4 de junho de 2026
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A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quarta-feira (20/5), a Operação Scam para desarticular um grupo criminoso interestadual especializado em furto de veículos e maquinários pesados mediante fraude. O golpe gerou um prejuízo estimado em mais de R$ 2,5 milhões às vítimas.

Conduzida pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DERFRVA), a ação cumpriu simultaneamente sete mandados de busca e apreensão e quatro de prisão temporária. Com o apoio das polícias locais, as ordens foram executadas em Rondônia, Pernambuco e no Distrito Federal.

Ao todo, quatro suspeitos foram presos: dois em Rondônia, um em Pernambuco e um no Distrito Federal. Na casa de um investigado em Rondônia, foram apreendidas diversas munições e armas, principalmente longas.

Segundo o delegado Alexandre Netto Moreira, os criminosos usavam contratos de locação falsos e empresas de fachada para retirar os equipamentos das vítimas com aparência de legalidade.

“Após a obtenção dos bens, os criminosos desligavam os rastreadores e transportavam os equipamentos para outros estados com documentação fiscal adulterada, dificultando a localização”, explicou.

Diversas armas foram apreendidas em endereço de um investigado em Rondônia

A investigação apontou que a organização criminosa operava dividida em dois núcleos.

“Um deles era responsável pela captação fraudulenta dos veículos e maquinários em Goiás e estados vizinhos. O outro núcleo cuidava da recepção, redistribuição e comercialização ilegal dos bens, utilizando notas fiscais e contratos com dados falsificados para encobrir a origem dos equipamentos”, complementou.

No total, o bando subtraiu sete veículos e quatro máquinas de grande porte, incluindo motoniveladora, pá carregadeira, retroescavadeira e escavadeira hidráulica. Parte do maquinário já foi recuperada ao longo das investigações, inclusive em Rondônia.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Autor Flávio Veras


Um possível ataque criminoso na madrugada desta terça-feira (13/1) destruiu 12 veículos e máquinas usados nas obras de duplicação da rodovia BR-153, no Norte de Goiás. A Polícia Civil investiga o caso, que também envolve agressões a um vigilante do canteiro de obras.

O incêndio ocorreu no km 185 da rodovia, nas proximidades da Fazenda Três Corações, em um trecho entre Campinorte e Uruaçu. Testemunhas e vestígios no local apontam para ação intencional.

Três máquinas e nove caminhões foram consumidos pelas chamas. Entre os equipamentos destruídos estavam nove caminhões-caçamba e três máquinas — retroescavadeira, motoniveladora e um trator de esteira — todos pertencentes ao canteiro responsável pela duplicação da rodovia.

O prejuízo pode chegar a R$ 10 milhões, segundo estimativa inicial. Os equipamentos estavam estacionados no local de apoio das obras e tiveram perda total após o fogo, que se espalhou rapidamente.

De acordo com a apuração, um dos vigilantes — funcionário de uma empresa terceirizada contratada pela Ecovias do Araguaia, concessionária que administra o trecho — foi levado a hospital após relatar à polícia que teria sido agredido por três homens. Em seguida, os suspeitos teriam ateado fogo aos maquinários.

Durante a ação, o guarda que fazia a vigilância do local também teria sido agredido. O delegado responsável pelo caso, Sandro Costa, afirmou que o vigilante será ouvido formalmente assim que receber alta. A perícia já está sendo realizada no local.

Concessionária afirma que acionou autoridades

A Ecovias do Araguaia informou em nota que a concessionária e a empresa executora acionaram as autoridades e estão colaborando com a apuração dos fatos. A empresa disse ainda que eventuais impactos no andamento das obras ainda estão sendo avaliados.

Até o momento, a Polícia Rodoviária Federal não divulgou posicionamento oficial sobre o episódio. A concessionária e a empreiteira seguem levantando os danos e as consequências para o cronograma.

O projeto de duplicação prevê 53 quilômetros de rodovia. Autoridades estaduais e responsáveis pelas obras agora concentram esforços nas investigações para identificar os autores e avaliar como o ataque afetará o andamento dos serviços.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Com capital, previsão é que 400 novos postos de trabalho sejam gerados na unidade

Gabriella Pinheiro –
Unidade da John Deere em Catalão. (Foto: John Deere / Reprodução)

Líder mundial na fabricação de equipamentos para setores agrícolas, a empresa de tecnologia John Deere anunciou um investimento de R$ 700 milhões na fábrica localizada em Catalão, na região Sul de Goiás. 

O objetivo é que, com o capital, a infraestrutura existente na unidade – responsável pela produção de pulverizadores e colhedoras de cana-de-açúcar – se amplie e a ferramenta de pulverização inteligente do local seja nacionalizada, a fim de atender o aumento da demanda.

Em nota, o diretor da fábrica no município, Edison Drescher, afirmou que a expansão adicionará mais de 20 mil metros quadrados aos 69 mil da planta atual.

De acordo com a empresa, a previsão é que 400 novos postos de trabalho sejam criados nos próximos 60 meses, sendo 100 diretos e 300 indiretos.

O sistema que passará pela nacionalização será um de pulverização inteligente, que utiliza visão computacional, inteligência artificial e machine learning (aprendizado de máquina) para localizar e aplicar herbicidas em quantidades exatas. 

Paralelamente, o governador Ronaldo Caiado (UB) informou a realização de obras de infraestrutura no Distrito Mineroindustrial de Catalão (Dimic) e cooperação intersetorial para suporte à companhia.

A previsão é que ocorra a duplicação das vias de acesso e internas do Dimic, instalação de sinalização e de redutores de velocidade e renovação da iluminação pública no local. 

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