6 de junho de 2026
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Investigação cita hospedagens, jantares e até compra de roupas de inverno; defesa nega irregularidades

A Polícia Federal afirma ter identificado ao menos 3 viagens internacionais do senador Ciro Nogueira (PP-PI) custeadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo hospedagens em hotéis de luxo, jantares e compras de roupas para férias na neve. Segundo a investigação, o congressista também recebia repasses mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil ligados ao empresário.

As informações foram reveladas pela TV Globo na 6ª feira (8.mai.2026) a partir de documentos da Operação Compliance Zero, investigação que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro e favorecimento político ligado ao Banco Master.

De acordo com a apuração da Globo, investigadores analisaram celulares apreendidos na 1ª fase da operação, realizada em novembro de 2025. A partir do material, a PF reuniu comprovantes bancários, registros de viagens e trocas de mensagens que, segundo a investigação, indicam relação financeira entre Vorcaro e o senador.

A polícia sustenta que a CNFL, empresa administrada por Raimundo Neto Nogueira, irmão de Ciro, era usada para operacionalizar os repasses. A filha do senador, Maria Eduarda Nogueira, também aparece como sócia da companhia.

Segundo os investigadores, empresas ligadas ao banqueiro fizeram depósitos na CNFL, apontada pela PF como estrutura criada para ocultar pagamentos destinados ao congressista. A apuração indica ainda que a empresa recebia recursos em dinheiro vivo.

A investigação identificou 265 depósitos em espécie feitos por Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, funcionário ligado a Ciro Nogueira. As movimentações somaram R$ 3,5 milhões em menos de 4 anos, segundo a PF. Parte da origem do dinheiro ainda é apurada.

A Polícia Federal também detalha viagens atribuídas ao grupo. Em abril de 2024, Ciro esteve em Paris. No mês seguinte, segundo a investigação, viajou com Vorcaro para Nova York, onde teria ficado hospedado em hotel de alto padrão e participado de jantares pagos pelo banqueiro.

Já em janeiro de 2025, os 2 teriam ido juntos a Courchevel, estação de esqui nos Alpes Franceses frequentada pela elite europeia. Segundo a PF, Vorcaro arcou inclusive com roupas de frio usadas pelo senador.

Os investigadores afirmam que os benefícios recebidos tinham relação com a atuação política de Ciro Nogueira. A suspeita é de que o senador tenha usado o mandato no Congresso para defender interesses do banqueiro.

O inquérito também elevou a pressão sobre a proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro na 3ª feira (5.mai). Segundo investigadores citados pela Globo, o banqueiro omitiu na proposta qualquer referência aos pagamentos mensais e às viagens atribuídas pela PF ao senador. Ao ser questionado, teria alegado manter apenas amizade com Ciro.

A PF avalia, preliminarmente, que a colaboração não trouxe elementos novos relevantes para a investigação. Por isso, pediu que Vorcaro deixe a Superintendência da corporação e retorne à Penitenciária Federal de Brasília.

Na 5ª feira (7.mai.2026), o ministro André Mendonça mandou suspender as atividades da CNFL. Raimundo Nogueira foi alvo de buscas e passou a usar tornozeleira eletrônica.

A defesa de Ciro Nogueira negou que Vorcaro tenha financiado viagens do senador ou de familiares. Os advogados confirmaram encontro dos 2 em Nova York, mas disseram que a passagem foi paga pelo próprio congressista.

Em relação ao apartamento de alto padrão citado pela PF, a defesa afirmou, segundo o Jornal da Globo, que Vorcaro emprestou o imóvel “como amigo” para a namorada de Ciro morar temporariamente em São Paulo, onde ela ficou por 3 meses.

Os advogados também declararam que os depósitos em espécie feitos por Bernardo Filho correspondem a vendas de uma loja de motos ligada ao senador e disseram haver documentos que comprovariam as operações.

Raimundo Nogueira negou irregularidades.

Em nota publicada no Instagram, Ciro Nogueira declarou ser alvo de perseguição política. O senador afirmou que já enfrentou situação semelhante em 2018 e escreveu que sua inocência foi comprovada à época.

“Quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, afirmou o senador, que assinou a nota como “um cidadão completamente indignado”.

Eis a íntegra da nota de Ciro Nogueira:

“Sobre a tentativa de manchar a minha honra pessoal que aconteceu nessa semana, vale lembrar algo:

“Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos.
Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição.

“Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?

“Suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo. E eu digo, nada me faz abandonar o povo que confia em mim.
Esses acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons.

“Obrigado pelas manifestações de apoio e carinho comigo e com a minha família. Que Deus continue abençoando o Piauí e o Brasil.
Vamos com tudo!

“Atenciosamente,
um cidadão completamente indignado
Senador Ciro Nogueira.”


