A Prefeitura de Goiânia orienta a população sobre como solicitar a retirada de fios baixos, soltos ou caídos em vias públicas da capital. As denúncias podem ser feitas diretamente pelo número (62) 3416-2653, com o envio de mensagem contendo foto e endereço completo do local. O canal foi estruturado para garantir resposta rápida em situações que ofereçam risco à segurança de pedestres, motoristas e ciclistas.
A iniciativa integra o programa Cidade Segura, que atua de forma descentralizada e permanente na reorganização da infraestrutura aérea do município. Após o recebimento da denúncia, as informações são encaminhadas imediatamente às equipes responsáveis pela vistoria e retirada dos cabos irregulares.
Segundo o prefeito Sandro Mabel, a ação busca enfrentar um problema recorrente nas grandes cidades brasileiras: “Goiânia sai na frente ao buscar uma solução para um problema que é nacional. O trabalho continua de forma intensa e coordenada para alcançar todos os pontos críticos e garantir uma cidade mais segura e organizada”, afirmou.
Após a retirada, todo o material recolhido é encaminhado para a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), onde passa por acondicionamento adequado e posterior destinação ambientalmente correta. Parte dos resíduos é repassada a associações de catadores, conforme protocolo firmado entre a Prefeitura e o Ministério Público de Goiás (MP-GO).
O programa Cidade Segura é desenvolvido em parceria com o MP-GO, a Equatorial Energia e a Associação das Empresas Prestadoras de Serviços de Telecomunicação e Internet do Centro-Oeste (Aspres). A ação tem como objetivo eliminar cabos soltos, baixos e clandestinos instalados em postes de energia e telecomunicações, contribuindo para a segurança urbana e a organização visual da cidade.
Moradores e comerciantes têm aprovado a iniciativa. O morador da Vila Finsocial, Valdemar Júlio Rossi, destacou a melhoria no ambiente urbano: “Antes, os fios ficavam acumulados. Agora, vai ficar tudo mais arrumado, mais bonito e seguro”, relatou. Já o comerciante Marley Santos, que atua na região da Avenida Bernardo Sayão, reforçou os benefícios da operação: “Agora com certeza vai melhorar, ficar mais seguro e dar mais visibilidade”, pontuou.
Com a ampliação do canal de atendimento e o fortalecimento das parcerias institucionais, a Prefeitura de Goiânia avança na prevenção de acidentes e na promoção de um espaço urbano mais seguro para a população.
Amauri Ribeiro propõe uso da Bíblia como material de apoio cultural nas escolas
Lidiane 15 de dezembro de 2025
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) analisará o projeto de lei de autoria do deputado Amauri Ribeiro (UB) que propõe instituir a Bíblia Sagrada como material de apoio cultural, histórico e literário obrigatório e permanente nas escolas da rede estadual de ensino. A matéria, protocolada sob o nº 31434/25, será distribuída para análise e relatoria parlamentar na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
A proposta, além de observar os princípios da laicidade do Estado e da liberdade religiosa, determina que as atividades pedagógicas que utilizem a Bíblia deverão ser integradas ao currículo de acordo com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Em justificativa, Ribeiro aponta que a Constituição Federal de 1988, embora institua o Brasil como Estado laico, não veda o estudo acadêmico, cultural ou histórico de textos religiosos. “Ao contrário: garante pluralidade, liberdade de crença e liberdade de acesso ao conhecimento”.
Assim, o parlamentar ressalta que do ponto de vista acadêmico, diversas áreas do conhecimento utilizam a Bíblia como objeto de análise. “Assim, permitir seu acesso nas bibliotecas escolares amplia possibilidades pedagógicas e enriquece o repertório cultural dos estudantes, sem violar princípios constitucionais.”
Política de apoio aos estabelecimentos conhecidos como botecos avança em comissão temática
Lidiane 2 de dezembro de 2025
A Comissão de Cultura, Esporte e Lazer, do Parlamento goiano, se reuniu no fim da tarde desta terça-feira, 2, para deliberação de matérias pertinentes à temática. Entre as iniciativas aprovadas está a política pública que incentiva e promove a cultura de boteco. Na oportunidade, 18 processos foram acatados pelo colegiado e avançaram para a deliberação do Plenário.
O encontro foi aberto pelo presidente do colegiado, deputado Mauro Rubem (PT), que passou a condução dos trabalhos para o deputado Coronel Adailton (Solidariedade) para apreciação de três processos de sua autoria.
