Prefeito de Chicago proíbe polícia de atuar com Guarda Nacional de Trump
Lidiane 31 de agosto de 2025
Decreto assinado por Brandon Johnson neste sábado (30.ago) impede que policiais municipais auxiliem em patrulhas, prisões ou operações conjuntas com agentes federais
O prefeito de Chicago, Brandon Johnson (democrata), determinou que a polícia municipal não colabore com agentes federais ou integrantes da Guarda Nacional que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), planeja enviar à cidade. A ordem foi oficializada por meio de decreto assinado neste sábado (30.ago.2025), estabelecendo diretrizes para funcionários e cidadãos sobre como reagir à possível intervenção federal. Leia a íntegra, em inglês (PDF – 350 kB).
O documento proíbe que as forças policiais de Chicago auxiliem em patrulhas, prisões ou operações conjuntas com agentes federais. A medida surge como resposta às intenções de Trump de ampliar sua atuação federal em cidades administradas por democratas.
Johnson afirmou que a decisão é uma forma de resistência à intervenção federal que ocorreria sem aprovação das autoridades locais. O prefeito declarou ter recebido informações confiáveis de que medidas federais poderiam ser implementadas nos próximos dias.
“Não queremos ver tanques nas nossas ruas”, declarou Johnson em uma coletiva de imprensa. Ele disse também que o decreto oferece “orientações reais e claras” aos funcionários municipais e a “todos os cidadãos de Chicago sobre como podemos nos opor à tirania”.
O texto do decreto argumenta que o “envio de forças militares federais para Chicago sem o consentimento das autoridades locais mina as normas democráticas, viola a soberania da cidade, ameaça as liberdades civis e corre o risco de aumentar a violência em vez de garantir a paz”.
Trump afirma que suas ações como necessárias para combater protestos violentos e criminalidade, mesmo quando autoridades municipais indicam redução nos índices de homicídios, violência armada e roubos na 3ª maior cidade dos Estados Unidos.
O presidente já implementou medidas semelhantes em Los Angeles e Washington D.C., onde assumiu o controle da polícia local.
A Casa Branca criticou a posição do prefeito de Chicago.
“Se esses democratas se concentrassem em combater a criminalidade em suas próprias cidades, em vez de fazer campanhas publicitárias para criticar o presidente, suas comunidades estariam muito mais seguras”, afirmou a porta-voz Abigail Jackson em comunicado oficial.
Decisão permite que taxas vigorem até 14 de outubro, prazo para o presidente norte-americano recorrer à Suprema Corte
A Corte de Apelações do Circuito Federal em Washington D.C decidiu nesta 6ª feira (29.ago.2025) que a maior parte das tarifas comerciais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), é ilegal. O tribunal manteve as taxas em vigor até 14 de outubro, prazo dado ao governo norte-americano para recorrer à Suprema Corte.
O placar do julgamento foi de 7 votos a 4. Os juízes avaliaram a legalidade das chamadas tarifas “recíprocas”, adotadas por Trump em abril, além de outro conjunto de taxas, implementadas em fevereiro contra China, Canadá e México. A decisão não menciona o tarifaço de 50% aplicado sobre produtos brasileiros. Leia a íntegra do documento, em inglês (PDF – 731 kB). As informações são da Reuters.
Segundo a Corte, a Ieepa (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, em português), de 1977, usada pelo republicano para justificar as medidas, não concede ao presidente autoridade explícita para criar tarifas. A norma é historicamente aplicada para sanções econômicas e congelamento de ativos de países considerados inimigos.
Os magistrados afirmaram que “a intenção do Congresso era que a Ieepa servisse como um instrumento para emergências de segurança nacional, principalmente por meio de sanções e ordens de bloqueio. Ela nunca foi concebida para conferir ao Executivo o poder de construir um regime tarifário alternativo fora dos limites da legislação comercial ordinária”.
Ao comunicar a decisão de manter o tarifaço em vigor, o tribunal afirmou que “dada a magnitude das consequências comerciais e diplomáticas, a suspensão imediata seria imprudente”.
