18 de junho de 2026
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Países discutiram em cúpula na França, na 4ª feira (17.jun), estratégia que reduz a dependência externa de minerais críticos

Os países do G7 concordaram, na 4ª feira (17.jun.2026), que nenhum fornecedor isolado deverá responder por mais de 60% das importações de minerais críticos do bloco até 2030. A medida faz parte de uma estratégia para reduzir a dependência internacional da China em materiais considerados essenciais para setores como defesa, tecnologia, energia e indústria. As informações foram divulgadas pela Reuters

A proposta foi discutida durante a cúpula do grupo, realizada em Évian-les-Bains, na França, e estabelece ações coordenadas para ampliar cadeias alternativas de suprimento, fortalecer estoques estratégicos e estimular novos investimentos no setor mineral.

Embora o comunicado final não mencione Pequim diretamente, fontes ligadas às negociações afirmaram à Reuters que a iniciativa busca diminuir a concentração global em torno da produção e do processamento de minerais críticos e de terras-raras, segmentos nos quais a China ocupa posição dominante.

Até o momento, os países integrantes do grupo anunciaram 195 projetos ligados ao setor mineral desde o início de 2026, com investimentos estimados em 64 bilhões de euros (US$ 74 bilhões). A expectativa é acelerar a construção de cadeias alternativas de suprimento capazes de reduzir a dependência externa.

PARTICIPAÇÃO REDUZIDA

Os líderes também estabeleceram como objetivo a longo prazo reduzir a participação de um único fornecedor para 50% o mais rapidamente possível. O plano inicial estabelece a implementação de mecanismos comuns voltados ao lítio e ao níquel, 2 materiais considerados estratégicos para baterias, veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia. Posteriormente, a proposta deverá ser ampliada para outros minerais, especialmente elementos de terras-raras.

A discussão ganhou força depois de medidas adotadas pela China para restringir exportações de materiais estratégicos, movimento que provocou preocupações entre governos e empresas sobre possíveis impactos em cadeias produtivas globais.

As terras-raras e outros minerais críticos são considerados insumos essenciais para equipamentos eletrônicos, sistemas militares, turbinas eólicas, veículos elétricos, semicondutores e tecnologias ligadas à transição energética. Apesar do nome, muitos desses minerais não são necessariamente escassos, mas o processamento e o refino exigem infraestrutura complexa e investimentos elevados.

CHINA CONCENTRA 70% DE MINERAIS CRÍTICOS 

Dados da AIE (Agência Internacional de Energia) indicam que a China concentra 70% da capacidade mundial de refino da maior parte dos minerais críticos. Em alguns produtos específicos, a participação é ainda maior, principalmente nas etapas de processamento industrial e fabricação de componentes.

Os integrantes do G7 também discutiram a criação de uma plataforma internacional para coordenação de políticas públicas, compartilhamento de informações e monitoramento de riscos relacionados às cadeias globais de abastecimento. A iniciativa deverá contar com participação ampliada da AIE para acompanhamento do mercado e identificação antecipada de possíveis desequilíbrios.



Autor Poder360 ·

Lidiane

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