26 de abril de 2026
  • 13:03 Suspeito de tráfico de drogas é detido em Senador Canedo
  • 09:19 Nº de praticantes de religiões de matriz africana triplica no Brasil
  • 05:35 Acessibilidade e inclusão social | Portal da Alego
  • 01:51 Valparaíso abre temporada da Fórmula 200 com corrida noturna
  • 22:07 EUA permitirão que Venezuela pague os advogados de Maduro


O atual governador lidera as intenções de voto nos cenários em que foi testado; sem ele na disputa, Pablo Marçal assume a liderança

Levantamento divulgado por Futura/Apex na 4ª feira (28.jan.2026) mostra que, na disputa pelo governo do Estado de São Paulo, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) tem 41,0% das intenções de voto. É seguido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP), que pontua 24,6%. Eis a íntegra do estudo (PDF – 1 MB).

Eis os cenários testados:

A pesquisa foi realizada pela Futura/Apex de 20 a 23 de janeiro de 2026. Foram entrevistadas 1.200 pessoas com 16 anos ou mais no Estado de São Paulo. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob os códigos: BR-03024/2026 e SP-04679/2026. Segundo a empresa que fez o levantamento, o custo do estudo foi de R$ 96.000. O valor foi pago com recursos próprios.

A Apex Partners foi fundada em 2013. É uma plataforma brasileira de serviços financeiros e investimentos que atua com gestão de recursos, investment banking, assessoria (advisory) e research, com forte presença em mercados fora do eixo Rio-SP. Dentre os serviços oferecidos estão investimentos alternativos (real estate, private equity, venture capital) e gestão de patrimônio (wealth management). A holding comprou a empresa de pesquisas Futura Inteligência em 2022.

2º TURNO

O estudo também testou possíveis cenários de 2º turno. 

Eis os cenários:

AVALIAÇÃO

Eis a avaliação de Tarcísio:

AGREGADOR DE PESQUISAS

O Poder360 oferece aos seus leitores o Agregador de Pesquisas mais antigo e mais completo da internet no Brasil. Reúne milhares de levantamentos de intenção de voto de todas as empresas desde o ano 2000. Em anos eleitorais, só são publicados os estudos que têm registro na Justiça Eleitoral e metodologia completa conhecida. Tem alguma pesquisa para divulgar? Mande a íntegra por e-mail para o Poder360: [email protected].

Para ter acesso ao Agregador de Pesquisas, clique aqui e busque os dados que desejar para as disputas de todos os anos anteriores. Essa ferramenta oferece acesso apenas aos assinantes do Poder Monitor, a mais completa ferramenta de acompanhamento dos Três Poderes e tudo o que é relacionado ao poder. Para assinar o Poder Monitor e ter acesso por 30 dias grátis, clique aqui.



Autor Poder360 ·


No Panamá, presidente eleito do Chile disse que discutiu temas como segurança pública e redução da pobreza com o petista

O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast (Partido Republicano, direita), disse na 3ª feira (27.jan.2026) que a reunião bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi construtiva, apesar das diferenças ideológicas. O encontro entre os 2 se deu na Cidade do Panamá (Panamá).

“Foi uma reunião muito boa, bilateral, onde estivemos com ministros e vamos seguir tendo novos encontros. As equipes trocaram contatos para continuar conversando sobre os temas que nos interessam em conjunto”, afirmou Kast a jornalistas, segundo a CNN Brasil.

Kast, que usava um botão com a bandeira do Brasil durante o encontro, disse ter oferecido um do Chile a Lula. “É diferente quando alguém representa um país. Cada um busca o melhor para seus compatriotas, além de qualquer diferença ideológica”, disse. No entanto, não quis comentar a crise da Venezuela, que está sob o comando de Delcy Rodríguez (MSV, esquerda) depois da captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) pelos Estados Unidos.

Kast é líder da direita chilena e defende posições contrárias às de Lula. O chileno apoia intervenção na Venezuela e nomeou ex-advogados do ditador Augusto Pinochet para ministérios de seu governo.

