Entenda por que o governo Lula não classifica PCC e CV como “terroristas”
Lidiane 29 de maio de 2026
Há receio de que a classificação por parte dos EUA facilite intervenções unilaterais norte-americanas, causando também prejuízos à economia brasileira
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se opõe à classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas desde quando os Estados Unidos começaram a sinalizar essa possibilidade. Nesta 5ª feira (28.mai.2026), o Departamento de Estado norte-americano anunciou a classificação das duas facções como FTO (Organizações Terroristas Estrangeiras, em português). Leia a íntegra (804 – kB).
Há uma avaliação de que essa medida possa facilitar intervenções unilaterais norte-americanas no Brasil –preocupação ampliada após a invasão da Venezuela, em fevereiro deste ano. Além disso, o risco de que a classificação prejudique a economia nacional é analisado.
Em nota divulgada após o anúncio desta 5ª feira (28.mai), o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, afirmou que a “segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável”.
Nos Estados Unidos, a designação de uma organização estrangeira como terrorista desencadeia:
- congelamento de ativos financeiros;
- restrições de imigração aos integrantes;
- criminaliza o fornecimento voluntário de apoio material ou recursos ao grupo classificado;
- integrantes estrangeiros não são admitidos nos Estados Unidos e podem ser retirados do país.
O Planalto afirma que a medida amplia uma divergência jurídica já existente com Washington e pode causar efeitos colaterais sobre instituições financeiras brasileiras, já que a legislação norte-americana permite sanções a bancos e empresas que operem com organizações enquadradas nessa categoria, mesmo sem conhecimento direto da ligação com os grupos.
As organizações criminosas estrangeiras são designadas pelo secretário de Estado de acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA. A organização deve cumprir os seguintes requisitos:
- ser estrangeira;
- estar envolvida em atividades terroristas ou ter capacidade e intenção de se envolver nesse tipo de atividade;
- atuação do grupo deve ameaçar a segurança de cidadãos norte-americanos ou a segurança nacional dos Estados Unidos.
RELAÇÃO BRASIL E EUA
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em março. O governo dos EUA sinalizou que enquadraria as duas facções como “terroristas”. Disse que as facções criminosas são “ameaças significativas à segurança regional”.
Dois meses depois, o Brasil informou aos Estados Unidos que não concordava com a classificação. A questão foi abordada em uma reunião em Brasília com a presença de autoridades brasileiras e representantes norte-americanos liderados por David Gamble, chefe interino de coordenação do Departamento de Sanções dos Estados Unidos.
O governo avalia que o PCC e o Comando Vermelho não se enquadram na definição de “terrorismo” definida na legislação brasileira, por atuarem com motivação econômica e controle territorial, e não ideológica.
O tema não foi tratado na reunião entre Lula e Trump em 7 de maio. Segundo o próprio presidente, o assunto não entrou na conversa sobre segurança e combate ao crime.
Na ocasião, Lula afirmou: “Não discutimos facção criminosa e terrorismo com o presidente Trump partindo dele falar de alguma facção no Brasil”.
O governador Daniel Vilela, acompanhado da coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Iara Vilela, cumpriu uma intensa agenda de compromissos nesta quinta-feira (21/5) em Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Em uma forte linha de atuação que unificou assistência social e segurança pública, o chefe do Executivo goiano abriu oficialmente o mutirão de serviços do Goiás Social, com a entrega de cerca de 1,4 mil cartões de transferência de renda, e inaugurou a nova sede da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), consolidando o município como foco estratégico de investimentos e modernização do Estado.
As ações integradas visam combater a vulnerabilidade social e criar condições de emancipação, ao mesmo tempo em que fortalecem a repressão ao crime e o acolhimento humanizado na região.
“Goiás possui hoje a maior e melhor rede de proteção social do Brasil, resultado de um trabalho contínuo. Aqui, em Planaltina, aproximamos as pessoas dos serviços públicos”, destacou Vilela.