A decisão desta 6ª feira (29.ago) não afeta tarifas criadas sob outras bases legais, como as impostas sobre aço e alumínio em 2018, mas enfraquece a chamada doutrina de “tarifas recíprocas”, defendida por Trump como forma de equilibrar deficits comerciais e forçar concessões de parceiros estratégicos. O governo argumenta que a legislação autoriza o presidente a “regular” ou até bloquear importações em situações de emergência nacional.
Em abril, Trump declarou emergência alegando que o deficit comercial persistente enfraquece a indústria e compromete a segurança nacional. No caso das tarifas de fevereiro, justificou as medidas dizendo que China, Canadá e México não faziam o suficiente para conter o fluxo ilegal de fentanil para os EUA –afirmações rejeitadas pelos 3 países.
TRUMP REAGE
Em publicação na rede social Truth Social, Trump criticou a decisão, classificando o colegiado como “altamente partidário”. Dos 7 juízes que votaram pela ilegalidade, 6 foram indicados por presidentes democratas e 1 por um republicano. Entre os 4 que divergiram, 2 foram nomeados por democratas e 2 por republicanos.
O presidente também afirmou que “se essas tarifas algum dia fossem eliminadas, seria um desastre total para o país” e disse esperar uma reversão na Suprema Corte.
Desde que voltou à Casa Branca, Trump tem defendido limitar a atuação de juízes federais, numa tentativa de impedir a derrubada de decretos presidenciais. O governo tem acionado a última Instância da Justiça norte-americana e conseguido decisões favoráveis ao republicano. Eis abaixo algumas delas:
Leia abaixo a publicação de Trump na Truth Social:
Presidente plantou um pé de uva vitória na residência oficial neste sábado (16.ago) e criticou o tarifaço dos EUA: “Não adianta taxar”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (16.ago.2025) que deseja que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), visite o Palácio da Alvorada para “conhecer o Brasil verdadeiro” e para que ambos “possam conversar”. O líder norte-americano impôs, em 9 de julho, tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
A declaração foi feita enquanto o petista plantava um pé de uva vitória na residência oficial da Presidência. Lula também criticou o republicano. Disse que “não adianta taxar” a fruta.
Assista (1min42s):
“A uva brasileira, desenvolvida por uma empresa chamada Embrapa, é uma das maiores empresas de tecnologia agrícola do mundo. Por isso, Trump, eu queria aproveitar este sábado, que estou plantando o pé de uva Vitória aqui no Palácio da Alvorada, um lugar que eu espero que um dia você possa visitar, e que a gente possa conversar, para que você conheça o Brasil verdadeiro”, disse o presidente em vídeo publicado no Instagram.
“O Brasil do povo que gosta de samba, que gosta de Carnaval, que gosta de futebol, que gosta do Estados Unidos, que gosta da China, que gosta da Rússia, que gosta do Uruguai, que gosta da Venezuela. Nós gostamos de todo mundo”, declarou Lula. Em seguida, concluiu: “Eu espero que um dia a gente possa conversar, presidente Trump, para o senhor aprender a qualidade do povo brasileiro”.
Apesar das críticas às tarifas, Lula enviou uma carta a Trump o convidando para a COP30, Conferência do Clima da ONU, que será realizada em novembro em Belém (PA). O governo do petista nunca havia procurado o presidente norte-americano desde o início da nova administração na Casa Branca, em 20 de janeiro.
Modelo do tipo B-2 foi visto em encontro de líderes dos EUA e da Rússia; aeronave é semelhante à que atingiu instalações de urânio
Uma formação aérea composta por um bombardeiro B-2 Spirit e outros 4 caças sobrevoou a Base Aérea Conjunta Elmendorf-Richardson, no Alasca, onde os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e da Rússia, Vladimir Putin (independente) se encontraram nesta 6ª feira (15.ago.2025).
O encontro entre Trump e Putin teve como objetivo discutir um possível acordo de cessar-fogo para a guerra na Ucrânia. Contudo, a reunião terminou sem um acordo concreto.