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Autor Poder360 ·


O alto nível de endividamento das famílias brasileiras já começa a impactar diretamente o desempenho dos pequenos negócios. Dados do Banco Central indicam que cerca de 65% das famílias enfrentam algum grau de comprometimento financeiro, o que altera o padrão de compra e reduz a capacidade de consumo.

Na prática, o cenário tem provocado uma mudança no comportamento do cliente, que deixa de priorizar compras por desejo e passa a focar em itens considerados essenciais.

Segundo o especialista, George Gustavo Toledo, gestor do Programa Conexão Financeira do Sebrae Goiás, esse movimento se reflete em vendas mais lentas, redução do tíquete médio e maior sensibilidade a preços e promoções.

“O cliente passa a consumir com mais cautela, buscando alternativas mais baratas e evitando compromissos financeiros de longo prazo”, explica.

O avanço do crédito sem garantia também contribui para esse quadro. O número de brasileiros com empréstimos pessoais mais que triplicou desde 2020, enquanto as dívidas no cartão de crédito atingem milhões de consumidores.

Acesso facilitado ao crédito e baixa educação financeira tem consolidado o endividamento

Para especialistas, a combinação entre acesso facilitado ao crédito e baixa educação financeira tem consolidado o endividamento como um desafio estrutural da economia.

Os efeitos são mais evidentes em segmentos ligados ao consumo não essencial, como moda, beleza, bares, restaurantes, turismo e eletrodomésticos. Nesses setores, a retração aparece de forma imediata, com redução no volume de compras e maior seletividade por parte dos consumidores.

Em contrapartida, negócios voltados à manutenção, reparo e serviços essenciais tendem a sofrer menos impacto e, em alguns casos, até ampliar a demanda: “Empresas que ajudam o cliente a economizar ou resolver necessidades imediatas ganham espaço em momentos de restrição”, avalia o especialista.

Diante desse cenário, a orientação é que os pequenos empreendedores ajustem suas estratégias para manter a competitividade sem comprometer a margem de lucro. Entre as principais medidas estão a revisão do mix de produtos, criação de versões mais acessíveis, oferta de combos e maior controle do fluxo de caixa.

Gestão das finanças pessoais e empresariais é fundamental

Outro ponto de atenção é a organização financeira do próprio negócio. A separação entre finanças pessoais e empresariais, ainda negligenciada por muitos microempreendedores, é considerada essencial para garantir previsibilidade e acesso a crédito.

“O empresário precisa ter clareza sobre custos, margem e capital de giro. Em um ambiente de retração, a falta de controle pode comprometer a sustentabilidade do negócio”, ressalta George Gustavo.

Para manter a fidelização dos clientes, a recomendação é apostar em transparência, previsibilidade e soluções compatíveis com a realidade financeira do consumidor. Estratégias baseadas em empatia e adaptação tendem a gerar melhores resultados do que abordagens voltadas exclusivamente ao aumento de vendas.

Sebrae atua no fortalecimento dos negócios

Nesse contexto, programas de orientação financeira ganham relevância. O Sebrae em Goiás atua com consultorias, capacitação e apoio ao crédito para micro e pequenas empresas, com foco na melhoria da gestão e no fortalecimento dos negócios.

A avaliação é que, mais do que um momento de retração, o cenário atual exige reposicionamento: “Ganham espaço os empreendedores que conseguem entender o novo perfil do cliente e adaptar sua oferta de forma estratégica”, conclui George Gustavo Toledo.

Autor Rogério Luiz Abreu


A gestão municipal de Anápolis passou a figurar entre as mais bem avaliadas do país, de acordo com levantamento nacional realizado pelo Instituto Veritá. O estudo posiciona o prefeito Márcio Corrêa entre os três gestores com melhor avaliação no Brasil, além de colocá-lo na primeira posição no estado de Goiás.

A pesquisa ouviu mais de 100 mil pessoas em grandes cidades brasileiras e considerou critérios como qualidade dos serviços públicos, percepção da população e desempenho das administrações municipais. O resultado reforça o cenário de aprovação já observado em levantamentos locais.

Dados anteriores apontam que a gestão em Anápolis mantém índices elevados de aprovação popular desde o início do mandato. Levantamento realizado em 2025 indicou que mais de 75% da população avaliava positivamente a administração municipal, com baixa taxa de rejeição. Em outra medição, o índice chegou a superar 80% de aprovação entre os moradores.

O desempenho é atribuído, em grande parte, ao conjunto de ações implementadas nos primeiros meses de gestão. Entre os destaques estão investimentos na área da saúde, com ampliação de atendimentos e funcionamento de unidades, além da abertura de novas vagas na educação infantil e melhorias na infraestrutura urbana, como retomada de obras e intervenções no trânsito.

