4 de junho de 2026
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Dirigente diz que houve falha estratégica e afirma que partido assinou pedido próprio

O presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, afirmou que a legenda cometeu um erro ao não assinar o requerimento para a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Banco Master.

A declaração foi dada em entrevista à jornalista Vera Rosa, do jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta 6ª feira (1º.mai.2026). Para Edinho, a base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria ter assumido o protagonismo das investigações.

“O PT deveria ter assinado a CPI do Banco Master. Foi um erro que o PT cometeu”, declarou o presidente do partido. Segundo ele, há uma concepção no meio político de que comissões de inquérito paralisam o Congresso e o governo, mas ponderou que a gravidade das denúncias exigia uma atitude diferente.

Após a entrevista, o dirigente informou ao jornal que a bancada petista assinou um requerimento próprio de CPI protocolado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), mas optou por não subscrever o pedido formulado pela oposição.

ORIGEM NO GOVERNO BOLSONARO

Ao comentar a fraude financeira, Edinho buscou afastar o desgaste do atual governo. Afirmou que o Banco Master foi criado e teve operações fraudulentas autorizadas pelo Banco Central durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“As operações que depois foram demonstradas fraudulentas foram autorizadas pelo Banco Central na gestão do Campos Neto (indicado por Bolsonaro)”, disse o dirigente. Segundo ele, foi o presidente Lula quem determinou à Polícia Federal que estruturasse as investigações para apurar as denúncias de corrupção.

Questionado sobre as menções a políticos do PT da Bahia no relatório da PF, como o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa (Casa Civil), Edinho negou qualquer envolvimento ilícito. O petista defendeu que a verdadeira questão a ser respondida é o motivo pelo qual o banco foi autorizado a operar sem lastro financeiro no governo anterior.

DERROTAS E SISTEMA POLÍTICO

A avaliação sobre a CPI ocorre na esteira de uma semana de reveses para o Palácio do Planalto no Congresso Nacional. Edinho criticou duramente a rejeição, pelo Senado, do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.

Ele classificou o bloqueio ao atual advogado-geral da União como um “grave erro” que gera instabilidade institucional e reflete a intenção do Legislativo de enfraquecer o Judiciário.

Outro ponto de crítica foi a derrubada do veto presidencial ao projeto que reduz as penas dos condenados pelos atos extremistas de 8 de Janeiro. Para Edinho, ao aprovar a medida, o Congresso “vira as costas para a sociedade” e ignora a gravidade da tentativa de ruptura democrática.

Diante dos atritos, o presidente do PT declarou que o modelo político brasileiro “ruiu” e está “totalmente destruído”.

Ele citou como sintoma desse esgotamento o volume de emendas parlamentares impositivas, que devem somar R$ 60 bilhões no Orçamento de 2026. Segundo Edinho, as emendas se tornaram uma “moeda de troca” que usurpa o poder do Executivo e enfraquece o sistema político.

TERRAS-RARAS E SOBERANIA

Na entrevista, Edinho também criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por declarações dadas nos Estados Unidos sobre as reservas de terras-raras. O petista classificou como um “absurdo” a fala do congressista de oferecer os minerais brasileiros como solução para a indústria tecnológica e de defesa norte-americana.

Segundo o petista, o tema reforça a necessidade de um projeto de desenvolvimento nacional soberano. Edinho afirmou que o governo Lula vê esses recursos como base para a revitalização industrial do país, e não apenas como commodity para exportação.

REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO

Edinho Silva também defendeu o fim da escala de trabalho 6 X 1, classificando a resistência à medida como “falta de inteligência”. Para o presidente do PT, o Brasil precisa discutir seriamente a redução da jornada diante do avanço tecnológico e da diminuição do número de postos de trabalho.

O dirigente afirmou que a proposta do governo de reduzir a carga horária para 40 horas semanais é uma medida necessária para permitir que o ganho de produtividade resulte em consumo. “Se não for assim, não adianta aumentar a produtividade. Não vai ter quem consuma”, argumentou.

Diante das turbulências e da queda de braço com o Congresso, o dirigente disse que não existe a hipótese de Lula não disputar o pleito de 2026. Edinho afirmou que o atual chefe do Executivo é o candidato do partido e o líder mais preparado para conduzir o país.



Autor Poder360 ·


Após derrota no Senado, advogado-geral da União compartilhou trecho de discurso do famoso antropólogo e político

O advogado-geral da União, Jorge Messias, usou seu perfil no X na 5ª feira (30.abr.2026) para compartilhar um trecho de um discurso que o educador, antropólogo e político mineiro Darcy Ribeiro (1922-1997) proferiu na Universidade Sorbonne, em Paris, quando recebeu o título de Doutor Honoris Causa, em 1978.

Na publicação, Messias escreveu: “Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”.

A publicação de Messias nas redes sociais foi feita 1 dia depois de seu nome ser rejeitado pelo Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Há 132 anos o Senado não rejeitava uma indicação presidencial para o STF. A última vez em que isso se deu foi em 1894, no governo de Floriano Peixoto, nos primeiros anos da República.

O AGU foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. Lula anunciou a indicação em 20 de novembro, mas a mensagem oficial só chegou ao Senado em 1º de abril. A sabatina foi realizada 160 dias depois do anúncio e 28 dias depois da formalização.

Apesar da derrota, Messias afirmou que sua trajetória pública não se encerra com o episódio e sinalizou que seguirá atuando na vida institucional do país.


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Autor Poder360 ·


Pré-candidato ao governo de São Paulo afirmou que derrota no Senado não foi vitória da oposição

O pré-candidato ao governo de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, afirmou nesta 5ª feira (30.abr.2026) que a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal enfraquece a Presidência da República e o combate à corrupção no país.

“Foi um enfraquecimento da instituição Presidência da República. Isso é preciso notar, e o enfraquecimento do combate ao crime no país e à corrupção”, disse.

Em entrevista ao portal Metrópoles, Haddad declarou que a derrota no Senado não deve ser tratada como vitória da oposição. Segundo ele, o resultado representa perda institucional para o governo e para o Supremo Tribunal Federal.

Haddad também elogiou Messias e afirmou que ele teria condições de ocupar a cadeira na Corte. Segundo o pré-candidato, o atual chefe da Advocacia-Geral da União atuou em apoio a investigações e medidas adotadas pelo governo federal.

“Eu conheço o Messias há muitos anos e é uma das figuras públicas mais impolutas desse país. O sujeito, à prova de qualquer critério que você possa ter, estaria habilitado para uma vaga do Supremo”, disse.

De acordo com Haddad, Messias teve papel importante em ações conduzidas por órgãos como Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras e Polícia Federal no enfrentamento ao crime organizado.

O ministro afirmou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) costuma sair fortalecido de derrotas políticas e minimizou o impacto direto sobre o governo. Ainda assim, classificou como “incompreensível” a decisão de não aprovar Messias para o STF.

Como noticiou o Poder360, Jorge Messias foi o 1º nome a ser barrado pelo Senado Federal em 132 anos. O último presidente que não conseguiu emplacar seu candidato para o STF foi marechal Floriano Peixoto, em 1894.



Autor Poder360 ·


Para o presidente da Câmara, o cenário mais provável é a derrubada do veto presidencial no Congresso

A derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria permitirá que o STF (Supremo Tribunal Federal) reinterprete as condenações, de acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta 3ª feira (28.abr.2026). A medida possibilita que presos deixem o regime fechado e retornem aos seus lares sob novos regimes de cumprimento.

Motta classificou o projeto, relatado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), como a “construção política possível” para evitar uma crise institucional e pacificar o país após os atos de 8 de Janeiro. O texto foi aprovado com ampla maioria no Congresso, mas vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Essa construção foi muito dolorosa para o Parlamento. O assunto trazia uma maneira de insuflar as militâncias de ambos os lados e, muitas vezes, a preocupação com as vítimas ficavam em 2º plano”, disse o deputado em entrevista ao jornal Hora H, da CNN Brasil.

REVISÃO DAS PENAS

Para o presidente da Câmara, a proposta da dosimetria é uma alternativa ao projeto de anistia e oferece um caminho para encerrar o que chamou de “página triste” da história nacional. Ele acredita que a derrubada do veto é o cenário mais provável no Congresso.

“O próprio STF foi quem julgou essas pessoas e poderá, com a derrubada do veto, fazer a reinterpretação das penas. [Poderá] Decidir pela redução para que praticamente todas as pessoas que ainda estão presas possam retornar aos seus lares em outro regime que não seja o fechado”, explicou.

Motta defendeu a atuação do Legislativo no tema. “É uma construção política muito responsável. Podemos mostrar que o Congresso, com toda a sua divergência e pluralidade, construiu uma solução para um tema tão difícil”, afirmou.

Na 5ª feira (30.abr.2026), o Congresso analisará o  veto presidencial ao projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas a condenados por tentativa de golpe de Estado ou por envolvimento nos atos de 8 de Janeiro.



Autor Poder360 ·


Nota do partido cita venda de mineradora a grupo dos Estados Unidos como alerta; Planalto descartou nova estatal para terras raras

A  bancada do PT (Partido dos Trabalhadores) na Câmara dos Deputados defendeu, em nota publicada nesta 5ª feira (23.abr.2026), a criação da Terrabras, uma empresa pública voltada ao controle e refino de minerais estratégicos.

A proposta, articulada pelo líder do partido, deputado Pedro Uczai (PT-SC), sugere a reformulação da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) para gerir ativos como as terras raras sob um regime de partilha.

Na 4ª feira (22.abr) o governo havia se manifestado de forma contrária à criação da Terrabras por considerar a pauta de médio prazo, associada a um eventual novo mandato de Lula.

O posicionamento da bancada, segundo a nota, é uma resposta à venda da mineradora Serra Verde (GO) para a norte-americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões (aproximadamente R$ 14 bilhões). Para a legenda, o episódio reforça a necessidade de “soberania econômica” frente à disputa internacional por insumos da transição energética e da indústria de defesa.

REFORMA DA CPRM

O projeto petista tem como foco remodelar a CPRM, empresa pública de 1969, e não criar uma nova estatal do zero. A intenção é que o Estado atue em toda a cadeia, da pesquisa mineral ao processamento e agregação de valor, evitando que o país seja apenas um exportador de minério bruto.

REGIME DE PARTILHA E “BETS”

A bancada defende que os minerais estratégicos sigam o modelo de partilha, similar ao adotado no pré-sal. O sistema garante ao Estado participação direta nos lucros e poder de decisão sobre o destino da produção.

Na nota oficial, o partido vincula a pauta a outras frentes de atuação da bancada, como:

  • Setor energético: reestatização da BR Distribuidora e de refinarias;
  • Regulação: proibição das apostas esportivas (bets);
  • Indústria: metas de industrialização vinculadas à extração mineral.

Segundo Uczai, o controle estatal é necessário para evitar a “submissão” de recursos brasileiros a cadeias externas, citando especificamente o suprimento da indústria bélica internacional. O deputado afirma que o tema exige “coragem política” para garantir o desenvolvimento nacional.



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Presidente dos EUA voltou a afirmar nas redes sociais que o país persa perde dinheiro com o bloqueio do estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), usou seu perfil no Truth Social na madrugada desta 4ª feira (22.abr.2026) para afirmar que o “Irã está colapsando financeiramente”.

Na publicação, Trump declarou o seguinte: “Eles [o Irã] querem a abertura imediata do estreito de Ormuz –estão desesperados por dinheiro! Perdem US$ 500 milhões por dia. Militares e policiais reclamam que não estão recebendo seus salários”.

Na noite de 3ª feira (21.abr), Trump já havia declarado em sua rede social que o país persa perde dinheiro com o bloqueio do estreito de Ormuz. Pela região circulam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.

Segundo ele, os EUA devem manter a passagem fechada para forçar uma negociação. Trump afirmou que, sem essa estratégia, “nunca haverá um acordo com o Irã”.

Na mesma publicação, o republicano afirmou que, na ausência de negociação, os EUA só conseguiriam um acordo caso “explodissem o resto do país, incluindo seus líderes”.

Publicação de Donald Trump onde ele diz que o Irã não quero o estreito de Ormuz fechado para poderem faturar 500 milhões de dólares por dia

CESSAR-FOGO PROLONGADO

O cessar-fogo entre os EUA e o Irã expiraria nesta 4ª feira (22.abr). Trump chegou a dizer, ainda na 3ª feira (21.abr), que não prolongaria a trégua. Horas depois, porém, mudou o tom. Disse que irá estender o cessar-fogo com o Irã até que as negociações para o fim do conflito sejam concluídas. O republicano, porém, afirmou que até lá manterá o bloqueio no estreito de Ormuz.

“Determinei que nossas Forças Armadas continuem o bloqueio e, em todos os outros aspectos, permaneçam prontas e capazes”, afirmou o republicano.


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Mateus Simões (PSD) disse expressão considerada racista na cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), disse nesta 3ª feira (21.abr.2026) ter “inveja branca” do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por ter nomeado a 1ª mulher como comandante-geral da Polícia Militar do Estado paulista. A expressão é considerada racista.

A declaração de Simões aconteceu na tradicional cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto. Tarcísio recebeu o Grande Colar, maior honraria dada pelo Governo de Minas e limitada a apenas chefes de Estado, de Governo e dos demais Poderes da União.

Dizia ao governador Tarcísio da minha inveja branca de ele ter nomeado a 1ª comandante da Polícia Militar mulher, mas disse a ele: ‘o senhor não ganhou a corrida, porque em Minas já temos uma comandante militar que comanda os nossos bombeiros com muito orgulho, coronel Jordana‘”, declarou Simões.

Assista (1min9s):

Jordana Filgueiras Daldegan foi nomeada no ano passado para o cargo pelo então governador, Romeu Zema (Novo). Simões, eleito vice-governador na chapa de Zema, assumiu o governo mineiro em 22 de março e deve concorrer à reeleição.

Outro político presente na cerimônia foi o senador Rogério Marinho (PL-RN) –que também é coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Marinho recebeu a Grande Medalha, 2ª maior honraria.

O Poder360 entrou em contato com a assessoria de Simões que não enviou respondeu até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.



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Estado reforçou as visitas para eliminar os criadouros e distribuiu vacinas contra a doença; assista ao vídeo

Um dos principais meios de combate à dengue começa dentro de casa, com a eliminação de possíveis criadouros do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença. Mais de 80% dos focos estão nas residências, de acordo com o Governo de São Paulo. Atitudes simples no dia a dia podem evitar o problema.

Dentre as principais recomendações estão:

  • evitar acumular água em pratos de plantas;
  • guardar pneus em locais cobertos ou descartá-los corretamente;
  • limpar e escovar com frequência os recipientes de água dos pets;
  • manter caixas-d’água bem fechadas;
  • limpar calhas e ralos;
  • cobrir piscinas quando não estiverem em uso; e
  • descartar corretamente objetos que possam acumular água.

Assista ao vídeo e saiba as ações do Governo de São Paulo no combate à dengue.

Além de incentivar os cuidados da população, o governo do Estado intensificou as iniciativas de combate à dengue, com visitas aos imóveis, mutirões de limpeza e ações educativas. São mais de 40.000 profissionais da saúde mobilizados para monitorar focos e orientar os cidadãos.

Também para prevenir novos casos da doença, houve reforço com a distribuição de 2,6 milhões de doses da vacina produzida pelo Instituto Butantan. O imunizante é o 1º do mundo em dose única e foi desenvolvido para proteger contra os 4 sorotipos da dengue.


Este conteúdo foi produzido em parceria com o Governo do Estado de São Paulo. As informações e os dados divulgados são de total responsabilidade do autor.



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Pré-candidato diz que Novo é “talvez o partido mais à direita do Brasil” e defende linha sem corrupção

O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta 2ª feira (13.abr.2026) que se considera “mais à direita” e que o PL tem “frutas podres”. A declaração foi dada a jornalistas depois da participação em evento da Associação Comercial de São Paulo, na capital paulista.

Ao comentar sobre o PL, Zema afirmou que há problemas internos. “No PL eu acho que tem algumas frutas podres”, disse. Segundo ele, o Novo adota critérios mais rígidos. “Se tiver alguém desalinhado com os nossos princípios, está fora. É o único partido que faz isso”, afirmou.

Segundo Zema, o Partido Novo tem uma atuação mais alinhada a princípios do que outras siglas. “Quem pega as propostas do Novo vai ver que talvez seja o partido mais à direita do Brasil”, afirmou.

O político disse que, apesar de se posicionar no campo da direita, há diferenças em relação a outros partidos. “Eu sou de direita, mas sou diferente. Sou uma direita que quer privatizar, que respeita a Constituição e que não tem corrupção”, disse.

Apesar da crítica, Zema reconheceu aproximação entre as siglas em alguns Estados. Ele citou alianças no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e disse que as conversas continuam. “Estamos trabalhando juntos em diversos Estados do Brasil”, declarou.

O pré-candidato também afirmou que pretende manter sua campanha até o fim. “Eu vou levar minha pré-campanha e campanha até o final”, disse.



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Segundo a pesquisa, 37% disseram achar que Bolsonaro deve voltar para a prisão, enquanto 5% não souberam responder

Levantamento do Datafolha divulgado no sábado (11.abr.2026) mostra que 59% dos brasileiros dizem acreditar que Jair Bolsonaro (PL) deve cumprir a pena em prisão domiciliar. Segundo a pesquisa, outros 37% afirmaram que acham que o ex-presidente deve voltar para a prisão, enquanto 5% não souberam responder.

Para este último levantamento, o instituto ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios entre os dias 7 e 9 de abril. As variações estão dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No dia 27 de março, o ex-presidente foi transferido do hospital onde estava internado para tratar uma pneumonia, em Brasília, à sua casa, após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes lhe conceder prisão domiciliar humanitária. Contudo, o benefício teve prazo válido de 90 dias, condicionado à gravidade do estado de saúde de Bolsonaro.

Caberá ao ministro analisar eventual prorrogação ou o retorno do ex-presidente à unidade prisional da Papudinha.

Na decisão, o ministro disse que, de acordo com a literatura médica, o tempo de recuperação total nos 2 pulmões de um idoso (o ex-presidente tem 71 anos) pode durar de 45 a 90 dias. “Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”, disse o ministro. Leia a íntegra (PDF – 790 kB).

Moraes também determinou que:

  • tornozeleira eletrônica – Bolsonaro terá que usar tornozeleira eletrônica;
  • moradores da casa – Michelle, Laura Bolsonaro e Letícia Marianna Firmo da Silva (enteada de Bolsonaro) não precisam de autorização, pois moram na mesma casa;
  • visitas dos filhos – Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro poderão visitar o pai “nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional”, ou seja, às quartas-feiras e aos sábados, das 8h às 11h, das 11h às 13h e das 14h às 16h;
  • demais visitas – todas que não forem de familiares diretos, advogados e médicos estão suspensas por 90 dias;
  • atendimento – médicos não precisarão pedir autorização para visita;
  • saúde de Bolsonaro – se necessário, o ex-presidente poderá ser internado sem necessidade de prévia decisão judicial, caso haja orientação médica;
  • uso de aparelhos – Bolsonaro não poderá usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa “diretamente ou por intermédio de terceiros”;
  • revista de visitantes – os celulares de quem for visitar o ex-presidente deverão ficar com os agentes policiais;
  • imagens e redes sociais – Bolsonaro não poderá usar redes sociais nem ter fotos e vídeos divulgados.

Os advogados do ex-presidente haviam protocolado diferentes requerimentos solicitando a substituição da custódia por domiciliar. Alegaram risco clínico e necessidade de acompanhamento médico contínuo. Nos pedidos, a defesa citou episódios recentes de internação, agravamento do quadro respiratório e histórico de doenças associadas aos sistemas digestivo e respiratório.



Autor Poder360 ·