15 de julho de 2026
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  • 12:21 Baldy Une Mais de 80 Prefeitos em Apoio a Gracinha e Vanderlan
  • 08:37 Trump ameaça atingir usinas e pontes no Irã
  • 04:53 PM homenageia sargento de 101 anos em Catalão
  • 01:09 Sebrae lança programa que pode investir R$ 250 mil em startups


Guimarães pediu retirada da pauta ao relator; sem consenso entre trabalhadores e plataformas, texto deve retomar na próxima legislatura

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu o adiamento da votação do PLP (Projeto de Lei Complementar) 152 de 2025 que regula o trabalho por aplicativo. A matéria deve ficar para depois das eleições presidenciais de outubro. Mesmo sendo decisão do Palácio do Planalto, é uma derrota para o Executivo, já que entrou no mandato prometendo proteger os trabalhadores de plataformas como Uber, iFood e 99.

A análise do PLP 152 de 2025 estava prevista para esta 3ª feira (14.abr.2026). Guimarães disse nesta 5ª feira (16.abr.2026), em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, que o projeto não foi votado porque “não tinha acordo sobre nada”

O governo colocou o PL na fila prioritária da Câmara no início do ano. O ministro Guilherme Boulos (Psol) chegou a atuar pessoalmente na negociação. Não adiantou. Sem acordo entre plataformas, entregadores e donos de estabelecimentos, o Planalto preferiu recuar.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, solicitou ao relator do projeto, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), a retirada da pauta ainda antes de sua posse. Coutinho acatou e levou o pedido ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O relatório do deputado Merlong Solano (PT-PI), indicado pelo governo para relatar a matéria, não unificava nenhuma das partes. O parecer ficou com o relator, o deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE).

A oposição, segundo o ministro, ficou à espera de um erro do governo para dizer que o PT estava prejudicando os entregadores. O resultado é que o projeto fica para depois de outubro de 2026, quando o 2º  turno presidencial já terá acontecido.



Autor Poder360 ·


Será assinado um decreto para garantir a transparência e o repasse das subvenções à população

O governo anunciou, nesta 3ª feira (14.abr.2026), novas medidas de regulamentação do pacote de ações que visa a diminuir os impactos da guerra no Oriente Médio no preço dos combustíveis e do gás de cozinha. Entre elas, está um decreto que exigirá transparência das importadoras para garantir que a redução de custos chegue ao consumidor. 

O anúncio foi feito pelos ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, em coletiva de imprensa na sede do ministério. Também participaram o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, e o secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada.

Eis as medidas anunciadas:

  • regulamentação da subvenção –subsídio do governo para baratear o custo– ao produtor de diesel no valor de R$ 0,80 por litro;
  • regulamentação da subvenção para o importador de diesel. Será publicado um decreto com as condições e o prazo para a adesão dos Estados;
  • regulamentação da subvenção GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) importado;
  • decreto de transparência de preços para garantir o repasse dos valores subvencionados ao consumidor e evitar aumento de lucro de forma abusiva;
  • reajuste dos preços de referência do programa Gás do Povo para ampliar o acesso à população, com impacto estimado em R$ 300 milhões.

Silveira afirmou que os importadores deverão apresentar a evolução semanal do avanço do lucro bruto. No caso de não serem praticados os preços subvencionados, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, assim como se não houver o envio das informações exigidas pelo decreto. Já nos casos de prática abusiva, a penalidade pode alcançar R$ 500 milhões.

PACOTE DE MEDIDAS

O governo publicou em 7 de abril a medida provisória e decretos com as novas regras para conter os aumentos dos preços do diesel, do gás e da querosene de aviação causados pela guerra no Irã. O pacote inclui subsídios para as empresas que importam diesel e para os produtores nacionais, o QAV (Querosene de Aviação) e o biodiesel.

O ministro disse que as medidas foram um “absoluto sucesso”. Segundo ele, “o Brasil é o país que menos sofreu com a guerra”. Silveira declarou que não haverá desabastecimento de combustíveis e que os preços estão estáveis.

O secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, disse que já foram feitas 5.164 notificações contra postos de combustíveis que elevaram a margem de lucro. “É uma medida que traz transparência e informação, além de permitir identificar aquele que está cometendo uma prática abusiva”, afirmou.

