também envolva desafios significativos.
Um dos principais atrativos para os trabalhadores é a flexibilidade de horários e a autonomia na gestão do próprio tempo. Eles podem escolher quando e por quanto tempo trabalhar, conciliando a atividade com outras responsabilidades (estudos, outros trabalhos, cuidados familiares, etc.).
Na filosofia e na sociologia há discussões sobre a desmaterialização do trabalho e as novas formas de organização produtiva na era digital, como apontam Manuel Castells em “A Sociedade em Rede” e Zygmunt Bauman em suas análises sobre a fluidez e a individualização nas sociedades contemporâneas.
O trabalho por aplicativos oferece uma porta de entrada para a geração de renda, especialmente para indivíduos que enfrentam dificuldades de inserção no mercado de trabalho formal, como jovens, pessoas com baixa escolaridade, minorias e desempregados de longa duração.
As plataformas digitais reduzem os custos de busca e correspondência entre oferta e demanda por serviços de transporte, entrega, etc. Isso aumenta a eficiência do mercado, permitindo que os consumidores acessem serviços de forma mais rápida e conveniente, e que os trabalhadores encontrem clientes com maior facilidade. Mas não há como negar a precarização destes trabalhadores e, muitas vezes, falta de direitos básicos.
Embora muitas vezes operem na informalidade, os trabalhadores de aplicativos atuam como microempreendedores individuais, gerenciando seus próprios horários, custos e, em certa medida, a forma como prestam seus serviços. Isso pode desenvolver habilidades empreendedoras e, em alguns casos, servir como trampolim para a formalização futura de negócios. Mas não é o que mais acontece. É crucial ressaltar que esses benefícios não escondem os problemas inerentes à informalidade, como a falta de direitos trabalhistas, a instabilidade da renda, a ausência de proteção social (como seguro-desemprego e aposentadoria) e a menor produtividade em comparação com o setor formal.
Autores como a socióloga Ludmila Costhek Abílio têm se dedicado a analisar criticamente a “uberização” do trabalho, destacando as novas formas de controle e subordinação presentes nesse modelo. O setor informal pode ser um campo fértil para o desenvolvimento de pequenos negócios e iniciativas empreendedoras, mesmo que operem à margem da regulamentação.
Muitos empreendedores iniciam suas atividades informalmente, testando o mercado e acumulando capital e experiência para, eventualmente, formalizarem seus negócios. Autores como Muhammad Yunus, com sua experiência no Grameen Bank e microcrédito, ilustram como iniciativas econômicas em pequena escala, muitas vezes informais em seus estágios iniciais, podem ter um impacto significativo nas comunidades.
O mercado informal muitas vezes supre demandas por bens e serviços que não são adequadamente atendidas pelo setor formal, especialmente em áreas periféricas ou para populações de baixa renda. Ele oferece uma variedade de produtos e serviços a preços mais acessíveis e com maior flexibilidade de horários e locais.
O sonho de não ter chefe só cresce
Paralelamente, o empreendedorismo tem se destacado como uma característica marcante da economia brasileira nos últimos anos. Segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2024-2025, a taxa de empreendedorismo no Brasil atingiu 33,4% da população adulta, o maior patamar dos últimos quatro anos, representando um aumento em relação à taxa de 31,6% registrada anteriormente.
De acordo com o Mapa de Empresas do segundo quadrimestre de 2024, o Brasil conta com um total de 21,095 milhões de empresas ativas, incluindo matrizes, filiais e microempreendedores individuais (MEI). Um dado significativo é que 93,4% dessas empresas são microempresas ou empresas de pequeno porte, o que demonstra a predominância dos pequenos negócios na estrutura empresarial brasileira.
O sonho de não ter chefe se consolidou como um dos principais sonhos dos brasileiros. Segundo dados desta pesquisa GEM, “ter o próprio negócio” figura como o terceiro maior sonho dos brasileiros, atrás apenas de “comprar a casa própria” e “viajar pelo Brasil”. Esse desejo pode ser explicado pela busca por autonomia, como alternativa ao desemprego, oportunidade de ascensão social e influência cultural.
É importante não romantizar o empreendedorismo, especialmente quando ocorre com exploração de mão de obra infantil. Importante também destacar que parcela significativa do empreendedorismo brasileiro ocorre por necessidade, e não por oportunidade. Muitos brasileiros empreendem não porque identificaram uma oportunidade de mercado promissora, mas porque não encontram alternativas de emprego formal que ofereçam condições satisfatórias.
Empresas: de 1 milhão para 21 milhões em 40 anos
“Antigamente os homens eram fortes / Andavam a pé e trabalhavam duro / Hoje em dia já não andam mais a pé / E trabalham com o cérebro, não com os músculos”, cantava Belchior em “Pequeno Mapa do Tempo”, capturando as transformações no mundo do trabalho. Antes da criação do CNPJ em 1998, as empresas eram identificadas pelo Cadastro Geral de Contribuintes (CGC), um sistema menos integrado e com menor abrangência que o atual.
