
A Prefeitura de Goiânia deu início a uma das principais intervenções de drenagem urbana planejadas para a capital nos últimos anos. O prefeito Sandro Mabel anunciou, nesta quarta-feira (24/6), a construção da primeira grande obra de contenção de alagamentos na bacia do Córrego Botafogo, considerada uma das regiões mais afetadas pelas fortes chuvas na cidade. Com investimento estimado em R$ 40 milhões, a intervenção será executada em caráter emergencial e tem previsão de conclusão até o final deste ano.
O projeto prevê a implantação de uma bacia de retenção de águas pluviais entre a Rua Nonato Mota e a Avenida 2ª Radial, na Vila Redenção. A estrutura terá capacidade para armazenar aproximadamente 100 mil metros cúbicos de água durante os períodos de chuva intensa, reduzindo a pressão sobre o sistema de drenagem e diminuindo o volume que chega aos pontos críticos da bacia do Botafogo.
Segundo o prefeito Sandro Mabel, a expectativa é que a obra reduza significativamente os alagamentos registrados principalmente na Marginal Botafogo e no Complexo Viário Jamel Cecílio, locais que frequentemente enfrentam transtornos durante temporais.
“Essa é uma obra que atua diretamente na redução dos volumes de água que chegam aos pontos mais críticos da bacia do Botafogo e poderá diminuir em até 50% a descarga de água na região da Jamel Cecílio. Esperamos que ela esteja pronta para o próximo período chuvoso”, afirmou.
Além da construção da bacia, o município prevê melhorias na microdrenagem da região, ampliando a capacidade de captação e escoamento das águas pluviais. A meta é reduzir a recorrência dos alagamentos, minimizar impactos no trânsito e aumentar a segurança para motoristas, pedestres e moradores das áreas afetadas.
Estrutura para controlar o fluxo das chuvas
O sistema funcionará como um reservatório temporário durante os períodos de precipitação mais intensa. A água será armazenada e liberada gradualmente para a rede de drenagem, evitando sobrecarga nos córregos, galerias e bueiros. O mecanismo é considerado uma das soluções mais eficazes para reduzir picos de vazão em áreas urbanizadas.
De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura Urbana, Francisco Lacerda, a bacia do Córrego Botafogo concentra um dos maiores desafios de drenagem da capital devido ao elevado grau de impermeabilização do solo.
“Quando ocorre uma chuva forte, grandes volumes de água chegam rapidamente ao sistema de drenagem, provocando alagamentos e interrupções no trânsito. A obra foi planejada justamente para reduzir esse impacto e trazer mais segurança à população”, explicou.
A contratação será feita em regime emergencial para acelerar a execução. Paralelamente, a Prefeitura já prepara os processos licitatórios para novas estruturas de contenção previstas em outras etapas do programa de drenagem urbana.
Planejamento para as próximas décadas
Durante o anúncio, Sandro Mabel também destacou a conclusão do Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU), elaborado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em parceria com a administração municipal. O documento reúne um diagnóstico completo da situação da drenagem na capital e estabelece diretrizes para os próximos 30 anos.
O estudo identifica áreas prioritárias para investimentos, aponta intervenções necessárias em diferentes bacias hidrográficas e servirá como base para reduzir riscos de alagamentos, inundações e processos erosivos em Goiânia.
A construção da bacia de retenção na Vila Redenção representa a primeira grande ação prática dentro dessa estratégia de longo prazo. A expectativa da Prefeitura é que a obra marque o início de uma nova etapa na gestão das águas pluviais da capital, reduzindo prejuízos causados pelas chuvas e oferecendo mais segurança para a população.
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