O primeiro dos processos de Rubem a ser votado foi o que trata da instituição da Política Estadual de Incentivo à Cultura de Boteco no Estado de Goiás (nº 13009/24). O objetivo é promover e valorizar os estabelecimentos populares conhecidos como botecos, bem como a cultura e as tradições associadas a esses locais.
De acordo com o texto do projeto, são ações da política estadual a promoção de eventos culturais, festivais e concursos gastronômicos que destacam a culinária típica de boteco; o fomento à capacitação de proprietários e trabalhadores de botecos, o apoio à divulgação e promoção de botecos locais, incentivando o turismo e o consumo responsável; parcerias com instituições de ensino, cultura e turismo para realizar pesquisas e publicações sobre a cultura de boteco; incentivo à preservação das tradições e práticas culturais associadas aos botecos, como música ao vivo, jogos e encontros sociais.
A proposta estipula que os estabelecimentos que aderirem à Política Estadual de Incentivo à Cultura de Boteco poderão receber incentivos fiscais e outros benefícios conforme regulamentação do Poder Executivo. O relatório referente à matéria foi aprovado por unanimidade.
Os projetos de lei do deputado, protocolados sob os números 931/25 e 18568/24, também tiveram os relatórios aprovados. As propostas em questão visam, de forma respectiva, a incluir, no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado, a Festa de Folia de Reis, do município de São Francisco, e o Dia do Reconhecimento e Lembrança às Vitimas do Genocídio do Povo Armênio.
Em seguida, a presidência do colegiado foi devolvida a Mauro Rubem para a apreciação dos processos seguintes, aprovados pelos membros da comissão temática:
Processo nº 21717/25 – Autor: Lucas do Vale (MDB) – Inclui, no Calendário Oficial de Eventos do Estado de Goiás, a “Pecuária Jataí”, no município de Jataí. Relatado por Amauri Ribeiro (UB).
Processo nº 24305/24 – Autor: Dr. George Morais (PDT) – Confere ao município de Alto Paraíso de Goiás o título de “Capital Estadual do Bem-Estar e Espiritualidade”. Relatado por Coronel Adailton.
Processo nº 13694/25 – Autor: Ricardo Quirino (Republicanos) – Inclui, no Calendário Cívico, Cultural e Artístico do Estado de Goiás o Mega Dance Musical, realizado no município de Goiânia. Relatado por Coronel Adailton.
Processo nº 16289/25 – Autor: Rubens Marques (UB) – Declara como patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado de Goiás a Festa de Nossa Senhora do Rosário, celebrada anualmente no município de Goiás. Relatado por Coronel Adailton.
Processo nº 18834/25 – Autor: Amilton Filho (MDB) – Inclui, no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás, o evento Moto Fest Angatu, realizado no Município de Porangatu. Relatado por Coronel Adailton.
Processo nº 19682/25 – Autor: Cristóvão Tormin (PRD) – Reconhece o Santuário Nacional Jardim da Imaculada, no município de Ocidental, como Patrimônio Religioso, Cultural e Imaterial Goiano. Relatado por Coronel Adailton.
Processo nº 7983/25 – Autor: Charles Bento (MDB) – Dispõe sobre o reconhecimento da soltura de pipas como modalidade esportiva no âmbito do Estado de Goiás. Relatado por Amauri Ribeiro.
Processo nº 14650/25 – Autor: Antônio Gomide (PT) – Institui, em Goiás, a Semana Estadual da Astronomia. Relatado por Ricardo Quirino.
Processo nº 19689/25 – Autor: Coronel Adailton – Inclui, no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás, a Semana Cultural da Italianidade, no município de Nova Veneza. Relatado por Veter Martins.
Processo nº 5240/24 – Autor: Virmondes Cruvinel – Institui a Política Estadual de Fomento à Arte e Cultura para a Memória no Estado de Goiás. Relatado por Veter Martins.
Processo nº 7155/25 – Autor: Amilton Filho – Declara como Patrimônio Cultural Imaterial goiano a festa de Nossa Senhora do Rosário, realizada anualmente no município de Nova Roma. Relatado por Coronel Adailton.
Processo nº 17006/25 – Autor: Cristóvão Tormin – Declara como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Goiás as comemorações da Festa do Divino Espírito Santo realizadas no município de Pirenópolis. Relatado por Coronel Adailton.
Processo nº 7255/24 – Autor: Virmondes Cruvinel – Reconhece o concurso Comida di Buteco como Patrimônio Cultural Imaterial goiano. Relatado por Veter Martins.