Segundo dados históricos, em 1985, há exatos 40 anos, o Brasil tinha menos de 1 milhão de empresas, enquanto atualmente são mais de 21 milhões de empresas ativas, 93,4% delas sendo microempresas ou empresas de pequeno porte.
O crescimento no número de empresas formalizadas entre os anos 1985 e 2024 é extraordinário, estimado em mais de 20 vezes. Esse crescimento pode ser atribuído à simplificação burocrática, digitalização de processos, políticas de incentivo ao empreendedorismo e mudanças na estrutura econômica.
A comparação entre a proporção de trabalhadores com carteira assinada nos anos 1980 e atualmente também revela mudanças significativas. Embora os dados precisos sejam limitados, estudos indicam que a taxa de formalização do trabalho era significativamente menor em 1985, com estimativas de que menos de 50% dos trabalhadores urbanos possuíam carteira assinada no início da década. Mais do que isso: 80% dos brasileiros nem tinham sequer uma conta bancária há 40 anos, algo impensável na sociedade de hoje que usa o Pix para quase tudo.
Baixa remuneração: um desafio enorme
Apesar de alguns indicadores positivos recentes, como a queda na taxa de desemprego para níveis historicamente baixos (6,9% na média anual de 2024 e 6,2% no final de 2024), o trabalhador brasileiro ainda enfrenta uma série de desafios que vão além da simples dicotomia entre estar empregado ou desempregado.
A baixa remuneração continua sendo um problema central. Muitas das novas vagas criadas, tanto no setor formal quanto informal, oferecem salários inferiores à média da economia. A pressão inflacionária sobre itens essenciais, como alimentos e moradia, corrói ainda mais a renda, especialmente dos trabalhadores informais e daqueles em ocupações de baixa qualificação.
Rosângela Rezende aponta a valorização salarial como o obstáculo a ser superado: “O grande desafio ainda é a valorização salarial, principalmente para os trabalhadores do interior, que muitas vezes não têm os mesmos direitos e garantias dos centros urbanos. Essa disparidade também afeta o comércio, que, em muitas cidades do interior, depende diretamente das atividades rurais. A falta de valorização do trabalho rural reflete-se em um consumo mais restrito e em dificuldades para o fortalecimento da economia local. Precisamos continuar lutando por renda justa, qualificação e respeito a quem mais produz em Goiás — o homem e a mulher do campo”.
O desemprego, embora em queda, continua sendo uma ameaça significativa para grupos específicos, como os jovens. A taxa de desemprego entre a população de 18 a 24 anos é mais que o dobro da taxa geral, refletindo barreiras como a falta de experiência e a baixa qualificação. Além disso, o desemprego de longa duração, embora tenha diminuído, ainda afeta milhões de brasileiros, dificultando a reinserção no mercado.
Situação em Goiás
O deputado Virmondes Cruvinel destaca que os dados do Caged mostram que o mercado de trabalho em Goiás avançou muito nos últimos sete anos. “Fomos um dos primeiros estados a retomar e ultrapassar índices de emprego de antes da pandemia de covid-19. Ou seja, a criação de novas vagas vai bem”, afirma. “Como no resto do país, o maior desafio hoje é ampliar o poder aquisitivo dos trabalhadores frente a um longo processo inflacionário que tivemos e ainda persiste no país. Além disso, vemos muitos jovens optando pelo empreendedorismo, o que é uma tendência que merece atenção e incentivo”, acrescenta.
“A tecnologia e a inteligência artificial estão revolucionando o mercado, criando novas profissões e demandando qualificação constante. Goiás tem um papel estratégico nesse cenário com a atuação da Fapeg, nosso órgão de fomento à inovação e à ciência. Com o apoio do governo, a Fapeg tem realizado investimentos significativos e parcerias importantes, tanto com a academia quanto com o setor privado, incluindo iniciativas na área de inteligência artificial. Isso abre caminho para novas oportunidades em todas as áreas, inclusive no maior segmento econômico de Goiás que é o agronegócio. O Sistema S também é extremamente atuante no nosso estado, com o Sebrae e o Senac, por exemplo, promovendo uma formação profissional adaptada às necessidades deste momento desafiador de revolução tecnológica”, completa Virmondes.
Para Talles Barreto, o mercado de trabalho em nosso estado “apresenta um cenário positivo, com avanços significativos na geração de empregos formais e redução da informalidade. Podemos relacionar isso às oportunidades proporcionadas através dos programas de governo com qualificação profissional e oferta de diversos cursos profissionalizantes. Contudo, ainda temos desafios relacionados à valorização salarial e entre outros. Apesar do crescimento na oferta de empregos, há uma necessidade crescente de qualificação da força de trabalho para atender às demandas dos setores em expansão. A falta de profissionais qualificados pode limitar o aproveitamento das oportunidades geradas”.