Eis um resumo das medidas:

  • subvenções para produtores nacionais de diesel: R$ 6 bilhões (duração de 2 meses, prorrogáveis por 2 meses);
  • subvenção às empresas importadoras de diesel: R$ 2 bilhões (duração de 2 meses, prorrogáveis por 2 meses), há um custo de R$ 2 bilhões ao Estados que não entrou na conta da União;
  • subvenção inicial de R$ 0,32 por litro para importação: R$ 2 bilhões;
  • subvenção do GLP e retiradas dos impostos do QAV e biodiesel: R$ 500 milhões;
  • zerar as alíquotas do PIS/Cofins do diesel: R$ 20 bilhões em valores anualizados. A equipe econômica afirma que a cobrança do tributo deverá voltar após posteriormente, ainda em 2026, o que reduziria a renúncia fiscal.



Autor Poder360 ·


Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional argumenta que Justiça fundamentou decisão em “texto normativo absolutamente inexistente”

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional apresentou, nesta 5ª feira (9.abr.2026), recurso ao TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) contra a decisão que suspendeu a cobrança de imposto sobre exportação de petróleo bruto de cinco multinacionais. Eis a íntegra (PDF – 480 kB).

A liminar havia sido concedida na 3ª feira (7.abr) pelo juiz Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio. As empresas beneficiadas são Shell, Equinor, Petrogal, TotalEnergies e Repsol Sinopec. Eis a íntegra (PDF – 174 kB) da decisão.

O tributo de 12% foi instituído pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março de 2026 pela Medida Provisória 1.340. O magistrado avaliou que a cobrança possui caráter arrecadatório, o que poderia torná-la inconstitucional.

O governo federal, por sua vez, declarou que o juiz fundamentou sua decisão em um texto que não estava na MP. O documento assinado pelo procurador Vinícius Vaz Sanches afirma que a decisão citou um artigo com 3 parágrafos, cujo último item dizia que a receita seria destinada a “necessidades fiscais emergenciais da União”.

De acordo com o governo, esse texto não existe no Diário Oficial. “A decisão usa como principal fundamento para o deferimento da liminar um texto normativo absolutamente inexistente”, escreveu Sanches. 

A Procuradoria-Geral da Fazenda classifica a MP como extrafiscal e não exclusivamente arrecadatória. O recurso já foi aberto no TRF-2.

ENTENDA

O juiz Humberto de Vasconcelos Sampaio fundamentou a suspensão na avaliação de que o imposto possui finalidade arrecadatória. O magistrado citou trecho da própria Medida Provisória: “A receita decorrente da cobrança do imposto será destinada ao atendimento das necessidades fiscais emergenciais da União”.

Segundo o juiz, o texto demonstra que o próprio Poder Executivo reconhece o objetivo arrecadatório da cobrança. Isso configura “verdadeiro desvio de finalidade”, afirmou.

Enquanto a liminar estiver em vigor, as 5 multinacionais ficam desobrigadas de recolher o imposto de 12% sobre exportações de petróleo bruto. O TRF-2 analisará o recurso da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. A decisão poderá manter, modificar ou reverter a suspensão concedida pela 1ª instância.

A MEDIDA

O pacote de Lula foi adotado depois da alta do preço do petróleo no mercado internacional, associada à escalada das tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O diesel é considerado estratégico para a economia brasileira porque influencia o custo do transporte de cargas e, consequentemente, o preço de alimentos e de outros produtos.

O plano do governo tem duas ações principais: redução de tributos federais e criação de uma subvenção ao diesel. Segundo o Ministério da Fazenda, a MP foi desenhada para evitar que a alta internacional do petróleo se traduza diretamente em aumento de preços no país.

No caso do diesel, foi criada uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores. Ao mesmo tempo, o decreto 12.875 reduz impostos federais sobre o combustível.

A estimativa da equipe econômica era que a medida resultasse em queda de cerca de R$ 0,32 por litro no preço do diesel. Somadas, as duas medidas buscavam reduzir em R$ 0,64 por litro o preço do diesel.

No caso do combustível, o custo seria de R$ 10 bilhões para o Tesouro. 

QUEM PAGA A CONTA

O custo total das medidas seria financiado pelo Orçamento federal. Na prática, isso significa que os contribuintes arcariam com o impacto fiscal de R$ 30 bilhões.

A avaliação do governo é que a redução do preço do diesel pode ajudar a conter a inflação, já que o combustível tem forte influência sobre o custo do transporte de mercadorias no país.

Ao anunciar o pacote, Lula disse que o governo fez um “sacrifício enorme” para reduzir o preço do combustível. O presidente também pediu que governadores avaliem reduzir o ICMS sobre combustíveis nos Estados.

O ICMS é um imposto estadual e representa uma parcela relevante do preço final pago pelo consumidor nas bombas.

O petróleo bruto foi o principal item brasileiro exportado em 2025. Em dezembro, o Brasil vendeu US$ 3,88 bilhões da commodity. Desse total, 12% representam US$ 465 milhões, o equivalente a R$ 2,4 bilhões que poderiam ser arrecadados pelo governo federal se o patamar de exportação for mantido em 2026.



Autor Poder360 ·


Novas regras saíram em edição extra do Diário Oficial e valem até 31 de maio; pacote inclui subsídios para as empresas que importam diesel e para os produtores nacionais, o QAV (Querosene de Aviação) e o biodiesel

O governo publicou nesta 3ª feira (7.abr.2026) a medida provisória e decretos com as novas regras para conter os aumentos dos preços do diesel, do gás e da querosene de aviação causados pela guerra no Irã. O pacote inclui subsídios para as empresas que importam diesel e para os produtores nacionais, o QAV (Querosene de Aviação) e o biodiesel.

A MP e os decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial da União. Leia a íntegra (PDF – 221kB).

Desde o início do conflito iniciado por Estados Unidos e Israel contra o Irã, o preço do petróleo no mercado internacional disparou por causa do fechamento do estreito de Ormuz, no Oriente Médio, passagem por escoa cerca de 20% da produção mundial do produto. Os governos norte-americano e iraniano chegaram a um acordo nesta 3ª feira por um cessar-fogo na região mediante a reabertura do estreito por duas semanas. Neste período, os países irão negociar uma trégua permanente.

As novas regras entram em vigor imediatamente e valem até 31 de maio, com a possibilidade de serem prorrogadas por mais 2 meses. A MP precisa ser analisada pelo Congresso em um prazo de, no máximo, 120 dias. O pacote foi anunciado pela equipe econômica na 2ª feira (6.abr).

De acordo com o governo, as medidas custarão até R$ 31 bilhões às contas públicas em 2026. Mas, o Executivo alega que o impacto fiscal será neutro por causa do aumento da receita extraordinária com os royalties de petróleo.

Eis um resumo das medidas:

  • subvenções para produtores nacionais de diesel: R$ 6 bilhões (duração de 2 meses, prorrogáveis por 2 meses);
  • subvenção às empresas importadoras de diesel: R$ 2 bilhões (duração de 2 meses, prorrogáveis por 2 meses), há um custo de R$ 2 bilhões ao Estados que não entrou na conta da União;
  • subvenção inicial de R$ 0,32 por litro para importação: R$ 2 bilhões;
  • subvenção do GLP e retiradas dos impostos do QAV e biodiesel: R$ 500 milhões;
  • zerar as alíquotas do PIS/Cofins do diesel: R$ 20 bilhões em valores anualizados. A equipe econômica afirma que a cobrança do tributo deverá voltar após posteriormente, ainda em 2026, o que reduziria a renúncia fiscal.

O governo Lula criou duas subvenções ao óleo diesel que complementam a ajuda de custo de R$ 0,32 por litro publicada na Medida Provisória nº 1.340, publicada em 12 de março. A medida provisória dá uma subvenção adicional de R$ 1,20 por litro do combustível, cujo valor será pago pelos Estados (R$0,60) e União (R$ 0,60). O custo desta medida específica é de R$ 4 bilhões, sendo metade para o governo Lula (R$ 2 bilhões) e o restante para os demais entes.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, só 2 Estados não aderiram. Ele disse que o combustível tende a ficar mais caro nestes locais. A medida vale por 2 meses, prorrogáveis por mais 2 meses.

O governo também dará custeará redução de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil. O governo reservou até R$ 10 bilhões para a medida, mas o ministro do Planejamento afirmou que o custo efetivo será de R$ 6 bilhões.

A medida provisória também pune empresários que não repassarem a queda de preços. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que um projeto de lei em caráter de urgência ampliará os poderes da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Silveira disse que são “medidas coercitivas” contra aqueles que vão “atentar” contra a economia popular. Empresários que vão “infringir as leis” da economia popular passarão a ser punidos no CPF. É necessária uma “flagrante” irregularidade.

