13 de junho de 2026
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  • 16:34 Alego homenageia assentados e acampados da reforma agrária e cobra avanços em políticas públicas para o campo


Em solenidade conduzida pelo deputado Mauro Rubem (PT), a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) homenageou, na manhã deste sábado, 11, contadores e contadoras de histórias. Durante o encontro, profissionais da área, educadores, agentes culturais e representantes da sociedade civil receberam o Certificado do Mérito do Legislativo.

Além do parlamentar, compuseram a mesa de trabalhos a presidente da Academia Brasileira de Contadores de Histórias (ABCH), Antônia Soares; a presidente da Associação Artístico Cultural Mãos que Tecem Histórias, e confreira da Academia Canedense de Letras, Edvânia Braz Rodrigues; o presidente da Academia Canedense de Letras, Luiz Galvão; o produtor cultural Sam Cyrous; a representante dos Contadores de História de São Paulo, Ivani Magalhães; a representante dos Contadores de História do Maranhão, Lilia Silva Diniz; a representante dos Contadores de História do Rio Grande Do Sul, Vera Maria Hoffmann; a representante dos Contadores de História do Distrito Federal, Florismar Gasparoto; e a produtora cultural de Senador Canedo, Carmelita Gomes. Todos foram à tribuna para discursar.  

Ao início da sessão solene, o professor Eliel Barbosa leu o texto “A terra antes do nome”, que aborda e reflete sobre as origens de Goiás. “Não é sobre o passado, é sobre responsabilidades, porque contar histórias não é simplesmente repetir o que aconteceu, é decidir o que continua. Se o território foi construído por escolhas, então, o futuro também será construído por escolhas”, delineou um trecho.

O deputado Mauro Rubem aproveitou o gancho para iniciar a sua fala ecoando a ideia de que a construção de uma narrativa vai além “do que vamos contar, é o que estaremos construindo”. Segundo ele, a desinformação que circula pelo Brasil está criando “fantasmas e monstros que não existem”.

O petista revelou que a sessão solene foi sugerida e articulada por Edvânia Braz, e que se surpreendeu positivamente com a dimensão do momento. “Precisamos mostrar a verdadeira história de mulheres e homens que constroem esse país. Precisamos inundar esta Casa”, disse Mauro Rubem.

Ao mencionar a importância da atividade dessas pessoas para a saúde mental da população, Rubem elogiou: “quanto mais estimularmos contadores e contadoras, quanto mais nos aproximamos da humanidade, mais construímos válvulas de escape e enfrentamos um problema estrutural”.

Condecorados

A presidente da ABCH, Antônia Soares, veio do Rio Grande do Sul para participar da solenidade. “Preciosas criaturas, todas, dou graças a Deus por estar aqui. Deus gosta tanto de histórias que, por isso, criou o mundo e as pessoas”, refletiu. E completou: “Contadores, somos construtores de pontes, e, quem constrói pontes, inspira, prioriza a conexão, alivia, abraça, determina o progresso. O contador de história é tudo isso”.  

Articuladora da ocasião, Edvânia Braz compartilhou vivências pessoais que a levaram à área e falou sobre marcos do tema em Goiás, como a criação de um centro de ensino especializado. Em seu próprio caso, narrou, a inspiração veio da mãe e da avó, que possuíam o hábito de lhe contar histórias quando era criança. “Eu gostaria que cada um que está aqui tenha a certeza que tem um papel não apenas na educação, mas na cultura e até nos hospitais”, acrescentou.

Complementarmente, o produtor cultural Sam Cyrous defendeu que a atividade provoca reflexão e análise. “Histórias não mudam o que aconteceu, mudam a nossa relação com o que aconteceu.”

A secretária municipal de Igualdade e Equidade Étnico-Racial de Goiás, Elenízia da Mata, ressaltou o papel das histórias para comunidades marginalizadas. “Por que queremos palavrear? Para reinventar o mundo, um mundo que suprimiu outras possibilidades de existência. Mas, aqui e agora, somos visíveis. Nós temos voz, o que não temos é escuta. Quem tem o direito de ser escutado? Quem tem direito de registrar os seus sentidos de leitura de mundo?”, questionou.