O presidente eleito do Chile usou a rede social X para elogiar a reunião com Lula. “A América do Sul enfrenta enormes desafios em segurança, progresso econômico e redução da pobreza e a colaboração entre os Estados, Chile e Brasil, pode liderar a mudança que nossa região precisa”, escreveu. “Agradeço o encontro construtivo com o presidente Lula”, declarou.

Nesta 4ª feira (28.jan), Lula participa da sessão inaugural do Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe, organizado pela CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe). Em seguida, visita a Eclusa de Cocolí e vai ao Palácio de las Garzas para reunião com o presidente do Panamá, José Raúl Mulino (Realizando Metas, direita).

O fórum terá a presença de outros chefes de Estado e de governo, como Rodrigo Paz, presidente da Bolívia; Daniel Noboa, presidente do Equador; a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley; e o primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness.



Autor Poder360 ·


José Eugênio Dias Toffoli afirma que empresa que tem resort no Paraná se desfez do negócio em setembro de 2021 e fevereiro de 2025, e que todas as informações foram declaradas à Receita Federal

José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, afirmou nesta 5ª feira (22.jan.2026) que a Maridt Participações, empresa dos irmãos do magistrado, não faz mais parte do resort Tayayá.

A sede da empresa de José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli chegou a ter ⅓ de participação no resort de luxo em Ribeirão Claro, no interior do Paraná.

Em nota, José Eugênio disse que a participação da Maridt no empreendimento foi vendida em duas operações distintas: a 1ª para o Grupo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a 2ª para a PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025. Segundo o irmão de Toffoli, todas as informações da venda foram declaradas à Receita Federal.

Na 1ª etapa da operação, realizada em 2021, os irmãos de Toffoli se desfizeram, por intermédio da Maridt, de parte das cotas que tinham no resort.

O fundo Arllen, que comprou a participação por mais de R$ 3 milhões, é controlado pela Reag, administradora de investimentos ligada ao Banco Master, que foi alvo da operação Carbono Oculto em agosto de 2025. A distribuidora é suspeita de ter ligação com esquemas de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis que envolviam a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e outras empresas financeiras.

A companhia também é citada nas investigações que envolvem o Banco Master. Segundo relatório do BC repassado ao TCU (Tribunal de Contas da União), fundos administrados pela Reag estruturaram as operações fraudulentas com a instituição financeira em 2023 e 2024. A operação de venda feita pelos irmãos de Toffoli, entretanto, foi em 2021, quando não havia suspeita sobre como operava a Reag.

Dias Toffoli é o relator do inquérito do caso Master no STF. A ação também investiga as conexões da Reag com o banco.

Depois da transação de setembro de 2021, a família Toffoli e o fundo Arllen seguiram como sócios do Grupo Tayayá até 2025, quando os irmãos do ministro venderam a participação na sociedade. O Arllen deixou o empreendimento em julho.

ENTENDA O CASO

O resort Tayayá, hotel de luxo no interior do Paraná, tem sido citado no noticiário porque teve como acionistas os irmãos e um primo do ministro Dias Toffoli. O empreendimento passou a ser controlado no final de 2025 por Paulo Humberto Costa, advogado goiano que atua para a JBS, maior empresa de processamento de proteína animal do Brasil e controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Reportagens dos jornalistas Paulo Ricardo Martins e Lucas Marchesini mostraram que o ministro continuou visitando os irmãos no local, mesmo depois da venda do controle para Costa. A maioria das viagens ao resort foi durante o recesso do Judiciário, nos meses de janeiro, julho ou dezembro. É que no resort há também um condomínio de casas e Toffoli é dono de uma unidade.

O Tayayá fica no norte do Paraná e há cerca de 130 km de Marília, que é a cidade natal de Toffoli.

Há ainda outra menção no noticiário a respeito do caso Master e que faz ligação com a família Toffoli e o resort. Segundo os jornalistas Pedro Augusto Figueiredo, Jenne Andrade e Luiz Vassallo, o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, é dono de um dos fundos de investimento que compraram parte da participação dos irmãos do ministro no Tayayá. De acordo com os jornalistas, Zettel adquiriu a cota por R$ 6,6 milhões e depois usou o fundo para aportar mais R$ 20 milhões no empreendimento.

Preso preventivamente em 14 de janeiro, Fabiano Campos Zettel se tornou um dos nomes centrais da 2ª fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal, que mirou o Master.

Casado com Natália Vorcaro, irmã de Daniel Vorcaro, Zettel transita entre o mercado financeiro de alto padrão e a liderança religiosa na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.

Fabiano Zettel foi detido por ordem de Dias Toffoli, numa operação em que a Polícia Federal quase deixou o empresário escapar, como relatou o Poder360. Esse episódio em que a PF demonstrou lentidão para cumprir ordens de busca e apreensão só acabou sendo bem-sucedido porque Toffoli tomou as providência para garantir a prisão de Zettel –algo que tem recebido pouco ou nenhum destaque no noticiário a respeito do caso do Banco Master.

Preso no Aeroporto de Guarulhos quando estava prestes a embarcar para o exterior, Zettel teve seu passaporte apreendido e está proibido de deixar o país, também por determinação de Toffoli.

Leia a íntegra da nota divulgada por José Eugênio Dias Toffoli:

“A Maridt, empresa com sede em Marília/SP, esclarece que não integra atualmente o Grupo Tayayá, sediado em Ribeirão Claro, Estado do Paraná. A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de parte da participação ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025. 

“Todos os atos e informações financeiras da Maridt estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil, conforme exigido pela legislação. 

Marília, 22 de janeiro de 2026. 

JOSÉ EUGÊNIO DIAS TOFFOLI

Administrador”



Autor Poder360 ·


Vice-presidente afirma que governo seguirá com envio do tratado ao Congresso apesar da judicialização no Parlamento Europeu

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta 5ª feira (22.jan.2026) que o governo brasileiro vai acelerar a internalização do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, mesmo depois da decisão do Parlamento Europeu de judicializar o tratado —movimento que pode atrasar sua vigência por até 2 anos.

A declaração foi dada depois de reunião com o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Segundo Alckmin, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve encaminhar ao Congresso Nacional a proposta para que o acordo seja incorporado à legislação brasileira.

“Após 25 anos de trabalho, teve um percalço, mas vamos superá-lo. O presidente (Lula) deve encaminhar ao Congresso, à Câmara, a proposta para adesão, a internalização do acordo Mercosul-União Europeia”, afirmou.

O vice-presidente disse ainda que a tramitação rápida no Legislativo brasileiro pode contribuir para que a Comissão Europeia adote a vigência provisória do acordo, enquanto o caso é analisado judicialmente na Europa.

“Quanto mais rápido a gente agir, melhor. Isso ajudará, entendo que ajudará, na Comissão Europeia, para que haja uma vigência provisória enquanto há uma discussão na área judicial”, declarou.

Judicialização na Europa

Na 4ª feira (21.jan), o Parlamento Europeu aprovou o envio do acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia para uma revisão jurídica. A medida suspende o processo de ratificação no Parlamento e pode atrasar a entrada em vigor do tratado em até 24 meses.

A judicialização foi defendida por eurodeputados que questionam a compatibilidade do texto com normas europeias, especialmente nas áreas ambiental e comercial. Com isso, o acordo não poderá ser votado pelo Parlamento Europeu até que o tribunal se manifeste.

Alckmin disse que o Brasil não tem controle sobre a decisão europeia, mas afirmou que o governo vai atuar para reduzir os impactos do atraso: “Isso não depende de nós. Se dependesse de nós, já estava tudo bem acelerado. Mas vamos contribuir para dar condições para que a Comissão Europeia possa agir de maneira mais rápida”.

Acordo histórico

Assinado em 17 de janeiro de 2026, em Assunção, no Paraguai, o acordo Mercosul-UE cria a maior área de livre comércio do mundo entre blocos econômicos, reunindo cerca de 780 milhões de pessoas e aproximadamente um quarto do PIB global.

O tratado prevê a eliminação gradual de tarifas sobre a maior parte dos produtos comercializados entre os blocos, além de regras comuns em áreas como compras governamentais, propriedade intelectual, serviços e sustentabilidade.

Alckmin classificou o acordo como estratégico em um cenário de instabilidade internacional e avanço do protecionismo.

“É um grande exemplo de que, pelo diálogo e pelo entendimento, você pode abrir mercado, fortalecer o multilateralismo, estimular investimentos recíprocos e ter ganho na sustentabilidade”, afirmou.

Próximos passos

Para entrar em vigor, o acordo precisa ser aprovado pelos parlamentos dos países do Mercosul e, no lado europeu, pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais dos Estados-membros da UE.

No Brasil, o governo pretende iniciar a tramitação ainda em 2026. Alckmin lembrou que este é o terceiro acordo comercial firmado pelo Mercosul durante o atual governo, após os tratados com Singapura e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA).

“O presidente Lula foi o grande promotor desse acordo. Ele lutou esse tempo todo, trabalhou muito”, afirmou o vice-presidente.



Autor Poder360 ·


Assessor especial da Presidência declara que enfraquecimento das regras internacionais amplia imprevisibilidade e risco de conflitos

O assessor especial da Presidência da República e principal conselheiro de política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Celso Amorim, disse que o mundo vive uma fase de incerteza global, marcada pelo enfraquecimento das regras internacionais e pela volta da força como elemento central da política entre Estados. Em artigo publicado na 2ª feira (19.jan.2026) na revista The Economist, ele declarou  que a imprevisibilidade passou a funcionar como instrumento de poder e intimidação no cenário internacional.

Amorim usou como ponto de partida a ação dos Estados Unidos na Venezuela na madrugada de 3 de janeiro, que resultou na captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda). Para o assessor especial, a investida foi um divisor simbólico. “Algo mais estava sendo destruído: a certeza de que a América do Sul é, e continuará sendo, um continente de paz”, disse. Para ele, a presença de aviões militares sobre uma capital sul-americana teve um caráter “tragicamente surreal”. Ele questionou como se pode “viver em um mundo sem regras”.

Amorim comparou as imagens da captura de um presidente em exercício à prisão de Saddam Hussein no Iraque e declarou que o episódio não se assemelha aos golpes latino-americanos das décadas de 1960 e 1970. Segundo ele, nem mesmo o golpe no Chile, em 1973, escapou de certo “halo de heroísmo”, inexistente no caso venezuelano.

O assessor disse que, para grande parte da região, a realização de intervenções estrangeiras parecia superada depois dos avanços do direito internacional no século 20. “Achávamos que ações desse tipo só eram possíveis antes da consolidação de instrumentos como a Carta das Nações Unidas, baseada na igualdade soberana dos Estados e na proibição do uso da força”, declarou. Essa confiança, segundo ele, “desapareceu”.

Amorim afirmou que pilares do sistema internacional –como segurança coletiva, comércio global e promoção dos direitos humanos– estão sendo corroídos simultaneamente. “Uma vez iniciado, esse processo de erosão é difícil de reverter”, disse.

Recorrendo ao “princípio da incerteza” da física quântica, o assessor afirmou que o comportamento dos Estados se tornou imprevisível. “Assim como não se pode conhecer com precisão a posição e o momento de uma partícula, hoje qualquer coisa pode acontecer a qualquer momento nas relações internacionais”, declarou. Ele mencionou um possível cenário em que a força militar define a autonomia real dos países.

Ele defendeu que o Brasil amplie parcerias e preserve o multilateralismo. “O respeito à soberania e a não intervenção não devem ser abandonados”, disse. Para Amorim, mesmo em situações extremas, a intervenção militar estrangeira “não é a resposta”, e o diálogo deve permanecer como prioridade.

O assessor declarou que o Brasil fez uma “aposta existencial na paz”, inscrita na Constituição, tanto no uso exclusivamente pacífico da energia nuclear quanto na solução de controvérsias baseadas na busca pela paz. Ao final, falou sobre a necessidade de uma reforma das instituições internacionais para ampliar a representação dos países do chamado Sul Global e afirmou que só uma multipolaridade aberta e baseada no direito internacional pode evitar “uma nova descida rumo à violência e à anarquia”.

O chamado Sul Global não é uma região geográfica, mas um conceito geopolítico. Refere-se ao que no passado era citado como “Terceiro Mundo”, “países em desenvolvimento” ou “emergentes”. Em geral, o termo é usado por países cujos governos se agrupam em oposição a parte das políticas dos Estados Unidos e da Europa Ocidental.



Autor Poder360 ·


Líder brasileiro não compareceu na cerimônia de assinatura, mas enviou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em seu lugar

O presidente do Paraguai, Santiago Peña (Partido Colorado, direita), disse neste sábado (17.jan.2026) que sem o trabalho diplomático do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no período que esteve na presidência do Mercosul, o acordo com a UE (União Europeia) não teria “saído do papel”. 

“Não posso deixar de mencionar o nome de um grande e querido, hoje infelizmente ausente, que sem ele não teríamos chegado a este acordo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos fatores fundamentais no processo de negociação do acordo”, afirmou Peña durante cerimônia de assinatura do acordo no Gran Teatro José Asunción Flores, em Assunção, no Paraguai, país que exerce a presidência rotativa do Mercosul. 

Lula não compareceu ao evento e foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Na 6ª feira (16.jan), Lula se encontrou no Rio de Janeiro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também participaria, mas teve seu voo de Bruxelas para a capital carioca cancelado.

Assista à cerimônia de assinatura do acordo:

Além do presidente paraguaio Santiago Peña, participam do encontro:

  • Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores;
  • Santiago Peña (Partido Colorado, direita), presidente do Paraguai;
  • Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), presidente da Argentina;
  • Yamandú Orsi (Frente Ampla, esquerda), presidente do Uruguai;
  • Rodrigo Paz (Partido Democrata Cristão, centro), presidente da Bolívia;
  • José Raúl Mulino (Realizando Metas, direita), presidente do Panamá;
  • Ursula von der Leyen (CDU, centro-direita), presidente da Comissão Europeia;
  • António Costa (Partido Socialista, centro-esquerda), presidente do Conselho Europeu.

O ACORDO

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia é um tratado de livre comércio que abrange cerca de 780 milhões de consumidores e representando aproximadamente 25% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial. Negociado por mais de 25 anos, o tratado busca reduzir progressivamente tarifas de importação, aumentando o comércio entre os blocos e criando oportunidades para produtos industriais europeus e produtos agropecuários sul-americanos. 

Além disso, o texto inclui regras sobre compras governamentais, serviços, propriedade intelectual, mecanismos de solução de controvérsias e compromissos ambientais relacionados ao Acordo de Paris e ao combate ao desmatamento.

O presidente Lula não foi à cerimônia, mas comemorou a assinatura do acordo, chamando o evento como uma “vitória do multilateralismo”. Em sua página no X, ele afirmou que o tratado representa um marco histórico de fortalecimento do diálogo entre os blocos, capaz de gerar emprego, renda, desenvolvimento sustentável e progresso econômico.

A assinatura do tratado não é a etapa final do acordo, mas é um passo formal importante. Para que o acordo entre oficialmente em vigor, ele precisa passar pela aprovação dos parlamentos de todos os países envolvidos, tanto no Mercosul quanto na União Europeia. Essa etapa é fundamental para transformar o compromisso assinado em regras efetivas de comércio.

No lado sul-americano, o tratado precisará passar pelos congressos nacionais de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Essa etapa é necessária porque o acordo estabelece obrigações legais dentro de cada país do bloco, incluindo redução de tarifas, mudanças nas regras comerciais e diversos compromissos regulatórios.

Durante os processos de ratificação, existe a possibilidade de aplicação provisória de certas partes do acordo, principalmente aquelas relacionadas à redução de tarifas. Isso permitiria antecipar benefícios econômicos antes da ratificação completa por todas as partes envolvidas. 

O acordo comercial entre os blocos só entrará plenamente em vigor depois da conclusão de todas as aprovações internas necessárias, tanto na União Europeia quanto nos países do Mercosul.


Entenda mais sobre o acordo no Poder360:


PRÓXIMOS PASSOS

Depois de assinado, o processo exigirá análise pelo Parlamento Europeu. Determinadas partes do acordo também poderão necessitar de aprovação pelos parlamentos nacionais de cada país-membro da UE, dependendo da interpretação jurídica adotada –o que pode provocar divergências entre a decisão continental e decisões nacionais.

No lado sul-americano, o tratado precisará passar pelos congressos nacionais de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Essa etapa é necessária porque o acordo estabelece obrigações legais dentro de cada país do bloco, incluindo redução de tarifas, mudanças nas regras comerciais e diversos compromissos regulatórios.

Durante os processos de ratificação, existe a possibilidade de aplicação provisória de certas partes do acordo, principalmente aquelas relacionadas à redução de tarifas. Isso permitiria antecipar benefícios econômicos antes da ratificação completa por todas as partes envolvidas.

O acordo comercial entre os blocos só entrará plenamente em vigor depois da conclusão de todas as aprovações internas necessárias, tanto na União Europeia quanto nos países do Mercosul.

UE E MERCOSUL

A UE  é o 2º maior parceiro comercial do Mercosul em bens. O acordo criaria uma área de livre comércio com mais de 700 milhões de pessoas e PIB combinado de US$ 22 trilhões.

O Brasil exportou US$ 49,8 bilhões à União Europeia em 2025, uma alta de 3,2% em relação a 2024. As importações somaram US$ 50,3 bilhões no ano passado, com crescimento de 6,4% em 1 ano.

A corrente comercial –soma das exportações e importações– superou US$ 100 bilhões pela 1ª vez na série histórica, iniciada em 1997. O volume subiu 4,8% em relação ao ano passado.

Segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), concluído no início de 2024, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia tem potencial para aumentar o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 0,46% até 2040, o equivalente a US$ 9,3 bilhões –cerca de R$ 50 bilhões na cotação atual. Eis a íntegra (PDF – 3 MB).

PRINCIPAIS PONTOS DO ACORDO

1. Eliminação de tarifas alfandegárias

  • Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
  • Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;
  • União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

2. Ganhos imediatos para a indústria

  • Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.

Setores beneficiados:

  • máquinas e equipamentos;
  • automóveis e autopeças;
  • produtos químicos;
  • aeronaves e equipamentos de transporte.

3. Acesso ampliado ao mercado europeu

  • Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;
  • UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;
  • comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.

4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis

  • produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;
  • acima dessas cotas, é cobrada tarifa;
  • cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;
  • mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;
  • na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;
  • no mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.

5. Salvaguardas agrícolas

UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:

  • importações crescerem acima de limites definidos;
  • preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;
  • medida vale para cadeias consideradas sensíveis.

6. Compromissos ambientais obrigatórios

  • produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;
  • cláusulas ambientais são vinculantes;
  • possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.

7. Regras sanitárias continuam rigorosas

  • UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários;
  • produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.

8. Comércio de serviços e investimentos

Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.

Avanços em setores como:

  • serviços financeiros;
  • telecomunicações;
  • transporte;
  • serviços empresariais.

9. Compras públicas

  • empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;
  • regras mais transparentes e previsíveis.

10. Proteção à propriedade intelectual

  • reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;
  • regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.

11. PMEs (Pequenas e médias empresas)

  • capítulo específico para PMEs;
  • medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;
  • redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.



Autor Poder360 ·


“Meu nome é o Flávio”, afirma o governador de São Paulo sobre eleições para a Presidência

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou na 5ª feira (15.jan.2026) o seu apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições deste ano. “A direita vai estar unida em torno de um nome”, afirmou. “E o meu nome é o Flávio”, disse.

A declaração foi feita a jornalistas durante o lançamento das obras das alças de acesso ao Trecho Leste do Rodoanel Mario Covas, em Suzano (SP). Tarcísio descartou uma possível candidatura ao Planalto. “Eu nunca desisti porque nunca teve essa candidatura. Nunca teve esse projeto. É engraçado porque vocês não acreditam, mas sempre estou falando que o meu projeto é reeleição [ao governo do Estado], declarou.

“Para mim o Flávio é um grande nome. Já falei que ele é o meu candidato [ao Planalto] e tem o nosso apoio”, disse o governador de São Paulo.

A 1ª pesquisa Genial/Quaest do ano eleitoral, divulgada na 4ª feira (14.jan), mostrou que Tarcísio é o candidato mais competitivo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno.

Na 5ª feira (15.jan), Flávio Bolsonaro afirmou que não pretende cobrar apoio de aliados à sua pré-candidatura à Presidência. “Eu não vou ficar cobrando qual o tempo de cada um. Se eles têm que estar mais efusivamente ou menos efusivamente na campanha. As pessoas têm o tempo delas e eu não vou ficar cobrando ninguém”, declarou.

O senador reafirmou que sua pré-candidatura está mantida e disse que seu nome é uma escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Tem uma situação concreta que está colocada: sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. E não vai ter outra possibilidade. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta”, disse.

Flávio negou a existência de divisões internas na direita. “Não tem racha nenhum. Nosso adversário não está dentro da direita. Nosso adversário está na esquerda, está nesse atual governo”, declarou.



Autor Poder360 ·


Família do manifestante iraniano condenado à morte por protestos foi informada de que a execução havia sido adiada

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou na 4ª feira (14.jan.2026) à Fox News que não haverá execuções de manifestantes “nem hoje, nem amanhã”. Ele declarou: “Posso dizer, estou confiante de que não há plano para enforcamentos”.

A fala do chanceler se deu depois que a família de Erfan Soltani, manifestante iraniano condenado à morte pelos atuais protestos, foi informada de que a execução havia sido adiadaO presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou ter recebido de fonte confiável a informação de que o Irã havia desistido de executar Soltani e outros manifestantes presos.

Soltani, um funcionário de 26 anos de uma loja de roupas, foi preso em Karaj, cidade a noroeste de Teerã em 8 de janeiro, por participar de manifestações críticas ao governo. Sua execução estava programada para 4ª feira (14.jan), segundo grupos de direitos humanos.

À Fox News, Araghchi apresentou a versão oficial do governo sobre os recentes acontecimentos no território iraniano. Segundo ele, os protestos foram realizados em duas fases distintas: 1º houve manifestações pacíficas relacionadas às dificuldades econômicas, que duraram 10 dias; depois, houve um período de 3 dias de violência que, conforme o ministro, foi orquestrado por Israel.

Grupos de direitos humanos afirmam que mais de 18.000 pessoas foram presas e pelo menos 2.571 mortas nas últimas duas semanas. Fontes locais falam em 12.000 mortos. Já a Hrana (Human Rights Activist News Agency) informa que o número de manifestantes mortos é de 2.615.

Questionado sobre as mortes pela repressão, Araghchi afirmou que infiltrados israelenses mataram manifestantes para inflar os números e forçar os Estados Unidos a intervir no território.

Trump declarou que “se o Irã atirar e matar violentamente manifestantes pacíficos, como é de seu costume, os EUA virão em socorro”. O presidente norte-americano afirmou que o país está “com as armas carregadas e pronto para agir”.

PROTESTOS NO IRÃ

Os protestos no Irã tiveram início em 28 de dezembro de 2025. São motivados pela situação econômica do país, com desvalorização acentuada da moeda, inflação a 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais. Comerciantes e trabalhadores foram às ruas para exigir um alívio econômico.

Mais pessoas se juntaram à manifestação. Reivindicam reformas políticas e do sistema judiciário, mais liberdade e criticam o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. O Irã reagiu. De acordo com informações da Hrana, agentes usaram armas de fogo e gás lacrimogêneo para reprimir as manifestações. O acesso à internet foi cortado em 9 de janeiro.

Khamenei chama os manifestantes de “sabotadores”.

  • Ali Khamenei – o aiatolá de 86 anos está no poder desde 1989. Ele comanda uma teocracia islâmica xiita que concentra poder absoluto no líder supremo, cargo vitalício com autoridade sobre todos os Poderes constitucionais. O regime, baseado na Sharia (lei islâmica), impõe restrições severas às mulheres, como uso obrigatório de hijab a partir dos 9 anos e necessidade de autorização marital para viagens internacionais. A oposição permanece fragmentada entre monarquistas exilados, a MEK (Organização dos Mujahideen do Povo), minorias étnicas e movimentos de protesto reprimidos, sem liderança unificada.

Araghchi afirmou que a situação já foi normalizada no país.

