3 de junho de 2026
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Investigação cita hospedagens, jantares e até compra de roupas de inverno; defesa nega irregularidades

A Polícia Federal afirma ter identificado ao menos 3 viagens internacionais do senador Ciro Nogueira (PP-PI) custeadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo hospedagens em hotéis de luxo, jantares e compras de roupas para férias na neve. Segundo a investigação, o congressista também recebia repasses mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil ligados ao empresário.

As informações foram reveladas pela TV Globo na 6ª feira (8.mai.2026) a partir de documentos da Operação Compliance Zero, investigação que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro e favorecimento político ligado ao Banco Master.

De acordo com a apuração da Globo, investigadores analisaram celulares apreendidos na 1ª fase da operação, realizada em novembro de 2025. A partir do material, a PF reuniu comprovantes bancários, registros de viagens e trocas de mensagens que, segundo a investigação, indicam relação financeira entre Vorcaro e o senador.

A polícia sustenta que a CNFL, empresa administrada por Raimundo Neto Nogueira, irmão de Ciro, era usada para operacionalizar os repasses. A filha do senador, Maria Eduarda Nogueira, também aparece como sócia da companhia.

Segundo os investigadores, empresas ligadas ao banqueiro fizeram depósitos na CNFL, apontada pela PF como estrutura criada para ocultar pagamentos destinados ao congressista. A apuração indica ainda que a empresa recebia recursos em dinheiro vivo.

A investigação identificou 265 depósitos em espécie feitos por Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, funcionário ligado a Ciro Nogueira. As movimentações somaram R$ 3,5 milhões em menos de 4 anos, segundo a PF. Parte da origem do dinheiro ainda é apurada.

A Polícia Federal também detalha viagens atribuídas ao grupo. Em abril de 2024, Ciro esteve em Paris. No mês seguinte, segundo a investigação, viajou com Vorcaro para Nova York, onde teria ficado hospedado em hotel de alto padrão e participado de jantares pagos pelo banqueiro.

Já em janeiro de 2025, os 2 teriam ido juntos a Courchevel, estação de esqui nos Alpes Franceses frequentada pela elite europeia. Segundo a PF, Vorcaro arcou inclusive com roupas de frio usadas pelo senador.

Os investigadores afirmam que os benefícios recebidos tinham relação com a atuação política de Ciro Nogueira. A suspeita é de que o senador tenha usado o mandato no Congresso para defender interesses do banqueiro.

O inquérito também elevou a pressão sobre a proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro na 3ª feira (5.mai). Segundo investigadores citados pela Globo, o banqueiro omitiu na proposta qualquer referência aos pagamentos mensais e às viagens atribuídas pela PF ao senador. Ao ser questionado, teria alegado manter apenas amizade com Ciro.

A PF avalia, preliminarmente, que a colaboração não trouxe elementos novos relevantes para a investigação. Por isso, pediu que Vorcaro deixe a Superintendência da corporação e retorne à Penitenciária Federal de Brasília.

Na 5ª feira (7.mai.2026), o ministro André Mendonça mandou suspender as atividades da CNFL. Raimundo Nogueira foi alvo de buscas e passou a usar tornozeleira eletrônica.

A defesa de Ciro Nogueira negou que Vorcaro tenha financiado viagens do senador ou de familiares. Os advogados confirmaram encontro dos 2 em Nova York, mas disseram que a passagem foi paga pelo próprio congressista.

Em relação ao apartamento de alto padrão citado pela PF, a defesa afirmou, segundo o Jornal da Globo, que Vorcaro emprestou o imóvel “como amigo” para a namorada de Ciro morar temporariamente em São Paulo, onde ela ficou por 3 meses.

Os advogados também declararam que os depósitos em espécie feitos por Bernardo Filho correspondem a vendas de uma loja de motos ligada ao senador e disseram haver documentos que comprovariam as operações.

Raimundo Nogueira negou irregularidades.

Em nota publicada no Instagram, Ciro Nogueira declarou ser alvo de perseguição política. O senador afirmou que já enfrentou situação semelhante em 2018 e escreveu que sua inocência foi comprovada à época.

“Quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, afirmou o senador, que assinou a nota como “um cidadão completamente indignado”.

Eis a íntegra da nota de Ciro Nogueira:

“Sobre a tentativa de manchar a minha honra pessoal que aconteceu nessa semana, vale lembrar algo:

“Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos.
Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição.

“Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?

“Suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo. E eu digo, nada me faz abandonar o povo que confia em mim.
Esses acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons.

“Obrigado pelas manifestações de apoio e carinho comigo e com a minha família. Que Deus continue abençoando o Piauí e o Brasil.
Vamos com tudo!

“Atenciosamente,
um cidadão completamente indignado
Senador Ciro Nogueira.”


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Autor Poder360 ·


A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta segunda-feira (4/5) a Operação Senex para desarticular uma associação criminosa especializada em empréstimos fraudulentos e furtos contra idosos. A ação foi coordenada pela Subdelegacia de Santo Antônio do Descoberto, com apoio de unidades especializadas como a Deam, Genarc e GIH da 17ª regional (Águas Lindas de Goiás), no Entorno do Distrito Federal.

O esquema contava com a participação de cuidadores de idosos, que atuavam em conluio com operadores de uma empresa de crédito local. Eles selecionavam as vítimas e realizavam a contratação de empréstimos sem o devido consentimento ou clareza. Assim que o crédito era liberado, os valores eram total ou parcialmente desviados das contas dos idosos para os membros do grupo.

Durante as investigações, a polícia reuniu provas suficientes para fundamentar oito mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. Até o momento, quatro suspeitos foram detidos e encaminhados a unidades prisionais, onde permanecem à disposição da Justiça. O inquérito policial segue agora para a fase final de conclusão das diligências.

As ordens judiciais foram cumpridas simultaneamente por diversas frentes da Polícia Civil, focando no núcleo da associação criminosa em Santo Antônio do Descoberto. Os nomes dos detidos não foram revelados pelas autoridades, mas as provas colhidas apontam para uma divisão clara de tarefas entre quem cuidava das vítimas e quem operava o sistema financeiro.

A Operação Senex — termo que faz referência à velhice em latim — reforça o combate a crimes de exploração financeira contra pessoas vulneráveis no estado. Com a apreensão de materiais durante as buscas, os investigadores pretendem identificar se houve participação de outros operadores ou se o número de idosos lesados é maior do que o inicialmente catalogado.

Autor Manoel Messias Rodrigues


revólver

Alteração de cena e falsa comunicação de crime teria intuito de desviar foco da investigação sobre arma ilegal; saiba mais

Família investigada por simulação de latrocínio após morte de adolescente em Catalão (Foto: redes sociais e PMGO)

Uma família é investigada por supostamente simular um latrocínio após morte de um adolescente com a arma do avô em Catalão, sudeste de Goiás. O rapaz, 15 anos, foi encontrado morto dentro de casa no domingo (3/5). A principal linha de apuração aponta que familiares teriam alterado a cena e combinaram relatos após uso do revólver, que não tinha registro.

Segundo a investigação, a cena de roubo teria sido forjada para sustentar a versão de latrocínio e evitar responsabilizações legais. O avô relatou que saiu cedo para a roça e, ao retornar por volta das 10h30, encontrou a casa revirada e o neto caído, com uma perfuração no pescoço. Ele também disse que uma mochila com cerca de R$ 5 mil teria sido levada.

Polícia e IML na casa de família investigada por simular latrocínio após morte de adolescente em Catalão (Foto: PMGO)

Suspeita de simulação de latrocínio

Após a coleta de depoimentos, policiais civis e militares identificaram inconsistências nas versões apresentadas. Os envolvidos foram levados à delegacia e, conforme a polícia, ficou evidenciado que o avô, a mãe, o padrasto e uma tia — que escondeu a arma — teriam combinado a falsa versão de latrocínio.

Os quatro vão responder em liberdade por comunicação falsa de crime, fraude processual e posse irregular de arma de fogo. As identidades não foram divulgadas.

LEIA MAIS

Autor Aulus Rincon


A Polícia Civil de Goiás prendeu temporariamente, na última quinta-feira (30/4), o comerciante Eduardo Luiz do Monte, de 49 anos. Ele é investigado por produzir e compartilhar material pornográfico infanto-juvenil em Caldas Novas, na região Sul do estado.

A operação, conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e na lanchonete do suspeito, onde foram recolhidos cinco celulares e diversos chips de operadoras.