Processo nº 10851/25 – Autor: André do Premium (Avante) – Reconhece os veículos automotores antigos como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Goiás. Relatado por Lineu Olímpio.
Processo nº 26421/25 – Autor: Luiz Sampaio (Solidariedade) – Reconhece o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, situado no município de Trindade, como Patrimônio Cultural Imaterial goiano. Relatado por Amauri Ribeiro.
Bia de Lima busca reconhecimento de línguas indígenas como patrimônio imaterial
Lidiane 24 de novembro de 2025
A deputada Bia de Lima (PT) é autora de projeto que propõe o tombamento das línguas indígenas das comunidades Karajá, Tapuio e Avá-Canoeiro como patrimônio imaterial do Estado de Goiás, reconhecendo suas relevâncias cultural, histórica e social. Protocolada com o n. 29448/25, a está em via de votação preliminar pelo Plenário da Assembleia Legislativa de Goiás.
A iniciativa tem como objetivos preservar e valorizar a diversidade linguística e cultural dessas comunidades; incentivar a transmissão oral e escrita das línguas para as novas gerações; promover políticas de educação bilíngue e inclusão cultural em escolas e instituições públicas; e fomentar ações de pesquisa, documentação e difusão das línguas indígenas em parceria com universidades, centros culturais e órgãos governamentais.
“As línguas Karajá, Tapuio e Avá-Canoeiro figuram entre as mais ameaçadas de extinção no território goiano, seja pela diminuição de falantes, seja pelas intensas pressões socioculturais que fragilizam a continuidade de sua transmissão geracional. A cena impõe medidas objetivas e urgentes ao poder público, para que sejam tomadas ações imediatas de preservação”, afirma a deputada.
A parlamentar destaca que essas comunidades possuem registro histórico de presença consolidada em Goiás, com vínculos territoriais profundos e tradições linguísticas que compõem parte essencial da formação cultural goiana. A proteção das línguas representa não apenas a salvaguarda de um patrimônio ancestral, mas também o reconhecimento da contribuição desses povos para a identidade do Estado.
A legisladora anota, ainda: “O tombamento permitirá a implementação de políticas públicas voltadas à documentação, revitalização, ensino e difusão dessas línguas, garantindo que seus saberes permaneçam vivos e acessíveis às futuras gerações”.
Antônio Gomide quer personagem farricoco como patrimônio cultural goiano
Lidiane 18 de novembro de 2025
O deputado Antônio Gomide (PT) apresentou na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) o projeto de lei nº 28811/25, com o objetivo de que seja integrado ao Patrimônio Cultural Imaterial Goiano o personagem “farricoco”, da Procissão do Fogaréu, realizada anualmente na cidade de Goiás.
Gomide recorda que farricoco é a figura que, com suas vestes talares e capuzes cônicos, representa os soldados romanos que prenderam Jesus Cristo, conforme a tradição da Procissão do Fogaréu. Portanto, o reconhecimento de que trata a matéria, visa a salvaguarda das características, da simbologia e da forma de representação do farricoco, garantindo a sua perpetuação como manifestação cultural autêntica e distintiva do Estado de Goiás.
Segundo a proposta, caberá ao poder público estadual, em colaboração com a Prefeitura da cidade de Goiás e a Organização Vilaboense de Artes e Tradições (OVAT), responsável pela Procissão do Fogaréu: incentivar e apoiar a manutenção das tradições e ritos associados ao personagem farricoco; promover ações de educação patrimonial que destaquem a história, o simbolismo e a importância cultural do farricoco; fomentar estudos e pesquisas sobre a origem e a evolução do personagem, bem como sua relevância para a identidade cultural goiana e articular medidas que assegurem a autenticidade e a integridade das indumentárias e dos adereços característicos do farricoco.
O parlamentar explica que a proposição se fundamenta na necessidade de aprofundar a proteção e a promoção de um dos elementos mais emblemáticos de uma das mais importantes manifestações culturais e religiosas do Estado. Ele lembra que a figura do farricoco não é apenas um figurante; ela é a personificação da perseguição e do mistério, um elo vivo com as tradições medievais europeias que inspiraram a procissão. “O farricoco é, portanto, a alma da Procissão do Fogaréu, e sua individualização como componente de valor inestimável do patrimônio cultural imaterial goiano é crucial para garantir que suas características e simbolismo sejam compreendidos, valorizados e preservados em sua totalidade.”