O prefeito de Planaltina, Zezinho do Planalto, comemorou o pacote de benefícios recebidos pelo município: “O serviço social chega a quem mais precisa e a nova delegacia representa mais proteção para a nossa população, especialmente para as mulheres.”
Rede de Amparo e Transferência de Renda
A estrutura itinerante do Goiás Social levou atendimentos de saúde, cidadania e qualificação profissional ao município. A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) também participou ativamente da força-tarefa com a entrega de donativos que somam 7,8 mil benefícios. A primeira-dama Iara Vilela reforçou que o Entorno agora vive uma nova realidade, marcada por um governo presente na vida das pessoas.
Nesta edição, a entrega de cartões de programas estaduais de transferência de renda foi dividida por públicos-alvo específicos:
* Mães de Goiás: Destinação de 1.164 cartões no valor de R$ 300 mensais, alcançando a marca de 6,3 mil mães contempladas na cidade desde 2021;
* Goiás por Elas: Voltado exclusivamente a mulheres em situação de violência doméstica, com a liberação de 213 cartões;
* Dignidade: Destinado a pessoas idosas de 60 a 64 anos em situação de pobreza ou extrema pobreza, com 53 cartões entregues;
* Goiás + Inclusivo: Que contempla diretamente pessoas com deficiência de até 17 anos, somando 29 cartões nesta etapa.
Os atendimentos à comunidade seguem até sexta-feira (22/5), com vacinação, exames oftalmológicos, emissão de documentos e assistência jurídica de forma contínua.
Reforço Estrutural na Proteção à Mulher
Paralelamente às ações de cidadania, a segurança pública recebeu um reforço histórico em Planaltina com a inauguração da nova sede da Deam. O prédio passou por uma ampla reforma e revitalização para garantir um ambiente seguro e adequado.
O complexo recebeu um investimento expressivo de R$ 800 mil provenientes do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) para a execução das obras, além de R$ 110 mil destinados ao mobiliário, oriundos do Ministério Público do Trabalho (MPT-GO).
O delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, ressaltou que a nova estrutura conta com salas de escuta especializada, projetadas para mitigar o trauma da vítima no momento da denúncia. A delegada titular da Deam local, Lucilene Guimarães, celebrou a união de esforços entre as instituições para entregar um espaço totalmente humanizado e preparado para o acolhimento. Com esta inauguração, o Estado passa a contar com 26 unidades da Deam em pleno funcionamento.
Fomento ao Esporte Comunitário
Durante a agenda festiva no município, Daniel Vilela também realizou a entrega oficial do novo campo sintético de futebol society de Planaltina de Goiás.
Foram investidos mais de R$ 500 mil na construção da praça esportiva de 1.440 metros quadrados de área construída, equipada com grama sintética, sistema de drenagem, alambrado e iluminação moderna. O espaço tem como objetivo principal fomentar projetos sociais e de iniciação esportiva para os jovens da comunidade.
Pré-candidato criticou governo atual e disse que presidente impede que Brasil tenha espaço internacional
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) disse, nesta 6ª feira (22.mai.2026), que o governo de Lula ainda está no “Brasil colônia”. A crítica foi feita durante uma entrevista concedida pelo candidato ao veículo O Antagonista.
De acordo com Caiado, o governo do PT (sobretudo de Lula) é responsável por impedir o desenvolvimento técnico-científico do país e o aproveitamento de riquezas naturais. Caiado afirmou que falta “uma política de levar o conhecimento e a oportunidade aos jovens” para que sejam competitivos no mercado internacional.
“Nós perdemos essa luta, nós perdemos a energia renovável, combustível renovável, nós perdemos a globalização, nós estamos perdendo a inteligência artificial. Nós não sabemos utilizar nossas riquezas minerais […]. Nós estamos no mesmo período do Lula, é o período Brasil colônia, exportando pau-brasil. Até hoje, exportando matéria-prima. Então, esse é o retrocesso que os 20 anos do PT comandando o país levou, […] onde os setores produtivos estão todos falidos”, afirmou.
