
Partido também conta com 15 alianças regionais; Edinho Silva afirma que 90% da campanha está organizada
O PT contabiliza 12 palanques próprios e 15 alianças estaduais para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro de 2026. Faltam menos de 6 meses para o 1º turno. O presidente do partido, Edinho Silva, disse que a organização está avançada: “Estamos com 90% da campanha do presidente já organizada nos Estados. São poucos Estados que precisamos de ajustes”.
A fala foi no encerramento do 8º Congresso do PT, neste domingo (26.abr.2026), em Brasília. O detalhamento veio do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. “Esse trabalho foi eu que fiz. São 18 candidatos a senador e 12 palanques do PT e essas outras alianças”, afirmou.
A legenda disse que falta decidir: Alagoas, Paraíba e Maranhão –o último Estado é citado como o caso mais delicado.
O número confirma o cálculo antecipado por José Dirceu (PT), ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato a deputado. Mais cedo, durante o congresso, ele havia falado em 12 palanques e 15 alianças. Dirceu coordena também a elaboração do novo programa de governo do PT, que será apresentado a Lula para a disputa de outubro.
Edinho Silva afirmou a jornalistas que as direções estaduais terão autonomia para montar seus próprios calendários eleitorais.
Com 12 palanques próprios e 15 alianças, o PT reconhece que não terá apoio formal de governadores em todos os Estados. Em alguns, Lula assegurou espaço com aliados, como no Rio de Janeiro, com Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo estadual.
Edinho Silva, presidente do PT, discursa no encerramento do 8º Congresso Nacional do partido, neste domingo (26.abr.2026), em Brasília. Ao fundo: Benedita da Silva e Fernando Haddad conversam durante o evento
O Poder360 tem acompanhado a montagem dos palanques ao longo dos últimos meses.
Dos palanques próprios do PT, estão confirmados ou encaminhados:
- Bahia – Jerônimo Rodrigues;
- Ceará – Elmano de Freitas;
- Distrito Federal – Leandro Grass;
- Espírito Santo – Helder Salomão;
- Mato Grosso do Sul – Fábio Trad;
- Piauí – Rafael Fonteles;
- Rio Grande do Norte – Carlos Eduardo Xavier;
- Rio Grande do Sul – Edegar Pretto;
- Rondônia – Expedito Netto;
- São Paulo – Fernando Haddad.
O Maranhão é o caso mais travado. A ruptura entre o governador Carlos Brandão (PSB) e Flávio Dino, ministro do STF e ex-governador do Estado, criou um racha que chegou à Justiça e ainda não foi resolvido. Dino é ex-ministro de Lula e próximo do presidente.
Na Paraíba, o PT deve abrir mão de candidatura própria e apoiar Lucas Ribeiro, do PP. O acerto ainda não está fechado.
Em Alagoas, o PT não lançará candidatura própria. A aposta é na aliança com o MDB e no apoio a Renan Filho, ex-ministro dos Transportes de Lula, que confirmou a candidatura ao governo. A articulação dos Calheiros enfrenta resistência do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP).
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