22 de abril de 2026
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Novas regras saíram em edição extra do Diário Oficial e valem até 31 de maio; pacote inclui subsídios para as empresas que importam diesel e para os produtores nacionais, o QAV (Querosene de Aviação) e o biodiesel

O governo publicou nesta 3ª feira (7.abr.2026) a medida provisória e decretos com as novas regras para conter os aumentos dos preços do diesel, do gás e da querosene de aviação causados pela guerra no Irã. O pacote inclui subsídios para as empresas que importam diesel e para os produtores nacionais, o QAV (Querosene de Aviação) e o biodiesel.

A MP e os decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial da União. Leia a íntegra (PDF – 221kB).

Desde o início do conflito iniciado por Estados Unidos e Israel contra o Irã, o preço do petróleo no mercado internacional disparou por causa do fechamento do estreito de Ormuz, no Oriente Médio, passagem por escoa cerca de 20% da produção mundial do produto. Os governos norte-americano e iraniano chegaram a um acordo nesta 3ª feira por um cessar-fogo na região mediante a reabertura do estreito por duas semanas. Neste período, os países irão negociar uma trégua permanente.

As novas regras entram em vigor imediatamente e valem até 31 de maio, com a possibilidade de serem prorrogadas por mais 2 meses. A MP precisa ser analisada pelo Congresso em um prazo de, no máximo, 120 dias. O pacote foi anunciado pela equipe econômica na 2ª feira (6.abr).

De acordo com o governo, as medidas custarão até R$ 31 bilhões às contas públicas em 2026. Mas, o Executivo alega que o impacto fiscal será neutro por causa do aumento da receita extraordinária com os royalties de petróleo.

Eis um resumo das medidas:

  • subvenções para produtores nacionais de diesel: R$ 6 bilhões (duração de 2 meses, prorrogáveis por 2 meses);
  • subvenção às empresas importadoras de diesel: R$ 2 bilhões (duração de 2 meses, prorrogáveis por 2 meses), há um custo de R$ 2 bilhões ao Estados que não entrou na conta da União;
  • subvenção inicial de R$ 0,32 por litro para importação: R$ 2 bilhões;
  • subvenção do GLP e retiradas dos impostos do QAV e biodiesel: R$ 500 milhões;
  • zerar as alíquotas do PIS/Cofins do diesel: R$ 20 bilhões em valores anualizados. A equipe econômica afirma que a cobrança do tributo deverá voltar após posteriormente, ainda em 2026, o que reduziria a renúncia fiscal.

O governo Lula criou duas subvenções ao óleo diesel que complementam a ajuda de custo de R$ 0,32 por litro publicada na Medida Provisória nº 1.340, publicada em 12 de março. A medida provisória dá uma subvenção adicional de R$ 1,20 por litro do combustível, cujo valor será pago pelos Estados (R$0,60) e União (R$ 0,60). O custo desta medida específica é de R$ 4 bilhões, sendo metade para o governo Lula (R$ 2 bilhões) e o restante para os demais entes.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, só 2 Estados não aderiram. Ele disse que o combustível tende a ficar mais caro nestes locais. A medida vale por 2 meses, prorrogáveis por mais 2 meses.

O governo também dará custeará redução de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil. O governo reservou até R$ 10 bilhões para a medida, mas o ministro do Planejamento afirmou que o custo efetivo será de R$ 6 bilhões.

A medida provisória também pune empresários que não repassarem a queda de preços. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que um projeto de lei em caráter de urgência ampliará os poderes da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Silveira disse que são “medidas coercitivas” contra aqueles que vão “atentar” contra a economia popular. Empresários que vão “infringir as leis” da economia popular passarão a ser punidos no CPF. É necessária uma “flagrante” irregularidade.

Ele declarou que o governo tem visto essa prática de forma “reiterada” nas ações da Polícia Federal, do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e ANP.

“Agora [a ANP] passa a ser, inclusive, fortalecida. Agora não só o agente no seu CNPJ, mas no CPF aqueles empresários que venham infringir as leis da economia popular. Passam a, também, serem punidos no CPF com relação aos abusos de preços no Brasil”, disse.