Eduardo Luiz criava perfis falsos no Facebook e Google, utilizando fotos de crianças para ganhar confiança das vítimas

Esquema de aliciamento

Com apoio da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), a investigação apurou que Eduardo utilizava sua lanchonete como ponto de aproximação física com os jovens. No ambiente digital, ele criava perfis falsos no Facebook e Google, utilizando fotos de crianças para ganhar a confiança das vítimas.

Em um dos casos documentados em março, o suspeito teria praticado atos libidinosos com um adolescente de 13 anos, além de induzi-lo a produzir e enviar vídeos de teor sexual via redes sociais. Pelo menos outro adolescente já foi identificado como vítima do mesmo esquema.

Iinvestigações continuam para analisar o conteúdo dos aparelhos apreendidos e identificar outras possíveis vítimas

Histórico criminal

Eduardo Luiz já possui condenações anteriores pelo crime de armazenamento de pornografia infantil, utilizando o mesmo modus operandi para atrair menores. Segundo a polícia, as investigações continuam para analisar o conteúdo dos aparelhos apreendidos e identificar outras possíveis vítimas.

A divulgação da imagem do preso foi feita pelo delegado responsável, com base na Lei 13.869/19, visando o interesse público e a localização de novos denunciantes.

Autor Manoel Messias Rodrigues


A Justiça de Goiás condenou a ex-vice prefeita de Luziânia, Ana Lúcia de Sousa e Silva, por difamação em decorrência de publicações feitas nas redes sociais contra o prefeito Diego Sorgatto. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso.

A sentença foi proferida pela magistrada Luciana Oliveira de Almeida Maia da Silva, que fixou pena de nove meses de detenção. No entanto, conforme prevê a legislação, a punição foi convertida em pena restritiva de direitos, com pagamento de prestação pecuniária equivalente a quatro salários mínimos.

O caso teve origem em postagens feitas no Facebook, em março de 2024, período em que a ré ainda ocupava o cargo de vice-prefeita. Nas publicações, ela sugeria irregularidades na gestão municipal, o que motivou a queixa-crime apresentada pelo chefe do Executivo.

Durante o processo, a defesa argumentou que as manifestações configuravam exercício do direito de resposta e de liberdade de expressão, diante de questionamentos públicos relacionados a investigações envolvendo a então gestora. À época, Ana Lúcia afirmou ter sido alvo de diligências em sua residência no contexto de apurações conduzidas pela Polícia Civil.

Na decisão, a magistrada reconheceu que parte das declarações se manteve dentro dos limites da crítica política. No entanto, entendeu que houve excesso ao associar diretamente o prefeito a práticas criminosas, incluindo referência à suposta participação em “quadrilha”, o que caracterizou o crime de difamação.

A sentença também prevê a comunicação à Justiça Eleitoral para eventual suspensão de direitos políticos, medida que depende do trânsito em julgado do processo.

Defesa deve recorrer da sentença

O advogado de defesa, Humberto Kremer Neto, afirmou que a decisão será contestada: “A professora Ana Lúcia foi absolvida da prática de calúnia e a condenação por difamação foi convertida em prestação pecuniária. Recorreremos ao Tribunal de Justiça de Goiás confiantes na reversão da sentença”, declarou.

A representação jurídica do prefeito sustenta que as publicações nas redes sociais ampliaram o alcance das acusações e causaram prejuízos à imagem do gestor.

O caso deve ser analisado em instâncias superiores, onde a sentença poderá ser mantida ou reformada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

Autor Paula Rocha


Governo Lula reforça Plano Brasil Soberano, criado para mitigar impactos de medidas comerciais e sustentar empresas no mercado externo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou medida provisória que libera R$ 5 bilhões em crédito extraordinário para reforçar o apoio financeiro a exportadores brasileiros. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta 4ª feira (29.abr.2026) e já está em vigor. Leia a íntegra (PDF – 110 kB).

Os recursos serão destinados aos Encargos Financeiros da União e operacionalizados por meio do FGE (Fundo de Garantia à Exportação), instrumento utilizado para dar suporte a operações de crédito voltadas ao comércio exterior. Na prática, o aporte amplia a capacidade do fundo de oferecer garantias a financiamentos concedidos por bancos, facilitando o acesso das empresas a crédito.

A iniciativa integra o Plano Brasil Soberano, programa do governo federal voltado ao estímulo das exportações e à sustentação de empresas com atuação internacional. Criado em 2025, o plano tem como foco mitigar os efeitos de medidas comerciais adotadas por outros países — especialmente as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O programa busca preservar empregos, estimular investimentos e garantir a continuidade das operações de empresas exportadoras em um cenário global mais adverso. Para isso, estabelece critérios de acesso e priorização, com foco em setores estratégicos e em companhias mais expostas a mudanças no comércio internacional.

O novo crédito será destinado ao financiamento de pessoas físicas e jurídicas exportadoras de bens e serviços, além de seus fornecedores, desde que enquadrados nas regras do plano. A expectativa é ampliar a liquidez das empresas e sustentar o fluxo de exportações.

A liberação ocorre após outras iniciativas recentes para reforçar o programa. Em etapas anteriores, o governo já havia direcionado R$ 30 bilhões em crédito a empresas afetadas por barreiras comerciais. Posteriormente, o volume foi ampliado em mais R$ 15 bilhões, com definição de critérios mais detalhados para acesso aos recursos.

De acordo com a programação orçamentária, o crédito será aplicado em operações especiais classificadas como “outros encargos especiais”. A estimativa é de que 1.404 operações de financiamento sejam viabilizadas com o novo aporte .

O crédito extraordinário é um mecanismo previsto na Constituição para atender despesas urgentes e imprevisíveis. Apesar de ter efeito imediato, a medida provisória precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 60 dias, prazo que pode ser prorrogado por igual período. Caso não seja votada, perde a validade.



Autor Poder360 ·


Obrigar o agressor a pagar por dispositivos de monitoração usados para a proteção e segurança das vítimas de violência doméstica ou familiar amparadas por medidas protetivas é o objetivo do projeto de lei nº 7289/26, de autoria do governador Daniel Vilela (MDB). A proposta também prevê que o suspeito pague pelo equipamento que ele próprio utilizar. 

A matéria foi lida durante o Expediente da sessão ordinária desta terça-feira, 28. A iniciativa altera a Lei nº 21.116, de 5 de outubro de 2021, que trata da cobrança de compensação financeira pelo uso de tornozeleira eletrônica por acusado, preso ou condenado em Goiás. O texto recebeu pedido de urgência e foi encaminhado à Comissão Mista, onde será distribuído para relatoria.

Segundo o Executivo, a medida busca fortalecer o sistema de monitoração eletrônica nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, especialmente quando há medidas protetivas em vigor. A proposta, conforme justificativa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-GO) e da Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP), amplia a disciplina sobre o ressarcimento dos custos dos equipamentos, estabelecendo o custeio obrigatório dos dispositivos pelo agressor.

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) se manifestou favorável à matéria, apontando consonância com o ordenamento jurídico, especialmente à Lei Maria da Penha. A Secretaria de Estado da Economia, por sua vez, informou que a proposta não gera nova despesa pública, uma vez que os custos operacionais já são cobertos pelo Fundo Penitenciário Estadual (Funpes). A ampliação da compensação financeira, segundo a pasta, pode ter, na verdade, impacto positivo nas receitas do fundo.

Assistência aos municípios

Na mesma sessão, os deputados também aprovaram em definitivo o projeto de lei nº 6628/26, assinado pelo Executivo. A propositura autoriza a doação onerosa de veículos do Estado aos 246 municípios goianos. A medida garante a possibilidade de transferência de uma van e uma picape para cada município, com o objetivo de reforçar a rede socioassistencial, especialmente os serviços prestados pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas).

De acordo com o Governo, a iniciativa busca suprir limitações operacionais enfrentadas pelas prefeituras, sobretudo em áreas rurais e de difícil acesso, ampliando a capacidade de atendimento à população em situação de vulnerabilidade. O texto está apto à sanção do chefe do Executivo. 

Debates 

Durante a plenária, os deputados discutiram temas variados. O primeiro a usar a tribuna foi o deputado Clécio Alves (PSDB), que criticou a situação da Saúde em Goiânia. Segundo ele, há descaso na gestão das unidades que atendem moradores da capital e de cidades vizinhas. O parlamentar questionou ainda o modelo de contratação adotado pela Prefeitura, alegando ausência de licitações e uso recorrente de contratos emergenciais e adesões a atas, com possível superfaturamento.

Na sequência, a deputada Bia de Lima (PT) defendeu a redução da jornada de trabalho, proposta em discussão no Congresso Nacional, que prevê o fim da escala 6×1 e a adoção do modelo 5×2. A parlamentar também mencionou dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), segundo os quais Goiás figurou entre os estados com maior número de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão em 2025.