Veja imagens dos protestos no Irã (1min19s):


Leia mais:



Autor Poder360 ·


A afirmação foi feita pelo representante durante evento para discutir segurança pública e defesa na Europa

Os países da União Europeia devem considerar a criação de uma força militar conjunta para eventualmente substituir as tropas americanas na Europa, afirmou no domingo o Comissário Europeu da Defesa, Andrius Kubilius. A afirmação foi feita neste domingo (11.jan.2026) durante o Folk och Försvar Annual National Conference 2026, evento para discutir segurança e defesa na Europa. 

O oficial lituano mencionou a criação de uma poderosa “força militar europeia” permanente, com 100 mil soldados, como uma possível opção para melhor proteger o continente. “Agora é ainda mais claro que precisamos construir a independência europeia, como o presidente da Comissão repetiu durante todo o ano passado. […] A Europa deve ser mais independente e autônoma, superar a fragmentação industrial e alcançar interoperabilidade”, sugeriu Kubilius.

O representante ainda afirmou que os EUA têm adotado uma postura unilateral, sem políticas de boa vizinhança. Por este motivo, o comandante comenta que a Europa, pressionada pelos desafios de defesa, tem investido na agenda de Readiness 2030

O programa, apresentado pela Comissão Europeia em março de 2025, é uma iniciativa estratégica da União Europeia para reforçar as capacidades de defesa do bloco e torná-lo mais preparado para enfrentar ameaças até o final da década. Participam desse plano todos os 27 Estados‑membros da UE, com mecanismos abertos também a países parceiros em alguns casos.

Durante a fala, o comissário europeu também defendeu a criação de um “Conselho de Segurança Europeu“, que incluiria o Reino Unido e seria capaz de tomar decisões sobre sua própria defesa com mais rapidez.

O Conselho de Segurança Europeu poderia ser composto por membros permanentes essenciais, juntamente com vários membros rotativos“, observou ele.

Kubilius acrescentou que o principal objetivo de tal órgão deveria ser tentar alterar a dinâmica da guerra na Ucrânia para garantir que Kiev não acabe derrotada.



Autor Poder360 ·


Secretário do Tesouro norte-americano afirma que a medida é para facilitar a venda de petróleo

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que o país avalia retirar sanções adicionais contra a Venezuela já na próxima semana. Em entrevista à agência Reuters na 6ª feira (9.jan.2026), ele declarou que a medida é para facilitar a venda de petróleo. 

Entre as sanções está a proibição de bancos internacionais e outros credores de negociar com o governo da Venezuela sem a aprovação dos EUA.

Bessent declarou que vai se encontrar em breve com os chefes do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial para discutir o engajamento dessas instituições com a Venezuela. 

Segundo ele, seria possível utilizar quase US$ 5 bilhões em ativos monetários da Venezuela que estão atualmente congelados no FMI sob a forma de DES (Direitos Especiais de Saque) para ajudar a reconstruir a economia do país sul-americano.

As medidas fazem parte do esforço do governo de Donald Trump (Partido Republicano) de estabilizar a Venezuela depois da captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), em 3 de janeiro. Os EUA também querem incentivar o retorno de produtores de petróleo dos EUA ao país. 

O republicano assinou na 6ª feira (9.jan) um decreto que visa a proteger a receita da venda de petróleo venezuelano mantida em contas do Tesouro dos EUA de penhoras ou ações judiciais. Eis a íntegra do comunicado (PDF – 752 kB, em inglês).

Ainda na 6ª feira (9.jan), Trump se reuniu com representantes de grandes empresas do setor do petróleo. Disse que as empresas norte-americanas “terão a oportunidade de reconstruir a infraestrutura energética apodrecida da Venezuela” e aumentar a produção de petróleo “a níveis jamais vistos antes”.

Bessent afirmou acreditar que empresas menores e privadas retornariam rapidamente ao setor petrolífero venezuelano, apesar da relutância manifestada por algumas grandes petrolíferas, incluindo a Exxon, cujos ativos passados na Venezuela foram nacionalizados duas vezes.

“Acredito que será a progressão típica, onde as empresas privadas podem agir rapidamente e entrarão muito rapidamente. Elas não falaram sobre financiamento até agora”, declarou.



Autor Poder360 ·