As empresas deverão adotar mecanismos para a suavização de preços, segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Ele declarou que não é “razoável” que o dinheiro da subvenção do pagador de imposto não resulte no preço mais barato do diesel.



Autor Poder360 ·


Representante dos consumidores de energia critica remate e diz que contratação de térmicas elevará custos e emissões

A FNCE (Frente Nacional de Consumidores de Energia) criticou o resultado do LRCAP 2026 (Leilão de Reserva de Capacidade), realizado pelo governo federal na 4ª feira (19.mar.2026), e afirmou que a medida pode elevar em ao menos 10% a conta de luz dos brasileiros nos próximos anos.

O leilão, que contratou cerca de 19 GW (gigawatts) de potência –quase integralmente de usinas termelétricas a gás natural, além de projetos a carvão, irá criar um custo anual estimado em até R$ 39 bilhões ao setor elétrico, segundo a frente. Esses valores, na avaliação da FNCE, tendem a ser repassados às tarifas pagas pelos consumidores.

“Ao insistir em beneficiar diversos grupos de geração obrigará os consumidores brasileiros a contratar muito mais do que o necessário fontes de energia mais caras e mais poluentes”, afirmou por meio de nota. 

O LRCAP é um mecanismo usado para garantir que o sistema elétrico tenha capacidade disponível para atender à demanda em momentos críticos, como períodos de seca. Nesses leilões, os empreendimentos são remunerados pela disponibilidade de geração, e não apenas pela energia efetivamente produzida.

Para a FNCE, no entanto, o certame teve baixa concorrência e privilegiou fontes mais caras e poluentes. A representação de consumidores afirma que o nível de deságio foi reduzido (13,6%), indicando pouca disputa entre os participantes e preços elevados.

O presidente da frente, Luiz Eduardo Barata, disse que o volume contratado é “excessivo” e criticou a condução da política energética. Segundo ele, o Ministério de Minas e Energia teria cedido à pressão de agentes do setor de geração ao priorizar termelétricas em vez de adotar critérios mais neutros entre fontes.

Afirmou que além dos contratos firmados no leilão, os consumidores ainda terão de arcar com os custos de combustível quando as usinas forem acionadas, o que pode ampliar o impacto nas tarifas. Entre os efeitos indiretos, a FNCE cita pressão sobre a inflação e aumento das emissões de gases de efeito estufa.

Uma nova rodada do LRCAP está agendada para a 6ª feira (20.mar), com foco na contratação de usinas movidas a óleo, o que, segundo a entidade, pode elevar ainda mais os custos do sistema.



Autor Poder360 ·


Após sofrer um acidente de carro e receber o devido tratamento médico, Antônio Gomide (PT) recebeu alta hospitalar no último sábado, 10. O parlamentar se envolveu em um acidente de carro na segunda passada, 5.

Inicialmente, Gomide foi encaminhado ao Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana), onde passou por exames laboratoriais e de imagem, além de avaliações clínicas realizadas por equipes multiprofissionais. Durante o atendimento, foi submetido a procedimento de sutura em centro cirúrgico.

O deputado foi transferido, depois, para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, e passou por cirurgia na região da coluna torácica (vértebra T5), procedimento indicado em decorrência de lesão provocada pelo capotamento de seu veículo. No pré e pós-operatórios, o parlamentar apresentou quadro clínico estável, permaneceu consciente e sob acompanhamento da equipe de saúde.

Em postagem feita em suas redes sociais ontem, 11, Antônio Gomide afirmou que a recuperação segue bem e que dará continuidade ao tratamento em casa, seguindo as orientações médicas para, em breve, retornar às atividades diárias.

“Quero agradecer de coração todas as mensagens, orações e demonstrações de carinho após o acidente, assim como as felicitações que recebi hoje pelo meu aniversário. Esse apoio e essa preocupação fizeram e fazem toda a diferença. Muito obrigado!”, compartilhou.