O deputado Ricardo Quirino (Republicanos), por sua vez, repercutiu imagens que circulam nas redes sociais mostrando um idoso de 87 anos, no Rio Grande do Sul, vítima de maus-tratos por um cuidador. Ele alertou as famílias sobre a importância de verificar a qualificação dos profissionais contratados para cuidar de idosos.

Já o deputado Mauro Rubem (PT) relatou visita ao município de Cavalcante, onde participou da primeira colheita do arroz Kalunga, dentro do Programa Arroz da Gente, iniciativa do Governo Federal voltada ao incentivo da produção por comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária e pequenos produtores. Segundo o parlamentar, o projeto já está presente em 17 estados e busca diversificar a produção nacional de alimentos.

O deputado Eliel Junior (Solidariedade) cobrou melhorias na rodovia BR-040, na região de Luziânia. Ele afirmou que o trecho apresenta cerca de 20 quilômetros sem retorno oficial, o que, segundo ele, tem provocado acidentes e manobras irregulares por parte dos motoristas.

Na esteira, o deputado Gugu Nader (PSDB) assumiu a palavra e convidou os colegas para a solenidade em comemoração aos 60 anos das dioceses de Itumbiara e Anápolis, que será realizada na Assembleia Legislativa. Segundo ele, o evento deve reunir bispos, padres, diáconos e representantes das duas dioceses.

O deputado Amauri Ribeiro (PL), sétimo a ocupar a tribuna, manifestou-se contrário à proposta que extingue a jornada de trabalho 6×1. “Essa mudança representa um prejuízo para a indústria brasileira, pois vai implicar na redução do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, mas os políticos não estão preocupados com os impactos na economia”. 

O líder do Governo na Casa, deputado Talles Barreto (UB), também participou dos pronunciamentos. Na ocasião, comentou a reabertura do Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna, classificando o local “como o melhor da América Latina”. Ele acrescentou que ainda existe a “intenção de se construir uma piscina olímpica para a realização de triatlo” nas dependências do autódromo.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Medida permite que motoristas paguem só o valor do pedágio, eliminando a cobrança da multa administrativa e a pontuação na CNH

O governo federal anunciou a suspensão por 200 dias da cobrança de mais de 3,5 milhões de multas aplicadas a motoristas que não estavam em dia com o sistema de cobrança free flow, ou seja, os pedágios com cobrança eletrônica por meio de tags. O anúncio foi feito nesta 3ª feira (28.abr.2026) pelo ministro dos Transportes e presidente do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), George Santoro, e pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

A medida prevê que usuários com débitos em concessionárias possam quitar só o valor do pedágio. Caso o pagamento não seja realizado até o dia 16 de novembro, o valor da infração por evasão de pedágio, de R$ 195, e o registro dos 5 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) serão aplicados.

A nova resolução do Contran, que estabelece o novo regime de cobrança, será publicada nesta 4­ª. Também prevê a suspensão do pagamento de novas multas por evasão de pedágio até o fim do prazo.

Dos 3,5 milhões de multas registradas nos últimos 3 anos, período da implementação dos pórticos de cobrança automática, quase 1,2 milhões foram registradas no Rio Grande do Sul. Outras 1,4 milhões foram em rodovias federais. Minas Gerais registrou 62 mil multas.

O ministro George Santoro afirmou que a resolução também estabelece a restituição do valor da multa para quem já realizou o pagamento. No caso das aplicadas em rodovias federais, o valor a ser restituído alcançará R$ 93 milhões.

Perguntado sobre o que motivou a suspensão, o ministro disse que foi o reconhecimento por parte do governo de que não houve comunicação adequada com os usuários das rodovias federais e estaduais sobre o funcionamento do sistema de cobrança e de pagamento das multas.

Em qualquer situação que você tenha um devedor que não foi devidamente comunicado do débito dele e ele não sabe nem a quem pagar, na maioria das vezes”, afirmou. “Imagina uma pessoa que saia de Belo Horizonte e percorra um caminho maior até o Rio Grande do Sul, ele pode passar por umas 5 concessões de 3 Estados diferentes, 3 reguladores diferentes. Ele não sabe a quem recorrer para pagar”, concluiu.