Reconhecimento ao deputado

Pouco antes da entrega dos certificados, a presidente da ABCH, acompanhada de membras que estavam presentes, entregou uma placa de condecoração a Mauro Rubem. “Transforma a Alego em um lugar de escuta ativa. Ele faz desta Casa realmente a Casa do Povo. Contar é preciso, e agregar é fundamental”, aplaudiu Antônia Soares.

Além disso, o grupo entregou ao parlamentar um manifesto solicitando a elaboração de políticas públicas específicas para a área da contação de histórias. “Esse documento é produto da primeira Conferência Nacional de Contadores de Histórias, realizada no ano passado”, explicou Soares.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Segundo a pesquisa, 37% disseram achar que Bolsonaro deve voltar para a prisão, enquanto 5% não souberam responder

Levantamento do Datafolha divulgado no sábado (11.abr.2026) mostra que 59% dos brasileiros dizem acreditar que Jair Bolsonaro (PL) deve cumprir a pena em prisão domiciliar. Segundo a pesquisa, outros 37% afirmaram que acham que o ex-presidente deve voltar para a prisão, enquanto 5% não souberam responder.

Para este último levantamento, o instituto ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios entre os dias 7 e 9 de abril. As variações estão dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No dia 27 de março, o ex-presidente foi transferido do hospital onde estava internado para tratar uma pneumonia, em Brasília, à sua casa, após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes lhe conceder prisão domiciliar humanitária. Contudo, o benefício teve prazo válido de 90 dias, condicionado à gravidade do estado de saúde de Bolsonaro.

Caberá ao ministro analisar eventual prorrogação ou o retorno do ex-presidente à unidade prisional da Papudinha.

Na decisão, o ministro disse que, de acordo com a literatura médica, o tempo de recuperação total nos 2 pulmões de um idoso (o ex-presidente tem 71 anos) pode durar de 45 a 90 dias. “Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”, disse o ministro. Leia a íntegra (PDF – 790 kB).

Moraes também determinou que:

  • tornozeleira eletrônica – Bolsonaro terá que usar tornozeleira eletrônica;
  • moradores da casa – Michelle, Laura Bolsonaro e Letícia Marianna Firmo da Silva (enteada de Bolsonaro) não precisam de autorização, pois moram na mesma casa;
  • visitas dos filhos – Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro poderão visitar o pai “nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional”, ou seja, às quartas-feiras e aos sábados, das 8h às 11h, das 11h às 13h e das 14h às 16h;
  • demais visitas – todas que não forem de familiares diretos, advogados e médicos estão suspensas por 90 dias;
  • atendimento – médicos não precisarão pedir autorização para visita;
  • saúde de Bolsonaro – se necessário, o ex-presidente poderá ser internado sem necessidade de prévia decisão judicial, caso haja orientação médica;
  • uso de aparelhos – Bolsonaro não poderá usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa “diretamente ou por intermédio de terceiros”;
  • revista de visitantes – os celulares de quem for visitar o ex-presidente deverão ficar com os agentes policiais;
  • imagens e redes sociais – Bolsonaro não poderá usar redes sociais nem ter fotos e vídeos divulgados.

Os advogados do ex-presidente haviam protocolado diferentes requerimentos solicitando a substituição da custódia por domiciliar. Alegaram risco clínico e necessidade de acompanhamento médico contínuo. Nos pedidos, a defesa citou episódios recentes de internação, agravamento do quadro respiratório e histórico de doenças associadas aos sistemas digestivo e respiratório.



Autor Poder360 ·


Grupo é acusado de maus-tratos, caça ilegal e corrupção de menores; dano foi estimado em R$ 44.000

Os 6 homens acusados de agredir uma capivara com pedaços de pau e pedras na madrugada de 21 de março, no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio, foram denunciados à Justiça pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).

Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo respondem por maus-tratos com emprego de crueldade, caça ilegal, corrupção de menores e associação criminosa.

Todos tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia realizada no fim de março.

Segundo o Ministério Público, os acusados “agiram de forma consciente e coordenada, com a participação de 2 adolescentes, ao cercar e atacar o animal com pedras e pedaços de madeira com pregos, utilizando método cruel”.

