28 de fevereiro de 2026
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O ex-diretor financeiro do AparecidaPrev, Khayo Eduardo Pires de Oliveira, disse ao PORTAL NG que agiu para evitar o aporte de R$ 40 milhões em letras financeiras do Banco Master e enviou uma reconstituição documental que, segundo ele, comprova a intervenção direta do então secretário da Fazenda, Einstein Paniago, em articulações que levaram à aplicação. Khayo mostra que registrou sua discordância em ata e que participou ativamente no Comitê de Investimentos e no Conselho Municipal de Previdência para tentar barrar o negócio.

As atas anexadas por Khayo mostram que o credenciamento do Banco Master foi levado ao Conselho após solicitação formal de Einstein Paniago para reunião extraordinária em 20 de dezembro de 2023 para apresentação do banco. O documento registra a objeção técnica de conselheiros ao risco do Master e mostra que, em 15 de fevereiro de 2024, Khayo consignou em ata que “não concorda com o investimento”.

Segundo Khayo, apesar das reservas técnicas e não aprovação do investimento pelo Comitê, a ordem para a aplicação de R$ 40 milhões foi dada pelo presidente do instituto em 6 de junho de 2024. Ele aponta que Robes Venâncio, então presidente do AparecidaPrev, determinou a operação e sustenta que sua função, como diretor financeiro, ficou restrita à execução operacional das cotações e ao protocolo bancário exigido para efetivar a ordem superior.

Os fatos ocorreram durante a gestão do ex-prefeito Vilmar Mariano, que é responsável pela escolha e nomeação do presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Aparecida de Goiânia (AparecidaPrev).

Khayo ressalta que, antes da liquidação do banco em novembro de 2025, o Comitê buscou alternativas de mitigação — incluindo venda das letras financeiras em mercado secundário e permuta por títulos de instituição mais segura — medidas que, segundo ele, dependiam de decisões da presidência do instituto para serem efetivadas. Nesta época, o AparecidaPrev já era presidido por Taysa Melo, também nomeada por Vilmar Mariano, no lugar de Robes Venâncio.

Khayo enviou ao NG nesta sexta-feira (27/2) cópias das atas e do fluxo de e-mails e documentos que, segundo sua leitura, demonstram tanto a articulação de Einstein Paniago em favor do Master quanto suas tentativas de correção. Ele disse ainda que alertou a presidência para retirar os recursos do Master e realocá-los em instituição segura, sem sucesso a tempo de evitar o prejuízo resultante da liquidação do banco.

Ainda não está certo como será feita apuração das responsabilidades pelo rombo de R$ 40 milhões no AparecidaPrev. A Polícia Federal apura as aplicações de fundos previdenciários públicos com o banco de Daniel Vorcaro. A Câmara de Aparecida de Goiânia ouviu a atual presidente do AparecidaPrev, Márcia Tinoco, que apontou irregularidade na aplicação, já que teria sido feita sem conhecimento do Conselho Previdenciário Municipal. Alguns vereadores tentam viabilizar a criação de uma Comissão Especial para investigar o caso.

Autor Manoel Messias Rodrigues

Lidiane

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