Também fazem parte das iniciativas programas de habitação, regularização fundiária e ações de zeladoria urbana, com foco na melhoria da qualidade de vida da população. A diversificação das frentes de atuação tem contribuído para consolidar a percepção positiva da gestão em diferentes regiões da cidade.

Visibilidade nacional

Em avaliação institucional, o resultado da pesquisa nacional amplia a visibilidade de Anápolis no cenário administrativo brasileiro, indicando reconhecimento não apenas local, mas também em âmbito nacional.

O levantamento também reforça a tendência de fortalecimento político da atual gestão, ao mesmo tempo em que amplia a responsabilidade administrativa diante das expectativas da população. Nesse contexto, a manutenção dos índices de aprovação passa a depender da continuidade das entregas e da capacidade de resposta às demandas da cidade.

Autor Rogério Luiz Abreu


A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) sediou, nesta quinta-feira, 12, o 1° Congresso Brasileiro de Direito Econômico, Financeiro e Tributário (CBDT). O encontro, que se estendeu ao longo de todo o dia, foi marcado pela participação do vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), bem como de ministros, acadêmicos e outras personalidades que protagonizaram um amplo debate sobre o atual modelo tributário brasileiro. 

O evento, que é resultado de uma iniciativa da Subprocuradoria-geral da Casa de Leis, foi dividido em dois dias e, portanto, será retomado amanhã, 13. A programação completa está disponível no site do CBDT 2026.

A rodada desta quinta-feira contou, ainda, com a participação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luiz Alberto Gurgel de Faria. Já na sexta-feira, 13, será a vez do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, discutir o assunto com o público participante.

A edição de 2026 carrega o tema “Reforma Tributária e os novos contornos do sistema tributário brasileiro”. Ao falar sobre o assunto, Alckmin norteou: “O Brasil está tentando fazer uma reforma tributária há décadas, com que objetivo? Simplificar”.

Em outro momento, descreveu o ambiente normativo brasileiro como um “manicômio tributário”, ressaltando que, além da elevada carga tributária, o custo de pagar tributos no país também é alto. 

“Se a gente pegar de 1988 para cá, saíram 37 normas por dia útil. É um verdadeiro manicômio tributário. Além da carga tributária ser alta, é caro pagar imposto. (…) Nós temos um único dever no Brasil que é desburocratizar, simplificar”, pontuou.

Nesse contexto, o vice-presidente do Brasil defendeu a redução da burocracia, da cumulatividade e do custo Brasil, sublinhando que a mudança do sistema poderá favorecer o crescimento econômico, elevar investimentos, exportações, e trazer mais transparência à tributação sobre o consumo. 

O presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), e o subprocurador-geral, Iure de Castro Silva, também falaram aos participantes. Peixoto ressaltou o processo de transformação vivenciado pelo Parlamento e explicou que o encontro foi articulado para esclarecer à população temas caros que permeiam os cenários político e econômico do país.

Castro, por sua vez, destacou que a Alego, sob a presidência de Peixoto, tem se tornado uma verdadeira universidade. Ele lembrou que este é o terceiro congresso promovido pela Casa e observou que, após debates sobre direito econômico e direito constitucional, chegou o momento de aprofundar o debate sobre direito tributário.

“Um evento desse porte coloca Goiás, mais uma vez, no centro dos debates nacionais, reunindo grandes nomes do direito e da administração pública para discutir temas que impactam diretamente a vida do cidadão, das empresas e do setor público”, argumentou Castro.

Também participaram do encontro os deputados Bia de Lima (PT), Cairo Salim (PSD), Virmondes Cruvinel (UB), Rosângela Rezende (Agir) e Mauro Rubem (PT). Além deles: o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), representantes da Governadoria, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e de órgãos de fiscalização e controle. 

À tarde

Os trabalhos foram retomados após o almoço, com discussões sobre diferentes campos ligados ao tema. Um deles abordou a reforma sob a perspectiva dos crimes contra a ordem tributária. Dentre os pontos discutidos, estão: tipicidade, arrecadação, fiscalização, responsabilidade de administradores e cooperação institucional no novo modelo.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, participou da mesa e destacou que se sente à vontade para falar sobre o assunto, apesar de não ser tributarista, justamente por se dedicar ao aspecto dos crimes tributários, pontos que, segundo ele, não foram afetados pela reforma. “Trago hoje um exercício de especulação como um estudioso do direito penal e do direito processual penal”, introduziu.

Ao adentrar ao tema, ele explicou que a estrutura dos crimes tributários não muda com a reforma; eles continuam previstos no Código Penal. “Quanto aos crimes materiais continuou o entendimento de que a configuração deles pressupõe a constituição definitiva do crédito tributário. Aos crimes formais, o não recolhimento do ICMS, embora regularmente declarado, pode configurar apropriação indébita tributária, desde que presente o dolo de desapropriação. ”

A moderação foi feita por Eduardo Lolli, procurador e secretário de Instrução Técnica e Controle da Alego, que aproveitou a oportunidade para agradecer ao deputado Bruno Peixoto por ter se comprometido com a realização do evento. Em seguida, o desembargador do TJGO, Wilson da Silva Dias, falou das suas preocupações em relação às alterações da norma tributária.