O caso

Segundo informações da concessionária Triunfo Concebra, o veículo conduzido por Gomide saiu da pista e capotou no km 40+100 da rodovia, no sentido Alexânia–Anápolis. O parlamentar era o único ocupante do automóvel e recebeu atendimento ainda no local, sendo classificado com quadro de gravidade moderada.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Previsão para indústria de transformação cai de 1,9% para 0,7%. Agro e serviços seguram projeção do PIB em 2,3% para 2025

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) manteve a projeção de crescimento de 2,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, mas rebaixou o PIB do setor industrial para 1,6%. Eis a íntegra do relatório (PDF – 2 MB)

A estimativa do PIB geral, portanto, é sustentada pelo bom desempenho esperado para o agronegócio e para o setor de serviços. A perspectiva para a indústria foi revisada para baixo pela 2ª vez consecutiva.

O resultado do setor industrial é impactado, principalmente, pela forte desaceleração da indústria de transformação. A previsão de alta para este segmento despencou de 1,9%, no início do ano, para os atuais 0,7%. A indústria da construção também teve sua projeção reduzida, de 2,2% para 1,9%.

De acordo com o diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, 3 fatores explicam o cenário adverso para a indústria de transformação: a diminuição da demanda por bens industriais; o aumento expressivo das importações; e as recentes tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos, principal parceiro comercial do setor.

As exportações do segmento para os EUA caíram 21,4% em agosto e setembro na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A queda na projeção geral da indústria só não foi mais acentuada devido ao desempenho da indústria extrativa, cuja estimativa de crescimento saltou de 2% para 6,2%, impulsionada pela produção de petróleo.

O otimismo com a economia é mantido pelas projeções de alta de 8,3% na agropecuária, beneficiada por resultados surpreendentes da produção agrícola, e de 2% nos serviços.

O setor de serviços, por sua vez, é impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido e pelo aumento de despesas do governo federal no 2º semestre.

Cenário macroeconômico

O “Informe Conjuntural do 3º trimestre” também projeta que a inflação, medida pelo IPCA, deve fechar 2025 em 4,8%, acima do teto da meta de 4,5%.

Mesmo com a perda de força da inflação, a CNI não vê indícios de que o Banco Central iniciará cortes na taxa Selic, que deve encerrar o ano em 15%, resultando em juros reais de 10,3%.

Esse patamar de juros deve impactar negativamente a concessão de crédito e os investimentos, que devem crescer 3%, menos da metade dos 7,3% registrados em 2024.

Já o consumo das famílias deve ser estimulado pela massa de rendimento real do trabalho, com expectativa de alta de 2,3%.



Autor Poder360 ·


A inflação para famílias de menor renda voltou a subir em setembro. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) avançou 0,52% no mês. No acumulado de 2024, a alta chega a 3,62%, e em 12 meses, a 5,1%.

O INPC é o indicador que mede o impacto da inflação sobre famílias com renda de um a cinco salários mínimos, servindo como referência para o reajuste do salário mínimo, benefícios previdenciários e acordos salariais de diversas categorias.

“O INPC tem o papel de preservar o poder de compra dos trabalhadores, refletindo as variações de preços dos bens e serviços essenciais ao consumo das famílias com menor renda”, explica o IBGE.


Habitação pressiona índice com alta da conta de luz

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, três apresentaram queda nos preços, mas o grupo Habitação registrou um avanço expressivo de 3,28%, o maior impacto no resultado geral.

O aumento foi influenciado principalmente pela alta de 10,57% na energia elétrica residencial, após o fim do Bônus Itaipu, desconto aplicado em agosto que havia beneficiado mais de 80 milhões de consumidores.

Além do término do bônus, pesou sobre o orçamento doméstico a bandeira tarifária vermelha – patamar 2, vigente em setembro, que adicionou R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) utiliza o sistema de bandeiras para compensar o custo mais alto da energia gerada por usinas termelétricas em períodos de seca e baixa nos reservatórios.

Para outubro, a Aneel reduziu a cobrança, determinando a bandeira vermelha patamar 1, que representa R$ 4,46 por 100 kWh.


Alimentos têm queda pelo quarto mês seguido

O grupo Alimentação e bebidas voltou a registrar deflação, com retração de 0,33%, mantendo a tendência de queda observada desde junho.
O recuo é resultado da boa oferta de alimentos in natura e da redução nos custos de transporte e combustíveis, que impactam diretamente a cadeia de abastecimento.