O espancamento causou “graves lesões, incluindo traumatismo craniano e lesão ocular severa”, conforme laudo veterinário anexado aos autos. A ação ocorreu sem autorização, configurando também caça ilegal de animal silvestre.

Os denunciados ainda filmaram as agressões e demonstraram comportamento de deboche durante o ataque. “Os envolvidos filmaram a ação e demonstraram comportamento de deboche enquanto o animal era submetido a intenso sofrimento”, afirmou o MP.

De acordo com a investigação, pedras arremessadas também atingiram veículos estacionados, causando danos ao patrimônio.

Após diligências da Polícia Civil, os suspeitos foram identificados e localizados e admitiram o crime no momento da prisão. Alegaram que pretendiam abater o animal para consumo.

A denúncia aponta ainda indícios de reiteração criminosa. Uma testemunha reconheceu um dos acusados como autor de agressões contra outra capivara poucos dias antes, no mesmo bairro.

Na área cível, o Ministério Público pediu a fixação de valor mínimo para reparação de danos ambientais, morais coletivos e materiais. O prejuízo foi estimado em R$ 44.632,57, segundo laudo técnico. Os recursos devem ser destinados a instituições de atendimento veterinário e recuperação animal, além do Fundo Estadual de Meio Ambiente.


Este texto foi originalmente publicado pela Agência Brasil, em 9 de abril de 2026, às 9h10. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.



Autor Poder360 ·


A vereadora por Goiânia Aava Santiago (PSB) poderá receber o Título de Cidadania Goiana, caso aprovado o projeto de lei nº 4809/26, de autoria do deputado Karlos Cabral (PSB), protocolado na Assembleia Legislativa no mês passado. 

Cabral justifica a proposta, dizendo que sua correligionária é reconhecida como uma parlamentar jovem e atuante, que alia ativismo social à produção legislativa, com foco na proteção da infância, igualdade de gênero, transparência, justiça social, defesa dos direitos humanos e no protagonismo do bioma Cerrado nas políticas públicas.

“Em razão de sua atuação, no ano de 2024 tornou-se a mulher mais votada da história do Legislativo de Goiânia, com 10.482 votos”, recorda Cabral.

A matéria será encaminhada a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa, onde será distribuída para relatoria parlamentar.

A homenageada

Aava Santiago Aguiar nasceu em 20 de outubro de 1989, no município de Barra do Garças (MT). Desde a infância, destacou-se pelo interesse em atividades estudantis e comunitárias. Aos 11 anos de idade, já residindo no Rio de Janeiro, foi eleita presidente do grêmio da Escola Municipal Thomé de Souza, demonstrando desde cedo vocação para o cuidado com a coletividade.

Aos 15 anos de idade, Santiago mudou-se com sua família para Goiás e, aos 16 anos, ingressou no curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG), instituição na qual se graduou no ano de 2011.

Atualmente, Aava Santiago exerce o mandato de vereadora pela capital goiana. Aos 36 anos de idade, é casada com Guilherme Liberato Alves e mãe de Davi. Segundo Karlos Cabra, a vereadora pauta sua vida pessoal e pública em valores oriundos da fé cristã de orientação evangélica.

Em 2020, foi eleita vereadora por Goiânia, pelo PSDB, e direcionou seu primeiro mandato à defesa da igualdade de gênero e à redução das desigualdades sociais. Durante esse período, presidiu e integrou diversas comissões permanentes da Câmara Municipal de Goiânia, como os colegiados de educação, direitos humanos e cidadania.

Na condição de mãe e parlamentar, em 2021 apresentou o projeto de lei “Empregue uma Mãe”, com o objetivo de incentivar empresas a contratarem mulheres mães, ampliando oportunidades no mercado de trabalho. Também é autora de proposições que garantem o ingresso de pais e mães acompanhados de seus filhos pequenos em instituições de ensino, além de ter atuado na reestruturação da Ouvidoria da Mulher, implementando programas de acolhimento e apoio psicoterapêutico.