Por sua vez, o advogado e especialista em Direito Constitucional, Gilles Gomes, chamou atenção para um ponto que pode gerar dúvida. “O que antes era algo muito bem determinado em impostos federais e estaduais – caso em que o fato fixava as pessoas responsáveis pela persecução, ou seja, Policial Federal ou Estadual – agora, pode gerar dúvida”, levantou.

Depois, foi a vez de um novo time de especialistas debater o tema ‘Judicialização tributária’ sob o espectro do que muda e o que permanece crítico. O moderador da mesa foi José Eduardo Rangel de Alckmin. 

Ele, que é advogado, professor e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ponderou que a burocracia é o grande problema da vida tributária. “O próprio vice-presidente da República reconheceu aqui que a burocracia é mais cara do que a própria produção para as empresas”, lembrou Alckmin antes de passar a palavra aos colegas e iniciar os debates sobre as possíveis soluções para esse entrave. 

Agro em foco 

Em seguida, os especialistas abordaram questões relacionadas à segurança jurídica, crédito rural e ambiente de investimentos no agronegócio. A intenção da mesa foi debater os impactos da reforma no campo e no ambiente de investimentos. Ao comentar o assunto, o palestrante Mateus Benato Pontalti, advogado e mestre em direito tributário, enfatizou a importância de entender como o novo modelo funciona.

Segundo o especialista, no modelo antigo de tributação sobre o consumo, havia cinco principais tributos: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). “Com a Reforma Tributária, os principais tributos passaram a ser o IBS [Impostos sobre Bens e Serviços] e o CBS [Contribuição sobre Bens e Serviços]”, explicou.

Pontalti ressaltou: “Houve a criação de regimes diferenciados de tributação: Há uma alíquota padrão de IBS e CBS, em torno de 28% e regimes diferenciados de alíquota reduzida. Um desses setores é justamente o agronegócio, que teve a reforma tributária adequada a seu contexto. Um dos mecanismos adotados, por exemplo, é a redução das alíquotas sobre alimentos”. 

Na esteira, um novo grupo de especialistas assumiu seu lugar no palco, para falar sobre ‘Economia digital, tributação de plataformas, inteligência artificial e impactos concorrenciais’.

“O tema, além de relevante, é muito atual. O que interessa é que seja mantido o princípio da neutralidade. Operação por meio de plataformas impõe um custo mais baixo, então, manter a neutralidade nesse tipo de operação é muito importante”, disse a moderadora da mesa, advogada Giovanna de Brito Sant’Anna.

Ela também observou que quando o assunto passa por questões digitais, a impressão que fica é de que a legislação brasileira não consegue acompanhar todas as atualizações. “É muito difícil manter a legislação acompanhando as atualizações que temos”, considerou antes de passar a palavra para o professor Paulo Caliendo. Ele abordou as possíveis soluções para as diferentes problemáticas que permeiam o tema. 

Todas as palestras foram transmitidas ao vivo pelo canal oficial da Assembleia Legislativa no YouTube. Clique aqui para acessá-las.

Homenagens

O dia também foi marcado por entrega de honrarias. Geraldo Alckmin recebeu o diploma que o torna, por lei e mérito, cidadão goiano. Maria Lúcia Guimarães Ribeiro Alckmin, esposa do vice-presidente, foi agraciada com a Comenda Berenice Teixeira Artiaga, por ocasião do Dia Internacional da Mulher. Já o ex-ministro do TSE, José Eduardo Rangel de Alckmin, recebeu a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O ex-diretor financeiro do AparecidaPrev, Khayo Eduardo Pires de Oliveira, disse ao PORTAL NG que agiu para evitar o aporte de R$ 40 milhões em letras financeiras do Banco Master e enviou uma reconstituição documental que, segundo ele, comprova a intervenção direta do então secretário da Fazenda, Einstein Paniago, em articulações que levaram à aplicação. Khayo mostra que registrou sua discordância em ata e que participou ativamente no Comitê de Investimentos e no Conselho Municipal de Previdência para tentar barrar o negócio.

As atas anexadas por Khayo mostram que o credenciamento do Banco Master foi levado ao Conselho após solicitação formal de Einstein Paniago para reunião extraordinária em 20 de dezembro de 2023 para apresentação do banco. O documento registra a objeção técnica de conselheiros ao risco do Master e mostra que, em 15 de fevereiro de 2024, Khayo consignou em ata que “não concorda com o investimento”.

Segundo Khayo, apesar das reservas técnicas e não aprovação do investimento pelo Comitê, a ordem para a aplicação de R$ 40 milhões foi dada pelo presidente do instituto em 6 de junho de 2024. Ele aponta que Robes Venâncio, então presidente do AparecidaPrev, determinou a operação e sustenta que sua função, como diretor financeiro, ficou restrita à execução operacional das cotações e ao protocolo bancário exigido para efetivar a ordem superior.

Os fatos ocorreram durante a gestão do ex-prefeito Vilmar Mariano, que é responsável pela escolha e nomeação do presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Aparecida de Goiânia (AparecidaPrev).

Khayo ressalta que, antes da liquidação do banco em novembro de 2025, o Comitê buscou alternativas de mitigação — incluindo venda das letras financeiras em mercado secundário e permuta por títulos de instituição mais segura — medidas que, segundo ele, dependiam de decisões da presidência do instituto para serem efetivadas. Nesta época, o AparecidaPrev já era presidido por Taysa Melo, também nomeada por Vilmar Mariano, no lugar de Robes Venâncio.

Khayo enviou ao NG nesta sexta-feira (27/2) cópias das atas e do fluxo de e-mails e documentos que, segundo sua leitura, demonstram tanto a articulação de Einstein Paniago em favor do Master quanto suas tentativas de correção. Ele disse ainda que alertou a presidência para retirar os recursos do Master e realocá-los em instituição segura, sem sucesso a tempo de evitar o prejuízo resultante da liquidação do banco.

Ainda não está certo como será feita apuração das responsabilidades pelo rombo de R$ 40 milhões no AparecidaPrev. A Polícia Federal apura as aplicações de fundos previdenciários públicos com o banco de Daniel Vorcaro. A Câmara de Aparecida de Goiânia ouviu a atual presidente do AparecidaPrev, Márcia Tinoco, que apontou irregularidade na aplicação, já que teria sido feita sem conhecimento do Conselho Previdenciário Municipal. Alguns vereadores tentam viabilizar a criação de uma Comissão Especial para investigar o caso.

Autor Manoel Messias Rodrigues


O TikTok deixou de ser apenas uma rede de entretenimento para se consolidar como uma vitrine de consumo capaz de influenciar decisões de compra em questão de horas. Produtos, estilos e marcas viralizam rapidamente e criam picos imediatos de demanda, fenômeno conhecido como “Efeito TikTok”, que tem aberto espaço para que pequenos negócios ganhem visibilidade e ampliem vendas com baixo investimento em publicidade tradicional.

O comportamento foi mapeado pelo Sebrae Goiás como uma das principais tendências culturais e de mercado no Caderno de Tendências 2026, elaborado pelo Observatório Sebrae. A publicação analisa hábitos, valores e movimentos que impactam diretamente o ambiente de negócios e orienta empreendedores a transformar engajamento digital em estratégia comercial.

Segundo o levantamento, a dinâmica da plataforma favorece conteúdos espontâneos e autênticos, o que reduz a dependência de grandes produções e democratiza a atenção do público. Na prática, vídeos simples, mostrando bastidores, uso real de produtos ou depoimentos de clientes, tendem a gerar mais confiança e conexão do que campanhas publicitárias convencionais.

Para a gestora estadual de Moda do Sebrae Goiás, Thais Oliveira, esse cenário cria oportunidades especialmente para marcas de menor porte.

Gestora estadual de Moda do Sebrae Goiás, Thais Oliveira // Foto: SebraeGO/Divulgação

“O TikTok trouxe para a moda uma dinâmica fluida. Hoje, uma pequena marca autoral pode ganhar visibilidade nacional com um vídeo autêntico, mostrando bastidores ou uma peça diferenciada. O consumidor busca proximidade e verdade, e isso favorece os pequenos negócios, que conseguem comunicar com mais humanidade e criatividade”, afirma.

Na moda, o impacto é ainda mais acelerado. Microtendências surgem e desaparecem em ritmo intenso, influenciando diretamente o comportamento de compra. Estilos e combinações viralizam em poucas horas, exigindo que empreendedores estejam atentos às movimentações digitais e preparados para responder rapidamente à demanda.

Foto; SebraeGO/Divulgação

De acordo com o Sebrae, a visibilidade gerada pela rede social só se converte em resultado quando há planejamento. Monitorar hashtags, estimular a participação dos clientes na produção de conteúdo e manter coerência entre posicionamento de marca e público-alvo estão entre as estratégias recomendadas.

“O TikTok está aí e, se bem utilizado, pode ser um meio eficiente de vendas para pequenos negócios”, reforça Thais.

Um exemplo citado é o da marca goiana TXC, que utiliza a plataforma para dialogar com o público agro e country por meio de narrativas alinhadas à identidade regional, fortalecendo o reconhecimento e o engajamento da marca.