Assista ao momento (22s):
Trump just flew a B-2 stealth bomber over Putin’s head…
Absolutely incredible. pic.twitter.com/2bsnssRv9f
— Geiger Capital (@Geiger_Capital) August 15, 2025
O modelo já foi usado pelos EUA para bombardear instalações nucleares do Irã e custa, cada um, em torno de US$ 2,1 bilhões (R$ 11,6 bilhões), considerando os gastos com seu desenvolvimento. O bombardeiro é capaz de burlar sistemas de monitoramento aéreo. Tem alcance de cerca de 6.000 milhas náuticas (11.000 km).
O avião militar pode chegar a 1.010 km/h, inferior à velocidade do som, que é de aproximadamente 1.230 km/h. Essa limitação é proposital: o B-2 foi projetado para operações furtivas, priorizando discrição sobre velocidade.
ENCONTRO DE TRUMP E PUTIN
Trump e Putin tiveram uma reunião bilateral a portas fechadas de cerca de 3 horas. A fala a jornalistas durou 13 minutos. Nenhum dos 2 respondeu a perguntas de repórteres.
“Acredito que haja vários caminhos que podemos percorrer com negócios. Acho que podemos conseguir muitas coisas do nosso relacionamento. Nós tivemos agora uma conversa muito produtiva, houve muitos momentos positivos e há uma boa chance de chegar a um acordo. Nunca achamos que fosse fácil. Acredito que possamos ter outros encontros assim no futuro”, declarou Trump.
O republicano afirmou que ligará para o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro), para discutir os “avanços” da conversa com Putin. Também disse que falará com os líderes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) –a aliança militar ocidental liderada pelos EUA. Contudo, declarou que “não há um acordo até que haja um acordo”.
“É importante que os dois lados estejam interessados em avançar. Que seja o começo de uma solução para a Ucrânia, mas também um caminho para devolver o ritmo do caminho entre os EUA e a Rússia”, disse Putin.
O russo também pediu que a Ucrânia e seus aliados europeus não interrompam o “progresso emergente” das negociações com “provocações e intrigas nos bastidores”.
“Em 2 minutos saberei se haverá acordo”, diz Trump sobre encontro com Putin
Lidiane 11 de agosto de 2025
Presidente norte-americano terá que reunião com líder russo em 15 agosto buscará acordo que pode incluir alterações territoriais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse nesta 2ª feira (11.ago.2025) que “em 2 minutos” saberá se haverá acordo no encontro com o líder russo Vladimir Putin, marcado para 15 de agosto no Alasca.
A reunião entre os líderes buscará um acordo para encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia que pode incluir alterações territoriais entre os países em guerra, de acordo com uma declaração do norte-americano na Casa Branca com líderes da Armênia e do Azerbaijão para uma cúpula de paz na 6ª feira (8.ago).
A iniciativa de Trump busca soluções diplomáticas para o conflito que persiste entre Moscou e Kiev. O presidente parece considerar que sua participação direta pode contribuir para um acordo que termine as hostilidades, mesmo que isso implique em pressionar a Ucrânia a ceder partes de seu território.
Este será o 1º encontro presencial entre um presidente norte-americano e um presidente russo desde que Joe Biden se reuniu com Vladimir Putin em junho de 2021.
A reunião envolve diretamente os líderes dos Estados Unidos e da Rússia, mas seus resultados afetam principalmente a Ucrânia, que tem resistido à ocupação russa de seus territórios. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e outros representantes do país têm se manifestado contra qualquer cessão territorial à Rússia.
“Esta é uma guerra que deveria nunca ter acontecido. Não teria acontecido”, disse Trump em entrevista a jornalistas. A proposta menciona “algumas trocas de territórios” sem detalhar quais áreas seriam afetadas por um possível acordo ou a extensão dessas regiões.
Caiado critica ‘falta de ação’ do governo federal sobre taxação de Trump
Lidiane 10 de agosto de 2025
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), expressou mais uma vez sua insatisfação com as ações do governo federal para minimizar os impactos decorrentes da tarifação imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil. A declaração foi feita nesta quinta-feira (7/8), durante reunião com governadores de outros oito estados, em Brasília.
“Durante todo esse tempo, nós governadores procuramos saídas alternativas para tentar minimizar essa crise”, enfatizou Caiado, ao lembrar que, diferente de Goiás, o governo federal ainda não anunciou medidas de auxílio aos setores afetados.
Ele demonstrou indignação diante do que classifica como “inércia” do presidente da República aos fatos. Lula tem evitado contato com Trump, acusando o comportamento do americano de “chantagem inaceitável” e afirmando que só fará ligação quando sentir que o presidente dos EUA está disposto ao diálogo. O impasse nas relações se agravou após as tarifas comerciais ganharem contornos políticos. Trump vincula a tarifação extra ao Brasil com suposta perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Isso é algo que mostra a total insensatez de um presidente que, ao invés de se preocupar com a economia do país, com o emprego, com as empresas e investimentos internacionais, quer é antecipar o processo eleitoral. É isso que nos causa indignação”, disse o governador goiano.
Segundo Caiado, os governadores não foram consultados por Lula e estão sendo diretamente impactados pelas tarifas.
“Nós queremos é ampliar o mercado e não conviver com alguém que se acha no direito de fechar o Brasil e penalizar o setor produtivo nacional. Isso é inadmissível neste momento”, sublinhou.
O encontro foi proposto pelo governador Mauro Mendes (UB), de Mato Grosso, que destacou a importância de reunir gestores estaduais que concetram grande parte do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
“O que nos une é a preocupação, que eu sei que permeia grande parte desse país, com as consequências dessa crise institucional com os Estados Unidos”, disse.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lembrou que os EUA é parceiro histórico e um grande investidor estrangeiro direto do Brasil.
“Vamos cobrar energia do governo federal nas negociações, que precisam ser efetivas”, comentou. A reunião teve ainda as participações dos governadores de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL); do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) e Wilson Lima (UB).
Medidas emergenciais para empresas goianas
Assim que ocorreu o anúncio do tarifaço, Caiado retornou imediatamente a Goiás, interrompendo uma agenda internacional para coordenar pessoalmente as ações de resposta aos impactos na economia estadual. Desde então, vem trabalhando com sua equipe para mapear os setores mais afetados e desenvolver medidas que preservem empregos e a atividade econômica local.
Em paralelo, mantém contato direto com representantes da Embaixada Americana no Brasil, buscando negociar a exclusão de produtos estratégicos para as exportações goianas da lista de itens taxados.

Goiás foi o primeiro estado a implementar medidas concretas de enfrentamento às tarifas. No dia 5 de agosto, Caiado anunciou a criação do Programa de Crédito para o Desenvolvimento de Goiás, operado através da B3 em São Paulo. O programa oferece uma linha de crédito de R$ 800 milhões, com juros fixos de 10% ao ano, taxa inferior a opções federais subsidiadas. Metade dos recursos virá de créditos de ICMS de empresas exportadoras locais, enquanto a outra metade será captada no mercado financeiro.
O governo estadual também disponibilizou recursos do Fundo de Estabilização Econômica, reserva estratégica para crises, e do Fundo de Equalização para o Empreendedor, criado durante a pandemia para subsidiar operações de crédito.
Para garantir acompanhamento permanente da situação, foi formado um comitê que mantém diálogo diário com representantes do setor empresarial, monitorando os efeitos das tarifas e ajustando as medidas conforme a evolução do cenário econômico.
“Eu já tomei as minhas medidas e fiz minha parte. Agora estou aguardando as do Lula”, concluiu Caiado.
Grupo federal supervisionará segurança e logística do evento internacional; Jogos Paralímpicos também serão contemplados
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), assina nesta 3ª feira (5.ago.2025) uma ordem executiva para criar uma força-tarefa da Casa Branca dedicada aos Jogos Olímpicos de 2028 em Los Angeles, Califórnia. A iniciativa federal concentra-se na segurança e logística do evento esportivo internacional. As informações são do jornal The New York Times.
A força-tarefa coordenará os preparativos para os Jogos Olímpicos, programados para julho de 2028, seguidos pelos Jogos Paralímpicos em agosto do mesmo ano, segundo o jornal.
