18 de julho de 2026
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A Prefeitura de Goiânia deu início a uma das principais intervenções de drenagem urbana planejadas para a capital nos últimos anos. O prefeito Sandro Mabel anunciou, nesta quarta-feira (24/6), a construção da primeira grande obra de contenção de alagamentos na bacia do Córrego Botafogo, considerada uma das regiões mais afetadas pelas fortes chuvas na cidade. Com investimento estimado em R$ 40 milhões, a intervenção será executada em caráter emergencial e tem previsão de conclusão até o final deste ano.

O projeto prevê a implantação de uma bacia de retenção de águas pluviais entre a Rua Nonato Mota e a Avenida 2ª Radial, na Vila Redenção. A estrutura terá capacidade para armazenar aproximadamente 100 mil metros cúbicos de água durante os períodos de chuva intensa, reduzindo a pressão sobre o sistema de drenagem e diminuindo o volume que chega aos pontos críticos da bacia do Botafogo.

Segundo o prefeito Sandro Mabel, a expectativa é que a obra reduza significativamente os alagamentos registrados principalmente na Marginal Botafogo e no Complexo Viário Jamel Cecílio, locais que frequentemente enfrentam transtornos durante temporais.

“Essa é uma obra que atua diretamente na redução dos volumes de água que chegam aos pontos mais críticos da bacia do Botafogo e poderá diminuir em até 50% a descarga de água na região da Jamel Cecílio. Esperamos que ela esteja pronta para o próximo período chuvoso”, afirmou.

Além da construção da bacia, o município prevê melhorias na microdrenagem da região, ampliando a capacidade de captação e escoamento das águas pluviais. A meta é reduzir a recorrência dos alagamentos, minimizar impactos no trânsito e aumentar a segurança para motoristas, pedestres e moradores das áreas afetadas.

Estrutura para controlar o fluxo das chuvas

O sistema funcionará como um reservatório temporário durante os períodos de precipitação mais intensa. A água será armazenada e liberada gradualmente para a rede de drenagem, evitando sobrecarga nos córregos, galerias e bueiros. O mecanismo é considerado uma das soluções mais eficazes para reduzir picos de vazão em áreas urbanizadas.

De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura Urbana, Francisco Lacerda, a bacia do Córrego Botafogo concentra um dos maiores desafios de drenagem da capital devido ao elevado grau de impermeabilização do solo.

“Quando ocorre uma chuva forte, grandes volumes de água chegam rapidamente ao sistema de drenagem, provocando alagamentos e interrupções no trânsito. A obra foi planejada justamente para reduzir esse impacto e trazer mais segurança à população”, explicou.

A contratação será feita em regime emergencial para acelerar a execução. Paralelamente, a Prefeitura já prepara os processos licitatórios para novas estruturas de contenção previstas em outras etapas do programa de drenagem urbana.

Planejamento para as próximas décadas

Durante o anúncio, Sandro Mabel também destacou a conclusão do Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU), elaborado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em parceria com a administração municipal. O documento reúne um diagnóstico completo da situação da drenagem na capital e estabelece diretrizes para os próximos 30 anos.

Durante o evento, o prefeito, Sandro Mabel, acompanhou a apresentação de slides exemplificando ações que serão realizadas // Foto: Alex Malheiros

O estudo identifica áreas prioritárias para investimentos, aponta intervenções necessárias em diferentes bacias hidrográficas e servirá como base para reduzir riscos de alagamentos, inundações e processos erosivos em Goiânia.

A construção da bacia de retenção na Vila Redenção representa a primeira grande ação prática dentro dessa estratégia de longo prazo. A expectativa da Prefeitura é que a obra marque o início de uma nova etapa na gestão das águas pluviais da capital, reduzindo prejuízos causados pelas chuvas e oferecendo mais segurança para a população.

Autor Rogério Luiz Abreu


Descoberta no bloco Norte de Brava, a 105 km da costa do Rio de Janeiro, fortalece expectativas para exploração de petróleo e gás natural em nova fronteira do pré-sal, diz Petrobras.

A Petrobras confirmou a presença de hidrocarbonetos no pré-sal da Bacia de Campos, em um poço exploratório localizado no bloco Norte de Brava, a aproximadamente 105 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro. A perfuração foi realizada em águas com profundidade de 575 metros, e representa mais um passo no avanço da exploração de petróleo e gás natural no Brasil.

Segundo a companhia, os hidrocarbonetos foram identificados através de perfis elétricos, indícios de gás e amostragem de fluidos, que serão analisados em laboratório para caracterizar o tipo de reservatório encontrado. Essa avaliação técnica permitirá dimensionar o potencial produtivo da área e definir as próximas etapas de exploração energética no local.