Empreendedores interessados em estruturar presença digital e planejar ações estratégicas podem buscar orientação nas unidades do Sebrae Goiás, que oferecem capacitações e consultorias voltadas ao uso de redes sociais como ferramenta de negócios.

Autor Rogério Luiz Abreu


Ao apresentar o balanço de 2025, a Comissão de Assistência Social, presidida pela deputada Vivian Naves (PP), aproveitou para reforçar que as ações desenvolvidas ao longo da sessão legislativa traduzem o compromisso do colegiado em promover políticas públicas sensíveis e alinhadas às demandas da população em situação de vulnerabilidade.

O documento apontou que, dentre os principais pontos de atuação, a Comissão de Assistência Social concentrou esforços na discussão de pautas estruturantes e diretamente voltadas à proteção das famílias goianas, por meio da realização de audiências públicas, seminários e encontros temáticos que fortaleceram o debate qualificado em torno da assistência, da inclusão e da proteção social.

É importante apontar iniciativas voltadas à primeira infância, à prevenção de violências, ao fortalecimento do terceiro setor, à inclusão de pessoas com autismo e à instalação da Frente Parlamentar da Adoção — a segunda do país, um marco para garantir mais agilidade, cuidado e dignidade às crianças e adolescentes que aguardam uma família.

O fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (Suas), vinculado às políticas de acolhimento que priorizam o combate à violação de direitos e estimulam a valorização dos trabalhadores da área da assistência social, também foi contemplado pelo trabalho do colegiado.

Além disso, o relatório destacou a realização de eventos de grande impacto social, como o “Abril Azul – Rumo à Inclusão Social”, a audiência sobre o “Imposto Solidário”, os debates sobre “A psicologia na proteção de mulheres” e, ainda, sessões solenes de reconhecimento a líderes comunitários, igrejas e profissionais que contribuem para o desenvolvimento humano do Estado.

Desafios e avanços

Segundo a presidente do colegiado, deputada Vivian Naves, “2025 foi um ano de muito trabalho e de importantes avanços no trabalho da Assistência Social na Assembleia Legislativa de Goiás, com prioridade às pautas que fortalecem a proteção das famílias, a inclusão e a garantia de direitos e diálogo constante entre municípios, entidades e toda a rede de atendimento”.

Conforme dados apresentados, os principais desafios enfrentados envolveram, sobretudo, a necessidade de aprimorar o diálogo federativo com os municípios, ampliar a capilaridade das políticas de assistência e fortalecer a estrutura das redes de acolhimento que ainda enfrentam limitações de diversas naturezas: financiamento, pessoal e infraestrutura.

Em contrapartida, o colegiado avançou significativamente na articulação interinstitucional, aproximando o Poder Legislativo das entidades do terceiro setor, dos conselhos de direitos, das prefeituras e das instituições que atuam na linha de frente da proteção social, ampliando a participação social e fortalecendo iniciativas voltadas à primeira infância, à adoção, ao combate às violências e, ainda, à inclusão de pessoas atípicas.

A parlamentar explicou que, graças à consolidação do debate qualificado, também houve avanços na análise criteriosa de projetos de lei com forte impacto social, oferecendo pareceres técnicos consistentes e priorizando proposições que promovem dignidade, autonomia e proteção. Dessa forma, o colegiado se firmou como espaço de escuta ativa, diálogo permanente e produção legislativa responsável, comprometida e humanizada.

Metas para 2026

Neste ano, a deputada Vivian Naves adiantou que a agenda prevê o aperfeiçoamento e a ampliação das ações já iniciadas, com prioridade absoluta para o fortalecimento da rede de proteção social em todo o Estado de Goiás. A intenção é aprofundar o acompanhamento das políticas públicas implementadas ao longo de 2025, intensificar o diálogo com os municípios e consolidar medidas que promovam a segurança social, inclusão, dignidade e acesso a direitos.

“Para 2026, o compromisso é ampliar esse trabalho de forma integrada com a Procuradoria da Mulher e com as frentes parlamentares de Adoção, Terceiro Setor e Primeira Infância, garantindo políticas ainda mais consistentes, humanas e próximas de quem mais precisa”, assegurou.

Essa integração permitirá que as políticas públicas avancem de maneira mais eficiente, articulada e complementar. A sinergia entre esses espaços de atuação resultará em ações conjuntas que podem contribuir muito para desenvolver políticas públicas mais completas, intersetoriais e eficientes, capazes de fortalecer vínculos, reduzir desigualdades e consolidar uma rede de proteção que seja humana, acessível e efetiva em todo o território goiano.

Assim, 2026, observou Naves, será um ano de consolidação, amadurecimento institucional e ampliação dos compromissos assumidos, sempre guiados pelo propósito de servir com responsabilidade, sensibilidade e compromisso social.

Proposituras

Ao longo do ano de 2025, diversas proposituras foram apreciadas pela Comissão de Assistência Social. Merecem destaque os projetos de lei nº 3511/2023 e nº 642/2024, ambos de autoria do deputado Dr. George Morais (PDT) e, ainda, a proposição nº 799/2024, de autoria do deputado Gustavo Sebba (PSDB).

A primeira medida institui a política de implantação de espaços de acolhimento para adolescentes grávidas no pré-natal, no puerpério ou durante o período da lactação. É voltada para menores que se encontrem em situação de rua, tendo um grande impacto humano e social. Trata-se de um projeto de lei de natureza essencialmente protetiva, que enfrenta uma das vulnerabilidades mais graves e invisibilizadas da política social: a maternidade adolescente associada ao rompimento de vínculos familiares, ao abandono escolar, à violência doméstica, à pobreza extrema e à ausência de suporte institucional.

O segundo projeto  institui a Política Pública do Cuidado no Estado de Goiás e representa um dos avanços mais significativos debatidos por esse colegiado no exercício de 2025. A matéria possui caráter estruturante e estabelece bases sólidas para o enfrentamento de desafios históricos relacionados ao cuidado de crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e demais grupos em situação de vulnerabilidade.

Seu texto consolida princípios essenciais — como dignidade da pessoa humana, igualdade, integralidade, participação social e intersetorialidade — e transforma tais fundamentos em diretrizes objetivas, voltadas à capacitação de cuidadores, à promoção de campanhas educativas, ao fortalecimento das redes de apoio comunitário e ao acesso ampliado aos serviços de saúde, educação e assistência social. Trata-se, portanto, de uma política que não apenas organiza esforços já existentes, mas também promove uma visão moderna e integrada do cuidado como responsabilidade compartilhada entre o Estado, sociedade e famílias.

A terceira iniciativa tem o objetivo de instituir o Programa de Acompanhamento Psicológico, Social e Jurídico às mulheres vítimas de violência doméstica e a seus familiares no Estado de Goiás.

A matéria apresenta elevada densidade social, pois visa a fortalecer a rede de proteção às mulheres em situação de violência, assegurando atendimento humanizado, integral e multidisciplinar. A iniciativa contempla de forma clara a necessidade de articulação entre diferentes órgãos e políticas públicas, compreendendo que o enfrentamento à violência doméstica exige ações articuladas entre assistência social, segurança pública, saúde, sistema de justiça e demais estruturas estatais.

A proposição cria um programa que contempla apoio psicológico especializado, acolhimento social, orientação jurídica e encaminhamento adequado, de modo a garantir que as vítimas possam compreender seus direitos, acessar medidas protetivas e romper com ciclos de violência com segurança e autonomia. O fato de o atendimento ser centralizado no Centro de Referência Estadual da Igualdade (Crei), com possibilidade de articulação intersetorial, reforça a eficiência administrativa e a racionalidade na gestão da política pública.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), aparece como favorito na disputa pelo Palácio das Esmeraldas em 2026. Pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta sexta-feira (26/9) pela CNN e pela revista IstoÉ, mostra que o emedebista tem 42,3% das intenções de voto na pesquisa estimulada, contra 16,5% do senador Wilder Morais (PL). A diferença entre os dois é de 25,8 pontos percentuais, consolidando Daniel em primeiro lugar.

Na sequência, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) registra 15,6% e a deputada federal Adriana Accorsi (PT) aparece com 15,4%. Os três adversários de Daniel estão tecnicamente empatados, segundo o levantamento. O pré-candidato do Novo, Telêmaco Brandão, foi citado por 0,3% dos entrevistados.

O recorte por segmentos do eleitorado mostra que Daniel Vilela tem mais força entre jovens (57,6%), eleitores com ensino fundamental (54,7%) e nas regiões Norte e Noroeste do estado (60%). Já Wilder Morais tem maior presença entre evangélicos (22,8%) e pessoas sem religião (24%). Adriana Accorsi se destaca na capital, com 40,3%, desempenho associado à sua candidatura em 2024 à Prefeitura de Goiânia, quando terminou em terceiro lugar.

A pesquisa também simulou outro cenário, sem a presença de Marconi Perillo e com Wilder substituído pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL). Nesse caso, Daniel Vilela mantém a liderança, com 43,1% das intenções de voto. Gayer aparece em segundo lugar com 25,4%, seguido por Adriana Accorsi, que soma 21,4%. Telêmaco Brandão manteve 0,3%.

O levantamento ouviu 2.872 eleitores goianos entre os dias 17 e 23 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Especialistas em ciência política avaliam que a vantagem atual de Daniel Vilela é significativa no cenário goiano. Em eleições passadas, raramente um pré-candidato iniciou a corrida com mais de 40% das intenções de voto, margem considerada confortável para quem busca consolidar alianças e fortalecer palanques regionais.

A tendência, segundo analistas, é de que o vice-governador entre em 2026 como favorito, embora o histórico de Goiás também mostre campanhas marcadas por viradas nas fases finais da disputa.

Autor Rogério Luiz Abreu


A gestão do prefeito de Terezópolis, Fhelipe Almeida (PP), iniciada em janeiro deste ano, recebeu ampla aprovação dos moradores. Levantamento realizado pelo instituto Ativa Pesquisas e Diagnósticos revela que 72% dos entrevistados classificam a administração como ótima ou boa, 22% avaliam como regular e apenas 6% consideram ruim ou péssima.

Em comparação à gestão anterior, 62% acreditam que o atual governo é melhor, enquanto 25% veem como igual e 10% apontam como pior. O levantamento também indica que 59% da população percebem o prefeito mais próximo dos moradores em relação a administrações passadas, o que reforça a estratégia de aproximação adotada desde o início do mandato.

Na avaliação direta sobre a forma de governar, Fhelipe Almeida aparece com 81% de aprovação, contra 12% de desaprovação e 7% que não souberam responder. Esses índices colocam Terezópolis acima da média nacional de satisfação com prefeitos em primeiro ano de mandato, que costuma girar em torno de 60% de aprovação, segundo levantamentos recentes de institutos de pesquisa política.

As prioridades apontadas pela população reforçam os desafios da gestão. Para 33% dos moradores, a saúde deve ser o foco principal, seguida da geração de emprego e renda (29%) e da segurança pública (11%). Para 82% dos entrevistados, a cidade caminha na direção certa, sinalizando confiança no futuro da administração municipal.

Ao comentar os números, Fhelipe Almeida agradeceu a confiança da população e destacou a responsabilidade diante das expectativas: “Recebo esses números com muita humildade e gratidão. Eles mostram que estamos no caminho certo, mas também reforçam a responsabilidade que temos com cada morador”, disse.

“Continuaremos trabalhando firme para melhorar a saúde, gerar mais oportunidades e garantir qualidade de vida para todos os terezopolitanos”, afirmou o gestor.

O desempenho positivo fortalece politicamente o prefeito e sinaliza estabilidade para a continuidade das políticas públicas em Terezópolis. Especialistas apontam que, em cenários semelhantes, altos índices de aprovação no início do mandato tendem a abrir espaço para novas alianças políticas e maior capacidade de atração de investimentos.

Autor Rogério Luiz Abreu


O prefeito de Hidrolândia, Zé Délio (UB), apresentou à população um levantamento realizado pelo instituto Goiás Pesquisas que revelou um alto índice de aprovação de sua gestão. Os números mostram que a administração da chamada cidade das jabuticabas alcançou 97,89% de aprovação. O atual governo municipal está em segundo mandato, e o dado chama atenção porque, nos primeiros quatro anos de trabalho (2021 a 2024), a aprovação já girava em torno de 85%, também considerada expressiva.

Zé Délio recebeu com entusiasmo as informações e divulgou os resultados em suas redes sociais, destacando a união política e o foco em obras e no desenvolvimento da cidade. Ao lado do vice-prefeito Wellington Leandro, da presidente da Câmara, Dra. Thaísy Mendonça, e dos demais 10 vereadores, o prefeito celebrou o levantamento.

“Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo, porque aqui promessa é dívida”, afirmou o gestor, reforçando ainda que este segundo mandato tem superado o primeiro: “O alto índice de aprovação que alcançamos é a validação das promessas de campanha e dos compromissos que assumi com a população. Dia a dia, todos estão acompanhando o desenvolvimento da cidade”, completou.

Segundo o prefeito, atualmente Hidrolândia conta com 26 obras em andamento, abrangendo desde infraestrutura até benefícios sociais. Ele destacou a importância da parceria com o Legislativo, enfatizando que a união com os vereadores é fundamental para o sucesso das ações. Hoje, os 11 parlamentares do município dão sustentação integral ao Executivo na Câmara.

Ao comemorar o resultado no vídeo publicado em suas redes sociais, Zé Délio reforçou o compromisso de manter o foco no atual mandato: “A eleição de 2028 ainda não chegou”, declarou, pedindo que equipe e população priorizem a entrega de resultados e a melhoria da qualidade de vida dos hidrolandenses.

O prefeito também mencionou o alinhamento político-administrativo com o Estado, destacando a parceria com o governador Ronaldo Caiado (UB) e o vice-governador Daniel Vilela (MDB). Segundo ele, essa união tem sido essencial para impulsionar o crescimento da cidade, garantindo que Hidrolândia continue a receber o apoio necessário para se desenvolver.

Com alta aprovação e respaldo político, a gestão busca consolidar sua posição e reforçar a ideia de que o trabalho conjunto e a dedicação à população são a base do governo municipal.

Autor Rogério Luiz Abreu