Ele declarou que o governo tem visto essa prática de forma “reiterada” nas ações da Polícia Federal, do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e ANP.

“Agora [a ANP] passa a ser, inclusive, fortalecida. Agora não só o agente no seu CNPJ, mas no CPF aqueles empresários que venham infringir as leis da economia popular. Passam a, também, serem punidos no CPF com relação aos abusos de preços no Brasil”, disse.

As empresas deverão adotar mecanismos para a suavização de preços, segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Ele declarou que não é “razoável” que o dinheiro da subvenção do pagador de imposto não resulte no preço mais barato do diesel.



Autor Poder360 ·


O primeiro levantamento detalhado sobre a sucessão em Goiás após a troca de comando no Estado aponta Daniel Vilela (MDB) na dianteira com 43,4%. Divulgada nesta terça-feira (7/4) pelo Instituto Paraná Pesquisas, a sondagem mostra o novo governador como herdeiro natural da força eleitoral de Ronaldo Caiado (PSD).

O favoritismo de Vilela ocorre em um momento estratégico, apenas uma semana após sua posse oficial no dia 31 de março. Os dados isolam o emedebista no principal cenário testado pela pesquisa e consolidam a hegemonia da base governista no território goiano.

Veja os números, na pesquisa estimulada (quando nomes são citados pelo entrevistador):

  • Daniel Vilela (MDB): 43,4%
  • Marconi Perillo (PSDB): 24,4%
  • Wilder Morais (PL): 11,5%
  • Adriana Accorsi (PT): 9,2%
  • Telemaco Brandão (Novo): 0,3%
  • Brancos/Nulos/Nenhum: 6,3%
  • Não sabem/Não responderam: 5%

Aprovação de Caiado é combustível para Vilela

Um dos principais fatores que explicam o desempenho de Daniel Vilela é o alto índice de aprovação da atual gestão. O ex-governador Ronaldo Caiado registra 84% de aprovação entre os goianos, o que projeta uma transferência de votos robusta para seu sucessor natural.

A desaprovação de Caiado é de apenas 12,5%, enquanto 3,5% não opinaram. Na avaliação qualitativa, o governo é considerado “ótimo ou bom” por 71,2% da população.

O ex-governador Marconi Perillo, embora figure em segundo lugar, enfrenta o maior índice de rejeição entre os candidatos citados, o que pode dificultar seu crescimento em um eventual segundo turno.

Já o senador Wilder Morais aparece como o principal nome da direita ligada ao bolsonarismo, mas ainda busca reduzir a distância para os dois primeiros colocados.

A pesquisa entrevistou 1.310 eleitores, entre os dias 1 e 3 de abril, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro do levantamento é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa realizada com recursos do próprio instituto está registrada no TSE sob o protocolo GO-09885/2026.

Gracinha Caiado lidera intenções ao Senado

O levantamento da Paraná Pesquisas também mostra que a ex-primeira-dama de Goiás Gracinha Caiado (União Brasil) lidera a disputa para o Senado no Estado, com 39,1% das intenções de voto. O senador Vanderlan Cardoso (PSD) e o deputado Gustavo Gayer (PL) aparecem tecnicamente empatados em 2º lugar, com 28,5% e 27,5%, respectivamente. Goiás terá duas vagas na Casa Alta em 2026.

Na sequência de Gracinha, Vanderlan e Gayer aparecem Dr. Zacharias Calil (União Brasil), com 22,4%, e Alexandre Baldy (PP), com 11,8%. Amauri Ribeiro (União Brasil) registra 6,3%, seguido por Luis Cesar Bueno (PT), com 4,3%. O vereador Oséias Varão (PL) soma 2,1%, enquanto Iure Castro (Cidadania) tem 1,9%.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Chegou à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), em meados de março, veto parcial do Poder Executivo a autógrafo de lei que institui a Política Estadual de Restauração Ecológica, com o objetivo de promover a recuperação de ecossistemas degradados, a conservação da biodiversidade e a mitigação das mudanças climáticas.

Na Casa de Leis, a obstrução parcial à iniciativa do deputado Antônio Gomide (PT)  tramita como processo nº 4936/26.

Propõe-se vetar, especificamente, da proposta de política de restauração ecológica, dispositivo que prevê instrumentos e ações estratégicas a serem implementadas pelo poder público.

Esses instrumentos e ações consistiriam em um Plano Estadual de Restauração Ecológica, a ser elaborado pelo órgão ambiental estadual, com metas e prioridades para a recuperação de ecossistemas; em incentivos fiscais e linhas de crédito para proprietários rurais que implementarem projetos de restauração; e em um banco de dados estadual para monitoramento das áreas restauradas.

Ao embasar o veto, a Secretaria de Economia apontou “a ausência da estimativa do impacto das despesas previstas, a previsão genérica de incentivos fiscais e a indevida imposição de obrigações ao Poder Executivo”.

Haveria potencial criação de despesas públicas e renúncia de receita, tornando “indispensável a estimativa do impacto orçamentário e financeiro exigida pelo art. 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal e pelo art. 16 da Lei Complementar federal n° 101 (Lei de Responsabilidade Fiscal), de 4 de maio de 2000.

Consultada quanto à constitucionalidade e à legalidade da matéria, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) disse ver nela “inconstitucionalidade formal subjetiva” por haver “interferência no funcionamento da administração pública estadual”.

O veto está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Alego, que deve emitir seu parecer por meio do relator a ser designado. Posteriormente, o veto é julgado em Plenário, podendo ser afastado pelos deputados estaduais, o que mantém o conteúdo originalmente proposto.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O vice-governador Daniel Vilela comandou, nesta sexta-feira (27/3), em Goiânia, a entrega de cerca de 80 veículos a 56 municípios goianos, dentro de mais uma etapa do programa Goiás do Crescimento e do Empreendedorismo. A iniciativa, que soma investimento aproximado de R$ 20 milhões, tem como objetivo fortalecer a estrutura das prefeituras e ampliar a capacidade de atendimento à população.

Os equipamentos entregues incluem carros, vans, caminhões, tratores e micro-ônibus, que passam a integrar a estrutura administrativa das cidades beneficiadas.

O programa estadual já acumula mais de R$ 210 milhões em investimentos e alcança os 246 municípios goianos, com ações que abrangem áreas como saúde, educação, assistência social, infraestrutura e desenvolvimento econômico.

A estratégia, conforme o governo, é descentralizar recursos e garantir que os serviços cheguem com mais eficiência à população.

Foto: Benedito Braga

O secretário de Estado de Relações Institucionais, Armando Vergílio, destacou que a iniciativa consolida um modelo de gestão baseado na cooperação entre Estado e municípios.

“Quando trabalhamos de forma integrada, ouvindo as demandas reais de cada cidade, conseguimos transformar necessidades em ações concretas e benefícios”, pontuou.

Representando os gestores municipais, a prefeita de Porangatu, Vanuza Valadares, ressaltou que o suporte estadual tem sido determinante para ampliar a capacidade de resposta das administrações locais. Já o presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, Joaquim de Castro, avaliou que o cenário atual oferece maior previsibilidade para o planejamento das gestões.

Segundo Daniel Vilela, a ação faz parte de uma política contínua de apoio aos municípios.

Foto: Benedito Braga

“Temos buscado compreender as dificuldades de cada município e entregar ferramentas que respondam às necessidades reais da população”, disse.

Aparecida recebeu veículos destinados à GCM

Entre os municípios contemplados está Aparecida de Goiânia, que recebeu dois veículos destinados à Guarda Civil Municipal (GCM), com foco no reforço das ações de segurança pública. Os equipamentos foram viabilizados por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Veter Martins.

Durante a solenidade, o vice-prefeito João Campos, que representou o prefeito Leandro Vilela, destacou o impacto direto da entrega.

Foto: Rodrigo Estrela

“Esses novos veículos vão fortalecer o trabalho da Guarda Civil Municipal, ampliando nossa capacidade de atuação e garantindo mais presença nas ruas. Essa entrega mostra que, quando há união entre o Governo de Goiás e os municípios, quem ganha é a população”, afirmou.

A entrega reforça a estratégia do Governo de Goiás de atuar de forma integrada com os municípios, ao mesmo tempo em que evidencia o impacto local das ações estaduais.

No caso de Aparecida, o reforço na estrutura da segurança pública se soma a outras iniciativas em andamento, ampliando a capacidade de resposta do município e consolidando a cooperação entre Estado e gestão municipal.

Autor Rogério Luiz Abreu


Na tarde desta sexta-feira, 27, foi realizada a 7ª Reunião do Fórum Goiano da Desburocratização, em parceria com a Federação das Associações dos Jovens Empreendedores e Empresários do Estado de Goiás (Faje Goiás), responsável pela promoção do evento “Catalisa”. A iniciativa é do deputado Virmondes Cruvinel (UB), que preside o fórum na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego).

No encontro, Virmondes Cruvinel afirmou que a Alego atua na promoção do diálogo com entidades da sociedade civil organizada, buscando soluções junto aos diferentes níveis de governo, e apontou a necessidade de ampliar o acesso à informação e utilizar ferramentas que contribuam para a desburocratização, incluindo a aplicação de inovação e de norma referente à inteligência artificial para agilizar atendimentos.

O professor Cristiano Grigório também participou das discussões e afirmou que o projeto atua em diferentes áreas, com destaque para a educação, defendendo a aplicação prática das propostas e avanços graduais. “Em cada fórum desse, a gente tem avançado de maneira positiva […] em cada etapa dessa, a gente avança novos degraus”, disse.

Já o presidente da Faje Goiás, Pedro Bueno, observou que o encontro permite discutir medidas relacionadas à relação entre governo e empresários, mencionando a existência de entraves e preocupações com taxas. Ele afirmou que a expectativa é de que a reunião contribua tanto para a formulação de soluções quanto para a reflexão sobre o momento político. “Eu espero que dessa reunião saiam não só as soluções das problemáticas que vão ser abordadas, mas também que a gente possa indagar esse novo momento que estamos vivendo no governo”, declarou.

Criado em 2023, o fórum tem como finalidade promover o estudo, a discussão e a proposição de medidas voltadas para simplificação e modernização da gestão pública, com foco na redução da burocracia e no aprimoramento dos serviços prestados à população.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O Governo de Goiás ampliou a infraestrutura pública em diferentes frentes nesta semana, com a entrega de uma nova unidade prisional em Caldas Novas e a reestruturação do aeródromo de Goiatuba, no Sul do estado. As obras reforçam ações voltadas à segurança pública e ao desenvolvimento econômico regional.

Na área de segurança, foi inaugurada a Unidade de Polícia Penal Regional de Caldas Novas, com capacidade para 400 detentos. Com o novo equipamento, o sistema penitenciário goiano atinge a marca de 2 mil vagas criadas nos últimos anos.

A estrutura foi projetada dentro de padrões de segurança máxima, aliando controle rigoroso a espaços voltados à educação e à reintegração social.

Foto: Lucas Diener

Durante a entrega, o governador Ronaldo Caiado destacou que a unidade busca garantir o cumprimento da pena com disciplina, mas também com possibilidades de ressocialização.

Foto: Lucas Diener

“Aqui, aquele que quiser realmente ser recuperado vai ter estrutura, mas vai cumprir pena com rigor”, afirmou.

O secretário de Segurança Pública, Renato Brum, ressaltou que a ampliação de vagas contribui para melhores condições no sistema. Segundo ele, a medida impacta tanto a segurança da população quanto a rotina dos profissionais da área.

Foto: Romullo Carvalho

O governo estadual também entregou a reforma do aeródromo de Goiatuba, obra executada pela Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes, com investimento de R$ 5,1 milhões. A intervenção incluiu pavimentação da pista, reestruturação de áreas operacionais e melhorias na segurança e sinalização.

A modernização da estrutura deve fortalecer a logística regional, especialmente no apoio às atividades do agronegócio, predominante na região. O vice-governador Daniel Vilela classificou a entrega como estratégica para ampliar o potencial econômico local.

Foto: Romullo Carvalho

Com perfil agroindustrial, Goiatuba concentra produção de grãos, pecuária e cultivo de cereais, o que amplia a relevância da infraestrutura aeroportuária para o escoamento da produção e deslocamento de empresários e investidores.

A ação simultânea do Estado em áreas distintas concluiu a estruturação da segurança pública e da gestão do sistema prisional; e em outra frente de trabalho, o investimento em logística e mobilidade, com impacto direto no desenvolvimento regional e na competitividade econômica de municípios do interior goiano.

Autor Rogério Luiz Abreu


O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), lançou neste sábado (14/3) as pré-candidaturas da chapa majoritária da base governista em Jaraguá. Com presença de 209 prefeitos e centenas de lideranças políticas, o ato marcou o lançamento da pré-candidatura do vice-governador Daniel Vilela (MDB) ao governo nas eleições de outubro.

A mobilização foi articulada diretamente por Caiado e Daniel Vilela, que convocaram lideranças de todas as regiões, em demonstração de força do grupo político que governa o estado desde 2019. Com a presença de mais de 86% dos prefeitos do estado, de representantes de todos os 246 municípios goianos e de mais de mil vereadores, o evento denominado “Pra Frente Goiás” reuniu mais de 15 mil pessoas no Clube das Cavalhadas, segundo estimativa dos organizadores.

Ao lançar Vilela como seu sucessor, Caiado fez um balanço de sua gestão e enfatizou que termina o mandato com a cabeça erguida e com a sensação de dever cumprido.

“Goiás não vai andar para trás. Vamos continuar avançando cada vez mais e Daniel terá a maior vitória que o estado já conseguiu após a saída de um governador com seus dois mandatos. Ele vai ganhar no primeiro turno, igual eu ganhei as duas eleições quando disputei o governo”, discursou Caiado.

“Vocês vão ver aqui em Goiás a maior mobilização política já feita no país. Vamos andar casa a casa, com vereadores, prefeitos e deputados. Vamos ver o que é um governo bem avaliado com resposta de votos”, acrescentou

Caiado projetou a eleição de 37 deputados da base aliada de 41 vagas na Assembleia Legislativa e 14 dos 17 deputados federais: ‘Esse é o governo que o povo deseja, para que seja ampliado e melhorado pelas mãos do Daniel Vilela”.

É o dia mais emocionante da minha vida política’

A tônica do evento foi a demonstração de apoio por parte das lideranças municipais ao projeto de continuidade do governo estadual, no momento de transição entre a gestão Ronaldo Caiado e a de Daniel Vilela, que assume o governo em 31 de março. Com passagem pelos cargos de vereador, deputado estadual e deputado federal, Vilela tem bagagem política e atua como vice-governador desde 2023.

“Eu já participei de muitos momentos da vida política do nosso estado, mas devo confessar que o dia de hoje é o mais emocionante da minha vida política”, comentou Vilela, ao agradecer a presença de todas as lideranças políticas e destacar que “vieram para trazer o reconhecimento e agradecimento ao nosso governo pelo que temos feito pelos municípios”.

Demonstração de capilaridade política e unidade da base governista estadual: Jaraguá se tornou a “capital política” do estado

“Essa é uma grande demonstração da nossa força política e será, sem dúvida nenhuma, determinante para que possamos ganhar as eleições no primeiro turno”, projetou o vice-governador.

Ele agradeceu o apoio dos correligionários e prometeu dar continuidade à gestão de Caiado.

“Vamos ser eternamente gratos por essa disposição que vocês têm demonstrado de estar ao nosso lado e continuar lutando para que Goiás continue no caminho certo. Caiado me deu a oportunidade de ser vice-governador e ser parte ativa desse governo. E quando assumir a gestão, podem ter certeza de que vamos continuar no mesmo ritmo de trabalho e na mesma determinação para continuar garantindo as conquistas e avanços que Goiás alcançou sob a liderança de Caiado e Gracinha”, finalizou Daniel Vilela.

A primeira-dama Gracinha Caiado, que também lançou sua pré-candidatura ao Senado durante o evento, agradeceu a parceria das lideranças políticas e a sintonia com Daniel Vilela na gestão dos programas do governo.

“Ver tantas lideranças aqui hoje mostra a força do nosso projeto, que transformou Goiás. Daniel é um grande parceiro, um jovem preparado, inteligente e que saberá dar continuidade a esse projeto de transformação. Um projeto baseado em valores fortes e em luta”, discursou.

José Délio Jr., prefeito de Hidrolândia e presidente da Associação Goiana dos Municípios: “Sentimento é de esperança e continuidade”

Presidente da Federação Goiana dos Municípios (FGM) e prefeito de Jaraguá, Paulo Vitor Avelar classificou o lançamento da chapa como “o maior evento político fora da capital do Estado que já aconteceu na história recente da política goiana”. Para ele, a presença de lideranças políticas dos 246 municípios goianos representa a aprovação dos prefeitos à gestão de Caiado e à continuidade da gestão com Vilela.

