
Ao menos 8 ligações entre Brasil e o país europeu foram canceladas por Azul e Latam; TAP divulgou lista de rotas confirmadas
A greve geral convocada em Portugal nesta 4ª feira (3.jun.2026) afeta aeroportos do país e deve atingir até 500 voos, segundo estimativa de sindicatos do setor. Nas rotas entre Brasil e o país europeu, ao menos 8 voos foram cancelados por Azul e Latam.
A administração dos aeroportos portugueses orientou os passageiros a verificar com as companhias aéreas o estado dos voos antes de se dirigir aos terminais. Também recomenda que passageiros de voos internacionais fora da União Europeia cheguem com maior antecedência por causa de possíveis restrições no controle de fronteira das partidas.
Eis os voos cancelados entre Brasil e Portugal:
- 3ª feira (2.jun.2026) — LA8146 — Guarulhos-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026) — LA8148 — Guarulhos-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026) — LA8147 — Lisboa-Guarulhos;
- 4ª feira (3.jun.2026) — LA8149 — Lisboa-Guarulhos;
- 3ª feira (2.jun.2026) — AD8750 — Viracopos-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026) — AD8751 — Lisboa-Viracopos;
- 4ª feira (3.jun.2026) — AD8900 — Viracopos-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026) — AD8901 — Lisboa-Viracopos.
A Latam informou que passageiros com voos afetados têm 3 opções:
- alterar a data da viagem;
- mudar o destino;
- solicitar o reembolso dos bilhetes.
A companhia confirmou o cancelamento de 4 voos, 2 de Guarulhos para Lisboa na 3ª feira (2.jun.2026) e 2 de Lisboa para Guarulhos na 4ª feira (3.jun.2026).
A Azul disse prestar assistência aos consumidores atingidos e afirmou ter programado voos extras para reduzir os impactos da greve. A companhia cancelou 4 ligações entre Campinas e Lisboa.
A TAP informou que vai operar 79 voos no regime de serviços mínimos durante a greve. A companhia disse que está entrando em contato com clientes de voos cancelados que ainda não alteraram as reservas.
Eis os voos da TAP mantidos de ou para aeroportos do Brasil:
- 3ª feira (2.jun.2026), 22h05 — TP6 — Natal-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026), 22h25 — TP12 — Recife-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026), 23h55 — TP48 — Belém-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026), 17h25 — TP58 — Brasília-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026), 19h55 — TP72 — Rio de Janeiro-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026), 20h25 — TP72 — Rio de Janeiro-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026), 9h — TP73 — Lisboa-Rio de Janeiro;
- 3ª feira (2.jun.2026), 15h35 — TP74 — Rio de Janeiro-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026), 15h35 — TP74 — Rio de Janeiro-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026), 15h30 — TP82 — Guarulhos-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026), 15h30 — TP82 — Guarulhos-Lisboa;
- 3ª feira (2.jun.2026), 20h45 — TP88 — Guarulhos-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026), 20h45 — TP88 — Guarulhos-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026), 12h20 — TP89 — Lisboa-Guarulhos;
- 3ª feira (2.jun.2026), 20h55 — TP94 — Guarulhos-Porto;
- 3ª feira (2.jun.2026), 17h25 — TP104 — Belo Horizonte-Lisboa;
- 4ª feira (3.jun.2026), 0h15 — TP118 — Porto Alegre-Lisboa.
Em contato com o Poder360, o consulado brasileiro de Lisboa confirmou que opera normalmente durante o dia da greve e pediu compreensão em “função de possível lentidão ou interrupção imprevista”.
A GREVE
A greve geral foi convocada pela CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses) contra a proposta de revisão da lei trabalhista apresentada pelo governo do primeiro-ministro Luís Montenegro (PSD, direita). A paralisação atinge transportes, aeroportos, hospitais, escolas e outros serviços públicos.
A central sindical afirma que a proposta reduz direitos trabalhistas. Entre os pontos contestados estão mudanças em contratos a prazo, banco de horas e regras de subcontratação. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirma que o texto aumenta mecanismos de exploração e deve ser retirado.
O governo português defende que a reforma dá mais flexibilidade ao mercado de trabalho. Montenegro minimizou o impacto da paralisação na véspera da greve e afirmou esperar que a maioria dos portugueses trabalhasse nesta 4ª feira (3.jun.2026). A ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, disse que a greve traria “alguns inconvenientes”, mas declarou respeito ao direito de paralisação.
A UGT (União Geral de Trabalhadores) ficou fora da greve. A central considera a mobilização “extemporânea”, por entender que a proposta ainda está longe da votação final. A CGTP, por outro lado, afirma que este é o momento de pressionar o governo e o Congresso português durante a tramitação do pacote trabalhista.
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