Gomide defende que “a proteção do farricoco contribuirá para: fortalecer a identidade cultural vilaboense e goiana, valorizando uma de suas mais autênticas expressões; promover o turismo cultural, ao oferecer uma experiência mais rica e detalhada aos visitantes; estimular a pesquisa e a educação patrimonial, aprofundando o conhecimento sobre essa tradição e garantir a continuidade e a autenticidade do personagem para as futuras gerações”.
O projeto de lei será encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa, onde será distribuída para relatoria parlamentar.
Paróquia Nossa Senhora da Piedade pode ser reconhecida como patrimônio de Goiás
Lidiane 15 de novembro de 2025
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Bruno Peixoto (UB), apresentou o projeto de lei nº 28075/25 para reconhecer a Paróquia Nossa Senhora da Piedade, de Bela Vista de Goiás, como patrimônio histórico e cultural goiano.
O parlamentar relata na propositura que a história da paróquia começou em meados do século XIX, quando a religiosidade impulsionou doações de terras em nome de Nossa Senhora da Piedade, o que resultou na construção da primeira igreja em 1876. A devoção à santa se intensificou com a chegada dos Missionários Redentoristas, no final do século, que trouxeram também a devoção a São Benedito.
A paróquia de Bela Vista se tornou oficialmente um curato em 1876. A devoção a Nossa Senhora da Piedade é tradicionalmente celebrada em julho, junto com a festa de São Benedito. A festa também celebra o Divino Espírito Santo, uma tradição herdada dos colonizadores portugueses. A igreja matriz atual foi iniciada em 1885, quando foi lançada a pedra fundamental. A edificação contou com a presença de diversas irmandades locais.
“A paróquia mantém um papel ativo na comunidade, pois promove ações sociais, como o drive-thru solidário, que arrecadou doações para famílias carentes, mostrando uma forte conexão com os fiéis. A festa da padroeira é um evento importante para a cidade, pois atrai fiéis de Bela Vista de Goiás e municípios vizinhos. O evento envolve novenas, missas, procissões, fogos e a tradicional banda musical”, justificou o presidente Bruno Peixoto.
A proposta foi distribuída, na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), ao deputado Veter Martins (UB) para a relatoria.
Bruno Peixoto postula duas instituições católicas como patrimônio goiano
Lidiane 6 de novembro de 2025
O presidente da Assembleia Legislativa de do Estado de Goiás (Alego), deputado Bruno Peixoto (UB), apresentou dois projetos de lei com o objetivo de reconhecer instituições católicas como Patrimônio Histórico e Cultural goiano.
A primeira proposta, n° 28069/25, busca reconhecer a Paróquia Nossa Senhora da Assunção, situada em Goiânia. Conforme o texto, a Igreja Nossa Senhora da Assunção do Conjunto Itatiaia, que passaria a ser sede da paróquia de mesmo nome, foi idealizada no início da década de 1980 pelo padre italiano Sérgio Foglia. Naquele momento e desde a fundação do bairro, em 1978, as celebrações católicas ocorriam em casas ou no Centro Social Urbano, e as aulas de catequese se davam no Colégio Estadual Waldemar Mundim.
Para construir o templo, era necessário muito mais do que podiam dar os fiéis pelas coletas e pelo dízimo. O padre buscou recursos com amigos e empresários na sua terra natal. O projeto e a planta da igreja foram elaborados pelo próprio padre, a partir de uma obra similar já existente na Itália.
Desde 2008, conforme explica a justificativa da matéria, a direção da paróquia passou para o jovem padre Marcos Rogério, da mesma congregação. Com ênfase na parte litúrgica e de acolhida, além da restauração do conselho paroquial, padre Marcos Rogério vem promovendo a renovação da comunidade, com muita dedicação às atividades do calendário, decidido conjuntamente na Assembleia Paroquial. O resultado tem sido um envolvimento cada vez maior e o retorno de muitos fiéis que tinham se afastado.
A outra propositura, n° 28070/25, dispõe sobre o reconhecimento da Catedral Santa Rita de Cássia, que fica em Itumbiara. Na justificativa da matéria, o parlamentar aponta que a Igreja Matriz de Santa Rita de Cássia foi a primeira igreja da cidade. Por volta de 1840, João Rodrigues, fazendeiro da região, fez uma promessa à Santa Rita de Cássia, pedindo a graça de cura para seu irmão Antônio Rodrigues. Honrou a promessa feita e, junto a ele, outros fazendeiros da região também doaram terras para levantar a capela. Joaquim Bernardes da Costa foi um dos doadores de terras para a igreja, conforme título de doação de terras registrado em 11 de janeiro de 1842.