Para Zé Délio Jr., prefeito de Hidrolândia e presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM), “o sentimento é de esperança, pois temos a certeza que Daniel continuará esse legado de sucesso que foi esse governo”.

Adesão de oposicionistas

Vista como mais uma demonstração da força do grupo político governista, a mobilização em Jaraguá amplia a base governista com a adesão de ex-aliados de adversários diretos ao Executivo estadual. Diversos políticos goianos procuraram Daniel Vilela nas últimas semanas para demonstrar apoio à sua candidatura, como o deputado federal Daniel Agrobom, que anunciou sua saída do PL, e seu filho Daniel Júnior, prefeito de Bom Jesus de Goiás, que também deve deixar a sigla.

Outras baixas na oposição foram do prefeito de Pilar de Goiás, Tiagão; do gestor de Ouro Verde de Goiás, Rodrigo Fonseca; e da deputada federal Lêda Borges, que declararam apoio ao projeto de Vilela. Lêda trocou o PSDB pelo Republicanos. O deputado estadual Paulo Cezar Martins, do PL, também anunciou, durante a semana, sua filiação ao MDB, na próxima quinta-feira (19/3).

Lideranças nacionais prestigiam ato

Prestigiando o evento, o presidente nacional MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), lembrou do legado do pai de Daniel Vilela, o ex-governador Maguito Vilela.

“Quando eu estive em Goiânia, seu pai me falou que o MDB deveria voltar a ser o ponto de equilíbrio. Nós adotamos isso como lema para o MDB nacional, e é exatamente o que você significa para nós: um jovem, uma renovação”, discursou.

Presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab prestigiou filiação de Caiado ao partido

Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, destacou a força política de Caiado durante o evento, que também marcou a filiação do governador ao partido.

“O Brasil deve muito a você, Caiado. Ao se filiar ao PSD, deu ao país a esperança de um projeto forte. Ninguém tem dúvida de que se o Brasil tiver o privilégio de ter Caiado como presidente, será um dos melhores da história do país”, enfatizou.

“E Daniel Vilela tem a responsabilidade de dar sequência a uma gestão tão bem avaliada. Com sua juventude, mas carregado de experiência, você é a pessoa certa”, destacou.

Pré-candidatos ao Senado

O evento em Jaraguá marcou também o lançamento das pré-candidaturas ao Senado do deputado federal Zacharias Calil, recém filiado ao MDB, e do ex-deputado federal Alexandre Baldy (Progressistas), que endossaram o apoio à eleição de Daniel Vilela. Além dos dois, a base governista tem Gracinha Caiado (UB) e Vanderlan Cardoso (PSD) como pré-candidatos às duas vagas de senador.

“Caiado entrega Goiás a esse jovem para que ele possa dar continuidade aos programas que transformaram a vida dos goianos. Daniel, você contará com a nossa federação para que possa te conduzir ao governo”, enfatizou Baldy ao mencionar a federação do Progressistas com o União Brasil.

Vanderlan Cardoso: “O Senado precisa de gente municipalista, que chegue para resolver os problemas”

Candidato à reeleição, o senador Vanderlan Cardoso, presidente estadual do PSD, classificou Daniel Vilela como a “esperança em continuidade”. Para o parlamentar, Vilela irá superar o trabalho desenvolvido por Caiado à frente do governo de Goiás.

“A continuação é isso”, resumiu.

Vanderlan esclareceu ainda a importância da pluralidade de nomes lançados na chapa governista para disputar o Senado: “Cada um tem seu trabalho para apresentar. Não é disputa, nem briga. O Senado precisa de gente municipalista, que chegue para resolver os problemas do nosso Estado”.

O presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (PRD), declarou a necessidade de dar continuidade à boa gestão estadual.

“Esperamos que Daniel Vilela tenha êxito no primeiro turno. Nós precisamos dar continuidade a esse belíssimo trabalho que vem sendo realizado pelo governador Caiado, que tem gerado resultados positivos para a população, com obras que trazem melhoria para a qualidade de vida da nossa gente. Nós, deputados e deputadas, vamos trabalhar para a vitória em primeiro turno”, enfatizou.



Autor Manoel Messias Rodrigues