O DHS (Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos) classificou as Olimpíadas como um Evento Especial de Segurança Nacional, designação que permite coordenar planos de proteção com o FBI (Federal Bureau of Investigation), o Serviço Secreto e outras agências federais.
O grupo federal deverá colaborar com autoridades de Los Angeles, embora ainda não esteja definido o nível de proximidade dessa cooperação. A cidade californiana é administrada por democratas e a administração Trump mantém relações tensas com líderes de toda a região sul da Califórnia, que foi alvo de operações de imigração iniciadas em junho.
Los Angeles enfrenta atualmente uma crise orçamentária, agravada por 2 incêndios florestais em janeiro, que destruíram milhares de residências em Pacific Palisades e Altadena.
A organização de Jogos Olímpicos exige preparativos extensos para receber milhares de atletas e turistas. Apesar dos desafios, representantes de Los Angeles afirmaram estar confiantes.
Os Jogos de 2028 marcarão a 1ª vez que uma cidade norte-americana sediará as Olimpíadas desde Atlanta em 1996, quando uma bomba explodiu no Parque Olímpico Centenário, ferindo várias pessoas.
Los Angeles já sediou as Olimpíadas anteriormente em 1932 e 1984. As competições de 2028 serão realizadas em locais distribuídos por toda a Califórnia do Sul, incluindo Long Beach, Inglewood, Carson e Arcadia. Pelo menos 2 eventos, canoagem slalom e softbol, serão realizados fora da Califórnia, em Oklahoma City.
Uma ordem de restrição temporária proibiu agentes federais de efetuarem prisões de imigração na região sem causa provável. Los Angeles, junto com várias outras cidades, entrou com uma ação judicial buscando interromper essas operações.
Novo presidente nacional do PT assume o comando da legenda e repete o que disse Lula em 2024, quando o petista comparou o chefe da Casa Branca a uma nova face do nazismo e do fascismo
Depois de o presidente dos EUA, Donald Trump (republicano), ter dito em 1º de agosto de 2025 que estava disposto a falar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o tarifaço de 50%, o Partido dos Trabalhadores fez uma dura crítica ao chefe da Casa Branca neste domingo (3.ago).
“Nós estamos enfrentando o maior líder fascista do século 21, que é Donald Trump. Ele é o representante do fascismo. Se alguém tem dúvida, é só nos olharmos o que ele faz com os imigrantes dos Estados Unidos. O que ele faz ao transformar El Salvador num campo de concentração do século 21. Tratando imigrantes de forma desumana, de forma violenta. Não é um discurso nacionalista, é um discurso que rasga os direitos humanos”, disse Edinho Silva, novo presidente nacional do PT, ao assumir o comando da legenda.
Edinho apenas repetiu com outras palavras o que o próprio Lula havia dito em 2024, quando os Estados Unidos ainda estavam em campanha eleitoral. Em entrevista à TF1, emissora francesa, publicada em 1º de novembro de 2024, Lula declarou apoio à adversária de Trump naquela disputa, a democrata Kamala Harris, e também fez um juízo sobre o que seria eventual eleição do republicano.
“Agora temos o ódio destilado todo santo dia, as mentiras, não apenas nos EUA, na Europa, na América Latina, vários países do mundo. É o fascismo e o nazismo voltando a funcionar com outra cara. Como sou amante da democracia, acho coisa mais sagrada que nós humanos conseguimos construir para bem governar o nosso país, obviamente estou torcendo para Kamala ganhar as eleições”, afirmou Lula.
Em seu discurso deste domingo (3.ago.), Edinho criticou a interferência de Trump na soberania nacional e também as opiniões do norte-americano sobre as mudanças ambientais.
“Se o Trump, que representa o fascismo, diz ao mudo que não há urgência climática e que o modelo de produção de riqueza que ele defende é o modelo de destruição da natureza, nós temos que dizer não a isso. A esquerda tem que dizer não a isso. Nós reconhecemos a emergência climática”, declarou.
Ordem prevê internação compulsória; governo vai priorizar subsídios às localidades que aderirem à medida, diz Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), assinou na 5ª feira (24.jul.2025) um decreto que incentiva os governos locais a removerem pessoas em situação de rua por meio da internação compulsória de longa permanência.
