Astronautas da Artemis 2 observam áreas inéditas da Lua; veja fotos
Lidiane 7 de abril de 2026 0 COMMENTS
Tripulação esteve a 6.540 km da Lua e entrou em “apagão” de 40 minutos ao passar pelo lado oculto, perdendo contato com a Terra
A espaçonave Orion, que abriga os 4 astronautas tripulantes na missão Artemis 2, atingiu o ponto mais próximo da Lua já alcançado por humanos desde o fim do Programa Apollo, há mais de meio século, nesta 2ª feira (6.abr.2026).
Devido à posição da nave em relação à Terra, neste ponto de maior aproximação, a massa da Lua bloqueia todos os sinais de rádio, resultando em um “apagão” de comunicação planejado de aproximadamente 40 minutos.
Durante esse período, a tripulação –composta por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen– opera de forma totalmente autônoma, sem contato com o controle da Nasa, em Houston.
Veja imagens do momento:
Veja imagens da aproximação da Orion c… (Galeria – 8 Fotos)
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A espaçonave Orion, que abriga os 4 astronautas tripulantes na missão Artemis 2, atingiu o ponto mais próximo da Lua
|Reprodução / X / @NASA
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Nas imagens é possível observar a aproximação gradual com o satélite natural
|Reprodução / Youtube / @NASA
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Embora a Artemis 2 não realize o pouso lunar, a validação de sistemas críticos a mais de 400 mil km da Terra é essencial para as próximas etapas do programa
|Reprodução / Youtube / @NASA
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A missão Artemis 2, o 1º voo tripulado do programa lunar da Nasa desde 1972, foi lançada em 1º de abril de 2026, do Centro Espacial Kennedy, nos EUA.
|Reprodução / Youtube / @NASA
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os astronautas observam fenômenos que combinam escala extrema, dinâmica orbital e um ponto de vista único do sistema Terra-Lua
|Reprodução / Youtube / @NASA
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a espaçonave Orion realiza um sobrevoo de 6 horas ao redor da Lua.
|Reprodução / Youtube / @NASA
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Quatro astronautas –Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen (Agência Espacial Canadense)– estão a bordo da Orion, em um voo ao redor da Lua com retorno previsto à Terra em cerca de 10 dias
|Reprodução / Youtube / @NASA
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Durante o período em que a Orion passou pelo lado oculto da Lua, urante esse período, a tripulação opera de forma totalmente autônoma, sem contato com o controle da NASA, em Houston
|Reprodução / Youtube / @NASA
O espetáculo visual e a física da trajetória
Enquanto contorna o lado oculto da Lua, a tripulação vive um dos momentos mais raros da missão.
Sem contato com a Terra e diante de um cenário que poucos humanos já presenciaram, os astronautas observam fenômenos que combinam escala extrema, dinâmica orbital e um ponto de vista único do sistema Terra-Lua. Saiba quais são:
- A Lua de basquete: nessa distância, o satélite natural domina a visão pelas janelas da Orion, aparecendo com o tamanho aparente de uma bola de basquete segurada à distância de um braço, de acordo com a Nasa;
- “Earthset” e “Earthrise”: minutos antes da aproximação máxima, às 19h45, os astronautas observaram o “Earthset”, o pôr da Terra atrás do horizonte lunar. O “Earthrise”, ou nascer da Terra, se deu às 20h25, momento em que o contato com a Terra foi restabelecido;
- Estilingue gravitacional: a Orion segue uma trajetória de retorno livre, utilizando a gravidade lunar como um estilingue natural para iniciar automaticamente o caminho de volta à Terra, sem necessidade de grandes manobras de propulsão. Na prática, a diferença de massa entre a Terra e a Lua faz com que a gravidade terrestre seja dominante no sistema, puxando a nave de volta após o contorno lunar.

Ciência no ponto cego da Terra
Apesar da ausência de comunicação, o trabalho a bordo continua intenso. A tripulação utiliza câmeras de alta resolução para registrar crateras de impacto e fluxos antigos de lava, além de observar formações geológicas nas regiões polares, consideradas estratégicas para futuras missões tripuladas de pouso na Lua.
Embora a Artemis 2 não realize o pouso lunar, a validação de sistemas críticos a mais de 400 mil km da Terra é essencial para as próximas etapas do programa Artemis.
Os dados coletados sobre radiação, suporte à vida e manobras de pilotagem serão usados para garantir a segurança de futuras missões que devem levar astronautas de volta à superfície lunar pela 1ª vez desde 1972, com a Apollo 17, consolidando a presença humana duradoura no satélite natural.
O sucesso da manobra representa um passo decisivo para que a Nasa avance em seu plano de levar astronautas novamente à superfície lunar nos próximos anos.


O lado oculto da Lua
O chamado “lado oculto da Lua” é a face do satélite que não pode ser vista da Terra. Isso se dá porque a Lua está em rotação sincronizada com o planeta –um fenômeno conhecido como rotação síncrona–, o que faz com que sempre a mesma face esteja voltada para nós. Assim, a outra metade permanece fora do nosso campo de visão direto.
Apesar do nome, esse lado não está permanentemente no escuro. Ele recebe luz solar normalmente, assim como o lado visível. O termo “oculto” se refere apenas ao fato de não ser observável da Terra sem o uso de sondas ou missões espaciais.
Foi somente em 1959, com a missão soviética Luna 3, que a humanidade obteve as primeiras imagens dessa região.
Além da limitação visual, o lado oculto também representa um desafio técnico para missões espaciais. Quando uma nave passa por essa região, a própria massa da Lua bloqueia os sinais de rádio, interrompendo a comunicação direta com a Terra.
Esse fenômeno explica o “apagão” enfrentado pela cápsula Orion durante a missão Artemis 2.
Assista ao momento do lançamento da Artemis 2 (3min45s):
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