Na entrevista, Caiado também reafirmou que é “um homem da ciência” e que mantém planos de governo já mencionados antes, como a concessão da anistia para os acusados do 8 de janeiro.
Empresas terão recursos de até R$ 330 milhões, desde que o valor não passe de 1,6% do seu faturamento anual
O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou nesta 4ª feira (20.mai.2026) uma resolução que cria uma linha emergencial de crédito de até R$ 1 bilhão para companhias aéreas brasileiras. A reunião do CMN, originalmente marcada para 5ª feira (21.mai), foi antecipada.
A nova linha de financiamento regulamenta o art. 21 da Medida Provisória nº 1.349, de 7 de abril de 2026. De acordo com o CMN, os recursos deverão ser usados exclusivamente para o pagamento de despesas diárias operacionais, como combustíveis, manutenção, fornecedores e folha salarial.
O teto do empréstimo por empresa será de R$ 330 milhões, limitado a até 1,6% do faturamento bruto que a companhia registrou em 2025. O governo fixou o teto individual para evitar a concentração do socorro financeiro e garantir que o R$ 1 bilhão seja distribuído entre diferentes concorrentes do setor.
O conselho colegiado, formado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o objetivo do governo é garantir a liquidez imediata.
Além disso, o conselho reforça que o capital de giro das empresas que operam voos domésticos deve ser regular. O setor enfrenta alta de custos operacionais puxada pelo encarecimento do querosene de aviação, impactado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, de acordo com informações publicadas pelo CMN.
Em maio, as companhias aéreas brasileiras tiveram uma queda de 4,3% na oferta diária de voos na comparação ao início de abril, o que representa 93 viagens a menos todos os dias. O volume cortado tira de operação 31 aeronaves de grande porte e representa cerca de 14.000 assentos diários a menos para os passageiros.
OPERACIONALIZAÇÃO DO CRÉDITO
A operacionalização do crédito será feita em parcela única em contas do Banco do Brasil. O prazo limite para a liberação dos recursos aos tomadores é 28 de junho de 2026.
As companhias aéreas terão um prazo curto, de até 6 meses, para quitar o empréstimo. A amortização será feita em parcela única apenas no vencimento final do contrato.
Os encargos financeiros cobrados serão equivalentes a 100% da taxa média do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Em caso de inadimplência, incidirão juros de mora de 1% ao mês e multa de 2% sobre o valor devido.
ACESSO AO SOCORRO FINANCEIRO
Para acessar o socorro financeiro, as companhias precisam de habilitação do Ministério de Portos e Aeroportos. A norma exige que as empresas apresentem declarações formais comprovando os impactos negativos da alta dos combustíveis, a necessidade da linha emergencial, a inexistência de impedimentos judiciais e a capacidade de pagamento do empréstimo.
Senadora Leila do Vôlei deve compor a chapa; vagas de vice-governador e de suplentes para o Senado seguem em aberto
O Diretório Regional do PT no Distrito Federal oficializou nesta 3ª feira (19.mai.2026) as pré-candidaturas de Leandro Grass ao Governo do Distrito Federal e da deputada federal Erika Kokay ao Senado.
O evento da Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PC do B, foi realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, com a presença de apoiadores do partido.
Grass ficou em 2º lugar na corrida ao Palácio do Buriti em 2022. Ele é crítico da atual gestão e reforça em seus discurso o desgaste dos indicadores de assistência social, saúde e educação no Distrito Federal.
O pré-candidato deixou a presidência do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 2 de abril para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral. A regra determina o afastamento de ocupantes de cargos no Poder Executivo antes da disputa eleitoral.
Deputada federal desde 2011, Érika Kokay foi anunciada em 2025 como pré-candidata ao Senado em 2026. Seu nome foi o 1º da esquerda brasiliense para concorrer a uma das duas vagas na Casa Alta neste ano.
CRÍTICAS AO GDF
Durante seu discurso, Kokay criticou a gestão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) e de sua vice, a atual governadora do DF, Celina Leão (PP).