SISTEMA UNIFICADO

A resolução também impõe obrigações às concessionárias, que terão 100 dias para implantar um sistema unificado de pagamento. Atualmente, motoristas sem dispositivos eletrônicos (tags) precisam buscar os sites de cada concessionária individualmente para quitar débitos, o que dificulta o processo por nem sempre se saber qual empresa administra cada trecho, diz o ministro.

O novo modelo deve ser integrado à CNH digital, permitindo o acesso direto a boletos eletrônicos de diferentes operadoras em um só lugar. A medida visa dar transparência ao processo de cobrança e reduzir a inadimplência involuntária no sistema de pórticos eletrônicos.

Eis a coletiva de imprensa em que o anúncio foi realizado (39min53s):

 



Autor Poder360 ·


Por iniciativa do deputado Mauro Rubem (PT), a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) celebrou, na manhã deste sábado, 25, o 30º aniversário da Associação Grupo Aids: Apoio, Vida e Esperança (Grupo Aave), em sessão solene realizada no Plenário Iris Rezende. A organização sem fins lucrativos, considerada referência em Goiás, oferece serviços de acolhimento e defesa de pessoas que vivem com HIV/Aids no Estado. Entre 2015 e 2025, conforme dados da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Goiás registrou 25.100 casos de HIV e Aids em adultos.

Além de Mauro Rubem, que esteve à frente dos trabalhos, tomaram assento na mesa: o embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher; a fundadora do grupo Aave, Margaret Mary Hosty; a presidente e a vice-presidente do grupo Aave, Maria Suelly de Sousa Marinho e Beatriz de Souza Almeida, respectivamente; a coordenadora de assistência das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) da SES, Ana Paula Vieira de Deus; a psicóloga Terezinha Mendonça Del’Acqua; o bispo auxiliar da Arquidiocese de Goiânia, Dom José Roberto dos Reis; o assessor da pastoral da Aids, Frei Luiz Carlos Lunardi; o padre Helton Thyers Melo de Oliveira e a irmã Judith Caroline Dieterle.

Além da celebração pelo aniversário da instituição, a fundadora do grupo, Margaret Hosty, foi agraciada com o Título de Cidadania Goiana. Ao fazer uso da palavra, Mauro Rubem reiterou a alegria em homenagear “as pessoas que se dedicam a cuidar de outras e que se organizam, seja no grupo Aave ou em outros.”

O parlamentar também destacou a honra de celebrar a fundadora do grupo como mais nova cidadã goiana, comentando as ações de Margaret Hosty ao longo dos anos em solidariedade e apoio às pessoas que vivem com HIV. Mauro Rubem ressaltou, ainda, que a atuação da entidade foi fundamental para melhorar a qualidade do serviço ofertado pelo Hospital de Doenças Tropicais (HDT), sobretudo nos atendimentos a pacientes com ISTs.

“A irmã Margaret, nas lutas ao longo do tempo, além de tocar de forma brilhante e exemplar o grupo Aave, ela sempre esteve presente em todas as causas nobres: moradia, educação, assistência social e as grandes causas democráticas. Portanto, o histórico e o currículo são fantásticos e seguem a linha de todos os companheiros que confiam e caminham lado a lado com ela. Sabemos do seu comprometimento e sou testemunha”, declarou Rubem.

Após a fala do legislador, houve um momento cultural, com a apresentação da cantora Thainá Janaína.

Em seguida, o embaixador da Irlanda, Martin Gallagher, declarou que os dois países têm relações muito fortes na política e na cultura. Ele apontou que uma das expressões mais fortes dessa relação é o grupo Aave, apoiado há muitos anos pelo Governo irlandês no amparo à comunidade soropositiva e seus familiares.

Em nome do Governo da Irlanda, Martin parabenizou a organização e todos os membros pela celebração dos 30 anos. “Parabenizo, em particular, a irmã Margaret Hosty, que recebe a cidadania goiana. Ela segue os passos de tantos irmãos religiosos irlandeses. Me sinto honrado e orgulhoso em estar com a irmã Margaret no dia em que ela recebe a honraria”, encerrou.

Ao discursar já como cidadã goiana, Margaret Hosty declarou que seu coração estava cheio de alegria. “Muito obrigado por essa honra e privilégio. Nunca, em meus sonhos, imaginei que estaria aqui recebendo esse título”, destacou.

Hosty também se dirigiu a todas as pessoas que fazem parte da instituição. “Tantos de vocês — amigos do Aave, voluntários e usuários — são vocês que fazem o grupo Aave. Seguimos juntos nesse caminho, e quem nos inspira todos os dias é Jesus Cristo. Foi ele que nos ensinou que todos somos um e a discriminação não é o ensinamento que Cristo nos deixou”, salientou.