Outros grupos também apresentaram variação negativa:

  • Artigos de residência: -0,45%

  • Comunicação: -0,22%

  • Vestuário: -0,60%

  • Despesas pessoais: -0,33%

Já os segmentos de Educação (0,08%), Saúde e cuidados pessoais (0,03%) e Transportes (0,02%) registraram leve alta.


Diferença entre INPC e IPCA

O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — a inflação oficial do país — que ficou em 0,48% em setembro e 5,17% em 12 meses.

A diferença entre os dois índices está no perfil das famílias pesquisadas e nos pesos atribuídos aos grupos de consumo.
Enquanto o INPC reflete o custo de vida das famílias com renda de até cinco salários mínimos, o IPCA considera lares com renda de até 40 salários mínimos.

No INPC, os alimentos têm peso maior — cerca de 25% do índice, contra 21% no IPCA —, já que famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com alimentação. Em contrapartida, itens como passagens aéreas e pacotes de viagem influenciam menos o resultado.

Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.518, e o resultado anual do INPC de novembro servirá como base para o reajuste de 2025 do piso nacional, do teto do INSS e de benefícios como o seguro-desemprego.


Apuração nacional e abrangência

O levantamento do INPC é feito em dez regiões metropolitanas — Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre — além das capitais Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

Essas áreas representam o comportamento médio de preços nas principais regiões urbanas do país e formam a base para decisões econômicas, sindicais e orçamentárias.


Análise crítica (Folha de Goiás)

O avanço do INPC em setembro reforça o alerta de que a inflação de serviços e energia segue resistente, mesmo com a trégua nos preços dos alimentos.
Para as famílias de menor renda, o aumento na conta de luz tem efeito direto no poder de compra, reduzindo a margem para consumo e dificultando a recomposição salarial.

A expectativa do mercado é que o índice feche 2024 com alta próxima de 4,5%, dentro da meta de tolerância do Banco Central, mas ainda pressionado por custos de energia e transporte.
No curto prazo, o comportamento do INPC deve influenciar as negociações trabalhistas e a política de valorização do salário mínimo em 2025.


Por: Redação Folha de Goiás
🌐 www.folhadegoias.info
📸 Imagem/Reprodução: Marcello Casal Jr – Agência Brasil

Autor # Gil Campos


O mercado financeiro espera uma nova elevação da taxa Selic para 14,75% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para os dias 6 e 7 de maio, em Brasília. A informação consta no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5), que reúne projeções de instituições consultadas semanalmente pelo BC. Caso se confirme, este deverá ser o último ajuste na taxa básica de juros em 2025.

Na última reunião, realizada em março, o Copom promoveu o quinto aumento consecutivo, levando a Selic para 14,25% ao ano. Agora, a expectativa é de um acréscimo mais moderado, de 0,5 ponto percentual.

Política monetária e cenário macroeconômico

Com a possível nova alta, o Banco Central consolida um ciclo de aperto na política monetária iniciado em setembro do ano passado, após a Selic ter permanecido em 10,5% ao ano entre junho e agosto. Desde então, foram promovidas cinco elevações: uma de 0,25 ponto, outra de 0,5 e três consecutivas de 1 ponto percentual.

A projeção para o encerramento de 2025 é que a Selic permaneça em 14,75% ao ano. Em 2026, o mercado prevê recuo para 12,5% e, nos anos seguintes, a taxa tende a cair para 10,5% (2027) e 10% (2028).

O Banco Central destaca que, embora haja sinais de moderação, a economia brasileira ainda apresenta aquecimento. A inflação geral e os chamados “núcleos de inflação” — que excluem itens com alta volatilidade como alimentos e energia — continuam elevados. O Copom sinalizou preocupação com a inflação de serviços e reforçou que seguirá acompanhando a condução da política fiscal do governo.

Impactos da Selic na economia

A elevação da Selic é uma medida tradicional para conter a inflação, pois encarece o crédito, desestimula o consumo e favorece a poupança. Contudo, juros elevados também podem desacelerar a economia. É importante lembrar que os bancos consideram ainda outros fatores na definição das taxas cobradas, como inadimplência, despesas administrativas e margem de lucro.