Descoberta pode gerar novos combustíveis e derivados do petróleo

Os hidrocarbonetos estão presentes em uma ampla variedade de produtos industriais, como combustíveis líquidos e gasosos, plásticos, tintas, resinas e até asfalto. Por isso, o resultado da perfuração no bloco Norte de Brava é visto com grande otimismo por especialistas do setor, que apontam o local como um novo ativo estratégico para a matriz energética nacional.

A Petrobras, operadora do bloco e detentora de 100% de participação, informou que a área foi adquirida em dezembro de 2022, durante o 1º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, organizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Bacia de Campos continua relevante para o pré-sal

Apesar do foco crescente na Bacia de Santos, a Bacia de Campos continua demonstrando alto potencial para descobertas significativas no pré-sal. A nova perfuração reforça a presença de reservatórios promissores e destaca a estratégia de retomada da exploração em áreas maduras e subexploradas, com apoio da tecnologia de ponta e dados geológicos refinados.

A Petrobras reafirma o compromisso com o avanço sustentável da produção nacional e com o fortalecimento do Brasil como grande player global no setor de energia.

Autor # Gil Campos


Nesta quarta-feira, 22, a Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CMARH) da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) participa da 1ª Conferência Intermunicipal do Meio Ambiente da Bacia do Rio Piracanjuba. O evento ocorre no auditório do Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, localizado no município de Caldas Novas, e tem início marcado para às 9 horas. A presidente da CMARH, deputada Rosângela Rezende (Agir), deverá marcar presença no encontro, que contará com transmissão ao vivo. 

Com o tema “Emergência climática: o desafio da transformação ecológica”, a conferência visa a conscientizar a população sobre a importância da preservação ambiental na bacia do Rio Piracanjuba. A região enfrenta desafios como a poluição e o desmatamento. 

O evento

A iniciativa é liderada pelo movimento SOS Rio Piracanjuba, que é encabeçado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental (Idesa). Além da Alego, o evento conta ainda com a parceria da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Interessados em participar devem realizar inscrição na página do movimento. Nota divulgada na manhã de hoje contabilizava a confirmação de mais de 350 inscritos. Dentre estes estão representantes de segmentos sociais variados, como empresários, produtores rurais, catadores de material reciclável, doutores em biodiversidade, pesquisadores de diversas áreas, estudantes, donas de casa, ribeirinhos, lideranças comunitárias, universidades, professores, prefeitos, vereadores, servidores públicos, indígenas, quilombolas e gestores públicos municipais.

Municípios participantes

A articulação envolve a participação de representantes dos 12 municípios integrantes da Bacia do Rio Piracanjuba. São eles: Água Limpa, Bela Vista, Buriti Alegre, Caldas Novas, Corumbaíba, Cristianópolis, Marzagão, Morrinhos, Piracanjuba, Rio Quente, Santa Cruz de Goiás e São Miguel do Passa Quatro.

A bacia hidrográfica

Localizada no Sudeste do Estado de Goiás, a Bacia Hidrográfica do Rio Piracanjuba nasce na Serra do Alecrim, em Bela Vista de Goiás, e deságua no Lago das Brisas, em Buriti Alegre. Ela é responsável pelo abastecimento de água das cidades de Bela Vista de Goiás e Piracanjuba. 

Suas divisas encontram outras duas importantes bacias hidrográficas do Estado: a do Rio Meia Ponte e a do Rio Corumbá. A agricultura e a pecuária são as atividades econômicas mais frequentes na região, que também abriga áreas de preservação, como o Parque Municipal das Orquídeas, em Piracanjuba, além do Parque Estadual da Serra de Caldas Novas.

Emergência climática

Emergência climática é o reconhecimento da gravidade do aquecimento global e das suas consequências, que envolvem o aumento das ondas de calor e a ocorrência, cada vez mais frequente, de catástrofes naturais, como inundações, secas, tempestades e desequilíbrio na biodiversidade.

Os desequilíbrios são frutos da ação humana, que, por meio de suas atividades econômicas e industriais, acaba aumentando a emissão de gases poluentes, causadores do efeito estufa na atmosfera. A queima de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás, é a principal fonte desses gases poluentes.

O aquecimento global também traz consequências para a saúde pública, agravando doenças respiratórias e cardiovasculares e aumentando a incidência de doenças transmitidas por vetores, como dengue e malária. Pode aumentar, ainda, os conflitos por recursos naturais.

A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas são eventos mundiais, realizados anualmente, para negociar questões relacionadas ao tema. Ela tem como referência o Protocolo de Quioto, que foi assinado em 1997. O tratado internacional reúne os principais compromissos a serem adotados pelos países para a redução da emissão de gases causadores de efeito estufa.  

Neste ano, a conferência (COP30) terá como sede a cidade de Belém, no estado do Pará. 



Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás