19 de abril de 2026
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Um possível ataque criminoso na madrugada desta terça-feira (13/1) destruiu 12 veículos e máquinas usados nas obras de duplicação da rodovia BR-153, no Norte de Goiás. A Polícia Civil investiga o caso, que também envolve agressões a um vigilante do canteiro de obras.

O incêndio ocorreu no km 185 da rodovia, nas proximidades da Fazenda Três Corações, em um trecho entre Campinorte e Uruaçu. Testemunhas e vestígios no local apontam para ação intencional.

Três máquinas e nove caminhões foram consumidos pelas chamas. Entre os equipamentos destruídos estavam nove caminhões-caçamba e três máquinas — retroescavadeira, motoniveladora e um trator de esteira — todos pertencentes ao canteiro responsável pela duplicação da rodovia.

O prejuízo pode chegar a R$ 10 milhões, segundo estimativa inicial. Os equipamentos estavam estacionados no local de apoio das obras e tiveram perda total após o fogo, que se espalhou rapidamente.

De acordo com a apuração, um dos vigilantes — funcionário de uma empresa terceirizada contratada pela Ecovias do Araguaia, concessionária que administra o trecho — foi levado a hospital após relatar à polícia que teria sido agredido por três homens. Em seguida, os suspeitos teriam ateado fogo aos maquinários.

Durante a ação, o guarda que fazia a vigilância do local também teria sido agredido. O delegado responsável pelo caso, Sandro Costa, afirmou que o vigilante será ouvido formalmente assim que receber alta. A perícia já está sendo realizada no local.

Concessionária afirma que acionou autoridades

A Ecovias do Araguaia informou em nota que a concessionária e a empresa executora acionaram as autoridades e estão colaborando com a apuração dos fatos. A empresa disse ainda que eventuais impactos no andamento das obras ainda estão sendo avaliados.

Até o momento, a Polícia Rodoviária Federal não divulgou posicionamento oficial sobre o episódio. A concessionária e a empreiteira seguem levantando os danos e as consequências para o cronograma.

O projeto de duplicação prevê 53 quilômetros de rodovia. Autoridades estaduais e responsáveis pelas obras agora concentram esforços nas investigações para identificar os autores e avaliar como o ataque afetará o andamento dos serviços.

Autor Manoel Messias Rodrigues

Lidiane

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