Neste ano de 2026 Aava Santiago filiou-se ao PSB.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Alcides Hahn fez Pix de R$ 500 para empresa de ônibus que levou manifestantes de Blumenau a Brasília em janeiro de 2023

O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou o empresário catarinense Alcides Hahn a 14 anos de prisão em regime fechado por envolvimento nos atos de 8 de Janeiro. A decisão foi tomada no dia 02 de março de 2026.

A Procuradoria Geral da República denunciou Hahn por ter transferido R$ 500 para o pagamento de um ônibus fretado que levou manifestantes de Blumenau (SC) até Brasília depois das eleições de 2022.

O empresário catarinense foi condenado por 5 crimes: abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa. O recurso seria julgado em 20 de março deste ano, mas foi retirado de pauta. 

Hahn e 2 outros homens financiaram o fretamento de um ônibus utilizado para transportar manifestantes catarinenses aos atos em Brasília. Rene Afonso Mahnke transferiu R$ 1.000 e Vilamir Valmor Romanoski, R$ 10 mil. Nenhum deles viajou para a capital.

A PGR apontou Romanoski como uma “figura de liderança” das mobilizações a favor de Bolsonaro em Blumenau. Segundo a Procuradoria, ele organizava o recrutamento de manifestantes e compras de mantimentos.

Em audiência no STF, Hahn declarou que fez um Pix atendendo ao pedido de um conhecido. Segundo o empresário, a pessoa teria solicitado dinheiro emprestado para viajar sem especificar o destino. O proprietário da empresa de ônibus afirmou que, ao identificar a transferência, presumiu que o valor se referia ao fretamento da viagem.

A defesa de Hahn argumentou ao Supremo que a denúncia da PGR fundamentou-se exclusivamente no Pix de R$ 500 feito à empresa de fretamento de ônibus. Os advogados sustentaram que não houve prova de que o valor se destinasse ao financiamento de uma viagem ou de que o empresário tivesse conhecimento de eventual crime. As informações são do UOL

Em despacho de outubro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes afirmou não haver ilegalidade se a PGR não oferecesse um Acordo de Não Persecução Penal aos condenados. 

Eis as condenações dos 3 réus:

  • 14 anos: 12 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção;
  • 100 dias-multa: cada multa no valor de ⅓ do salário mínimo (R$ 1.621,00);
  • danos morais coletivos: R$ 30 milhões; 
  • nome dos réus no rol dos culpados;
  • expedição de guia de execução definitiva;
  • pagamento de custas pela condenação.



Autor Poder360 ·


Oficial detido pela morte da esposa é transferido para a reserva com critérios proporcionais; investigação aponta indícios de agressão e fraude na cena do crime

A Polícia Militar de São Paulo aposentou com salário integral o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob suspeita de matar a esposa, policial militar Gisele Alves Santana.

A PM oficializou também a transferência do tenente-coronel para a reserva da corporação nesta 5ª feira (2.abr.2026). O oficial de 53 anos está preso preventivamente desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes.

A transferência para a reserva se deu a pedido do próprio tenente-coronel, com base em critérios proporcionais de idade previstos na legislação. Esses critérios permitem que o policial se aposente antes de completar todos os requisitos para o valor integral, recebendo um benefício calculado de forma proporcional ao tempo de serviço e à idade no momento do pedido.

Dados do Portal da Transparência indicam que o último salário bruto do oficial superava R$ 28.000 e o benefício deve ficar próximo de R$ 20.000 depois da aplicação da proporcionalidade.

Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que autorizou a instauração de um conselho de justificação em relação ao tenente-coronel Geraldo Neto. Segundo a corporação, o processo pode resultar em demissão, perda do posto e da patente.

Leia na íntegra a nota da Polícia Militar de São Paulo:

“A Secretaria da Segurança Pública autorizou a instauração de um conselho de justificação em relação ao tenente-coronel Geraldo Neto, que pode resultar em demissão, perda do posto e da patente. A instrução continua a valer mesmo após a transferência do oficial para a reserva

O inquérito policial militar que apura a morte da soldado Gisele Alves Santana está em fase final e será encaminhado ao Judiciário. O oficial permanece preso preventivamente por decisão judicial, após representação da Corregedoria da PM. Além disso, o inquérito da Polícia Civil já foi concluído e encaminhado à Justiça, com pedido de prisão, que também já foi cumprido.”

O inquérito policial militar está em fase final e será encaminhado à Justiça. O tenente-coronel permanece preso preventivamente por decisão judicial.

INVESTIGADO POR FEMINICÍDIO

Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O caso foi inicialmente tratado como suicídio, mas passou a ser investigado por feminicídio qualificado e fraude processual após a análise de laudos periciais, depoimentos e dispositivos eletrônicos.

Segundo a investigação, o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça, em trajetória incompatível com um disparo feito pela própria vítima.

Peritos também identificaram lesões no rosto e no pescoço de Gisele, além de hematomas nos olhos, indicando que ela teria sido agredida e imobilizada antes da morte. Há ainda indícios de manipulação da cena do crime e contradições no relato do oficial.



Autor Poder360 ·


INVESTIGAÇÃO

Na casa dele, os agentes apreenderam aparelhos eletroeletrônicos que tinham imagens de exploração de menores

Um blogueiro bastante conhecido em Catalão, Sudeste de Goiás, foi preso preventivamente na terça-feira (31/3), após ser alvo de oito denúncias de de crimes sexuais. Na casa dele, os agentes apreenderam aparelhos eletroeletrônicos que tinham imagens de exploração de menores. Ao menos oito mulheres afirmaram terem sido atacadas por Elias Pires Monteiro, de 39 anos, que atualmente trabalhava como repórter em um blog de notícias da cidade.

Em depoimento, vítimas revelaram que os crimes teriam ocorrido entre 2000 e 2001, ocasião em que elas eram menores de idade. Naquela época, segundo apurado, o blogueiro era líder de uma igreja evangélica e aproveitava-se da função para realizar as abordagens.

No início do mês passado, a PC solicitou a decretação da prisão do denunciado, mas o pedido não foi aceito pela justiça. “Apesar do pedido de prisão ter sido negado, nós conseguimos a decretação, no último dia 13 de março, de mandados de busca e apreensão, ocasião em que encontramos, no celular dele, inúmeras imagens de crianças e adolescentes”, descreveu a delegada Marcela Magalhães.

“Diante das provas e do número de denunciantes, que saltou de duas para oito, fizemos um novo pedido, que agora foi aceito pela justiça e cumprido na tarde de ontem”, completou a investigadora.

Outras três mulheres que também se dizem vítimas de Elias Pires entraram em contato com a delegacia e prometeram comparecer para denunciá-lo nos próximos dias.

O nome e imagem do suspeito são divulgados, segundo a delegada, “para que outras eventuais vítimas o reconheçam e se encorajem para denunciá-lo”. A reportagem do Mais Goiás não conseguiu contato com a defesa de Elias Pires Monteiro, mas o espaço está aberto à manifestação.

Autor Aulus Rincon


O deputado Mauro Rubem (PT) apresentou a matéria nº 4259/26, que solicita o pagamento retroativo de vantagens funcionais suspensas durante a pandemia da covid-19 aos servidores públicos do Estado de Goiás, em conformidade com a Lei Complementar Federal nº 226, de 12 de janeiro de 2026.

A proposta prevê que o Poder Executivo estadual possa efetuar o pagamento retroativo de anuênio, triênio, quinquênio, sexta-parte, licença-prêmio e demais mecanismos equivalentes referentes ao período de 28 de maio de 2020 a 31 de dezembro de 2021 aos servidores que cumpram os requisitos legais.

O projeto estabelece critérios para garantir responsabilidade fiscal e planejamento, incluindo: existência de disponibilidade orçamentária própria, prévia estimativa do impacto financeiro, observância dos limites constitucionais e compatibilidade com o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. Os valores retroativos não se incorporarão automaticamente à remuneração, evitando geração de despesa continuada sem previsão legal.

O pagamento será escalonado, priorizando servidores ativos com menor faixa salarial, podendo ser parcelado em até 12 parcelas mensais, e poderá ser suspenso temporariamente se houver risco ao cumprimento dos limites fiscais. Servidores sem direito adquirido antes de 28 de maio de 2020 ou cujas parcelas dependam de avaliação de desempenho não realizada no período serão excluídos do pagamento.