Segundo uma nota divulgada pela Casa Branca, Trump vai priorizar subsídios e redirecionar recursos às localidades que encaminharem “indivíduos acampados nas ruas, que causem desordem pública, ou sofram de doenças mentais graves, ou dependência química” a centros de tratamento.
O objetivo da medida, segundo o governo Trump, é reforçar a segurança pública das cidades, combatendo “o uso aberto de drogas ilícitas, acampamentos urbanos, vadiagem e ocupações irregulares, além de rastrear a localização de criminosos sexuais”.
O decreto ainda autoriza o Departamento de Justiça a reverter “precedentes judiciais federais ou estaduais” e a revogar “decretos de consentimento” que impeçam governos estaduais e municipais de internar pessoas em situação de rua “que representem um risco para si e para os outros”.
Segundo o documento, a transferência de pessoas em situação de rua para instituições, “por meio do uso adequado da internação civil”, restaurará a ordem pública.
“O número de pessoas vivendo nas ruas nos Estados Unidos em uma única noite durante o último ano da gestão anterior –274.224– foi o maior já registrado”, lê-se no decreto.
“A esmagadora maioria dessas pessoas é viciada em drogas, tem algum problema de saúde mental ou ambos”, diz o texto. “O governo federal e os Estados gastaram dezenas de bilhões de dólares em programas fracassados que abordam a situação de rua, mas não suas causas profundas, deixando outros cidadãos vulneráveis a ameaças à segurança pública”, afirma.
Leia mais:
Presidente ameaça bloquear construção de novo estádio em Washington se time não voltar ao antigo nome, considerado ofensivo por nativos
Organizações indígenas norte-americanas criticaram na 2ª feira (21.jul.2025) o presidente Donald Trump (Partido Republicano) por ameaçar bloquear a construção de um novo estádio de futebol americano em Washington, DC, caso o time local da NFL (National Football League) não retorne ao antigo nome Redskins. As declarações foram feitas no domingo, em sua plataforma Truth Social, onde também pediu que o Cleveland Guardians, da MLB (Major League Baseball), voltasse a se chamar Indians.
Trump afirmou que existe “um grande clamor“ para que o Washington Commanders volte à denominação anterior e afirmou que “nosso grande povo indiano” deseja essa mudança. Ele também sugeriu que poderia interferir na construção do novo estádio caso o nome não seja restaurado. O estádio tem inauguração prevista para 2030, conforme acordo fechado em abril entre o time e o governo do Distrito de Columbia. A equipe joga em Landover, Maryland, desde 1997, mas planeja retornar à capital federal.
As manifestações de Trump reacenderam o debate sobre o uso de nomes e mascotes indígenas no esporte norte-americano. Tanto os Commanders quanto os Guardians mudaram suas denominações depois de pressões de grupos que consideravam os nomes anteriores ofensivos. A troca do nome Redskins foi realizada em 2020, depois de décadas de críticas. O termo era visto como uma injúria racial, e o logotipo com a imagem de um nativo americano também foi abandonado.
A AAIA (Associação para os Assuntos Indígenas Americanos) e o NCAI (Congresso Nacional dos Índios Americanos) condenaram a posição de Trump. As organizações afirmaram que esses mascotes não homenageiam os povos nativos, mas os reduzem a caricaturas e perpetuam estereótipos. Já a Naga (Associação dos Guardiões Nativos Americanos) apoiou o presidente, argumentando que a maioria dos americanos, incluindo indígenas, é contra a cultura do cancelamento.
Apesar da ameaça, Trump tem poder limitado para interferir na construção. Como presidente, não pode barrar diretamente o projeto, mas pode tentar influenciar aspectos como financiamento federal e aprovações regulatórias. O Congresso, controlado pelos republicanos, tem prerrogativas para anular decisões locais em Washington, DC, mas raramente as exerce.
Nem os Commanders nem a NFL se manifestaram até o momento. A equipe é avaliada em US$ 6,3 bilhões e ocupa a 10ª posição entre as franquias mais valiosas da liga, segundo a Forbes.



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