Rosângela Rezende aponta que a tecnologia está transformando o modo de produzir, principalmente no campo: “O agro goiano, que é referência nacional, já utiliza inteligência artificial em maquinário, previsões climáticas e gestão de lavouras. No entanto, é essencial que os trabalhadores também tenham acesso à capacitação digital. Isso vale tanto para o jovem do interior que quer inovar na propriedade rural, quanto para as mulheres que tocam pequenos negócios familiares. A tecnologia deve incluir, não excluir. Por isso, nosso desafio é garantir que ela chegue a todos os cantos do estado”.
Mauro Rubem pede a construção de um plano de ação para que a tecnologia e a inteligência artificial e outras ferramentas não acabem com a mão de obra humana e que “precisam estar alinhadas com o interesse da sociedade”. Ele avalia que, em Goiás, ainda há uma parte da elite que “é muito atrasada e que precisa evoluir, se atualizar”.
Saúde mental
A saúde mental nos dias de hoje também é um assunto quente, segundo os deputados. Em especial, em tempos de home office e uma época em que os trabalhadores estão conectados o tempo todo. “Saúde mental também é um direito do trabalhador, seja ele do escritório ou da roça. No campo, a solidão, a pressão da produção e a instabilidade do clima afetam diretamente a saúde emocional. As empresas e o poder público precisam estar atentos a isso. Defendo que o SUS esteja preparado para oferecer apoio psicológico também nas pequenas cidades e áreas rurais. E nas empresas, é dever cuidar do ambiente de trabalho, promover o equilíbrio e tratar a saúde mental com a mesma seriedade que tratamos a física. Cuidar das pessoas é garantir um Goiás mais forte e mais humano”, observa a deputada Rosângela.
Para Bia de Lima, a “informalidade somada ao que estamos chamando de inovação de trabalho por conta da própria uberização dos serviços vem prejudicando imensamente a vida do trabalhador que vai ficando cada vez mais sobrecarregado, cada vez mais endividado com tantos empréstimos consignados, com tantas situações que a realidade vai estimulando, o consumismo vai tomando conta, mas a conquista de direitos e a conquista de salários efetivamente não acompanha. Então, esse é um grande desafio, difícil de combater”.
“Essa dinâmica do mercado de trabalho levou os trabalhadores a acreditar que, no momento em que ele está sendo entregador, um motoqueiro, um Uber, ele não tem vínculo trabalhista algum, e ele acha que ele manda na vida dele por conta dele dizer que hoje ele trabalha e amanhã ele trabalha se quiser. Isso não é verdade. Porque no outro dia ele tem que comer, ele tem que pagar o aluguel, ele tem que sobreviver, e aí ele tem que trabalhar. E aí o grande problema é, quando ele adoece, cadê a previdência? Cadê as condições para ele ter respaldo em um plano de saúde? Ter condições de poder sustentar a família quando ele tiver um acidente de moto, por exemplo”, questiona Bia.
Para Talles Barreto, “as empresas têm papel crucial na promoção da saúde mental dos seus colaboradores, não apenas por uma questão de bem-estar, mas também por produtividade e clima organizacional. Ignorar esse tema pode proporcionar diversos transtornos para a própria empresa, portanto, é necessário promover um ambiente em que falar sobre saúde mental não seja tabu, criar cultura de acolhimento, capacitar gestores e líderes, oferecer suporte profissional, convênios com psicólogos e terapeutas, políticas de trabalho saudáveis, respeito ao tempo de descanso e férias, ações e campanhas internas e por fim, compreender que cuidar da saúde mental dos colaboradores não trata-se de custo, e sim de investimento. As empresas que priorizam a saúde mental de seus funcionários, contam com um ambiente harmonioso e um time mais engajado, resiliente e que colhe resultados”.
Virmondes arremata o tema dizendo que “a saúde mental deveria ser tratada como prioridade pelas empresas. As pessoas são mais criativas e produtivas em ambientes acolhedores, que oferecem suporte psicológico e promovem o equilíbrio entre vida pessoal e profissional”.
Reflexão, sempre
O Dia do Trabalhador, comemorado anualmente no dia 1º de maio, mais que uma data comemorativa, é um momento de reflexão sobre o valor do trabalho em nossa sociedade e sobre os desafios e nuances que envolvem o tema, ainda mais com as novas tecnologias. Da luta dos mártires de Chicago às batalhas contemporâneas contra a precarização, a história do trabalho não é nada linear.
Nas palavras de Gonzaguinha, “um homem se humilha se castram seu sonho / Seu sonho é sua vida e vida é trabalho / E sem o seu trabalho o homem não tem honra / E sem a sua honra se morre, se mata”. Que possamos, como nação, honrar o trabalho e o trabalhador, construindo um Brasil onde o suor de cada um seja reconhecido e recompensado com justiça.
Neste Dia do Trabalhador, que se celebre não apenas as conquistas do passado, mas também o compromisso com um futuro onde o trabalho seja fonte de realização pessoal e coletiva, onde cada brasileiro possa, como cantava Gonzaguinha, “cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz”.