A presidente do grupo Aave, Maria Marinho, agradeceu ao deputado Mauro Rubem pela homenagem e observou que o reconhecimento é motivo de alegria para toda a equipe de apoio e os usuários dos serviços ofertados pelo grupo. Entre os trabalhos realizados pela entidade, ela destacou a atuação junto aos órgãos de saúde e os atendimentos psicológico, jurídico e social.

“Fazemos parte de uma equipe de diversidade humana, onde acolhemos as pessoas e as famílias, e temos a grande alegria de estarmos juntos e firmes. Estamos defendendo os direitos e mostrando ao nosso público-alvo como buscá-los. Ao longo desses 30 anos, vemos todos os dias como esse enfrentamento ao preconceito é difícil. Hoje, muitas vezes, as pessoas têm mais medo do preconceito da sociedade do que da doença em si. Mas nosso povo está lutando, seja nos conselhos de saúde ou nas unidades de atendimento, e estamos fazendo a diferença”, reforçou Marinho.

Em seguida, a vice-presidente Beatriz Almeida observou que acolhimento, cuidado e escuta são sinônimos do grupo. “São pessoas que vivem um estigma muito grande da sociedade. No grupo Aave, temos a oportunidade de escutar o íntimo, aquilo que, às vezes, a família, os companheiros ou até mesmo os médicos não sabem que se passa no dia a dia. Somos imensamente gratos a vocês, usuários, por compartilhar conosco, comparecer todos os dias e participar das oficinas. Estar no grupo é apoiar a vida e lutar para que todos possam ter emprego, ser acolhidos — e nos comprometemos a falar sobre dignidade humana.”

A coordenadora de assistência das ISTs da SES, Ana Paula Vieira, apresentou dados sobre o quadro epidemiológico da doença em Goiás e frisou que 4 mil pessoas ainda são vítimas da Aids. Entretanto, ela pontuou que os tratamentos atuais são de extrema eficácia, capazes de impedir a transmissão do vírus HIV por via sexual. Assim, Ana Paula destacou a importância de romper o paradigma e o preconceito, para que as pessoas que vivem com HIV busquem o tratamento adequado e tenham uma vida de qualidade.

Após as falas, ocorreu a entrega do Certificado de Mérito Legislativo e, na sequência, a sessão foi encerrada.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O deputado Cristóvão Tormin (PRD) pleiteia, por meio do projeto de lei nº 6246/26, reconhecer a Via Sacra – Encenação do Nascimento, Vida, Morte e Ressureição de Cristo, realizada anualmente na sexta-feira da Paixão, no Distrito do Jardim Ingá, município de Luziânia, como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Goiás.

O reconhecimento se dá, conforme o autor da iniciativa, à expressiva relevância histórica, religiosa, cultural e social do evento para a população local e para todo o povo goiano, visto que se consolidou ao longo dos anos como um dos mais significativos eventos religiosos da região do Entorno do Distrito Federal. 

“Trata-se de um evento que ultrapassa o caráter meramente religioso, assumindo também dimensões culturais, educativas e sociais. A participação comunitária é um de seus pilares fundamentais, envolvendo jovens, adultos e idosos em um processo coletivo de construção e preservação da tradição, fortalecendo os vínculos sociais e promovendo o sentimento de pertencimento e identidade cultural”, pontua Tormin.

Cristóvão Tormin salienta que a encenação se destaca pelo seu impacto visual e emocional, sendo realizada, muitas vezes, em espaços abertos, com cenários naturais e urbanos, que contribuem para a dramaticidade da apresentação. “A riqueza dos figurinos, a dedicação dos participantes e o envolvimento da comunidade conferem autenticidade e singularidade ao evento, tornando-o uma referência regional”. 

“O reconhecimento oficial como Patrimônio Cultural Imaterial contribui diretamente para a salvaguarda dessa tradição, possibilitando maior visibilidade, incentivo institucional e acesso a políticas públicas de preservação cultural. Tal medida é essencial para garantir a continuidade da manifestação frente aos desafios contemporâneos, como a descaracterização cultural e a perda de tradições populares”, salienta Tormin. 

A matéria está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), sob relatoria da deputada Dra. Zeli (PSD). 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás