No Banner to display

2 de maio de 2024
  • 19:53 Festa do Dia do Trabalhador termina com briga generalizada em Aparecida de Goiânia; vídeo | Goiás
  • 18:10 Operação que investiga morte de mulher após viagem com marido cumpre mandados em Goiás, SP e MT
  • 16:23 Idosa morre após família não conseguir fazer ligações para números emergenciais, diz parente | Goiás
  • 14:38 OAB e instituto contra a violência sexual infantil repudiam fala de pastor que disse que criança abusadas também são culpadas
  • 12:54 Mulher é presa suspeita de enforcar e matar filhote de cachorro após se irritar com latidos | Goiás


Mergulhador Francisco Rodrigues, de 69 anos, desapareceu enquanto fazia manutenção em barragem no Rio Verdão — Foto: Acervo pessoal

O mergulhador Francisco Rodrigues, de 69 anos, desapareceu enquanto prestava serviços em uma barragem no Rio Verdão, em Rio Verde, na região sudoeste de Goiás. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele fazia uma manutenção a 28 metros de profundidade.

O mergulhador desapareceu na tarde de quinta-feira (11). O Corpo de Bombeiros foi chamado para o resgate, mas devido a pressão da água e da profundidade, precisaram chamar mergulhadores de Goiânia para reforçar as buscas.

Conforme os bombeiros, quando os mergulhadores estão a uma profundidade de 22 metros debaixo d’água, eles conseguem ouvir o som da sucção da comporta.

Equipe náutica não conseguiu encontrar um acesso seguro para alcançar mergulhador desaparecido em Rio Verde, Goiás — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Goiás

No sábado (13), os bombeiros informaram que, “em razão da complexidade da situação e o alto risco inerente à atividade subaquática no local”, as buscas por Francisco com mergulhadores foram encerradas.

Segundo os bombeiros, a vítima está presa em um local profundo e com “turbilhonamento” constante de água, o que impede a aproximação segura dos mergulhadores de resgate. Com isso, uma equipe vai continuar no local pelos próximos dias, monitorando a superfície do rio e áreas próximas à barragem para caso o corpo se soltar e boiar.

A familiar, que não pôde acompanhar as buscas, diz que está torcendo para que o corpo de Francisco flutue para dar um enterro digno a ele.

“Estamos orando a Deus, pedindo para que o corpo dele boie e a gente consiga dar um enterro digno a ele. Ele morreu no que ele amava fazer”, lamentou.

O g1 entrou em contato com a Verde 2 Energética S/A para um posicionamento sobre o caso. Em nota, a empresa disse que lamenta profundamente o acidente ocorrido, que os fatos estão sendo apurados e estão colaborando com as autoridades para entender o ocorrido.

Segundo a família, Francisco morava em Guarujá (SP) e trabalhava em uma empresa que presta serviço para outras. Há cerca de 1 mês viajou para Goiás para realizar um trabalho e retornou na semana passada para finalizar o serviço, porém, acabou desaparecendo por motivos ainda desconhecidos.

O mergulhador já passou por muita coisa na vida, disse a familiar. Segundo ela, ele já foi usuário de drogas e alcoólatra, mas conseguiu superar os vícios e se encontrou na religião cristã. A partir disso, começou a trabalhar e se descrevia como uma pessoa aventureira.

“Nos últimos meses da vida dele, ele começou a ter gosto por drones. Há uns dois meses nós fomos para a Praia das Astúrias (SP) para ele pilotar o drone e o drone ficou preso lá em cima das pedras. Pois esse homem subiu lá em cima para pegar de volta. Eu cheguei a chamar os bombeiros porque fiquei preocupada que ele não voltava, mas acharam que era trote por conta da idade dele. Isso foi umas 9h da manhã, quando foi 13h ele conseguiu descer. Se ralou todinho, pegou o drone, e contou essa história para todo mundo, como se fosse um troféu. Ele era assim, aventureiro”, lembra a familiar.

📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Autor

Lidiane

RELATED ARTICLES
LEAVE A COMMENT