Uma ação conjunta do Procon Goiás e da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) autuou, nesta quarta-feira (30/4), uma oficina de venda de pneus e serviços automotivos na Avenida Independência, em Goiânia. O estabelecimento foi denunciado por práticas abusivas, como execução de serviço sem orçamento prévio, publicidade enganosa e imposição de serviços não solicitados.
Segundo as denúncias, a empresa anunciava pneus com preços atrativos nas redes sociais, mas, ao chegarem ao local, os consumidores eram surpreendidos com cobranças acima do combinado e realização de serviços não autorizados. Em muitos casos, a venda dos pneus era condicionada à contratação de outros serviços.
Durante a fiscalização, os agentes constataram que a oficina não fornecia orçamento prévio detalhado, com valores de mão de obra, materiais e prazos de serviço. Um consumidor relatou que, após combinar a compra de quatro pneus de uma marca específica, foi informado na oficina que precisaria trocar outras peças por R$ 680.
Com o carro já no elevador, o cliente percebeu que estavam instalando pneus de outra marca, inclusive importados, sem seu consentimento e sem informação sobre o preço. O estabelecimento foi autuado por publicidade enganosa, falta de transparência e venda casada.
A empresa tem 20 dias para apresentar defesa ao Procon. A Decon intimou os responsáveis e dará continuidade ao inquérito policial para apurar possíveis crimes contra o consumidor.
O nome do estabelecimento não foi informado pelos órgãos públicos envolvidos na ação.
André Mendonça, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques divergiram do relator; Moraes foi acompanhado por Flávio Dino, Edson Fachin, Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Dias Toffoli
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta 2ª feira (28.abr.2025) por 6 a 4 manter a prisão do ex-presidente Fernando Collor –condenado a 8 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Eis o placar:
- 6 votos para rejeitar o recurso e manter a prisão – Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Edson Fachin, Roberto Barroso (presidente da Corte), Cármen Lúcia e Dias Toffoli;
- 4 votos para reconhecer o recurso e revogar a prisão – André Mendonça (leia a íntegra do voto – PDF – 210 kB), Gilmar Mendes (íntegra do voto – PDF – 147 kB), Luiz Fux e Nunes Marques (íntegra – 156 kB); e
- 1 impedido – Cristiano Zanin (por ter atuado como advogado em processos da operação Lava Jato antes de chegar ao Supremo).
DIVERGÊNCIA
Mendonça abriu a divergência para reconhecer o recurso da defesa para rever a dosimetria das penas.
Ele argumentou que o fato de 4 ministros terem votado a favor do recurso de Collor para fixar a sua pena em 4 anos de prisão, e não 8 anos e 10 meses, como na sentença, é suficiente para admitir o novo recurso.
Os advogados tentavam reduzir a pena com base na divergência entre os votos dos ministros. Buscavam que prevalecesse a pena menor defendida por Mendonça, Nunes Marques, Toffoli e Gilmar.
Moraes afirmou que a defesa só repetia argumentos já rejeitados, na tentativa de atrasar o cumprimento da pena. Mendonça, no entanto, afirmou que o recurso integra o “direito à ampla defesa”.
COLLOR PRESO
O ex-presidente Fernando Collor, 75 anos, está preso numa ala especial da Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcanti, em Maceió (AL) desde a 6ª feira (25.abr). Depois de audiência de custódia, Moraes determinou que ele fosse encaminhado à unidade prisional para iniciar o cumprimento da pena.
Collor aguarda decisão sobre um pedido de prisão domiciliar humanitária, já que tem 75 anos e comorbidades graves, como Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.
Ele foi condenado em 2023 por corrupção em um processo que derivou da operação Lava Jato e denunciado em 2015 pela PGR (Procuradoria Geral da República) ao STF, que iniciou uma ação penal contra o então senador por Alagoas.
A denúncia acusava Collor de ter recebido uma propina de R$ 20 milhões para favorecer a UTC Engenharia em contratos com a BR Distribuidora (hoje Vibra Energia), subsidiária da Petrobras. Ele teria influenciado as indicações à diretoria da distribuidora de combustíveis. Os pagamentos foram feitos de 2010 a 2014.
Collor deixou o Congresso em 2022, quando não foi eleito. Em 1992, sofreu um processo de impeachment por um esquema de tráfico de influência durante o seu governo, e de corrupção em reformas na casa da família em Brasília.
Ministra diz não haver espaço para acordo depois de o deputado sugerir que Lula a “ofereceu” a líderes do Congresso
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou neste sábado (26.abr.2025) a PGR (Procuradoria Geral da República) por ter sugerido a realização de uma audiência de conciliação entre ela e o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO).
A proposta foi apresentada por causa de uma ação movida por Gleisi, na qual ela acusa Gayer de injúria e difamação.
Em 12 de março, Gayer publicou no X (ex-Twitter) que a ministra teria sido “oferecida” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), “como um cafetão oferece uma GP [garota de programa]”. Segundo o deputado, a intenção da publicação era defender Gleisi, acusando Lula de desrespeitá-la.
Em resposta, também por meio do X, Gleisi classificou como “indigna” a sugestão de conciliação e declarou que não há possibilidade de acordo com quem promove ataques de caráter misógino. A manifestação da PGR foi encaminhada ao STF (Supremo Tribunal Federal) na 6ª feira (25.abr).
“É indigno o vice-procurador que examina a queixa-crime apresentada por mim pedir uma audiência de conciliação com Gustavo Gayer. Não há conciliação possível com quem violentamente ofendeu a mim e minha família, com ataques misóginos, machistas, que alcançaram outras pessoas. Da Procuradoria-Geral da República se espera o cumprimento da lei”, escreveu a ministra.
Por proposta do deputado Bruno Peixoto, Parlamento goiano homenageou apaixonados por carros antigos nessa 4ª-feira
Lidiane 24 de abril de 2025
Nessa quarta-feira, 23, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) realizou sessão solene para homenagear antigomobilistas, pessoas que se dedicam a colecionar, restaurar e preservar carros antigos. A cerimônia foi proposta pelo presidente da Casa, deputado Bruno Peixoto (UB), que entregou o Certificado do Mérito Legislativo a adeptos da prática e a outras pessoas que, de alguma forma, apoiam ou estimulam a atividade. O narrador esportivo Teoclis José Auad (Téo José) foi agraciado com a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira.
Além da sessão solene no Plenário Iris Rezende Machado, a sede do Parlamento goiano também sediou uma exposição, que reuniu mais de 100 carros antigos, de diversas marcas, modelos e ano de fabricação. Motocicletas também estiveram na mostra, que teve ainda venda de miniaturas, de acessórios e um food truck.
Bruno Peixoto disse que a atividade reúne alternativas de trabalho e renda, promovendo a interação entre pessoas de diversas idades que, além de se dedicarem a um hobby, compartilham conhecimentos sobre a história dos automóveis. “Dessa forma, reconhecemos o empenho e a dedicação desses cidadãos, que contribuem significativamente para o desenvolvimento do estado de Goiás”, asseverou.
A sessão foi aberta pelo propositor da homenagem e pelos deputados Coronel Adailton (Solidariedade) e André do Premium (Avante). Também compuseram a mesa diretiva: o apresentador e jornalista especializado em automobilismo Fernando Campos; o narrador esportivo Téo José; o presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral; o diretor de Articulação Política da Alego, Paulo Sérgio de Rezende; o diretor-regional da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA-GO), Ronai Andrade Pereira; o secretário de Articulação Política da Alego, Alexandre Luís Belchior; e a assessora parlamentar Marcela Aires Rodrigues.
O evento ainda foi prestigiado por vereadores e por líderes de diversos clubes de automóveis antigos de várias cidades goianas.
Bruno Peixoto ressaltou o quanto o antigomobilismo (termo que, apesar de ser um neologismo, está bem estabelecido e usado dentro do universo dos carros antigos) movimenta a economia, especialmente, de cidades do interior, com a presença de turistas, que lotam hotéis e outros estabelecimentos e gera receita, emprego e renda. “Temos que investir mais na exposição de carros antigos. Precisamos valorizar e investir mais recurso público porque o retorno dos eventos traz muito mais. É um atrativo.”
O presidente do Legislativo goiano afirmou que o investimento feito em exposições de carros antigos é menor do que o feito em shows artísticos e, muitas vezes, leva mais público. “Então, nós precisamos investir mais. E se for preciso aprovar, nessa Casa, uma lei nesse sentido, eu o farei com o maior prazer, porque sei o quanto gera emprego, renda e movimenta o turismo onde são feitas essas exposições.”
Turismo também
O deputado Coronel Adailton fez seu pronunciamento e cumprimentou os presentes, especialmente, como presidente da Comissão de Turismo da Alego, já que a atividade também é turística. Ele ressaltou o quanto os eventos do antigomobilismo são relevantes economicamente.
O parlamentar assegurou seu apoio para a atividade. “Nós queremos emprestar o nosso apoio, da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa. Eu estou presidente do colegiado, mas o capitão dessa nave é o Bruno Peixoto, nosso presidente. Mas com o apoio que ele empresta a cada um dos deputados, com certeza vamos nos encontrar muitas vezes e fortalecer esse segmento, em eventos em todo o estado de Goiás.”
Já o deputado André do Premium, que também é um colecionador de carros antigos, falou do prazer de cultuar o hobby, já que é um apaixonado por veículos desde criança. Ele lembrou que a atividade, muitas vezes, é desgastante e cara, mas que vale a pena. “De vez em quando a gente sofre, são os ossos do ofício, mas também é prazeroso. Então parabéns a todos vocês, homenageados.”
Na sequência do evento, foi exibido um vídeo da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA) e, em seguida, a cantora Cida Araújo cantou duas músicas, acompanhada do violonista Paulo Matos.
Após receber a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira, o narrador esportivo Téo José falou aos presentes, agradecendo a concessão da honraria. Ele afirmou, que apesar de ter uma carreira nacional, como um legítimo goiano, as homenagens que mais valoriza, são as recebidas em sua cidade e seu estado. “E hoje estou recebendo uma honraria muito especial. É um dia emocionante, de muito orgulho para mim e para minha família.”
O narrador conclamou as autoridades a valorizarem mais as atividades realizadas em Goiás, a exemplo do que estava sendo feito no momento com o antigomobilismo. Ele também chamou à responsabilidade a própria classe profissional. “A gente tem que se orgulhar das coisas de Goiás. E, nós da imprensa, temos que divulgar mais isso. Nós temos que ter mais goianidade. E isso aqui é muita goianidade.”
Na sequência, o jornalista Fernando Campos recebeu o Certificado do Mérito Legislativo e discursou representando os homenageados. O jornalista lembrou seus 54 anos de carreira jornalística especializado em veículos. E pontuou que nesse período cobriu diversos eventos de antigomobilismo realizados no estado. “De certa, forma, eu também sou um antigomobilista, não de posse, mas de ideia. E isso faz com que esse prêmio, porque eu considero um prêmio, dado na Casa do Povo de Goiás, tenha um significado para mim, que vocês não podem nem imaginar.”
O antigomobilismo
A prática do antigomobilismo está espalhada pelo mundo inteiro, mas, no Brasil, ela já se destaca como um dos hobbies mais cultuados. Pesquisa feita pela FBVA em 2021 revelou que o país chega a movimentar anualmente R$ 32,6 bilhões com o mercado antigomobilista, ocupando uma posição relevante entre os países das Américas.
A valorização dos automóveis antigos começou a se desenvolver no Brasil a partir de 1987, quando foi fundada a FBVA. A entidade coordena as atividades e calendários de clubes automotivos espalhados por todo o Brasil e hoje também assumiu um papel de representatividade junto às autoridades para proteger os carros antigos.
No próximo dia 27 de abril, Goiânia vai sediar o maior encontro de clubes de carros antigos. Serão mais de 200 carros e motos antigas em exposição, no Cepal do Setor Sul, a partir das 9 horas.
Apaixonados por carros antigos são homenageados pelo Parlamento goiano nesta quarta-feira, 23
Lidiane 23 de abril de 2025
Nesta quarta-feira, 23, a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) realiza uma sessão solene em homenagem aos antigomobilistas, pessoas que se dedicam a colecionar, restaurar e preservar carros antigos. A proposta é do presidente do Parlamento goiano, deputado Bruno Peixoto (UB), que vai entregar o Certificado do Mérito Legislativo a vários adeptos da prática. A cerimônia de homenagem terá lugar no Plenário Iris Rezende Machado, do Palácio Maguito Vilela, a partir das 19 horas.
Segundo justifica o parlamentar, a atividade reúne alternativas de trabalho e renda, promovendo a interação entre pessoas de diversas idades que, além de se dedicarem a um hobby, compartilham conhecimentos sobre a história dos automóveis. “Dessa forma, reconhecemos o empenho e a dedicação desses cidadãos, que contribuem significativamente para o desenvolvimento do estado de Goiás.”
O antigomobilismo
A prática do antigomobilismo está espalhada pelo mundo inteiro, mas, no Brasil, ela já se destaca como um dos hobbies mais cultuados. Pesquisa feita pela Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA) no ano de 2021 revelou que o país chega a movimentar anualmente R$ 32,6 bilhões com o mercado antigomobilista, ocupando uma posição relevante entre os países das Américas.
A valorização dos automóveis antigos começou a se desenvolver no Brasil a partir de 1987, quando foi fundada a FBVA. A entidade coordena as atividades e calendários de clubes automotivos espalhados por todo o Brasil e hoje também assumiu um papel de representatividade junto às autoridades para proteger os carros antigos.
No próximo dia 27 de abril, Goiânia vai sediar o maior encontro de clubes de carros antigos. Serão mais de 200 carros e motos antigas em exposição, no Cepal do Setor Sul, a partir das 9 horas.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se manifestou nesta terça-feira (22/4) contra a concessão de anistia para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
A declaração do ministro foi feita durante a leitura do voto que decidiu pelo recebimento da denúncia de seis envolvidos no núcleo 2 da trama golpista, que agora se tornaram réus. Ele é o relator dos processos.
Moraes questionou os motivos pelos quais tantas pessoas defendem a anistia e afirmou que não se pode esquecer da gravidade dos atos.
“As pessoas de boa-fé devem refletir sobre isso. Se na minha casa, eu não admitiria que destruíssem, usassem de violência e grave ameaça para me tirar do comando da minha casa, por que que eu vou admitir isso para o país?”, questionou o ministro.
Alexandre de Moraes também voltou a rebater as acusações de que atua nos processos na condição simultânea de relator, vítima e juiz.
Segundo o ministro, a denúncia sobre o plano Punhal Verde Amarelo não se refere à tentativa de homicídio dele, ou seja, à pessoa física.
“Aqui é atentado contra as instituições democráticas. O atentado narrado pela procuradoria, a partir das investigações da Polícia Federal, se dá no contexto de tentar obstruir as investigações iniciadas há 3 anos atrás”, afirmou.
O ministro explicou que a tentativa de golpe também pode ser punida.
“Os crimes não são contra a vida, tentativa de homicídio. É tentativa de abolição das instituições, tentativa de golpe de Estado. Por que se pune o tentar dar o golpe? Quem tentou dar o golpe de Estado não vai se punir”, disse.
Os denunciados são acusados dos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. (Com informações da Agência Brasil)
Chris Van Hollen encontrou-se com Kilmar Abrego Garcia em El Salvador; Trump voltou a dizer que ele pertence a uma gangue
O senador Chris Van Hollen (Partido Democrata, Maryland) afirmou que Kilmar Abrego Garcia, deportado por engano pelos Estados Unidos para El Salvador, sofre de impactos psicológicos após ser mantido preso no país.
Van Hollen visitou Abrego Garcia em uma prisão de segurança máxima em El Salvador na 5ª feira (17.abr.2025), pouco antes de sua transferência para outra unidade.
Segundo o senador, o detido relatou que “não tinha medo dos outros presos em sua cela, mas estava traumatizado por estar no Cecot [Centro de Confinamento do Terrorismo] e com medo de muitos detentos de outros blocos, que gritavam e zombavam dele de várias formas”.
Assista à coletiva de imprensa de Van Hollen (38min20s):
I went to El Salvador hoping to meet with Kilmar & check on his well-being, and I had the chance to do that last night.
Our courts have been clear: this was an ILLEGAL abduction. I’m speaking now about my meeting with Kilmar & our work to bring him home: https://t.co/0tZjVonkUF
— Senator Chris Van Hollen (@ChrisVanHollen) April 18, 2025
O caso do salvadorenho, residente legal em Maryland, ganhou destaque após sua deportação em março, decorrente de um erro administrativo reconhecido pelo governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano).
Durante uma coletiva de imprensa concedida em sua chegada aos EUA, ao lado de familiares de Abrego Garcia, o senador destacou as condições da prisão e os efeitos emocionais da detenção prolongada.
“Se você negar os direitos constitucionais de um homem, ameaça os direitos constitucionais e o devido processo para todos os outros na América”, afirmou Van Hollen. O senador democrata havia sido impedido de visitar Abrego Garcia, mas posteriormente obteve autorização para encontrá-lo.
Abrego Garcia tornou-se símbolo das falhas no sistema de imigração dos EUA. Van Hollen afirmou que sua viagem teve como objetivo auxiliar no retorno do salvadorenho e verificar violações processuais.
Embora a Suprema Corte dos EUA tenha determinado que o governo deve “facilitar” o retorno de Abrego Garcia ao país depois de sua deportação foi considerada ilegal, o presidente norte-americano se recusa a tomar medidas que garantam a sua volta.
Trump voltou a afirmar na 6ª feira (18.abr) que Abrego Garcia tinha vínculos com a gangue MS-13 — a Mara Salvatrucha — acusação essa contestada por seus advogados e considerada “frágil” pela Justiça americana. A Casa Branca utilizou o caso para reforçar sua retórica contra os democratas e defender políticas migratórias mais rigorosas.
A MS-13 é uma gangue surgida em Los Angeles nos anos 1980 e que, inicialmente, buscava proteger imigrantes salvadorenhos.
Van Hollen fez menção a denúncias sobre um acordo financeiro entre os governos de Trump e do presidente salvadorenho, Nayib Bukele, que envolveria o pagamento de US$ 15 milhões pela detenção de estrangeiros, incluindo Abrego Garcia. Do valor, US$ 4 milhões já teriam sido transferidos.
Bukele, que é próximo a Trump, declarou que Abrego Garcia continuará sob custódia em território nacional.
A visita se deu depois de críticas internacionais sobre as condições do Cecot, onde o governo Bukele tem mantido milhares de detidos. Organizações como a Human Rights Watch apontam violações de direitos humanos e falta de garantias legais mínimas no complexo prisional.
Leia mais sobre o caso Abrego Garcia:
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), foi submetido a uma cirurgia para remover tumores nas duas mãos. O procedimento ocorreu no dia 21 de fevereiro, no hospital Vila Nova Star, em São Paulo. A confirmação foi feita pelo próprio Caiado durante um evento nesta quarta-feira (16), no estádio Serra Dourada, em Goiânia.
Durante coletiva de imprensa, o governador usava luvas e explicou que os tumores foram retirados por meio de uma ressecção. Ele mostrou as mãos e indicou onde estavam os nódulos.
“A gente fica descuidando de passar protetor solar e aí eu fui submetido a uma cirurgia na mão”, afirmou.
De acordo com a assessoria do governador, o diagnóstico confirmou um câncer de pele do tipo espinocelular, originado nas células escamosas da epiderme. O tumor foi completamente removido, e Caiado já retomou sua agenda oficial sem complicações.
O governador atribuiu o problema à exposição excessiva ao sol durante suas cavalgadas.
“Me falaram que é porque sou apaixonado em fazer minhas cavalgadas, então o tempo todo com a mão no sol, invés de ter colocado uma luva ou passado protetor solar”, disse.
O político, de 75 anos de idade, admitiu o descuido: “Descuidei”.
Em nota, a assessoria do governador reforçou que o tratamento inclui evitar o sol e manter os curativos.
“Quando está exposto ao sol, ele usa luvas; em ambientes fechados, fica no curativo apenas”, explicaram.
Caiado também alertou sobre a prevenção: “O uso diário de protetor solar poderia ter evitado esse problema. Cuidem-se e se protejam”.
Assembleia Legislativa homenageou, na noite dessa 2ª-feira, destaques do interior goiano, por proposta do deputado Cairo Salim
Lidiane 15 de abril de 2025
Na noite dessa segunda-feira, 14, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) homenageou profissionais de diversos segmentos, de 20 municípios goianos. A proposta foi do deputado Cairo Salim (PSD) em reconhecimento ao papel desempenhado por cada homenageado em prol da sociedade goiana. Na oportunidade, o vereador por Aparecida de Goiânia Ataídes Teixeira de Souza (MDB) foi agraciado com a Medalha Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira.
Segundo o parlamentar, as indicações são em reconhecimento à dedicação e esforços dessas pessoas, que tem contribuído significativamente, por vários anos, no relevante papel social desempenhado à toda população do Estado de Goiás.
Compuseram a mesa de trabalhos, presidida por Cairo Salim: o Ataídes Teixeira de Souza; os prefeitos de Santa Helena de Goiás, Iris Parreira (MDB), de Cezarina, Valternir Gonçalves da Silva (UB), e de Portelândia, Marly Rezende (PL); o presidente da Câmara Municipal de Indiara, vereador Hélio Júnior (PSB); e o coordenador regional de educação de Aparecida de Goiânia, Hugo Leonardo Costa Silva.
Também prestigiaram a solenidade, o presidente da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), Murilo Ulhoa, vereadores, primeiras-damas, ex-vereadores e ex-prefeitos.
Salim iniciou a homenagem sublinhando que se sentia muito feliz por estar realizando, na condição de representante dos 7 milhões de goianos, homenagem a pessoas que se dedicam, trabalham e são destaques e influentes representantes da sociedade goiana. “Vocês sabem que para fazermos um estado melhor a cada dia, não basta termos políticos de qualidade. Não são só os políticos que regem a vida da comunidade. Aliás são os que menos mandam. Quem manda mesmo é a grande massa, é a maioria das pessoas. E se essas pessoas não tiverem espírito público, se essas pessoas não forem o diferencial da sociedade para que nós consigamos avançar, é claro que o nosso trabalho aqui não terá efeito nenhum.”
Salim afirmou que a Assembleia Legislativa é palco de muitos debates e embates, mas que reconhecer reconhecer os homens e mulheres que são referência na sociedade também faz parte do trabalho parlamentar.
É preciso cobrar
Ele lembrou também que são essas pessoas, os representantes da sociedade que são os patrões dos deputados e que a população deve cobrar sempre dos políticos eleitos. “Todos nós, juntos, unidos, pessoas influentes como vocês, podem nos ajudar nessa árdua missão de trazer consciência política para nossa gente.”
A primeira homenagem da noite foi feita ao vereador Ataídes Teixeira de Souza, que recebeu, das mãos de Cairo Salim, a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira.
Em seu discurso, Souza destacou a honra de receber a homenagem, que ele entende ser por tudo que sua história representa. “Tenho certeza que não é apenas pessoal, mas sim um tributo coletivo aos valores que defendemos, a confiança depositada em nossa história e trajetória”, afirmou o vereador, o popular Ataides Neguinho.
O político ainda pontuou que a comenda recebida só reforça seu compromisso com o Estado. “Que essa homenagem não seja um ponto final, mas um incentivo para que sigamos trabalhando por Aparecida de Goiânia e pelo estado de Goiás. Que possamos, juntos, transformar desafios em oportunidades e construir um futuro digno para as próximas gerações.”
Na sequência o vereador por Heitoraí Luís Paulo de Oliveira Moura (UB) recebeu o Certificado do Mérito Legislativo e, em seguida, discursou representando todos os homenageados da noite. Ele destacou que a parceria com o deputado Cairo Salim se dá pela coincidência de valores que ambos defendem, especialmente, o combate à corrupção. “Ele é um deputado combativo, que trabalha por aquilo que é justo e honesto, assim como eu.”
Por fim, Moura agradeceu a homenagem vinda de um deputado da qualidade de Salim: “Também deixo aqui meus parabéns ao deputado por ser um repesentante à altura do povo goiano”.



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