Por outro lado, quando a Selic é reduzida, o crédito tende a ficar mais barato, estimulando a produção e o consumo, o que pode aquecer a economia, mas também pressionar os preços.

Inflação e projeções

Segundo o Boletim Focus, a estimativa para a inflação oficial medida pelo IPCA caiu levemente de 5,55% para 5,53% neste ano. Para 2026, a previsão é de 4,51%, e para 2027 e 2028, os índices projetados são de 4% e 3,8%, respectivamente.

A meta de inflação para 2025, determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, com teto de 4,5%. A projeção atual do mercado ultrapassa esse limite.

Em março, a inflação oficial foi de 0,56%, puxada principalmente pelos alimentos. O resultado mostrou desaceleração em relação a fevereiro, quando o índice foi de 1,31%. No acumulado de 12 meses, o IPCA soma 5,48%.

PIB e dólar

A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro segue em 2% para 2025. Para 2026, a previsão é de 1,7%, enquanto para 2027 e 2028 o mercado projeta avanço de 2% ao ano. Em 2024, o país registrou crescimento de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão econômica.

Já em relação ao câmbio, a previsão é de que o dólar encerre 2025 cotado a R$ 5,86. Para 2026, a expectativa é que a moeda americana atinja R$ 5,91.


A informação foi confirmada pelo Jornal Folha de Goiás, que acompanha com responsabilidade e independência a política monetária brasileira e seus impactos sobre a economia de Goiás, do Brasil e do mundo.

Autor # Gil Campos


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define nesta quarta-feira (7) o novo valor da taxa Selic, que deve subir pela sexta vez consecutiva. Pressionado pelo aumento nos preços de alimentos e energia, o BC indicou que manterá o ritmo de contenção da inflação, embora analistas já projetem que esta possa ser a última alta antes de uma eventual pausa.

A projeção predominante entre analistas do mercado, conforme o mais recente Boletim Focus, é de aumento de 0,5 ponto percentual, elevando a Selic de 14,25% para 14,75% ao ano. A decisão será anunciada no fim do dia pelo Copom, após dois dias de reuniões técnicas e análise dos cenários econômicos interno e internacional.

Inflação persiste e exige juros elevados

Apesar de alguns sinais de desaceleração econômica global, o Banco Central ainda vê resistência inflacionária, o que dificulta uma flexibilização monetária mais imediata. No último comunicado, em março, o Copom já havia sinalizado uma elevação “de menor magnitude”, após três aumentos seguidos de 1 ponto percentual.

Segundo a ata da reunião anterior, o comitê defende “parcimônia” na condução da política monetária, mencionando a desancoragem das expectativas de inflação, especialmente para o curto prazo. A estimativa para o IPCA em 2025 está em 5,53%, bem acima do teto da meta, que é de 4,5%, considerando o intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual acima da meta central de 3%.

O papel da Selic na economia

A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Ela serve de referência para os juros cobrados em empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras. Quando é elevada, tende a reduzir o consumo ao encarecer o crédito, enquanto estimula a poupança.

No entanto, taxas mais altas também desaceleram a atividade econômica, freando investimentos e prejudicando o crescimento. Já quando a Selic é reduzida, o crédito tende a ficar mais barato, impulsionando o consumo e a produção, o que estimula o crescimento — mas pode gerar pressão inflacionária.

O Copom se reúne a cada 45 dias. No primeiro dia, são feitas apresentações técnicas sobre o cenário econômico. No segundo, os diretores do BC definem a taxa com base nas projeções internas e nos riscos percebidos.

Novo modelo de meta contínua

Desde este mês, o Banco Central segue o modelo de meta contínua de inflação, em que o IPCA é apurado mês a mês em janelas de 12 meses móveis — e não mais com foco exclusivo no índice acumulado até dezembro.

A meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos — ou seja, variando entre 1,5% e 4,5%. O sistema visa dar mais previsibilidade ao mercado e melhorar a gestão de expectativas.

Expectativas futuras

De acordo com o último Relatório de Inflação, divulgado pelo BC em março, a projeção oficial é que o IPCA encerre 2025 em 5,1%. Esse número, no entanto, pode ser revisado, especialmente diante do comportamento do dólar, da inflação de serviços e da tensão nos mercados internacionais.

A próxima atualização do relatório está prevista para o fim de junho. Até lá, o cenário segue desafiador para o Banco Central, que tenta equilibrar inflação, crescimento e estabilidade do sistema financeiro.


A informação foi confirmada pelo Jornal Folha de Goiás, que acompanha com responsabilidade e independência as decisões do Copom e seus impactos na economia de Goiás, do Brasil e nos lares dos brasileiros.

Análise editorial

O ciclo de alta da Selic reflete a complexa missão do Banco Central em conter uma inflação persistente sem sufocar de vez a economia real. A expectativa de que esta seja a última alta pode ser um indicativo de que a autoridade monetária vê sinais de enfraquecimento da atividade econômica, mas o dilema entre controlar preços e evitar recessão continua no centro das decisões. Para o cidadão comum, isso significa crédito mais caro e consumo mais retraído, enquanto o empresariado segue em compasso de espera por condições mais favoráveis ao investimento.

Autor # Jornal Folha de Goiás


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar na manhã deste domingo (4/5), após passar 22 dias internado em Brasília. Ele foi submetido a uma cirurgia para tratar uma obstrução intestinal, consequência das complicações da facada que sofreu em 2018, sétima intervenção médica nesse período. O procedimento, realizado no hospital particular DF Star, durou cerca de 12 horas e foi classificado pela equipe médica como um dos mais complexos já enfrentados por Bolsonaro.

Internado desde o dia 12 de abril, Bolsonaro passou duas semanas na UTI e retomou a alimentação oral durante a recuperação. Segundo os médicos, ele respondeu bem à fisioterapia motora e recebeu cuidados preventivos contra trombose. Após a alta, ele deixou o hospital caminhando, acompanhado pela esposa, Michelle Bolsonaro, e pelos médicos Cláudio Birolini e Leandro Echenique.

Na saída do hospital, o ex-presidente cumprimentou apoiadores e conversou com jornalistas. “Muito obrigado para quem acompanhou, para quem orou, para quem pediu a Deus”, disse Bolsonaro. Mesmo em fase de recuperação, ele demonstrou bom humor ao agradecer o apoio recebido durante a internação. A equipe médica recomendou repouso e cuidados nas próximas semanas.

Médicos recomendam repouso e alimentação regradas no pós-cirúrgico

Nos próximos dias, Bolsonaro deverá manter uma dieta pastosa e evitar atividades físicas intensas ou contato com muitas pessoas. O médico Cláudio Birolini destacou que as visitas ao ex-presidente devem ser limitadas para garantir uma recuperação adequada. O ex-presidente continuará sob acompanhamento médico em casa, em um condomínio de Brasília.

A cirurgia foi necessária para remover aderências formadas no intestino, resultado das múltiplas intervenções realizadas desde o atentado em 2018. Ele chegou a ser internado inicialmente no Rio Grande do Norte após passar mal em um evento político do PL. Dali, foi transferido para Brasília, onde os médicos optaram pela cirurgia para tratar a suboclusão intestinal.

Segundo a equipe médica, o quadro de suboclusão é uma obstrução parcial do intestino que causa dor e desconforto severos. Apesar da complexidade do procedimento, os médicos afirmam que o resultado foi positivo. A expectativa agora é de que Bolsonaro siga as recomendações médicas e mantenha repouso por ao menos três a quatro semanas.



Autor Felipe Fulquim


O novo boletim publicado nesta sexta-feira (18/4) pelo Hospital DF Star, onde Jair Bolsonaro está internado, declara que o ex-presidente permanece na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e segue sem previsão de alta hospitalar.

Conforme a equipe médica que o assiste, Bolsonaro apresentou boa evolução clínica, sem dor ou outras intercorrências. Conserva melhora laboratorial dos marcadores inflamatórios. Efetuou tomografias de controle, sem evidência de complicações.