“Estamos aqui para dizer que vamos transformar esta cidade! Vamos subir a rampa do Palácio do Buriti para dizer que esta cidade não pode ser a cidade onde se assiste ao verdadeiro saque às finanças públicas, não pode ser a cidade onde o governo se abraça com o empresariado e fica de costas para o povo que aqui habita”, disse a pré-candidata.
Grass acompanhou as críticas e afirmou que, enquanto o Brasil “anda para frente”, Brasília está “andando para trás”. O pré-candidato disse haver um enfraquecimento do BRB com o caso do Banco Master. Segundo o petista, o projeto do PT para o DF irá enfrentar a “extrema direita”.
“Essa direitinha, incompetente, que colocou Brasília no pior momento da sua vida. Ninguém está aqui porque recebeu dinheiro do Master. Ninguém está aqui porque recebeu dinheiro de propina”, afirmou Grass.
Durante todo o evento, os discursos destacaram que Brasília deveria ter um governador alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Afirmaram também a importância de que Lula vença no 1º turno as eleições de outubro. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, enviou um vídeo ao evento reforçando tais declarações.
CHAPA
Além da confirmação de Grass e Kokay pela federação, a senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) é pré-candidata à reeleição e deve compor a chapa. A estutura definitiva, contudo, ainda não foi formada: as vagas para vice-governador e as duas suplências ao Senado seguem abertas.
Estavam entre os presentes:
Projeto de Lei do Planalto definirá transição, acordos coletivos e regras para setores depois da mudança constitucional
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer usar o projeto de lei já enviado ao Congresso para regulamentar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho e extingue a escala 6 x 1. A proposta será usada para detalhar regras de transição e especificidades de cada categoria profissional.
O acordo foi fechado nesta 4ªfeira (13.mai.2026) entre o Palácio do Planalto e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A PEC estabelece as diretrizes gerais da mudança: jornada máxima de 40 horas semanais, manutenção dos salários e garantia de 2 dias de folga por semana.
Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a Constituição não permite detalhar todas as regras necessárias para implementar a nova jornada.
“O ajuste da jornada não cabe só na PEC”, afirmou o ministro. Segundo ele, o texto constitucional tratará apenas das “condicionantes gerais” da mudança.
O projeto de lei ficará responsável pela regulamentação infraconstitucional. O texto deve definir regras de transição, parâmetros para negociações coletivas e diferenças aplicáveis aos setores da economia.
Marinho afirmou que parte das definições será delegada às convenções coletivas. Disse também que a legislação ordinária não consegue prever todas as especificidades dos “microsetores” da economia.
O governo avalia que a tramitação da PEC e do projeto de lei deve ocorrer em paralelo. A expectativa é aprovar primeiro a emenda constitucional e, na sequência, concluir a regulamentação.
A PEC já tramita em comissão especial da Câmara e deve chegar ao plenário ainda em maio. Segundo Marinho, caberá a Motta decidir se o projeto será analisado pela Comissão de Trabalho ou por um colegiado específico.
O Planalto admite apresentar um novo projeto de lei caso a Câmara considere necessário durante a tramitação. A base da regulamentação, porém, deve ser o texto já encaminhado pelo Executivo ao Congresso.
Leia também:
Medida permite que motoristas paguem só o valor do pedágio, eliminando a cobrança da multa administrativa e a pontuação na CNH
O governo federal anunciou a suspensão por 200 dias da cobrança de mais de 3,5 milhões de multas aplicadas a motoristas que não estavam em dia com o sistema de cobrança free flow, ou seja, os pedágios com cobrança eletrônica por meio de tags. O anúncio foi feito nesta 3ª feira (28.abr.2026) pelo ministro dos Transportes e presidente do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), George Santoro, e pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
A medida prevê que usuários com débitos em concessionárias possam quitar só o valor do pedágio. Caso o pagamento não seja realizado até o dia 16 de novembro, o valor da infração por evasão de pedágio, de R$ 195, e o registro dos 5 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) serão aplicados.