Na justificativa, o parlamentar destaca que a iniciativa busca dar efetividade à autorização da lei federal, reconhecendo o esforço dos servidores estaduais durante a pandemia sem comprometer a sustentabilidade das contas públicas. “A proposta permite que o Estado devolva essas vantagens de forma responsável, planejada e escalonada, respeitando os limites fiscais e priorizando aqueles que mais necessitam”, afirmou Mauro Rubem.

A matéria será encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde aguardará parecer de relator.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A deputada Dra. Zeli (Mobiliza) realizou, na manhã deste sábado, 28, sessão solene em homenagem a mulheres empreendedoras do Estado, com entrega do Certificado do Mérito Legislativo.

Além da parlamentar, compuseram a mesa dos trabalhos: a educadora financeira Paula Peixoto; a psicóloga e empreendedora Juliana Meneghelo; a presidente do Instituto Cidadania que Acolhe, Paula Caetano Ferreira; a presidente do projeto Mistura Feminina, Wirla Karla Machado Tavares; e o pastor da Igreja Batista de Vila Nova Carlos Henrique.

Em seu discurso, Zeli ressaltou que a iniciativa vai além de uma homenagem simbólica, sendo um gesto de gratidão e respeito à trajetória de mulheres que, diariamente, fazem a diferença em diversas áreas. “Cada história aqui representa dignidade, esforço e coragem”, afirmou.

A legisladora também reforçou a defesa da independência feminina, destacando que a autonomia profissional é fundamental para que as mulheres tenham liberdade de escolha e segurança em suas decisões. “A independência não apenas amplia oportunidades, mas também atua como forma de proteção diante dos desafios da vida.”

A deputada reafirmou seu compromisso em transformar esse discurso em ações concretas, promovendo políticas públicas que incentivem o empreendedorismo e garantam mais oportunidades.

Zeli ainda enfatizou que cada certificação entregue durante a sessão representa uma trajetória de superação e conquista, simbolizando mulheres que não esperaram pelas oportunidades, mas as construíram.

A parlamentar finalizou seu discurso agradecendo aos organizadores e participantes do evento e reforçou que momentos como esse devem servir de inspiração para que mais mulheres ocupem seus espaços, fortalecendo suas vozes e contribuindo para o desenvolvimento de Goiás.

O pastor Carlos Henrique ressaltou que a valorização da mulher está presente na Bíblia, citando como exemplo o capítulo 31 do livro de Provérbios, que descreve a mulher virtuosa como alguém com visão de investimento, capacidade de gestão e organização do lar e dos negócios.

Segundo o religioso, empreender não é apenas uma tendência moderna, mas um princípio já estabelecido nos ensinamentos bíblicos. Ele enfatizou que a mulher empreendedora é aquela que negocia, produz, lidera e administra com sabedoria, sendo um pilar fundamental tanto na família quanto na sociedade. Ao final, o pastor deixou uma mensagem de fé às homenageadas, afirmando que o temor a Deus é essencial para alcançar ainda mais sucesso e bênçãos na vida pessoal e profissional.

Social

Em seguida, a presidente do Instituto Cidadania que Acolhe, Paula Caetano Ferreira, destacou a importância da união entre mulheres como ferramenta de transformação social. “Ocupar espaços de liderança ainda é um desafio para as mulheres, mas iniciativas como essa fortalecem uma rede de apoio essencial para o crescimento coletivo. Quando uma mulher reconhece e valoriza o trabalho de outra, amplia oportunidades e incentiva novas trajetórias de sucesso”, afirmou.

Paula Ferreira também compartilhou parte de sua história, lembrando que iniciou sua trajetória no empreendedorismo no ramo da moda, onde aprendeu sobre independência financeira e coragem. No entanto, experiências pessoais, incluindo a vivência da violência contra a mulher, a motivaram a criar o instituto, com o propósito de acolher, orientar e fortalecer mulheres em situação de vulnerabilidade.