O ex-presidente, de 70 anos, mantém jejum oral e é nutrido via sonda parenteral. As visitas seguem desaconselhadas e ele permanece assistido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Grupos de simpatizantes persistem em comparecer ao hospital para orar pela sua recuperação. Ontem (17/4), Michelle desceu para saudar os apoiadores, registrou imagens e orou ao lado deles.

Em suas redes sociais, Bolsonaro publicou um vídeo na tarde de quinta-feira exibindo sua rotina de recuperação. No registro, o ex-presidente executou exercícios com pesos e percorreu os corredores do hospital, acompanhado pela equipe médica e pela esposa.

Bolsonaro sentiu mal-estar durante agenda no Rio Grande do Norte no dia 11/4 e, após apresentar fortes dores abdominais, foi transferido para Brasília, onde se submeteu a uma cirurgia de 12 horas. O procedimento se tornou imprescindível em razão da facada sofrida durante um ataque na campanha de 2018.

Político agradece manifestações de solidariedade

Nesta sexta-feira, o ex-presidente Jair Bolsonaro compartilhou uma mensagem em suas redes sociais relatando o apoio que tem recebido desde o início de seu processo de recuperação.

Segundo Bolsonaro, nos últimos dias chegaram diversas manifestações de solidariedade, consideração e apoio de diferentes partes do mundo.

Ele destacou o agradecimento especial a amigos com os quais construiu laços de confiança durante seu mandato, mencionando ex-presidentes de nações aliadas e de grande relevância para o Brasil que ofereceram palavras de ânimo.

O ex-chefe do Executivo também fez questão de agradecer aos ministros das Relações Exteriores de diversos países, que enviaram votos sinceros de recuperação e mensagens de encorajamento.

Além disso, estendeu sua gratidão a parlamentares dos Estados Unidos, integrantes do Parlamento Europeu e jornalistas de várias partes do globo, apontando a clareza e o respeito das manifestações de apoio.

“Em momentos assim, o corpo precisa parar, mas o espírito se renova e se fortalece. Cada oração, cada mensagem, cada gesto de amizade reacende a chama da esperança e lembra da missão que temos pela frente. Há pausas que não interrompem, apenas nos preparam”, diz trecho da publicação.

Bolsonaro ressaltou que valorizará sempre esses gestos de solidariedade, que o acompanham mesmo em um momento considerado delicado.

Por fim, afirmou que os últimos dias têm exigido silêncio, paciência e dedicação total ao tratamento. Embora esteja internado na UTI, segue firme, amparado pela equipe médica, pelo suporte familiar e pelas orações de milhares de brasileiros.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Segundo sua assessoria, a ministra apresentou sintomas compatíveis com um quadro viral

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, de 67 anos, recebeu alta no início da noite de 3ª feira (15.abr.2025). Ela sentiu um desconforto gástrico e foi levada para ser atendida no Hospital Brasília, no Lago Sul. 

Marina não chegou a ficar internada. Depois de exames, hidratação e administração de medicamentos, ela teve melhora no estado geral e deixou o hospital.

Segundo a assessoria da ministra, ela apresentou sintomas compatíveis com um quadro viral não especificado, mas os exames descartaram a possibilidade de infecções graves.

A ministra deverá permanecer em repouso nesta 4ª feira (16.abr).

Antes de ir ao hospital, Marina havia participado do evento “Conectando Clima e Natureza: Recomendações para Negociações Multilaterais”, em Brasília.

Na ocasião, ela reforçou a importância do enfrentamento ao aquecimento do planeta com planejamento para substituir os combustíveis fósseis por fontes de energia renováveis e menos poluentes.

A gente vai ter que se planejar para uma transição justa para o fim do combustível fóssil, se não, a gente vai ser mudado. E já estamos sendo mudados”, disse Marina.

Segundo a ministra, esse planejamento precisa se traduzir na entrega das Contribuições Nacionalmente Determinadas pelos países signatários do Acordo de Paris, até a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que será sediada pelo Brasil em novembro, em Belém (PA).


Leia mais: 


Com informações da Agência Brasil.



Autor Poder360 ·