A nova resolução do Contran, que estabelece o novo regime de cobrança, será publicada nesta 4ª. Também prevê a suspensão do pagamento de novas multas por evasão de pedágio até o fim do prazo.
Dos 3,5 milhões de multas registradas nos últimos 3 anos, período da implementação dos pórticos de cobrança automática, quase 1,2 milhões foram registradas no Rio Grande do Sul. Outras 1,4 milhões foram em rodovias federais. Minas Gerais registrou 62 mil multas.
O ministro George Santoro afirmou que a resolução também estabelece a restituição do valor da multa para quem já realizou o pagamento. No caso das aplicadas em rodovias federais, o valor a ser restituído alcançará R$ 93 milhões.
Perguntado sobre o que motivou a suspensão, o ministro disse que foi o reconhecimento por parte do governo de que não houve comunicação adequada com os usuários das rodovias federais e estaduais sobre o funcionamento do sistema de cobrança e de pagamento das multas.
“Em qualquer situação que você tenha um devedor que não foi devidamente comunicado do débito dele e ele não sabe nem a quem pagar, na maioria das vezes”, afirmou. “Imagina uma pessoa que saia de Belo Horizonte e percorra um caminho maior até o Rio Grande do Sul, ele pode passar por umas 5 concessões de 3 Estados diferentes, 3 reguladores diferentes. Ele não sabe a quem recorrer para pagar”, concluiu.
SISTEMA UNIFICADO
A resolução também impõe obrigações às concessionárias, que terão 100 dias para implantar um sistema unificado de pagamento. Atualmente, motoristas sem dispositivos eletrônicos (tags) precisam buscar os sites de cada concessionária individualmente para quitar débitos, o que dificulta o processo por nem sempre se saber qual empresa administra cada trecho, diz o ministro.
O novo modelo deve ser integrado à CNH digital, permitindo o acesso direto a boletos eletrônicos de diferentes operadoras em um só lugar. A medida visa dar transparência ao processo de cobrança e reduzir a inadimplência involuntária no sistema de pórticos eletrônicos.
Eis a coletiva de imprensa em que o anúncio foi realizado (39min53s):
O Governo de Goiás realiza neste sábado (25/4) mais uma edição do Dia D da qualificação e emprego, com oferta de cursos gratuitos, serviços à população e encaminhamento para vagas de trabalho. A ação ocorre das 8h às 17h, em unidade do Colégio Tecnológico do Estado de Goiás (Cotec), no Parque Amazônia, em Goiânia.
A iniciativa busca ampliar o acesso à qualificação profissional e facilitar a inserção no mercado de trabalho. Durante o evento, os participantes poderão se matricular em cursos em áreas como extensão de cílios, confeitaria, alongamento de unhas, corte e costura e costura criativa, com foco na geração de renda.
Nos cursos voltados ao empreendedorismo, os alunos que concluírem a formação e atenderem aos critérios de vulnerabilidade socioeconômica poderão acessar benefícios de programas estaduais, como a Bolsa Qualificação, no valor de R$ 250 mensais, e o Crédito Social, com possibilidade de financiamento de até R$ 5 mil para abertura de pequenos negócios.
O secretário de Estado da Retomada, César Moura, destaca que a proposta é aproximar a população das oportunidades. “Com o Dia D, o Governo de Goiás atua para facilitar o acesso à formação, acelerar a empregabilidade e criar caminhos reais para geração de renda”, afirmou.
Oportunidades abrangem diferentes perfis profissionais
Além da qualificação, o evento contará com encaminhamento para cerca de 2,5 mil vagas de emprego em Goiânia, Aparecida de Goiânia e região, por meio do programa Mais Empregos. As oportunidades abrangem diferentes perfis profissionais, com salários que podem chegar a R$ 4 mil.
A programação inclui ainda serviços gratuitos, como atendimentos de saúde, orientações sociais, massagem, maquiagem e corte de cabelo. Em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), também serão oferecidos serviços como emissão de carteira do idoso, carteira de identificação do autista e Passe Livre da Pessoa com Deficiência.