De acordo com a ativista, o projeto atua no enfrentamento à violência e na conscientização sobre direitos, oferecendo suporte para que mulheres possam reconstruir suas vidas com dignidade. “Quando uma mulher conhece seus direitos, ela ganha força para se posicionar e recomeçar”, concluiu.

Rede de apoio

Presidente do projeto Mistura Feminina, Wirla Karla Machado Tavares ressaltou o papel dos projetos sociais, como o do movimento que ela comanda, na promoção do protagonismo feminino, criando redes de apoio e incentivando mulheres a desenvolverem seus próprios caminhos no empreendedorismo.

Para Wirla Tavares, reconhecer trajetórias é também abrir portas para outras mulheres. Ela destacou que quando uma mulher ocupa seu espaço inspira outras a fazerem o mesmo, ampliando possibilidades e transformando realidades.

Ao concluir, Wirla celebrou a união feminina e reforçou que iniciativas como essa contribuem para uma sociedade mais justa, onde mulheres têm voz, vez e reconhecimento.

Força

A educadora financeira Paula Peixoto chamou atenção para os imprevistos do cotidiano, mostrando que dificuldades fazem parte da vida e não devem ser vistas como impedimentos, mas como parte do processo de crescimento.

Paula Peixoto também trouxe uma reflexão sobre a busca pela perfeição, afirmando que a verdadeira força está na autenticidade. “A nossa perfeição está na nossa não perfeição”, destacou, ao reforçar que ser forte e corajosa é, muitas vezes, escolher continuar mesmo sendo vulnerável.

Ao finalizar, a educadora deixou uma mensagem às homenageadas: que não esqueçam que estão onde estão por mérito e trajetória, e que cada conquista carrega a força de escolhas diárias feitas com coragem.

A psicóloga e empreendedora Juliana Meneghelo ressaltou que, por trás do título de mulher empreendedora existem histórias marcadas por comprometimento, responsabilidade e, principalmente, superação. “São muitos desafios, obstáculos, dores e lágrimas até chegar aonde chegamos”, afirmou, ao reconhecer a trajetória das homenageadas.

Juliana também pontuou que a jornada não termina nas conquistas, mas segue com novos desafios, exigindo coragem contínua. Utilizando a metáfora da fênix, a empreendedora destacou a capacidade de recomeço das mulheres. Segundo ela, muitas já se viram “em cinzas”, mas encontraram força para renascer e seguir em frente.

Ao final, a psicóloga deixou uma mensagem de fé e encorajamento, reforçando sua admiração pelas homenageadas e lembrando que, mesmo nos momentos de fragilidade, existe uma força maior que sustenta cada uma. “Que vocês nunca se esqueçam de que existe um Deus que não desiste de vocês e que está sempre presente”, concluiu.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Turma entende que imunidade parlamentar protege pronunciamento feito no Dia Internacional da Mulher de 2023

A 4ª Turma Cível do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) anulou a condenação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) que determinava o pagamento de R$ 200.000 por danos morais coletivos por ironizar mulheres trans em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, no Dia Internacional da Mulher de 2023.

Em decisão unânime, com um placar de 3 a 0, o colegiado revogou a sentença da 1ª Instância e decidiu a favor de Nikolas. A ação judicial foi movida pela Aliança Nacional LGBTI+ e pela Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas, que alegaram “crime de transfobia, além de discurso de ódio e incitação à violência contra a população LGBTI+”.

Os magistrados entenderam que a imunidade parlamentar protege a conduta do deputado, uma vez que as manifestações e os gestos se deram durante o exercício do mandato e dentro do recinto da Casa Legislativa.

RELEMBRE O CASO

No episódio de 2023, o deputado vestiu uma peruca loura, apresentou-se como “Deputada Nikole” e criticou pautas relacionadas à identidade de gênero.

“Hoje me sinto mulher, deputada Nikole, e tenho algo muito interessante para falar. As mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres”, declarou o deputado ao abrir seu discurso.

A atuação provocou forte reação de entidades civis e de outros deputados, o que resultou na ação judicial agora revertida pelo TJDFT.

Assista ao vídeo (3min02s): 



Autor Poder360 ·