“A igreja mais antiga da cidade de Itumbiara, cuja padroeira deu nome ao local, já foi demolida e uma nova edificação feita no lugar. A primeira construção tinha sua entrada principal voltada para o Rio Paranaíba, diferente dos dias atuais. Assim como a Praça da República, a Igreja Matriz de Santa Rita de Cássia já passou por várias transformações e ampliações, mas mantém, sempre, sua história e tradição”, frisou Peixoto.
Os projetos de lei estão na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), aguardando a escolha dos relatores.
Reconhecimento da pesca esportiva como prática desportiva é pleiteada por Virmondes Cruvinel
Lidiane 31 de outubro de 2025
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) protocolou, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), o projeto de lei nº 23137/25, que reconhece a pesca esportiva como modalidade desportiva em Goiás e estabelece medidas de fomento à prática. A proposta foi distribuída para análise do deputado Wagner Camargo Neto (SD) na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
A matéria destaca que a pesca esportiva é caracterizada pela prática da captura de peixes com finalidade recreativa, competitiva ou educacional, desenvolvida segundo princípios técnicos específicos. Assim, a medida visa incentivar a formação de atletas e técnicos especializados, promover a integração entre desporto e educação ambiental e estimular a pesquisa e o desenvolvimento técnico da modalidade.
Em justificativa, Cruvinel afirma que a modalidade já é reconhecida internacionalmente, por intermédio da Confederação Internacional de Pesca Esportiva, responsável por organizar campeonatos mundiais anuais. O parlamentar ainda completa que o Brasil participa oficialmente destes eventos, demonstrando que a pesca esportiva possui características técnicas e competitivas que a qualificam plenamente como desporto.
“Em Goiás, a prática tem experimentado crescimento significativo e organização consistente. O Circuito Goiano de Pesca Esportiva, iniciado em 2020, tem se consolidado como importante evento do calendário esportivo. A competição já reuniu mais de 500 pescadores em uma única etapa, com participantes de diversos estados brasileiros, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Distrito Federal”, afirmou.
Luiz Sampaio sugere o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno como patrimônio goiano
Lidiane 24 de outubro de 2025
De autoria do deputado Luiz Sampaio (Solidariedade), o projeto de lei nº 26421/25, em análise no Parlamento estadual, busca reconhecer o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, situado no Município de Trindade, como patrimônio cultural imaterial goiano. A escolha do relator da iniciativa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) ainda precisa ser feita e, na sequência, a votação de seu parecer pelo colegiado.
Segundo o autor da iniciativa, a Festa do Divino Pai Eterno, realizada no local, é uma das maiores e mais importantes celebrações religiosas do Brasil, com forte relevância cultural e religiosa desde sua origem, no século XIX.
O santuário, por sua vez, é um templo católico de enorme importância cultural, religiosa e histórica, sendo o maior símbolo da devoção ao Divino Pai Eterno no Brasil e o único no mundo dedicado especificamente a essa figura da Santíssima Trindade.
Além de um marco da identidade local e nacional, simbolizando a fé popular, tradição e a história da cidade de Trindade, que é conhecida como a “Capital da Fé”, a propositura destaca que o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno transcende sua função primordial de centro de culto, consolidando-se como um epicentro da fé, da cultura e das tradições do povo goiano.
“O santuário, enquanto espaço físico e simbólico, é o guardião e o palco dessa manifestação cultural imaterial. Ele é o ponto de convergência onde a fé se materializa em ritos, tradições e uma coletividade que se reconhece e se fortalece em torno de um mesmo ideal. A preservação e o fomento desse patrimônio, portanto, não se limitam à estrutura física, mas abrangem a salvaguarda de uma parte essencial da alma goiana”, pontua Sampaio.
Áudios indicam como governador do Tocantins liderava esquema de corrupção
Lidiane 6 de outubro de 2025
Wanderlei Barbosa chefiou esquema de desvio de recursos públicos a partir de empresas de fachada
O governador afastado do Tocantis, Wanderlei Barbosa (Republicanos), comandou um esquema milionário de corrupção que desviou cerca de R$ 73 milhões em 1 ano e meio de 2020 a 2021, quando era vice-governador. As informações são do programa Fantástico, da TV Globo.
O esquema chefiado por Wanderlei tinha a ajuda da primeira-dama Karynne Sotero e de 3 operadores. Eles utilizavam empresas de fachada ou registradas em nome de laranjas para falsificar a prestação de serviços e simular a entrega de cestas básicas. Somente algumas cestas eram de fato entregues à população.
Funcionava assim: os mantimentos eram entregues em números muito menores que o divulgado pelo governo, mas os empresários assinavam vários recibos ou devolviam as cestas. A diferença da despesa aprovada pelo Estado para o serviço prestado era então repartida entre os integrantes da organização criminosa.
À época dos crimes, Wanderlei controlava a distribuição das cestas na Setas (Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social). Karynne, esposa do político, fazia a ponte do esquema com o empresário Paulo César ‘PC’ Lustosa –seu ex-marido. O irmão de Lustosa, Wilton Rosa Pires, e Maria “Bispa” Socorro Guimarães eram os captadores.
Rérison Castro, filho do governador, também foi envolvido no processo por supostamente ser beneficiado com o dinheiro desviado. De acordo com as investigações, a propina foi usada para pagar a construção de um resort no nome de Rérison. A PF diz que o verdadeiro dono do empreendimento é Wanderlei. Seu filho teria sido usado como laranja.
Em áudios interceptados pela PF e divulgados pelo Fantástico, os integrantes do grupo detalharam o funcionamento da operação. Ouça abaixo:
- Investigação em TO: áudio indica que empresário Paulo César Lustosa coordenou fraudes (25s):
- Investigação em TO: áudio indica como fiscais eram enganados (30s):
- Investigação em TO: operadores Paulo César Lustosa e Bispa Socorro discutem esquema (33s):
- Investigação em TO: Filho de governador, Rérison Castro fala sobre pousada (16s):
Além do esquema das cestas básicas, a organização de Wanderlei também passou a cobrar propina para antecipar pagamentos devidos do Executivo estadual a empresários. A taxa era negociada pela Bispa Socorro.
Em setembro, a Polícia Federal realizou operações de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo. Na casa de Wanderlei, foram encontrados R$ 52.000 em um compartimento escondido. Com outro suspeito, a PF recolheu aproximadamente R$ 700 mil em espécie.
Wanderlei assumiu o Governo de Tocantins em outubro de 2021, depois do afastamento do titular Mauro Carlesse (PP) por denúncia de corrupção. Foi reeleito para o cargo em 2022 no 1º turno com mais de 58% dos votos. A mulher, Karynne, foi nomeada secretária extraordinária de Participações Sociais.
Antes de Wanderlei e Carlesse, o ex-governador Marcelo de Carvalho Miranda (MDB) também deixou o cargo por denúncias de corrupção. Ele foi cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2009 e 2018. Ou seja, os 3 últimos governadores eleitos pelo voto popular no Estado não completaram seus mandatos por decisão da justiça.
O que dizem as defesas:
Ao Fantástico, os advogados de Wanderlei Barbosa negaram o envolvimento do governador afastado nos crimes citados e disse que como vice-governador seu cliente não tinha controle sobre os repasses. A defesa de Karynne Sotero também rechaçou os fatos e declarou que a primeira-dama não tem contato com o ex-marido PC Lustosa desde 2017.
Os defensores de Lustosa afirmaram que o empresário nunca infringiu a lei. E os do seu irmão Wilton Rosa declararam que ele jamais manteve contratos com o Estado. A Bispa Socorro não respondeu à produção do programa.
Governador afastado desde setembro
Wanderlei Barbosa está afastado do cargo por 6 meses por decisão do ministro Mauro Campbell, do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Leia a íntegra da decisão (PDF – 3 MB). O governador foi alvo da 2ª fase da operação Fames-19, deflagrada pela Polícia Federal em 3 de setembro.
Segundo a PF, há indícios de que, de 2020 a 2021, investigados teriam se aproveitado do Estado de emergência em saúde e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas e frangos congelados.
Wanderlei Barbosa é suspeito de ser o mandante do esquema. Segundo as investigações, havia um “núcleo de agentes políticos”, identificado como responsável pela condução do esquema de fraude e peculato. No topo da estrutura estava o chefe do Executivo estadual.
“Na cúpula do esquema foi identificada a atuação de agentes do alto escalão do governo do Estado do Tocantins, iniciando pelo atual governador do Estado, Wanderlei Barbosa Castro, e por sua esposa Karynne Sotero”, diz a decisão.



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