Outro destaque são as oficinas práticas, com atividades como produção de bombons e confecção de ecobags, voltadas à geração de renda e com temática relacionada ao Dia das Mães. As inscrições serão realizadas no local, mediante distribuição de senhas.
A ação integra a estratégia do governo estadual de promover qualificação, inclusão produtiva e acesso a serviços, concentrando atendimentos em um único espaço para ampliar o alcance junto à população.
Nota do partido cita venda de mineradora a grupo dos Estados Unidos como alerta; Planalto descartou nova estatal para terras raras
A bancada do PT (Partido dos Trabalhadores) na Câmara dos Deputados defendeu, em nota publicada nesta 5ª feira (23.abr.2026), a criação da Terrabras, uma empresa pública voltada ao controle e refino de minerais estratégicos.
A proposta, articulada pelo líder do partido, deputado Pedro Uczai (PT-SC), sugere a reformulação da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) para gerir ativos como as terras raras sob um regime de partilha.
Na 4ª feira (22.abr) o governo havia se manifestado de forma contrária à criação da Terrabras por considerar a pauta de médio prazo, associada a um eventual novo mandato de Lula.
O posicionamento da bancada, segundo a nota, é uma resposta à venda da mineradora Serra Verde (GO) para a norte-americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões (aproximadamente R$ 14 bilhões). Para a legenda, o episódio reforça a necessidade de “soberania econômica” frente à disputa internacional por insumos da transição energética e da indústria de defesa.
REFORMA DA CPRM
O projeto petista tem como foco remodelar a CPRM, empresa pública de 1969, e não criar uma nova estatal do zero. A intenção é que o Estado atue em toda a cadeia, da pesquisa mineral ao processamento e agregação de valor, evitando que o país seja apenas um exportador de minério bruto.
REGIME DE PARTILHA E “BETS”
A bancada defende que os minerais estratégicos sigam o modelo de partilha, similar ao adotado no pré-sal. O sistema garante ao Estado participação direta nos lucros e poder de decisão sobre o destino da produção.
Na nota oficial, o partido vincula a pauta a outras frentes de atuação da bancada, como:
- Setor energético: reestatização da BR Distribuidora e de refinarias;
- Regulação: proibição das apostas esportivas (bets);
- Indústria: metas de industrialização vinculadas à extração mineral.
Segundo Uczai, o controle estatal é necessário para evitar a “submissão” de recursos brasileiros a cadeias externas, citando especificamente o suprimento da indústria bélica internacional. O deputado afirma que o tema exige “coragem política” para garantir o desenvolvimento nacional.
Paulo Azi é cotado para ser o relator da proposta, mas Planalto quer protagonismo na construção do texto; Motta tenta manter o aliado
Relator da PEC (Propostas de Emenda a Constituição) da escala escala 6 X 1 na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) é cotado para continuar na relatoria na comissão especial e, consequentemente, no plenário.
O problema é que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está insatisfeito. Azi já disse a aliados que é a favor de um texto meio-termo. Reduzir a jornada de trabalho só para 40 horas semanais em vez de 36, com tempo de adapatação e compensação para as empresas afetadas –como a desoneração da folha de pagamento.
Já o governo quer a implementação imediata. A pauta é o principal trunfo na corrida de Lula em busca do 4º mandato. A isenção do IR (Imposto de Renda) não rendeu os louros que esperava o Planalto.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), vai decidir na 6ª feira (24.abr) o dia em que irá instalar a comissão especial. Mas será na semana que vem.
Há varios partidos que cobiçam a presidência e a relatoria da comissão. O PT quer emplacar alguém com bom trânsito com a bancada e o Planalto, mas não necessariamente da leganda. Motta quer manter Azi na relatoria. O grupo de oposição ao governo federal também.
O presidente da Câmara disse a aliados que não vai colocar ninguém comprometido ideologicamente para não prejudicar a tramitação da proposta.

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